1 PesquisarealizadapeloLaboratóriodePsicossociologiadaComuni-caçãoedaCogniçãoSocial(LACCOS),daUniversidadeFederalde SantaCatarina,atravésdeconvêniofirmadocomoFundoNacionalde Saúde.TrabalhoapresentadonaIIIJornadaInternacionaleIConferên-ciaBrasileirasobreRepresentaçõesSociais(RiodeJaneiro,2003). 2 Endereço:Av.SalvadorDiBernardin°505,ap.1102,SãoJosé,SC,
Brasil,88101-260.E-mail:[email protected]
EfeitosdePanfletosInformativossobreaAidsemAdolescentes
1BrigidoVizeuCamargo2
AndréaBarbará
UniversidadeFederaldeSantaCatarina
RESUMO– Esteestudobuscourespondersediferentesmateriaisinformativosimpressos(panfletos),sobreatransmissão doHIV,podemfavoreceroudificultaroconhecimentodestadoençaeaatitudefrenteaopreservativoemadolescentesdo ensinomédio.Participaram300estudantesdeescolaspúblicaseparticularesdascidadesdeFlorianópolis,ItajaíeBalneário Camboriú.Utilizaram-setrêstiposdepanfletos(A–Adolescênciaeaids;B–Adolescência,drogaseaids;C–Adolescência, sexualidadeeaids),etrêsquestionários(antes,apósaleituradepanfletose10diasdepois).Paraaanáliseempregou-seoteste dediferençaentremédias(tttdeStudent)eaanálisedevariância(MANOVA),atravésdoprogramainformáticoSPSS11.1. Osdadosindicaramaexistênciadeimpactospositivosdaleituradospanfletosnoconhecimento,masemrelaçãoàatitude aopreservativonãohouvealteraçõessignificativas.Pode-seavaliarcomopositivaautilizaçãodepanfletoscomoestratégias preventivasfrenteàaids.
Palavras-chave:aids;conhecimento;atitude;preservativo;adolescentes.
EffectsofInformativeLeafletsAboutAIDSonAdolescents
ABSTRACT– ThisstudyaimedatansweringifdifferentprintedinformativesonHIVtransmission(leaflets)canfacilitateor makedifficulttheknowledgeaboutthediseaseandtheattitudetowardscondomsamonghighschoolstudents.Threehundred secondarystudentsfrompublicandprivateschoolsfromthecitiesofFlorianópolis,ItajaíandBalneárioCamboriúparticipated. Threetypesofleafletswereused(A–AdolescenceandAIDS;B–Adolescent,drugsandAIDS;C–Adolescence,sexuality andAIDS),andthreequestionnaires(before,afterreadingtheleafletsand10dayslater).Thetestofdifferencesbetweenmeans (Student’st)andanalysisofvariance(MANOVA)wereemployedfordataanalysis,throughthesoftwareSPSS11.1.The dataindicatedtheexistenceofpositiveimpactsofthereadingofleafletsonAIDSknowledge,buttherewerenosignificant changesconcerningtheattitudetowardscondoms.TheuseofinformativeleafletsaspreventivestrategiesagainstAIDScan beevaluatedaspositive.
Keywords:AIDS;knowledge;attitude;condom;adolescents.
relevantenoprocessodesocializaçãodosadolescentes,ao proporcionar-lhesrepresentaçõesenoçõessobreosvalores socialmenteaceitos,relativosàsatividadeshumanas,eaos objetos materiais e espirituais importantes para um dado grupoousociedade(Maletzke,1976).
Osefeitosdacomunicaçãosocialpodeminfluirnasati-tudesevalores,noconhecimentoenocomportamentodos destinatários(Maletzke,1976;Wolf,1999).Esteestudoestá voltado,sobretudoaosefeitossobreoconhecimentorelativo àaidsesobreaatitudefrenteaousodopreservativo.
Estudos realizados em relação ao uso do preservativo (Albarracín,Jonhson,Fishbein&Muelliriule;2001;Antunes, Peres,Paiva,Stall&Hearst,2002;Cecil&Zimet,1998) detectaram que a maioria dos adolescentes possui pouca intençãodeutilizá-lo.Osfatoresqueinfluenciamadecisão dosexoprotegido(Gebhardt,Kuyper&Greunsven,2003) dependemdarelaçãoexistenteentreosparceiros.Oprincipal fatorparanãousodopreservativoéapresençadeparceiro fixo(Jiménez,Gotlieb,Hardy&Zaneveld,2001).Deacordo comApter,CacciatoreeHermanson(2004)ascircunstâncias queinfluenciamonãousodopreservativo,são:opreçodo preservativo,adificuldadeemcomprá-lo,experiênciassexu-aisnãoplanejadas,ousodeálcooledrogas,eapropensão paraassumirriscos.
Um estudo realizado por Tamayo, Lima, Marques e Martins (2001), com 300 estudantes da Universidade de Oimpactosocialcausadopelaaidséconseqüênciado
aumentodaincidênciadecasos,especificamenteemcate-gorias inicialmente não associadas com a doença, como, por exemplo, os grupos de transmissão heterossexual, de mulheresedeidadescadavezmaisjovens,ouseja,ado-lescentes. De acordo com o Ministério da Saúde, no ano de2003,foramnotificados9758casosdeaids.Destetotal, 17%sãoadolescenteseadultosjovens,nafaixaetáriados13 aos24anos.Nocasodaaids,ainformaçãofornecida,para provocar uma redução de comportamentos de risco, deve incluirconhecimentosespecíficosarespeitodatransmissão eprevenção(D’Amorin,2002).Portanto,osprocessosde comunicaçãosãoumvaliosoeimportanteinstrumentopara informareprevenirapopulaçãodoriscodestaepidemia.
Brasíliaecomoobjetivodeverificarseasprioridadesaxio-lógicas das pessoas influenciam o uso de preservativo no relacionamentosexual,constatouqueseuusoserelaciona negativamentecomascrençasquesefundamentamnadi-minuiçãodasensaçãosexualedequeproporaoparceiro(a) ousodecamisinhademonstrafaltadeconfiançanele(a);e positivamentecomaopiniãoquequemestimaasuasaúde deveusá-laregularmente.
MacDonald,MacDonald,eFong(2000),testandoateoria damiopiaalcoólica,relacionandooálcoolàexcitaçãosexual eàintençãodeusaropreservativoemrapazesuniversitá-rios(de18e19anos),demonstrouqueoálcoolinterfere significativamentenadecisãodo(não)usodopreservativo. Outrofatordestacadoporpesquisadores(Betts,Peterson& Huebner,2003;Pascual,2002)équeosmeninospossuem maisresistênciaaousodopreservativoqueasmeninas.
Algumaspesquisas(Campbell,Peplau&DeBro,1992; Wilson,Manual&Lavelle,1991)indicamaexistênciade crençaseatitudesnegativasemrelaçãoaousodepreserva-tivo,nosentidoqueestamedidainterferenaharmoniado encontrosexualeafetanegativamenteadisposiçãosexual.
Os sistemas de valores envolvem atitudes específicas organizadassegundoumaestruturahierárquica.Asatitudes, emgeral,orientamocomportamentodohomem.Masnãoé raraaconvivênciadecomportamentoscontráriosàsatitudes, bemcomomudançasdeatitudequenãoafetamoscompor-tamentosaelaassociados.ConformeTriandis,atitudepode serdefinidadaseguinteforma:
Asatitudesenvolvemoqueaspessoaspensam,sentemecomo elasgostariamdesecomportaremrelaçãoaumobjetoatitu-dinal.Ocomportamentonãoéapenasdeterminadopeloque aspessoasgostariamdefazer,mastambémpelooqueelas pensam que devem fazer, isto é, normas sociais, pelo o que elasgeralmentetêmfeito,istoé,hábitos,epelasconseqüên-ciasesperadasdeseucomportamento.(conformecitadoem Rodrigues,Assmar&Jablonski,2002,p.102)
Aoperacionalizaçãodesseestudoremete-seaconsidera-çãodeumaconceituaçãomaisdelimitadadotermo“efeito”, esteabrangetodososprocessosqueocorremnafasepós-comunicativa(comoconseqüênciadacomunicaçãosocial) e por outro lado, todos os modos de comportamento que resultam da atenção dada pelo destinatário às mensagens dacomunicaçãosocial,nafasecomunicativapropriamente dita(Maletzke,1976).ConformeWolf(1999),esteconceito pragmáticodeefeitocompreendeumapartedafasecomu-nicativa (o comportamento de comunicação) assim como toda a fase pós-comunicativa. Nesse contexto, admite-se ainfluênciadacomunicaçãosocial,namedidaemqueela ajudaaestruturaraimagemdarealidadesocial,aorganizar elementosnovosdessamesmaimagemeaformaropiniões ecrençasnovas.
Oprocessodecomunicaçãoenvolveumapercepçãose-letivaseguidadeumainterpretaçãodeterminadalogoapós aexposiçãodeconteúdo.Aspessoaspercebem,absorveme lembramoconteúdodediferentesmaneiras,deacordocom certosfatoresmediadores,comoseusdesejos,motivaçõese atitudesanteriores(Maletzke,1976).Estesfatorescaracte-rizam-secomoreferentesaoaspectopsicológicodosseres
humanosqueafetaasuaexposiçãoacampanhaseasuare-cepçãodamensagem.Todavia,tambémentraemjogofatores relativosaosaspectospsicossociaisesociais,eaquisereteve doisdeles,quaissejam:acondiçãodegênerododestinatário (sexomasculinoefeminino)esuasituaçãosócio-econômica (escolapúblicaouparticular).Primeiramente,emmatériade aids,osexodosdestinatáriosdasmensagenspreventivastem umpapelimportante,namedidaemqueeleestáassociado culturalmenteehistoricamentecomatitudesevaloresque hierarquizameseparamoshomenseasmulheres(Godelier, 1980;Heller,1980).Emsetratandodegênero,umestudo, comamesmaamostradopresentetrabalho,mascomfoco narestituiçãodemensagensinformativas,detectouqueas meninasrestituemmaisqueosmeninos,independentedo tipodemensagemtransmitida(Hias&Camargo,2003).O segundofatorque,igualmenteinteressa,decorredeobser-vaçõesqueindicamassociaçãodapobreza,dificuldadede acesso aos cuidados com a saúde, violência e exploração sexualdemenorescomavulnerabilidadedosadolescentes diantedoHIV(Santos&Santos,1999).
Umfenômenoquepodeserreveladorparaoestudoda discrepânciaentreaaprendizagemeamodificaçãodeatitu-deséochamado“efeitoletárgico”;emnãorarasocasiões, os efeitos de uma mensagem são relativamente pequenos imediatamenteapóssuarecepção.Umaoutraquestãomuito importanteemtornodaproblemáticadosefeitoséaquese ocupadasrelaçõesentreatitudeseocorrespondentecom-portamento,ouseja,aforçamotivadorainerenteàsatitudes (Maletzke,1976).Estefenômenoleva-nosanecessidadede distinguiroperacionalmenteefeitoemcurtoemédioprazo. O primeiro refere-se ao tempo imediatamente posterior a exposiçãododestinatárioàmensagem,osegundoenvolve umdistanciamentotemporaldealgunsdiasoudealgumas semanasapósaleituradomaterialinformativo.Percebe-se pelaleituradeBerelson(1969)queestejáconsiderava,na décadade50,aimportânciadadistinçãodosefeitosacurto elongoprazo,umavezqueosprimeiros,porseremmais facilmenteoperacionalizados,eramosmaisestudados,no entantopeladiferençaentreestesdoistiposdeinfluência, osresultadosdaspesquisasnãopoderiamsertransferidosdo primeiroparaosegundotipo.
Arecepçãodainformaçãopreventivadaaidsnos adolescentes
Aopçãoportrabalharcomadolescentesdeve-seàvulne-rabilidadedestegrupoemcontrairovírusHIV,poisoinício daatividadesexual,cadavezmaisprecoce,eacuriosidade pelasdrogas,osfazemmaispresentesnasuscetibilidadeà epidemia(Taquette,Vilhena&Paula,2004).Oconceitode vulnerabilidade,desenvolvidoporMann,TarantolaeNetter (1993), classifica como vulnerabilidade biológica todo e qualquerindivíduo,queumavezexpostoaovírusatravés doatosexualoudocontatocomsanguecontaminado,pode tornar-seHIVpositivo.
aos jovens são poucas. Conforme dados do Ministério da Saúde,atéhoje, houveapenasduascampanhasrealizadas especificamenteparaopúblicoadolescente,umaem1994 eaoutraem2003.Ocalendáriodeprevençãodaaidsna mídiaenvolvepoucasinserçõesnasrádiosenatelevisão, geralmentenaépocadoCarnaval,emesmoassimdirigidas aopúblicoemgeral.
Um estudo realizado por Roso (2000), analisando a recepçãodepropagandasdeprevençãodaaidsveiculadas natelevisão,pormulherescomidadesentre18a51anos, indicouqueestemeioéumaimportantefontedeinformações relacionadasàaids,contudoaspropagandasnelaveiculadas nãoestimulamousodopreservativo.
Camargo Jr. (1999) constata que o impacto das ações preventivasdaCoordenaçãoNacionalDST/AIDSnãotem sidoavaliado.Segundoestepesquisador,istosedevetantoà naturezadoproblemaquantoaofatodosagentesnãodispo-remdequadroteóricoemetodológicoparaestaavaliação.O autorapontaaindaparaanecessidadedoprogramanacional buscarmaiorcolaboraçãocomoscentrosdepesquisacien-tíficaparaosprogramasdeprevenção.
Conforme Paiva, Peres e Blessa (2002), a prevenção precisaestarintegradaaidéiadecidadaniaedireitos,bem comorelacionadasaostemasdasexualidade,usodedrogas ediferençasdegênero.Outrofatordestacadopelosautores équeamensageminformativadevesertransmitidaemuma linguagemclara,francaeacessível,principalmentedespro-vidadepreconceitose/ouidéiasquenãopossuamrespaldo científico,equeporisso,nãodesenvolveadevidaconscien-tizaçãosobreanecessidadedaprevenção.
Carlini-Cotrin,Gazal-CarvalhoeGouveia(2000)detec-taramqueumasignificativaproporçãodejovensestudantes, deescolaspúblicaseparticularesdaregiãometropolitana da cidade de São Paulo, engajava-se em comportamentos de riscos. Nas escolas públicas os comportamentos mais freqüentesforamandardemotocicletasemcapaceteenão utilizaropreservativonaúltimarelaçãosexual;jánosalunos dasescolasparticulares,ousodesubstânciaspsicoativas, principalmenteoálcool,eramaisfreqüente.
Esteestudopartiudeduaspesquisasanteriores:umadelas consistiadeumaanálisecomparativadoselementoscentrais dasrepresentaçõessociaisdeestudantesuniversitáriossobre aaids(Camargo,2000)eaoutradeumaanálisedescritivae compreensivadasrelaçõesentreconhecimentoeadoçãode condutaspreventivasdiantedovírusHIVentreadolescentes de ensino médio (Camargo, Botelho & Souza, 2001). Os resultados indicaram problemas quanto ao conhecimento sobreasformasdetransmissãoeaexistênciadanecessidade de material apropriado ao adolescente para a difusão das informaçõessobreDST/aids.
Sabe-sequeumdosfatoresrelevantesparaaprevenção daaidséoconhecimentoqueosadolescentestêmsobrea epidemia.AmaioriadosestudantespesquisadosporCamargo ecols.(2001)demonstrouconhecerosmodosdetransmissão doHIV,pelasviassexualesangüínea.Elesdizemterobtido informaçõessobreadoença,principalmentepelosveículos televisivosedoambienteescolar;folhetosinformativose famíliatambémmerecemlugardedestaque.
Umapesquisaanterior(Camargo,2000),sugeriu-seque avariável“sexo”indicavainserçõessociaisdiferentesdiante
dasexualidadehumanaedousodedrogasinjetáveis(UDI). Istogerouanecessidadedeanalisarcomoosexodosujeito interfere na retenção dos conteúdos informativos escritos de prevenção da aids. O fato dos rapazes e das moças se posicionaremdeformatãodiferenciadaquantoàsrelações sexuaiseaoUDInãoseriamobstáculosparaascampanhas deprevençãodaaids?Adiferenciaçãodasmensagensin-formativas escritas (panfletos) pela ênfase nos modos de transmissãodovírusfacilitariaaretençãodainformação? Assim,otipodemensagemeosexododestinatárioforam consideradosfatoresimportantesnesteestudo.
A condição sócio-econômica dos adolescentes é outra variávelutilizadaporesteestudo,poisseapresentaassociada, comomencionamosanteriormente,àvulnerabilidadediante doHIV.Elafoioperacionalizadanasegmentaçãoporturnos: noturno(escolapública)oudiurno(escolaparticular)das classesdosparticipantesdapesquisa.
Assimsendo,estapesquisapreocupou-seemestudaro impactodasinformaçõespreventivassobreaaids,pormeio depanfletosinformativos,noconhecimentoeatitudesrela-tivosàtransmissãoeproteçãodoHIV.
Método
CaracterizaçãodaPesquisa
Trata-sedeumestudoexperimentaldecampo.Utilizou-seumdelineamentofatorialqueenvolvearelaçãodeuma variávelindependente“tipodepanfleto”,eduasdecontrole “sexodoparticipante”e“turnoescolar”,comduasvariáveis dependentes,“conhecimentosobretransmissãodoHIV”e “atitudesobreopreservativo”.Foramconsideradosaindadois intervalosdetempo:logoapósaleituradamensagem(curto prazo)e10diasapósestaleitura(médioprazo).
Participantes
A amostra compreendeu 300 estudantes do 2º ano do ensinomédiodascidadesdeFlorianópolis,ItajaíeBalneário Camboriú.Participaramduasescolas(umapúblicaeuma particular)emcadaumadascidadesdeFlorianópoliseItajaí, eumapúblicaemBalneárioCamboriú.Dototaldepartici-pantes,metade(150)freqüentavaescolapúblicanoturnae aoutrametadeescolaparticulardiurna,sendo75dosexo masculinoe75dosexofeminino.Dos75alunosdecadasexo eescola,cada25alunosleramumtipodepanfleto(A,Bou C).Foramacrescentados50alunosàamostrainicial,também do2oanodoensinomédiodeescolapúblicanoturnadacidade
deFlorianópolis,paraconstituíremogrupocontrole.
MaterialeInstrumentos
Utilizaram-setrêspanfletosexperimentais,cadapanfleto possuiuseispáginasqueapresentamomesmonúmerode palavras.
tipospanfletossãoidênticosnaspáginas3,4e5.Apágina 3apresentaasformasdetransmissãodoHIV,comonãose transmiteestevírusecomoseprevenirdaaids.Apágina4 explicaautilizaçãodopreservativoeapágina5forneceos telefones de Centros deTestagem eAconselhamento das cidadesquefazempartedoestudooupróximas.
Oconteúdodaspáginas1e2dostrêspanfletosapresenta diferenças. Na página 1 temos três partes: a) introdução, ondeaadolescênciaérelacionadaaaidsdetrêsmaneiras (no panfletoA esta relação é geral, no B ela enfatiza a transmissãoligadaàsdrogasenoCatransmissãosexualé opontodeligação);b)conceitodeaids,consistenumabreve explicaçãosobreoqueéadoençaeosignificadodassiglas aidseHIVec)dadosepidemiológicos,mostra-seonúmero deadolescentes,meninosemeninas,nafaixaetáriade13a 19anos,infectadospelovírusHIVnoBrasileproporçãoem funçãodeformasdecontaminação(nopanfletoAapresenta-sejuntamenteatransmissãosexualeporUDI,noBaquela porUDIenoCasexual).
Napágina2,cadatipodepanfletoapresentaconteúdos conformeaênfasedadaaomododetransmissãodoHIV.O panfletodotipoAfoicompostodaseguintemaneira:conceito deDST,tipos,relaçãodeDSTcomaaids,conceitodedrogas, tiposdedrogas,relaçãodasdrogascomaaids.OpanfletoB priorizaatransmissãopeloUDIdaseguinteforma:conceito dedrogas,tipos,efeitosnoorganismo,relaçãodasdrogas comaaids.JáopanfletoCenfatizaatransmissãosexualdo HIVesuaspartessão:conceitodeDST,tipos,sintomase tratamento,relaçãodeDSTcomaaids.
Os instrumentos empregados neste estudo foram três questionáriosauto-administradosemsituaçãocoletiva.
Osquestionáriosforamconstruídosapartirdosinstru-mentosutilizadosnosestudosanterioresdeCamargo(1997, 1998,2001),tendocomoobjetivos:a)fornecerdadossobreo conhecimentodosparticipantessobreatransmissãodaaids esobresuasatitudesdiantedopreservativoe,b)oimpacto dopanfletonoconhecimentosobreadoença.
Oprimeiroquestionário,prévioaleituradopanfleto,teve comointuitocoletardadosparacaracterizarosparticipantes, averiguaroqueelesconheciamsobreatransmissãodaaids equalsuaatitudesobreopreservativo(veranexo).Osegun-doquestionário,respondidodepoisdaleituradopanfleto, abordavanovamentequestõessobreconhecimentodaaids eapresentavapelasegundavezaescaladeatitudesobreo preservativo,alémdesolicitaraopiniãodosparticipantesem relaçãoaopanfleto.Oterceiroquestionário,quefoiaplicado 10diasapósaleituradopanfleto,buscouaveriguarodestino queosjovensderamaopanfletoquelhesfoientregue,eainda averiguarpelaterceiravezoconhecimentosobreaaidsea atitudesobreopreservativodosparticipantes.
Apartirdosseteitenssobreoconhecimentodatrans-missãodoHIV,construiu-seumindicador.Cadaresposta corretaaumitemcorrespondeua1ponto,ecadaresposta incorretaoudeclaraçãodequenãosabia,nãoimplicouponto aorespondente.Oíndiceconsisteemumescoreobtidopela adiçãodospontosobtidosnos7itens,podendoassumirum valor mínimo de 0 e máximo de 7.Trabalhou-se com as médiasdestesescoresdecadagrupo.
Aatitudedosparticipantessobreopreservativofoimedi-daporumaescaladotipoLikertcom4pontos(pontomédio=
2,5),compostade12itens(verAnexo).Aconsistênciaentre ositensrestantesfoimoderada(α=0,75).Paraaobtençãodo escoremédiodos12itensconsideradosutilizou-seométodo datendêncialinearaoponto,naestimaçãodasmédiasnos itensonderespondentesassinalaramamodalidade“nãosei” ouondeelesdeixaramembranco.
Procedimentos
Primeiramente,foiestabelecidocontatocomadireção de cada escola e solicitada autorização para a realização dapesquisa.Nestaocasiãooprojetofoiapresentadosoba formadeprotocolodeestudoeexplicadoparaasdireções dasescolas.Asdireçõesjádispunhamdeautorizaçãodos pais de alunos para atividades de estudo e prevenção da aids. Este tipo de atividade faz parte das recomendações daSecretariaEstadualdeEducação(SantaCatarina)para as escolas (implementação de conteúdos transversais).A coleta dos dados pertinentes a pesquisa foi acompanhada pelasrespectivasorientadoraspedagógicas,principalmente aescolhadasturmasparticipantes.
As experiências em campo foram aplicadas por seis pesquisadorastreinadasparatalfim.Foramrealizadosdois encontroscomcadaturma,numintervalodetempodedez dias entre eles. Utilizando-se três turmas em cada escola, umaparacadatipodepanfleto(A,BouC),quepassaram simultaneamentepelaexperiência.
O grupo controle não leu os panfletos, apenas res-pondeudoisquestionáriosequivalentesaoprimeiroeo terceiro.
Análisedosdados
Nesteestudo,paraacomparaçãodecaracterísticasdos estudantesemfunçãodotipodeescolautilizou-seotestede qui-quadrado;paraaanálisedoefeitodospanfletossobreo conhecimentodosparticipantesarespeitodaaidsesobre suasrespectivasatitudesdiantedopreservativoempregou-se otestedediferençaentremédias(tttdeStudent)eaanálise devariância(MANOVA),realizadapormeiodoprograma informáticoSPSS11.1.
Resultados
Osalunosqueparticiparamdesteestudoapresentaram médiadeidadede16anose3meses,sendoqueaidademí-nimafoide15anos,enquantoaidademáximaatingiuos26 anos.Maisdametadedosestudantesdeclarouterexperiência detrabalhoremunerado:51,5%.Conformeesperado,amaio-riadosalunosdeescolapúblicanoturna(72%)teveestetipo deexperiência,enquantoentreosalunosdeescolaparticular umaminoriatrabalhououtrabalhacomremuneração(28%). Valesalientarqueestadiferençamostrou-sesignificativa(χ²
=56,73;glglgl=1;p<0,01).
Quasemetadedosmeninosdeclarouterexperiênciase-xualcompenetraçãonosúltimos12meses(49,3%)emenos de1/3dasmeninasreconheceramestetipodeexperiência (30,4%).Sobesteaspectoosgruposexperimentaisutilizados nesteestudonãoapresentaramdiferençassignificativas.E entreosparticipantesquedeclararamterexperiênciasexual nos últimos 12 meses, 92,2% dos meninos indicaram ter utilizadoopreservativoe,51,6%dasmeninasresponderam terutilizadoapílulaanticoncepcional.
Outrofatorconsideradonesteestudofoiousodedrogas, poisestáassociadodiretaouindiretamenteaoriscodeser contaminadopeloHIV.Osdadosapontaramqueosmeninos (72,3%)consumirammaisdrogasdoqueasmeninas(46,6%). Adrogamaisutilizadaporestesadolescentesfoioálcool (49%).Acomparaçãodaproporçãodemeninos(49%)que ficarambêbadosnosúltimos12mesescomadasmeninas (23,3%)apresentadiferençasignificativa(χ²²²=20,89;gl= 1;p<0,01).
Efeitosdasmensagensnoconhecimentosobrea transmissãodoHIV
Asituaçãoinicialdogrupocontroleeosgruposexpe- rimentaisantesdaleituradospanfletosapresentaramdife-rençasentreosmeninos(escoremédio=5,71)easmeninas (escore médio = 5,58), quanto ao conhecimento sobre a transmissãodaaids,sobretudonogrupodesignadoparaler opanfletotipoAeogrupodesignadoparanãolerpanfleto (odecontrole).Masestasdiferençasnãoforamestatistica-mentesignificativas(F(3,199)=0,50;p=0,68–N.S.),oque resultaemconsiderarqueosquatrogruposqueparticiparam da experiência tinham nível de conhecimento equivalente sobreatransmissãodaaids.
Compararam-se os escores médios obtidos pelos par-ticipantesdogrupodecontrolenoprimeirodiae10dias após,paraexaminarsehouveefeitodemedidasrepetidas. Inicialmenteoescorefoide5,49e10diasdepoiselediminuiu para5,26.Estadiferençafoisignificativa(t=2,09;glll=49;
p<0,05),masnosentidocontrárioaqueleesperadoparaos gruposqueleramopanfleto.
Paraverificarosupostoimpactodotipodepanfletosobre o conhecimento relativo à transmissão da aids (Índice de conhecimentosobreaaids–ICT)foiutilizadaumaanálise devariânciaenvolvendoumdelineamento2x2x3x3.Especi-ficando,considerou-seo“sexodosparticipantes”(masculino efeminino),otipodeescola(particularoupública),otipo depanfletolido(A,BouC)eoescorerelativoaoconheci-mentosobreaaids(antesdaleitura,apósaleiturae10dias depois).
Verificou-sediferençasignificativaentreastrêsmedidas sobre o indicador de conhecimento (variável “tempo”);
F(1, 299) F
F =110,20;p<0,001.Ainteraçãoentre“tempo”e “tipodeescola”tambémafetousignificativamenteoICT;
F(1,299) F
F =7,84;p<0,001.Eainteraçãoentre“tempo”,“tipo de panfleto” e “sexo” foi estatisticamente significativa;
F(2,299) F
F =3,30;p<0,05.
SegundoaFigura1,entreosparticipantesdasescolas particulares,háumclaroaumentodosescoresrelativosao conhecimentoentreotempo1(antesdaleitura)eotempo2 (apósaleitura)paraostrêspanfletos.Osefeitosemmédio
prazo(entreotempo2e3)équesãodiferentes.Oganhode conhecimentoéligeiramenteincrementadoentreaquelesque leramopanfletoB,mantidoentreosqueleramopanfletoCe parcialmentediminuídoentreosqueleramopanfletoA.No entanto,entreasituaçãoinicialeasituaçãofinal(tempo1e3) semprehouveumganhodeconhecimento,independentedo tipodepanfleto,oqueébemdiferentedoquesepassoucom ogrupocontrole.Comofoicolocado,nesteúltimohouvedi-minuiçãonoescoremédiodeconhecimento,oqueomanteve abaixodos6pontos,enquantonostrêsgruposexperimentais, comaintroduçãodavariável“leituradepanfleto”,superou-se os6pontoseistosemanteveemmédioprazo.
Figura 1.Mudanças em curto e médio prazo no escore médio de
conhecimentosobretransmissãodaaidsemfunçãodaleituradospanfletos nasescolasparticulares(N=150).
Figura2.Mudançasemcurtoemédioprazonoescoredeconhecimento
sobretransmissãodaaidsemfunçãodaleituradospanfletosnasescolas públicas(N=150).
Entreosparticipantesdaescolapública,segundoaFigura 2,acomparaçãodotempo1e2indicouumaevoluçãosimilar àquelaverificadanaquelesparticipantesdaescolaparticular, mascommenorintensidade.Ehouveperdadoefeitopositivo emmédioprazo,entreaquelesqueleramopanfletotipoC. OimpactopositivosobreosqueleramospanfletosAeBse manteveapósdezdias.
Aoanalisaroimpactodamensagememrelaçãoaosexo dos participantes, conforme Figura 3, pode-se constatar que,entreosmeninos,oefeitodaleituradostrêstiposde
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panfletos,emcurtoprazo(logoapósaleitura),épositivono queserefereaoconhecimentosobreatransmissãodaaids, maseleémaisacentuadoentreosleitoresdopanfletotipoB, querelacionaadolescência,drogaseaids.Emmédioprazo, oganhodeconhecimento,entreosleitoresdopanfletoB, émantido.JáentreosleitoresdospanfletosAeCháuma diminuiçãodoescoredeconhecimento.Esteresultadoestá deacordocomashipótesesdesteestudo.
Asmensagenseaatitudesobreopreservativo
Emtodososgrupos,controleeexperimentais,aatitude dasmeninasemrelaçãoaousodopreservativo(escoremédio =3,28)eramaisfavorávelqueadosmeninos(escoremédio =3,05),emboraessesdoisescores(superioresa2,5pontos) indiquemqueambosossexostêmumaatitudefavorávelao objetoestudado.
Acomparaçãodaatitudeinicialemrelaçãoaopreser-vativodosquatrogrupos(odecontroleeosexperimentais) indicouqueasdiferençasentreasmédiasnãoeramsignifi-cativas(FFF(3,199)=1,01;p=0,50–N.S.)istoquerdizerque osquatrogruposapresentavamatitudesequivalentesantes daexperiência.
Asmédiasdogrupodecontrolenoprimeirodiaedez diasapósforamcomparadas,comafinalidadedeverificaro efeitodemedidasrepetidas.Aprimeiramédia(situaçãode base)foide3,20edezdiasdepoiseladiminuiupara3,16. Estavariaçãonãoéestatisticamentesignificativa(ttt=1,01;
gl=49;p=0,32–N.S.).
Oefeitodotipodepanfletosobreaatitudeemrelaçãoao usodopreservativofoiestudadoutilizando-setambémuma análisedevariância,envolvendoodelineamentojáexplici-tadoparaoestudodoconhecimentodatransmissãodaaids. Asmédiasobtidaspelosgruposnaescaladeatitudeeram três:antesdaleitura,apósaleituraedezdiasdepois.
A interação entre “tempo” e “tipo de panfleto” afetou significativamenteoescoredeatitudesobreopreservativo (EAP),FFF(2,289)=4,34;p<0,05.Eainteraçãoentre“tempo”, “tipodeescola”tambémfoiestatisticamentesignificativa,
F(1,289) F
F =4,79;p<0,05.
Figura3.Mudançasemcurtoemédioprazonoescoredeconhecimento
sobre transmissão da aids em função da leitura dos panfletos do sexo masculino(N=150).
Figura4.Mudançasemcurtoemédioprazonoescoredeconhecimento
sobre transmissão da aids em função da leitura dos panfletos do sexo feminino(N=150).
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Jáentreasmeninas,deacordocomaFigura4,oaumento doconhecimentofoimaisacentuadoqueentreosmeninos,do tempo1paraotempo2(logoapósaleitura),principalmente emrelaçãoaopanfletoA.Masemmédioprazo,enquanto asleitorasdopanfletotipoBapresentaramumincremento noICT(Índicedeconhecimentosobreatransmissão),nas leitorasdopanfletoAhouveumaestabilizaçãoeemrelação aquelasdopanfletotipoChouveumadiminuiçãodoreferido índiceapós10diasdaleitura.
Emsetratandodeconhecimentosobreaaids,opanfleto tipoBapresentoumaisimpactoentreosmeninoseotipoA entreasmeninas.
Figura 5.Mudanças em curto e médio prazo nas médias obtidas pelos
participantesdaescolaparticularnaescaladeatitudesobreopreservativo emfunçãodaleituradospanfletos(N=150).
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Emsetratandodosalunosdasescolaspúblicas,opanfleto tipoBinterferiupositivamente,emcurtoemédioprazo,na atitudesobreopreservativo,comomostraaFigura6.Nocaso dasescolasparticulares,aleituradopanfletotipoAdeixou amédiaestável,ealeituradopanfletotipoCdiminuiua médiaobtidanaescala.
Discussão
Os resultados apontam que o conhecimento sobre a transmissãodaaids,nasescolasparticulares,melhorouentre osleitoresdopanfletoB(Adolescência,drogaseaids)do quedopanfletoAeC.Jánasescolaspúblicas,opanfletoA (Adolescênciaeaids)obtevemaisefeitopositivo.Emrelação aosexodosparticipantes,oimpactopositivodopanfletotipo B,sobreoconhecimentorelativoatransmissãodaaids,foi maisevidenteentreosmeninos.Entreasmeninas,opanfleto Aproduziuummelhorresultado.
Em se tratando da atitude relacionada ao uso do pre-servativo, houve uma inversão em relação aos resultados sobreoconhecimentodaaids.OpanfletoA(Sexualidade, adolescênciaeaids)tevemaisimpactopositivonasescolas particulareseopanfletoB(Adolescente,drogaseaids)nas públicas.
Osdadosexaminadosdemonstramaexistênciadeimpac-topositivodaleituradospanfletosnoconhecimentodaaids, masemrelaçãoàatitudefrenteaopreservativonãohouve alteraçõessignificativas,e,emalgunscasos,afavorabilidade frenteaoobjetofoidiminuída.
Os destinatários das mensagens preventivas (panfletos informativos)apresentaramcondutasarriscadasemrelaçãoà contaminaçãopeloHIV.Esteriscoapresentou-sediferencia-doemfunçãodacondiçãosócio-econômicadosadolescentes, relativamente operacionalizada pela comparação entre os tiposdeescola.Amaioriadosestudantesdeescolaspública iniciasuaatividadesexualmaiscedoetêmparceiros(a)fixos (as),ouseja,namoram,fatoqueváriaspesquisas(Apter& cols.,2004;Gebhardt&cols.,2003;Jiménez&cols.,2001) associamàdiminuiçãodousodopreservativo.
Jáemrelaçãoaosestudantesdasescolasparticulares,o riscoseexpressaprioritariamentesobaformadousoabusivo dedrogas,principalmenteoálcool,queconformeestudos
anteriores(Carlini-Cotrin&cols.,2000;Taquette&cols., 2004)éumfatorcomplicadorparaadecisãopelousodo preservativoesuaimplementação.
Existemváriasrazõesparaaocorrênciadecomportamen-tosderisco(Apter&cols.,2004).Umdosfatoreslevados emconsideraçãoéadesinformação,namedidaemqueos adolescentesparecemdesconhecerfatoresderiscodoHIV emétodosdeprevenção.
No entanto, a leitura do material informativo promo-veuumadiminuiçãonafavorabilidadedaatitudefrenteao preservativo. O contato dos estudantes com a mensagem preventivadespertainteresse,masemvistadestascondutas derisco,possivelmentesuscitamtambémpreocupação.Pode-sepensaremduashipótesesparaexplicaresseresultado.A primeiraseriaquealeituradospanfletossobreaaidstenha geradomedo,equeestesentimentotenhapropiciadoaos participantesumaestimativamaisrealistadesuasatitudes frenteàadoçãodemedidaspreventivas(usodopreservativo). Asegundahipóteseseriaqueopróprioganhoinformacional, aoalterarocomponentecognitivodaatitudeemrelaçãoà necessidadedousodepreservativosequantoaoseumodo deemprego,tenhainfluídonocomponenteafetivodamesma (medidopelaescaladeLikert),demodoaobtercoerência.
Osresultados,sobretudoaquelesreferentesaoganhode conhecimento,indicamqueocontatocomnovasinforma-ções,adaptadasaopúblicodestinatáriodasmesmas,torna-se relevantecomoinstrumentodeprevençãoaserdisponibiliza-donasescolas,instituiçõesecentrosdeaconselhamentospara DST/aids.Noentanto,apenasaumentaroníveldeinformação sobreatransmissãodoHIV,e,sobreanecessidadedeusar opreservativo,parecenãosersuficienteparagarantirum efetivocomportamentodeproteção.Seriapreciso,alémde disponibilizarinformações,oferecerprogramasdeeducação sexual, que possam aumentar a capacidade de tomada de decisãoedesenvolverpráticasmaisseguras.
Mesmoassim,pode-seavaliarcomopositivaautilização depanfletosinformativoscomodeformulaçãodeestratégias preventivasfrenteàaids.Portanto,emvistadessesresultados, sobretudodobomrendimentoinformacionaldopanfletoA, alémdospontosespecíficosvantajososdospanfletosBeC, bemcomodoslimitesdestesdoisúltimostiposdepanfleto, optou-seemelaborarumúnicotipodepanfletodestinadoaos adolescentesdonívelmédiodeensino.Esteúltimopanfleto resultoudeumareestruturaçãodopanfletoexperimentaltipo A,considerandoosdesempenhosdospanfletosexperimentais tipoBeC(envolvendoinformaçõessobredrogasesobre DST).Eelefoioferecidoaopúblicojovem,comconteúdos iguais,mascomcapasdiferentesnassuascoresedesenho, deacordocomosexodopúblicoalvo.
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Figura 6.Mudanças em curto e médio prazo nas médias obtidas pelos
participantesdaescolapúblicanaescaladeatitudesobreopreservativoem funçãodaleituradospanfletos(N=150).
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Recebidoem07.07.2004 Primeiradecisãoeditorialem25.10.2004 Versãofinalem18.11.2004
Anexo–Questionário
A. Respondaseovírusdaaidspodeounãopodesertransmitidoemalgumasdasseguintessituações:(Nãoesqueçadeassi-nalarumadastrêsopçõesparacadaitem.Respondatodosositens).
Nasrelaçõessexuais... Sim() Não() Nãosei() Nosbanheirospúblicos... Sim() Não() Nãosei() Injetandodrogacomaseringadeoutro(a)... Sim() Não() Nãosei() Recebendosangue(transfusãosangüínea)... Sim() Não() Nãosei() Pelapicadadeummosquito... Sim() Não() Nãosei() Estandointernado(a)nummesmosetor
dohospitalqueumapessoacontaminada... Sim() Não() Nãosei() Doandosangue... Sim() Não() Nãosei()
B. Aseguirapresentamosalgumassituações.Imagine-seemcadaumadelasemarquecomum“X”acasaquemelhorcor-respondaaoquevocêsente.Nãoexistemrespostascertasouerradas.Oquenosinteressaéoquevocêrealmenteacha. (Nãoesqueçadedarsuaopiniãoemtodasasfrasesemarcarsomenteumarespostaparacadafrase).
Opções:concordototalmente,concordo,nãoconcordoenemdiscordo,discordo,discordototalmenteenãosei. Itens:
01. Quandoagenteamanãotemvontadedeusaropreservativo. 02. Paramimopreservativotornou-seumreflexo,énaturalutilizá-lo. 03. Opreservativotiraasensibilidade.
04. Seeuencontraralguémnumaboate...naexcitaçãoeupodereiesqueceropreservativo. 05. Opreservativocortaobarato.
06. Euteriapreocupaçãocomoqueele(a)pensariademimcasoeupropusesseusarmospreservativo. 07. Depoisdasprimeirasrelações,quandoagenteseconhecemelhor,nãoéprecisoutilizarpreservativo. 08. Euseiqueexisterisco,masàsvezespodeserqueeunãomeimporte.
09. Quandoagenteescolhebemnosso(a)parceiro(a)nãoprecisautilizarpreservativo. 10. Euachoqueédifícilcolocaropreservativo.
11. Opreservativonemsempreéseguro.