DESVIOS FONOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Phonological deviations in elementary school
Djakelânia Alves Nunes(1), Luzia Miscow da Cruz Payão(2), Ranilde Cristiane Cavalcante Costa(3)
RESUMO
Tema: desvio fonológico na Educação Infantil. Procedimentos: analisar a intervenção fonoaudioló-gica baseada na hierarquia dos traços distintivos e na consciência fonolófonoaudioló-gica em uma população de
crianças com desvios fonológicos, estudantes da Educação Infantil. Resultados: com a análise dos
dados, veri! cou-se maior predominância de processos de simpli! cação de líquidas, simpli! cação de encontros consonantais e simpli! cação da consoante ! nal. Ocorreu a intervenção fonoaudiológica, na qual apenas uma criança não conseguiu superar as di! culdades encontradas anteriormente no processo de organização fonológica, apresentando ainda ausência de traço distintivo no sistema.
Conclusão: a intervenção fonoaudiológica fundamentada na hierarquia dos traços distintivos e na consciência fonológica ampliou o inventário fonético e o sistema fonológico dessas crianças, melho-rando o contraste entre os fonemas e o desempenho das habilidades de manipulação dos sons da fala, consequentemente, proporcionando a inteligibilidade de fala.
DESCRITORES: Desenvolvimento da Linguagem; Fonética; Fonoterapia
(1) Aluna do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da
Uni-versidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas.
(2) Fonoaudióloga; Professora Assistente da Faculdade de
Fonoaudiologia de Alagoas da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, UNCISAL, Maceió, AL, Brasil; Mestre em Linguística.
(3) Fonoaudióloga; Professora Auxiliar da Faculdade de
Fono-audiologia de Alagoas da Universidade Estadual de Ciên-cias da Saúde de Alagoas, UNCISAL, Maceió, AL, Brasil; Especialista em Docência no Ensino Superior.
Con" ito de interesses: inexistente
manifestada por habilidades de manipulação
cons-ciente dos sons das palavras 1.
Nos desvios fonológicos as crianças apresen-tam di! culdades especí! cas na organização fono-lógica necessária para o aprendizado da linguagem oral. A maioria delas apresenta ininteligibilidade de fala, tornando a mensagem ambígua para seu inter-locutor. Essas crianças se desenvolvem de forma semelhante às outras, portanto, sem di! culdades de aprendizagem geral, na ausência de dé! cits intelectual e auditivo ou fatores etiológicos conhe-cidos 5,6.
A terapia baseia-se na investigação dos pro-cessos fonológicos presentes, tendo como objetivo facilitar o desenvolvimento de um sistema fonoló-gico inteligível, por meio da supressão de processos fonológicos durante o tratamento,
assemelhando-se ao sistema alvo do adulto 5,6.
A presente pesquisa tem o objetivo de analisar a intervenção fonoaudiológica baseada na hierarquia dos traços distintivos e na consciência fonológica em um grupo de quatro crianças com desvio fonoló-gico, na faixa etária entre 04 e 07 anos, estudantes da Educação Infantil, visto que este estudo possibi-lita o início de uma pesquisa fonoaudiológica inédita na área dos distúrbios da comunicação humana da população infantil alagoana, fornecendo informa-ções locais quanto às características linguísticas
n INTRODUÇÃO
Durante a aquisição fonológica, a criança adquire sons simples, e no decorrer dos anos há uma expansão desse sistema fonológico, adqui-rindo os sons mais complexos. Essa aquisição do sistema de sons obedece à hierarquia dos traços distintivos e as leis implicacionais entre eles 1-3.
De acordo com a hierarquia preconizada na geometria de traços, esses traços distintivos deli-mitam as características acústicas e articulatórias que constituem os fonemas, como, por exemplo, a sonoridade, o ponto e modo de articulação sobre-postos, os quais determinam o som que é perce-bido quando se fala 2,4.
e as potencialidades de expressão verbal. Além disso, viabiliza a avaliação e tratamento fonoaudio-lógico, área da saúde especí! ca para a prevenção e reabilitação dos distúrbios da fala e linguagem.
n APRESENTAÇÃO DO CASO
A pesquisa foi realizada na Unidade de Tra-tamento em Fonoaudiologia Prof. Jurandir Bóia Rocha (UTFONO), vinculado à Universidade Esta-dual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Faculdade de Fonoaudiologia de Alagoas.
Foram avaliadas quatro crianças na faixa etária de 04 a 07 anos de idade, estudantes da Educa-ção Infantil da rede pública de ensino, no período de agosto de 2006 a agosto de 2007. Os critérios utilizados na escolha desses sujeitos foram crian-ças apresentando alterações na fala, sem nenhum fator orgânico e etiológico que comprometesse a linguagem.
Cada criança foi avaliada individualmente pelas fonoaudiólogas participantes desta pesquisa, sendo que a avaliação consistiu de etapas.
Na primeira etapa foi realizada anamnese com os genitores, para se obter o per! l do desenvolvi-mento cognitivo, motor e linguístico de cada criança. Na segunda etapa, houve a avaliação das crian-ças, sendo realizada coleta de dados de fala espon-tânea, a partir de atividades lúdicas, como jogos, brinquedos, para veri! car a presença de alterações nos fonemas, pois a fala espontânea proporciona uma amostra típica da criança e possibilita a obser-vação dos processos fonológicos. Porém, uma desvantagem encontrada nesse método é fazer a criança com alterações de fala evitar palavras que contenham os sons mais difíceis para ela, di! cul-tando o início da conversação.
O método de coleta foi realizado por meio de gravação em áudio, utilizando um aparelho MD (Mini-disc Recorder MZ-R700-Sony), microfone Sony unidirecional F-V120 e MP3 Sony 512 MB.
Na etapa seguinte foram avaliadas minuciosa-mente as crianças que apresentaram alterações de fala. Aplicaram-se o Teste de Linguagem Infantil, constando de prova de imitação e nomeação, as quais possibilitam uma amostra signi! cativa da fala da criança com todos os sons da língua em diferen-tes situações silábicas 7.
Os sujeitos da pesquisa também foram subme-tidos a processo avaliativo especí! co do sistema estomatognático, visto que os órgãos fonoarticula-tórios devem estar em equilíbrio para desempenhar suas funções, que são essenciais para a aquisi-ção e desenvolvimento de linguagem. A via aérea superior foi avaliada por um médico otorrinolaringo-logista. A avaliação audiológica constou de audio-metria tonal, audioaudio-metria vocal, imitancioaudio-metria e
processamento auditivo. Essas avaliações foram efetuadas a ! m de detectar alteração auditiva que pudesse comprometer a percepção auditiva entre os fonemas e assim, a consciência fonológica. Todos os procedimentos foram realizados no ser-viço de atendimento fonoaudiológico da UNCISAL. Uma vez que os dados foram coletados e regis-trados, foram realizadas a transcrição fonética e a análise dos processos fonológicos encontrados, possibilitando às terapeutas identi! carem a par-ticularidade de cada criança sobre o seu sistema fonológico.
Em seguida, foi executado o planejamento tera-pêutico, no qual as palavras alvo selecionadas basearam-se nos padrões fonológicos de cada criança. Os sons alvo faziam parte do vocabulário das crianças, facilitando o desempenho nas ativida-des propostas durante a terapia.
A terapia fonoaudiológica era realizada sema-nalmente, com duração de 30 minutos cada. Houve a participação dos pais no processo terapêutico, sendo orientados a trabalhar com as crianças em casa, usando as palavras-alvo de forma lúdica, por meio da utilização de jogos que foram confeccio-nados pela terapeuta e entregues à família, incen-tivando a generalização dos fonemas adquiridos para a linguagem espontânea.
Esse trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Ciên-cias da Saúde de Alagoas – UNCISAL, protocolo n° 514, conforme a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Todos os responsáveis pelos sujeitos consentiram na realização desta pesquisa e na divulgação de seus resultados por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
n RESULTADOS
Os sujeitos da presente pesquisa apresenta-ram predominância dos seguintes processos fono-lógicos: simpli! cação de líquidas, com ausência do traço [+ contínuo], simpli! cação de encontros
consonantais, com omissão do fonema-alvo /
/, avibrante simples, em estrutura silábica complexa e na simpli! cação da consoante ! nal.
No decorrer das sessões esses sujeitos expan-diram seu inventário fonético e sistema fonológico, ampliando a contrastividade entre os fonemas e/ou melhora de desempenho das habilidades de mani-pulação dos sons da fala, consequentemente, pro-porcionando a inteligibilidade de fala.
Houve uma evolução signi! cativa nos sujeitos acompanhados, sendo observado que apenas um não conseguiu superar as di! culdades encontradas anteriormente no processo de organização fonoló-gica, apresentando ainda ausência de traço distin-tivo [+contínuo] na classe das líquidas.
A Tabela 1 apresenta os processos fonológi-cos encontrados predominantes nos sujeitos desta pesquisa.
Na Tabela 2 encontram-se amostras que rela-cionam o processo fonológico com o traço ausente correspondente, o qual acarreta a simpli! cação da fala.
Quanto à avaliação otorrinolaringológica dos quatros sujeitos participantes, apenas um apre-sentou otite " utuante. Esta mesma criança, na avaliação audiológica, apresentou perda auditiva condutiva de grau leve; quanto às demais não apre-sentaram nenhuma alteração auditiva. Na avaliação do sistema miofuncional oral nenhuma das crianças apresentou comprometimento orgânico (Tabela 3).
Tabela 2 – Correlações entre processos fonológicos e os traços distintivos ausentes
Traços
Simpli! cação de Líquidas Simpli! cação de Eliminação da Coda Final
Distintivos Encontro Consonantal
Tabela 1 – Processos fonológicos predominantes nos sujeitos
Sujeitos Simpli! cação de Líquidas Simpli! cação de Eliminação da Coda Final
n DISCUSSÃO
A partir da análise dos resultados, tornou-se possível o estabelecimento de uma série de infor-mações a respeito da abordagem terapêutica em crianças com desvios fonológicos.
Todas as crianças deste estudo mostraram desempenho satisfatório nas atividades fundamen-tadas no desenvolvimento da consciência fonoló-gica, que enfatizavam a percepção do traço dis-tintivo ausente no sistema de cada criança. Esses resultados podem ser explicados pela sistemática de apresentação das palavras-alvo utilizadas nas terapias. Nessas palavras havia os fonemas que estavam comprometidos no sistema fonológico das crianças 4,8,9.
As atividades de consciência fonológica solicita-vam às crianças tarefas envolvendo semelhanças, diferenças e ordem dos sons nas palavras, pro-porcionando uma compreensão maior do seu sis-tema fonológico e desenvolvimento das habilidades metafonológicas, importantes para o processo de alfabetização 10-14.
No decorrer da terapia fonoaudiológica foi observado que a evolução do sistema fonológico está relacionada com o desempenho da consciên-cia fonológica. À medida que eles melhoravam o desempenho dessa habilidade, aumentavam seus inventários fonológicos, o que proporcionava a inte-ligibilidade de fala 11-13,15,16.
Dentre os processos fonológicos predominan-tes encontram-se a omissão de líquida vibrante em encontro consonantal e a substituição desta pela líquida lateral 3,6,16.A presença desses
pro-cessos fonológicos na linguagem oral das crianças deste estudo corrobora as pesquisas na área de aquisição fonológica, nas quais as autoras salien-tam que as líquidas são de domínio mais tardio na aquisição 6,17.
Esses resultados também coincidem com
estu-dos sobre a aquisição do onset complexo, que é
adquirido num primeiro momento com a líquida
vibrante simples /
/, sendo esse encontrocon-sonantal mais frequente na língua portuguesa, ao contrário dos encontros consonantais com a líquida lateral /l/, cuja frequência é menor na língua 14,18.
Quanto à aquisição da coda, a consoante ! nal de sílaba no sistema fonológico dessas crianças, observou-se um domínio tardio da fricativa em coda ! nal, ocorrendo, desta forma, a omissão desse som nessa estrutura silábica. Esse resultado não condiz com outras pesquisas, que apontam essa posição ! nal mais favorável ao surgimento da fricativa do que em coda medial na palavra 15,19.
A superação da ausência dos traços distintivos pode ser explicada pela hierarquia na geometria de traços, facilitando o estabelecimento das metas para as mudanças fonológicas que proporcionarão a inteligibilidade da fala em crianças com desvios fonológicos. À medida que se desenvolve o sis-tema fonológico, a criança vai especi! cando o traço que não estava presente inicialmente, superando, assim, os processos de substituição de fonema e de simpli! cação de estrutura silábica 2,16,20.
É importante ressaltar que um dos fatores que in" uenciaram na evolução do quadro clínico das crianças foi a participação da família em algu-mas sessões terapêuticas, promovendo tanto o interesse como a motivação na terapia. A fala da criança com desvio fonológico por não ser
enten-dida muitas vezespelos adultos di! culta a interação
entre eles, prejudicando assim, o desenvolvimento da linguagem. Foi necessário confeccionar jogos lúdicos associados ao fonema-alvo para incentivar e estimular a consciência fonológica também no ambiente familiar 3-5.
n CONCLUSÃO
A intervenção fonoaudiológica, fundamentada na hierarquia dos traços distintivos e na consci-ência fonológica, ampliou o inventário fonético e o sistema fonológico das crianças, melhorando o con-traste entre os fonemas e o desempenho das habi-lidades de manipulação dos sons da fala, conse-quentemente, proporcionando a sua inteligibilidade.
Tabela 3 – Resultados das avaliações otorrinolaringológica e audiológica
Sujeitos Avaliação Audiológica Avaliação Otorrinolaringológica
Sujeito 1
Sujeito 2
Sujeito 3
Sujeito 4
Normal
Normal
Perda Auditiva Condutiva
Normal
Normal
Normal
Otite Flutuante
n REFERÊNCIAS
1. Schuele CM, Boudreau D. Phonological awareness intervention: beyond the basics. Lang Speech Hear Serv Schools. 2008; 39(1):3-20. http:// dx.doi.org/10.1044/0161-1461(2008/002)
2. Clements GN, Hume E. The internal organization of speech sounds. In: Goldsmith JA, organizador. The handbook of phonological theory. Cambridge: Blackwell; 1995. p. 245-306.
3. Galea DES, Wertzner HF. Índices de fala em crianças em desenvolvimento fonológico típico. Pediatr. 2005; 27(3):172-80.
4. Santos-Carvalho B, Mota HB, Keske-Soares M. Teste de ! guras para discriminação fonêmica: uma proposta. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008; 13(3):207-17.
5. Mota HB, Bagetti T, Keske-Soares M, Pereira LF. A generalização baseada nas relações implicacionais em sujeitos submetidos à terapia fonoaudiológica. Pró-Fono. 2005; 17(1):99-110.
6. Payão LMC. Desvios fonológicos em crianças da Educação Infantil: uma análise a partir da hierarquia dos traços distintivos. In: Denilda Moura, organizador. Os desa! os da língua: pesquisas em língua falada e escrita. Vol. 1. Maceió: Edufal; 2008. p. 341-3.
7. Wertzner HF. Fonologia. In: Andrade CRF, Be! -Lopes DM, Fernades FDN, Wertzner HF. ABFW: Teste de Linguagem Infantil nas áreas de fonologia, vocábulo, " uência e pragmática. São Paulo: Pró-Fono; 2004.p.5-16.
8. Rodríguez VMA, León SL. Contributions to the problems of generalization in the phonological intervention: a clinical approach. Rev. CEFAC. 2007; 9(1):21-31. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462007000100004
9. Zuanetti PA, Schneck APC, Manfredi AKS. Consciência fonológica e desempenho escolar. Rev. CEFAC. 2008; 10(2):168-74. http://dx.doi. org/10.1590/S1516-18462008000200005
10. Anthony JL, Francis DJ. Development of phonological awareness. Curr Direct Psychol Sci. 2005; 14(5):255-9.
11. Mota HB, Melo Filha MGC, Lasch SS. A consciência fonológica e o desempenho na escrita sob ditado de crianças com desvio fonológico após realização de terapia fonoaudiológica. Rev. CEFAC. 2007; 9(4):477-82. http://dx.doi.org/10.1590/ S1516-18462007000400007
12. Paes CTS, Pessoa ACRG. Habilidades fonoló-gicas em crianças não alfabetizadas e alfabetiza-das. Rev. CEFAC. 2005; 7(2):149-57.
13. Santamaría VL, Leitão PB, Assencio-Ferreira VJ. A consciência fonológica no processo de alfabetização. Rev. CEFAC. 2004; 6(3):237-41. 14. Paula GR, Mota HB, Keske-Soares M. A terapia em consciência fonológica no processo de alfabetização. Pró-Fono. 2005; 17(2):175-84. 15. Tavares JG, Payão LMC. Análise da fala de uma criança com desvio fonológico: estudo de caso clínico. J Bras Fonoaudiol. 2006; 6(24):51-9. 16. Spíndola RA, Payão LMC, Bandini HHM. Abordagem fonoaudiológica em desvios fono-lógicos fundamentada na hierarquia dos tra-ços distintivos e na consciência fonológica. Rev.
CEFAC. 2007; 9(2):180-9. http://dx.doi.org/
S1516-18462007000200006
17. Wertzner HF, Pagan LO, Gálea DES, Papp ACCS. Características fonológicas de crianças com transtornos fonológicos com e sem histórico de otite média. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2007; 12(1):41-7.
ABSTRACT
Background: phonological deviations in elementary school. Procedures: analyzing the phonetic approach based on the ranking of distinctive features and on phonological awareness in a population
of children with phonological deviations, students of elementary school. Results: with the analysis
of the information, we noted a great predominance simpli! cation of liquids process, simpli! cation of consonant cluster and simpli! cation of ! nal coda. Speech therapy took place, in which a child did not just get to overcome the dif! culties found previously in the process of phonological organization,
still presenting absence of distinctive trace in the system. Conclusion: the phonetic approach to
phonological deviation based the ranking of distinctive features and on phonological awareness expanded the phonetic inventory and those children’s phonological system, improving the recruiting between the phonemes and the performance of the abilities concerning manipulation speech sounds, consequently providing speech intelligibility.
18. Ribas LP. Sobre a aquisição do onset complexo. In: Lamprecht RR. Aquisição fonológica do Português: per! l de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto Alegre: Artmed; 2004. p.151-64. 19. Mezzomo CL. Sobre a aquisição da coda. In: Lamprecht RR. Aquisição fonológica do Português:
per! l de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto Alegre: Artmed; 2004. p.129-50.
20. Storkel HL, Morrisette ML. The lexicon and phonology: interactions in language acquisition.
Lang Speech Hear Serv Schools. 2002;
33(1):24-37.
RECEBIDO EM: 19/05/2008 ACEITO EM: 02/12/2009
Endereço para correspondência: Djakelânia Alves Nunes
Rua Presidente Médici, 42 Arapiraca – AL
CEP: 57312-450