• Nenhum resultado encontrado

Determinação do preço de opções resgatáveis

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Determinação do preço de opções resgatáveis"

Copied!
80
0
0

Texto

(1)

DETERMINAÇÃO DO PREÇO

DE

OPÇÕES

RESGATÁVEIS

DISSERTAÇÃO

SUBMETIDA À

CONGREGAÇÃO

DA

ESCOLA

DE

PÓS-GRADUAÇÃO

EM

ECONOMIA

(EPGE)

PARA

A

OBTENÇÃO

DO

GRAU

DE

MESTRE EM ECONOMIA

POR

DOMINGOS AUGUSTO FERREIRA ROMUALDO

RIO DE JANEIRO, RJ

(2)
(3)

TESE

MESTRADO

(4)

ESCOLA DE PÔS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA

DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

CIRCULAR N9 39

Assunto: Defesa Pública de Dissertação

de Mestrado em Economia

Comunicamos formalmente ã Congregação da Escola

que está marcada para o dia 2 de agosto de 1990 (quinta-feira)

às 12:00 h., no Auditório Eugênio Gudin (109 andar), a apre

sentação e defesa pública da Dissertação de Mestrado em Econo

mia, intitulada " DETERMINAÇÃO DO PREÇO DE OPÇÕES RESGATÃVEIS" ,

por Domingos Augusto Ferreira Romualdo.

A Banca Examinadora "ad hoc" designada pela Es

cola será composta pelos doutores: Aloisio Pessoa de Araújo ,

Carlos Ivan Simonsen Leal e Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

(Presidente).

Com esta convocação oficial, além da Congregação

de Professores da Escola, estão ainda convidados a participa

-rem deste ato acadêmico os alunos da EPGE, interessados da FGV

e de outras instituições.

Rio de Janeiro, 16 de julho de 1990.

enrique Simonsen

(5)

LAUDO SOBRE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Como integrante da Banca Examinadora, designado pela EPGE

para julgar a Dissertação de Mestrado, intitulada "DETERMINAÇÃO DO

PREÇO DE OPÇÕES RESGATÂVEIS" do candidato ao título DOMINGOS AUGUSTO

FERREIRA ROMUALDO, apresento as seguintes ponderações que justificam

meu parecer e voto:

D

2)

3)

Maturidade acadêmica do candidato.

Conhecimento da teoria de finanças matemática.

Algumas idéias originais contidas no trabalho de tese

Assim e nessas condições, sou de parecer que a referida

Dissertação seja aprovada e outorgado o título pretendido pelo candi_

dato e autor deste trabalho.

Rio de Janeiro, 0 2 de agosto de 1990

Aloisio Pessoa de Araújo

Professor da EPGE

A-4 Formato Internacional

(6)

ESCOLA OE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA

DA FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

PRAIA DE BOTAFOGO, 19O/10.O ANDAR

RIO DE JANEIRO - BRASIL - CEP 22.250

LAUDO SOBRE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Como membro da Banca Examinadora, designada pela

EPGE para julgar a Dissertação de Mestrado,intitulada "DETER

MINAÇÃO DO PREÇO DE OPÇÕES RESGATÃVEIS", do candidato ao ti tu

Io DOMINGOS AUGUSTO FERREIRA ROMUALDO, apresento as seguin

tes ponderações que justificam meu parecer e voto:

1) 0 aluno demonstra ter raro brilhantismo e maturidade nos

seus conhecimentos.

2) A Dissertação trata de um modelo interessante no uso de

opções; algo ainda pouco desenvolvido entre nós.

3) A apresentação é clara, apesar da falta de exemplos.

Assim e nestas condições, sou de parecer que a re

ferida Dissertação seja aprovada e outorgado o título pretendi

do pelo candidato e autor deste trabalho.

Rio de Jan '990

Carlos Ivan Simonsen Leal

Professor da EPGE

A-4 Formato Internacional

(7)

LAUDO SOBRE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Como integrante da Banca Examinadora, designado pela EPGE

para julgar a Dissertação de Mestrado, intitulada "DETERMINAÇÃO DO

PREÇO DE OPÇÕES RESGATÃVEIS" do candidato ao título Domingos Augusto

Ferreira Romualdo, apresento as seguintes ponderações que justificam

meu parecer e voto:

D 0 problema é original. Não há cálculo do valor deste ati

vo na literatura.

2) Embora não resolva totalmente o problema geral, há várias

respostas parciais interessantes. Em particular, há a não existên

cia de preço de equilíbrio em certos casos.

3) A pesquisa demonstra a grande habilidade do autor com o

ferramental matemático.

Assim e nessas condições, sou de parecer que a referida

Dissertação seja aprovada e outorgado o título pretendido pelo candi

dato e autor deste trabalho.

Rio de Janeiro, 02 de agosto de 1990.

Sérgio Ribeiro da Costa Werlang^

Professor da EPGE e

Presidente da Banca-Examinadora

A-4 Formato Internacional

(8)
(9)

Este trabalho é fruto de vários meses de dedicação, e

diversas

pessoas

me

auxiliaram

durante

sua

execução.

Seria

impossível

citar

todas

sem

indesejáveis

omissões.

Portanto,

deixo aqui meus agradecimentos a todas elas.

É

necessário,

no

entanto,

mencionar

algumas

delas

explicitamente. Em particular, gostaria de ressaltar a

importância

do

ambiente

acadêmico

da

Escola

de

Pós-Graduação

em Economia da FGV/RJ, não só para a realização desta tese,

como também para o aprendizado da Economia como ciência de

uma mar-cira geral. ;> todos os amigos da EPGE, sejam eles

alunos, profess-.,-^ ou funcionários, o meu melhor muito

obrigado.

A idéia que deu origem ao tema desta tese se deve a

James Dow. Os professores Aloísio Pessoa de Araújo e Carlos

Ivan Simonsen Leal leram os originais e sugeriram diversos

(10)

melhoramentos, incluindo sugestões para prosseguimentos

posteriores das pesquisas. Não posso esquecer também do

auxilio da Martha Spalenza Barcellos, sem o qual teria sido

impossível processar o texto tão rapidamente quanto o fiz.

Gostaria também de lembrar minha família, pelo carinho

que sempre me deram, especialmente no período de preparação

desta tese.

Por fim, agradeço ao professor Sérgio Ribeiro da Costa

Werlang, sem cujas infinitas paciência e sabedoria não teria

sido possível a realização desta tese.

Rio, julho de 1990

Domingos Augusto Ferreira

(11)

PÁGINA

AGRADECIMENTOS I

ÍNDICE ZII

INTRODUÇÃO Iv

CAPÍTULO I - AS Hipóteses 1

CAPÍTULO

II

- O

Caso

V(t)

Determinístico

5

CAPÍTULO

III

- O

Caso

Estocástico

19

CAPITULO IV - O Caso Estocástico Geral

-- Alguns Resultados 28

APÊNDICE A

APÊNDICE B C;

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

63

.«o

(12)

Introdução

O problema de determinação do preço de opções já vem

sendo estudado há bastante tempo, e alguns resultados

importantes

foram

obtidos

neste

sentido.

O primeiro

deles,

a

conhecida

fórmula

de

Black-Scholes,

diz

respeito

ao

tipo mais

simples

de

opção

( de

compra

ou

de

venda

)

de

ações

de

uma

empresa, ou seja, uma opção do tipo americana ( o que

significa

que

a

conversão

da

opção

em

ações

da

empresa

é

permitida

em

qualquer

instante

de

tempo

desde

a

emissão

da

opção até o instante de seu vencimento ).

0 desenvolvimento subsequente desta teoria dá-se na

direção,

entre

outras,

de

tentar

determu..^

o preço

de

outros

tipos

de

opções

diferentes

da

opção

americana,

sob

as

mesmas

condições

em que

Black

e

Scholes

estabeleceram

sua

fórmula.

Em outras palavras, procura-se modificar as hipóteses sobre

as cláusulas de funcionamento da opção. Poder-se-ia também

(13)

econômicos,

as

hipóteses

sobre

o

funcionamento

dos

mercados,

as

hipóteses

quanto

à

estrutura

a

termo

da

taxa

de

juros,

ou

as

hipóteses

sobre

a

evolução

no

tempo

do

valor

de

mercado

das ações da empresa.

0 primeiro passo neste sentido é o de tornar a opção

recomprável por parte do agente econômico que o emitiu

( doravante empresa ) . Tal análise é feita por

Ingersoll [1977a], que, supondo uma forma particular para o

preço de recompra da opção, determina uma forma fechada para

seu preço no instante da emissão. Conclui-se que a

introdução

da

cláusula

de

recompra diminui

o valor

da

opção,

o

que

é

intuitivo,

visto

que

"imitam-se

os

direitos

de

seu

adquirente

( doravante

investidor

)

.

A

aná.1

ise

de

Ingersoll

estabelece que existe um par de estratégias dominantes

( estratégia

de

recompra,

para

a

empresa,

e

estratégia

de

conversão, para o investidor ) . A estratégia dominante do

investidor

consiste

em

converter

somente

no

instante

de

(14)

vencimento da opção ou no instante em que houver o anúncio da

recompra, se neste instante o valor de mercado da ação da

empresa for igual ou superior ao preço de exercício ou ao

preço de recompra, respectivamente. A estratégia dominante

da empresa consiste em decidir-se pela recompra quando o

valor de mercado de sua ação atingir o preço de recompra da

opção.

Uma vez mostrada a existência de estratégias dominantes

para investidor e empresa, determina-se o preço da opção no

instante

da

emissão

através

de

uma

condição

de

arbitragem.

Ou seja, como a esperança matemática do valor presente da

seqüência de rendimentos futuros deve ser zero, é possível

calcular o preço da opção. Brennan,M.^ e

Schwartz,E.S.[1977] apresentam algoritmos para determinação

deste preço.

Discrepancias

entre

o preço

teórico

e

o preço

observado

das opções podem ser explicadas pela não-validade das

hipóteses

dos

modelos

na

prática.

Tentativas

de

modificar

(15)

concordantes com os valores observados são o assunto de

Ingersoll[1977b].

Nos trabalhos acima citados, uma das regras da opção é

que sempre que houver a decisão de recompra da opção por

parte da empresa, o investidor conserva o direito de optar

pela conversão imediata, ao invés de aceitar a recompra.

Neste trabalho, modificaremos esta regra, e procuraremos

determinar as conseqüências desta modificação sobre as

estratégias a serem seguidas por investidor e empresa.

Especificamente, suporemos que, na ocorrência de um pedido de

recompra, o investidor perde o direito de se decidir pela

conversão, ficando obrigado a aceitar a recompra.

0 problema matemático resultante desta alteração ê

bastante complicado, porém suas condições podem ser

simplificadas

de

maneira

a

tornar

sua

solução

possível.

duas maneiras de fazê-lo : a primeira consiste em simplificar

a dinâmica do valor de mercado da ação da empresa no tempo,

(16)

fazendo com que esta seja determinística ao invés de

estocástica. A segunda é restringir as estratégias de

investidor

e

empresa,

fazendo

com

que

a

ocorrência

da

decisão

de conversão e recompra passem a depender somente do tempo a

decorrer até a data de vencimento, eliminando-se como fator

que influi nessas decisões o valor de mercado da ação da

empresa. Estas hipóteses simplificadoras, apesar de

diminuírem

o

realismo

da

situação

a

ser

estudada,

permitem

que uma situação de tratamento matemático extremamente

complexo se torne simples, e, consequentemente, possibilita

que se tenha uma idéia de que tipo de modificações

introduz ir-se-ão.

Os dois tipos de modificação nas hipór^ses do problema

serão estudados separadamente. Procuraremos determinar as

mudanças nas estratégias ótimas de investidor e empresa.

Concluiremos que há nesta situação 3 possibilidades que não

ocorriam anteriormente : inexistência de estratégias

dominantes,

inexistência

de

equilíbrios

de

Nash

e

conversão

(17)
(18)

Capítulo

I - As

Hipóteses

Neste capítulo, apresentaremos as hipóteses gerais do

problema a ser tratado no resto deste trabalho. Em primeiro

lugar, definiremos as regras de funcionamento da opção, ou

seja, os direitos e obrigações de investidor e empresa.

A opção é emitida no instante de tempo t=0, ou seja ,

em t=0, o investidor adquire da empresa a opção pelo preço P.

Em qualquer instante de tempo posterior à sua emissão e

anterior ou coincidente com o instante de tempo t=T

(der.cuinado data de- vencimento da opção) , o investidor possui

o direit.o de converter sua opção em uma ação da empresa,

pagando o preço de exercício R. No entanto, não há a

obrigação

do

exercício

em

nenhum

instante

de

tempo.

Por

sua

vez, a empresa pode decidir recomprar a opção do investidor

em qualquer instante de tempo no intervalo (0,T), pagando o

(19)

possibilidade de recompra no data de vencimento da opção.

No caso de ocorrer, em um determinado instante de

tempo, a decisão de recompra ou a decisão de conversão, mas

não as duas simultaneamente, esta decisão deve ser aceita

pela outra parte. Assim, o investidor é obrigado a aceitar a

recompra, enquanto a empresa é obrigada a aceitar a

conversão. ( Aqui reside a diferença entre o caso a ser

estudado e aquele já estudado na literatura econômica o

investidor

não

possui

o

direito

de

optar pela

conversão

ao

invés

de

revender

a

opção

à

empresa

) .

Se

as

duas

decisões

ocorrerem simultaneamente, prevalece a decisão de conversão.

Uma vez ocorrida a recompra ou a conversão, cessaiú os

direitos e obrigações entre as partes.

As hipóteses que faremos são as seguintes :

H1) Mercados Perfeitos : os mercados de capitais são

perfeitos, sem custos de transação ou impostos, e de

(20)

.3.

H2) Não há dividendos-: a ação da empresa não dá

direito

ao

recebimento

de

dividendos,

sendo

demandada

apenas

como ativo financeiro;

H3) Estrutura a termo da taxa de juros: supõe-se que a

estrutura a termo de taxa de juros seja horizontal, ou seja,

que a taxa de juros seja constante e igual a r qualquer que

seja

o

período

de

captação

ou

aplicação

(

r,

no

caso,

é a

taxa instantânea de juros ) ;

H4) Transações em tempo contínuo : os mercados

funcionam continuamente no tempo;

H5) Conversão e recompra imediatas : a conversão ou a

recompra ocorrem imediatamente após o anúncio da decisão de

sua realização, não havendo intervalo de taápo entre as duas;

H6) Indiferença ao risco : tanto o investidor quanto a

empresa são indiferentes ao risco;

H7) Estrutura de capital : as opções de compra de

ações

são

a

única

forma

de

financiamento

da

empresa

com

(21)

H8) Funções utilidade : o valor presente da seqüência

dos rendimentos é utilidade de Von Neumann-Morgenstern, tanto

para a empresa quanto para o investidor. As funções

utilidade

da

empresa

e do

investidor

serão

denotadas

por

U

e

UE/ respectivamente . Note-se que, caso ocorra a recompra da

opção no instante t, quando o valor de mercado da ação da

empresa é V, as expressões para o valor das funções utilidade

do investidor e da empresa serão dadas por :

Ux

= -P

+ e"rt[V-R]

U

=

P - e~rt[V-R]

No caso de ocorrer a recompra no instante t, as

utilidades dos agentes serãc uadas por :

Uj

-P

+ e"rtQ

UE

= P

- e"rtQ

.

Seus argumentos não serão os mesmos em todos os capítulos e,

(22)

Capítulo

II

0 Caso

V(t)

Determinístico

Neste capítulo, suporemos que a trajetória do valor de

mercado da ação da empresa no tempo seja determinística, e

conhecida pelos agentes econômicos. Esta trajetória será

dada pela função contínua

V: (0,T] > (0,+co)

t > V(t)

Faremos ainda uma hipótese adicional, qual seja, a de

que lim V(t) existe e seja finito e positivo. Desta maneira,

t 0

é possível estender p. função V ao intervalo [0,T]

cont:"nuamente. R^ferir-nos-emos a esta extensão como V(t) .

Passamos agora á descrição das estratégias dos

jogadores.

Por

hipótese,

em

cada

instante

de

tempo

o

investidor

(a

empresa,

resp.)

decide

converter

(recomprar,

resp.) a opção baseado em duas informações: o valor de

(23)

mercado da empresa naquele instante e o tempo de que ainda

dispõe para tomar esta decisão. O valor da ação da empresa

entra como argumento de sua decisão pois ele é suficiente

para descrever todas as condições de mercado, visto que este

é competitivo por hipótese. Assim sendo, poderemos descrever

uma estratégia típica do investidor por uma função do tipo

f :(0,+co)x(0,T] > (0

(V,t) > fx(V,t)

cujo significado é o seguinte : no instante de tempo t, se o

valor de mercado da ação da empresa é V, o investidor decide

em que instante de tempo f^Vjt) ele estaria disposto a

exercer sua opção. Evidentemente, devemos ter f (V,t)£t para

todo (V,t). Um? uefinição semelhante é adotada para a

estratégia de conve?:cào da empresa, caracterizada por uma

função

f : (0,+co)x(0,T) > (0,+co)

(V,t) > fE(V't)

No caso, fE(V,t) indica o instante de tempo f (V,t) em

que a empresa estaria disposta, no instante t, a recomprar a

(24)

.7.

ainda dispõe para fazê-lo (T-t). Novamente, temos f (V,t)st

para todo (V,t).

Da maneira como estão definidas f (V,t) e f (V,t),

tanto o investidor quanto a empresa revêem continuamente suas

decisões quanto a converter (ou recomprar) ou não a opção.

Em termos práticos, haverá a decisão do exercício no instante

t se e somente se tivermos fi(V,t)=t, ao passo que, se

fj(V,t) > t, o investidor preferirá continuar esperando o

tempo passar para se decidir pela conversão. Analogamente,

ocorrerá uma recompra sempre que f (V,t)=t, enquanto que, se

fj(V,t) > t, a empresa nada fará no instante de tempo t.

A seguir, faremos algumas hipóteses sobre as

estratégias seguidas pelos jogadores. Em primeiro luw^r,

suporemos que f:(V,t) e f£(V,t) sejam contínuas e possam ser

continuamente

estendidas

a

(0,+co)x[0,T)

e

(O,+co)x[O,T],

respectivamente. Denotemos estas extensões por f'(V,t) e

f£(V,t), respectivamente. Como V é função apenas de t, temos

(25)

onde

e f^

são

funções

contínuas

do tempo,

pelas

hipóteses

que fizemos sobre as extensões f, f e V de f , f e V,

respectivamente. A última hipótese necessária ao

prosseguimento de nossa análise é a de que

tj- inf {t>0; fr(t)=t} > 0 e

t£= inf {t>0; fE(t)=t} > 0

Passemos a explicar o significado desta hipótese. Como

foi

discutido

anteriormente,

o

investidor

exerce

sua

opção

se

e somente se ^(V^tJ-t, o que no contexto deste capítulo

eqüivale

a

fx(t)=t.

Como

f

é

contínua,

temos

que

? <Ç )-t

,

ou seja, tj é exatamente o instante em que o investidor

decide

exercer

sua

opção.

A

hipótese

feita

acima

restringe

as estratégias do investidor de modo que a conversão somente

seja

possível

após

a

emissão

da

opção.

Analogamente,

fE^tE^=tEr e

tE

é

exataroente

o

instante

em

que

a

empresa

se

(26)

opção em instantes de tempo t >0.

E

I

As estratégias de investidor e empresa ficam

completamente caracterizadas pelas quantidades t et,

respectivamente. Isto porque, como definimos t , a empresa

não tomará a decisão de conversão em nenhum instante de tempo

anterior a t£, e, caso a opção não tenha sido exercida antes

de t£, a recompra será imediata. De maneira similar, t

caracteriza o comportamento do investidor, visto que este não

exercerá a opção antes de t[( e a exercerá em t se esta não

houver sido recomprada pela empresa. Note que não excluímos

a

possibilidade

de

o

investidor

não

se

decidir

a

exercer

a

opção em nenhum instante de tempo, deixando seu direito

expirar.

Basta,

para

tanto,

que

t =+»,

ou

seja,

que

{t>0; fj(t)=t}=0. O mesmo ocorre com a empresa, que tem o

direito

de

não

se

decidir

pela recompra

em

nenhum

instante

de

tempo. Esta situação se caracteriza por {t>0; f (t)=t}=e, o

que eqüivale a tE=+». o jogo a ser estudado, portanto, se

(27)

1) Conjuntos de estratégias :

j= conjunto de estratégias do investidor =

- (0,TM+»>

A = conjunto de estratégias da empresa =

2) Funções utilidade :

-rt

wv-- P + Q e

- P

- P

P - Q e

P

-t <t

E I

-rt

- R ] e

-rt

-rt

^

- R ] e

\,

<+00

' tE=tI=+w

onde, por uma questão de simplicidade, denotamos as

estratégias dos jogadores por fcg e tT, eliminando as barras.

Encontramo-nos, pois, diante do problema de determinar

os equilíbrios de Nash deste jogo. 0 teorema que soluciona

este problema é o seguinte

TEOREMA 2.1: 1) Se V(t)sR ,Vte(0,T], (t ,t )»(+»,+») é

equilíbrio de Nash. Além disso, Vte(0,T] tal que V(t)=R,

(28)

.11.

2) Se V(t)>R para algum te(O,T] e V(0)2:Q+R, então não

há equilíbrio de Nash;

3) Se V(t)>R para algum te(0,T] e V(O)<Q+R, defina

A={te(O,T]; V(t)=Q+R}

*

t =min{mf A,T}

Considere

a

restrição

g(t)

de

e~rt[V(t)-R]

a

[0,t*].

Então:

i)Se t=0 é o único ponto de máximo de g,

então não há equilíbrio;

ii)Se t^O é ponto de máximo de g e

e

[V(tr)-R]£e

r Q,

(t^+oo)

é equilíbrio

de Nash;

iii)

Se

Ej*O

é

o

único

pou-o

de

máximo

de

g

-rt

e

I[V(ti)-R]>e"rTQ,

defina

t'

por

-rt -rt'

e

I[V(ti)-R]=e

EQ

e t" por

it _rt -rt _

Então, VtE[t£,tJ], (tj,tE) é equilíbrio de

(29)

uma das formas acima.a

A demonstração deste teorema encontra-se no apêndice A.

Nos casos em que houver equilíbrio de Nash, o preço da

opção deve ser tal que, em equilíbrio, as utilidades de

investidor e empresa sejam zero, de modo que seus ganhos

esperados sejam nulos ( o jogo, portanto, é justo ) . Isto

posto, no caso (1) teremos P=0, e nos casos (3ii) e (3iii) do

teorema acima teremos P=g(t ) .

Passaremos agora a descrever em termos econômicos o que

cad? '-.ííi destes caso.-' representa.

Nox.?.-se que, i?o caso de ocorrência de recompra, a

empresa tem o máximo interesse em realizá-la o mais tarde

possível. Assim sendo, não pode haver equilíbrio com t

menor do que t^, pois, neste caso, se 0<At<t -t , então para

a empresa seria melhor jogar t +At do que t . Portanto, em

equilíbrio, sempre ocorrerá o exercício ou se deixará expirar

(30)

.13.

ambos os direitos ( o de conversão e o de recompra ).

Se V(t)^R, para todo instante de tempo t, não há

incentivo para que o investidor exerça seu direito de

converter; ou, na melhor das hipóteses, quando V(t)=R, o

investidor será indiferente entre converter a opção e deixar

seu direito de conversão expirar, pois o ganho líquido de

ambas as decisões será zero. Isto posto, a melhor

estratégia para a empresa é não recomprar a opção ( o que

representaria um dispêndio da quantia Q para retirar do

investidor um direito que ele não exercerá, ou na melhor das

hipóteses, exercerá sem ganhos ) . 0 preço de equilíbrio da

opção será zero.

Caso V(t)>R para algum fc e (0,T], é claro que o

exercício valerá a pena em algum instante de tempo. Resta

saber em que condições isto se dará em equilíbrio.

Para que a empresa não tenha incentivo para jogar

tE<ti'

ou

S63a'

para

que não

haja

incentivo

à

recompra

da

(31)

E I

o que eqüivale a :

Ou seja, a despesa que a empresa tem com o exercício

deve ser menor ou igual à que teria com a recompra. Deste

modo, o investidor não pode esperar para converter a opção

quando o valor de mercado da ação for maior que Q+R, pois

nesse caso a empresa recompraria a opção antes deste

exercício. Desta maneira, o máximo valor que a ação da

empresa atingirá é Q+R. Se V(t)>Q+R, o comportamento da

empresa será de recomprar a opção antes de t.

Entre dois instantes de tempo t et (t <t ) para os

1 2 12

quais V(ti)=V(t2)=Q+R, é preferível para o investidor o

exercício em tjf pois ele disporá do mesmo montante líquido

(Q) em um instante de tempo anterior. Assim, no mais tardar,

o investidor exercerá o direito de conversão no primeiro

instante

de

tempo

em

que

o valor

da

empresa

atingir

Q+R.

Ele

(32)

.15.

relação a esse instante se o ganho de tempo obtido compensar

a diminuição da quantia líquida recebida, mas de modo algum

poderá esperar converter após tal instante.

Deste modo, fica claro que, se V(O)=lim V(t) >Q+R, não

t 0

haverá equilíbrio de Nash não importa quão cedo o

investidor se decida a exercer sua opção, sempre haverá um

instante de tempo anterior no qual a empresa preferiria ter

recomprado a opção. Se V(O)=lim V(t)=Q+R, um fenômeno

t 0

semelhante pode ocorrer. Basta que em qualquer vizinhança de

0 tenhamos valores de t para os quais V(t)>Q+R. Por outro

lado, se V(t) tender a Q+R por valores não-superiores a Q+R

( isto é, se houver uma «'izinhança {0,r.) de 0 na qual

V(t)^Q+R ), então não importa quão cedo c investidor se

decida a converter a opção, ele sempre poderia aumentar sua

utilidade convertendo-a mais cedo. Em ambos os casos, também

ocorre a inexistência de equilíbrio de Nash.

Se V(0)<Q+R, então, como concluímos acima, o investidor

(33)

ação da empresa alcançar Q+R para converter. Denotamos este

instante por t . Então, sua estratégia ótima será a de

converter sua opção no instante de tempo pertencente ao

intervalo

(0,t

] que

maximizar

o valor

atual

desta

conversão.

Só não haverá equilíbrio se este máximo não existir. ( Este

caso corresponde àquele em que o máximo da função

e ' [V(t)-R] no intervalo [0,t ] ocorre no ponto t=0, e em

nenhum outro ponto. Temos o mesmo tipo de fenômeno que

ocorria se V(0)=Q+R e V(t)<Q+R em uma vizinhança de zero : o

investidor

prefere

converter

em

instantes

de

tempo

arbitrariamente próximos do instante de emissão da opção ) .

Outra condição para que haja equilíbrio diz receito ao

comportamento da empresa. É preciso que sua decisão de

recompra não ocorra nem tão cedo que tornasse vantajoso para

o investidor esperar para aceitar sua proposta, nem tão tarde

que permitisse que o investidor aumentasse sua utilidade

deixando para converter a opção mais tarde este último

(34)

.17.

subir muito à medida que o instante de maturação da opção se

aproxima.

É interessante notar três possibilidades neste jogo, em

relação ao que ocorria nos casos anteriormente estudados na

literatura. A primeira delas é a de inexistência de

estratégia dominante. Para trajetórias do valor da empresa

com determinadas caracteristicas, isto não impede que haja

equilíbrios de Nash; entretanto, em outros casos ( no teorema

1, os casos 2 e 3i ) , não é possível encontrar nem

equilíbrios de Nash e, consequentemente, não se pode

determinar o preço da opção.

Em terceiro lugar, é de se notar que ocorrem

equilíbrj.os em que a conversão não é forçada pela decisão de

recompra ou pelo vencimento da opção. De fato, ocorrem casos

em que o investidor sairia perdendo se resolvesse rever sua

decisão de conversão e esperar a decisão de recompra da

empresa. ( Isto ocorre no caso 3iii do teorema 1, caso

(35)

fosse dado o direito de optar pela conversão no instante da

recompra ele mudaria sua forma de agir.

No que concerne à existência de e-equilíbrio nos casos

do teorema 2.1 nos quais não existe equilíbrio, temos o

seguinte:

TEOREMA 2.2: 1) Se V(t)>R para algum te(O,T] e

V(O)iQ+R, então existe c-equilíbrio se e somente se V(O)=Q+R;

2)Se V(t)>R para algum te(O,T], V(O)<Q+R, e

0 é o único ponto de mínimo de g, então existe c-equilíbrio.

A demonstração deste teorema se encontra no apêndice

(36)

Capítulo

III

0 Caso

Estocástico

Neste capítulo, suporemos que o valor de mercado da

ação da empresa segue um processo estocástico lognormal , ou

seja, o valor de mercado da ação da empresa é solução da

equação diferencial estocástica :

dV

^ = uât + aáz

V(O)=1 com probabilidade 1

Como no capítulo anterior, as estratégias do investidor

podem ser descritas por funções

f :(0,+a>)x(0,T] > (0,+*) e

(v,t) > f,{ir,t)

f : (0,+oo)x(0,T) > (O,+oo)

(V,t) > f£(V,t)

com os mesmos significados que anteriormente. Neste caso, o

valor que a função assume em um determinado instante de tempo

depende da trajetória do valor da empresa no tempo, e os

níveis de utilidade dos jogadores serão os valores esperados

(37)

das funções utilidade definidas anteriormente condicionados

às suas estratégias de conversão e recompra. Infelizmente, o

problema matemático resultante é de tratamento bastante

complexo. Alguns resultados iniciais são apresentados no

próximo capítulo. Neste capítulo, efetuaremos a

simplificação de tornar tanto f quanto f função somente de

t, eliminando sua dependência do valor da empresa V.

É claro que fj e f£ satisfazem a:

Como anteriormente, haverá a decisão de conversão

-rapra, respectivamente ) no instante t se e somente se

íjCt^-t ( fE(t)=t, respectivamente ), enquanto tal decisão

será adiada quando fx(t)>t ( fE(t)>t, respectivamente ).

Consequentemente, as ações do investidor estarão

perfeitemente caracterizadas por

(38)

.21.

tE-inf{t(O,T];fE(t)«t}

A conversão ocorrerá no instante t , se não houver

nenhuma recompra antes, e a recompra ocorrerá no instante t ,

se não houver conversão antes. Em termos matemáticos, se

considerarmos equivalentes duas estratégias f (t) e f (t)

se tj =tj , o conjunto de estratégias do investidor passa a

1 2

ser o conjunto quociente de seu conjunto de estratégias

anterior

jf^

(0,T]

R»fK(t)fet;lnf(fx(t)«t}>o]>

por

esta

relação de equivalência. Suporemos que t >0 e t >0. Da

i. t.

mesma forma que anteriormente, estas hipóteses eliminam a

possibilidade de conversão ou recompra no instante de emissão

da opção. Não ficam excluídos os caf.cs em que não há

recompra nunca ( ou seja, quando t =+w ;?;to ocorre se

{te(0,T] ;fE(t)=t}=0 ) ou em que não há conversão nunca ( caso

t^+oo porque {te (0,T] ;fi (t)=t}=0 ) . Reduz-se, portanto, a

análise do jogo acima descrito à análise de um novo jogo com

(39)

Uma vez que :

dV

V = Uát + crdz

V(O)=1 com probabilidade 1

é possível mostrar que

log V(t)~ N

- -|-)t,cr2tj

e portanto :

EV(t)=eMt

( ver apêndice B para a demonstração ).

Uma vez que o valor esperado da ação da empresa cresce

à taxa u, e os agentes econômicos são indiferentes ao risco,

aáo há razão para supor que u seja diferente de r. No o-ia se

segue, resolveremos o problema supondo /i^r. 0 caso ara que

=r fica resolvido como um caso particular.

Desta maneira, as funções utilidade serão dadas por :

-rt

- P + Q

e

E

, tE<tx

wv-

-P+[e Mt -R]e -rt

, t =t =+00

(40)

U (t ,t )*

Ev i' e'

.23.

-rt_

P

Q e

E

, tE<tj

P-[e -R]e , tít ,t <+<»

P , t =t =+m

Isto posto, enunciamos o teorema que caracteriza os

casos de existência de equilíbrio de Nash.

TEOREMA 3.2: 1) Se Q+R<1, não há equilíbrio de Nash;

2)

Se

KQ+R<eyT,

defina

t*

por

:

log(Q+R)

t

-* * *

Então, t e(0,T) e (t ,t ) é o único equilíbrio de Nash;

3) Se R^e^ íQ+R, então (T,+oo) é equilíbrio de Nash;

4)

Se

R*eur,

então

(+co,+oo)

é equilíbrio

de

Nash.

hlém disso, todo? os equilíbrios de Nash do jogo são de

uma da.s formas <>?'<7?.^.m

A demonstração do teorema encontra-se no apêndice A.

Nos casos de existência de equilíbrio de Nash, a

condição de arbitragem ( de acordo com a qual não é possível

para nenhuma das partes realizar ganhos em valores

esperados ) implica que a utilidade de investidor e empresa

(41)

teorema acima, o preço da opção será dado por:

Q

Caso 2: P=

Caso

3:

P=

e"rT[eyt-R]

;

Caso 4: P= 0.

Em particular, se /i=r:

Q

Caso 2: P=

Q+R

Caso

3:

P=

l-e~MTR;

Caso 4: P=0.

Tratemos, pois, de caracterizar cada um destes casos

ddo teorema 3.1. Note que, no caso de ocorrência de

conversão, o investidor teu interesse er. v^ue esta se dê o

mais tarde possível, porque a condição (ür gcirante que

d(e-rt[eíxt-R])"

= (M-r)e-(^r)t+rRe-rt

* 0

dt

ô(U (t ,t ))

se t^O. Portanto, se t <t , temos "'= > 0, o que

1 E

st

justifica nossa afirmativa.

Tratemos, pois, de compreender o significado de cada um

(42)

.25.

com t <+« e t <+m, devemos ter t =t . Isto ocorre porque

1 B I E

tanto investidor quanto empresa têm interesse em aguardar o

máximo possível para tomar a decisão de exercer suas opções.

Além disso, em equilíbrio, deve ser indiferente para ambos os

agentes a ocorrência de recompra ou de conversão. Isto

ocorre porque, se fej"t_j e se no instante t a recompra for

preferível para a empresa do que a conversão, esta preferirá

recomprar a opção um pouco antes de t . Por outro lado, se

em t£ a empresa prefere que ocorra a conversão do que a

recompra, o investidor prefere a recompra que a conversão, e

portanto se decidiria a atrasar sua decisão de exercício.

Assim sendo, a condição para que haja equilíbrio com

tE<+w e t^+oo é que, para algum instante de tempo entre 0 e

T, conversão e recompra sejam indiferentes para os dois

agentes ( caso 2 ) . As possibilidades de não-ocorrência de

equilíbrio se reduzem ao caso em que, já na emissão da opção

a recompra fosse mais vantajosa para a empresa do que a

(43)

a conversão fosse mais atrativa para o investidor do que

qualquer possível recompra posterior. Esta situação

corresponde ao caso 1.

Outro tipo de situação ocorre quando, mesmo na data de

vencimento da opção, não é interessante para a empresa

recomprar a opção para evitar uma possível conversão, porque

assim fazendo estaria gastando mais do que gastaria com esta

eventual conversão. Neste caso, há dois tipos possíveis de

equilíbrio ( sempre com t =+» ) . Se, para o investidor, for

preferível a conversão do que deixar expirar o direito de

conversão, sua estratégia ótima é t =T ( caso 3 ) . Caso

contraiío, ele deve jogar t =+» ( caso 4 ) .

Nc-?;te case, também verificamos a possibilidade de

inexistência de estratégias dominantes. Além destas não

existirem no caso 1 ( evidentemente ), o equilíbrio obtido no

caso 2 também não é um equilíbrio em estratégias dominantes,

pois se a empresa decidisse atrasar um pouco sua decisão de

(44)

.27.

postergando a conversão . Por outro lado, a estratégia de

equilíbrio da empresa não seria ótima no caso de o investidor

resolver converter mais tarde. Somente nos casos 3 e 4

teríamos equilíbrios com estratégias dominantes, pois são

exatamente os casos em que as decisões de conversão e

recompra não podem ser postergadas em relação às posições de

equilíbrio.

No caso 1, de inexistência de equilíbrio, temos o

seguinte teorema.

TEOREMA 3.2: Se Q+R^l, existe e-equilíbrio se e somente

se Q+R=l.«

(45)

Neste capítulo, apresentaremos alguns resultados no

caso estocástico. Mais especificamente, eliminaremos as

hipóteses de que f (V,t) e f (V,t) não dependem de V, e

demonstraremos algumas propriedades de que equilíbrios de

Nash do jogo resultante gozam.

Faremos uma pequena modificação nas regras de

funcionamento da opção, que consiste no seguinte: caso

ocorram simultanemente as decisões de exercício e recompra em

um determinado instante de tempo, decidir-se-á na sc-L.e qual

das duas decisões deve prevalecer: a recompra prevalece com

probabilidade A e o exercício com probabilidade 1-X. Esta

especificação engloba a situação anterior como caso

particular (A=0).

Suporemos que, para cada valor de t, f e f são

(46)

.29.

contínuas e não crescentes em V. Isto é intuitivo, pois

quanto maior o valor da ação da empresa num dado instante de

tempo maior interesse o investidor terá em trocar sua opção

de compra por ela. Por outro lado, a empresa também terá

interesse em tirar do investidor o direito de compra da ação.

Assim sendo, defina as funções V e V por:

Vj(t)=inf{VlR*;fi(V,t)=t}

VE(t)=inf{VeR*;fE(V,t)=t}

Pode acontecer que, para nenhum V>0 tenhamos f (V,t)=t.

Neste caso, o investidor não decidiria exercer a opção em

hipótese nenhuma. Assim sendo, V (t)=+a>. Similarmente, se

fE0T L)>t para tod^' 7>0, a empresa não se decide a recomprar

a opção t-ara nenhum v^ior da ação. Neste caso, V (t)=+oo.

Se houver algum V para o qual fi(V,t)=t, então para

todo V>V temos fi(V/,t)=t, pois fj(.,t) é uma função não

crescente e f^VjtJfct para todo (V,t) . Pela continuidade de

fjí./t), temos que fi (Vi (t),t)=t. Por outro lado, se

(47)

V:(t). Assim, Vx(t) caracteriza inteiramente o comportamento

do investidor no seguinte sentido: no instante de tempo t, o

investidor exerce a opção se e somente se o valor de mercado

da ação da empresa for maior ou igual a V (t) .

Analogamente, se f (V,t)=t para algum V, então para

E

todo V>V teremos f (V',t)=t, pois f (.,t) é não crescente e

c* r.

f (V,t)£t. Pela continuidade de f (.,t), V (t) é o menor

t- E E

valor da ação da empresa que faria a empresa anunciar a

decisão de recompra no instante t.

Portanto, podemos considerar equivalentes duas

estratégias diferentes f^ (V,t) e fx (V,t) se ^ (t)=V (t) ,

1 Z 2 2

pois adotando qualquer desf^-. duas estratégias o investidor

tomará as mesmas decisões quanto a exercer ou não a opção.

Portanto, passamos a considerar V (t) como a estratégia do

imvestidor. Analogamente, se para duas estratégias f (V,t)

i

e fE (V,t) da empresa tivermos VE (t)sVE (t) , então a adoção

de fj como estratégia por parte da empresa trará as mesmas

conseqüências práticas que a adoção de f . Em outras

(48)

.31.

palavras, a decisão de recompra no instante t se o valor da

ação da empresa for V será tomada se a empresa adotar a

estratégia f se e somente se tal decisão também for tomada

Ei

caso a empresa adote f , de modo que podemos considerar

fE (Vft) equivalente a f (V,t). Portanto, justifica-se

i 2

considerar VE(t) como a estratégia da empresa.

Matematicamente, estamos passando o quociente dos antigos

conjuntos de estratégias de investidor e empresa pelas

relações de equivalência acima especificadas.

Suporemos que tais funções V e V são mensuráveis.

Assim fazendo, estamos impondo uma restrição às estratégias

possíveis dos jogadores. Esta por certo não é uma hipótese

muito restritiva.

Isto posto, defina

Se a opção não for exercida nem recomprada em nenhum

instante

de

tempo

anterior

a t,

então

ela

será

exercida

ou

(49)

V(t) . Assim, denotando por V(t) o valor de mercado da ação

da empresa no instante t, ocorrerá a recompra no instante t

se V(t')<V(t'),Vt'<t e VCtJiVCt^V^t^V^t), ao passo que

ocorrerá o exercício no instante t se V(t')<V(t'),Vt'<t e

VítJaVít^V^tJsV (t) . Na ocorrência de V(t)*V (t)=V,(t) ,

decide-se na sorte se haverá recompra ou exercício.

Definamos os conjuntos A , A e A_ por:

Então, Aj, Ae e A= dependem das estratégias V e V do

invéscidor

e

da

empresa.

Os

níveis

de

utilidade

de

investidor

e empÉesa

serão

dados

pelas

esperanças

matemáticas

do valor presente de suas seqüências de rendimentos futuros,

pois por hipótese estes valores presentes são utilidades de

Von Neumann-Morgenstern e os agentes são indiferentes ao

risco.

As

expressões

para

estes

níveis

de

utilidade

serão:

-

-

r ~rt

-

-

r

(50)

.33.

r rt

V)

|e

{(1-A)

[V(t)-R]+AQ}p(V,t)dt

+

Je~rTVq(V)dV

-P

Ai

-

-

r ~rt

-

-

r

-r-t

UE(VI'VE)=~J

e

-rt

[V(t)-R]p(V,t)dt

-

Je

rtQp(V,t)dt

-A

e {(1-X)[V(t)-R]+XQ}p(V,t)dt - |e"ilVq(V)dV +P

A i O

onde p(V,.) é a função densidade de probabilidade do tempo em

que o valor da empresa primeiro atinge ou ultrapassa V(t), e

q(.) é a densidade de probabilidade do valor da empresa no

instante T dado que V(t)<V(t) para todo t<T. Note que tanto

p quanto q são densidades de probabilidades defectivas, no

sentido que suas integrais sobre seus respectivos domínios

são menores que 1. Temos, no entanto., que:

T V(T)

Jp(V,t)dt

:- f q(V)dV

- l

o o

A não-existência de uma forma fechada para p e q é

exatamente o que torna difícil o cálculo das utilidades do

investidor

e da

empresa,

e,

portanto,

a solução

do

problema.1

Uma forma fechada para p e q existe apenas em casos

(51)

De todo modo, podemos estabelecer os teoremas a seguir.

TEOREMA 4.1; Seja (V »V ) equilíbrio de Nash. Se

Ac(O,T)é mensurável tal que V(t)=V (t)<V (t) e V(t)>Q+R para

todo teA, e A>0, então mA=0.

DEMONSTRAÇÃO; Suponha mA>0, e defina a estratégia V'

por:

fV (t) , se t*A

, se teA

Então, se t*A, V'(t)»V(t)f ao passo que se

teA:

V (t)=min{V (t) ,V (t)}=V (t)=min{V (t),V (t)}=V(t)

E I I I E

Deste modo, a função V não muda e. portanto,

não mudam riS densidades de probabilidade p e q.

Conclui-se que :

W^Í^W^"!0

[V(t)-R]p(V,t)dt

-A

-|e

{AQ+(1-A)[V(t)-R]}p(V,t)dt=

A

r ~rt

=A e [V(t)-Q-R]p(V,t)dt>0,

A

pois p(V,t)>0 para todo t. Assim sendo,

(V,V ) não pode ser equilíbrio de Nash.»

(52)

.35.

TEOREMA 4.2: Seja (V^V^ equilíbrio de Nash. Se

Ac(0,T) é mensurável tal que V(t)=VE(t)<V (t) e V(t)>Q+R para

todo teA, e A<1, então mA=O.

DEMONSTRAÇÃO: Idêntica à do teorema 4.1. Defina V' por:

V (t) , se téA

v'(t)=-J

iyE(t) , se teA

Como antes, a função V não muda, e,

consequentemente, permanecem inalteradas as densidades

de probabilidades p e q. Assim:

-rt

{(l-X) [V(t)-R]+XQ}p(V,t)dt

-A

r "rt

--!e

Qp(V,t)dt

=

A

. -rt

=(l-A)Je [V(t)-Q-R]p(V,t)dt >0.

A

De novo, absurdo.

COROLÁRIO 4.3: Seja (Vj,Ve) equilíbrio de Nash.

Suponha que Xe(O,l). Se Ac(O,T) é mensurável tal que

(53)

Neste apêndice, demonstraremos os teoremas enunciados

nos capítulos II e III. Começaremos pelos teoremas do

capítulo II.

Por motivos de organização, dividiremos a demonstração

do teorema 2.1 em três partes, que correspondem aos três

casos descritos em seu enunciado. O teorema, portanto, será

uma conseqüência imediata dos três lemas a seguir.

LEMA 1: Nas condições ao capítulo II, suponha V(t)sR

para todo te(O,T]. Então, pc.ra todo t *{0,T] tal que

V(tj)=R, (t^+oo) é equilíbrio de Nash. Além disso, todos os

equilíbrios de Nash do jogo são desta forma.

DEMONSTRAÇÃO; Uma vez que V(t:)£R para todo te(O,T]f

temos:

(54)

.37.

~rti

i)Se t^t^+co: üjít^tj.)FfO

"rtE

s-P+e Q

-rt

ii)Se t^t^+coziyt^t^

s-P =

-rt

111) se uyu^t^y-p+e Q=vt{+»,tE).

Assim, t^+w é estratégia dominante para o

investidor. Portanto, em equilíbrio, o investidor joga

estratégia que lhe dê o mesmo nível de utilidade que

Suponha (t^t ) equilíbrio. Então, se t »+»:

-rt

"rti

pois, para todo tie(O,T], UE(ti,+oO)=P-e [V(t )-R]sp.

Temos um absurdo. Conclui-se que t =+». Como

E

U(+eof+w)>U(+co,t) se te(O,T), E (+»,+») é equilíbrio.

(55)

-[V(tz)-R]

=-P=

UE(tl/+o9)=P-e [V(tx)-R] =

=P=

=UE(+oo,+M)>

Assim sendo, (t ,+oo) é equilíbrio de Nash.i

LEMA 2:Nas condições do capítulo II, suponha que

V(t \->*? para alguup 4-/-(0#T], e que V(O)iQ+R. Então, não há

equilíbrio de Nash.

DEMONSTRAÇÃO: Por absurdo. Suponha que (t ,t ) é

equilíbrio. Neste caso devemos ter necessariamente

- - . _ _ _ min{t ,T}-t

t^tE,

pois,

se

tx>tE,

seja

tE=t£+

\

L-.

Então, tE<tE<tx, e, portanto:

(56)

.39

o que contradiz

Não podemos ter t =+«, pois neste caso

tE=+m, e assim:

Ui ^i^E3

="P<-P+ert

[V(f)

-R]^

(f ,tE)

Então, t <+oo.

Tratemos primeiramente do caso em que

V(O)>Q+R. Neste caso, existe ee(O,T] tal que, se

te(O,e], então V(t)>Q+R. Provemos agora que

i

Suponha que t^c. Há duas possibilidades :

-rt

i)

-e

I[V(ti)-R]<-e"v''C:

Então,

-rt

<P-e-reQ=

e portanto (t1i\) não é equilíbrio de Nash, o que é

absurdo.

-rt

(57)

e, temos que Q<V(e)-R. Então :

-rt

s-P+e~reQ<

<-P+e~re[V(e)-R]

pois tit>c, e (t ,t ) não é equilíbrio de Nash. De

novo, um absurdo.

Portanto, mostramos que, para todo ee(0,T]

tal que V(t)>Q+R para todo te(0,e], temos t =se. Fixe

c com essa propriedade. Então, para todo a(0,l), ccc

tem essa propriedade, pois:

0<t<ae=*0<t<e=»V(t) >Q+R

Assim, t sae , para todo ae(0,l), e porirontc

t^O, o que é absurdo.

Passemos agora ao caso V(0)=Q+R. Suponha

(t^t^)

equilíbrio.

Seja

e>0,

e tome

5e(0,t

) tal que

0<tsô

=* e"rt[V(t)-R]£Q-e

(58)

.41.

[V(ti)-R]<Q-c. Então:

-rô

[V(ô)-R]

e portanto

(£.#fL)

não

seria

equilíbrio

de

Nash.

~rS

-Deste modo, temos e [V(t )-R]iQ-e, para

-rt

todo e>0, o que implica e [V(tx)-R]íQ. Agora, tome

* _

tEe(O,t ) . Então:

üE(ti,tE)=P-e

EQ>

>P-Q>

pois

tE<^-I-^E-

Deste

modo,

(^I'^E)

não

seria

equilíbrio de Nash, o que não ocorre. Esta contradição

demonstra o segundo caso.»

LEMA 3: Nas condições do capítulo II, suponha que

(59)

A={te(O,T]; V(t)=Q+R}

t =min{inf A,T}

Considere

a

restrição

g(t)

de

e~rt[V(t)-R]

a

[0,t*].

Então:

i)Se t=0 é o único ponto de máximo de g, não há

equilíbrio;

ii)Se t^O é ponto de máximo de g e

-rt

e

^Vít^-Rjse

rTQ,

(t^+oo)

é equilíbrio

de

Nash;

iii)Se t^O é ponto de máximo de g e

-rt

e

[V(ti)-R]>e"rTQ,

defina

por

-rt -rt

Jlnf{t«(O,T}?

rt

'

tJ-lnf{t«(O,T}?«

'[Vft^-RJfce

Q)

e t" por

-t

sfetJ;e

rt

EJ [V(t)-r]>e ^

Então, Vte[t't"], Ct,,tJ é equilíbrio de Nash.

t. h L I E

Além disso, todos os equilíbrios de Nash do jogo são de

uma das formas acima.

DEMONSTRAÇÃO: Como V(O)<Q+R, existe uma vizinhança de

(60)

.43.

consequentemente, t >0.

Suponha que (t ,t ) é equilíbrio. Mostremos

í ti

que t^e t£ satisfazem às condições do lema. Exatamente

pelas mesmas razões que no lema 2, em equilíbrio

devemos ter t^^ e t^+w. Portanto, se (t ,t ) é

equilíbrio, t^T. Mostremos também que V(t )*Q+R.

Com efeito:

[Vít

sup

-rt

=

sup P-e

EQ-t <t

E I

-rt

= P-e

XQ

+

Isto posto, não podemos ter t >infA, pois,

se o tivéssemos, infA^T e daí V(infA)=Q+R. Assim:

-rt

-rt

=-P+e

I[V(infA)-R]<

(61)

=U (infA,t ) . Absurdo.

Assim, t smin{infA,T}, e t st

Provemos então que t maximiza g em (0,t ].

Suponha

existir

ti

e(O,t*]

tal

que

g(t')>g(t).

Se

t =+oo, então t'<t . Se t <+«:

-rt

sup U (tl,tE) =

= sup -P+e Q=

t >t

I E

= -P+e Q =>

-rt, _ -rtEQ

Se ^[-\, então:

-rt'

g(tp=e

l

>e

>e Q =»

-r[tí-tE;

[V(tp-R]>e

* V(t|)>Q+R => t[>infA>t (absurdo).

(62)

.45.

U(t,t)=-P+g(t)<-P+g(t/)=U(t/,t) (absurdo).

Mostraremos agora que V(t)>R. Com efeito,

*

se inf A^T, então infA=t , de onde se segue que

V(t )=Q+R. Logo, como g(t:)íg(t )=e Q>0, temos

V(ti)-R>0.

Por

outro

lado,

se

infA=+oo,

então

t'st*

e

g(tI)^g(t')=e"rt/[V(t/)-R]>0,

e V(ti)-R>0.

Temos que:

-rt

sup

~rtE

sup -P+e Q

rt

V-t-e "Q =»

-rt

*

-P+e

^vrtJ-Rlí-r-:'-

EQ

*

-rt _ -rt

4

e

[Vít^-Rjse

EQ.

-rt -rT

Se tivermos e [Vít^-Rj^e Q, isto

~rT

~r\

implica e Qse Q, donde t ^T e portanto t =+<». Por

-rt _ -rT

outro lado, caso e [V(t )-R]>e Q, seja

-rt _ -rt

(63)

A seguir, mostramos três desigualdades

i*fc

envolvendo t£. Em primeiro lugar, como e Q é função

-rt -rT

decrescente de t e e [V(t )-R]>e Q, temos que

t'<T. Além disso, devemos ter f^infA. Esta

desigualdade

é clara

se

infA=+oo.

Se

infA^T,

t*=infA

e:

g(t,)=e

-rinfA_

=e Q =*

Por fim, temos que t'£t , pois senão

~*\ _ -rE

e [V(ti)-R]>2:e Q, e V(ti)>Q+R, o que já mostramos

não ocorrer. Podemos então escrever que tr---L'st e

t'<T. e Resta provarc que^ t'ít e e ít", e ' onde

^;e

rt[V(t)-R]>e

Como U (t ,t )i sup U (t ,t ) , temos:

a)Se tE<+oo: e

b)Se t =+»: trivialmente, t >t'.

£- E E

(64)

.47

&

lado, se t >t", então existe t <t tal que

t. fc. E

e'rt

[V(t*)-R]>e

'

e consequentemente

[V(t

<-P+e"rt

[V(t*)-R]=

=U (t , t ), contradição,

Portanto, conclui-se que t[t',t"]

Provemos agora a outra parte do teorema, ou

seja, mostremos que se t e t satisfazem às condições

do enunciado, então (t ,t ) é equilíbrio de Nash.

-rt -rT

Suponhamos que e [V(t)-R]^e Q. Então,

seja tE(OfT)u{+-:-í .

i)Se \<ti:UE(ti

=-e

-rt -rt

V

(65)

Se

infA^T,

g(infA)=e

rinfAQ^g(t

)se~rTQ

=>

infA^T (absurdo). Logo, infA^T e t =T.

i)Se iiii

-rtj _ -rt

=e

'[V^RJe

ii) Se ti=+o0:ui(ti,+c0)-ui(ti,+ro) =

"r1Ei

=e

Logo, (t ,+w) é equilíbrio de Nash.

-rt -rT

Suponhamos, agora, que e [V(t )-R]>e Q.

Em primeiro lugar, note que se t^t', então t^t

Seja tEe(0,T)u{+oo}. Então:

Ge t E <t I : ü Ev (t I ',t E' )-U EV (t I ',t E' ) =

-rt -rt

= -e

x[V(t

I

)-R]+e

EQ>

-rS _ -rt

> -e [VftjJ-RJ+e Q=

- e

ii)se t^: U^t^t^-U^E,^)^.

Agora, seja t e(0,T]u{+oo}. Caso t <+«.,

(66)

.49.

i)Se

-rt -rt

=e [V(tx)-R]-e

=g(tI)-g(ti') (pois t£s

ii)Se t'<t st :Então, tít", e portanto

"^ _ -rt

=e

^Ít^

'

pela definição de t ."

-rt -rt

e

'

porque tat' e pela definição de t'.

E E E

Se \=+mt não há a possibilidade de

ocorrência do caso (iJi) acima e o c^.^o (i) é idêntico.

No caso (ii) , se t <+», tainiám não há i.:--edificações. Se

t =+oo, então:

-rt

=e

I

o que conclui a demonstração do lema 3, e, portanto, do

(67)

TEOREMA 2.2: 1) Se V(t)>R para algum te(0,T] e

V(0)iQ+R, então existe c-equilíbrio se e somente se V(0)=Q+R;

2)Se V(t)>R para algum te(0,T], V(0)<Q+R, e

0 é o único ponto de mínimo de g, então existe

e-equilíbrio.

DEMONSTRAÇÃO:1)Suponhamos que exista e-equilíbrio.

Então, para todo e>0, existem t e t tais que:

lytj,^)* sup üf(t,t^)-e e

U^t^t^i SUp OE(tJ#t)-.

Mas:

lim Ui(t,t£)=-P+[V(0)-R] * sup U^t^^s-P

lim U (t ,t)=P-Q => sup U (t .t)fcP

t 0

E

:

t

E

J

Assim sendo:

°x<W* -p+tV(0)-R]-e

Deste modo:

Ux(t1#tE)*P-[7(0)-R]+fi

(68)

.51.

para todo e>0, e portanto, V(O)sQ+R, o que implica

V(O)=Q+R.

Por outro lado, se V(O)=Q+R, tome 5>0 tal

que, se 0<t<Ô, então:

|e~rt[V(t)-R]-[V(0)-R]|<

;

le"rtQ-Q|<

2

Tome tj/tj- quaisquer em (0,e) tais que

t <t . Então:

e

sup U (t,t )s-P+[V(O)-R]+

"rtE

sup U (t,t )=-P+e

t>t

!

E

Assim:

VVV~SÜP UI(tftE)|á|U1(ti#tE)-(-P+[V(O)-R])| +

e e

+ |(-P+[V(C)-R])-sup U (t,t )\s + =c.

t 2 2

Por outro lado :

sup U£(ti,t)=P-Q

-rt _

sup

U (t

t)=P-e

x[V(t

)-R]sP-[V(O)-R]+

2

(69)

|UE(ti#tE)-sup UE(t:

G C

+ l(-P+Q)-sup U (tT#t)|* + =e.

t

E

:

2

2

2)Suponha

V(0)-R<e~rTQ.

Pela

definição

de

A

no teorema anterior, teremos que, se infA<+a>, então

V(t*)=Q+R.

Portanto:

*

-rt*

,

-rt*

"rT

g(t

)=e

[V(t

)-R]=e

Q^g(O)=V(O)-R<e"rTQ

t >T, o que é absurdo.

Conclui-se que infA=+m, e t =T. Assim,

Tome t =+w. Então, sup U (t,t )=-P+g(0), e,

qualquer que seja t^T, uma vez que

-rt -r^1

-e Qs-e O<R-vf0)=-qíCl^-aCt ).

teremos:

"rti

sup

u (t

,t)=U

(t

,+oo)=-P+e

x[V(tJ-R]

t J

Seja e>0. Tome 5e(0,T) tal que ^(0,5)

implique <3(ti)>g(0)-c. Então:

UI(ti,tE)=-P+g(ti)>-P+g(O)-c=sup U^t^^-c,

(70)

.53.

Por

outro

lado,

se

V(O)-R£e

rTQ/

temos

V(O)-R<Q, e portanto

>-ip

Q>V(O)-Rie Q

"rtE

Seja tEe(O,T) tal que V(O)-R=e Q. Para

cada e>0, tome 5c(0,t ) tal que se 0<t<<5 então

9(t)>g(0)-c. Temos necessariamente t <infA, pois caso

contrário:

=*

g(infA)=e

ni/i[V(infA)-R]=>

-rt

(inf

A) =e"rinf

AQie

EQ=V

(0)

-R=g

(0)

, absurdo,

Tome te (0,5). Então:

sup U (t,t )=-P+ sup g(t)=-P+V(0)-R<

<-P+g(ti)+c=Ui(ti,tE)+e

-rt -rt

sup

UT(t,t

)=max{-P,-P+e

Q}=-P+e

EQ=-P+g(0)

tat

x

E

sup U (t,t )<-P+g(t)+e=U (t t )+c

t^t I I E

Por outro lado:

sup

u (t ,t)=

sup

(71)

p_e

IQ<P-e

'

supU (t t)=U (t ,t )

tat

i

Portanto, está provada a existência de e- equilíbrio.

Passemos agora aos teoremas do capítulo III. Comecemos

pelo teorema 3.1.

TEOREMA 3.1: 1) Se Q+Rsl, não há equilíbrio de Nash;

2)

Se

KQ+R<eíiT,

defina

t*

por

:

# log(Q+R)

Então, t g(O,T) e (t ,t ) é o único equilíbrio de Nash;

3)

Se

Rrse^sQ+R,

então

(T,+co)

é equilíbrio

de

Nash;

4)

Se

Rzeur,

então

(+oo,+w)

é equilíbrio

de

Nash.

Além disso, todos os equilíbrios de Nash do jogo são de

uma das formas acima.»

DEMONSTRAÇÃO: Suponhamos que (t ,t ) é equilíbrio, e

(72)

.55.

porque:

i)Se t <t , então:

ôti

-rt -ut

5{-P+e

x[e

'

-(íi-r)t -rt

= (fi-r)e +rRe >0

ii)Se t <t , então:

Ei í

3[P-e

EQ]

E

=re Q>0.

Assim, se t *t , no primeiro caso o

í r.

investidor preferiria esperar mais para converter sua

opção, enquanto no segundo caso a empresa preferiria

esperar um pouco mais para recomprar a opção. Além

a cotwersão e a recompra devem ser indiferentes

para ambos os agentes, pois, se t =t =t , então:

* * *

i)Se

e"rt

Q<e

rt

[e"yt

-R]:

*

"rtr

sup

U

(t

,t

)=

sup

[P-e

EQ]

=

* E E *

(73)

=U£(t*,t*).

ii)Se

e~rt

Q>e~rt

[e~Mt

-R]:

sup

U (t

,t*)=sup [-P+e"rt

Q]=

tf>t

t,>t*

=-P+e"rt

Q>

>_P+e-rt*(efit*_R)

=

=Vt*,t*).

Reciprocamente, se t =t <+«, e há

indiferença entre conversão e recompra no instante

ti=t£,=t , (t ,t ) é equilibrio, pois:

# -rt -nt

i) sup U (t ,t )=sup -P+e [e -R]=

* *

tx<t tx<t

*

=-P+p"r':

(eíit-R)

=

* -yfe

ii) sup U (t ,t )= sup [-p+e Q]=

* *

=-P+e"rt

Q=

* *

t

* *

(74)

.57.

-rt

iii)

sup U

(t*,t

)=

sup

[P-e

EQ]

=

* E E

t <t t <t

E E

*

=P-e"rt

Q>

>P-e~rt

[e"^

-R]

=

=UE(t*,t*).

*

_ 4-*

_ +-*

iv)

sup

U (t

,t

)=

sup P-e

rt

[e

yt

-R]

=

t >-t*

t ,t*

E

. * . *

= P-e"rt

[e-**

-R]

=

- uE(t ,t ).

Assim, para que haja equilíbrio com tT<+a> e

tE<+a>, é necessário e suficiente que a solução de

i

pertença ao intervalo (0,T), ou seja, que

É log(Q+R)

0 < t - < T

o que eqüivale a

1 < Q+R

< e^T.

Não existem equilibrios com t =+oo e t <+co,

1

E

pois se o investidor não exerce a opção, a estratégia

ótima para a empresa é não recomprar a opção, ou seja,

jogar t =+<». Equilibrios com t =t =+<» existem,

(75)

portanto, se e somente se

P= U (+»,+»)= sup U (t ,+») =

-rt íit

sup [-P+e (e -R)

ou seja, se e somente se

No caso dos equilibrios com t <+» e t,=+oo,

necessariamente teremos t =T, porque se t <T e t =+»:

(W ô{-P+e

5tx

-rt

+rRe >G

A condição necessária e suficiente pcra que

(T,+w) seja equilíbrio é, portanto:

-P+e"rT[e"^T-R]=Ui

(T,

+oo)

>ux

=-P e

P-e"rT£e"/1T-R]=U_

E

> sup

t£<T

U (T,t

E

E

)=P-e"rTQ

ou se^a, que liT

No caso de e-equilíbrios, temos o :

Referências

Documentos relacionados

por sua genitora Sueli Rolf Adv: Fernando da Silva Azevedo, OAB/RO, 1293 Finalidade: Intimação do advogado da parte autora para consignar o valor da causa de acordo com o valor

II - que estejam prestando serviço à Casa Cor Brasília e ao CasaPark e/ou que tenham com eles vínculos familiares consanguíneos ou afins, na linha reta ou na colateral, até o

(Consulte o “Manual de Instalação/Conexão”.) Este ajuste pode não funcionar corretamente em alguns veículos (especialmente nos veículos equipados com disco de controle para

Carmem Luci da Costa e Silva e Paula Ávila Nunes, em “Cursos organizados por módulos: uma proposta para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita em nível superior”,

Apresenta-se neste trabalho uma sinopse das espécies de Bromeliaceae da região do curso médio do rio Toropi (Rio Grande do Sul, Brasil), sendo também fornecida uma chave

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

posição em mercado ou, na data de vencimento, exercer seu direito de vender a ação-objeto da operação ao preço de exercício, auferindo o lucro resultante da diferença entre

Para chegar ao R$ 1 bilhão de economia nos gastos administrativos que anunciou na semana passada, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) considerou números de uma empresa estatal e