ENSAIOS SOBRE INFLAÇÃO E INDEXAÇÃO Fernando de Holanda Barbosa
- - ---~---
-ENSAIOS SOBRE INFLAÇÃO E INDEXAÇÃO
L-I . •,
Fernando de Holanda Barbosa
1984
L.
I
I .
,r
CY3 CHOQUES DE OFERTA E AS POLíTICAS MONETÁRIA E FISCAL NA INFLACÃO BRASILEIRA
F~ando
de Holanda Bahbo6a
1. Introdução
Muito antes da palavra monetarismo se tornar popu-lar no hemisfério norte, ela já era utilizada na América Lati-na para denomiLati-nar um grupo de economistas que identificaram Lati-na política monetária a origem das elevadas taxas de inflação ob-servadas nesta parte do mundo subdesenvolvido. ,Da mesma forma, muito antes dos choques de oferta se incorporarem ao jargão ~
economistas da América do Norte e da Europa Ocidental, fato es-te que ocorreu depois da cares-telização dos países exportadores de petróleo, um bom número de economistas latino-americanos,de-nominados de estruturalistas, identificavam as mudanças de pve-ços relativos corno urna das principais fontes da inflação
ern~-ses que procuravam acelerar, deliberadamente ou nao, o
proces-d ' t d . l ' t - , 1/
so e creSC1men o e esenvo V1men o econom1CO.
A abordagem adotada neste trabalho procura integrar
estas duas correntes do pensamento econômico na formulação de um modelo da taxa de inflação que,. em forma final, atribui
-
as políticas monetária e fiscal e aos choques de oferta causados por fatores externos e domésticos as origens do processoin-1 ' - , 2/ f aC10nar10.
o
mesmo conjunto de variáveis que determina a taxade inflação é responsável também pelo nível de capacidade ocio-sa da economia. Assim, a taxa de inflação e o nível de capaci-dade ociosa estão intimamente relacionados, e a dinâmica do modelo pode gerar, de acordo com os valores dos parâmetros
es-truturais e com a evolução das variáveis exógenas, as mais di-versas situações entre as quais cabe salientar a estagflação.
Este trabalho tem como objetivo identificar os ele-mentos comuns que determinaram simultaneamente o nível da
ca-pacidade ociosa e a taxa de inflação da economia brasileira no período 1947-80. A segunda seção deste trabalho apresenta um
modelo estrutural bastante simples no qual as variáveis endó-genas sao a taxa de inflação e o nível de capacidade ociosa da economia. Deduz-se, também, as equações em forma final para essas duas variáveis, bem corno analisa-se as propriedades do
-modelo no curto e longo prazo. A terceira seçao relata evidên-cia empírica encontrada para o período 1947-80, a partir da es-timação de equações de oferta e demanda agregadas. A quarta e última seção deste trabalho contém um resumo das
conclusões obtidas.
2. Estrutura e Forma Final do Modelo
principais
A estrutura do modelo que apresentaremos nesta seçao
tem por objetivo ilustrar o fato de que as ~~ da taxa de
inflação e do nível de capacinade ociosa, em forma final, podem
ser deduzidas a partir de um modelo com-o. -:características
élas políticas monetária e fiscal e que leva em conta
os choques de oferta a que tem sido submetida a economia bra-sileira.
Admitiremos inicialmente que a quantidade real de-mandada de moeda mt é função da renda real Y
t e da taxa de ju-ros nominal i t de acordo com:
(1)
. A taxa de juros nominal é função da taxa de inflação
esperada
P~+l
e da proporção do déficit do governo em relação ao produto interno bruto:(2)
=
Pt+l + e Ó logonde F
t é igual a diferença entre gastos do governo e a arre-cação total: Ft
=
Gt - Tt . O produto nominal é igual ao índi-ce de preços Pt vezes o índice de renda real Y
t . A especifica-ção (2) tem o inconveniente de supor que o déficit do governo é sempre positivo, pois de outra forma o logarítimo não seria definido no conjunto dos números reais. Todavia, esta suposi-ção não parece inadequada em países com uma história crônica de inflação e de déficits do governo federal.
A taxa de inflação, por definição, é igual a difere~
ça entre a taxa de crescimento da oferta de moeda ~t e a taxa de crescimento da quantidade real demandada de moeda:
1
-Combinando-se as eguaçoes (1), (2) e (3), depois de levar-se em conta que Y
t
=
Pt Yt , resulta:(4 )
onde DF
t
=
log Ft/Ft _l e a taxa de crescimento do déficit do-governo. Esta equaçao pode ser vista como uma equação de de-manda agregada que resulta da combinação das curvas IS e LM.
A taxa de inflação varia em direção oposta ao crescimento da renda e no mesmo sentido da taxa de crescimento da oferta mo-netária, da aceleração das expectativas inflacionárias e da taxa de crescimento do déficit do governo.
No que diz respeito ao processo de formção de expec-tativas admitiremos a extrapolação pura e simples do passado.
-Isto e:
(5)
Outros mecanismos mais complicados de formação de expectativas poderiam ser incluídos no modelo em substituição
à
equação (5). Todavia, eles não modificariam em substância asfomas finais das equações da taxa de i..11flaç~o e do nível de capacidade o-ciosa, apepas acrescentariam UI!! JX>uco rrais de álgebra na <1eduç;ão 00 rrodelo.
A taxa de inflação é igual a urna média ponderada das taxas de crescimento dos preços dos produtos industriais e dos
• 5 .
(6)
A taxa de variação das relações de trocas entre a a-gricultura e a indústria depende basicamente do comportamento da
T produção agrIcola. Admitiremos que esta taxa de variação
é
da-da por:
(7)
== -
e
A
t
onde At é igual
à
diferença entre a taxa atual de crescimento da prOdução agrIcola DYat e a taxa de crescimentodeste setor Dyat , ou seja: At
=
DYa,t - DYa,t. históricaCom relação aos preços industriais utilizaremos a hipótese de que a estrutura do setor industrial
é
OligopolIsti_ ca, de Sorte que a formação desses preços baseia-se na adiçãode urna margem
(mark-~
ao Custo variável de produção.Portan-··vidade da mão de obra, e da taxa de crescimento rrt dos
11 - . . . t d 4/
. • . das
mater~as
pr~mas
~mpor
a as:I
I ..
to, a taxa de crescimento dos preços dos produtos industriais é igual a uma média ponderada da taxa de crescimento_St dos salários, depois de Corrigida para o aumento qt da produti_
preços
~
(8)!-,
mas importadas em moeda doméstica depende da taxa de cresci-A taxa de crescimento dos preços das matéria-pri_
mento dos preços internacionais (n t) destes bens e da varia-m,
i -sao percentual da taxa de Câmbio de acordo COm:
~
.
r:
tA política cambial ailiuinistra a taxa de câmbio de tal forma a manter a paridade do poder de compra em relação a um índice de preços que contém uma cesta de bens que inclui
ou-tros bens, como bens de capital, além dos insumos importados. Assim:
(la)
onde TI
t mede a taxa de inflação internacional.
A taxa de crescimento dos salários é função da in-flação passada, das condições do mercado de trabalho e da taxa de crescimento desejada St do salário real, de acordo com: 5/
(11)
onde o nível de capacidade ociosa ht é definido por: h
t
=
log Yt/Yt' e Y e o produto potencial da economia.Quando substitui-se as equações (7)-(11) na equaçao (6) obtém-se:
(12)
.1
onde 0t
=
TI,;
- - - -
---.7.
-Esta equaçao pode ser interpretada corno urna equaçao de oferta agregada. A taxa de inflação atual depende da taxa de inflação passada,do nível de capacidade ociosa na economia, dos choques dos preços internacionais dos insumos importados, dos choques agrícolas e dos choques salariais.
A taxa de crescimento do produto real da economia e a variação do nível de capacidade ociosa estão relacionados a-través da identdiade:
(13)
Substituindo-se (13) e (5) em (4), a equação daí re-sultante juntamente com a equação (12) podem ser escritas atra-vés do seguinte sistema:
1 B Pt 1 O
Pt-l
(14)
=
1
a
l+a2ó
ht
a
2 al+a2ó
h t - l
1+a 2ó-a 2 . l+a
2ó-a2 l+a2ó-a2
+
+
llt
onde St
=
St - qt representa o choque de oferta que resulta-ria do fato dos trabalhadores desejarem uma taxa de crescimento do salário real acima da taxa de crescimento da produtividade dal .
.8.
A solução deste sistema de equação de diferenças fi-nitas, a menos de termos transitórios, será dada por:6/
(16)
onde admitimos que a taxa de crescimento do produto potencial e
constante, o símbolo p reflete a taxa de inflação quando ~t e DF t forem iguais a zero, e os polinômios
w
i (L) e
wi
(L), .1=1,2,3,4,5 no .operador de defasagens L(L Zt=
Zt-l) , dependem dos parâme-tros estruturais do modelo de acordo com as seguintes expressoes:B
6 ;
; w 4 (L) =
;
w)
(L)=
l-L)
6
[ 1 +a 2 Ó -a 2 (l-L>J (l-y) 6 Y
[1+a2ó -
~2
(l-L)]e~
.:
I •
• 9 •
Logo, nao e difícil provar· que os polinômios w. (L) e w~ (L)
sa-l. l.
7/
tisfazem as seguintes restrições:
W
l (1) + w2 (1)
=
1wi (1)
=
Owi (1)
=
O·A interpretação destes resultados é bastante simples.
Vejamos em primeiro lugar o significado das duas últimas
restri-ções que correspondem a polinômios da equação do nível de
capa-cidade ociosa. Na ausência de choques de oferta a equaçao (16)
pode ser escrita do seguinte modo:
(17)
ao
L
1=0
ao
w2
*·
l. DF t -l. .Quando as taxas de crescimento da oferta de moeda e
do déficit público forem ambas constantes e iguais,
respectiva-mente, a ~ e DF o nível de capacidade ociosa da economia
se-rá, então, dado por:
r
i=O·Como cada soma dos pesos wli's e w
2i ' s é igual a
zero, segue-se que no longo prazo as políticas monetária e
fis-cal não afetam o nível de capacidade ociosa da economia.
Quanto
à
taxa de inflação, ela depende, de acordo rom(15), da evolução histórica das políticas monetária e fiscal,bem
-- -- -- -- -- -- -- -- --- , - -
---~--;;---• 1 (I.
como de toda a trajetória, do passado até o presente, dos cho-ques de oferta. Isto é:
(18)
r
i=O
00
00
wI · JJ
t .
+
L1. -1. i.=0 W
21. " DFt' . -1. + i=O
r
00
+
L
i=O W 41." At -1." + i=O L W 5 " St " 1. -1.
W3 " 1.
°t "
-1. +No longo prazo, situação esta definida quando inexis-tirem choques de oferta e a taxa de inflação esperada for igual à taxa efetivamente observada e quando a proporção do déficit
pú-blico em relação ao produto nominal for constante, a taxa de ex-pansão da quantidade nominal de moeda será igual
à
taxa decres-cimento do déficit público subtraída da taxa de variação da
..
ve-locidade-renda da moeda que resulta do aumento do produto poten-cial. Nestas condições chega-seà
proposição monetarista de que no longo prazo a inflação é um fenômeno puramente monetário,por-que a soma dos pesos W 'sI e W 2 's
Portanto, para taxas constantes de crescimento da oferta de moe-da e do produto potencial conclui-se que, no longo prazo, a taxa de inflação é igual
à
diferença entre a taxa de expansão monetá-ria e o produto da elasticidade-renda da moeda pela taxa de-crescimento do produto potencial: p
=
JJ- aIDy.
No curto prazo a inflação
é
um fenômeno bastante com-plexo pois diferentes choques de oferta, que podem ter como,.
.
I'
I.
i .
3. Evidência Empírica: 1947-80
A evidência empírica relatada nesta seçao para o pe-ríodo 1947-80 é baseada no uso de dados anuais e consistirá de duas partes. A primeira trata das estimativas dos parâmetros da curva de demanda agregada e a segunda parte diz respeito aos
coeficientes da curva de oferta agregada.
3.1. Demanda Agregada
-A equaçao (4) da seçao anterior pode ser vista como
-urna equaçao de demanda agregada e de modo geral ela pode ser
escrita corno:
(19)
onde os símbolos já sao conhecidos, os a. 's representam os
pa-1
râmetros da equaçao e Et é o termo estocástico, sobre o qual admitiremos as hipóteses tradicionais de média zero, variância
constante e correlação serial nula.
A taxa de inflação pode ser mensurada através de di-ferentes índices. Neste trabalho consideraremos as seguintes al-ternativas: o índice de Custo de Vida na Cidade do Rio de Ja-neiro (ICVRJ), o Deflator Implícito do Produto (DEFLATOR) , o
m-dice Geral de Preços, Média Anual (IGPM), o ínm-dice de Preços Por Atacado (IPA) e o índice de Preços Por Atacado nos ProdutosIndustriais (IPAI).
, ,
-
,
.
público e depósitos
à
vista no sistema bancário. A taxa decn5-cimento da renda é igualà
taxa de crescimento do produto in-terno bruto real.A estimação dos coeficientes da equaçao (l9) apresen-ta alguns problemas. Em primeiro lugar, inexiste uma série que traduza fielmente a evolução histórica do deficit público no Brasil, fato este explicado em grande parte pelas peculiarida-des institucionais de nossa economia. Em segundo lugar, é bas-tante difícil ter uma série que represente adequadamente a ace-leração -de taxa de inflação esperada, pois esta variável nao e observada na prática. Com relação
a
taxa de crescimento do dé-ficit público,admitiremos que ele pode ser medida aproximada-mente pela taxa de crescimento dos gastos de consumo e dein-vestimento dos governos federal, estadual e municipal,como de-finida na Contabilidade Nacional.
Quanto
à
aceleração na taxa de inflação esperada asestimativas da TABELA 1 supoem que ela seja igual a última aceleração observada na taxa de inflação, isto
é:
~Pt+l=Pt-l-Pt-2.
eOs coeficientes de determinação R2
,
as estatísticasde Durbin-Watson (D.W.) e as estatísticas t dos coeficientes de taxa de crescimento dos gastos do governo, de todas as e-quaçoes da TABELA 1, são bastante bons; todavia o mesmo nao ocorre com a quase totalidade das estatísticas t dos
coefi-cientes das variáveis
~t'
DYt e~ P~+l'
Além disso todos os coeficientes da aceleração na taxa de inflaçãoesperada(~p~+l}
apresentam sinais contrários ao indicado pela teoria, e quando a inflação é medida pelo IPA os sinais do coeficiente da taxa de crescimento da oferta monetária e da taxa de crescimento da
- - -
.
-",
- e
Regressao: P
t
~ ao + a 1 ~t + a 2 Dy.t+ a 3 6 Pt+1 + a 4 DG t.1
_.-
.•
VARIÂVEL e
cxmstante ~t
PY
t
6 P t +1 DGt R2 D.W. FDEPENDENTE s n
ICVHJ 0,72 0,21 -0,99 -0,14 0,79 0,82 2,27 31,72 10,13 32
(0,10) (1,23) (-1,57) (1,79) (4,61) (4,27)
,
DEFLA'IOR -5,10 0,15 -0,62 -0,05 0,89 0,91 2,27 70,65 7,03 3L
(-1,03) (1,24) (-1,40) (-0,93) (7,58) (4,27)
...
IGPM -4,20 0,19 -0,7'3 -0,05 0,84 0,87 2,18 46,68 8,62 .. ~ <
( 0,69) (1,29) (-1,35) (-0,77) (5,90) (4,27)
'- ..
--I
IPA -12,42 -0,07 0,15 -0,08 1,19 0,77 1,54 23,24 13, 17 I 3~
(-1,34) (-0,32) (0,18) (-0,89) (5,45) (4,27)
--IPAI '-12,13 0,06 -0,21
-O,Od
1,10 0,81 1,92 20,03 12,37i
...
(-1,39) (0,28) (-0,27 (-1,01) (5,41) (4,27)
I
" .- e
I.
· 14 .
A primeira vista o veredito das estimativas da TABELA 1 sobre a curva de demanda agregada (19)
é,
sem dúvida alguma, desencorajador. Todavia, antes de aceitarmos esta conclusão ca-be investigar até que ponto as suposições adotadas no processode estimação são responsáveis pelo resultado obtido. Certament~
num país como o nosso, submetido a uma longa esperiência infla-cionária, a hipótese de que
à
aceleração anual na taxa de in-fIação esperadaé
igual a última aceleração observada na taxa de inflação deve merecer um exame cuidadoso.A TABELA 2 reporta os resultados obtidos da
estima--
-çao dos coeficientes da equa-çao de demanda agregada quando se
admite que a aceleração na taxa de inflação esperada pode ser aproximada pela aceleração observada no meio de cada ano em que
- _ . - e _
*
*
*
a inflaçao e medida, lsto e: ~ Pt+l - Pt - Pt-l' onde p e a
taxa de inflação anual no mes de junho do ano i. Deve-se
obser-var que a TABELA 2 não contém estimati vas para os coeficientes da equação de demanda agregada que tem como variável dependente a taxa de variação do Deflator Implícito do Produto, pois este in-dice so
é
disponível ém bases anuais.Esta simples mudança na maneira de medir a aceleração
na taxa de inflação esperada modifica completamente os resulta-dos apresentaresulta-dos na TABELA 1, corno. se pode verificar examinando--se as informações de TABELA 2. As estatísticas t dos
coefi-e
cientes da variável ~ Pt+l passam a ser significativas em to-dos os casos e os coeficientes estimato-dos, inclusive os das
de-mais variáveis, apresentam os sinais indicados pela teoria; os coeficientes de determinação R2, as estatísticas de Durbin-Wat-son e as estatísticas t das estimativas dos parâmetros da
va-riável DG
"
• c·- 6 e
Regressao: Pt
=
ao + a 1 ~t + a 2 DYt
+ a 3 P t +1 + a 4 DG tVARIÂVEL e
R2
DEPEND~NTE constante ~t nY t I::. P t +1 DGt D.W. F s n , ,
ICVRJ 8,43 0,32 -1,41 0,42 0,53 0,86 2,34 41,56 9,05 32
(1,24) (2,07) (-2,42) (3,29) (3,29) (4,27)
I
I
----I
I
IGP 0,26 0,19 -0,73 0,48 0,73 0,89 2,18 55,70 8,73 I I - ,
i
-' .(0,04) (1,27) (-1,29) (4,12) (4,38) (4,27)
j
.-I
I
IPA -1,35 0,13 -0,47 0,52 0,78 0,85 2,15 39,75 10,58 "': "
,
'-.
(-0,17) (0,69) (-0,69) (4,01) (3,88) (4,27)
-.~.- --..
IPAI -5,25 0,09 -0,47 0,34 0,92 0,85 2,49 38,30 10,87 32
(-0,66) (0,48) (-0,69) (3,05) (4,81) (4,27)
I
I
,
e
.
Observação: I::. P t +1
=
Pt -
Pt-1 ' ondepi
é
a taxa de inflação medida no mês de junho do período i.I
-; i~ •
obtidas na TABELA 1. Todavia, com exceçao da equaçao do índice
de Custo de Vida na Cidade do Rio de Janeiro (ICVRJ), os coe-ficientes da taxa de crescimento da oferta monetária (~t) e da taxa de crescimento da renda real (Dy
t ) apresentam elevados er-ros padrões. A soma dos coeficientes da taxa de crescimento da
oferta monetária e da taxa de crescimento dos gastos do gover-no
é
bastante próxima de 1, tanto no caso das estimativas de TABELA 1 como naquelas da TABELA 2. Vale ressaltar ainda queuma comparaçao das estimativas das equações que correspondem a índices alternativos para se medir a inflação revela que no caso do coeficiente da aceleração na taxa de inflação esperada ele é pouco sensível ao índice de preços utilizado, o mesmo
não ocorrendo para os coeficientes das demais variáveis.
E
possível que os elevados erros padrões dasestima-tivas dos coeficientes da taxa de crescimento da oferta mone-tária se prendam a problemas de colinearidade entre esta va-riável e a taxa de crescimento dos gastos do governo, pois a
correlação entre elas
é
igual a 0,82. Com o intuito de verifi-car até que ponto a colinearidade entre as duas variáveis ~e
responsável pela baixa precisão nas estimativas do coeficiente de P
t , resolvemos fazer dois conjuntos de regressao, em um deles excluindo-se uma das variáveis.
cada
VARIÂVEL
DEPENDENTE
ICV'RJ
IGP
IPA
IPAI
Observação: 6
constante
18,88 (2,69) 14;95 (2,02) 13,55'(1,59)
11,35(1,19)
TABELA 3
Regressão:
P _ et - ao + a 1
~t+ a
2DY t + a
3 6Pt+1
~t 0,73 (6,92) 0,74 (6,62) 0,73
(5,72)
0,81 (5,61)DY
t -2,11 (-3,33) -1,68 (-2,50) -1,44 (-1,85) -1,52 (-1,75) e6Pt+1
0,57 (4,17) 0,73 (5,64) 0,77 (5,59) 0,51(3,70)
R2 D.W.
0,80 2,18
0,82
2,29
0,77 2,45
0,72
2,88" F 38,22 (3,28) 41,17 (3,28)
31,92
(3,28) 24,19 (3,28)s n
10,52 32
11,21
3212,97 32
14,55
32P~+l
=
P~
-
P~-l~
onde p!
éa taxa de inflação medida no mes de junho do período
i.
---~---,~
I
I
I"
" ~ p. "
Durbin-Watson evidenciam alguma correlação serial negativa en-tre os resíduos, embora os valores não sejam de modo a
preocu-par, com exceçao de equação do IPAI, possivelmente em virtude da omissão de uma variável relevante.
A TABELA 4 reporta os resultados das regressoesqumr do se omite a taxa de crescimento da oferta monetária como va-riável explicativa. Os coeficientes da aceleração da taxa de inflação esperada e da taxa de crescimento dos gastos do gover-no são todos significativos e não são muito sensíveis ao índi-ce pelo qual se mede a taxa de inflação. Todavia, o coeficien-te da taxa de crescimento da renda real não é significativo rrs casos do IGP, do IPA e do IPAI, embora apresentem os sinais llr
dicados pela teoria.
~ um fato bastante conhecido na literatura
economé-trica que a omissão de uma variável relevante provoca
tenden-cios idade nas estimativas dos parâmetros das variáveis expli-cativas incluídas na regressão. As informações das TABELAS 3 e 4, comparadas com as fornecidas pelas TABELAS I e 2, revelam uma vez mais este fato, pois as estimativas ,dos coeficientes das taxas de crescimento da oferta monetária e dos gastos do governo sao sempre superiores aos valores que se obtém quando
ambas as variáveis são incluídas na regressão.
À guisa de sumário da evidência empírica que foi a-presentada até aqui podemos enumerar as seguintes conclusões: a inflação e a taxa 'de crescimento do produto estão
--, .- --.-,----TABELA 4
Regressão:
P
te
=
ao + a 1 DYt + a 2 6 Pt+l + a 3 DGt
VARIÂVEL
oonstante DY
t
e
DG
t R
2
6Pt+l D.W. F s n
DEPENDENTE
i
I
8,50 -1,22 0,39 0,80 0,84 2,23 48,19 9,57 32 !
ICVRJ
(1,18) {-2,0} (2,89) (7,99) (3,28)
•
IGP ,-O ,18 -0,59 0,44 0,90 0,89 2,02 72,14 8,83 32
(-0,03) (-1,05) (3,89) (9,38) (3,28)
..
-IPA 1,63 ' -0,38 0,49 0,90 0,85 2,03 53,85 10,48 32
(0,21) (-O,57) (4,02) (8,06) (3,28)
,.
IPAI -5,17 -0,42 0,33 0,99 0,85 2,39 52,44 10,72 32
(-0,66) (-0,63) (3,06) (9,03) (3,28) ,
- - - _ . _ - - - I
- A e _
Observaçao: u P
t+1 -
P
* -t n* ~t-l' onde P~ ~é
a taxa de inflação medida no mês de junho do periódo i., - - - -- - ---~~
.
/ '\.
determinação da taxa de inflação, embora não tenha sido
possí-vel separar as contribuições individuais das políticas monetã-ria e fiscal.
3.2. Oferta Agregada
A equaçao (12) da segunda seçao deste trabalho pode ser interpretada corno urna equação de oferta agregada em que a inflação depende da própria inflação passada, da capacidade
0-ciosa da economia, dos choques do petróleo e da agricultura,de
acordo com:
onde os símbolos continuam a ter o mesmo significado de antes, e o termo estocástico ~t tem média zero, variância constante e correlação serial nula. Cabe assinalar que omitimos da equação precedente a variável St=
P
t - qt que captaria o efeito de aumentos desejados dos salários reais acima do crescimento da
produtividade da mão de obra sobre a taxa de inflação. Certa-mente que em alguns episódios da nossa história econômica re-cente o comportamento dos salários contribuiu para diminuir, e
em outros para aumentar, a taxa de inflação. Embora reconhe-cendo este fato adotaremos a hipótese, a priori e não testada, de que os choques de salários não tiveram um caráter
sistemã-tico na inflação brasileira. Uma verificação empírica desta hl-pótese requer uma pesquisa abrangente que inclusive produza as informações estatísticas pertinentes para se tratar
adequada-mente o assunto.
Nas estimativas da equaçao (20), de oferta agregada,
a taxa de inflação é mensurada através dos mesmos índices de preços utilizados na equação de demanda agregada. A capacidade
ociosa da economia será medida por duas maneiras alternativas,
iUNDAÇAO GETULIO VARGAS
- - -
-.21.
hiato do produto industrial e hiato do produto total, em ambos
os casos através dos resíduos da tendência histórica. A variá vel que capta os choques de petróleo
é
igualà
diferença entre a taxa de crescimento do índice de Preços dos Combustíveis e Lubrificantes da FGV e a taxa de inflação. Os choques agrícolassao medidos pela diferença entre a taxa de crescimento do pr~
duto agrícola e a taxa de crescimento histórica do setor. A TABELA 5 contém as estimativas da equação (20)~
do se mede a capacidade ociosa pelo hiato do produto industrial. Os coeficientes da taxa de inflação defasada de um período 'e da variável que mede os choques do petróleo (Ot>, são todos signif!,. cativos ao nível de 5%, e o primeiro deles tem, em geral, um va
lor bastante próximo de 1.
A influência dos choques agrícolas sobre a taxa de
inflação seria rejeitada apenas em dois casos: quando se mede a inflação pelo DEFLATOR e pela média do IGP. Alguns valores da estatística de Durbin-watson assinalam uma pequena correlação~
rial positiva entre os resíduos.
Quanto aos coeficientes do hiato do produto industr~
aI eles apresentam elevados erros padrões, embora com os sinais
indicados pela teoria.
A TAEELA 6 contém as estimativas das mesmas regres-soes apresentadas na tabela anterior, exceto que a capacidade ~
ciosa agora corresponde ao hiato do produto total. Comparando--se as duas tabelas é fácil verificarComparando--se que os resultados nao
-se alteram substancialmente. Cabe assinalar que os coeficientes do hiato do produto apesar de terem maiores valores absolutos, continuam com elevados erros padrões.
Quando se examina a sensibilidade dos coeficientes a
• "'"T ~~
,..~--- I ~ ~ , - - I
;
l~v~
"
TABELA" 5
- - - -
..
Regressão: P t = b o + b 1 Pt-l + b 2h t + b 3 0t + b4 At
VARIÂVEL
constante P t -1 ht
°t At R
2
D.W. F s n
DEPENDENTE
6,67 0,80 -0,32 0,26 -0,65 0,69 2,14 15,29 13,39 32
ICVRJ
(1,53) (6,83) (1,11) (2,94) (-1,68) (4,27)
i
2,83 0,95 -0,25 0,14 -0,36 0,74 1,26 18,82 12,23 32
DEFLATOR
(0,68) (8,19) (0,95). (1,93) (-1,03) (4,27)
,
.
i3,64 0,92 -0,16 0,28 -1',42 0,72 1,28 17,47 14,02 32
IGP
(O , 79 ) (7,38) (0,54) (2,87) (-3,40) (4,27) ,
,
I I
3,92 0,92 -0,17 0,16 -0,38 0,66 1,47 13,38 14,05 32
!
IGPM
(0,83) (6,96) (0,56) (1,82 ) -0,93) (4,27) I
:
,
4,55 0,92 -0,04 0,24 -1,58 0,66 1,46 13,18 16,16 32
IPA (0,86) (6,42) (0,11) (2,08) -3,27) (4,27)
6,67 0,82 -0,18 0,27 -1,72 0,61 1,68 10,70 17,47 32
IPAI (1,23) (5,66) (0,47). (2,12) (- 3,27) (4,27) ,
i
,
•
l'
1.
-:. r
~ J #1~ª~~L§.
Regressão: Pt
=
ho
+
b:1 Pt - 1
+
b2 ht
+
b3 0t
+
b'4 At
VARIÂVEL
DEPENDENTE
ICVRJ
I
DI::FL1\TOR
IGP
IGPM
IPA
IPAI
oonstante 5,99 (1,35) 1,79 (0~43) 2,75 (0,60) 3,19 (0,67) 3,76 (0,71) 6,08 (1,10) Pt-1 0,82 (6,86) 0,98 (8,36) 0,95 (7,52) 0;94 (6,92) 0,94 (6,50) 0,84 (5,68) ht -0,61 (1,25) -0,67 (1,50) -0,56 (1,12) -0,45 (0,87)-0,45
I
(0,78) -0,48 (0,76) ° t 0,25 (2,76) 0,13 (1,75) 0,27 (2,75) 0,14 (1,69) 0,23 (1,98) 0,26 (2,01)pbservação: ht
=
hiato do produto, 0t
=
IPCLP -
Pt
At
-0,74 (-1,90)
-0,46
I
(-1,30) -1,50 (-3,61 -0,44 (-1,08) -1,64 (-3,39) -1,79 (-3,38)R
2 0,70 0,75I
0,73 0,67 0,67 0,62 D.W. 2,23 1,34 1,34 1,51 1,51 1,74~
f
~
" ,
F
15,54 (4,27)
20,05
I
(4,27)18,31
I
(4,27)I
13,72
I
(4,27)113, 61
I
(4,27) 10,92 (4,27) ,.~ 5 13,3111,95
I
13,78 I
13,93
15,98 j
17,36 n 32 32 32 32 32 32 rv w
• I
i
,
!
I
!
-,
:-.
.24.
maneira pela qual se mede a inflação, para as regressoes das TA
BELAS 5 e 6, a conclusão que emerge e de que as estimativas são
pouco sensíveis ao índice de preços utilizado, com exceção da-quelas que correspondem aos parâmetros que procuram captar o e-feito dos choques agrícolas sobre a taxa de inflação.
Nas TABELAS 7 e 8 a variável que mede o choque do p~ tróleo foi medida através da variação absoluta, durante o ano, do Indice de Preços de Combustíveis e Lubrificantes da FGV. Es-ta hipótese pressupoe que a contribuição dos choques dos pre-ços dos produtos derivados de petróleo para a taxa de inflação
é maior quando os preços desses produtos fore~ mais elevados.I~
to significa dizer, por exemplo, que o segundo choque do petr~
leo em 1979 teria tido um impacto maior sobre a taxa de infla-çao do que o primeiro choque que teve início em 1973. Uma racio nalização para esta pressuposição seria de que a proporção dos gastos com produtos derivados de petróleo no custo total de pr~ .dução aumentaria com a elevação dos preços desses produtos.
Os resultados das TABELAS 7 e 8 mostram que os coef~
d . - 2 d
-cientes de eterrnlnaçao R as regressoes sao maiores do que
a-queles contidos nas duas tabelas precedentes; as estatísticas de Durbin-Watson são bastantes razoáveis não indicando um padrão sistemático de auto correlação serial de resíduos. As estatís-ticas t de praticamente todos os coeficientes são significa-tivos ao nível de 5%, no teste unilateral.
Os coeficientes da variável que mede o efeito da ca-pacidade ociosa sobre a taxa de inflação passam agora a seremn~
----:-T j 1. VARIJ\VEL NDEPENDENTE ICVRJ )EFLATOR IGP I :IGPH IPA IPAI
.. r-
J ,~ 01TABELA 7
Regressão: P t
=
bo + b 1 Pt -1 + b 2 ht + D30 t + b 4 Atconstante Pt-1 ht
°t At R
2
9,38 0,66 -0,86 0,13 -0,57 0,75
(2,36) (5,83) (2,91) (4,03) (-1,62)
3,22 0,85 -0,87 0,13 -0,37 0,89
(1,2;') '( 11,21) (4,54). (6,91) (-1,64)
7,74 0,70 -0,93 0,17 -1,15 0,86
(2 , 34 ) (7,22) (3, 82) (6,51) (-3,92)
4,38 0,80 -0,86 0,15 -0,39 0,86
(1,44) (9,17) (3,88) (6,67) (-1,46)
9,70 0,62 -0,95 0,20 -1,27 0,86
(2, 86) (6,16) (3,77) (7,14) (-4,20)
9,92 0,61 -1,00 0,18 -1,39 0,78
(2,42) (5,20) (3,13) (5,36) (-3,56)
bservação: ht
=
hiato do produto industrial, 0t=
IPCL - IPCL (-1).,~T~
t\
D.W. F s n
2,44 19,97 12,16 32
(4,27)
i
1,63 55,48 7,84 32
(4,27)
2,19 40,96 9,99 32
(4,27)
I
1,98 40,68 9,15 32
(4,27)
2,46 42,86 10,24 32
(4,27)
I
2,16 24,10 13,14 32 ,
I
(4,27) I I
!
I
1 ~ ) ... , - . . --,~ •
~ If J ~ ~
"
TABELA 8 Regressão: P
t
=
bo + bl Pt-l + b 2 ht + b 3 0t + b 4 AtI
VARIÂVEL
DEPENDENTE constante P t - l ht °t At R
2 D.W.
F s
_.-ICVRJ 7,95 0;74 -1,15 0,10 -0,75 0,73 2,52 18,12 12,60
(1;88) (6,19) (2,45) (3,41) (-2,04) (4,27)
-
-,
DEFLATOR 2,18 • 0,91 ,-1,26 0,11 -0,56 0,88 1,76 49,58 8,24
(0,76) (11,07) (4,02) (6,02) (-2,31) (4,27)
,
IGP 6,06 0,78 -1,28 0,14 -1,39 0,84 2,22 36,67 10,47
(1,71) (7,70) (3,29) (5,73) (-4,43) (4,27)
IGPN 3,29 0,87 -1,14 0,13 -0,56 0,84 2,0 34,33 9,84
(0,98) (8,95) (3,07) (5,74) (-1,95) (4,27)
IPA 7,89 0,72 -1,24 0,17 -1,51 0,A5 2,46 37,30 10,87
(2,16) (6,76) (3,10) (6,32) (-4,63) (4,27)
IP.a.I 8,56 0,70 "'1,25 0,15 -1,64 0,76 2,21 20,89 13,88
(1,94) (5,58) (2,44) (4,64) (-3,91) (4,27)
Observação: ht
=
hiato do produto tota1.,Ot=
IPCL - IPCL (-1)n
_ _ _ _ o
32
32
.'
32
----_.-32
32
32
• I
i \
~,J
'"
iI
I
I.
I
l-I
---~
• ~ 7 •
a TABELA 7 mostra que, ceteris paribus, para cada 1% de aumento da capacidade ociosa na indústria a inflação diminuiria de 0,86%
a 1%, conforme o índice de preços; no caso do hiato do produto total as estimativas da TABELA
8
mostram que para cada 1% deau-mento de capacidade ociosa na economia a inflação sofreria uma redução entre 1,14% e 1,28%, de acordo com o índice de preços utilizado para se medir a taxa de inflação.Com exceção dos coeficientes da variável que capta o
efeito dos choques agrícolas sobre a inflação, as estimativas dos demais coeficientes não são muito sensíveis ao índice pelo
qual se mede a inflação. '.'
A evidência empírica que surge das estimativas dos parâmetros da equação de oferta agregada leva-nos tentativa-mente as seguintes conclusões: a taxa de inflação e a capaci-dade ociosa estão correlacionadas negativamente, embora a re-lação de trocas entre estas duas variáveis aponte-o para ganhos pequenos quando se quer combater a inflação através da reces-são; a taxa de inflação do período anterior constitui-se num importante elemento realimentador do processo inflacionárioiOs
choques agrícolas e dos preços de petróleo afetam a taxa de
inflação.
Conclusões
}~
. ~o.
flacionário brasileiro no período antecipado. 8/ A evidência ern-píca apresentada neste trabalho reforça esta conclusão e
identi-fica também os choques dos preços dos produtos derivados do pe-tróleo corno urna das causas para a inflação brasileira, fato este
-que nao tinha sido detectado no estudo -que acabamos de
mencio-nar.
A evidência empírica apresentada aqui não recomenda o
combate da inflação através de uma política recessiva pois a re-lação de trocas entre infre-lação e capacidade ociosa conduz a pe-quenos ganhos na redução da taxa de inflação., embora o aumento da capacidade ociosa seja um efeito colateral difícil de ser e-vitado num programa de estabilização.
A credibilidade de um programa de estabilização é fun-damental para seu sucesso pois a taxa de inflação esperada de-sempenha um papel bastante importante na dinâmica do
processom-flacionário. A redução do coeficiente de realimentação através de urna política de rendas pode contribuir de maneira decisiva pa-ra minimizar o efeito sobre a capacidade ociosa e o desemprego
do programa de estabilização. No longo prazo, a inflação depende sobretudo da evolução das políticas monetária e fiscal.
Notas de Rodapé
1/ A controvérsia entre monetaristas e estruturalistas teve
ini-~
cio durante a década dos 50's e ainda continua hoje em dia.
Para uma visão inicial do debate veja, por exemplo, Prebisch (1961), Campos (1961), Seers (1962), Olivera (1964) e o
arti-go de resenha mais recente de autoria de Kir~rick e~n
I .
"
.29.
o Brasil veja Barbosa {1983}. Vale a pena assinalar que os
monetaristas da América Latina poderiam ser classificados tanto como um Neoclássico-Monetarista ou como um Keynesiano de Síntese Neoclãssica na taxonomia de Davidson (1982) das escolas de pensamento, enquanto um economista filiado a es-cola estruturalista estaria mais inclinado, de acordo com a mesma classificaçio, a pertencer a Escola de Keynes, a
Esco-la Neo-Keynesiana ou a EscoEsco-la Radical-Socialista.
2/ O arcabouço teórico que adotamos neste trabalho segue a tra-diçio da macroeconomia moderna como representada, por exem-plo, no livro texto de Dornbusch e Fischer (1981). O
enfo-que das equaçoes em forma final foi introduzido por Theil e Boot (1962).
3/
Adotamos aqui a hipótese simplificadora de que bens decon-sumo nio são importados. Este
é
um fato estilizado da econo-mia brasileira que requer apenas pequenas qualificações.4/
Admitimos que a produtividade dos insumos importados épra-ticamente constante.
5/ Ao especificar a equaçio da taxa de crescimento dos salários
nominais usamos a taxa de inflaçio defasada de um período ao
invés da taxa de inflaçio esperada para levar em conta a po-lítica salarial brasileira que prevaleceu durante boa parte
do período.
6/ Admitimos que os parâmetros estruturais do modelo sao tais
.30.
7/ Existe também a seguinte restrição ante os coeficientes das
8/ Veja Barbosa (1983).
Referências Bibliográficas
Barbosa, F.de R. (1983). A Inflação Brasileira no Pós-Guerra: Monetarismo x Estruturalismo. Rio de Janeiro: PNPE.
Campos, R.de O. (1961). "Two Views on Inflation in Latin Ameri-ca", in A.O. Rirschman (organizador), Latin American Issues: Essays and Comments. New York: The Twentieth Century Fund.
Davidson, P. (1982). International Money and the Real World. London: Macmillan.
Dornhusch, R. e S. Fischer (1981). Macroeconomics. 2a.edição, New York. Mc Graw - Ri11.
Kirkpatrick, C. H. e F.I.Nixson· (1976). "The Origins of Infla-tion in Less Developed Countries: A 5elective Review", in M. Parkin e G. Zis (organizadores), Inflation in Open Economics. Manchester: Manchester University Press.
Olivera, J .R.G. (1964). "On Structural Inflation and Latin Ame-rican Structuralism", Oxford Economic Papers, 16, pp. 321 -32.
Prebisch,R. (1961). "Economic Development on Monetary Stability: The False Dilema", Economic Bulletin for Latin America.
Seers, D. (1962). "A Theory of Inflation and Growth in Underde-veloped Economies Basead on the Experience of Latin America", Oxford Economic Papers, 14, pp 173-95.
- - - -- - - :
-INDEXAÇÃO: CHOQUES DE DEMANDA x CHOQUES DE OFERTA
Fernando de Holanda Barbosa
A indexaçio dos sal~rios tem como objetivo proteger os assalariados de variações nio antecipadas do nível de
pre-ços. A indexaçio pode ser total quando o salário real ini-cialmente contratado
é
mantido constante durante todo o perío-do perío-do contrato, ou parcial quanperío-do apenas Q~a fraçio das varia-ções não antecipadas do nível de preçosé
incorporada aosalá-rio.
A indexaçio salarial tem sido preconizada corno um instrumento para isolar os salários e o nível de atividade e-conômica dos efeitos das mudanças não antecipadas da política monetária. Por outro lado, argumenta-se que os choques de
0-ferta numa economia com salários indexados porvoca efeitos co-laterais no nível de produção e amplifica a repercussio desses choques sobre o nível de preços.
Esta parte do trabalho apresenta inicialmente
uma breve resenha dos modelos desenvolvidos por Gray e Ctikienren para examinar os efeitos dos choques de oferta e de demanda &r
bre os níveis de produçio e preços numa economia submetida indexaçio de salários. Discute-se tamb~,dois sistemas de in~ xaçio parcial. Em um deles corrige-se o salário nominal com ~ se em uma fraçio da variação não antecipada do nível de preços. No outro sistema de indexaçio parcial introduz-se um índice de preços expurgado, ou isento de acidentalidades, e o salário no-minal será indexado de acordo com a variação entre este índice de preços e àquele que era previsto na epoca em que os
contra-l
I
~
)
tos foram celebrados. A análise da indexacão baseada em índice
.
de preços expurgados é importante em virtude de sua utilização, mesmo que esporádica, aqui no Brasil. Demonstra-se que a de-terminação do coeficiente de expurgo depende do objetivo que se estabeleça em termos de nível de atividade econômica edice de preços que se deseja obter.
Corno o modelo de Gray-Cukierman é um Modelo Neoclás-sico, desenvolve-se em seguida um Modelo de inspiração Keyne-siana, com salário nominal exógeno mas sujeito a uma regra de indexação, com dois setores, agricultura e indústria, submeti-do a choques nominais e reais, com o objetivo de se verificar até que ponto as conclusões qualitativas que se chega com o modelo de Gray repetem-se para uma economia com uma estrutura diferente.
Esta parte do trabalho finaliza com a análise dos efeitos dos choques de demanda e oferta numa economia aberta, que adote mecanismos de indexação para os salários e para a taxa de câmbio. Especifica-se uma economia com dois setores,
agr~cultura e indústria, que utiliza um bem importado como
in-sumo na produção do bem industrial, bem este que além de ser consumido no mercado doméstico é também o único bem exportado. Examina-se, então, os efeitos dos choques da política monetá-ria, de política cambial, dos choques reais provenientes dos setores agrícola e externo sobre os níveis de produção e de preços, na presença de mecanismos de indexação.
r
I·
produção e Mercado de Trabalho
Admitiremos que o nível de produção e a quantidade
de mão de obra estão ligados através da seguinte função de
produ-ção:
(1)
onde Yt representa o logarItmo do n1vel de produção,
tt
o
10garI~mo da quantidade de mão de obra, a e
B são parâmetros, e u
t
é
o
termo aleatório que representa os choques reais sobre o nIvel de
produção. Esta função de produção supõe que o estoque dee.pitãl
é
fixo no curto prazo.
A equação de demanda de obra é obtida igualando-se
a produtividade marginal da mão de obra ao salário real, cuja.
ex-pressão é a seguinte:
(2) W - p -
b -
(1- S)
i
+
ut
t
t
t
onde
Wt e Pt são, respectivamente, os logarItmos do salário nom!
nal e do n1vel de preços e o parâmetro b é igual a
a + 10g
a •
A oferta de mão de obra
é
uma função crescente de
quantidade de mão de obra de acordo com:
A FunÇão de Oferta
Substituindo-se a quantidade de mão de obra dada
pe-la equação ,(
2) ,Pt -
Wt
+
b
+
ut
1 -
a
na função de produção (1), obtém-se a função de ofertaI
(4)
a(l-a) +ba +
l-a
a
1-8
O nlvel de produção responde positivamente a
aumen-tos do nlve1 de preços e negativamente a acréscimos no
nominal.
salário
Determinação do Salário Nominal
Neste modelo os contratos de trabalho especificario
o salirio nominal de cada traba1hdor no inIcio do per Iodo de pro
dução, de sorte a igualar a oferta e a demanda de mão de
obra,l~vando-se em conta a previsão dos choques reais que porventura
0-correrão durante o per!odo de produção. Denominando-se por
o salário que equilibraria o mercado de mao de obra se os
ques reais fossem perfeitamente conhecidos, ter!amos das
ções de demanda e oferta de mão de obra:
wt
equa-(5)
A solução deste sistema de equaçao resulta em:
6b
+ (1-6)c
6
+
1-6
+
6+1-6
.5.
-Segue-se, então, que o
salário nominal w
t
estipul~do nos contratos de trabalho será igual a esperança matemática de
w~ ,
condicionada pela informação disponIvel no final do perIodo
t-l. Isto é:
(6) Cll
t
=
Et-l
e
=
p t+
6b
+
(l-a) c
6
+
1-
f3onde admitimos que nao se antecipa choques reais
nôfuturo,
E ut
=
O, e estamos usando a notação
p~
=
E Pt' ou seja
t-l
t-l
é
o
nIvel de preços esperado para o perlodo t.
A
Curva de Phillips
o
contrato de trabalho estipula o salário nominal no
inIcio do periodo, todavia o nivel de emprego será variável
de
acordo com os choques reais que efetivamente ocorrerem durante o
periodo, pois a contratação ou dispensa de trabalhadores
será
Figu-.6.
ra 1 mostra o funcionamento do mercado de mão de obra neste
mode-lo •.
1/
Salário
,
A
,
"
,
,
"
..
~" ...
... I
,
..
Figura 1. Mercado de Mão
de Obra
As curvas S(pe) e O(pe) sao as curvas de oferta e
deman-da de mão de obra quando não se antecipa choques reais. O salário
que equilibra o mercado nestas condições é igual a
W
t • Suponha
queocorre um choque real de tal modo a deslocar a curva de demanda
J.!!:.
ra cima, isto é, de O(pe) para O(P
>pe). Com o salário nominal fi
xado em
W
t
, o mercado de mão de obra
es~aráem desequil!brio.
O
modelo assume que nestas circunstâncias a contratação de mais mao
.
-
A
emprego ser a igual a lt. Imagine, agora, que ocorre um choque
r~aI positivo na função de produção, que desloca a curva de
deman-da de mão de obra para baixo, ou seja, de D(pe ) para D(P
<pe ).
As empresas diante deste choque reagiriam despedindo uma
quanti-dade de mão de obra igual à
dife~ença
entre tt e
l~.
Com
esta regra de contratação ou dispensa de trabalhado
res o nivel de produção será obtido substituindo-se o valor
de
W
t na função de oferta
(4)pela expressão de
cujo resultado
é:
( 7)
l-a
onde Y: éa esperança matemática de Yt:
-wt na equação
(8) E
t-l
a(l-a)+ba
l-a
a
(1Sb+(l-a)
ed
(l-a) (IS+
l-a)(5)
A equação (6) é a curva de Phillips do modelo, na qual
existe um trade-off, no curto prazo, entre nIvel de atividade e
a inflação não antecipada.
Indexação
Admitiremos que os salários sejam indexados de acordo
com a seguinte regra:
onde
yé o qrau de indexação. Quando
yfor igual a zero o
sa-lário nomin,L
j~,::_Jit1tlnecerá constante durante todo o perlodo t .Por
outro lado,
Ciu;;..r;r,,:) V fOl'igual a 1, o salário nominal será
rea-justado durante
0perIodo t, de tal modo a manter constante o
SR- e
lário real contratado no inicio do período, pois Wt-P
t
:
wt
- Pt.
Substituindo-se (9) na função de oferta (4), obtém-se a
seguinte Curva de Phillips:
( 10)
B
(l-r)1-B
e ..
onde Yt e dado por (8). Quando os salários nao forem indexados
1y
=
O, esta equação reduz-se a Curva de Phillips anterior.
Toda-via, quando os salários forem completamente indexados,
y=
1,
a
Curva de Phillips será vertical, mesmo no curto prazo, pois ela
2
então indepuktc
d1 i~axade inflação não antecipada.
I
Choques de
Dp.mc'mdax Choques de Oferta
Com a finalidade de introduzir explicitamente choques de
demanda no modelo admi tiremos que a equação de demanda
agregada ,.édada,'_PElla. teoria
qua,ntita,tiva.- da noedana sua versão mais simples,
que
supõe constante a velocidade-renda da moeda, isto
é:
( 11) Y
t := -k - Pt +
m
~9· ~
\
m~ d :::: k + p+- + v,(12)
...
~t.5
rnt =- m + € -".
'-à s
rnt
=
mt
A primeira equaçao deste sistema
i
a equaçao de demandi
de moeda
ia segunda., especi fica que a quantidade ofertada de
ffl1!,_da diverge
rl0 ;per choques a1eat6rios, representados aqui pela
variável
a1est',~ias.; e a última equação do sistema supõe que o
t.
mercado
mone~~ricestã em equillbrio.
EstE: modelo poderia ser sofisticado deduzindo-se, por
:=
xemplo, a curva'
~demanda agregada a partir de um conjunto
de
Curvas IS-LM. Todavia
Iesta complicação adicional não modificat.ia
as conclusões a que se chega adotando-se a curva de demanda
agre-gada bastante simples da equação (11).
Tomando-se a esperança matemática de ambos os lados da
equaçao (11)
1obtém-se
na suposição de que o valor
~!!sperado deSt
é
igual a zero:
E
Et=
O. Subtraindo-se de (10) a expressão anterior resulta:
t-l
(13 ) Y ..
-\...
e
v
J.t
te
que,conjuntamcnts, com a Curva de Phil1ips (9) fornece os
seguin~tes valores para Yt e Pt:
+
+
S(l-y) t:t
1-8 + B (l-y)
1-B
+Bel-y)
+
1-8
+
p{l-y)i
r
Estas duas equaçoes revelam de modo bastante claro o
e-fei to da
in(;{~: ...rlÇ20 sobre o nlvel da produção e de preços
fnuma
~:conomia
subr't t:. ~2a um sistema de indexação salarial do tipo
de~;crito pela equação (9).
o
Quadro I mostra os impactos dos choques de demanda
2de oferta sobre o nlvel de produção, em dois tipos de situações:
quando se tem um sistema de indexação completa dos salários
e
noutro em que inexiste qualquer tipo de indexação. Os choques de
demanda não exercem nenhuma influência sobre o nlvel de produção
quando os salários são completamente indexados, enquanto o mesmo
não ocorre quando não existe indexação salarial. Com relação aos
Q.uadro I
Indexax~o
x
Nlvel de produção
y == O
Demanda
Oferta
1choques de oferta, o impacto deles sobre o nível de produção e
mais acentuado numa economia completamente indexada.
O Quadro 11 contém os impactos dos choques de demanda
e oferta nas duas situações extremas quanto ao regime de indexa
-gralrnente ao nivel de preços quando a indexação
é
total.
Quan-to aos choques de oferta, eles têm um impacQuan-to maior sobre o
nl-vel
depreços quando
aeconornia
é indexada.
Osinal dos coefici
entes do choque de oferta
é
negativo, pois
um choque negativod!
minui o nível de produção
eaumenta o nível de preços.
2uadro II
Indexação x
NIvel de Preços
Choques
deIndexação
y
=
O 'f=
1
--Demanda
1-B
I1
I
I
I
,
-LI
jI
iOferta
I -1I
-I
1-8
I
-
1
Grau de
Indexa~ãoÓtimo
A
in51isedesenvolvida ati aqui mostrou que quando o
grau de ind.;xc.:;':::,· aumenta duas co1.sas ocorrem: a) o efei to
dOE~choques de derr,,""
ru:.asobre o ni ve1 de produção diminui e b)
o
efeito dos choques de oferta sobre o nIvel de produção
aumen'-ta. Estes fatos sugerem naturalmente a existêneia de um grau
~timo de indexação. Todavia,
épreciso antes de mais nada se de
finir um critério de otimalidade.
A sugestão de Gray consiste em considerar a seguinte
função de perda,
n
=
{Y*
2r
como a função objetivo, cujo valor esperado deve ser minimizado
com relação ao parâmetro Y, que mede o grau de indexação
sala-rial da
eC0r,uf.i a..*
o
slrnbolo Y
t
refere-se ao nIvel de produção da econanLi
que equilibraria o mercado de mão de obra se os choques
fosserr
*
perfeitamente conhecidos a priori. portanto, o valor de Yt
é
ob
*
tido substituindo-se a expressa0 de
ferta (4), que resulta em :
w
t
em (5) na função de
0-(14)
onde:
a:
onde
1
+
6l-e.
+ôSegue-se,então, que:
6(1-1)
e
1-B
+
8 (l-y)d
= _B
[X(1+6) - 1
2
(1-8+6) [1-8 + 8(1-X)1
Logo a esperança matemática da função de perda
é
igual
EiT
=
e
cr~
são, respectivamente, as variâncias dos choques
· n.
relação a
ye igualando-se a zero o resultado obtém-se o grau
0-timo de indexação:
(1-8) (1- 6+6) a 2 + 2
°
€: U
Y =
(1-6) (1- 6+6) a 2 + (l+ô) o 2
EC U
~
fácil concluir-se que o grau de indexação ótimo
é
i-gual a
1,y
=
1,quando não existirem choques de
Por outro lado, na ausência de choques de demanda
2
oferta (ou
(02 = O)
e:
=0) •
o
grau ótimo
deüldexação é igual a
1/1+6 ,que depende apenas
doparâmetro
ô d3. eqt..:aqãode oferta de mão de obra.
Desequilíbrio e Nível de Emprego
o
modelo
deGray supõe que
napresença de choques de
o-ferta, em situações de desequilíbrio no mercado de mão de obra ,
os empresários contratam ou dispensam empregados de acordo com a
equação de demanda de
mão de obra. Cukierman sugeriu um
mecanis-mo de desequilíbrio mais genérico para verificar até que ponto as
conclusões do modelo de Gray são robustas quanto a hipótese
de
contratação por ela adotada.
Este mecanismo de desequilíbrio supoe que o nível de em
prego efetivamente observado
é
igual a uma média ponderada
dos
níveis de emprego dados pelas equações de demanda e oferta
de
mão de obra:
(15Y
onde
e
éum parâmetro compreendido entre zero e 1. Quando
e
=
1
la-.
.
•• L :: •
do, se
e
==o
o nível de emprego ser1-a igual a quantidade
oferta-da de mão de obra.
- d
Substituindo-se
asexpressoes de lt
,,8e .(.. .. ....
dadas,
res-pectivamente, por
(2) e (3) Ina equação
(13)obtém-se o nível de
emprego:
1 - B
Levando-se
estaexpressão na função de produçio
(l)che-ga-se a função
deoferta:
a \) (.1.-6)
+
S [68b - (1-8) (1-8)c]Ô (l-S)
_~_
r
8- (l-B) (l-e)1-6 6
+
Nesta fu~ção de
oferta
ocoeficiente de
(Pt- wt )
tanto
pode ser
posit~.v~ ~0"''i ,,~'r:-'··' .:~ '1-'cL: sepode garantir
aprio-ri pois tudo depende da magnitude
dee
comparada com os valores
de
8
e
o.
o
salário nominal continua sendo fixado corno no modelo
-anterior. Substituindo-se, portanto, o valor de
wt
em
(6)na
função
deor ..
:]:..ú g~1eacabamos de deduzir
Iobtém-se a
seguinte
Curva de PhillJ
p.COl! t 1. rI.",}
senc;o ói1do por (8). Quando
e
=1 tem-se
aCur-va de
Phillip~I}.
Quando
e
~o
a Curva de Phillips reduz-se a:
que tem uma
inclinação contrária a usual. Este fato pode ser
fa-cilmente compreendido com o auxílio da Figura 2. Com efeito
su-ponha que o nível de preços
é
maior do que o nivel esperado. Nes
te caso a curva de oferta se desloca de 5 (pe) para S CP
>pe)
!X'L~salário
s
e
R.
t
Figura 2. Mercado
ne
Mãa de Obra
Errprego