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A realidade da pesquisa no DEN/UFS.

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Academic year: 2017

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A REALI DADE DA PESQUISA NO DEN/UFS

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THE TRUTH A�OUT THE RE'EARCH ON DEN/UF'

LA REALlDAD DE

A

PE'QUI'A EN EL DEN/UF'

De/vair de Brito A/ves2 Lindete A morim Santos3

R E S U M O : Esta pesquisa trata do processo de pesquisar no Departamento de Enfermagem e N utrição da U niversidade Federal de Sergipe - D E N/U FS. Ela foi desenvolvida a partir de entrevistas semi estruturadas realizadas com as docentes. Dos materiais obtidos, apresentamos concepções das docentes sobre g rupos, linhas e projetos de pesquisa; a produção científica docente e discente; dificuldades e possibilidades relativas à atividade de pesquisar; estratégias que esse Departamento vem utilizando para o desenvolvimento da pesquisa, para a capacitação docente e formação de pesquisadores, além da inserção de estudantes (de graduação e de pós g raduação) no "mundo científico". Ela conclui pela necessidade de aprofundamento dessa atividade e pela divulgação e aplicação dos seus resultados na prática de enfermagem.

PALAVRAS - CHAVE: Pesquisa, G rupo de pesquisa, Linha de pesquisa, Projeto de pesquisa

ABSTRACT: This study is about the research process in the N u rsing and N utrition Department of the Federal U niversity of Sergipe - D E N/U FS. It was developed through semi structured interviews made with the professors . From the material obtained, we presented the professor's conceptions aboul groups, areas and research p rojects; the scientific productio n ; difficulties and possibilities related to the research activity; strategies that this Department has been using for the development of researc h , the capacitation of professors and the researchers' formatio n , besides the initiation of students (graduation and pos g raduation) in the "scientific world". As its result, we got the need of deepening in this activity and the propagation and application of its resu lts in n u rsing.

KEY WORDS: Researc h , Research g roup, Research area, Research p roject

R E S U M E N : Esta pesquisa trata ai respecto dei p roceso pesquisa en el Departamento de E nfermería y N utrición de la U niversidad Federal de Sergipe-D E N/UFS. Fue desarrollada partir de entrevistas semiestructu radas realizadas com los p rofesores. De los materiales obtenidos,presentamos la concepción de los profesores sobre g rupos, l íneas y p royectos de pesquisa, p roducción científica, dificultades y posibilidades relativas a la actividad de pesquisa, la capacitación de p rofesores y la formación de pesquisadores, además de la incarporación de estudiantes( g raduación y post­ g raduación) en el "mundo científico". Como conc!u;lón, sentimos la necesidad de profu ndizarnos en esta actividad , divulgar y aplicar sus resultados en la p rácti 1 de enfermería.

PALABRAS C LAV E : Pesquisa, g rupo de pesquisa, l ínea de pesquisa, proyectos de pesquisa

1 Trabalho apresentado na "Semana Comemora tiva dos 20 A nos do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe ", que aconteceu durante as comemorações da Semana Brasileira de Enfermagem.

2 Enfermeira, Mestre e Ora em Educação, Pofessor Visitante do Núcleo de Pós-Gra duação em Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe.

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I N TR O D U ÇÃO

Este estudo trata da pesq uisa e n q uanto u m a d a s atividades do Departame nto de Enfermagem e N utrição da U nive rsidade Fede ral de Se rgipe - D E N/U FS . Ele foi desenvolvido no período de nove m b ro de 1 996 a abril de 1 997, através de entrevistas realizadas com docentes do q uad ro permanente desse Departamento .

Esse Departamento, c riado e m 1 976, vive , portanto, no período e m q u e e m b o ra a pesq uisa sej a tratada como fato socia l , como p rocesso coletivo , a enfe rmagem e n contra-se (como m u itas o utras áreas) no estág i o de aprender a pesquis a r .

M a s , o q u e sig nifica pesq uisar? Pesq uisa indica u m m o m e nto pa rcial d o p rocesso m ais g e ral de conhecer, descreve r e exp licar a realidade e m seus fragmentos ou no seu todo . N o sentido m ais geral , . . . ' pesquisa' eq iiivale a ' investigação cie ntfica', razão pela q u a l 'pes q u isado r ' e 'cie n tis ta ' são t e r m os i n te rca m b iáveis, ao me n os na ling1lagel1l corren te . . . como s u g e re Gonçalves ( 1 985 , p. 34) .

N a e nfe rmagem b rasileira , o i n ício da pesq uisa aconteceu por volta de 1 970, com a cri ação do regime de tem p o integ ral e dedicação excl usiva para o corpo docente , sendo esta atividade incre m e ntada a partir de 1 972 com a criação dos c u rsos de pós g raduação em e nfe rmage m . De aco rdo com Souza ( 1 988, p. 96) , isto m ostra . . . que a i n ves t igação e 11l enfermage m, alél1l de incipiente, é marcada p o r 11 m

p rocesso res t r i to de divu lgação de res u l tados, o q u e desvitaliza o seu potencial de dese n volvime nto e, e l c o n s e q ü ê n c i a , o p rocesso de conso lidação do c o n h e c i m e n to em e nfe rl ll age m .

Para Clark; Hockey ( 1 989) A s i n ves t iga ç ões em enfe rmagem d u ra n te os ú l t i ll l os 2 2 anos [e l1 tre 1 96 7 e 19891 con tri b u íra m pa ra a teoria de l l l l l corpo le enfermagel1l em c resci J 1 l e n to, mas falharam, de uma maneira ge ra l , el1l influenciar a prá tica clín ica. Estes auto res conc l u e m q u e os cuidados e a p rática n a e nfe rmagem são "com a n d ad os" pela rotina e pelo ritu a l . O estudo de Alves ( 1 995) mostra q u e , q u atorze anos depois , esta ainda é u m a rea l i dade n o traba l h o na e nfermagem pois a l é m da falta de u m a cultu ra de pesq uisa nas escolas de enfe rmagem , a "noção de pesq u i sa" p roduz um se ntimento de ansiedade e m m uitos e nfe r m e i ros por se senti re m i n seg u ros diante da necessidade de se mostrarem criativos e c ríticos frente à realidade do traba l h o .

Apesar d o s avanços , a e nfe rmagem te m investido pouco no p rocesso de p rodução de conhecime nto . Um exe m p l o disto é a participação m uito t ímida j u nto às agê n cias fina n ciado ras desta atividade . O C N P q , por exe m p l o , ofe rece alguns espaços para o fin anciam e nto da pesq uisa mas os p roj etos da e nfe rmagem e n camin hados a esse Conse l h o são escassos . A partici pação d o n o rte e n o rdeste do p a ís é m uito discreta . O ano de 1 982 foi u m marco para o fina n ciam e nto da pesq uisa pois houve um m aio r estím u l o dessa Agência para os c u rsos de pós g raduação e, nos ú l timos anos , e m b o ra os recu rsos sej a m a n u n ciados como escassos , há ind ícios de possibilidades de aq uisição de recu rsos para a pesq uisa. E ntretanto , faz-se necessário o envio de p roj etos a essa e a outras agê ncias

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A Realidade da Pesquisa . . .

fi n anciadoras e o s e u aco m p a n h a m ento para a m p l i ação das poss i b i l i d ades d e aq u i sição de recu rsos para a pesq u is a .

Qual a necessidade de u m a b a s e d e pesq u isa? Walsh ( 1 9 9 1 ) .

. . . a c re d i ta q u e se os e nfe r m e i ros q u ere m c o n t ro l a r a e nfe r m age m e n tão deve rão ser capazes de j u s t ific a r a s s ua s a ções e decisões e defi n i r os s e u s p róprios p a d rões e n íveis de co m p e tên c i a s das especial idades a p r o p r i a da s . Is t o exige u m a base de c o n h e c i m e n to de e nfe r m agem que, por s u a vez, n eces s i ta da i n ves t igação e m e nfe r m age

n-De acordo com Demo ( 1 9 8 1 ) , são q u atro as l i n has bás i cas de pesq u i s a : Pesq u i sa Teórica: a q u e l a q u e m onta e desvenda q uadros teóri cos de refe rência; estuda teorias , b u ri l a conce i tos . Pesqu i sa Metodológica: d e d i cada a i ndagar i nstru m e ntos , por cam i n h o s , p o r m odos d e se fazer ciência, a p rod uzi r técn i cas de tratam ento da real i dade , o u a d iscuti r abordagens teó rico-p ráticas . Pesqu isa E m pírica: voltada p a ra a face expe r i m e ntal e o b s e rvável dos f e n ô m e n os , m a n i p u lando dados e fatos concretos e ded i ca-se à cod ificar a face m e n s u rável da rea l i dade . Pesq u isa Prática: voltada p a ra i nterv i r n a rea l idade soci al . I nc l u i a pesq u isa partici pante e a pesq u isa-açã o , e ntre outras .

Fazer q u a l q u e r u m dos tipos d e pesquisa exi ge u m posicioname nto do p rofissional frente às l i n has d e pensame nto existentes as quais defi n e m o q u e é ciência, q uais são seus com ponentes , crité rios de ava l iação do q u e é científico e como se p rocessa a pesq u is a . Entre os "pensamentos" m a i s conhecidos Demo

( 1 98 1 ) destaca o e m p i rismo, o positivismo, o fu ncionalismo sistê m ico, a fenomenologia e a d i alética. E n tretanto , só recente m e nte esta d iscussão vem penetrando na e nf e r m a g e m e um d o s e s p aços p a ra i sto te m sido o s S E N P E . Os a n a i s correspondentes d e m o n stram q u e a m a i oria da p rodução c i e n t ífica n a e nfe rmagem base ia-se e m uma abordagem positivista e m bora já exista um n ú m e ro crescente de estudos nas l i n has da d i a l ética e da fen o m e n o l o g i a . ( Elsen; Bub; A thof, 1 99 1 ) .

Acreditamos q u e a pesqu isa ainda, por mais algum tempo, contin uará ocorrendo no "Iocus" acadêm ico e como resultado da p rodução da pós g raduação. Entretanto , m e s m o s e n d o a pesq u isa em e nfermagem i ntimamente l i gada à pós grad uação , observa-se, nos ú lti mos anos , no meio acadêm ico, a convergência de pesqu isadores em n úcleos temáticos ou g rupos de pesq u isa. I sto vem ocorrendo p ri ncipal mente após a criação do n ível de douto rado. Os enferme i ros doutores vêm se aglutinando em áreas tem áticas ou l i n has de pesq uisa e se i nteg rando a mestres, especial istas , alu nos de pós-g raduação e de graduação além de bolsistas de pesq uisa, para p roduzi rem e divulgarem conheci mento .

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A P R EOCU PAÇÃO DO DEN COM A PESQUISA

A p reocu pação d o D E N/U FS com a p roblemática da pesq uisa docente e d iscente vem se a m p l iando nos ú l t i m os anos . N a p e rspectiva de s u p e rar algu mas das dific u l d ades q u a nto ao ato de pesq u isar, esse Departame nto ve m capacitando seu corpo docente a n ível de pós g radu ação (doutorado , mestrado e especialização) e criando es paços para a difusão dos conheci m e ntos p roduzidos. A resposta a esse investim ento te m vindo ao l o n go dos anos , através de uma p rodução cie ntífica com p osta de livro , pesq u i sas , a rtigos dive rsos e trabal hos apresentados em eventos cie ntíficos .

Postu ras como essas faze m parte de m odificações ocorridas no cenário nacional , em especial nas u n ive rsidades p ú b l i cas , q u e têm "fo rçado" a com u nidade acadê m ica a i nvesti r mais ousadamente nas atividades de e n s i n o , pesq u isa e extensão , de forma i nteg rad a . Ass i m , apesar de o contexto onde hoj e se rea l i za a pesq u i sa s e r bastante desfavoráve l , o D E N vem faze ndo a l g u n s i nvesti m e ntos no s e n tid o d e pa rticipar d o p rocesso d e p rod u ção d o co n h e c i m e nt o . Desses investim e ntos , destacamos :

- pa rticipação efetiva no p rocesso de tentativa de criação do Doutorado e m .

Enfermagem I nte r U n ive rs idades do N o rdeste ;

- criação do N úcleo de Pós G raduação e m E nfe rmagem da U FS e contratação de P rofessoras Doutoras para se i nteg ra r a e l e , além do ofe rec i m e nto do C u rso de Especialização e m G e rência de U n i dade Hospitalar;

- criação do N ú cleo de Pós - G raduação e m Enfermagem da U FS e contratação de P rofessoras Douto ras para se i nteg ra r a e l e , além do ofe recime nto do C u rso de Especialização em G e rência de U n idade Hospitalar;

- formação de mestres e douto re s ;

- integ ração c o m outros c u rsos de enfe rmagem , a exe m p l o da Escola de

E nfe rmagem da U FBA, através de u m a P rofa. Ora. no seu P ro g rama de Pós G raduação em Enfermage m ;

- participação e m Com issão d e Pesq uisa vincu lada à Pós - G raduação d a U FS ;

- ide n tificação de g rupos e l i n has de pesq uisa do Departame nto e de p roj etos de

pesq uisa co n c l u ídos e em andamento ;

- estím u l o à pa rticipação d i sce nte n a pesq u isa através da elaboração de projetos de pesq uisa na Disciplina "Metodologia da Pesq uisa em E nfe rmagem", de "Trabal ho de Concl usão de C u rso - TCC" , de "Monog rafia" d u rante o C u rso de Especialização e de partici pação d e a l u nas( os) no PI B I C/C N Pq/U FS, através de p rojetos de autoria de docente s .

E m bora e s s e conj u nto d e estratég i as te n h a s i d o apontado c o m o adeq uado pelas docentes e ntrevistadas , e l e tem sido i m pl e me ntado com m uitas dific u l dades , dentre as q u ais destacamos : escasso n ú m e ro de docentes para responder às atividades acadê micas ; dificu ldades para afastame nto de docentes para p rocessos

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A Realidade da Pesquisa . .

de capacitação , a l é m do difícil acesso ao financiame nto da pesq uisa n a enfermage m , á rea d o c o n hecime n to n e m s e m p re p restigiada pelas pol íticas d e fina n cia m e nto dos diferentes ó rgãos fomentadores da pesq uisa .

G R U POS, LIN HAS E PROJ ETOS DE PESQU ISA: A CONCEPÇÃO DE DOC ENTES DO DEN

O q u e p ropo rcion a a o rganização da pesq u isa e m u m trabalho grupal? A pesq uisa g rupal suscita o ap rofu ndamento de dete rm i nadas áreas d o conhecimento ou lin has de pesq u isa, pois pode-se contar com dive rsos pesq uisadores estudando reco rtes vários de um m es m o objeto de pesq uis a . Pe rmite , aind a , a g regar pesq uisadores e m dive rsos n íveis de con hecimento, com o os iniciantes e aq ueles q u e j á dominam m etodologias específicas e tam b é m a g regar p rofission ais de outras áreas . E n fim , p ropo rcion a o fortaleci m ento das lin has de pesq uisa e dos g ru pos q u e as comporta m . As instituições de fom ento à pesq u isa têm estim u lado e s s e tipo d e trabal h o : o C N Pq te m a modalidade de P rojetos I nteg rados de Pesq uisa, a FA P E S P te m P rojetos Te m áticos de Eq uipe , etc.

Para a organização de g ru pos de pesq uisadores é necessário a titu lação de doutores e esse p rocesso tem sido l ento n a e nfe rmagem . Te mos cuidado da titulação dos mestres e descuidado da dos douto res . Um o utro e l e m e nto importante a s e r discutido e q u e faz parte da o rganização da pesq uisa é a fundame ntação teó rica e m etodológica , confo rme apontado por Demo ( 1 9 8 1 ) , a l é m da utilização dos res u ltados de pesq uisa n a p rática e da div u lgação desses res u ltados .

O q u e sig nifica g rupo, lin h a e p rojeto de pesq uisa? E m re lação a g rupo de pesq uisa , a Escola de Enfermagem da U FBA, seg u n d o Alves; Ferreira ( 1 994) , o entende como sendo

. . . /l l 1 l co nj u n t o de p es q u isado res de d ife r e n tes n íveis, c o o rd e n a d o , p r efe re n c ia l m e n te, p o r pes q u isado r d o u tor, q u e s e re ú n e m p o r ide n t i ­ d a d e temá t ica, respei ta n do, c o n t u d o , a s d ife r e n ç a s teórico-fi losóficas q u e carac teriza m a s d i versas v i s ões d e m u n d o desses p es q u isadore s . O

g r u p o de p es q u is a s e m a te ria liza, n u m p r i m eiro m o m e n to, a t ra vés de l i n ha s de p es q u isa .

No O E N/UF S , a d i s c u ssão s o b r e o s ign ificado de g r u p o de pes q u isa es tá s e n do pos ta a pa r t i r des ta pes q 1l isa . Express ões e p a l a v ra s extraídas dos depo i m e n tos regis t rados n os fo r m l l lários de coleta dos dados, s i n a l iza l1l pa ra e n u n c iados q 1l e defi n e I , e III p r i n c íp io, e s t a c a tego ria c o m o . . . g r IpO d e pes q u isadores q l e s e reú n e m p o r ide n t idade te m á t ica, t e n d o c o m o base perspec tivas teórico-fi losóficas c o i n c id e n tes 011 n ã o .

E m rel ação a l i n h a s de pesq uis a , essas

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e l a s v i n c u lados; c ) c o m p ro m issadas c o m d u a s lealdades fu n da me n ­ t a i s , os p ro b le m a s b r a s i l e i ros e o s pad rões i n t e n a c i o n a i s d e p rod u ção c i e 1 1 t fica; e d)articu ladas a p roje tos congên e res 01 correla tos, a n ível de com u n idade cien t fica seja, n a c io n a l, seja in te n a c io n a l (Neves; Gon ça lves ( 1 994, p . 2 2 4) .

Estas mesmas auto ras afi rmam q u e , de acordo com o 1 1 Sem i nário Nacional

sobre E nsino de Pós - G raduação e Pes q u isa em E nfe rmagem , . .. l i n h a de pes q u isa

em e nfe r ll l age m c o m p re e n d e ' u m a p ropos ta de i n ves t igação de s a ú de da pop ll la­ ção, rea l izada de m o d o p rogres s ivo e e m c o n d i ç ões p a ra i l1ledia to e ngaja m e n to de n o vos p es q u isado res ' . Considera n d o , mais u m a vez , a perspectiva da Escola de

Enfe rmagem da U FBA, através do que apresentam A lves; Ferreira ( 1 994) , l i n ha de

pesq u isa . . . c o n s i s t e n u ma determ i nada temá t ica q u e, e m bora t ra tada s o b d iferen tes

visões de m u n d o , gua rda rela ção i n t rín seca com o grupo de p es q u isa a o q u a l se e n c o n t ra v i n cu lada . Da linha de pes q u isa, deriva (m) p roje to(s) . Para d ocentes do

D E N/U FS , l i n h a de pesq uisa refe re-se .. . a u ma temá tica especial t ra tada sob

perspec t ivas teôricofilosóficas c oi n c iden tes ou não, mas q 1l e c o r resp o n d e m a

d e te r m i n a do g ru p o de pes q u is a .

Por fim , q uanto a ú ltima categoria, ou seja, projeto de pesqu isa, Alves; Ferreira( 1 994) assi nalam que ele

. . . p ro c l l ra resp o nder a q u es tões del i m i tadas, rela c i o n adas com a l i n h a d e pes q 1 l isa e, c o n s e q ü e n te m e n te, c o m o g r u p o d e pes q u isa c o r resp o n ­ de n te . A s s i m , a v i n c u la ção d e u m projeto a d e te r m i n ada l i n h a d e p es q u isa p a s s a p e l a c o r resp o n dên c i a e n t re o bj e t o de p es q 1l isa d o p roje t o e i n teresse te m á t ico rela tivo à l i n ha d e pes q u isa . D iferen t e ll e n ­ t e d o g r u p o (' d a l i n h a d e pes q u isa, o proje to, c o m o p a r t e opera c i o n a l d a pes q u isa, es tá s llje i t o a p razos p revia m e n te defi n ido s .

Para docentes do D E N/U FS , . . . 0 p roje t o d e pes q u isa c o n s is te n a ma terial iza ção das idéias p revis tas em l i n h a s e grupos de pes q u isa e p r o c u ra resp o n d e r a q u es tões espec ficas, C O I, p ra zo s de te r m i n ados .

De aco rdo com os mate riais extra ídos das entrevistas com as docentes do D E N/U F S , a expectativa do desenvolvi mento da pesq u isa nesse Departame nto passa p e l a integ ração entre g rupos, l i n h as e p rojetos , i nternos e exte rnos , ou sej a , inte r g ru pos e entre g rupos desse Departame nto c o m g ru pos de pesq uisa de outros c u rsos de e nfe rmagem e/ou de outros cu rsos dessa U n ive rs idade .

PESQU ISAS CONCLUíDAS, PROJ ETOS E M ANDAM ENTO E LIN HAS DE PESQU ISA DO D E N/UFS

Seg u n d o info rmações das docentes entrevistadas foram p rod uzidas , até o m o m e nto, 2 9 pesq uisas nas segui ntes áreas : saúde da m u l he r (7) ; m é d i co-cirú rgica (7) ; ava l i ação (7) ; s a ú d e da c r i a n ça (3) ; enfermagem c o m o p rofissão (2) ; rep resentação social e e nfe rmagem (2) ; ética ( 1 ) e ad m i n istração ( 1 ) . Quanto aos p rojetos de pesq u isa em andamento , foram ide ntificados 1 1 (onze) nas s e g u i ntes á reas : histó ria da e nfe rmagem/avaliação (4) ; saúde da m u l h e r (3 sendo 2 do P I B I C) ; rep rese ntação social e enfermagem (2) ; médico-c i r ú rg i ca ( 1 d o P I B I C) e DST/A I DS ( 1 financiada pelo Banco M u nd i a l ) . Ass i m , dos p rojetos e m andame nto apenas 4 ( q u atro) tê m a l g u m tipo de apoi o . Entretanto , essa p rodução s i n a l iza q uanto às

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A Realidade da Pesquisa . . .

poss i b i l idades d e constitu i ção de g ru pos a parti r de l i n has de pesq u isa q u e se d e l i n e i a m co m o s a ú d e d a m u l h e r ; m é d i co-ci rú rg i ca ; re p resentação social e e nfermage m ; h i stória da enfermage m ; ava l iação e m enfe rmagem e ava l iação cu rri c u l a r .

A PRODUÇÃO C I ENTíFICA DISCENTE COMO PROD UTO DA SOCIALIZAÇÃO DO ATO DE PESQU ISAR

Os cu rsos de g raduação e m enfermagem já i n c l u e m e m seus cu rríc u l os d i s c i p l i nas q u e b u scam p repara r o a l u n o para a i nvestigação c i e n t ífica. E ntretanto , o cu rríc u l o ocu lto cria m a i o r oportu n idade ao p roporcionar o a p re n d e r pesq u isar, pes q u isando, pois é na convivência com pesqu isadores q u e o aluno tem oportu n idade d e ti ra r d úvidas , de analisar textos , d e refaze r textos mal escritos , e é tam b é m j u nto aos p rofissionais de serviço q u e o a l u n o i n corpora a postu ra de l e itor crítico. Outra forma de socia l i zação se dá através da p a rtici pação e m eventos , a p rese ntando trabal hos e m co-autoria com colegas e p rofessores orie ntado re s .

N o D E N/U FS e s s a soc i a l i zação tem acontecido de difere ntes fo rmas . U m a d e l as t e m s i d o a Disci p l i n a "Metodologia da Pesq uisa e m Enfe rmagem", q u e vem b u scando i n trod u z i r a futu ra e nferm e i ra no p rocesso de p rodu ção de conheci me nto através da elaboração de u m " P rojeto de Pesqu isa" como exe rc ício de p reparação para o ato de pesq u isar. A resposta te m sido satisfató ria e já foram p roduzidos i n ú m e ros p rojetos embora a q uase tota l i dade te n h a sido sob a p e rspectiva positivista .

C o n s i d e rando a n ecessidade d e ap rofu ndar esse p rocess o , foi i n stitu íd o , a parti r de 1 9 9 3 , o "Trabal h o d e Concl usão d e C u rso - TCC" e , até o m o m e nto, já foram elaborados 5 6 . Um destaq u e especial damos à partic i pação de a l u n as de g rad uação no P ro g ra m a I nstitucional de Bolsas d e I n i ci ação C i e n t ífica - P I B I C/C N Pq/U FS poi s , e ntre 1 994 e 1 997, 1 1 (onze) a l u nas participara m de p roj etos s o b a orie ntação d e docentes do Departa m ento . Dando p rosseg u i me nto a essa f i l osofi a , a o ser criado o C u rso de Especialização e m G e rê n c i a de U n idade H os p ital a r , ficou defi n ido q u e a a l u n a elabora rá u m a Monografi a .

Esses i nvest i m e ntos d e m o n stra m a p reocupação do D E N c o m a i n trodu ção das a l u nas no m u ndo científico e, conseq üe nte m e n te , com a expectativa de a m p l i ação e a p rofundame nto dessa atividade no C u rso de Enfe rmagem ( g raduação e pós - g rad u ação) e no p rocesso de trabal h o das enferm e i ras .

DIFICU LDADES R E LACIONADAS À PESQU ISA

Apesar de todos os esforços , a l g u m as d ificul dades são a p resentadas pelas docentes com o "obstácu l os" ao ato d e pesq u i sar. E ntre e l a s , destacamos :

- pouco i nvest i m ento n a formação d e pesq u isadores a parti r, i ncl usive , da g raduação , o q u e contri b u i para a falta d e fundamentação teó rico- p ráti ca q uanto à m etodologia da pesq u isa por parte das docentes de e nfermage m ;

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- existência d e poucos g rupos d e pesq u i s a , além da sua atuação de fo rma ass i ste m át i ca ;

- existê n c i a d e g rupos não coo rdenados por pes q u isador doutor;

- pouco i nvesti mento na i ntegração i nte r g ru pos de pesq u is a , i nte rnos e exte rnos

ao Departamento ;

- indefi n i ção de l i n has de pesq u isa;

- não articulação de pesq u isadores a parti r de l i n ha(s) de pesq u isa decorrente(s) das necessidades do e n s i n o e da assistê n c i a , e m g e ra l ;

- execução d e p rojetos de forma assistemática, não havendo clareza q u a nto a s u a v i n c u l ação à l i n h a o u grupo d e pesq u i s a ;

- dificul dade de acesso às agências financiadoras , tendo c o m o conseq üê ncia o

não f i n a n c i a m e nto da maioria dos p rojetos de pesq u is a ;

- difi c u ldade de acesso a o s ve ícu los de p u b l icação ;

- falta de te m p o para pesq uisar;

- falta de m ate rial b i b l iográfico;

- acom odação docente :

PRODUÇÃO C I ENTíFICA DO D E N/U FS: POSSIBI LIDADES E M PERSPECTIVA

Na pe rspectiva das e ntrevistadas , as dificu ldades ap resentadas pode rão ser s u p e radas através da criação de possi b i l idades de a m p l i ação da p rod ução do con h e c i m ento, tais com o :

- q u a l ificação doce nte a n ível de douto rado e mestrad o ; - fo rmação de pesqu isadore s ;

- ( re)organ ização de grupos de pesq uisa com definição de l i n has e p rojetos que g u a rd e m re lação entre s i ;

- i nteg ração i nter g ru pos d o Departamento e entre g ru pos i nte rnos e exte rnos ao Departamento ;

- man ute nção da obri gato riedade de e l aboração de T C C (C u rso de G raduação)

e M o n o g rafia ( C u rso de Especi a l i zação) ;

- m a n utenção da exigência de u m p rojeto de pesq u isa na Disci p l i n a "Metodologia da Pesq u i sa e m E nfe rmagem" e d e trabal hos acadê m i cos que g uardem re l ação com o te m a do TCC , para maior oti m ização da s u a p rodução e para poss i b i l itar a e l aboração de trabal h os que possam ser e n cam i n hados para p u b l i cação , favo rece ndo, conseqüentem e nte, a s u a divulgação ;

- busca pelo f i n anciam ento da pesq u isa;

- maior parti ci pação docente e d iscente no P I B I C/C N Pq/U FS .

CONSI D E RAÇÕ ES FINAIS

Como resposta às n ecessidades do desenvolvi me nto da e nfermage m , o D E N/U FS ve m b uscando desenvolve r o seu p rocesso de p rodução do con heci mento

(9)

A Realidade da Pesquisa . . .

através da capacitação do s e u corpo docente , da organização de grupos, l i n has e p rojetos de pesq u isa e da criação d e espaços para a d ifusão dos con h e c i m e ntos p rod uzidos, a l é m da i ntrodução do a l u n o (de g ra d uação e d e pós - g rad u ação) no "m u ndo da pesq u i sa" . N este estudo, portanto , aparece evide nte a necessidade de a p rof u n d a m e nto da i n vesti gação c i e n t ífica e da a p l i cação dos s e u s resu l tados na p rática de enfermagem .

Para avançar nesse p rocesso , a s docentes q u e parti cipara m desta pesq u i s a , s u ge ri ra m :

- a construção , pelos p rofessore s , d e g ru pos de pesq u isa a parti r da i nteg ração - e ntre doce ntes mais experi e n tes e m e nos experie ntes , a l é m de a l u nas ;

- o agrupame nto das docentes por l i n has d e pesq u isa o u p o r d i s c i p l i nas afi n s ;

- a i nteg ração c o m pesq u isadores e g ru pos de pesq u i s a d e outros Departamentos

o u C u rsos de E nfermage m ;

- a defi n i ção d e l i n has d e pesq u isa d o Departa m e nto ;

- a m a i o r d i spon i b i l idade das docentes para a pesq u is a ;

- a m e l horia da i nfra estrutu ra do D E N ; - a rea l i zação de s e m i nários sobre pesq u isa;

- a ide ntificação , o reg istro e a d i v u lgação da p rodução científica do Departamento .

R E F E R ÊN CIAS B I B LIOG RÁFICAS

1 . A LVES, Delva i r de B rito Alves. Produçãorepodução do conhecimento no trabalho na enfermagem. Salvador, 1 995. 245p . Tese ( Doutorado) - Facu ldade de Educação da U n iversidade Federal da Bahia.

2. ALV E S , Delvair de Brito; F E R R E I RA, S ílvia Lúcia. A pesqu isa na E E U FBA. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v.8, n . 1 /2 , p . 1 69-76, 1 994 .

3 . C LA R K , J . M ; HOCKEY, L. Research for n u rs i n g . [s . l .] 1 989.

4 . D EM O , Pedro. Metodologia cien tífica em ciências sociais. São Paulo: Atlas , 1 98 1 . 1 99p.

5 . E LS E N , I ngrid; B U B , Lydi a I . R . ; ATHOF, Coleta R . A pesq u isa como atividade inerente ao processo de trabalho do enfermeiro. l n : SEM I NÁR I O NAC IONAL D E P ESQU I SA EM E N FERMAG E M , 6. , 29 dejulho a 1 0 de agosto de 1 99 1 . Anais . . . Rio de Janeiro :

A B E n , 1 99 1 . p . 59-66 .

6. G O N ÇA LVES, Ricardo Bruno Mendes. Trabalho em saúde e pesquisa: reflexão a propósito das possi b i lidades e l i mites da p rática de enfermagem . I n : S EM I NÁR I O NAC I ONAL D E P ESQU I SA EM E N FERMAG E M , 4 . , 2 a 5 d e setembro d e 1 985 .

(10)

pesquisas de enfermage m . I n : S EM I NÁR I O NAC I ONAL DE P ESQU I SA EM E N FERMAG EM , 3 . , 3 a 6 de abril de 1 984. Anais ... Florianópol i s : A B E n , 1 994 .

p . 2 1 1 -29.

8 . SOUZA, Alina Maria de Almeida et aI. Estudo de tendências da pesqu isa sobre a prática de enfe rmagem no Brasi l - 1 983/1 987. l n : SEM I NÁR I O NAC I ONAL DE P ESQU ISA EM E N FERMAG EM , 5 . , 25 a 29 de julho de 1 988 . Anais . . . Belo Horizonte : ABEn , 1 988. p . 95-7 .

9 . WALS H , M . I dentifying research for use. Surg Nurse, vA , n . 2 , p . 25-7, 1 99 1 .

CCS

I

UFPb

Referências

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