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A Lei de Beer Aplicada na Atmosfera Terrestre.

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A Lei de Beer Apliada na Atmosfera Terrestre

TheBeer'slawappliedtotheearth'satmosphere

E. Eher eM. P.Souza,

Instituto NaionaldePesquisas Espaiais,

INPE,S.Jose dosCampos,SP,Brasil

N. J.Shuh

Centro RegionalSulde PesquisasEspaiais, CRSPE/INPE,SantaMaria,RS,Brasil

Reebidoem21deMaio2001. Aeitoem17deJulho2001

A Lei de Beer da transfer^enia radiativa tem grande aplia~ao em problemas atmosferios que

envolvamvaloresderadia~aosolardireta. Umasntesedafsiadaatenua~aodaradia~aosolarpela

atmosferaedaderiva~aodaleideBeereapresentadanestetrabalho. S~aoapresentadasaplia~oes

da lei de Beer no alulo doespetro de radia~ao solar direta nasuperfie terrestre, na regi~ao

doultravioleta, onsiderando ondi~oes deeu limpoe apenas espalhamentoRayleighe absor~ao

moleular. OmetododeLangleyfoiapliadoadadosderadia~aoultravioletasolardebandalarga

(0,32-0,40 m) obtidos emSanta Maria, Rio GrandedoSul, noano de 1994, omoum exemplo

ilustrativodaobten~aodairradi^anianotopodaatmosferaedaespessuraoptiaatmosferiapara

abandautilizada.

TheBeer'slawhasimportantutilizationsintheatmosphereproblems,whenthediretsolar

radia-tionomponentisinvolved. Inthisworkasummaryofphysialpriniplesinatmospheriextintion

ofradiationandintheBeer'slawderivationispresented. Alsoarepresentedsomeutilizationsofthe

Beer'slawinatmosphere: thealulationofthediresolarradiationultravioletspetrumatground

level, onsideringlear-skyonditions andattenuation onlyby Rayleighsattering andmoleular

absorption. Also the Langley'smethodis applied to diretbroadbandsolar radiation (0,32-0,40

m) measuredatSanta Maria, RioGrandedoSul,in1994,to obtain theiradiane atthe topof

atmosphereandtheatmospherioptialdepth.

I Introdu~ao

Paraaatmosferaterrestre,aprinipalfontedeenergia

eletromagnetiaearadia~aosolar. OSoleumorpo

es-senialmenteformadoporplasmaesuaatmosfera

on-sistedetr^esamadas: fotosfera,romosferaeoroa. A

fotosferaeaamada quedene ovolume visvel

(\su-perfie"doSol)eondearadia~aomaisintensa,situada

novisvel,origina-se. Aspropriedadesdafotosferas~ao

relativamente estaveis no tempo epor issoaradia~ao

emitidapelo Sol, novisveleinfravermelho,e

pratia-mente onstante. Aoontrario, aradia~aoemitidaem

omprimentosdeondalongosouurtosevariavel. Esta

radia~aoeoriginadanasamadassolaresmaisexternas

onde as temperaturas s~ao mais variaveis (Brasseur e

Solomon, 1986). A radia~ao solare uma formade

ra-dia~ao eletromagnetia, e quando disposta de aordo

omseus omprimentos deonda oufrequ^eniasforma

um arranjo ontinuo, onheido omo espetro

eletro-magnetio,omomaximosituadonaregi~aodovisvel

(0,39m 1

- 0;78m), om uma urva similar a da

ra-dia~ao de um orpo negro emitindo a 6000 K,

se-guindo portanto aleide Plankpara aemiss~ao de

ra-dia~ao. AFig. 1apresentaoespetroeletromagnetio.

Daesquerdaparaadireita,enontram-seasondas

ur-tas,taisomoraiosgama,raiosX,oomponente

eletro-magnetiodosraiososmios(<0;001m);aseguir,

na ordemresente de omprimentosde onda,v^em os

raiosultravioleta(0;001 0;39m),aluzvisvel(0,39

-0,77m),eainfravermelha(0;77 1000m)eas

usa-dasemradar,TV,radio(>1000m)(Iqbal,1983).

A radia~ao solar inidente num plano

perpendiu-larao feixe solarauma dist^ania de uma unidade

as-tron^omia (1 UA = 149,610 6

km) do Sol, era ate

bempouotempohamadade\onstantesolar". Essa

\onstante" representa a quantidade de energia

radi-ante em todosos omprimentos de ondareebida por

(2)

unidade detempoedeareano topodaatmosfera

ter-restre, orrigida para a dist^ania media Terra-Sol, e

equivale aaproximadamente1365{1370Wm 2

.

Figura 1. Espetro eletromagnetio de radia~ao.

Modi-adodeIqbal(1983).

A radia~ao solar no topo da atmosfera reebeu o

nome de \onstante solar" pois antes das medidas

re-gulares realizadasporsatelitesapartirdosanos 1970,

as medidas eram determinadas em superfie atraves

do metodo de Langley (Johnson, 1954). Como a

va-ria~aodatransmiss~aoatmosferiaemaiorquevaria~ao

da radia~aosolar,avaria~aoda \onstante solar"n~ao

era detetada. Osmodelosdeirula~aoglobal da

at-mosfera-quesimulamolimaepermitemestudarsuas

varia~oes,utilizavamessa\onstante"omoumdeseus

par^ametros,desonsiderandoportanto,asaltera~oesna

intensidade da prinipal fonte de energia para o

pro-esso limatio. Em anos reentes, evid^enias de que

varia~oes na emiss~ao de radia~ao pelo Sol podem ter

ausado muitasdas mudanas limatiasoorridas no

passadogeologiolevaramospesquisadoresaestudaro

tema (FroliheLean,1998). Avaria~aodairradi^ania

solarfoidesobertaestarassoiadaomaatividade

so-lar,espeialmente omoilode11anos,sendo

obser-vado umavaria~aode 0,1%nasuaintensidadeentreo

mnimoeomaximodeatividadesolar(FroliheLean,

1998).

Aradia~aosolarinidentesobreumasuperfie

ho-rizontaledenominadaradia~aoglobal, possuindouma

omponente direta, orrespondendo aos fotons

prove-nientes diretamente dofeixe solar, e uma omponente

difusa,sendoestaonstitudapelosfotonsquesofreram

espalhamentos multiplos na atmosfera eforam

redire-ionadosparaasuperfieterrestre.

Naatmosferaterrestre, aabsor~aooorredevidoa

presenademoleulasouatomosomfortesbandasou

linhas em uma dadafaixa de omprimentos de onda.

Porexemplo,oO

2

(oxig^eniomoleular)eoO

3

(oz^onio)

apresentamfortes bandasdeabsor~aona regi~ao

ultra-violeta (0,001-0,39 m) do espetro eletromagnetio,

e outras espeies omo H

2

O (vapor de agua) e CO

2

(dioxido de arbono) absorvem fortemente na regi~ao

apresenta-seomoumajanelaatmosferia,onden~aoha

fortesbandasdeabsor~ao,eaenergiasolarnestafaixa

atinge a superfie terrestre pouo atenuada. A

su-perfieterrestreabsorveradia~aosolarprinipalmente

naregi~aodovisvelere-emitenoinfravermelho,oma

emiss~aosimilaraurvadeemiss~aodeumorponegroa

temperaturadeaproximadamente250K.Estaradia~ao

terrestreeparialmenteabsorvidapelaatmosfera,

par-ialmente reetidapelas nuvenseparialmenteesapa

paraoespao.

Apresenadeespeiesabsorvedorasoorreemtoda

aatmosferaterrestre, sendoosomprimentos deonda

mais urtos do ultravioleta absorvidos na mesosfera

(aima de 60 km), os intermediarios na estratosfera

(entre 20-30 km, pelo oz^onio) e a radia~ao

infraver-melha na baixa estratosfera e troposfera (Brasseur e

Solomon,1986). AFig. 2apresentaem(A)oespetro

deemiss~aodeumorponegroemerade6000K,em

(B)airradi^aniasolarnotopodaatmosferaterrestree

em(C) airradi^aniasolaraonveldomar. Atravesda

Fig. 2podemos observar oproessode atenua~ao da

radia~ao solar atraves dos gases existentes na

atmos-feraterrestre, omo por exemploovapor de agua eo

gasarb^onio, queatuamna absor~aodaradia~ao

so-larnaregi~aodoinfravermelho(prinipalmente2-4m

eem15m omoCO

2

). Entretanto hanaatmosfera

terrestre outros elementos qumios que atuam omo

agentespartiipantesdaextin~aodaradia~aosolar,

en-treosquais oCH

4

(metano), oN

2

O (oxido nitroso)e

outros.

Figura2. (A) Espetro de emiss~ao de um orpo negro a

6.000K; (B) Irradi^ania solar no topo da atmosfera; (C)

Irradi^ania solar ao nvel do mar. (As areas sombreadas

mostram as bandas de absor~ao dos diferentes gases

at-mosferios).

A teoria da transfer^enia radiativa expressa a

in-tera~aoda radia~aoomamateria, desrevendoomo

(3)

a-ouaerossois 2

)optiamenteativas,ouseja,apazesde

absorveremou espalharem aradia~ao. A absor~aode

radia~ao onsiste na transforma~ao, pelas partulas,

da energia disponvel sob forma eletromagnetia, em

energia interna das partulas, a qual podera ou n~ao

serre-irradiada posteriormente,dependendo da

estru-tura eletr^onia e da distribui~ao dos nveis qu^antios

da partula. O espalhamento daradia~aoeum

pro-essofsiopeloqualumapartulanoaminhodeuma

ondaeletromagnetiaabsorveenergiadaondainidente

ere-irradia aenergiaem todasas dire~oes. A energia

ent~ao ontinua na forma de energia de ondas

eletro-magnetias. A intensidade relativa da luz espalhada

dependefortemente daraz~aodotamanhodapartula

rao omprimentodeondadaradia~aoinidente. O

par^ametro de tamanho de Mie, x = 2r=, india a

rela~aoentre otamanho dapartulaeoomprimento

deondadaradia~ao(Coulson,1975;MCartney,1976;

Lenoble,1993).

Os aerossois ujas dimens~oes s~ao menores que o

omprimentodeondadaradia~aoinidente(r<0;1)

espalhamaradia~aodeformasimilaraoespalhamento

produzido pelas moleulas. Este espalhamento e

des-rito pela teoria onheida omo espalhamento

Ra-yleigh. Quando as dimens~oes da partula e o

om-primento deondadaradia~aos~aodamesmaordemde

grandeza,oespalhamentoapresentapropriedadesmais

omplexaseateoriaquedesreveessetipode

espalha-mentoeonheidaomoteoriadeMie. Parapartulas

grandes (par^ametro detamanho de Mie grande) aluz

eonentradana dire~aofrontal dofeixe luminoso

in-idente(MCartney,1976;Lenoble,1993).

Um par^ametrode grande relev^ania em termos de

balanoradiativos~aoasnuvens,ques~aoobservadas

o-brindo partedoplaneta pratiamentetodotempo. As

nuvensexerempapelmuitoimportante,reetindo

in-tensamenteeabsorvendoaradia~aosolarnafaixade8

a12m. Elas apresentamumelevadondiede

ree-tividadequevaria omaespessuradasmesmas eom

aquantidadede aguanelas existentes. A maiorparte

dareex~aodaradia~aosolarpelasnuvenssefaz

direta-mente ao espao, sendoassim onsideradaomo

ener-giaperdidaparaasuperfieterrestre;umaertaparte,

porem sereete na superfieinferior das amadasde

nuvensmaiselevadaseomissoereetidadevoltapara

aTerra. Essareex~aosedade maneiraanisotropiae

seonstituinoespalhamentodaradia~aosolardesrito

nateoriadeMieeRayleigh. Oefeitoombinadode

re-ex~ao-reten~aodaradia~aoeonheidoomo forante

dasnuvens(loudforing);esseefeito temimplia~oes

nolima,umavezqueafontedeenergiaquemantema

vidanabiosferaemequilibro,dependedaharmoniano

sistema Terra-atmosfera-oeanos, que por sua vez

de-pendedoequilbrioradiativoentretodososintegrantes

dosistema(Hobbs,1993;PereiraeColle,1997).

O tratamento mais sostiadoda intera~ao da

ra-dia~aoomaatmosferaeobtidoresolvendoaequa~ao

de transfer^enia radiativa, detalhadamente

desenvol-vida por Chandrasekhar(1960), aqual onsidera que

ofeixeradiativoinidentenummeiosofreabsor~ao,

es-palhamentomultiploeontribui~aode emiss~oesou

re-espalhamentosna dire~ao dofeixe. Uma aproxima~ao

mais simples, mas que enontra grandes aplia~oes

em problemasatmosferios, ea hamada lei de

Beer-Bouguer-Lambert(leideBeer)daradia~ao,que

onsi-deraapenasaatenua~aodaradia~aooorrendonofeixe

radiativo proveniente diretamente da fonte, no aso o

Sol. A lei de Beer e a ombina~ao de duas leis

ini-ialmente separadas para a atenua~ao de radia~ao, a

leideLambert-Bouguerquerelaionaaquantidadede

luzabsorvidaeadist^aniaqueelaviajaatravesdeum

meiohomog^eneoabsorvedor,ealeideBeer, que

rela-ionaaabsor~aodeluzeaonentra~aodasubst^ania

absorvente no aso do meio ser onstitudo por uma

solu~aodiludadeumasubst^aniaabsorventenum

sol-vente n~ao-absorvente. Estas duas abordagens s~ao na

pratiaexpress~oesdamesmaleifsia.

Aseguirdesrever-se-~aoalguns oneitosde

trans-fer^eniaradiativaeaderiva~aodaleideBeer.

II Coneitos de Transfer^enia

Radiativa

A radia~ao eletromagnetia onsiste de ondas que se

propagam, segundoasolu~aode equa~ao deonda das

equa~oes de Maxwell, e no vauo a sua veloidadede

propaga~aoeaveloidadedaluz.

Nateoria eletromagnetia, ovetor de Poyinting S

expressaouxodeenergiaeletromagnetiaporunidade

de area e por unidade de tempo (Reitz et al., 1982).

Para meiosn~ao ondutores, aequa~ao deonserva~ao

deenergiaeletromagnetiaeexpressapor:

rS=du=dt (1)

NaEq. (1),ueadensidadevolumetriadeenergia

ontidanosamposeletromagnetios,expressapor

u= 1

2

(E:D+B:H): (2)

Em termos de nota~ao da teoria de transfer^enia

radiativa (Lenoble, 1993), a energia assoiada as

on-daseletromagnetiasedenominadaenergia radiante

(Q), dada em unidades de energia [J℄. A partir desta

deni~ao deenergia,denem-se asseguintes

quantida-des.

Fluxo radiante ()eaenergiaradianteemitida,

transportadaoureebidaporunidadedetempo. Iguala

ouxodovetordePoyinting(Eq. 1). Expressoem

uni-dadesdepot^enia[W℄,

(4)

=dQ=dt: (3)

Densidade de uxo radiante (F) eo uxo

ra-diante d que ruza qualquer elemento de superfie

dA, que pode ser parte de uma fonte ou um

dete-tor, ou mesmo uma superfie tia, sem onsiderar

as dire~oes. Adensidade de uxoradianteehamada

irradi^ania (denida omo E) quando a radia~ao e

reolhida sob uma superfie e exit^ania radiante

quando emitida por uma fonte. A unidade eexpressa

em pot^eniaporarea[Wm 2

℄:

F=d=dA: (4)

Intensidade radiante (R) e ouxo radiante d

transportadono ^angulo solido dw.

E usada para

a-raterizar aemiss~ao de fontes pontuais. Expressa em

termos de pot^enia por unidade de ^angulo solido [W

Sr 1

℄,

R=d=dw: (5)

Radi^ania(L)eouxoradianted 2

emum^angulo

solidodw atravessandouma superfied

perpendiu-laraoeixo dofeixe deradia~ao. Aradi^aniadaa

des-ri~aoompletadoamporadiativopordesrev^e-loem

termosdedire~aodeinid^enia. Expressaemunidades

depot^eniaporareaepor^angulosolido[Wm 2 sr 1 ℄, L= 2 =w: (6)

Nestetrabalho,aleideBeerseraabordadaem

ter-mosdairradi^ania.

As mesmas quantidades aima podem ser

deni-das em termos de quantidades monoromatias para

umomprimentodeondaespeo. Assimtem-se por

exemploqueE

eE

s~aohamadasirradi^anias

espe-trais oumonoromatias,denidas por:

dE=E

d =E d : (7)

III Deriva~ao da lei de Beer

Naatmosferaaabsor~aoeoespalhamentooorrem

si-multaneamenteeaatenua~aodaradia~aoemummeio

real e expressapela se~aotransversal de extin~ao

(ex-tintion rosssetion)

e

denidapelasomadasse~oes

transversaisdeabsor~ao

a eespalhamento s omo e = a + s : (8)

Ase~ao transversaldeextin~aoeumfatorde

pon-dera~aoindiandoaei^eniaemadaomprimentode

ondaomqueamoleulaabsorveouespalhaaradia~ao,

outambem pode serompreendidaem termosda

pro-babilidade de uma moleula absorver ou espalhar um

fotoninidente.

Para quantiar a atenua~ao de radia~ao em um

meioontendoum materialoptiamente ativo,

dene-se a espessura optia 3

. A espessura optia india a

quantidadedematerialabsorvedoreespalhador

optia-menteativosenontradosnoaminhoatravessadopelo

feixederadia~ao,sendoadimensional.

Eexpressaomo

aintegral ao longo do aminho optio do produto da

quantidade total de moleulas presentes no meio e a

se~ao transversal de extin~ao para ada omprimento

deonda. Aespessuraoptiaeexpressapor

= Z

N(x)dx: (9)

NaEq. (9),

ease~aotransversaldeextin~ao,dx

oaminhodeintegra~aoeN(x)adensidadenumeria

porvolumedeatomosoumoleulasoptiamenteativos

[partiulasm 2

℄(Coulson,1975).

Se a irradi^ania monoromatia que ingressa no

meioeE

eaposatravessarumaespessuradsdomeioa

intensidadequesaieE

+dE

,aatenua~aodaradia~ao

podeserexpressanaforma

dE = k E ds: (10) sendok

ooeientedeabsor~aovolumetrio[m 1

℄.

Esta express~ao india que o feixe radiativo sofre

ate-nua~aoproporionalaintensidadedopropriofeixeea

quantidadede materia optiamente ativano aminho.

Istoindiaqueaatenua~ao daradia~aosolardepende

linearmente daquantidadetotaldeatenuadoresno

a-minho.

O oeiente de absor~ao volumetrio relaiona-se

omase~aotransversaldeextin~aoatravesde

k

=

N: (11)

Integrando-seaEq. (10),eutilizando-seaEq. (11),

obtem-se E =E o exp( Z

Nds): (12)

NaEq. (12),E o

pode representarairradi^ania

es-petralextraterrestreounotopodaatmosferaterrestre.

Paraaatmosferaterrestre,oomprimentode

ami-nhodsedenido emtermosdoomprimentode

ami-nhonavertialdzedo^angulosolardez^enite. AFig.

3apresentaageometriadosomprimentosdeaminho

naatmosferaterrestre.

3

(5)

Figura 3. Geometria daatenua~ao daradia~ao solar pela

atmosfera, emrela~aoaoponto dez^enite, perpendiulara

superf

iie terrestre. O^angulo formado entrea posi~ao do

Soleoz^eniteedenominado^angulosolar dez^enite. Para

umaaproxima~aoplano-paralela daatmosfera, amassade

aroptiaatravessadapelofeixederadia~aoedadopor=

se().

Conlui-seatravesda trigonometria daFig. 3que

ds=dzse()eaEq. (12)podeseresritanaforma

E

=E

0

exp( se() Z

Ndz): (13)

NaEq. (13), aintegral equivale adeni~ao da

es-pessura optia dada pela Eq. (9). O termo se()

pode ser substitudo pela \massa de ar optia ", a

qual e denida omo um termo para desrever o

a-minho atravessado pela radia~ao solar para atingir a

superfie terrestre, dadapelo quoiente entre o

om-primento de aminho daradia~aosolar direta atraves

daatmosferapeloomprimentodeaminhovertialna

atmosfera. Para^angulossolaresdez^enitemenoresque

60 o

,aaproxima~ao =se()evalida,poisa

aproxi-ma~ao plano-paralelapara a atmosferaterrestre pode

serutilizada (Lenoble,1993). A Eq. (13)pode ser

es-ritaomo

E

=E

o

exp(

): (14)

AEq. (14)representaaleideBeerparaaatenua~ao

daradia~aosolardiretapela atmosferaplanetaria. Ela

demonstra que um feixe monoromatioradiativo, ao

atravessarummeiohomog^eneoeoptiamenteativo,

so-frerauma atenua~aoexponenialnestemeio.

IV Aplia~oes da Lei de Beer

IV.1 Calulo do espetro da radia~ao

so-lar na superfie terrestre

A lei de Beer (Eq. (14)) pode ser utilizada para

o alulo da transmiss~ao atmosferia. Ela apresenta

uma rela~ao entre varios par^ametros,a radia~aosolar

notopodaatmosfera,aradia~aoqueatingeasuperfie

terrestre ouumdadonvelnaatmosferaeaespessura

optiaatmosferia,aqualpodeserdeompostaem

es-palhamentoeabsor~aoporomponentes.

A espessura optia total pode ser deomposta em

tr^esomponentesomo

=

R

+

gas

+

aer

; (15)

emque R

representaaespessuraoptiadevidoao

espa-lhamentomoleularRayleigh, gas

eaespessuraoptia

de absor~ao devido as moleulas de gas absorvedor e

aer

representa aespessura optiade aerossoisdevido

aespalhamentoeabsor~ao. A espessura optiade

ga-sespodeseraluladaonheendo-seaolunatotaldo

gasnaatmosfera, aqualpodeserobtidapormedidas

desateliteouominstrumentosnasuperfie,ease~ao

transversal de absor~aodo gas. A espessura Rayleigh

e alulada da teoria de transfer^enia radiativa, mas

numerosas express~oesempriastambemenontram-se

disponveis(Teillet,1990).

Figura4. Espetro solar noUVnotopo daatmosferaE o

(linha grossa), medido pelo experimento ATLAS3-SUSIM

em13denovembrode1994, eespetrosolar nasuperfie

terrestreE(linha na)aluladoutilizandoaleideBeer,

e onsiderando a atenua~ao por espalhamento Rayleigh e

absor~aomoleularporO2,O3,SO2eNO2.

Um exemplo da aplia~ao da lei de Beer para o

alulodoespetroderadia~aosolarultravioleta(UV)

nasuperfieterrestreeapresentadonaFig. 4. O

espe-tro notopodaatmosferafoi medido, entre 0,15e0,40

m,peloexperimentoAtlas3SUSIM(Solar Ultraviolet

SpetralIrradianeMonitor,MonitordeIrradi^ania

Ul-travioletaSolarEspetral),em13denovembrode1994,

numa miss~ao do ^onibus espaial da NASA (National

Aeronautis and Spae Administration)(Kayee Miller,

1996). Neste aluloonsideraram-seum ^angulosolar

zenitalde45 o

eaextin~aoporespalhamentoRayleigh,

e absor~ao moleular de O

2 , O

3 , SO

2

(dioxio de

(6)

medios globais das olunas totais desses gases

(Bras-seureSolomon, 1986). Considerou-seondi~ao deeu

limpo,eefeitosdeaerossoisenuvensn~aoforam

onsi-derados. Nota-sequeoespetroUVapresentabastante

estrutura,omasosila~oesnaintensidadedaradia~ao

orrespondendoaslinhas deFraunhoferde absor~aoe

emiss~ao naatmosferasolar. Oespetrosolar aumenta

omoomprimentodeondanestaregi~ao,poisopiode

emiss~aosolareproximoa0,5m(Fig. 2). Nasuperfie

terrestre,oespetrotambemapresentaaslinhasdeF

ra-unhofer eatend^eniadeaumentoomoomprimento

deonda,masveria-seumorteemtornode0,30m,

oqueoorredevidoaforteabsor~aomoleularpeloO

2 ,

emomprimentosdeondamenoresque0,25m,epelo

oz^onio,entre0,25e0,30m(Lenoble,1993).

Oespetrode absor~aodos gaseseessenialmente

desontnuo. No aso de um gasat^omio, o espetro

onsistedeumnumerodelinhasespaadasnasregi~oes

espetrais do ultravioleta e do visvel, que

orrespon-dem a diferentes transi~oes eletr^onias araterstias

deespeiesat^omiaspartiulares. Aslinhasdeabsor~ao

surgemdetransi~oesdeestadospadr~aoparaestados

su-perioresexitados. Noasodeumgasmoleular,omo

por exemplo os utilizados neste alulo, a absor~ao

oorreem bandas, onstitudasde um grande numero

de linhas espetraispouoespaadas. A raz~aopara o

surgimento de bandaseque toda transi~ao eletr^onia

etipiamenteaompanhadapormudanas

rotaionais-vibraionais,eent~aoadalinhaeletr^oniaesubdividida

em muitaslinhas (BrasseureSolomon, 1986; Lenoble,

1993).

O O

2

apresenta um espetro absorvedor bem

a-raterstio na regi~ao do ultravioleta, om uma fraa

banda deabsor~ao deHerzberg em tornode 0,26m,

umfraoontnuodeHerzbergentre0,20-0,24m,

ban-dasmaisfortesdeShumann-Rungeentre0,17-0,19m,

e a forte absor~ao do ontinuum de Shumann-Runge

em torno de 0,15 m. O O

3

apresenta absor~ao nas

regi~oes do ultravioletae visvel. As prinipais regi~oes

de absor~ao s~ao a banda de Hartley, entre 0,22-0,30

m, om maxima absor~ao em 0,25 m, a banda de

Huggins,entre0,30-0,40m,ommaximaabsor~aoem

0,31m,eabandadeChappuis,emtornode0,40-0,70

m. Oresultadodaforteabsor~aoporO

3 eO

2 na

at-mosferaeum ortevirtualem omprimentos de onda

da radia~ao solar que hegam ao solo proximo a 0,30

m. Emomprimentos de ondamenores que0,20m

o O

2

absorveefetivamente, em omprimentosde onda

menores doque 0,15m os fotons s~ao suientemente

energetiospara ionizar os onstituintes atmosferios,

taisomoNO(oxidonitro),O

2

,O(oxig^enioat^omio),

N (nitrog^enio at^omio) e N

2

(nitrog^enio moleular).

Emtornode0,10-0,15m,oorreuma`janela'ondea

radia~aoemenosabsorvidaeapazdepenetrarate70

km (Iqbal, 1983; Brasseur e Solomon, 1986; Lenoble,

Oespetrodeabsor~aodoNO

2

naregi~aoespetral

utilizada neste alulo aumenta por varias ordens de

grandeza om o omprimento de onda, atingindo um

pioem tornode 0,40m. OSO

2

apresenta uma

ab-sor~ao pratiamente inexistente abaixo de 0,25 m, e

umaestruturabemforteeosilanteproximoa0,30m,

omse~oesdeabsor~aoinlusivemaioresdoqueasdo

O

3

,masdeaindorapidamenteapos0,32m.

O O

2

eum gaspratiamente onstante na

atmos-fera em termos globais e ent~ao a sua inu^enia

so-breoespetrosolar nasuperfieterrestre n~ao sofrera

grandes varia~oes. O SO

2

e o NO

2

est~ao presentes

em quantidades muito pequenas, para uma atmosfera

limpa. Eles apresentammaior abund^ania em regi~oes

quesofreminu^eniade polui~ao, ounoasode

gran-des erup~oes vul^anias que injetem bastante SO

2 na

atmosfera. Neste aso a variabilidade espaial da

ra-dia~ao solar oorreprinipalmente indo de regi~oes

ru-raispararegi~oesurbanasepoludas,aradia~aosolare

bemmaisatenuadaemregi~oesurbanas.

O O

3

apresenta-se em maiores quantidadesna

at-mosferadoqueSO

2

eoNO

2

eapresentatanto

signi-ativavariabilidadeespaial, sendo menorno equador

e maximo nas regi~oes polares, e variabilidade

tempo-ral, sendo em geral mais abundante na primavera de

adahemisferioemenornooutonodeadahemisferio.

Avaria~aoanualdooz^onioemondi~oesnormaiseda

ordem de uns 20% e o espetro de radia~ao sera

afe-tado de maneiran~ao uniforme, om omprimentos de

onda mais urtos, de maior absor~ao, sofrendo maior

variabilidade.

A radia~aosolarem ondi~ao deeularoepouo

atenuada quando omparada om ondi~oes de eu

enoberto (parialmente ou totalmente). A presena

de nuvens e aerossois atua omo elemento

espalha-dor,prinipalmente,daradia~ao solar. Como aregi~ao

de omprimentos de onda mais urtos apresenta uma

maioromponente deradia~aodifusaem rela~aoa

ra-dia~ao de ondas longas, a presena de nuvens reduz

muito mais a regi~ao do visveldo que a regi~ao do

ul-travioleta (emtorno de 10-15%daradia~ao novisvel

edifusa enquanto pelo menos 50%no ultravioleta em

tornode 0,30-0,35m, oqueindia queem ondi~oes

deeu totalmente enobertoa radia~ao deondas

lon-gasserabemmaisatenuadadoqueadeondasurtas).

Osaerossoisapresentamsuaespessuraoptiaexpressa

pelaleideAngstrom(Iqbal,1983;Lenoble,1993),uma

formulaempria,earadia~aodeondaslongase

geral-mentemaisatenuadadoquearadia~aodeondasurtas.

Oleitorpodeonsultarinumerostrabalhosna

literatu-raientaespeializada sobreopapeldosgases,

nu-vens eaerossoisna atenua~aodaradia~aosolar, omo

(7)

IV.2 Obten~ao da espessura optia

at-mosferia pelo metodo de Langley

O metodo de Langley foi riado por Samuel P.

LangleydoSmithsonian Institution,paradeterminara

onstantesolarnoiniodoseuloXX(Johnson,1954).

Langleyobservouqueaatenua~aodaenergiasolar

de-pendialinearmentedaquantidadetotaldeatenuadores

aolongodoaminho. ApartirdaleideBeer(Eq. (14))

pode-seapliar uma lineariza~aopara obter uma

esti-mativadairradi^anianotopodaatmosferaeda

espes-suraoptiatotal. Dispondo-se deumonjunto de

me-didasde irradi^aniamonoromatiapara umintervalo

de massa de ar (se()), pode-se extrapolar as

medi-dasparaenontrarairradi^anianotopodaatmosfera,

omo a interse~ao da reta de regress~ao linear om o

eixodasordenadaseomodulodainlina~aodaretade

ajusteeaespessuraoptiatotalatmosferia(Lenoble,

1993).

Lineariza-sealeideBeer(Eq. (14)) apliando-seo

logaritmonatural

ln(E

)=ln(E o

)

: (16)

Estaequa~aoedaforma

Y =A+BX; (17)

sendo A e B os oeientes da reta de regress~ao

li-near, equivalendo respetivamente ao logartimoda

ir-radi^ania extraterrestre e a espessura optia total

at-mosferia,ouseja,(E o

)=e

A

, = B.

A Fig. 5 apresenta um exemplo da aplia~ao do

metodode Langley aosdadosde radia~aosolar direta

ultravioleta de banda larga (0,32-0,40 m). No

pre-sente exemplo os dadosn~ao s~ao de irradi^ania

mono-romatia, mas o metodo de Langley foi empregado

omo um exemplo ilustrativo, para o valor medio da

banda. Osdadosforam obtidos em Santa Maria, Rio

Grande do Sul (29 o

S;53 o

W), durante o ano de 1994.

Estesdadoss~ao medidasobtidasaomeio-dialoal(12

hs) durante todo o ano de 1994 e ada ponto e um

valor por dia. Os dados de irradi^ania est~ao em

uni-dades de mWm 2

. O oeiente de orrela~ao linear

entreologaritmodairradi^aniae aseante do^angulo

solar zenital obtido foi de r = -0,89. Os resultados

est~aoexpressosnaTabelaI.Ressalta-senovamenteque

esteeumexemploparailustraraaplia~aodometodo,

om dados de radia~ao direta de banda larga. Para

aplia~aoommaiorrigorientodometodode

Lan-gley, a radia~ao medida deve ser, alem de direta, de

banda bem estreita, quase-monoromatia,eas

medi-das efetuadasao longo de ummesmo dia, para evitar

grandesvaria~oesnatranspar^eniaatmosferia. Os

va-lores obtidos nesta aplia~ao podem ser onsiderados

representativos damediaparaa bandatoda, epara o

Figura5. Exemplodaaplia~aodometododeLangleyaos

dados deradia~ao solar direta ultravioleta (0,32-0,40 m)

medidosemSantaMaria,RS(29 o

S,53 o

W)noanode1994.

TabelaI.Resultadosdaaplia~aodometodo

deLangleyaradia~aoUV-A

A B E

o

2;180;05 0;570;04 8;851;05 0;570;04

Obteve-seomo valoresmediosdabanda0,32-0,40

m um valor de irradi^ania extraterrestre para o ano

de 1994de 8,851;05 demWm 2

epara aespessura

optiaatmosferiaumvalorde0,570;04.

V Conlus~oes

A intensidadeda radia~ao solar que atinge o topo da

atmosferaterrestre evariavelao longodo ano em

vir-tude de efeitos astron^omios. Ademais, a quantidade

deradia~aoemitidapeloSolefun~aodoomprimento

de ondaedefen^omenos queoorrem napropria fonte

deenergia. Assim,aquantidadederadia~aoqueatinge

a superfie da Terra dependera de todos esses

fato-res, alem da variabilidade natural da transmiss~ao

at-mosferia. Os modelos que alulam airradi^ania na

superfie terrestre apartir da radia~ao que hega ao

topodaatmosferapreisamestimaraenergiaabsorvida

eespalhada pela atmosferabemomo oalbedo

super-ial. A transmit^ania daradia~aosolarna atmosfera

e um proesso omplexo e de difil desri~ao, devido

aogrande numerodepropriedadesfsiasatmosferias

que a inueniam. Contudo a transmit^ania da

ra-dia~ao monoromatia atraves da atmosfera terrestre

podeserdeterminadapelaatenua~aoexponenial. Essa

atenua~aodaradia~aosolardiretapelaatmosfera

pla-netaria e representada pela lei de Beer. Essa lei

de-monstra que umfeixe deluz monoromatia,ao

atra-vessar um meio optiamente ativo, sofrera atenua~ao

de forma exponenial. O oeiente de atenua~ao e

(8)

de gaseseaerossoispresentes naatmosfera. Portanto,

om boa aproxima~aoalei de Beere usadaomo

fer-ramentafsia paradesreveraatenua~aoda radia~ao

solaremseutrajetonaatmosferaterrestre. Um

exem-plo dealulo de radia~aodireta nafaixado

ultravio-leta apresentouo orteem torno de0,30 m e as

u-tua~oesassoiadasaestruturadelinhasdeFraunhofer.

OmetododeLangleyparaobteraespessuraoptia

at-mosferiafoiapliada, emumexemploilustrativo,aos

dados deradia~ao UV-Aem bandalarga. Paraoano

inteirode1994foiobtidoumvalormediodeespessura

optia, indiando a transmiss~ao media da banda, em

tornode0,60.

Agradeimentos

Agradee-se a FAPESP pela Bolsa de Doutorado

Proesso99/07221-3eao CNPqpela Bolsade

Douto-radoProesso140373/2000-4.

Referenes

[1℄ Brasseur, G. e Solomon, S., Aeronomy of the middle

atmosphere,D.ReidelPublishing,Dordreht,Holanda,

1986.

[2℄ Chandrasekhar, S., Radiative Transfer, Dover

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[3℄ Coulson, K. L., Solar and terrestrial radiation:

met-hods and measurements, Aademi Press, New York,

EUA,1975.

[4℄ Frolih,C. eJ. Lean, TheSun's total irradiane:

y-les, trends and related limate hange unertainties

sine1976,Geophys.Res.Lett.,25,4377-4380 (1998).

[5℄ Hobbs,P.V.(ed.),Aerosol-loud-limateinterations,

San Diego AademiPress, San Diego, Cap. 4,

p.97-121,1993.

[6℄ Iqbal,M., Introdution to Solar radiation, Aademi,

Londres,ReinoUnido,1983.

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[11℄ Reitz,J. R.,Milfordm,F.J.eChristy,R.W. F

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S~aoPaulo,1982.

[12℄ Pereira, E.B. e Colle, S., A energia que vem do sol,

Ci^eniaHoje,22,24-35(1997).

[13℄ Teillet, F. M., Rayleigh, Optial depths omparisons

Imagem

Fig. 2 podemos observar o proesso de atenua ~ ao da
Figura 4. Espetro solar no UV no topo da atmosfera E o
Figura 5. Exemplo da aplia ~ ao do m etodo de Langley aos

Referências

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