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Osteossíntese do dedo em martelo com placa e parafuso: avaliação de 25 pacientes.

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

original

Osteossíntese

do

dedo

em

martelo

com

placa

e

parafuso:

avaliac¸ão

de

25

pacientes

Fábio

Sano

Imoto

,

Thiago

Araujo

Leão,

Rogério

Sano

Imoto,

Eiffel

Tsuyoshi

Dobashi,

Carlos

Eduardo

Pereira

de

Mello

e

Natan

Madeira

Arnoni

HospitalIfor,SãoBernardodoCampo,SP,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem25dejunhode2015 Aceitoem11desetembrode2015

On-lineem15dejaneirode2016

Palavras-chave:

Articulac¸ãointerfalangeanadistal Falangesdosdedosdamão Fraturasósseas

Dedoemmartelo Osteossínteses

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Avaliarosresultadosdotratamentocirúrgicodepacientescomlesãodededoem martelocomousodeplaca-ganchoeparafuso.

Métodos:Foramanalisados25pacientesentre20e35anos,19dosexomasculinoeseisdo feminino,demaiode2008adezembrode2012.Ospacientesforamsubmetidosàavaliac¸ão deacordocomoscritériosdeCrawfordeoacompanhamentomédiofoide18meses.

Resultados:Osresultadosobtidosforamexcelentesem10pacientes(40%)ebonsem15(60%); 21pacientes(84%)nãoreferiramdorno18◦mêsdepós-operatório.Foiverificadaausência delimitac¸ãodaamplitudedemovimentoem14casos(56%),limitac¸ãodaextensãoemsete (28%)elimitac¸ãodaflexãoemquatro(16%).

Conclusão:Otratamentocirúrgicocomreduc¸ãoabertaefixac¸ãointernacomplaca-gancho eparafusodemonstrouserumaótimaopc¸ãodetratamentonasfraturasemmarteloeé consideradoummétodoseguroeeficaz.

©2015SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublicadoporElsevierEditora Ltda.Todososdireitosreservados.

Osteosynthesis

of

mallet

finger

using

plate

and

screws:

evaluation

of

25

patients

Keywords:

Distalinterphalangealjoint Fingerphalanges

Fractures,bone Malletfinger Osteosynthesis

a

b

s

t

r

a

c

t

Objectives:Toevaluatetheresultsfromsurgicaltreatmentofpatientswithmalletfinger injuryusingahookplateandscrew.

Methods:Twenty-fivepatients(19malesandsixfemales)betweentheagesof20and35years wereanalyzedbetweenMay2008andDecember2012.Theywereevaluatedinaccordance withCrawford’scriteriaandthemeanfollow-upwas18months.

TrabalhodesenvolvidonoHospitalIfor,SãoBernardodoCampo,SP,Brasil. ∗ Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](F.S.Imoto). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2015.09.003

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Results: Theresultsfrom10patients(40%)wereexcellentandfrom15(60%),good. Twenty--onepatients(84%)reportednopain,18monthsaftertheoperation.Therewasnolimitation torangeofmotionin14cases(56%),limitationofextensioninseven(28%)andlimitation offlexioninfour(16%).

Conclusion: Surgicaltreatmentbymeansofopenreductionandinternalfixationusinga hookplateandscrewprovedtobeanexcellentoptionfortreatingmalletfingerfractures andwasconsideredtobeasafeandeffectivemethod.

©2015SociedadeBrasileiradeOrtopediaeTraumatologia.PublishedbyElsevierEditora Ltda.Allrightsreserved.

Introduc¸ão

Adeformidadeemmartelodosdedoscomcomprometimento ósseoédeterminadaporumafraturaintra-articulardolábio dorsaldafalangedistal,cujomecanismotraumáticodecorre de uma carga axial sobre a articulac¸ão interfalângica dis-tal(IFD)emextensão,comoocorre,porexemplo,naslesões esportivas.1

A fratura pode envolver uma extensa área da superfí-ciearticulare,porvezes,associar-setambémàsubluxac¸ão volardafalangedistal.Nessescasos,usualmenteéindicada aterapêuticacirúrgicapelaimpossibilidadedeobterou man-terumareduc¸ãoadequadasemabordardiretamenteofoco fraturário.2

Asopc¸õesdetratamento paraessetipodelesão podem envolver a reduc¸ão indireta da fratura, cuja estabilizac¸ão poderiaserconseguidapelaimobilizac¸ãoouatépelafixac¸ão cirúrgicacomfiosdeKirschner,pinospercutâneos, dispositi-vosabsorvíveis,parafusos,entreoutros.Emboraosresultados do tratamento conservador com talas de imobilizac¸ão parec¸amdeterminar bons resultados,umargumento entre osquedefendem essaabordagem relaciona-secomorisco decomplicac¸õesqueenvolvemastécnicascirúrgicas,como infecc¸ão,deformidade ungueal,osteomielite,cicatriz hiper-trófica,migrac¸ão da síntese, subluxac¸ãorecorrente, fratura dofragmentoósseopelatentativaderealizaraosteossíntese etc.3

Emalgumasséries,observamosqueexistemautoresque advogampelaterapêuticacirúrgica,especialmentequandohá comprometimentode, pelomenos, 1/3da superfície articu-lardafalangedistalousubluxac¸ãodaarticulac¸ãodaIFD.4A necessidade,nessescasos,deumareduc¸ãoanatômica tam-bém é referida como fundamental. Ainda com relac¸ão ao tratamentocirúrgico,existemdiversastécnicasedispositivos queteriamcomoobjetivofacilitaraimplantac¸ãoda osteos-sínteseetambémdeterminarosmelhoresresultadosfuturos. Entreosartigos quedemonstramaeficáciada intervenc¸ão cirúrgica,encontramososqueusamareduc¸ãodiretaou indi-reta,cujasdiferenc¸asestariamrelacionadasaossistemasde estabilizac¸ãodessasleões.Sãocitadosnaliteraturaafixac¸ão comfiosdeKirschnernasmaisdiversasconfigurac¸ões,5,6pull

out com fixac¸ão transarticular,2 banda de tensão,7 placas--gancho,suturaseminiparafusos.8

Nestetrabalho,temosointuitodedemonstraros resulta-dosdotratamentocirúrgicododedoemmartelocomousode placa-ganchoeparafusoeavaliarasuaeficácia.

Material

e

métodos

EsteestudofoiaprovadopelonossoComitêdeÉticaem Pes-quisa sob o número CEP-786.101. O estudoconstade uma revisão de casosde 25 pacientes submetidos a tratamento cirúrgicoentremaiode2008edezembrode2012.Desses,19 eramdosexomasculinoeseisdofeminino,entre20e35anos. Dos 25 pacientes, 17 (68%) apresentaram lesão na mão dominante, enquanto oito (32%) apresentaram lesão na mãonãodominante.

Observamosseispacientes(24%)comcomprometimento do4◦quirodáctiloesquerdo(QDE),cinco(20%)do3QDE, qua-tro(16%)do3◦quirodáctilodireito(QDD),três(12%)do4QDD, três(12%)do5◦QDD,dois(8%)do2QDE,um(4%)do2QDD eum(4%)do5◦QDE,conformedemonstradonafigura1.

Foramincluídosnopresenteestudopacientesdeambos ossexoscomhistóriadelesãotraumáticaagudaocorridaaté 15 dias esemintervenc¸ãocirúrgica prévia; semlesão pré-via nodedoacometido; semdoenc¸ainflamatóriapregressa ouemcurso,como aartritereumatoide;nãoportadores de doenc¸adegenerativadosdedosequeconcordassemcomas explicac¸õesdoTermodeConsentimentoLivreeEsclarecido. ForamincluídossomenteaquelescategorizadoscomotipoC2 deacordocomaclassificac¸ãodeAlbertoni.9

O tratamento cirúrgico foi indicado para os pacien-tes que apresentavam um componente ósseo avulsionado

4%

8%

16%

20%

12% 24%

12%

4%

Frequência de lesões de acordo com o dedo acometido

QDE

QDD

QDE

QDD

QDE

QDD

QDD

QDE

Figura1–Distribuic¸ãodafrequênciadeocorrência

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Figura2–Radiografianaincidênciadeperfilqueevidencia

afraturadafalangedistal.

correpondenteaumterc¸odasuperfíciearticulardafalange distal,evidenciadona radiografiasimplesdodedo na inci-dência em perfil (fig. 2) ou quando fosse constatada uma subluxac¸ãovolarda falangedistalnotadaduranteoexame físico.

Foramexcluídosdoestudoospacientesqueforam sub-metidosaqualquermodalidadeterapêuticaprévianodedo acometido,inclusiveaquelesemquehouvefalhadosmétodos nãocirúrgicosinicialmenteinstituídos. Tambémnãoforam selecionadosos pacientes que tivessem comprometimento dodedocontralateral,poisessesegmentoserviriademodelo comparativonaavaliac¸ãopós-operatória.

Ospacientesforamposicionadosemdecúbitodorsal hori-zontal e submetidos ao bloqueio troncular axilar. Após as etapaspreparatóriasusuaisaodedolesionado,foi colocado umtorniquete(drenodepenrose)paracontrole do sangra-mentolocalduranteoprocedimento.

Foifeitaumaincisãodorsal emH natopografiada base da falange distal dodedo acometido seguida da dissecc¸ão daspartesmoles,na qualeramidentificadosaporc¸ão dis-taldotendãoextensoreofocodefraturadafalangedistal. Procederam-seaopreparodosítiofraturárioeàreduc¸ãosob

visualizac¸ãodireta.Aosteossíntesefoiobtidacomauxíliode umaplacaespecialpré-fabricada,desenvolvidae confeccio-nadaparaotratamentodessetipodelesão,quesecaracteriza porapresentarganchosemumadesuasextremidades (placa--gancho)(fig.3).Afixac¸ãofoifeitacomumparafusocorticalde minifragmentosde1,2ou1,5mm,deacordocomaespessura da falange comprometida.Foi associada umaestabilizac¸ão adicionaldaIFDcomacolocac¸ãodeumfiodeKirschner tran-sarticularde1mm.Foifeitoumcontroleintraoperatóriocom aparelhoderadioscopiaseguidodeexameradiográfico.

Apóslimpezacomsorofisiológico0,9%,solturado torni-quete e controle hemostático local, foram feitossutura da incisãoecurativo. Umatala metálicafoiusada noperíodo pós-operatório.

A alta hospitalar ocorreu após um dia da intervenc¸ão. Oacompanhamentoambulatorialfoisemanalearetiradada imobilizac¸ão,dos pontosedofio deKirschner transarticu-larfoifeitasenasegundasemanadoperíodopós-operatório. Apartirdessemomento,ospacientesforamencaminhados parainiciaroprocessodereabilitac¸ãosobsupervisãode fisi-oterapeutasqueseguiramumprotocolopreestabelecido.Foi preconizadoocontroleálgicoeoganhodeamplitudede movi-mentoarticularfoiiniciadoapósquatrosemanasdaoperac¸ão. Radiografiassimplesdosdedosnasincidências anteropos-terioreperfilforamfeitassemanalmenteparaacompanharo processodaconsolidac¸ãodasfraturas(fig.4).

No período pós-operatório de seis semanas, os pacien-tes envolvidos foram submetidos à avaliac¸ão do grau de satisfac¸ãodotratamentodeacordocomoscritériospropostos porCrawford.10Apontuac¸ãofuncionaldessemétodocompara aperdadomovimentodeflexãoeextensãodaIFD,aferidoem grauscomousodeumgoniômetroparadedos,considerando oladoafetadoecomparando-ocomocontralateralnormal. Nadeterminac¸ãodograudesatisfac¸ãosãoconsideradasas complicac¸ões no decorrer do tratamento e o comprometi-mentodasatividadeslaborativas.

Crawford10idealizouumaclassificac¸ãonaqual,pormeio daanálisedeparâmetrospredeterminados(doremobilidade daIFD)relacionadoscomasatividadeslaborativaseograude satisfac¸ãodoindivíduo,classificamososresultadosemquatro categorias(tabela1).

(4)

Figura4–Radiografiapós-operatórianaincidênciaanteroposterioreperfilqueevidenciaoprocessodeconsolidac¸ão

dafratura.

Após18mesesdeevoluc¸ãofoifeitaapesquisadedorno dedooperadoeaferido,comoauxíliodeinstrumento apropri-ado,ograudemobilidadefuncionalparaaflexãoeextensão daIFD.

Resultados

Foramobtidos10pacientes(40%)comresultadosconsiderados excelentese15(60%)bonsnaavaliac¸ãonasextasemanade pós-operatóriodeacordocomaclassificac¸ãodeCrawford.

Após18mesesdetratamento,avaliamosapresenc¸adedor nosítiolesionadoeobservamosque21pacientes(84%)não apresentavaqueixaálgicaequatro(16%)referiamsintomas depequenaintensidade.

Osdadosdafigura5demonstramque14pacientes(56%) não apresentaram limitac¸ão da amplitude de movimento da IFD após 18 meses da operac¸ão, sete (28%) apresenta-ramlimitac¸ãodaextensãoequatro(16%)daflexão.Ograu delimitac¸ãofuncionalnãoexcedeu10◦paraaflexãoe5para aextensão(fig.6).

Tabela1–CritériosdeCrawford(1984)paraavaliac¸ão dodedoemmartelo

Classificac¸ão Características

Excelente Ausênciadedor,flexãoeextensãocompleta daarticulac¸ãoIFD

Bom Ausênciadedor,0◦-10dedéficitdaextensão,

flexãocompletadaarticulac¸ãoIFD

Regular Ausênciadedor,10◦-25dedéficitdaextensão,

perdadealgumgraudaflexão

Ruim Dorpersistente,>25◦dedéficitdaextensão

Discussão

Odedoemmarteloédefinidocomo umalesão ocasionada pelaavulsãodaparteterminaldotendãoextensor,queestá inseridonabasedafalangedistal,quepodeestarassociada aumafraturaedeterminarumadeformidadeemflexão da articulac¸ãoIFD.1Oobjetodeestudodestapesquisaenvolveu a avaliac¸ãodosresultados dotratamentocirúrgico para as lesõesclassificadascomotipoC2deacordocomaclassificac¸ão deAlbertoni,9nasquaisofragmentoósseoteria comprometi-mentomaiordoque1/3dasuperfíciearticular.

Apesar dosinúmeros trabalhos publicados naliteratura ortopédica desde 1956, considerando o termo mallet finger

na base de dados da Pubmed, o nível de evidência das publicac¸ões, considerandoessa temática, não é ideal para definirqualamelhoropc¸ãoterapêuticaparaessacondic¸ão.2 Considerandoessaquestão,em2014foipublicadoporGruber etal.11umartigoquecomparouprospectivamente,pormeio de umestudorandomizado,aefetividade dousode órtese

Limitação da amplitude de movimento

56%

28%

16%

Limitação a extensão Limitação a flexão Sem limitação

Figura5–Distribuic¸ãoemporcentagemdospacientes

queconsideraaamplitudedemovimentodeextensão

(5)

Figura6–Imagemquedemonstralimitac¸ãofuncionaldo5◦QDDnoperíodopós-operatóriotardio.

noturnaversusonãouso.Porém,nãoencontramos,mesmo nabasededadosda CochraneLibrary,estudosquefizeram a comparac¸ão entre os diferentes métodos de tratamento cirúrgico.

Independentementedométodoterapêutico,sabe-se que uma escolha inadequada de tratamento irá proporcionar mausresultadosdecorrentesdedeformidadesdodedo, osteo-artritedegenerativasecundáriasintomáticaededeficiências funcionais.12Paradiminuirachancedeocorrênciadesses pro-blemas,oortopedistadevelanc¸armãodomelhormétodode tratamentodisponíveleaplicá-loadequadamente.

Algunsautoresargumentamqueotratamentoincruento teriapostoentreasopc¸õesterapêuticasedefendematesede queanãoobtenc¸ãodeumareduc¸ãoanatômicanão proporci-onariaumaperdafuncionalsignificativa,poisamobilidadedo dedodependeriamuitomaisdasarticulac¸õesinterfalângicas proximais.O danoanatômico local,mesmoque considerá-vel, tambémnãoseria consideradoumproblema,devido à capacidadeeaopotencialderemodelac¸ãodasfraturasdessa região.13

Porém,parecehaver umconsensode que otratamento cirúrgicoéomaisapropriadoparaassituac¸õescujaslesões envolvem mais de 1/3da superfície articular.2 Essas cur-samcomsubluxac¸ãopersistentedeterminadapelareduc¸ão inadequada do fragmento ósseo envolvido e com o déficit funcional significativo da IFD. A impossibilidade de obter umareduc¸ãoadequadanaposic¸ãodeextensãomáximado fragmento ósseotambém seria umindicador para o trata-mentocirúrgico,independentementedorecursousadopara aosteossíntese.Portanto,consideramosqueareduc¸ão anatô-micaeafixac¸ãointernaestávelsãoessenciaisparaprevenir essascomplicac¸ões.Outrostrabalhos, comoodeLubahn,13

corroboramessapremissaeadvogamafavordotratamento cirúrgico.

Ao longodotempoforam demonstradasvárias técnicas cirúrgicas, com ousemreduc¸ão aberta, nas quaiso maior númerodevariac¸õesrelaciona-secomosmétodose dispositi-vosusadosparaestabilizac¸ãodasfraturas.OfiodeKirschner temsidofrequentementeusadonaosteossíntesedasfraturas nas quais as maisdiversas configurac¸õestêm sido descri-tas,como ousointramedular,interfragmentar,emcabode guarda-chuvaecombinados.Tambémsãousadosprincípios de bandadetensão comfios,fixac¸ãocomparafusos,pinos absorvíveis,placaseparafusos,entreoutras.2,5–8

AbandadetensãopropostaporDamronetal.2demonstrou queaassociac¸ãocomumasuturaapresentoutaxas inadmis-síveisdefalhaeatribuiuofatoàinsuficiênciadessasíntese emcontrolaraenergiadissipadanofocofraturário.

(6)

considerarmosaestabilizac¸ãoósseapormeiodosparafusos éque,potencialmente, pode ocorrerumafragmentac¸ão do segmento ósseoque necessitaserestabilizado. Seum ins-trumentaladequadoedeboaqualidadenãoforusado,ese nãoforemobedecidosospreceitosda osteossíntese,a pos-sibilidadede falha e complicac¸ões aumentasobremaneira. ObservamosqueYamanakaeSasaki14nãoapresentaram fra-turasdofragmento ósseodurante ascirurgias eobtiveram umareduc¸ãoanatômicaemtodosospacientesoperados.Seus achadoscoincidemcomosdadosintraoperatóriosobservados emnossacasuística.

Encontramosautoresqueusaramaplaca-ganchoe defen-deramoseuusocombasenosseguintesargumentos:permite reduc¸ãoanatômica;evita-seousode implantesatravés do pequenofragmentodorsalediminui-seoriscodefraturae/ou fragmentac¸ão; usaumprincípiobiomecânicosuperior,que éodebandadetensão;permitefixac¸ãoestávele,portanto, mobilizac¸ãoprecoce;agregaconforto,confianc¸aeaceitac¸ão dopacienteoperado.3Essascaracterísticastambémforam vis-lumbradaspelosautoresdesteestudo.

Ointeresseemfazerestapesquisabaseou-senapequena quantidadedetrabalhosencontradosnaliteraturanosquais oobjetode análisefoi avaliaraeficáciadousodas placas--gancho. Portanto, este estudo foi desenvolvido com a finalidadedeavaliaraeficiênciaevantagensdotratamento cirúrgicodafraturadededoemmartelo.Comrelac¸ãoàanálise dosdados,obtivemosresultadossemelhantesaosobservados naliteratura.

Entretanto,apesardedeterminarbonsresultados,as téc-nicas operatórias não estão livres das complicac¸ões, cujas taxasvariamde3%a53%.Entreelasencontramos:necrose marginaldepele,perdadareduc¸ão,incongruênciaarticular progressiva,infecc¸ãosuperficialouprofundaefalhana esta-bilidadeda síntese.Entreosdiferentessistemasdefixac¸ão, vimosqueastécnicasqueusamfiosdeKirschnerapresentam maiorestaxasdecomplicac¸ão,segundoKingetal.15eSterne Kastrup.16

Nesteestudo,a presenc¸adedorno 18◦ mêsdoperíodo pós-operatóriofoievidenciadaem16%doscasos.Apesarda reduc¸ão adequadapela visibilizac¸ão radiográfica, o quadro podeserjustificadoporevidênciasdoiníciodainstalac¸ãode osteoartritedegenerativasecundária,neuromas,neuropatia regional,condrólise,presenc¸adoimplanteetc.

Ointeresseeminvestigarosítiodelesãofoiobjetode aná-lisequalitativadonossomaterial,naqualconstatou-seque 68%dospacientestiveramlesãonamãodominante.Emseus estudos,BadiaeRiano17 eLucchinaetal.18observaramque todosospacientesapresentaramlesãonamãodolado domi-nante.

Conclusão

Diantedoexposto,verificamosquenãoexisteadeterminac¸ão domelhormétodode tratamentoparao dedoemmartelo. O nível de evidência dostrabalhos que versam sobreeste assuntoaindanãoéoidealeasconclusõesarespeitodesse

temacarecemdemaiorembasamento.Portanto,paradefinir essaquestão,estudosdemelhorqualidademetodológicasão necessários.

Concluímosqueotratamentocirúrgicocomreduc¸ãoaberta efixac¸ãointernacomplaca-ganchoeparafusoéummétodo seguroeeficaz,demonstraserumaótimaopc¸ãodetratamento nasfraturasemmartelo.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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