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ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO
DA
-FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS,
EVOLUÇÃO DE MODELOS
DE
ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
LUIZ CARLOS MORENO
.; •••••• I'lt
DISSER TAÇÃO APRESENTADA NO CURSO
DE PÓS-GRADUAÇÃO DA EAESP/FGV,
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: ADMINIS
.:-TRAÇÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA ,
COMO REQUISITO PARA OBTENÇÃO
DO TfTULO DE MESTRE EM
ADMINIS--TRAÇÃO DE EMPRESAS
ORIENTADOR
PROF "JACOB ANCELEVICZ
'~. . Fundação Getu~i~v~rg~!I
Escola deAdmlnlstraçao FGV de Empresas desaoPaulo
Biblioteca
~ 11\\\\\\\\\\\\\\\\1\\\\\\\1
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198:301.1.5..2 .'' -' _.,-'sÃo
PAULO MARGO/1982•
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íNDICE
I - INTRODUÇAO
-O Investimento em Titulos Negocia*eis
-Risco de Insolvencia Tecnica
-Nrgociabilidade
-Maturidade
-Efeitos de Taxação
,-Manutenção de Carteira de Titulos
11 - O DISPoNlVEL
-Por QuwManter
Caixa
Página
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..
6 67
", "":..••.
8
10 1((1
13
14
-Os Modelos Classicos da Administração
de Caixa
16
-Modelo de Baumol
-Modelo de Miller e Orr
111 - MODELOS DE PROGRAMAÇAO LINEAR E DINAMICA
-Vma Abordagem de Programação Linear ao
Problema de Administração
de Caixa
-Uma Solução Geral Atraves da Programação
Dinamica
IV - CONCLUSOES
·'
•
CAPíTULO I
A administração financeira envolve a solução dos três
problemas decisórios da firma: a decisão de investimento, a de
cisão ~e financiamento e a decisão de dividendos. Em conjunto,
elas irão determinar o valor da firma para o acionista.
Supon-do que nosso objetivo
é
maximizar este valor, a firmadevees-forçar"-se para encontrar uma combinação ótima das três deci
soes para maximizar este valor. Como as decisões são interrela
cionad?s, elas deveriam ser resolvidas em conjunto. Dentro de
um arcabouço teórico adequado pode ser atingida uma decisão
conjunta que tende a ser ótima. O importante
é
que osadminis
-tradores financeiros relacionem cada decisão com seu efeito na
valorização. da empresa.
Dma função do administrador-financeiro de uma
empre-sa
é
decidir acerca da quantia de caixa (ou quase caixa) a manter disponivel para atender ãs necessidades. Esta função pode
ser interpretada tão amplamente que ainclua todas as decisões'
acerca de usos e fontes de fundos. Na verdade, a posição de
caixa
é
afetada pelo conjunto de decisões de levantar aplicarfundos e pela disponibilidade de caixa, que por sua vez afeta'
estas decisões.
Entretanto, quase toda pesquisa nesta área tem sido'
devotada a uma forma muito mais restrita de problema a.e~ 2a.!11.l -
~.
nistração de caixa. A maior parte dos autores tem lidado com a
alocação ótina de ativos liquidos entre caixa e titulos neC]oc~
_ • í
avelS., A pessoa que decide
é
vista cono determinando estaalo-mçao para mru~imizar as r~eitas do portfólio de títulos
nego-ciáveis menos os custos de transação ele mudar o t.ananho deste'
.,
J
portfólio corno o custo de ficar sem caixa.
Esta colocação ·do problema de administraç~o de cai
xa que é chamada de problema de saldo de caixa. é uma
descri-ção realista de um tipo de problema com que se defronta a
maior parte das empresas. Por exemplo, ela captura a
nature-za do problema que .0 administrador financeiro de uma
empre-sa enfrenta, que é a tarefa de administrar a posição de
cai-xa da empresa dia-a~dia, dadas as decisões de financiamento
e investimento ou são determinadas por outros ou ainda são '
constantes por um período de tempo razoável.
Alguns autores tem dado atenção
à
interdependênciadas políticas de urna empresa com o saldo de caixa; por
exem-pIo, Morris Budin e A;T.Expen, em seu estudo Cash Generation
in Busines Operations: Some Sumulation Hodels: "Este estudo'
se propoe investigar o fluxo líquido.de caixa gerado no
cur-so das ~perações de negócios em um período de planejamento '
de caixa e como tais fluxos líquidos sao afetados por.
mudan-ças nas políticas que dizem respeito aos estoques e crédito'
e também por rnodificações na taxa de crescimento de produção
e vendas". Entretarito, este ponto de vista não é o mais
co-mUTIl.
A administração de caixa e títulos negociaveis cai
dentro :da área de administração de capital de giro. Segundo'
Van Eorne: "conceitualmente não faz muito sentido divorciar
os divelsos cornponentes da administração do capital de
gi;O'
das decisões nais fundruílentais de investinento e financianen
to. na prática, entretanto, temos que reconhecer que muitas'
.ro de outros aspectos da administraçio financeira. Em anbs
recentes, tem aparecido alguns modelos altamente sofistica
dos para administraçio de caixa, contas a recebere esta
-I
que~. Aqui os benefIcios associados a um nI~el·determinado
do ativo circulante sio balanceados contra o custo, ajusta
do para o. risco de manti-Io. Enquanto que estes modelos
fornecem regras decisórias suficientes, virtualmente todos
eles otimizam em um sentido de equilIbrio parcial. ~ claro
-que o -que se necessita
é
de uma cqmpreensio das decisões'de átivo circulante e pass~vos ~irculantes ~ luz da valori
...:.
zaçao geral da firma.
Presumivelmente, os investidores administrariam
seus portfólios de ações comuns e outros ativos, bem como'
suas exigibilidades, de forma a satisfazer sua utilidade '
para a liquidez.
Em resultado, a liquidez de firmas individuais
naoseria um fator aumentando a riqueza do investidor. Em
essincia, o argumento
é
@e a firma é incapaz de fazer aIgo pelos investidores que eles não possam fazer por si pró
prios. O mesmo arguIilentose aplica ~ irrelevância das deci
sões de estrutura de capital (onde os investidores sio
ca-pazes de tlfazer eILlcasa" a alavancagera tomando emprestado'
-por:si próprios), de decisões de dividendos (onde os inves
tidores s~o capazes de fabricar dividendos tlfeitos em casafl
vendendo UILlaparte do que mantém),e de diversificaçio de
decisões de ativos (onde os investidores sao capazes de
di-versificar por conta própria) ti.
Implícito na suposição de mercados de capital
perfeitos está que se a firma se tornar tecnicamente in\
solvente e incapaz de pagar suas contas, os cred~res sao
capazes Qe tomar o lugar instantaneamente e'realizar
va-lor ou liquidar os ativos ou per ando a companhia por si
pr5prios. Se os ativos são vendidos, ~ suposto que eles
são empregados produtivamente sem atrazo ou ineficiência
em outras áreas da economia. Quando levamos em conta os
. !
I
custbs de ~nsolvência, uma imperfeição de me~cado, a
li-,
quidez pode se tornar uma característica que.afeta o
va-lor.
Com efeito, os custos' de insolvência
REPRESEN-TAl-í uma perda no sistema para os fornecedores de capital.
Esta perda obviamente trabalha prejudicando os acionis
-tas, que têm uma reinvidicação residual sobre os ativos'
na llguidação. AI~m disso, os credores podem passar a to
tal idade ou parte dos custos ex-ante da insolvência sob
a forma de taxas de juros mais'-altas sobre os empr~sti
-mos que seria o caso na ausência de tais custos. Isto ob
viamente também prejudica os acionistas. Entretanto, a
firma pode reduzir a probabilidade de insolvência man
tendo liquidez.
Dessa
~---
1.Ul.!llct , embora de acordo com as suposiçõesde mercado de capital perfeitos, a liquidez não tenha in
fluência no valor da firma, as imperfeicões
-
•.
do Bercado •o
INVESTIMENTO EH TíTULOS NEGOCIÂVEISUma vez que a empresa determinou um saldo de caixa
õtimo, o residual de seus ativos líquidos é investido em
tí-tulosnegociãveis.
tuações
Nos modelos examinados não supoRemos risco de
flu-~;eI~ .
em preço de mercado
.
, _'--~umrendimento-~.
Estas suposições são realistas para títulos de boa qualidade de
mui-to curmui-to prazo usados como amortecedor para repor caixa.
En-t.r-et.ant.o, as firmas. freqüentemente mantém títulos de caracté
rístidas inferiores para necessidades menos imediatas. Exami
nernos ; portanto, os tipos de t.ítulos negociáveis disponíveis
para ~a empresa como investimentos quase-caixa, permitindo'
que h~jam rendimentos variáveis e flutuações no preço de mer
cado •.
Inicialmente necessitamos explorar as razoes para'
diferenças em rendimentos de fEítulo~ferentes\. Estes
dife-renciais de rendimentos existem devido
à
diferenças no riscode inadimplência, e na negociabilidade, tempo a decorrer até
a maturidade e condições de taxação.
RISCO DE INSOLV~NCIA T~CNICA
Quando falamos de risco de falta de pagamento, qu~
remos nos referir ao risco de inadimplência por parte do
to-mador no pagamento do principal mais juros. Diz-se que os i~
vestidores exigem um prêmio pelo risco para investir em títu
7
•Quanto maior a possibilidade de que o tomador deixe
.
de pagar no vencimento sua obrigação, maior o risco
financei-ro e maior o prêmio exigido pelo mercado. ~
Os títulos do Tesouro sao usualmente vistos como li
vres de risco e são_os outros títulos julgados em relação a I
estes~ Quanto maior o risco de falta de pagamento por parte I
do tomador maior o retorno exigido para o título, mantidas
constantes as outras condições. Investindo em títulos de maior
risco, a firma pode atingir retor~os mais elevados, mas se d~
fronta com a conhecida conciliação entre retorno e riscoesp~
rados •
•
NEGOC IABIL IDADEA negociabilidade de um título está relacionada
ã
Icapacidade do possuidor de convertê-lo em caixa. Há duas di
-mensoes: o preço obtido e a quantidade de tempo necessária Ea
ra vender o ativo. As duas estão interrelacionadas no
senti-do de que comumente é possível vender um ativo em um período
de tempo curto sem concessão de preço significativa. Quanto I
mais negociável o título, maior a possibilidade de executar u
ma transação grande próxima ao preço cotado. Em geral, quanto
mais baixa a negociabilidade de um título, maior o rendimento
necessário para atrair investidores.
Assim, Q diferencial de rendimento entre títulos di
ferentes da mesma maturação não é··causado apenas por
diferen-ças em risco. de falta de pagamento, mas também por diferenças
MATURIDADE
A relação rendimento-maturidade pode ser estudada colocando- se erri
gráfico rendimentos e maturidades de tftulos que ~iferem só em rria tu r açao .
por exemplo, podemos estudar a relação rendimento-maturidade
de títulos do Tesouro livres de risco. Um exemplo da relaçã~
rendimento-maturidade para tItulos do Tesouro
em
duas datasdiferentes é mostrada na Figura • A maturidade é coloca
da n6~ eix~ horizontal do-gr5fico e o rendimento na vertical;
sua relação é descrita por uma curva de rendimento ajustada
às observações.
•
Geralmente, quando as taxas de juros sao vistas co
mo tendendo a subir, a curva de rendimento tem inclinação as
cendente, sendo cSncava e com inclinaçãb descendente quando'
se espera quedas significativas. O diferencial de rendimento
entre tItulos de curto e de longo prazo é maior para a curva
de inclinação ascendente, maior do que a diferença negativa'
o é para a curva de rendimento descendente mais pronunciado.
Em outras palavras, há uma tendência para curvas de rendime~
tos de inclinação positiva. A maior parte dos economistas a
tribui esta tendência à presença de risco para aqueles que '
investem em títulos de longo prazo em comparaçao com títulos
àe curto prazo. Em geral, quanto raa í.s distante a naturação ,
Daior o risco de flutuação no valor de mercado do título.
Em consequência, os investidores precisam de um prê
mio ãe risco para que se disponham a investir em títulos de'
longo prazo. Apenas quando as taxas de juros deverão cair sig
nificativamente é que eles estão dispostos a investir em
tí-tulos ãe longo prazo que fornecem rendimentos menores do que
Algumas firmas tentam aproveitar uma curva de
rendi-mentos com inclinação ascendente vendendo títulos antes de seu
vencimento final. Investindo em Letras do Tesouro riom 180
di-as, por exemplo, e vendendo-as antes do vencimento, uma firma
é capaz de obter um retorno significativamente mais alto para
o período em que detém os títulos do que mantendo os títulos a
té o fim. Se letras de 180 dias fornecem 6% e letras de 90
di-as 5%, se a firma compra as letras de 180 dias agora e as ven
de 90 dias depois a uma taxa de 5%, seu retorno por ano para o
período em que detém os títulos é 7%. Este exemplo supoe que a
curva de rendimentos não muda durante o período.
Pode-se aproveitar, também, as mudanças esperadas em
taxas de juros quando se espera que estas caiam, investindo em
títulos de longo prazo porque estes títulos tendem a ter o maior
aumentb em preço de mercado quando as taxas de juros estão
ca-indo. Quando a taxa de juros se tiver estabilizado, os títulos
de longo prazo serao vendidos e a firma investirá em títulos I
de prazo muito curto para assegurar um mínimo de queda em
pre-ço de mercado se as taxas de juros subirem. Estes procedirnen
-tos en.volvem risco porque as expectativas podem se mostrar
er-radas. Em consequência, uma firma que mantém títulos negociá
-veis como investimentos quase caixa para atender a possíveis I
saídas de caixa, deve ser cuidadosa em não empreender tal
EFEITOS DE TAXAÇÃO
o
imposto de renda exerce um papel preponderente nosrendimentos de tItulos. Com as altIssimas tax~s de inflaçio
que se tem verificado, em conjunto com diferenças de
tratamen-to para efeitratamen-tos de imposto de renda para os diversos tipos de
investimento disponIveis no mercado brasileiro, não é possIvel
pensar no rendimento dos títulos sem considerar os efeitos de
taxaçio de imposto de renda. Dessa forma, só podemos pensar
nos rendimentos em termos de retorno "depois do imposto de re!!,
da". A época de incidência no imposto de renda influe no resul
tado obtido. Enquanto na renda pré-fixada, este é recolhido an
-tecipadamente, nos tItulos com renda·pós-fixada o recolhimento
do imposto ~e ~renda na fonte é feito por ocasiio dos
pagamen-tos, isto é.no fim do período em que aufere a renda.
MM~UTENÇÃO DE CARTEIRA DE TITULaS
A decisio de investir o excesso de caixa em tItulos'
negociáveis envolve nao apenas quanto investir, mas também o
tipo de tItulo em que investir. Até certo ponto, as duas
deci-soes sio interdependentes. As duas devem ser baseadas na ava
-liação de fluxos de caixa líquidos esperados e na certeza dos
fluxos de caixa. Se as configurações de fluxo de caixa sio
co-nhecidas com razoável certeza, a carteira pode ser arranjada '
de forma que os títulos estejam vencendo aproximadamente nas
Tal configuração de fluxo de caixa fornece à firma
muita flexibilidade para maximizar o retorno médio da cartei
ra toda; pois é improvável que quantidades significativas de
títulos venham a ter que ser vendidas inesperadamente. Se os
fluxos de caixa futuros são bastante incertos, as caracterí~
ticas mais importantes de um título. tornam sua negociabilida
-de e risco co~ respeito à flutuações no valor de mercado. Tí
tulos do Tesouro e recompras de 'curto prazo são talvez mais'
adequados para as necessidades de liquidez em emergência da
empresa. Podem ser obtidos rendimentos mais altos investindo
em títulos de prazo mais longo, menos negociáveis com maior
risco de falta de pagamento. Apesar da firma dever sempre e~
tar preocupada 'com a negociabilidade,. ~ tolerável uma certa
possibilidade de perda do principal desde que o retorno esp~
rado seja suficientemente alto. Assim, a firma se defronta •
com a conciliação entre risco e retorno.
Quanto maior for a carteira de títulos, maior a po~
sibilidade de especialização e economias de operação. Uma car
teira suficientemente grande pode justificar uma equipe cuja
única responsabilidade é administrar a carteira. Tal equipe
pode empreender pesquisas, planejar a diversificação, manter
-se em dia com o mercado e analisar e melhorar continuamente
a posição da empresa. Quando o investimento assume uma função
especializada da empresa, o número de títulos diferentes con
siderado para investimento
é
amplo. Além disso, pode serde-dicado um esforço contínuo para obter o maior rendimento po~
sível ao atender às necessidades de caixa da empresa. As téc
nicas de negociação em tal empresa tendem a ser muito
-
-Para empresas com posições menores em títulos , p~
de nao haver justificativa econômica para custear uma equipe.
Na verdade, uma única pessoa pode cuidar dos investimentos •
em base de tempo parcial. Neste caso, a diversidade de
títu-los na carteira será provavelmente limitada.
Apesar da diversificação da carteira de títulos ne
gociáveis de curto prazo de uma firma poder ser desejável,há
muito menos oportunidade par~ tal diversificação do que hav~
ria com uma carteira de ações.
A
~iversificação ~ usualmentedefinida como a redução da dispersão dos possíveis retornos'
de uma carteira em relação ao retorno esperádo da carteira.
Esta redução ~obtida investin40-se em títulos que nao te
nham altos graus de covariança~entre si. Infelizmente, há um
alto grau de correl~ção nos mo~imentos de preço dos
instru-mentos do mercado monetário no decorrer do tempo. Em conse
-quência, estes são desapropriados para finalidades de
diver-sificação. Em suma, o objetivo de muitas empresas ~.maximi
-zar o retorno global sujeito a manter liquidez suficiente p~
ra atender às saídas de caixa. Devido às diferenças na
capa-cidade de diversificar, o manejo desta carteira de títulos •
negociáveis difere consideravelmente da administração de uma
/"<
, 1
,-'
/
A administração de caixa
é
o controle dos fluxos depagamento e recebimentos. Ela manipula o grupo,de ativos apr~
sentado no balanço patrimonial sob o título de disponível. O
grupo disponível consiste basicamente dos ítens: caixa,
depó-sitos bancários
à
vista, aplicações em open market e títulosde liquidez imediata.
Neste capítulo serao examinadas as razões e as
for-mas de manter o disponível.
Sobre a importância de caixa afirma Keith Smith
.
.
-"0 caixa
é
o sangue da vida de uma empresa.1!;
necessário para adquirir materiais, recursos, equipamento e outros
ativos usados para gerar os produtos e serviços fornecidos
1 L:' -!". ••• t mbê 1" . ~
pe a Llrma. ~ necessarlo, ai em, para pagar sa arlos e
orae-nados aos trabalhadores e administradores, impostos ao
gover-no, juros e principal aos credores e dividendos aos acionis
-tas. nas, f'undamerrt.a Lmen t.e, caixa
é
o neí,o de troca que permite
à
adElinistração desempenhar, as diversas atividades da em-presa no dia-a-dia".
Quanto
à
definição de €aixa, consideramos adequado'tratar caixa como incluindo dinheiro e qualquer instrumento '
tal como um cheque, ordem de pagamento ou outro que os bancos
aceitam normalmente para depósito e creditam imediatamente na
conta do depositante. Dessa forma, o caixa exclui ítens tais'
como contas a receber, vales e selos postais (uma despesa
riU
- !
Geralmente, divide-se o caixa em três categorias:
caixa em mãos, caixa depositado em bancos e outros instru
mentos que correspondem
à
definição acima.POR QUE MANTER CAIXA?
(
I
!
)
i~
-I
l
Keynes identificou três motivos para manter caixa:
<l.
o motivo transcional, o motivo de precauçao e o motivo esp~
culativo. '
o
motivo de transção é a necessidade de pUQerário
-para atender aos pagamentos que surgem no decurso comum dos
negócios. Estes pagamentos incluem coisas como compras,~ma~
-de-obra e impostos.
o
motivo de precauçao para manter caixa tem a vercom Qanter um amortecedor para atender
ã
contingências não'esperadas. Quanto mais previsíveis forem os fluxos de caixa
da
empresa,
menos saldos de precaução são necessários. A capaéidade de tOQar emprestado com facilidade para atender a
retiradas de caixa de emergência também reduzer::a necessida
de desse tipo de saldo. ~ importante mostrar que nem todos'
os saldos de transação e precaução da firma têm que ser man
tidos em dinheiro; na verdade, uma parte pode ser Qantida I
em títulos negociávei&-ativos quase caixa.
A razão especulativa está relacionada com a
manu-tenção de caixa para aproveitar mudanças que se espera ve
-nham a ocorrer com os preços de títulos.
Quando se espera que as t~:as de juros subam e
tirma deve. manter caixa até que a queda em taxas de juros "
cesse. Quando se espera que as taxas de juros caiam, o
cai-xa pode ser investido em títulos em benefício da firma, pois
com a queda na taxa de juros sobem os preços dos títulos.
Na maior parte, as companhias não mantém c~ixa
com a finalidade de aproveitar mudanças esperadas em taxas'
de juros.
Em consequência, concentramo-nos apenas nos
moti-vos de transação e precaução da fir~a, com estes saldos man
tidos tanto em caixa como em títulos negociáveis, pois es
-~es podem ser convertidos em caixa em prazo muito curto,se~
vindo, portanto,
à
necessidade de precaução da firma na maCAPl:TULO
11o
DISPONíVEL
I /
QOS MODELOS CLÂSSICOS DA ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
<l
Colocação do problema de saldo de caixa como um problema de
estoques
Pode ser um tanto curioso no princípio pensar no sal
do de caixa de sua empresa como apenas outro estoque, um
esto-que de cruzeiros, por assim dizerj mas isso
é
levar a coisalonge demais.
Considere, por exemplo, um ítem de uma matéria prima
que a eIi1presaestoca e pergunte-se porque você mantém tanto de
1e ou por que você não pede simplesmente a necessidade de cada
dia ou de cada hora em uma base da mão
à
boca. Claro, a respo~ta é que seria Uma política de desperdício. Os custos
envo1vi-dos em emitir pedidos do material não seriam triviais; e
have-ria custos adicionais em que se incorreria sob a forma de atra
sos.de produção ou interrupções se fosse lenta a chegada de ma
téria prima ou se as necessidades em qualquer dia acontecessem
de ser maiores do que o previsto.
Por que, então, não eliminar estes custos de uma vez
por todas fazendo um pedido grande? Aqui, é claro, a resposta
seria que também há custos associados com manter estoque.
Estes incluiriam nao apenas os custos físicos liga
dos ao espaço de armazenagem e manuseio, mas também com o
cus-to da deterioração ou da obso1escência ou de flutuações de pr~
ço adversas e especialmente dos rendimentos perdidos sobre o
1
7'7./
o
problema de administração de estoque para qua L -quer material físico é o de atingir um balanceamento entre I
-diferentes tipos de custos; e o objetivo é desenvolver uma
política na qual os pedidos venham a ser emitidos na média '
com exatamente a frequência correta e exatamente nas
quanti-dades corretas de forma a produzir os menores custos combina
dos de pedir, de manter estoque e de ficar sem estoque.
Fazendo o paralelo com caixa, se você deseja acre~
centar ou subtrair de seu estoque de caixa efetuando uma
transferência de ou- para sua carteira de títulos, há um
cus-to de pedir envolvido, parcialmente sob a forma de custos ad
ministrativos e de tomada de decisão internos e parcialmente
-
-sob a forma de corretagen~, custo de telefonemas e
semelhan-~s. Do outro lado, se vocg tenta diminuir estes custos de en
trada e saída mantendo grandes saldos de caixa, há um custo'
de manter volume substancial com perda de juros sobre os fun
dos empatados no saldo.
Encarado o problema desta forma, é bastante natu
-ral que se recorrese aos modêlos clássicos para determinação
de lote econômica de compras usados em administração de esto
ques também para a solução do problema de saldo.de caixa. Is
to foi feito pela primeira vez por William J.Baumol, "The
Transactions Demanda for Cash: p~ Inventory Theoretic Appro~
MODELO DE BAUMOL
Para efetuar a aplicação do modelo de lote econômi
co na administração de caixa, Baumol supôs cóndições de
cer-teza, fazendo haver um custo de manter caixa - os lucros
perdidos nos títulos negociáveis - ser balanceado contra o
custo fixo de transferir títulos negociáveis para caixa e vi
ce-versa._O modelo apresenta a configuração de dentes de seE
ra quando s~pomos que o numerário é consumido a uma razão
u-niforme, com a transferência de títulos para caixa ocorrendo
a intervalos regulares.
Suporemos que a empresa tem 'uma demanda por caixa'
uniforme durante um período de tempo determinado, digamos,um
mês. A empresa obtém caixa durante este período vendendo
tí-tulos negociáveis. Suponha que ela inicia com C cruzeiros em
caixa e, quando esta quantia é gasta, é reposta pela venda '
de C cruzeiros de títulos negociáveis. Assim, a transferên
-cia de fundos de títulos
à
caixa ocorre sempre que o caixa atinja zero. Se é desejado um amortecedor ou reserva ou se há
tempos de atraso para efetuar uma transação, o limiar para i
niciar uma transferência pode ser mais alto. O princípio é o
mesmo independentemente de haver ou não a reserva.
O objetivo é especificar o valor de C, que minimiza
os custos totais, isto é, a soma de custos fixos associados
às transferências e o custo de oportunidade dos rendimentos
perdidos mantendo saldos de caixa.
.lfc,
.:!j
Estes custos podem ser expressos por
b
(T )+
i(C }
C
2"em que b é o custo fixo de uma transação e é suposto como '
sendo independente da quantia transferida; T é a demanda to
tal de caixa durante o período de tempo envolvido, e i é a
taxa de juros dos títulos negociáveis para o período
envol-vido· (dado corno constante).
TjC
representa o número detransações durante o período e quandõ é multiplicado pelo '
custo fixo por transação obtemos os rendimentos perdi~os em
virtude de manter caixa. Quanto maior C, maior o saldo mé
dio de caixa
Cj2,
e menor o investimênto médio em títulos erendimentos destes títulos. Assim, h? um custo de
oportuni-dades mais alto de rendimento de juros perdidos.
Entretan-to, quanto maior C, menos transferências
TjC
ocorrem e menores os custos de transferência. O objetivo é balancear estes
dois custos de forma que o custo total seja minimizado.
O nível ótimo de C é
C
obtido igualando-se a zero a primeira derivada da expressa0
para o custo. Vemos assim, que o caixa que sera necessarlO
.•.
.•.
.
é proporcional
à
raiz quadrada do volume em cruzeiros dastransctções.
Isto implica o aumento da quantidade de caixa
pa-ra necessidades de transação em proporçao menor do que o
Em outras palavras, sao posslveis economias de
~s-cala. Dal, deduz-se que a empresa deve tentar consolidar as
contas bancárias individuais em número menor posslvel para I
realizar economias de menor investimento em caixa. Pode - se
deduzir também que C varia diretamente com o custo fixo b, e
inversamente
à
taxa de juros sobre os tltulos negociáveis i.A relaç~o
é
menos do que proporcional devido ao efeito daraiz quadrada.
A tItulo de ilustraç~o, utilizaremos uma companhia
imaginária com $1 milh~o em dispêndios de caixa constantes p~
ra o próximo ano. Julga-se que a taxa de juros de
oportunida-de venha a ser de
5%
e que incorrer-se~á em um dispêndio de$100 cada vez que fôr efetuada uma transaç~o com títulos neg~
ciáveis. Nas condições expostas torna-se viável empregar o mo
dela de Baumol.
Determinaremos a demanda de caixa para transações'
de acordo com o lote ótimo para aplicaç~o ou retirada.
2bT = 2xlOOxl06
=
$63 240C
=
i 0,05
A seguir determinaremos o custo total para o uso de
caixa necessário para a demanda para transações.
C x i
=
$1.581-2
o
ciclo de caixa para o caso que estamos considerando será obtido dividindo-~e a quantidade a retirar ou aplicar
$63,240;
=
15,8
dias$1.000 000;365
o
saldo médio de caixa é simplesmente a metade do sal do máximo, uma vez que este oscila linearmente entre zero e oválor máximo.
t,
portanto,$31.620.
A taxa de juros nao envolve muita dificuldade para'
cálculo; é a taxa de juros dos títulos que seriam vendidos p~
~
ra repor o caixa. Na maior parte dos casos é a taxa dos instru
mentos de mercado monetário de curto prazo e não a taxa de
re-torno r.J.édiasobre todos os títulos negociáveis. O custo fixo '
associado a uma transação é mais difícil de medir po~que con·
-siste tanto de custos explícitos como de custos impl~citos.E~
tão incluidos componentes de cu;stos de transação, o tempo que
leva para que o tesoureiro ou outra pessoa emita a ordem
ã
instituição financeiro, o tempo que ele leva para registrar a
transação, o tempo da secretária que é necessário para
datilo-grafar a transação e o pedido de compra, o tempo necessário p~
'ra registrar a transação nos livros e o tempo necessário para
registrar a notificação de custódia.
Dadas diversas transações, os procedimentos para emi
tir uma ordem podem ser facilitados para reduzir o custo fixo
médio por transação. Entretanto, estes custos existem
efetiva-mente e muito comumente são desprezados ou sub-estimados.
Uma limitação ao uso do modelo de lote econômico e
-que os pagamentos de caixa sao supostos como sendo constantes'
Apenas se esta suposição for uma aproximação razoá
vel da situação é que o modelo é aplicável. Quando os paga
-m~ntos de caixa são concentrados, pode ser apropria~o redu
-zir o período para o qual são feitos os cálculos de forma
que os dispêndios durante o período sejam relativamente con~
tantes. O modelo de lote econ5mico pode ser aplicado também
quando os recebimentos são contínuos e existem pagamentos v~
lumosos descontínuos. A decisão a ser, então, tomada seria o
tamanho de compra ótimo da títulos negociáveis.
Outra limitação do uso do modelo é que os
pagamen-tos de caixa são raramente completamente previsíveis. Para '
-;. os menores graus de incerteza, precisa-se apenas acrescentar
e
-
um amortecimento de forma que uma transferência de títulos'....
caixa.•.
iniciada algum nível de caixa
negoclaveis para e em
a-cima de zero. Em geral, o modelo de lote econ5mico fornece '
...
ao administrador financeiro uma referência para avaliar o sal
do ótimo de caixa. Não tem que ser usado como uma regra
pre-cisa regulando seu comportamento. O modelo sugere
simplesme~-te o que seria o saldo ótimo sob um conjunto de suposições.
O saldo efetivo pode ser maior se as suposições nao se man
-tém totalmente.
Gostaríamos ainda de ressaltar que no modelo
igno-ra-se a suposição implícita da continuidade no tempo e das '
quantias a serem manipuladas.
CAIXA f$\\ • J
J
M;
1\if=
M/ .
HODELO DE MILLER E ORR
Para muitas empresa, a configuraçã~ típica de
flutuação de saldo de caixa não
é
aquela simples e resularforma de dente de serra das suposições do modelo de Baumol.
Em vez disso,
é
muito mais complexa, tal como aquela que ~parece na Figura
j
• O saldo de caixa flutua irregularmente (e até certo ponto imprevisivelmente) no decorrer do tem
po nas duas direções - aurnentandp quando os recebi~entos o
peracionais excedem os dispêndios e caindo quando o inverso
é verdadeiro'. Se o crescimento é bastante prolongado, é a
tingido eventualmente um ponto (tal como aquele indicado '
em
~1)
no qual o administrador financeiro decide que o que se mantém em caixa é excessivo e transfere uma quantidade'apreciável de fundos ou para o controle da equipe que
cui-da cui-da carteira ou ainda salda empréstimos •.Na outra dire
-çao, diante de uma saída líquida prolongada, pode ser ati~
gido ur.lnível (tal como t
2) no qual os administradores da carteira serão instruidos para repor o nível de caixa a um
nível operacional adequado.
O objetivo principal do modelo de Miller-Orr e
..
•
desenvolver um modelo analítico simples, que inclui tanto' esta característica de movimento "para cima e para baixo"do saldo de caixa das operações empresariais como a
carac-terística de custo de transferência único do modelo de
/ 'J
Algumas da suposições subjacentes ao modelo de Hi
ller-Orr são meras simplificações técnicas. Outras, entre
-•
tanto, são de natureza mais substancial e c~m certeza leva!!.
tarão questões acerca de faixa de aplicabilidade do nodelo.
Apesar de haver breves conentários acerca de s~posições subs
tanciais na exposição que segue, a consideração da questão
da aplicabilidade será deixada para depois, ap6s haverem si
do apresentadas o modelo e suas principais implicações empí
ricas.
SUPOSIÇÕES SUBJACENTES AO MODELO
Um primeiro grupo de suposições representa as an~
logias e extensões daquelas do modelo de Baumol. Especific~
mente, supomos:
(1)
que continuamos a tratar de dois ativos,um ativo sendo o saldo de caixa da empresa e o outro uma car
teira administrada de ativos líquidos (tais como títulos do
Tesouro, certificados de dep6sito, títulos de empresas e ou
tros instrunentos élo mercado monetário) cujo renc1iraentomaE,
ginal e médio
é
v por cruzeiro por dia; (2) que astransfe-rências entre as ·duas contas de ativos pode ter lugar a qual
e·
quer raomerrt.oa um custo marginal dado dey
por transferê~cia, independentemente do valor da transferência; e (3) que
as transferências podem ser vistas como tendo lugar
instan-taneanente, isto
é,
que o tempo de espera nas transferênciasda carteira
é
suficientenente curto para ser ignorado.A terceira suposição serve, entre outras coisas,'
para eliminar a necessidade de un estoque de amortecimento
cuja função em problemas de estoque
é
proteger contra faltas·. ,~..
~espera pode parecer uma suposiçio bastante forte
ã
primeiravista, nio é efetivamente irreal, pelo menos para as
empr~
-sas maiores com equipes especializadas para observar de per
to o saldo de caixa e a carteira. As transacões, na maior 1
. b
parte dos instrumentos de mercado, podem ser iniciadas' por
tais empresas simplesmente efetuando uma chamada telefônica
com entrega para o próximo dia útil (e em alguns casos esp~
ciais durante o mesmo dia).
Consistentemente com ~s práticas bancárias supor~
mos, além disso, que há um nível mínimo definido abaixo' do
qual o saldo de caixa de uma empresa nio pode cair; zero, é
claro, seria um mínimo absoluto pois retiradas a descoberto
ràramente são permitidas para empresas comerciais: mesmo as
empresas com linhas de crédito abertas tem que passar pela
formalidade (e despesa) de uma· transferência para o saldo'
de caixa~.antes de ser liberado um cheque a descoberto. Na '
prática, os saldos mínimos requeridos sio substancialmente
maiores de zero. A rnlnlmo requerl." , 'do em ~!
ma situaçio em particular é negociada entre as partes e
de-pende basicamente da quantidade de serviços bancários
...
principalmente processamente de cheques e arranjo de empre~
timos - de que a empresa efetivamente usa. Uma vez que o
mínimo requerido é principalmente uma forma de compensaçio
para o banco em lugar de taxas de serviço, aqui ele será
visto como totalmente exógeno ao problena de administraçio
de saldo de caixa e enfocaremos a atençio inteiramente no
que se nantén 2cina e alén do mínimo requerido. Para maior'
--simplicidade de notaçio designaremos o nível mínimo requeri
Um terceiro grupo de suposições especifica a hatu I reza das flutuacões~ no saldo de caixa. Em contraste com o
mode~o completamente determinístico de Baurnol, faremos aqui
a suposição extremamente oposta de que os fluxos de caixa '
são totalmente estocásticoSi e especificamente, de que eles
se comportam como se fossem gerados por um"random wa Lk "
es-I
tável. Dada esta estrutura,
é
conveniente mas suficientemente geral para nossas finalidades supor que o comportamento'
aleatório dos fluxos de caixa pode ser caracterizado por
u-ma sequência de .~~ independentes de BernGulli •.
Em particular, faça l/t
=
uma determinada fração'de um dia de trabalho tal como 1/8, isto é uma hora. Supo
-mos que durante qualquer urna de tais horas, o saldo de
cai-xa irá ou aumentar ~ cruzeiros com probabilidade-R' ou
di-minuirE cruzeiros com probabilidade q~l - p. Durante um
intervalo mais longo, digamos,.~ dias, a distribuição obser
vável de modificações no saldo de caixa terá, dessa forma'
média~n
=
ntm (p - q) e variança~2=
4ntpqm2; e esta disn
tribuição por sua vez ·irá se aproximar da normal
ã
medida'que o .~ aumenta. A maior parte da discussão que se segue no
texto focará o caso especial simétrico du de tendência ze~o,
no qual p
=
q=
1/2 (com as deduções para casos mais complicados, não sim~tricos deixadas para depois). Para este caso
especial, LA.
=
O,c-
2=
nm2t e (/2/n=
m2t=
a variança der : n f"'"c
.-mudanças diárias no saldo de caixa.
o
processo de Bernoulli naoé
de~orma
alguma tão~As propriedades do processo de Bernoulli que sao cruciais
para as finalidades presentes não são as ocasi0es regul~
res implícitas ou o Valor constante de transação; as carac
terísticas críticas são, em vez disso, a independência
se-riada, estacionariedade e ausência de movimentos
discerní-veis, regulares, no saldo de caixa. Qualquer um de diver
-sos outros processos conhecidos para gerar com estas cara~
terísticas poderia ter sido usado com a mesm~ facilidade,'
todos levando a mesma solução que aquela que é
apresentada.-O conjunto final de suposiç6es diz respeito
i
função objetivo da empresa. Aqui, segundo uma prática comum
em teoria de estoques, supomos que a empresa procura mini- ~
mizar
6
custo médio de longo prazo de administrar o saldo'de caixa de acordo com alguma"política de forma simples".
No contexto presente, a política mais simples e
mais natural é a política de limite de controle de dois pa
râmetros apresentada na Figura
2
.
Isto é, o saldo decaixa poderá flutuar livremente até atingir o limite
infe-rior, zero, ou um limite superior, h, que são as ocasi6es
em que serão efetuadas as transferências da carteira e
pa-ra a carteipa-ra ~~~ trazer o saldo de volta ao n!vel z.
Por-tanto, a política implica que quando o limite superior é
atingido haverá uma transferência de uma quantia concentra
da do caixa de (h - z) cruzeiros; e que quando é atingido
o limite inferior, haverá uma transferência para o caixa'
dez cruzeiros.
i '
Dada esta estrutura de política (h,zr e nossas '
.•.
G saldo de caixa da empresa durante qualquer horizonte de
planeja~ento finito de T dias pode ser expresso
formalmen-te por:
(1)
E
(c) ::: ~ [(N)T
+
v
é(M)
em que
E
(N)=
o número esperado de transferências da carteira (em qualquer direção) durante o período de planeja
-mento;
y=
o custo por transferência; (M)=
o saldo de cai xa diário médio; e V = a taxa diária de juros obtida' da' caE,teira. O objetivo da empresa
é
o de minimzar é.." (tC) comres-peito às variáveis de controle prop'-iciadas pela política
'-..-/
escolhida; o limite superior ao conteúdo de caixa, h, e~ o
ponto de retorno intermediário, z.
VALORES OTIMOS PARA OS P~~TROS
DA POLíTICA
Voltando agora a atenção para a solução, considere
mos, em primeiro lugar o termo
ê
(N) , o número esperadoT
de transferências por dia. A obtenção de uma expressa0 para
e·
[' (N) em termos das variáveis decisórias z e h será reali-T
zada em duas partes. Primeiramente, o número médio de
trans-ferênci~s será expresso em termos do intervalo
'.
de tempo-
mé-dio entre transferências: e então este intervalo médio será
relacionado a z e h.
Quanto à primeira parte, suponha que os intervalos
2
5
~erências de carteira sao retiradas aleatórias independentes
de urna população com distribuição de probabilidades bem de
-finida. Em particular, faremos esta distribuição ter média.Q
e variança finita. Se T é um horizonte de planejamento fixo
e
n
é uma variável alatória representando o número detrans-fer~ncias que ocorre durante o per Iodo do horizonte, então
(pela definição de
N)
( 1) + ••• +
ou, tomando esperanças
L
T
+ •••
+Sob as condições supostas acerca de
v-·'i
da qual deduz-se que as desigualdades
D (N) ~ T-CD (. (N)
+
Dse mantém. Estas por sua vez implicam
(2)
l/D - l/TE
(N)S
T=
l/DPortanto,
ã
medida que se permite que T cresça semlimite, a relação (N)/T, o número esperado de transferênci2s
Este resultado pode ser obtido de forma exata
em-,S
vez de aslntoticamente se supuser-se que as mudanças em
sal-do de caixa são geradas por um processo contínuo em vez de
um mecanismo de probabilidades discretas. Entretanto, mante~
do uma estrutura discreta, a densidade de saldo de caixa es
tacionária, que baseia o cálcul~do custo de manter caixa, é
bastante mais fácil de obter; uma vez que estamos lidando I
com um modelo de estado estável, a obtenção de (2) cono un
resulJcado assintót.ico não
é
de forraa aLquraa uma lini tação.Procuranos a seguir uma expressa0 para .Q em ter
mos de z e h e agora podemos fazer uso da teoria de probab!
'l'\
,---'
lidades ~os resul tado-s)Em particular, para um processo de etapas
alató-rias de Bernoulli, simétrico, (p=q=1/2) com etapas de
tran-sfoção unitárias partindo de z e terminando em O ou em h, pr~
va-se que (a) a duração das etapas é uma variável aleatória
~uju distribuição tem as propriedades supostas como válidas
para os xi; e (b) que o valor esperado da duração, D(z~h) é
dado por
(3) D(z,h) = (z) (h - z)
A expressa0 acima apresenta a duração esperada em
termos de número de etapas. Para converter a unidade de tempo
em dias; precisamos simplemente dividir por~, o número de
transações de caixa operacionais por dia. Para converter ~ e
h de etapas unitárias em cruzeiros definimos novas variáveis
) I
.)
Portanto, a duração esperada em dias e com os li
mites em unidades de cruzeiros é:
(4) D(z', h')
=
(z') (h' - z')m
2
tHavendo mostrado que
é"
(N)/T se aproxima de l/D (z,h)para T suficientemente grande, o termo de custo de
transfe-rência da função custo médio de longo prazo pode ser
escri-to como o produescri-to de
r:
e do recíproco do lado direito de(4). Para simplificar a notação, omitiremos daqui para dian
te as "linhas" nas express6es para ~ e ~ que se baseiam em
(4) uma vez que a presença de.m e
.!:.
indicará que cruzeirosem vez de unidades de etapa de transação sao a dimensão a
-propriada.
o
segundo termo da função custo requer uma expre~sao para o saldo de caixa médio de longo prazo em termos de
z e h. Este saldo é simplesmente a média da distribuição de
estado-estável de conteúdo-de caixa~-Seguindo o
procedimen-to usual para obter esta distribuição, a probabilidade de
que o saldo de caixa contenha precisanente ~ unidades é
ob-tida a partir das equaç6es:
(5) f(x)
=
pf(x - 1)+
qf(x+
1)com - limites
',,---~
( 6 ) f (z)
=
P Cf (z - 1 )+
f (h - 1 )+
1;L
f (z+
1)+
f (l;l
, ,
P)
f(O)=
o
f(h)=
o
- I
e a condiçao de densidade
(B)
~n f(x)=
1x=O
Para o caso especial em que p= q
=
1/2 o sistema (5) temu-ma solução com a foru-ma
(9) f(x)
=
Al+
Blxf(x)
=
A2+
B2
(h - x)O<:.xzz
z
zx
<:h
A linearidade de (9) e as condições t6) e (7) implicam que
adistribuição de estado estável do conteúdo de caixa é de
l
forma triangular
e
discreta com base h e moda z. A média detal distribuição
é
h+
z •3
Combinando os dois segmentos da função custo esp~
rado e fazendo Z = h-z o problema pode ser apresentado como:
(10 ) min
C
(c) .=
zZ' 3
A condição necessária para um mínimo é
o'm2t
+
_·:lv··= O,
.
d
C
(c) =-
m.t2 ...•X'+
v-= Oz":Z -3- \ Z
z2z
J
O
que fornece os valores ótimos
f
(11) zi-
=
r 3rm
2t)
1/3\
4ve
*
*
ou, em termos dos parâmetros originais
(13) h* = 3z*
Propriedades da Solução
Esta solução tem diversas propriedades
interessan-~es. Primeiramente reparemos que apesar da simetria do proce~
~ de geração e do custo de voltar o sistema para z, as regras
de_ controle mostraram-se assimétricas.
o
ponto de retorno ótimo cai substancialmenteabai-xo do ponto médio da faixa dentro da qual pode variar o saldo
de caixa. Exposto de outra forma:
as vendas de ativos da carteira tomarão lugar com frequência
média maior e em menores lotes do que as compras. As razões
para isto se tornam mais aparentes na Figura
3
., onde se observa que o custo de transferência e o custo de manter caixa sao expostos separadamente como funções de z para um
cer-to h
=
hO'O custo de transferência é uma função em forma deU com seu mínimo no ponto médio, z
=
1/2hO. O custo de"saldoque não está rendendo, em contraste, é uma função crescente
linear de~. Portanto, seria obviamente antieconômico fazer'
~maior do que hO/2, uma vez que, nesta faixa, os dois cus
-tos estariam crescento. Mas, na outra direção, pode ser obti
da alguma redução de custo reduzindo-se ~ uma vez que a
)\j
) í
z se move para baixo de 1/2hO' é relativamente plana na re
gião de seu mínimo.
Um aspecto mais surpreendente da solução ótima
é
que ~* cai sempre a Ij3h*. ~ndependentemente das grandezas
relativas dos coeficientes de custo ~ e
V
.
JI.1udanças nestes custos apenas encolhem ou dilatam o sistema como umtodo, sem mudança no equilíbrio interno entre
.'-
z e h. A ex--plicação deste resultado está na estrutura da função custo.
Repare que ~ e ~ entram simetricamente no compo -..1
nente custo de transferência, mas que ~ ent~a com o dobro'
de peso de ~ ~o componente custo de manuten9ão. Isto signi
fica que se ~ I 2z, podemos acrescentar uma "pequena
quanti-dade, ,6., a ~ e subtrair 2 b.. de Z sem caus-ar mudança no
termo custo de manter caixa, v(Z+2z)/3. Estas mudanças, en
tretanto, transformarão o denominador do termo custo de
transferência em
(Z -2 D) (z + b )
=
Zz + ~(z - 2z) -L:.6..
2-?
Zza última desigualdade necessarianente se mantém para
qual-quer valor pequeno de j)" enquanto tivernos Z / 2z • ASsim,
seria proveitoso aumentar ~ da quantidade
6
e reduzir Z daquantidade 2 Duma vez que o valor mais alto do deno6inador
implica un valor mais baixo para o termo custo de transferên
cia; um raciocínio análogo se aplica ao caso em que Z <2z,
de forma que apenas se Z
=
2Zé
que nãoé
possível talCAIXA ($)
TEMPO
Figura 1
CAIXA ($)
TEMPO
Figura 2
(c)
Custo de Transfer;ncia
,
,
z
=
1/2 hOz
CAPíTULO II1
MODELOS. DE PROGRAMAÇlO
UMA ABORDAGEM DE PROGRAJAÇÃO LINEAR
AO PROBLEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA"
Suponhamos que em qualquer ponto no tempo, o
sal-do de caixa pode estar em um de N estados possíveis, i
=
1,2, 3,'f~~' N. Os níveis do saldo de caixa em estados
suces-sivos difere por alguma constante, digamos, $100.000. No
estado 1, o saldo de caixa está em seu nível mais baixo pos
sível, enquanto que no estado N está no nível mais alto po~
sível.
Em pontos igualmente espaçados, discretos, no tem
po, t
=
O,
1, 2, ••• , s~o tomadas decis6es com respeito aosistema. Se o sistema estiver no estado i no tempo t, há
três conjuntos mutuamente exclusivos de decis6es possíveis:
(a) mova o saldo de caixa para cima para o estado k ~ ij
(b) mova o saldo de caixa para baixo para o estado k L áj
(c) n~o faça nada (isto
é,
faça k=
i). Supoem-se que asmudanças desejadas têm lugar instantaneamente.
Entre os pontos de decis~o há retiradas da conta
caixa bem como depósitos na conta caixa.
O efeito líquido destes
é
representado pela variável aleatória que tem função massa de probabilidade p(f ),
suposta conhecida.
valores positivos de
f
-r
tem a interpretação oposta. Repare
que
é
precisamente o fato de que a variável de estado do si~tema pode se mover estocasticamente em qualquer direção que
diferencia o problema de saldo de caixa do problema de
esto-que comum, no qual a "demanda" durante qualquer período
é
suposta negativa.
Dada p{),
é
fácil calcular pk, a probabilidade'j
de que o sistema venha a mover-se do estado k no início do p~
ríodo para o estado j no final do período. Obviamente,
k N k
P
=
O
e ~ p=
1. Estas probabilidades de transição.sãoj j2=1 j
Markovianas uma vez que dependem apenas do estado corrente '
do sistema. Supoem-se também que as probabilidades de transi
çao sao estacionárias no tempo.
Para o problema de saldo de caixa em exame, duas '
funções custos serão definidas. Em termos gerais são tk, o
j
custo de transferência ou de transação envolvido em mover o
sistema do estado ~ para o estado~, eL(k), o custo de
man-ter ou de penalidade associado a iniciar um período no
esta-do~. Supõem-se que os custos de transferência são dados na
equação (l).
,..
(~u
+
cu.
(k-
i) k ~ iif<u,
cu ~ Otk
=
1
O k=
i(;)
i
LKd
/
-+
cd• (i - k) k «:..•. i; Kd' cd ::::, OAssim, ao transferir fundos para a conta caixa e
transferir fundos da conta caixa, há custos de preparação
trans-Há também custos de transação marginais constantes,
Cu e c
d' associados a cada unidade de fundos transferida. 5erá suposto que os níveis de saldo de
caixa em estados sucessivos diferem~nstante Os
custos Cu e c
d são assim custos de transfer~ncia marginais por uní.dader . de caixa.
Além disso, supoem-se que L(j), o custo de manter'
ou de penalidade durante
um
'período daào , está em conecçaocom
a
decisão de iniciar o período no estado j, éL (j)
=
{C • (M - j)
c:.
(j - M)j~
M
j
»
Mem que cp e ch sao, respectivamente, os custos ~e penalidade e de manter marginais constantes por período por ; uni
dade de caixa. Na maior parte dos casos, é conveniente pen
-sar em
M
como o estado no qual o saldo de caixa é zero. Istonao é necessário, entretanto, e em muitos problemas é razoá
-vel esperar que~ seja um estado associado ao saldo de caixa
positivo. Isto pode ocorrer, por exemplo, quando o caixa está
mantido sob a forma de um depósito em um nível determinado.
Neste caso, alguns níveis positivos de saldo de caixa podem '
envolver custos de penalidade.
o
objetivo do problema é encontrar uma política op~ racional ou regra decisória que minimize os custos esperados'descontados totais para um problema de horizonte infinito em
que
,
(O~À~
1), é o fator de desconto. Uma vez quei e L (k) são funções de valores reais limitadas para todo
.l, k
=
1,2, ••••rN, esta forraulação do probleraa de saldo decaixa cai dentro da estrutura de programação linear de
I r
Finalmente, repare que. suposições tais como (a) mu
dança de .estado instantânea uma vez que
é
tomada a decisão,(b) custos de manter e de penalidade que são função direta I
do estado do sistema e (c) custos de transferência lineares
são provavelmente mais real~stas para uma faixa mais ampla I
de problemas de saldo de cai~a do que para qualquer uma das
outras aplicações de estoques mais familiares.
Por exemplo, instituições financeiras grandes tais
como fundos mútuos se defrontam diariamente (ou mesmo hora a
hora) com decisões de transferir de caixa para a carteira ou
da carteira para a caixa. Uma vez que uma decisão
é
tomada ela pode usualmente ser consumada por um chamado telefônico.
P~.ra tais problemas c
h representa um retorno esperado perdi-do por períoperdi-do de manter uma unidade ($IOOO.OOOno modelo
presente) em caixa em vez de aumentar os investimentos da
carteira uma unidade. Por outro lado, os custos de transferên
cia marginais Cu e c
d podem ser pensados como comissões de corretagem principalmente aquelas que, em mercados financei
-ros são muito comumente aproximadamente proporcionais
à
UHA SOLUÇÃO -.Qr:RAL ATRAV:ES DA PROGRAMAÇÃO DINÂMICA;
O problema de saldo de caixa pode ser caracteriza
do como um problema de programação dinâmica, do tipo de pro
-b1ena de estoques, uma vez que se pode encarar o problema '
como o de um estoque de dinheiro em que as decisões são
se-quenciais, nao importando como se chegou até um determinado
est~gio em que deve-se tomar uma decisão acerca do nIvel de
caixa cora que in-iciar o próximo perIodo. O objetivo de
mini-mizar o valor presente dos custos fULuros esperados ~nqua
-dra-se dentro dQ objetivo do problema de estoques.
As diferenças entre os dois problemas são que (1)
as mudanças estQcásticas em nIve1 de caixa podém ser positi
-vas ou negati-vas e (2) o administrador pode tanto aumentar~
como diminuir a quantidade de caix a (estoque de dinheiro)
no inIcio de cada perIodo.
Com esta colocação geral é possIve1 particu1ari
-zar o problema de saldo de caixa para as diferentes
hipóte-ses acerca das distribuições probabi1Isticas que descrevem
os elementos de incerteza no modelo.
Representaremos os custos de transferência de
mu-dar o nível de caixa da empresa de i para j por:
Custos de transferência 'J:(i,j) T.,....
+
t,!A- (j-i) se j ':::ri(1)O se j
=
i'T' .J..
tal(i
-
j)se j L i1(
Nesta exp r e s sao , Tu e T
d representam, respectivamente, quaisquer
custos fixos envolvido"" em aumentar ou di~inuir o n{v~ doe saldo de
c a ixa , enquanto Cl,~ tu e t
d representam os custos marginais por
cruz~~ de mudança.
Os custos de rna nt e r estoque e de falta estoque podem ser
supostos como sendo funç ao ~o riivel de caixa no inicio ou final de cada
; pe r iod o , ou podem ser supostos COlTIOsendo funç~o de UlTIa determinada po s
i-çao intermediária ou l~~dia de ca ixa durante o pe r iodo . É díficil
esco-lher e stre estas suposiçoes e1defatoj a melhor escolha depende das
cir-cunsté~ncias com que se defronta, a firma. Felizmente, a escolha da
su-posiçao nao afeta o tipo de ana l.is e ou conclusões a que ch eg a r errio s , apesar
de afetarem os cálculos num~ribos dos problemas •. Para tornar a
análise de uso geral, definiremos os custos associados
r/:::::- "
nivel~
de caixa LO) (custos de manter e de penalidade)
11
duas formasdife-rentes: primeiro em ter rn o s de n iv eis de saldo de caixa iniciais e
a seguir em termos de nivel!Jde saldo de caixa finais. Nos dois casos
faremos
1 .
~f
1
ser a funç~o que representa o custo de oportunidade associadoa ter um saldo de caixa positivo de qualquer -, valor.
2 ur
J
ser a função que representa os custos de penalidade porfal-I
>
qual-quer va l or .
Até este ponto na o fizemos qulaquer s upo siça o quanto a forma
funcio-nal de h( ) e de u( ) _
Se s upo rn.os que o argurnento destas funções
é
o nivel decaixa no inicio do pe r iod o (imediatamente após ter sido tornada urna
decisão acerca do nivel de caixa), entao
u(j) se J-L O
L(j)
=
O se J=
O (2)h(j) se .~ O
J
Para definir L(j) quando os custos dependem do saldo de caixa
com o- qual terminamos um p er Iod o , ternos que descrever a
distribui-ção d e mudança s no saldo de ca Ixa . Trataremos as mudanças exogenas,
na conta caixa corno urna variável aleatória independentemente
distri-buida com urna função densidade P(e). Ao solucionar qualquer
proble-rria , a administraçao c orriurne nte poderá considerar ~ corno uma
va-riável discreta com limites finitos. Apesar da análise poder ser
rea-lizada considerando-se ~ como{urna variável discreta com Lirnite s
fi-nitos sem rnuda r os resultados, a análise é facilitada
considerando-se ~ como urria variável continua
c:3.~-~,
-'
xa esperados serao
- j}P( e) de
o
custo de oportunidade esperado de ter ca ixa demais ~ dada por, .
Finalmente, o custo a s so c ia do a iniciar um p e r io do com um
nr-vel de caixa,.J:.. ~ a soma destes custos, ou
L(j) ~
J:
h{j- e)P(e) de+ )
u: - j)P(e) 'de (3)fstaremos considerando as
aná-Uses adequadas para qualquer destas definiç(;'es de L(j)
A relaçao recorrente que representa o problema de
adminis-tr aça o de caixa ótima pode agora ser facilmente c on st r uida . O saldo de
caixa ótimo para ir a
1.
dado qualquer saldo de caixa inicial i no tempoúlJ
L,
o
custo de transfer;ncia de ir de UlTI saldo de caixa i para UlTI--saldo de caixa j ou T(i, j) .
-2. O custo de rna nt er vp ena l idad e de caixa que ·está associado ao saldo
de caixa j ou seja L(j).
3 O valor presente do custo m in ím o esperado de a drrrinist r a r caixa do
período ttl até o horizonte dada UlTIa rnuda n ça para o estado j no
terrrpo t
Se fi.ze r rrro s
01..
=
fator de desconte adequado-:-f (i) = o custo esperado m
ln
imo de ad m inist r a r caixa do período t até·t
o horizonte, dado que o saldo- de caixa inicial é i no período
..!..
entao a relaç~o recorrente se torna
f (i)
=
rn int
J
ClO
rT(i,J')
L-
t L(j)-
t <X'j
.
f ('ttl J
-_0..0
- e) P(e) de (4)
Esta relaçao pode ser utilizada pa-a solucionar qualquer pr obl erria de
caixa. Entretanto, a estrutura especial de rn uit o s p r obl erria s de saldo de
caixa nos p e r rrrite ern pr e ga r esta r el açao tanto para definir a fo r rria de
urna política de saldo de caixa ótilTIa quanto para s irrrplífi ca r os
cál-culos necessários para atingir tal política. Alé~ dis so , saber a
for-rna da política de saldo de caixa ótilTIa é COlTIUlTIenternais irn.por ta nt e do
-EXPLORANDO A ESTRUTURA ESPECIAL
Nossa capacidade de deduzir a f'orrna da pol Iti.ca ótillla a partir
A
da forlllulação de p r og r arna çao di~ica depende da estrub-a especial dos
cOlllponentes da equação de p r og r arrraç ao din;lllica •. ~ estes componentes
ci::-de custos são funções conca vas ou convexas, podelll'Yobter rna io r c orn>
preensao do problema; Erri particular, pod erno s s irrip l.ifica r a solução do
-
(
,)
p r obl errra de adlll~nistração de caixa\~
~oYeI
~vellllente
-suposta c orno sendo urna funç~o convexa de j •...,.,..- A função L(j)
-
é
convexa-se os custos de manter caixa a urn enta rn pelo rn erio s proporcionalmente
(ou rnais do que p ropo r c iona.l.rnent e) aos a urn erit o s erri saldos de caixa
para saldos de caixa positio-&) se os custos de falta de caixa aumentam
pelo m eno s pr-opo r c io na Irn.errte ao.s d e c r e s c irn.os ern saldo's de caixa
para os saldos d e caixa negativos e se h(O) = u(O) = O, A cornpo s iça o
efetiva dos custos de rna nt e r e de faltar caixa
é
consistente c orn ac.orr-vexidade de LO)., OS custos de manter caixa são os juros perdidos
"--rn.ant end o caixa ern vez de tftulos ne goc iâv eis , . Estes ç.e-vem ser
direta-rn ent e proporcionais ao valor do saldo de ca ixa . Os custos de falta de
caixa sao custos associados c orn o atrazo e p r obl erna s causados pela
incapacidade de atender im ed ia ta rn e nt e às obrigações. F'i.na.Irn.ente ,
re-pare que ~(j) telll urn rn in irno finito igual a) ou rna io r do que) zero, ou
seja, o custo de ter o saldo de caixa de zero.
Ú rria vez que s eja xce i.ta a convexidade de L(j), pode-se
I
'...: J
Iniciaremos estudando o caso em que os custos de transaçao tem
com-ponentes fixos supostos iguais a zero. Estudaremos entao casos em que .0
componente fixo tem um valor positivo.
1. Custos Variáveis Sem Custos Fixos
A suposiçao de que o custo fixo por transaçao se apr ox irna de
zero parece ser umasuposiçao razoável para o problema de sa Id o ' de
caixa de muitas firmas. Por exemplo um fundo mlituo ao transferir
fundos de caixa para sua carteira inc onererá em um custo de tr an sa ça o
na compra ou na venda que
é
quase proporcionalà
quantidade de=fun-dos considerada. Há alguns custos custos fixos associados a escrever
um cheque e processar a papelada, mas estes devezn ser ne.glig iv eis em
comparação ao componente variável.
Se aceitamos que o componente fixo
do
custo de transaçaotemvalor zero, a equaçao (4) (bde ser reescrita sob a forma
min
min[t (j - iO
+
LO)+
.•••. u·
.1- 1 +-00
L(i)
+
O("j
f (i - e)_ ce t+l
- e) P(e} d~
:n~n.
Gd(i - j)+
L(j)+
1 - J
~j
-+fQO ('_ o.t> t+ 1 J
=e) P(e} de]
( 5) f (i)
=
t
P( e} de
POLJ:TICA 'ÓTIMA PARA O PERíODO FINAL DE DECISAO