REDEDECOOPERAÇÃOEMPRESARIAL
JoséRobertoTálamo MarlyMonteirodeCarvalho DepartamentodeEngenhariadeProdução,EscolaPolitécnicadaUSP, Av.Prof.LucianoGualberto,travessa3,nº380,CEP05508-900,SãoPaulo,SP e-mail:[email protected];[email protected]
Recebidoem27/6/2003 Aceitoem18/6/2004
Resumo
Aaberturadosmercadoscriouumanovaordemeconômica,baseadafundamentalmentenaestruturaçãodenovasfor-mas de organização da produção, com ênfase na competitividade e na inovação tecnológica. Novas forAaberturadosmercadoscriouumanovaordemeconômica,baseadafundamentalmentenaestruturaçãodenovasfor-mas de organi-zação industrial são rapidamente incorporadas à cultura das empresas, como resposta aos novos desafios de mercado. UmadasformasdeorganizaçãoquemerecedestaqueéaRededeCooperaçãoEmpresarial–RCE.Nestetrabalho,preten-de-seanalisaraformaçãodeumaRCEdosetoreletroeletrônico,estudandosuaconfiguração.Destaca-senesteartigo,o processodeestabelecimentodosobjetivosfundamentaisdaRCEpelosempresários,cujaestruturadeprioridadesutilizouo AHP(AnalyticHierarchyProcess)comoferramentadeapoioàdecisão.
Palavras-chave:RededeCooperação,análisehierárquicadoprocesso-AHP,pequenasemédiasempresas-PME. v.11,n.2,p.239-250,mai.-ago.2004
1.Introdução
Aaberturadosmercadoscriouumanovaordemeconô-mica,baseadafundamentalmentenaestruturaçãodenovas formasdeorganizaçãodaprodução,comênfasenacompeti- tividadeenainovaçãotecnológica.Novasformasdeorgani-zaçãoindustrialsãorapidamenteincorporadasàculturadas empresas,comorespostaaosnovosdesafiosdemercado.
Umadasformasdeorganizaçãoquemerecedestaqueé aRededeCooperaçãoEmpresarial-RCE,umagrupamen-to de empresas que buscam objetivos comuns, geralmente localizadosnaesferadalucratividade,ouseja,abuscada sobrevivência. Este tipo de organização empresarial tem apresentadoexperiênciasdesucessonoBrasil.
O sucesso competitivo de RCE’s em diversos países, comoéocasodasredesdepequenasemédiasempresasnos distritosindustriaisitalianos,asredeskeiretsunoJapãoouas empresasdealtatecnologiadoValedoSilício,despertaram ointeresseacadêmicoparaoestudodesuasdiversascon-figurações (Williamson, 1985; Segenberger e Pyke, 1990;
StorpereHarrison,1991;Porter,1998;BelussieArcange-li,1998;PortereStern,2001;CarvalhoeLaurindo2003). Nestetrabalho,pretende-seanalisaraformaçãodeuma RCEdosetoreletroeletrônico,estudandosuaconfiguração segundoosmodelosdeStorpereHarrison(1991)eBelussi eArcangeli(1998).Destaca-se,nesteartigo,oprocessode estabelecimentodosobjetivosfundamentaisdaRCEpelos empresários, cuja estrutura de prioridades utilizou oAHP (AnalyticHierarchyProcess),comoferramentadeapoioà decisão(Saaty,1991).
2.RedesdeCooperação
240 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
denominaresteequilíbrio(Porter,1998;Levyetal.,2003). Segundo Loebbecke eVan Fenema (1998), existem três forças de co-opetição: sinergia, nivelamento e impacto re-verso-negativo(negativereverse-impact–NRI).Asinergia representaaadiçãopotencialdevalor,queatrocadeinfor-mação pode proporcionar para as partes envolvidas. O ni-velamentoéacapacidadedaquelequerecebeainformação emaumentarseuvalor,explorandooconhecimentocompar-tilhado além da relação de cooperação. Por último, o NRI determinaquantoousodainformaçãopelapartereceptora reduzovalordaparteemissoradainformação(fatorinibidor daco-opetição).
SegundoCarvalhoeLaurindo(2003),asaçõesconjuntas (joinactions),obtidasporesforçodeliberadoeconsciente dasempresasdarede,podemserdedoistipos:cooperação entreempresas(porexemplo,compartilharequipamentos)e gruposdeempresasorganizadasporassociaçõesouconsór- cios,comodeexportação.Estasaçõesconjuntasdecoope-raçãopodemserhorizontais(entrecompetidores)everticais (entreelosdacadeia).Quandoadimensãogeográficatam- bémestápresente,sãoobservadas,alémdasaçõesconjun-tas, a existência de externalidades incidentais oriundas da aglomeração,comimpactonoscustosdetransação.Neste artigo,nãosepretendediscutiradimensãogeográfica,enfa-tizando-seaquestãodoprojetodeconfiguraçãodaRCE.
Lundvall (1992) argumenta que, sendo o recurso funda-mental na economia moderna o conhecimento, o processo mais importante é oaprendizado. Este autor destaca que a atividade inovadora é um processo intrinsecamente social e coletivoedepende,fundamentalmente,dasinteraçõesentreos agentes,chamadodeaprendizadopelainteração(learning-by-interaction).Paraentenderesteprocessonointeriordasredes, éprecisoentendê-locomosocialmenteinscrito,levando-seem consideraçãoseucontextoinstitucionalecultural.Carlssonet al.(2002)argumentamquecompreenderadinâmicadestasin-terações,ouseja,entenderarobustez,flexibilidade,habilidade degerarmudançaserapidezderespostaàsmudançasambien-tais,éumaspectoessencialnestetipodeanálise.
Asinformaçõeseatransmissãodosconhecimentosnoin- teriordarededecooperaçãofluemporprocessosdeapren- dizadoformaisouinformais.Poroutrolado,asaçõescon-juntasdecooperaçãoquepermitemreduzirriscos,aumentar escalaecompartilharrecursos,comojácomentado,tendema terumprocessodedecisãomaisestruturadoeformalizado.
Aformaçãodeumarededecooperaçãopodeapresentar entravesàmedidaquesurgemassimetrias,comoapareci- mentodeumaempresa-líder,quepassaaexercerforteinflu-êncianasestratégiasdasdemaisempresasdarede,inibindo asaçõesconjuntasdecooperação.
StorpereHarrison(1991)formularamumataxonomiade redes,asquaispodemserclassificadasconformeabaixo:
•Redesemassimetrias(allring-nocore):Estaestrutura configura-se por uma relação entre iguais e sem qualquer espéciedehierarquiaentreosagentes;
•
Redelevementeassimétricacomempresacoordenado-ra(core-ringwithcoordinatingfirm):aestruturaapresenta algumgraudehierarquia,comleveassimetriaentreosagen-tes participanalgumgraudehierarquia,comleveassimetriaentreosagen-tes do sistema, por causa de certa influência sistemáticadeumaempresacoordenadora,porémlimitadae nãodeterminantedasobrevivênciadasempresasparticipan-tesdosistema.Oslimitesdaempresacoordenadoraresidem nasuaincapacidadederealizarasatividadesquesãoreali-zadaspelosdemaisparticipantesdosistema;
•Redeassimétricacomempresalíder(core-ringwithlead firm):aestruturaapresentafortehierarquização,comassime-triasentreaempresalídereosdemaisagentes.Nestaestrutura, asaçõesdasoutrasempresasdosistemadependemdasestraté-giasdalíder,tendosuasobrevivênciacondicionadaaela;e
• Redehierárquica(allcore):nestaestrutura,asativida-des são assumidas por uma grande empresa verticalizada, quasenãoconfigurandoumarededeempresas.
Segundo Carvalho et al. (2003), esta taxonomia repre-sentaumcontinuumquevaidaausênciadehierarquia(all ring-nocore)àhierarquiaplena(allcore).Nadefiniçãode HumphreyeSchmitz(2000),asduasconfiguraçõesassimé- tricasintermediáriaspoderiamserchamadasderedesqua-si-hierárquicas. E a rede hierárquica, segundoWilliamson (1979),seriaclassificadacomointegraçãovertical.
Omodeloderede,escolhidopelasempresasenvolvidasna rededecooperaçãooraapresentada,éaRedesemAssimetrias, ouseja,semassimetriasouqualquermododehierarquia.
Outravisãoimportantenaconcepçãodaredefoiproposta porBelussieArcangeli(1998),queapresentamumatipolo- gia,emqueoseixosdaanálisesãoasformasdeaprendiza- gemeafreqüênciadainteraçãoentreasempresaslocais,re-sultandoemtrêstiposderedes:estacionárias(steady-state), retráteis–reversíveiseevolucionárias.
As redes estacionárias caracterizam-se pela divisão do trabalhoentreasempresaslocais,predominandoasrelações de caráter estático, ou seja, incapazes de gerar novos co-nhecimentoseformarcompetênciascoletivas.Nosegundo tipoderede,asretráteis–reversíveis,asempresasapresen-tam relações mais freqüentes e dinâmicas, capazes de in-corporaremnovosconhecimentoseadaptarem-sedeacordo comasexigênciasdademanda.Oterceiroeúltimotipode rede,aevolucionária,apresentaumintensoaprendizadopor interação e formação de competências coletivas.Além do aprendizado por interação, as empresas focalizam-se em suascompetênciasessenciais(corecompetences)emantêm interaçõesmuitofreqüentescomasoutrasempresasdarede (PrahaladeHamel,1990).
AFigura1ilustraestemodelo,noqual,quantomaisfre-qüentes e estáveis forem as relações entre as empresas da rede,maioroaprendizadopelainteraçãoemaioracapaci-dadedegeraçãodevantagenscompetitivas.
3.AnáliseHierárquicadoProcesso-AHP
nadécadade70,usaumaestruturahierárquicapararepre-sentarumproblemadedecisão,apropriadoaumaequipede decisoresfrenteaproblemaspoucoestruturados.Osmem-brosdaequipedefinemoobjetivoedesenvolvemcritérios para satisfazer o objetivo, fazendo julgamentos e a priori-zaçãodemulticritérios.Alémdisto,ométodoestabeleceos pesospormeiodocálculodasprioridadescomoautovetor, oquepermiteaotomadordedecisõesmediraconsistência desuasdecisões. Estemétodotemsidoempregadoparasituaçõesde:defi- niçãodeprioridades,avaliaçãodecustosebenefícios,aloca-çãoderecursos,mensuraçãodedesempenho,avaliaçãoou pesquisademercado,determinaçãoderequisitos,decisões estratégicasetc.(Moritaetal.,1999). SegundoLaurindoetal.(2002),omodelousajulgamen- toscomparativosdeparesdefatores,estudandosuaconsis-tência e sua validade, de forma a não deixar de levar em consideração a ambigüidade decorrente da associação de númerosajulgamentos.
Segundo Carvalho (1997), apesar do amplo e crescente espectrodeaplicaçõesdoAHP,existemalgumasrestrições quantoaousodestemétodo,quepodemseraprofundadas nostrabalhosdeDyer(1990a;1990b)eSaaty(1990).Um dosproblemasapontadosnoAHPéaquantidadedecompa-raçõesparitáriasnecessárias,quecrescemuitorapidamente comotamanhodamatrizdestascomparações.Existemtéc-nicasquepermitemreduzirestenúmerodecomparações paritárias.Outracríticafreqüenteaestemétodoéareversão deordem,ouseja,aalteraçãodasalternativasdominantes emfunçãodainclusãoouexclusãodealternativasirrelevan-tes(Moritaetal.,1999). Graçasàscaracterísticasdométodo,julgou-seadequada suautilizaçãoparaestruturaratomadadedecisãodosem-presáriosdaRCE.Asentrevistasparaaobtençãodasnotas nascomparaçõesparitáriasforamfeitascomosempresários dasempresasenvolvidasnarededecooperação,conforme serádetalhadoaseguir.
4.Metodologia
Apropostainicialdestaanálisefoiaestruturaçãodeuma Rede de Cooperação Empresarial, com pequenas e médias empresas (PME’s) do segmento eletroeletrônico.A escolha destesegmentoindustrialdeu-seemfunçãodapoucavivên-cianacionalemorganizaçãodeempresasnaformaderedese, principalmente,emsegmentodetecnologiaintensiva,noqual projetosedesenvolvimentosassumemcaráterestratégico. Paraisto,foramcontatadastrintaecincoempresasdepe- quenoemédioporte,todasintegrantesdosegmentodeins- trumentaçãocientífica.Nocontatoinicial,foramapresenta-dos,aosempresáriosresponsáveis,osconceitosbásicosde estruturaçãodeumarededecooperaçãoempresarial,suas vantagens e desvantagens.Após os contatos preliminares, verificou-sequeonzeempresaseramapenasdistribuidoras de equipamentos importados, não fazendo parte de nosso objetivoprimordial,queéaestruturaçãodeumanovaforma deprodução.Dasvinteequatroempresasrestantes,emduas nãoforamfinalizadososcontatos,duasempresassofreram restriçãodeoutrasjáconsultadasecinconãomanifestaram interessenaparticipaçãodaRCE. Quatorzeempresasmanifestaraminteressenaparticipa- çãoeformaçãodaRCE.Estasempresas,eventuaisintegran- tesdestaRCE,atuamnafabricaçãodeequipamentoseins-trumentoseletrônicos,destinadosaosmaisvariadossetores daeconomianacional,taiscomo,construçãocivil,indústria eletroeletrônica,distribuiçãodeenergiaelétricaemanuten-çãoindustrial. Apósaestruturaçãodarededecooperaçãoempresarial, aindaemestágioinicial,formalizou-seaaceitaçãodadivul-gaçãodosnomesdosfuturosintegrantesdaRCE.Foram questionadospontosfortesefracosdecadaempresa,eos aspectosnosquaishaviaounãointeressenocompartilha-mento.Apósumareuniãoinicial,trêsempresasdetalharam ospontossolicitados,conformeasTabelas1e2. Comosdadosiniciais,foramestabelecidososprincípios fundamentaisdaestruturaçãodoproblema,queé: 1.Adiscussãoeocaminhoaseradotadopelogrupo,para se obter o consenso para a busca da solução do problema comumatodos;e2.Dadaanaturezaholísticadestaanálise,oproblemafoi divididoemparteseáreasmenores,emfunçãodaáreade atuaçãodosparticipantes(tecnologiaintensiva),diversidade deportedasempresas,ediferentesgrausdeespecialização dos participantes, a fim de se determinar os aspectos que maisinterferemnoproblemacomoumtodo. Figura1.Tipologiasderede(Adaptadode BelussieArcangeli,1998). Redes Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á cr ia tiv a ad ap ta tiv a Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á Estacionárias Redes retráteis reversíveis Redes evolucionárias estática
Freqüência da interação
242 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
Umaanálisecomplexa,comoéocaso,dificilmentepo-deriasersimplesmentedecompostaemproblemasmenores, com respostas combinadas em uma resposta comum. De acordo com Saaty (1994) o conhecimento e a experiência individuaissãoinsuficientesparaatomadadedecisãoque interfereemumgrupo.Énecessáriaumaanálisemaispro-fundadetodasasconexõesexistentes,semusodoraciocino lógico individual. Em busca da solução comum ao grupo, procurou-se estabelecer um modelo de tomada de decisão que fosse: de construção simples; adaptável às diferentes empresasqueformarãoogrupo;intuitivoàinterpretaçãoe raciocíniodosintegrantes;encorajadoràformaçãodecom- promissoseconsensos,paraqueogrupopossaevoluir;in- dependentedeespecializaçãoprofundaparasuainterpreta-çãoecomunicação;edefácilreavaliaçãoemseusdetalhes.
4.1Seleçãoeclassificaçãodosdados
As empresas selecionadas para este estudo de caso são todasdepequenoporte,atuandoemummesmosegmento (equipamentoseletrônicosdepequenoporte),algumascon-correntesdiretasentresi.Oobjetivodesereunirempresas demesmoporte,mesmosegmentoeprodutossimilares,é odefacilitaraestruturaçãodarede,potencializandoosga-nhosdasatividadessimilares,entreasquais:
•Comprasconjuntasdecomponenteseletrônicos; •Publicidadeconjuntaemveículosesemanários;
•Concentração da produção de itens comuns em um úni-cofabricante,conformeacompetênciainternadecadaum dosintegrantes;
•Incentivoàtransaçãocomercialentreosintegrantes;e
Tabela1.Itensemqueháeemquenãoháinteressedecompartilhamentodeatividade.
Empresa ItensdeCompartilhamento ItensemquevocêNÃOdesejacompartilhamento
A
Distribuiçãodeterceiros Estruturacomercial
Agência,estúdiodepropagandaougráfica Carteiradeclientes
Componentesesubpeças Feiras(aserponderadonofuturo)
Importações
Contrataçãodeprojetosouprodutos
B
Comprasdematéria-prima Carteiradeclientes
Negociaçãocompublicaçõestécnicasparareduzirocusto dapropaganda;participaçãoemfeirasdenegócios.
Informaçõesparticulares,taiscomofaturamentomensal,pedidos, gastosetc.Gostaríamosdetrabalharcominformaçõesem% Contrataçãodeempresasparaofereceremcursos;como
objetivodenostornarmosmaiscompetitivos. Segredosindustriaisemprojetosdalinha normaldeinstrumentos
Representantenoexterior
Desenvolvimentodeferramentas,projetos,moldes,produtos.
C Fornecedoresdecomponentes
Representantescomerciais
Tabela2.Pontosfortesefracosdecadaempresa-respostasespontâneas.
Empresa PontosFortes PontosFracos
A
Qualidade Unidadefabrilpequena
Flexibilidadeeagilidade Dependênciatécnica
Estoquedeacabados Necessidadedenovosprodutosnalinha
Expansãocomercialcontínua Poucocapitaldisponível
Acordoscomoexterior
B
Experiência–altoníveldeconhecimentonaárea Dificuldadeemrecrutareselecionarvendedorestécnicoscombonsconhecimentos
Disponibilidadeparaexecuçãodeprojetosespeciais Capacidadeprodutivapequena
Tempodeatuaçãonomercado:21anos Dificuldadenaaquisiçãodematéria-primaporcausadaquantidade
Grandecarteiradeclientes Faltadeestruturaparaexportar
Amplavariedadedeprodutos Capacidadeprodutivatotalmenteutilizada
C
Desenvolvimentodesoftwareemambientewindows
emicrocontroladores. Precisamosdemaisrepresentantes
Facilidadeemdesenvolverprotótiposempoucotempo Participaçãoemfeiraseeventos
•Formaçãodeumabasesólidaparaoprocessodeabsorção denovastecnologias,estimulandoainovaçãotecnológica.
4.1.1Perfildasempresasintegrantes
Asempresasselecionadasatuamemmercadosdiversos e são fabricantes dos produtos indicados naTabela 3. Ex-cetuando-seasempresasAeJ,quecontavamcommaisde 100colaboradoresequepoderiamserenquadradasemmé-diasempresasparaosegmentoconsiderado,todasasdemais contavamcom4a11colaboradores,classificando-secomo pequenasempresas.
Todasasempresasconsideradassãodecapitalnacionale observou-seemtodasque,oprimeiroexecutivoedetentor deferramentasdecisóriaséoprópriodono,oqualemmui-toscasos,executatambémasatividadesrelacionadasàárea comercial,àáreadeP&Deprodução.Estacaracterísticaé maisacentuadaquandoaempresatrabalhasobencomenda.
4.1.2Integraçãoatualeintegraçãopossível
Observou-se que todos os empresários destas empresas conhecemosdemaisempresáriosconsiderados.Muitasve- zesseconhecematépessoalmente,masainteraçãocomer-cialentresuasempresasépraticamenteinexistente.Porém, todosconsideramviávelaaproximaçãocomercial,eaponta-ramváriaspossibilidadescomerciais,taiscomo:• Licenciamento de produtos: Uma das menores empresas integrantes demonstrou interesse na produção de alguns produtosjádescontinuadosdalinhadeproduçãodeuma dasduasmaioresempresasintegrantes;
•Compartilhamentodeferramentas:Umadasempresasde-tém uma ferramenta para injeção de gabinetes plásticos utilizadoseminstrumentosportáteis(multímetros,ampe-rímetros,tacômetrosetc.).Todasasdemaiscomprameste item de fabricantes locais ou importam. Há interesse na
concentraçãodaproduçãodegabinetesjuntoaoproprietá-riodaferramenta;e
• Compartilhamento de horas-máquina: A maior empresa integrantedaredepossuimáquinasinjetorasdetermoplás-ticos,quepermanecemparadasmetadedajornadadiária, emrazãodasuabaixademanda.Háinteressedesteedos demaisempresáriosnaconcentraçãodeproduçãoemum únicolocal,otimizandoacompraderesinasplásticas. Estas possibilidades comerciais podem ser agregadas às oportunidadesinicialmenteprevistas.Omapaatualdecompar-tilhamentocomercialetécnicoérepresentadopelaFigura2.
Considerando-seaimplantaçãodaRCE,entreestasem- presas,eemseuplenofuncionamento,omapaderelaciona-mentocomercialficarepresentadopelaFigura3.
Todo este relacionamento comercial poderá ocorrer pa- ralelamenteàsdemaisatividadesconjuntas,taiscomocom-pras,vendas,publicidade,conformejácitadoanteriormente. Osdadosapontadospelosempresáriosrespondentesforam analisadoseagrupadosafimdesecomeçaraestruturação destes,conformeTabela4.
OsdadosindicadosnaTabela4indicampontosemque háinteresseemcompartilhamento,ounão.Osdadosforam agrupadoscomrepetiçãoderespostas,afimdeseavaliaros pesosdecadacritério,noprocessodehierarquização.ATa-bela5indicaosdadosaseremutilizadosnaconstruçãodo modelo,paradefiniçãodoscritériosdeatuaçãodogrupo.
5.Construçãodomodelo
Naconstruçãodomodeloéimportantequesetenhaidéia claradosobjetivosaserematingidosecritériosaseremuti-lizados.ConformepropostoporSaaty(1991),omodelofoi construídoapartirdoobjetivoprincipal,emdireçãoaoscrité-rios,comomaiordetalhamentopossível,conformeFigura4.
Foiconstruídaumaestruturaparabenefícioseoutraes-Tabela3.Linhasdosprodutosprincipaisemercadodeatuaçãomaisintensiva.
N° Emp. Mercadodeatuação PrincipaisProdutos
1 A Indústriaemgeral InstrumentoseControladoresparapainéiselétricos.
2 B Indústriaemgeral InstrumentoseControladoresparapainéiselétricos.
3 C Indústriadeinstrumentosdemedição Sensoresdigitaisparainstrumentoseletrônicos. 4 D Indústriaelaboratóriosespecializados Controladoresdetemperaturaesensoresdepressão
5 E Indústriaemgeral Instrumentosdemediçãoeregistradoresgráficos.
6 F Indústriaemgeral Controladoresdevazãoetemperatura.Velmotores.
7 G Distribuidorasdeenergiaelétrica Pressostatosetransmissoresdepressãoenível.
8 H Construçãocivil Terrômetros
9 I Indústriadeequipamentoseletrônicos Transformadoresdecorrente.Amperímetros.
10 J Indústriaemgeral Multímetrosdigitaisesinalizadoressonoros.
11 L Indústriaemgeral InstrumentoseControladoresparapainéiselétricos.
244 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
truturaparaosriscos,obedecendoaosníveisdedesdobra-mentoilustradosnaFigura4.Ahierarquiafoiestabelecida deacordocomasseguintesetapas:
a)Identificaçãodoobjetivoglobal.Nestecaso,oobjetivo globaldasempresaséoaumentodalucratividade,oque estimulouaformaçãodarede.Esteobjetivoglobalseráo mesmoparaahierarquiadosbenefíciosedoscustos;
b) Identificação dos objetivos secundários do objetivo global. Os objetivos secundários serão estabelecidos em função da análise e agrupamento das categorias dos itens emqueháinteressedecompartilhamento,indicadosnaTa- bela4.Tambémaqui,osobjetivossecundáriosestabeleci-dosvalerãoparaahierarquiadosbenefíciosedosriscos. Pode-se notar que os dados indicados na Tabela 4 estão agrupadosemtrêscategorias: •Crescimentocomercialnomercadointerno; •Exportação;e •Reduçãodecustos; c)Estabelecimentodoscritériosgeraisquedevemsatisfa-zeraosobjetivossecundáriosdoobjetivoglobal.Oscritérios geraisserãoosprópriosdadosindicadospelosempresários, naTabela4,utilizadosnaformulaçãodosobjetivossecun-dários.Nestecaso,ositensapontadoscomointeressantesao compartilhamento, comporão a hierarquia dos benefícios. Ositensemquefoiapontadonão interessedecompartilha-mentoserãointegrantesdahierarquiadosriscos;
d)Identificaçãodoscritériossecundáriossobcadacrité-riogeral.Oscritériossecundáriosserãoestabelecidosapartir dosaspectosindicadospelosempresários,comoBenefícios e Riscos, conforme apontado na Tabela 5. Neste caso, os critériossecundáriosindicadoscomoBenefíciosouRiscos tantopoderáintegrarahierarquiadosBenefíciosquantoa dosRiscos,conformeaavaliaçãodoscritérios; e)Avaliaçãodaexistênciaounãodecritériosterciários, osquaisserãoindicadosapartirdaanálisedomodelocomo umtodo,mesmonãotendosidocitadospelosempresários, masdesdequepertinentesàanálise; f)Identificaçãodasopçõesouresultadosmaisadequados. g)Casoocorramdecisõesdotiposim/não,osbenefícios decorrentesdaaplicaçãodasoluçãoserãocomparadosaos benefíciosdanãoaplicaçãodasolução;e h)Atribuiçãodevaloresaosobjetivos,objetivossecundá- riosecritérios.Aatribuiçãodosvaloresnuméricoséneces-sáriaparaaavaliaçãodomelhorcusto/benefíciodentreas diversaspropostas. Redes Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á cr ia tiv a ad ap ta tiv a Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á Estacionárias Redes retráteis reversíveis Redes evolucionárias estática
Freqüência da interação
Fo rm a de A pr en di za do -A B C D E F G H I J L M N O A B C D E F G H I J L M N O Critérios terciários Critérios secundários Critérios primários Objetivos secundários Objetivo geral Redes Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á cr ia tiv a ad ap ta tiv a Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á Estacionárias Redes retráteis reversíveis Redes evolucionárias estática
Freqüência da interação
Fo rm a de A pr en di za do -A B C D E F G H I J L M N O A B C D E F G H I J L M N O Critérios terciários Critérios secundários Critérios primários Objetivos secundários Objetivo geral Figura3.Mapaderelacionamentocomercialpossívelapós aimplantaçãodaRCE. Figura2.Mapaderelacionamentocomercialentreosinte-grantesdaRCE,antesdaimplantação. Figura4.Estruturageraldomodelodeanálise dehierarquiaanalítica. Redes Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á cr ia tiv a ad ap ta tiv a Redes retr áteis - revers íveis
Redes evolucion á Estacionárias Redes retráteis reversíveis Redes evolucionárias estática
Freqüência da interação
6.Atribuiçãodevalores
Opontofundamentaldaconstruçãodomodeloéaquanti- ficaçãodosaspectosmaisimportantesdashierarquiasanalí-ticas.Paraaquantificaçãodoscritérios,deve-seobservara freqüênciacomqueomesmoocorre.Umaformaauxiliarde sequantificarosdadosépormeiodasseguintesquestões:
•Quaissãooscritériosmaisimportantes? •Quaissãoosobjetivosmaisimportantes?
•Quaissãoasaçõesaseremcolocadasemprática?e •Oquesedeveplanejar,eparaobterquaisresultados?
Alémdisso,deve-seavaliarcadaaspectosobopontode vistacomum–daRCE,nuncasobopontodevistaindividu-al.Emseguida,osdozeitensdecompartilhamentoindicados naTabela4sãoutilizadosnaformaçãodosobjetivossecun- dários,queconstituirãoouniversodepontuação.Comoocor-reramoitorespostasagrupadasemReduçãodeCustos,este
objetivosecundárioserápontuadocom0,666(ou66,6%). O mesmo raciocínio é aplicado a Crescimento Interno (0,250)eExportação(0,084),com3e1respostas,respecti-vamente,conformeaFigura5.
Emseguida,cadatipoderespostaespecífica,aindanaTa-bela4,noplanodoscritériosprimários,équantificadade acordocomonúmerodevezesqueaparece,totalizandoa pontuaçãodorespectivoobjetivosecundário.
7.Julgamentos
Ojulgamentoéutilizadoparaestabelecerarelaçãoentre doiscritérios,afimdedefinirsuaimportânciaemrelaçãoaos objetivos secundários. Cada julgamento compara o domínio doelementodacolunadaesquerdacomoselementosdalinha superior.Apontuaçãoéestabelecidapelosseguintescritérios:
•Qualdosdoiselementosémaisimportanteparaoobjetivo principal?
•Comqueintensidadeoelementodacolunadaesquerdaé
Tabela4.Indicaçãodospontosemqueháeemquenãoháinteressedecompartilhamento.
Háinteresseemcompartilhamento Nãoháinteresseemcompartilhamento
Compra/importaçãoconjuntadecomponentes Carteiradeclientes Compra/importaçãoconjuntadecomponentes Carteiradeclientes Compra/importaçãoconjuntadecomponentes Estruturacomercial
Compra/importaçãoconjuntadematéria-prima Feiras
Contrataçãoconjuntadeprojetos Informaçãotécnica/segredosindustriais
Desenvolvimentoconjuntodeferramentasemoldes Informaçãotécnica/segredosindustriais Distribuiçãodeprodutosdeterceiros
Publicidadecompartilhada Publicidadecompartilhada Representantescomerciais Representantesnoexterior
Treinamentovoltadoàcompetitividade
Tabela5.ClassificaçãodebenefícioseRiscosapontadospelosempresáriosrespondentes.
Benefícios Riscos
Acordosexternos Baixacapacidadefabril
Agilidade Capacidadeprodutivapequena
Amplacarteiradeclientes Capacidadeprodutivapequena
Crescimentocomercial Dependênciatécnica
Desenvolvimentodesoftware Dificuldadedeaquisiçãodematériaprima
Domíniotécnico Equipedevendastecnicamentefraca
Estoquedeprodutosacabados(prontaentrega) Linhadeprodutosreduzida
Experiência Pequenaparticipaçãoemfeiras
Flexibilidade Pequenocapitaldegiro
Grandevariedadedeprodutos Poucaexportação
Largaexperiência Poucaexportação
Qualidade Poucosrepresentantes
246 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
maisimportantequeoelementodalinha?e
•Quandooelementoiforpontuadoemumvalorx(obtidoda Tabela6)emrelaçãoaoelementoj,esteserápontuadoem 1/x,quandocomparadoai.Éoquesedenomina“pontua-çãoreversa”.
Ositensintegrantesdahierarquiasãocolocadosemuma matriz quadrada e pontuados entre si, de acordo com os pontosecaracterísticasindicadosnaTabela6.Apartirda pontuaçãocalculam-seasprioridadesdecadacaracterística, conformeserávistoaseguir.
Ampliação da rede de distribuidores
0,035
Aumento da lucratividade Hierarquia dos benefícios
Crescimento comercial interno
0,339 Exportação0,072 Redução de custos0,589
Desenvolvimento conjunto de moldes
e ferramentas 0,031
Contratação conjunta de
projetos 0,085
Publicidade compartilhada
0,174
Importação conjunta de Matéria Prima
0,299
Distribuição de produtos de
terceiros 0,099 Aumento da competitividade
0,205
Contratação de representantes no
exterior 0,072
Pronta Va riedade Ampla Acordos Rapidez Desenvolvimento Entrega de Produtos Carteira de Externos na de Software 0,029 0,099 Clientes 0,036 Prototipagem 0,085
0,035 0,031
Agilidade Qualidade
0,029 0,036
Domínio Técnico 0,029
Qualidade Observação: o cálculo da pontuação está detalhado nas tabelas 7, 8 e 9. 0,029
Experiência 0,058
Flexibilidade 0,029
A primeira matriz compara par a par os objetivos secun-dários-crescimentocomercialinterno,exportaçãoeredução decustos,conformeindicadonaTabela7.Aintensidadeda importânciadestesobjetivossecundários,faceaoobjetivofun-damentaldaRCE,foiobtidaemdinâmicafeitacomtodosos empresários,equeresultounovetordeprioridadesemdesta-quenaTabela7.Aprioridadedecadaelementoécalculadaa partirdarespectivacolunadoelemento,ouseja,aprioridade doCrescimentoComercialInternoécalculadacomosvalores dacolunacorrespondenteaoCrescimentoComercialInterno.
As matrizes de comparação e os respectivos vetores de prioridadesãoentãofeitosparaosegundoníveldahierar-quiaesãoapresentadosnasTabelas8,9e10.
Comasprioridadescalculadas,determina-seaclassificação decadacritériodentrodoobjetivosecundário(crescimentoco-mercialinterno),resultandoem0,205,0,099e0,035paraos critériosaumentodacompetitividade,distribuiçãodeterceiros eampliaçãodaredededistribuidores,respectivamente.
ATabela9,completaapontuaçãodaHierarquiadeBene-fícios,estabelecendoasprioridadesdocritériosecundárioda ReduçãodeCustos.
Todasaspontuaçõesresultantesdasmatrizesdeprioridade estãoindicadasnaFigura5,daHierarquiadosBenefícios.
Finalizandoesteitem,seráfeitoocálculodasprioridades daHierarquiadosRiscos.Estahierarquiaserámuitomaissim- plesereduzidaqueaHierarquiadosBenefícios,dadooredu-zidonúmeroderespostasindicadasnasTabelas2,3,4e5.
Éimportantedestacarquesecompreende“Risco”,nesta análise,comotodoaspectoquepossaintroduzirconflitosden- trodaformaçãodaRCE,sendoencarado,portanto,comoas- pectosaseremevitados.Casoalgumdestesriscospossacom-prometerodesenvolvimentocooperativo,esteserádiscutido atésuacompreensãoeconcordância,quantoàsuaaplicação ounão,respeitandoojustificadoreceiodosempresáriospar-ticipantesnaconduçãodoprocessodecooperação.
Poroutrolado,tambémsepodenotarquealgunsaspectos citadosnaHierarquiadosRiscosaparecemcomoumitema sertrabalhado,nosentidodeserneutralizadocomoriscoou exploradocomooportunidade.Éocasode“Dificuldadede AquisiçãodeMatériaPrima”queapareceemRiscosetam- bémemBenefícios,como“ImportaçãoConjuntadeMaté-riaPrima”,indicandoumaoportunidadeaserexplorada. Aumento da lucratividade
Hierarquia dos Riscos
Crescimento comercial interno
(2) 0,334
Redução de custos (3) 0,500 Exportação
(1) 0,166
Não compartilhamento de informação técn.
0,062
Estrutura comercial reduzida
0,438 Não
compartilhamento de clientes
0,334
Não participação em feiras
0,166
Equipe de vendas Pequena participação Dependência Baixa
tecnicamente em feiras técnica capacidade
fraca 0,166 0,062 fabril
0,334 0,146
Dificuldade de aquisição de Matéria Prima 0,146
Pequeno Capital de
248 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
Tabela6.Pontuaçãoparajulgamentodeobjetivosecritérios.
Intensidadeda
Importância Definição Explanação
1 Igualimportância Duasatividadescontribuemigualmenteparaaatividade.
3 Importânciamoderada Experiênciaejulgamentoassociamlevementeumaatividadeaoutra.
5 Forteimportância Experiênciaejulgamentoassociamfortementeumaatividadeaoutra.
7 Importânciamuitoforteoucomprovada Experiênciaejulgamentoassociammuitofortementeumaatividadeaoutra.Adominaçãoécomprovadanaprática.
9 Extremaimportância Aevidenciafavoreceumaatividadesobreoutra.Hágrandepossibilidadedeseafirmaristo.
2;4;6;8 Porcompromissoentreosvaloresacima Àsvezesdeve-seinterpolarovalornuméricodojulgamento,porquenãoháumapalavraadequadaparaadescrição.
Recíprocos
Seaatividadeiforpontuadacomx,quando comparadaaatividadej,entãojteráovalor recíproco1/x,quandocomparadoai.
Comparaçãonecessáriaparaescolheroelementomenorqueaunidade, afimdeestimarumnúmeromaior,comoummúltiplodestaunidade.
Racionais Taxasobtidasnaescala. Seaconsistênciafoiforçadaparaaobtençãodenvalores,paramontaramatriz.
1,1–1,9 Paraatividadesligadasentresi. Quandooselementossãopróximosepoucodistintos;moderadoé1,3eextremoé1,9.
Tabela8.Matrizdejulgamentodasprioridades-CrescimentoComercialInterno.
Crescimentocomercialinterno competitividadeAumentoda Distribuiçãodeprodutosdeterceiros Ampliaçãodaredededistribuidores Prioridades
Aumentodacompetitividade 1 3 5 0,605
Distribuiçãodeprodutosdeterceiros 1/3 1 3 0,291
Ampliaçãodaredededistribuidores 1/5 1/3 1 0,104
Tabela7.Matrizdejulgamentodasprioridades-Aumentodalucratividade.
Objetivosecundário Crescimentocomercialinterno Exportação Reduçãodecustos Total Prioridades
Crescimentocomercialinterno 1 5 1/3 6,333 0,339
Exportação 1/5 1 1/7 1,343 0,072
Reduçãodecustos 3 7 1 11 0,589
Tabela9.Matrizdejulgamentodasprioridades-ReduçãodeCustos.
ReduçãodeCustos conjuntadeMPImportação Publicidadeconjunta Contrataçãoconjun-tadeprojetos conjuntodemoldesDesenvolvimento Prioridades
ImportaçãoconjuntadeMP 1 3 5 7 0,507
Publicidadeconjunta 1/3 1 3 5 0,295
Contrataçãoconjuntadeprojetos 1/5 1/3 1 3 0,144
Desenvolvimentoconjuntodemoldes 1/7 1/5 1/3 1 0,053
Tabela10.MatrizparaoobjetivosecundárioReduçãodeCustos-HierarquiadeRiscos.
Reduçãodecustos Estruturaindustrialreduzida Nãocompartilhamentodeinformaçãotécnica Prioridades
Estruturaindustrialreduzida 1 7 0,875
Nãocompartilhamentode
Os critérios que fazem parte do objetivo secundário, analisadonaTabela10,serãopontuadosigualmente,dada asimilaridadeexistenteentreeles(BaixaCapacidadeFa-bril,DificuldadedeAquisiçãodeMãodeObra,Pequeno CapitaldeGiro).
8.Resultados
ComapontuaçãodasHierarquiasdeBenefícioseCustos, émontadaaTabela11.
A Tabela 11 indica os pontos de compartilhamento que apresentammaisbenefícioseriscos.Serãoavaliadostambém algunsaspectosquenãoapareceramdiretamentenestelevan-tamento,porémcitadosnareunião,comoéocasodautilização deummesmoestojoplásticoparaalgunsintegrantesdaRCE.
9.Conclusão
OestudodaformaçãodestaRCE,segundoomodelode Storper e Harrison (1991), permitiu identificar que, neste estágioinicial,elacaracteriza-sepelaconfiguraçãodotipo redesemassimetrias(allringnocore),semafiguradeuma empresa-líder,conformeidealizadopelogrupo.
A configuração observada, do tiporede sem assimetrias, deu-seemfunçãodeumespíritodeautodefesadasempresas integrantes,poistodasapresentamporteaproximadoemesma naturezadeequipamentosfabricados,tornandoapresençade qualquertipodehierarquia,umtemorporpartedosempresá-rios.Alémdisto,comoomercadoalmejadopelasempresas daRCEéomesmo,émuitoimportantequeoequilíbrioen-trecompetiçãoecooperaçãosejamantido,conformesugerido porPorter(1998).Paraosempresáriosdestarede,observou-se umaaversãoàpresençadequalquertipodehierarquia,oque
sedeve,emparte,àfaltadeexperiênciaanteriordestesem-Tabela11.EscaladePrioridadesparaBenefícioseCustos.
ObjetivoPrimordial:AumentodaLucratividade
HierarquiadosBenefícios HierarquiadosCustos
Objetivos Critérios Objetivos Critérios
1.Reduçãodecustos 1.Importaçãoconjuntadematériaprima(componentes). 1.Reduçãodecustos
1.Estruturacomercialreduzida(aser neutralizado).
2.Nãocompartilhamentodeinformações técnicas(aseraplicado).
2.Crescimentocomer-cialinterno. 2.PublicidadeConjunta.
2.Crescimento comercialinterno.
3.Nãocompartilhamentodeclientes (aseraplicado).
3.Exportação. 3.AumentodaCompetitividade(Cursos).
3.Exportação. 4.Nãocompartilhamentodefeiras(aser aplicadoeposteriormenteavaliado). 4.Contrataçãoconjuntadeprojetos.
5.Contrataçãoderepresentantesnoexterior. 6.Desenvolvimentoconjuntode
moldeseferramentas. 7.Distribuiçãodeprodutosdeterceiros.
8.Ampliaçãoderedededistribuiçãointerna.
presários,nestaformadeorganização,bemcomoofatodeste processodeprojetoeiniciodeoperacionalizaçãodaredeainda nãoterpermitidoaconstruçãodelaçosdeconfiança.
Osempresáriosargumentaramqueapresençadehierar- quiapoderiaacarretarumimpactoreverso-negativo(nega-tive reverse-impact), conforme Loebbecke e Van Fenema (1998),e,nocasodaRCEprojetada,buscou-seenfatizaras forçasdesinergia,ouseja,aadiçãodevalorpelatrocade informaçãoentreaspartesenvolvidas.
Dadoestecontexto,ométododoAHP,quetemcomoca- racterísticaserumprocessodetomadadedecisãoemequi-pe e que demanda consenso entre os decisores, tornou-se aferramentaidealparaadefiniçãodosobjetivosdaRCE, segundoumaconfiguraçãoderedesemassimetrias.
Alémdisto,éimportantesalientarqueosdadosidenti-ficadoscomoprioritários,conformeométodoAHP,foram coincidentes com os objetivos gerais do grupo, inclusive revelando objetivos que inicialmente não eram tão claros aosintegrantes.
Houve aceitação geral dos resultados obtidos, tornando aaplicaçãodestemétododeSaaty(1991)adequadoàseta-pasfuturas,voltadasàconsolidaçãodaRededeCooperação Empresarial,tendo-seemvistaqueoAHP,conformepro-postoporSaaty(1991),permiteaestruturaçãodosobjetivos comuns de um grupo de empresas de forma clara e mini-mizandoainterferênciadecritériospessoais.Suaaplicação aoprocessodegestãodatecnologiacomum,àspequenase médiasempresasemanálise,permiteumaabordagemcrite-riosaeobjetiva,mesmoque,emumprimeiromomento,esta análisepossaparecerdesimpleselaboração.
250 TálamoeCarvalho−SeleçãodosObjetivosFundamentaisdeumaRededeCooperaçãoEmpresarial
ReferênciasBibliográficas
SELECTINGTHEBASICOBJECTIVESOFABUSINESSCOOPERATIONNETWORK
AbstractTheopeningofglobalmarketshasledtoaneweconomicorderbasedessentiallyoncompetitivenessandtechnologicalinnovation. Newformsofindustrialorganizationarerapidlyincorporatedintocompanycultureinresponsetonewmarketchallenges.Oneofthemost prominentformsoforganizationistheBusinessCooperationNetwork–BCN.Thispaperanalyzestheformationandconfigurationofa BCNintheelectric-electronicsector,highlightingtheprocesswherebythebusinessmenoftheBCNestablishitsbasicobjectives,whose prioritiesarestructuredusingtheAnalyticalHierarchyProcess(AHP)asadecision-makingsupporttool.
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