Caro (a) Pós-graduando (a) em CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO da UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
Sou Professora na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de São Paulo (PPGE/FE/USP) sob orientação da Professora Dra. Sonia S. Penin.
Estou pesquisando as representações de estudantes da pós-graduação (mestrado e doutorado) das Universidades Públicas brasileiras, das diferentes áreas do conhecimento, a respeito da docência no ensino superior, em nível de graduação. A pesquisa se divide em três etapas; a primeira consta de um questionário, a segunda de entrevista e a terceira na observação das atividades docentes em sala de aula, dentre os respondentes (do questionário) que queiram participar.
Peço a sua colaboração respondendo este questionário enviado ao seu e-mail. Obtive seu e-mail na secretaria do seu curso de pós-graduação, com a autorização do(a) Coordenador(a) do Programa. O questionário está anexado à mensagem de apresentação. Salve o arquivo em uma pasta temporária ou em uma que julgar mais adequada. Responda, salve novamente o arquivo e o envie anexado para
[email protected] ou [email protected]
O questionário é composto de 4 partes. Responda as questões conforme solicitado no enunciado. Não há respostas certas ou erradas. Leve em consideração sua realidade como pós-graduando(a), sua experiência escolar pregressa (educação básica, graduação e pós-graduação) nas instituições onde estudou ou estuda e ainda a sua experiência profissional na(s) instituição(ões) em que trabalha ou já trabalhou.
Vale ressaltar que, observando as regras do código de ética das instituições de ensino superior envolvidas nessa pesquisa, a sua cooperação é voluntária e sigilosa, sendo os dados utilizados exclusivamente para fins da pesquisa e que serão apresentados de forma integral ou parcial na tese de doutorado após a defesa pública (prevista para 2010), em eventos de natureza científica sem expor a identidade dos participantes.
Igualmente, saliento que você:
• Tem a liberdade de recusar-se a participar ou de retirar seu consentimento em qualquer fase da
pesquisa;
• Terá sua identidade mantida em sigilo; • Não terá nenhum ônus financeiro;
• Não receberá nenhum benefício financeiro.
Para que eu possa analisar e refletir sobre o que você respondeu, solicito que você envie o questionário até o dia 21 / 01 /2009
Agradeço sua colaboração e qualquer dúvida entre em contato. Atenciosamente
Professora Vanessa Bueno Campos Faculdade de Educação da UFU - Universidade Federal de Uberlândia - MG. Doutoranda PPGE FEUSP
E-mail: [email protected]
Professora Dra.Sonia T. S. Penin - Orientadora – P.P.G. em Educação da
Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - FE USP
E-mail: [email protected]
1. Nome (não será divulgado): Jacqueline de Araújo Cunha
2. Idade: 33 anos
3. Sexo:
4. Assinale somente uma alternativa. Estado civil:
(a) ( x ) Solteiro(a); (b) ( ) Casado(a); (c) ( ) Viúvo(a); (d) ( ) Separado(a); (d) ( ) Divorciado(a). (e) ( ) Outro.
5. Tem filhos?
6. Assinale somente uma alternativa. Religião:
(a) ( x ) Católico(a); (b) ( ) Evangélico(a); (c) ( ) Espírita; (d) ( ) Agnóstico(a); (e) ( ) Budista; (f) ( ) Afrobrasileiras; (g) ( ) Nenhuma; (h) ( ) Outra:
7. Atualmente você:
(a) ( ) não trabalha e depende de sua família; (b) ( ) não trabalha e tem bolsa;
(c) ( ) trabalha como professor(a) no ensino superior da rede particular;
(d) ( ) trabalha como professor(a) efetivo(a) no ensino superior da rede pública; (e) ( ) trabalha como professor(a) substituto(a) no ensino superior da rede pública; (f) ( ) trabalha como professor(a) na educação básica da rede pública;
(g) ( ) trabalha como professor(a) na educação básica da rede particular; (h) ( ) trabalha em uma empresa privada;
(i) ( x ) Outra situação. Qual? Trabalho como bibliotecária numa Universidade Federal (servidora pública)
2ª PARTE: FORMAÇÃO ESCOLAR (Completar todos os campos)
2.1. Assinale somente uma alternativa. Cursou o Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries) em escola(s) da rede:
(a) ( ) todo na pública; (b) ( ) todo na particular; (c) ( x ) maior parte na pública; (d) ( ) maior parte na particular.
2.2 Assinale somente uma alternativa. Cursou o Ensino Médio (antigo 2º grau, normal ou colegial) em escola(s)
da rede:
(a) ( ) todo na pública; (b) ( x ) todo na particular; (c) ( ) maior parte na pública; (d) ( ) maior parte na particular.
2.3. Curso graduação em: Biblioteconomia
2.3.1. Nome da Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
2.3.2. Modalidade: (a) ( ) Licenciatura curta; (b) ( ) Licenciatura plena;
(c) ( x ) Bacharelado; (d) ( ) Licenciatura e Bacharelado. 2.3.3. Instituição da rede: (a) ( x ) todo na pública; (b) ( ) todo na particular;
(c) ( ) maior parte na pública; (d) ( ) maior parte na particular.
2.4. Curso pós-graduação lato sensu (especialização) em:
2.4.1. Instituição da rede:
(a) ( x ) Feminino. (b) ( ) Masculino.
(a) ( ) Pública; (b) ( ) Particular; (c) ( ) Outra.
2.5. Curso de pós-graduação Mestrado em:
2.4.3.Curso de pós-graduação Doutorado em:
(a) ( x ) Não cursado. (b) ( ) Em andamento.
3ª PARTE: EXPERIÊNCIA DOCENTE (responda todas as questões)
3.1. Experiência na educação básica (educação infantil/ensino fundamental/ensino médio):
3.1.1. Assinale somente uma alternativa. Você tem experiência docente na educação básica?
(a) ( ) SIM (b) ( x ) NÃO
3.1.2. Assinale somente uma alternativa. Tempo de atuação docente na educação básica:
(a) ( ) menos de 1 ano; (b) ( ) Até 5 anos; (c) ( ) 5 a 10 anos; (d) ( ) 11 a 15 anos; (e) ( ) 16 a 20 anos; (f) ( ) 21 a 25 anos; (g) ( ) 26 a 30 anos; (h) ( ) mais de 30 anos; (i) ( x ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.1.3. Assinale somente uma alternativa. Atualmente (ou quando trabalhava), quanto você se considera
(considerava) preparado(a) para realizar as suas atividades como docente na educação básica?
(a) ( ) Nada; (b) ( ) Pouco; (c) ( ) Suficiente; (d) ( ) Muito ; (e) ( x ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.1.4. Assinale somente uma alternativa. Atualmente, ou quando trabalhava, o quanto você se sente (sentia)
satisfeito(a) como docente na educação básica?
(a) ( ) Nada; (b) ( ) Pouco; (c) ( ) Suficiente; (d) ( ) Muito ; (e) ( x ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.1.5. Quanto você considera que a experiência docente na educação básica contribui na docência na
graduação?
(a) ( ) Nada; (b) ( ) Pouco; (c) ( ) Suficiente; (d) ( ) Muito ; (e) ( x ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2. Experiência ensino superior (graduação/pós-graduação lato e stricto sensu):
3.2.1. Assinale somente uma alternativa. Você tem experiência docente no ensino superior?
(a) ( x ) SIM (b) ( ) NÃO
3.2.2. Assinale somente uma alternativa. Tempo de atuação docente no ensino superior:
(a) ( x ) menos de 1 ano; (b) ( ) Até 5 anos; (c) ( ) 5 a 10 anos; (d) ( ) 11 a 15 anos; (e) ( ) 16 a 20 anos; (f) ( ) 21 a 25 anos; (g) ( ) 26 a 30 anos; (h) ( ) mais de 30 anos; (I) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.3. Indique a seguir se você trabalha ou já trabalhou em:
(a) ( x ) somente uma instituição de ensino superior;
(b) ( ) mais de uma instituição de ensino superior. Quantas? (c) ( ) Outra situação. Qual?
(d) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.4. Indique a seguir qual o tipo de instituição que você trabalha ou trabalhou:
(a) ( x ) somente pública; (b) ( ) somente privada; (c) ( ) a maior parte pública; (d) ( ) a maior parte privada; (e) ( ) Outra situação. Qual?
(f) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.5. Indique abaixo qual a carga horária semanal (média relativa) ao ensino na graduação na(s) instituição(ões)
de ensino superior onde trabalha ou já trabalhou:
(a) ( x ) Até 10 horas/aula semanais; (b) ( ) de 11 a 20 horas/aula semanais; (c) ( ) de 21 a 30 horas/aula semanais; (d) ( ) de 31 a 40 horas/aula semanais; (e) ( ) mais de 41 horas/aula semanais; (f) ( ) Outra situação. Qual?
(g) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.6 Em média quantos alunos há (ou havia) em suas turmas de graduação, na(s) instituição(ções) de ensino
superior onde trabalha ou já trabalhou:
(a) ( x ) até 19 alunos; (b) ( ) de 20 a 34 alunos; (c) ( ) de 35 a 50 alunos; (d) ( ) Mais que 50 alunos; (e) ( ) Outra situação. Qual?
(f) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.7. Assinale somente uma alternativa. Atualmente (ou quando trabalhava), quanto você se considera (considerava) preparado(a) para realizar as suas atividades como docente na graduação?
(a) ( ) Nada; (b) ( x ) Pouco; (c) ( ) Suficiente; (d) ( ) Muito ; (e) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
3.2.8. Assinale somente uma alternativa. Atualmente (ou quando trabalhava), o quanto você se sente (sentia)
satisfeito(a) como docente na graduação?
(a) ( ) Nada; (b) ( ) Pouco; (c) ( x ) Suficiente; (d) ( ) Muito ; (e) ( ) não se aplica, pois não tenho experiência docente nesse nível de ensino.
4ª PARTE: DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
4.1. Você sabe que o seu curso de pós-graduação (mestrado e/ou doutorado) o(a) habilita para ser professor(a)
na graduação, em instituições de ensino superior?
(a) ( x ) SIM. (b) ( ) NÃO.
4.2. Assinale somente uma alternativa. Você esta fazendo pós-graduação por que:
(a) ( ) quer continuar na área acadêmica;
(b) ( x ) quer ser professor (a) em instituições de ensino superior;
(c) ( ) quer continuar a ser docente no ensino superior mais qualificado(a); (d) ( ) quer ser pesquisador(a) na sua área em empresas privadas;
(f) ( ) Outra. Qual?
4.3. No seu curso de pós-graduação (mestrado e/ou doutorado) tem alguma disciplina que contribua para a
aquisição de conhecimento teóricos e específicos da docência no ensino superior:
(a) ( ) Sim. Qual (quais)? Qual a carga horária? Disciplina(s) obrigatória(s) ou eletiva(s)? (b) ( x ) Não. (c) ( ) Não sei.
4.4. Você fez estágio em docência?
(a) ( x ) Sim. Qual a carga horária? Não lembro Estágio obrigatório ou eletivo? obrigatório (b) ( ) Não.
4.5. Assinale somente uma alternativa. Tendo como referência a sua formação na pós-graduação, indique o
quanto você se sente preparado(a) para ser professor(a) na graduação?
(a) ( ) Nada; (b) ( x ) Pouco; (c) ( ) Suficiente; (d) ( ) Muito.
4.6. Assinale somente uma alternativa em cada item. Indique a seguir o quanto você atribui de valor aos motivos que o(a) levaram (ou levariam) a trabalhar como professor mo ensino superior:
I T E N S 1 Nada
2 Pouco
3 Suficiente
4 Muito
(a) ( ) porque você acredita que pode transmitir conhecimentos às futuras gerações; (b) ( ) porque há ou haverá outra opção em sua área;
(c) ( ) porque é/será um emprego temporário; (d) ( ) porque a docência é uma missão importante; (e) ( ) porque tem vocação para ser professor(a); (f) ( ) porque é uma profissão desafiante e importante;
(g) ( ) porque pode desenvolver e articular o ensino, a pesquisa e a extensão;
(h) ( ) porque é uma profissão que tem status social; (i) ( ) porque é mais valorizada do que a docência na educação básica;
(j) ( ) porque é uma profissão valorizada e bem remunerada.
4.7. Assinale somente uma alternativa em cada item. Indique no quadro abaixo, o quanto você acredita que a docência no ensino superior, no Brasil, é valorizada:
I T E N S Nada 1 Pouco 2 Suficiente 3 Muito 4
(a) ( x ) por sua família; x
(b) ( ) por seus amigos;
(c) ( x ) por seus colegas de pós-graduação; x
(d) ( ) pela sociedade;
(e) ( x ) pelo governo ; x
(f) ( x ) por seus antigos professores da graduação; X
(g) ( x ) por seus professores dos cursos de mestrado e/ou doutorado; X
(h) ( x ) pelas Instituições de Ensino Superior pública; X
(i) ( x ) pelas Instituições de Ensino Superior particulares; X
(j) ( x ) pelas empresas nacionais; X
(l) ( x ) pelas empresas internacionais. x
4.8. Indique se há professores do ensino superior em sua família:
(i) ( x ) Não se aplica, pois não tenho nenhum parente professor(a).
4.9. Assinale somente uma alternativa em cada item. Em relação a exercício da docência na graduação (responda mesmo que não tenha experiência docente), indique no quadro a seguir o quanto você se considera preparado para:
I T E N S 1
Nada 2 Pouco
3 Suficiente
4 Muito
(a) definir os conceitos de ensino e aprendizagem; X
(b) transmitir o conteúdo específico da área e da(s) disciplina(s); X
(c) planejar as atividades de ensino; X
(d) elaborar plano de curso, ementas, plano de ensino; X
(e) elaborar instrumentos de avaliação da aprendizagem discente; X (f) coordenar um curso de graduação ou de pós-graduação; X
(g) integrar e/ou articular teoria e prática na formação profissional; X (h) articular o ensino, a pesquisa e a extensão nas atividades docentes; X (i) elaborar um projeto político pedagógico para um curso de graduação; X
(j) discutir, analisar e implementar diretrizes curriculares; X
(l) elaborar material didático de apoio às atividades de um curso; X (m) administrar possíveis conflitos que possam surgir com os alunos; X
(n) cooperar com seus colegas em atividades de ensino com objetivos comuns;
X
(o) criar soluções inovadoras nas atividades de ensino sob sua responsabilidade;
X
(p) perceber a integração e interdependência entre um conteúdo ensinado com as demais atividades – pesquisa e extensão;
X
(q) refletir com seus alunos sobre a relação entre o que estão aprendendo e aspectos globais da ciência e/ou da sociedade como um todo;
X
(r) ouvir, processar e compreender as diferentes necessidades dos alunos de graduação e fornecer feedback adequado;
X
(s) expressar-se bem, em especial, de forma oral, de tal modo que possa ser facilmente compreendido pelos alunos;
X
(t) Incentivar e influenciar os alunos em relação as suas responsabilidades no processo de aprendizagem;
X
(u) ter iniciativa pessoal de praticar ações concretas que contribuam para o aprimoramento do processo educacional como um todo;
X
(v) adaptar-se às novas situações decorrentes das determinações legais e das políticas públicas do ensino superior;
X
(x) estar disposto a rever suas atividades de ensino com base nos resultados de avaliações da aprendizagem e na avaliação das suas atividades pelos discentes;
X
(z) reavaliar os objetivos e metodologia do ensino e/ou pesquisa em função de novos dados obtidos de referências bibliográficas, avaliação discente e/ou resultados de pesquisa;
X
(w) rever suas atividades de ensino e pesquisa quando confrontadas com argumentações de seus pares ou mesmo de outras áreas do conhecimento;
X
4.10. Assinale somente uma alternativa em cada item. Indique no quadro a seguir o quanto você acredita que se aprende a ser professor(a) no ensino superior, em especial na graduação, com:
I T E N S 1 Nada
2 Pouco
3 Suficiente
4 Muito
(a) ( ) os exemplos de antigos mestres da graduação; X
(b) ( ) colegas que são professores no ensino superior; X (c) ( ) familiares que são professores no ensino superior; X
(d) ( ) a experiência em sala de aula; X
(e) ( ) a experiência vivenciada como aluno na graduação; X (f) ( ) a experiência vivenciada como aluno na pós-graduação; X (g) ( ) os cursos de Metodologia e Didática do Ensino Superior; X
(h) ( ) os professores dos cursos de mestrado e/ou doutorado; X (i) ( ) os cursos promovidos pela Instituição de Ensino Superior; X
(j) ( ) os cursos a distância (pela internet); X
(l) ( ) base na intuição e no autodidatismo. X
4.11. Assinale somente uma alternativa em cada item. Indique a seguir o quanto você acredita que a capacidade docente, para ensinar, em cursos de graduação, está relacionada com:
ITENS Nada 1 Pouco 2 Suficiente 3 Muito 4
(a) as experiências vividas (enquanto docente e/ou discente); X (b) a observação de professores habilidosos e competentes dando aulas; X
(a) os comentários de professores mais experientes e admirados; X (c) a observação de professores da pós-graduação explicando sobre a prática
docente – o que pensam, o que fazem, como fazem etc.;
X
(d) os comentários apreciativos ou depreciativos dos alunos avaliando a prática docente;
X
(e) as situações vivenciadas por professores apresentadas em filmes, documentários, relatos de experiências de vidas, etc.;
X
(f) os sintomas como de cansaço, dores, irritação do professor; X
(g) os erros cometidos em sala de aula; X
(h) o enfrentamento de situações desafiadoras e que despendem maior esforço e criatividade;
X
4.12. Pensando na formação dos professores para atuarem em cursos de graduação, qual a sua sugestão em
relação aos tópicos que poderiam ser contemplados nos cursos de pós-graduação com a respectiva
porcentagem que cada um deles deveria ter na composição de todo o curso:
TÓPICOS %
(a) Conteúdo específico 10
(b) Conhecimento pedagógico, didático e metodológico de ensino. 40
(c) Prática de Ensino (estágio) 20
(e) Extensão 10
TOTAL 100%
4.13. Complete as frases a seguir:
(a) Docência no ensino superior é: necessariamente de qualidade
(b) A(s) responsabilidade(s) dos professores do ensino superior, em especial na graduação é (são): preparar o aluno para atuar no mercado de trabalho e ainda incentivar o pensamento crítico do aluno, levando-o a um fazer reflexivo para que a busca por melhorias se torne uma constante.
(c) As qualidades de um(a) professor (a) da graduação (a) são: domínio de conteúdo, desenvoltura e criatividade para transmitir os conteudos
(d) A formação para a docência no ensino superior na pós-graduação é: pouco expressiva
(e) A qualificação pedagógica dos docentes do ensino superior é: ruim
(f) Eu critico meus professores da graduação em relação a: domínio de conteúdo e a falta de inovação.
(g) Eu faria o mesmo que meus professores da graduação em relação a: metodologia de avaliação
(h) Em relação a docência no ensino superior eu gostaria de dizer que: é uma experiência bastante gratificante e henriquecedora
4.14. O tempo que você levou, aproximadamente, para responder o questionário foi:
(a) ( ) entre 5 a 10 minutos; (c) ( x ) entre 15 a 20 minutos; (b) ( ) entre 10 a 15 minutos; (d) ( ) entre 20 a 30 minutos;
4.15. Você gostaria de saber mais a respeito desta pesquisa e participar como um (a) dos entrevistados (as):
(a) ( ) Sim. (b) ( x ) Não.
4.16. Caso você queira participar como entrevistado (a) responda:
(a) Contato (e-mail): (b) Telefone/ Celular: (xx)
(c ) Tem MSN: ( ) sim; ( ) não. (d ) Tem webcan: ( ) sim; ( ) não.
Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 18, n. 1, p. 5-8, jan./jun. 2003 5 A memória, a história e as instituições da memória
A memória, a história e as instituições da memória.
Memory, history and Memory institutions.
Eloisa Helena Capovilla da Luz Ramos
1Resumo
O trabalho analisa questões relativas à memória e à forma como o historiador pode lidar com ela através das chamadas instituições da memória, que são os museus. A análise se deteve em três diferentes espaços museológicos latino-amenricanos, o Museu Antropológico Nacional, no México, o Museu Histórico Nacional, no Chile e o Museu da República, no Brasil, para neles verificar como foi pensada e estruturada a memória nacional, especialmente através das exposições permanentes.
Palavras-chave: memória, museu, museologia, exposição, identidade.
Abstract
This papper analyses questions related to Memory and the form how to the historian can deal with it, through the so called Memory Institutions, that, in case, are the museums. The analysis focused tree different museums’ spaces in Latin America: The National Anthropologie Museum, in Mexico; The National Historic Museum, in Chile, and the Republic Museum, in Brasil, in order to verify, in them, how it was strutureded the National Memory, specially trhough permanent exibitions.
Keywords: memory; museum; museolohgy; exhibition; identity
1 Introdução
“As nossas recordações [...] são uma construção que fazemos a partir de fragmentos de conhecimentos que já eram, na sua origem, interpretações da realidade e que, ao voltarmos a reuni-los, reinterpretamo-los à luz de novos pontos de vista”.(FONTANA, 1998, p. 267).
Relacionada com a História, vista como fonte de experiência ou como suporte da identidade coletiva, a memória pode se apresentar também de forma
individualizada ou, pode ser ainda, social. Existe um
relativo consenso acerca da necessidade da
anamnesis na formação das identidades pessoais e
sociais, diz Fernando Catroga2 (2001, p.43). Individual,
coletiva ou social, a memória pode ser vista como um
sistema onde se cruzam estruturas culturais, políticas e econômicas enquanto códigos de representação. Isso
quer dizer que, as representações do passado e do
presente e as idealizações do futuro também convivem na memória, conferindo ao indivíduo
identidade cultural e grupal. (FONTANA, 1998, p.
267).
2 Museu e mória
Num estudo recente Candau3 destacou a
existência de três tipos de memória – proto-memória,
memória propriamente dita e metamemória -.
Desses três tipos, a metememória é o que nos
interessa mais, não porque exista independente dos
outros dois anteriores, mas porque define as
1 Eloisa Helena Capovilla da Luz Ramos é Doutora em História pela UFRGS e professora de História na UNISINOS. É a representante do Brasil
no Corredor das Idéias do Cone Sul. Mailto: [email protected].
2 CATROGA, Fernando. Memória e História, in PESAVENTO, Sandra Jatahy. Fronteiras CHAGAS, Mário. Memória e Poder: dois movimentos,
in Curso de Mestrado em Museologia. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Lisboa: Portugal, 2000, digitalizado.CHAGAS, 2000 do Milênio. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 2001.
3 CANDAU, Joèl. Mémoire et Identité. Paris: PUF, 1998, apud CATROGA, Fernando. Memória e história. In PESEVENTO, Sandra Jatahy.
Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 18, n. 1, p. 5-8, jan./jun. 2003 6
Eloisa Helena Capovilla da Luz Ramos
representações que o indivíduo faz da sua própria memória e o reconhecimento que tem desse fato.
Isso vai explicar como cada um se inscreverá no seu
próprio passado e como construirá sua identidade e
sua distinção em relação aos outros (CATROGA,
2001, p. 44), isto é, a sua alteridade. O reconhecimento
da alteridade permite inferirmos que a metamemória
está ligada à memória pela acentuação de suas características e modalidades de construção e reprodução.
A par desses fatores vemos que os acontecimentos uma vez inscritos como lembranças na memória, podem remeter, também, àquilo que não lembramos mais, isto é, ao esquecimento, ao silêncio. Assim, quando falamos da relação entre memória e esquecimento devemos lembrar, em contraposição que
a memória só poderá desempenhar a sua função
social através de liturgias próprias, calcadas nas
lembranças provocadas por vestígios do passado. Por
isso, o seu conteúdo é inseparável dos seus campos
de objetivação e de transmissão – linguagem, imagens, relíquias, lugares, escrita, monumentos – e dos ritos que o reproduzem. O que mostra que, nos indivíduos, não haverá memória coletiva sem suportes de memória ritualisticamente
compartilhados (CATROGA2001, p. 48). Ou seja,
sem traços. Nesse contexto, as lembranças comuns e as repetições rituais como por exemplo as festas familiares, aliadas à conservação de saberes e de símbolos do grupo, como fotografias, nomes, canções ou mesmo os odores, assim como a responsabilidade de transmitir essa herança, serão fatores fundamentais para a construção de um sentimento de pertença ao grupo e, consequentemente, para a construção de uma identidade local, regional ou nacional.
Quando se tratar da construção do espaço nacional ou da idéia de Nação, a tessitura da memória se fará baseada na transmissão de uma herança de pertencimento a um determinado lugar, etnia, costumes comuns, etc.
Um outro aspecto importante da memória é o que a liga com o poder. A propósito desse aspecto Catroga dirá que:
Como instância solidificadora de identidades, compreende-se que a expressão coletiva da memória, ou melhor, da metamemória, não escape à instrumentalização dos poderes através da seleção do que se recorda e do que consciente ou inconscientemente se silencia (CATROGA, 2001, p. 59).
É precisamente nesse recorte que queremos
inserir os museus, os museólogos e os historiadores. Considerados como “instituições da memória”, os museus trouxeram em seu bojo, ao longo dos séc. XIX e XX, também, o discurso do poder, quer das elites, quer dos governos, embora tenham sido permanentemente mostrados como espaços de construção e de conservação da memória de todos os grupos cabendo dizer, a esse respeito, que tal postura indica um discurso homogeneizador.
Um estudo de Ana Cláudia Brefe, mostrou que o aparecimento dos museus foi um dos objetos privilegiados pelos debates historiográficos mais recentes, por sua ligação com a questão da memória nacional. Embora se saiba que a história dos museus está ligada, em última instância, ao templo das musas, na Antigüidade, esta ligação com a memória nacional vem se mostrando mais claramente desde a Revolução Francesa, isto é, no mundo contemporâneo.
As várias transformações de que o museu foi alvo ao longo desse século, diz a citada autora e, principalmente a abrangência praticamente ilimitada dos objetos que engloba indicam que ele é um dos lugares-chave para se entender as sociedades modernas e a forma pela qual elas se fazem representar. (BREFE, 1998, p. 315).
Os museus, sendo fruto e parte integrante do processo museal, são instituições que colecionam, preservam, documentam, exibem e interpretam evidências culturais, isto é, são lugares onde a cultura é elaborada, comunicada e interpretada.
Consideramos que essas palavras-chave do processo museológico são portadoras de uma carga ideológica e de uma visão de mundo. São, portanto, palavras portadoras de discursos. Tomemos como exemplo os Museus que escolhemos para nossa análise. O Museu Nacional de Antropologia, do México, no dizer de Moreno, caracteriza-se pela representação das culturas indígenas mexicanas. A seleção de objetos, dispostos em 12 salas colocadas no térreo e 11 no
primeiro andar, procura “... oferecer um panorama,
o mais completo possível do passado e do presente do que se considera a raiz indígena dos
mexicanos”. (MORENO, 1996, p. 99-100). Como nos
Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 18, n. 1, p. 5-8, jan./jun. 2003 7 A memória, a história e as instituições da memória
destacamos o acervo de um museu, estamos querendo destacar aquilo que seus organizadores recolheram, buscando a finalidade da preservação de tal acervo, mas podemos destacar também aquilo que foi deixado de lado por este mesmo grupo.
Essa afirmação nos permite dizer que “elaborar a cultura” não é uma atitude ingênua ou neutra, porque tal elaboração possui uma carga de subjetividade oriunda de quem a elabora. Da mesma forma que a elaboração, também a exposição é carregada de significados, de ideologias, de mundividências. O que queremos dizer com este ou aquele objeto? O que queremos mostrar com o “sentido” da exposição? Toda exposição, a nosso ver, tem um discurso implícito ou explícito, e é preciso que o mesmo seja comunicado ao público visitante, que é a outra face do trabalho museológico. Tomando como exemplo, agora, o Museu da República, no Rio de Janeiro, vemo-lo como uma casa da memória republicana, mas, sobretudo como uma casa onde transitou o poder político brasileiro com todo seu aparato. Quando os museus são colocados em antigos espaços de poder a simbiose poder/ memória/esquecimento/identidade fica patente. Por ter sido também residência de Getúlio Vargas por mais de 15 anos, o palácio tem muitas marcas desse governante, mantendo inclusive o quarto em que o presidente se suicidou. Se a memória da construção do Estado republicano está presente nos objetos expostos no Museu, a memória de Vargas subjaz em exposições temporárias que mostram-no como aquele que está em todos os lugares, que cuida de tudo, que tudo vê, confundindo-se com o público visitante, de forma explícita ou implícita. Esse museu, em suas reformulações dos anos 1980 procurou organizar-se musealisando a República em três níveis: o que permitisse leituras locais da República, o que permitisse leituras nacionais e leituras internacionais da mesma. Fica claro que se trata de “leituras”, e não de uma leitura.
Nesse sentido, comunicar através de objetos tridimensionais colocados em diferentes suportes é o objetivo dos museus. É, no dizer de alguns, o “fato central” dos museus o momento em que os objetos exibidos são observados por alguém. Por isso, quanto mais clara a mensagem, maior será a reciprocidade ao tema/objeto exposto, que é colocado ali para ser
visto, com uma intenção, com um propósito. “Com
efeito, as exposições e as vitrinas significam algo mais que um projeto museográfico adequado, porque expressam, seja intencional ou implicitamente, uma determinada identidade
cultural”. (MORENO, 1996, p. 64.). Uma leitura da
exposição é o que se busca como resposta do público visitante. A “interpretação” implícita nesta leitura é que
será o feed back do trabalho museológico.
A visita ao Museu Histórico Nacional do Chile, não fugiu à regra da concepção dos outros museus referenciados. Localizado num conjunto de prédios históricos, no centro de Santiago, o Museu divide-se em salas que contam a história do país desde as culturas indígenas até os principais chefes políticos, tidos como formadores da nação chilena. No conjunto exposto há uma sala que destaca alguns aspectos do cotidiano, onde se inclui uma cozinha, capitaneada por uma sorridente mulher, que realiza o trabalho doméstico.
Importa saber, nos casos citados, que a exposição do acervo vincula-se a um determinado discurso, a uma determinada representação da história do país ou, talvez, a uma memória. Assim, ao dar maior ou menor visibilidade ao acervo, o que se faz é confirmar ou não um determinado discurso, uma determinada interpretação da realidade. Isso quer dizer, por outro lado, que os museus celebrativos da memória do poder ainda existem e são decorrentes da vontade política de indivíduos e grupos.
A tendência para a celebração da memória do poder é responsável pela constituição de acervos e coleções personalistas e etnocêntricas, tratadas como se fossem a expressão da totalidade das coisas e dos seres ou a reprodução museológica do universal. As relações estreitas entre a institucionalização da memória e as classes privilegiadas têm favorecido esta concepção museal, diz Mário Chagas (2000).
Talvez, como historiadores, devêssemos olhar como a história se expressa em exposições de museus históricos. Certamente não estamos preparados para pensar as mensagens contidas em “simples” exposições porque elas não são simples. É necessário que se tenha em mente, por exemplo, que o museu histórico também traz uma mensagem, como já exemplificamos. E que é esta mensagem que está na rua, nas escolas, no cotidiano das pessoas. Considerando, ainda que ao serem portadores de conhecimento, os museus chegam nas escolas com um discurso e que se a transposição do conhecimento se dá mediada por ações didático-pedagógicas, é de fundamental importância a nossa intervenção neste campo de saber para poder contribuir para um novo tipo de conhecimento mais dinâmico e mais critico da realidade vivida.
Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 18, n. 1, p. 5-8, jan./jun. 2003 8
Eloisa Helena Capovilla da Luz Ramos
Que deverão vir dos interesses da comunidade em que o museu está inserido e a partir da discussão entre vários campos do conhecimento entre os quais temos o da história, da antropologia, da geografia, da arquitetura, da sociologia, da filosofia e da comunicação. No momento atual, diz Ulpiano Bezerra
de Menezes, “ ... não compete mais ao museu
produzir e cultivar memórias e sim analisá-las, pois elas são um componente fundamental da vida
social. (BEZERRA DE MENEZES, 1998, p. 284)4.
3 Conclusão
Considerando que os estudos museológicos recolhem as mais variadas manifestações do desenvolvimento humano queremos lembrar que uma civilização se revela por uma série de manifestações,
fatos ou acontecimentos. Para Joseph Fontana, a
história de um grupo humano é a sua memória coletiva e cumpre a respeito dele a mesma função que a memória pessoal num indivíduo: a de dar-lhe um sentido de identidade que o faz ser ele mesmo e não outro Daí sua importância. Porém, convém compreender qual é a natureza da memória
(FONTANA, 1998, p. 267).
Ela é o fio condutor ligando as gerações umas com as outras e dando um caráter de continuidade à
vida. Já as semelhanças e as diferenças entre os povos se traduzem por manifestações quer materiais, quer espirituais. Assim, o desafio que se impõe hoje para o historiador que toma o museu e seus objetos como o cerne de sua pesquisa, é o de investigar a importância cultural e a inserção social e política do museu em uma dada sociedade e em determinada época, explicitando correspondências com suas legitimidades intelectuais e questionando a revalorização e revitalização de algumas heranças do passado.
Referências
BREFE, Ana Cláudia Fonseca. Os primórdios do museu: da elaboração conceitual à instituição pública.
Revista Projeto História, São Paulo, v. 17, n. 2, p.
312-330, jun./dez. 1998.
FONTANA, Josep. História: análise do passado e
projeto social. Bauru: EDUSC, 1998.
MORENO, Luis Gerardo Morales. Qué es un museo?
Cuicuilco, Cidade do México, v. 3, n. 7, p. 64-100,
maio/ago. 1996.
Data do Aceite: 2003
4 BEZERRA DE MENEZES, Ulpiano. Do teatro da memória ao laboratório da história: A exposição museológica e o conhecimento histórico.