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Potencial evocado auditivo no córtex do bicho preguiça.

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Academic year: 2017

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POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO NO CÓRTEX DO BICHO PREGUIÇA

J. L A C A Z DE M O R A E S *

F . L A C A Z V I E I R A * *

S . M A L H E I R O S L O P E S * * *

N a literatura especializada a nosso alcance não encontramos trabalho

referente à localização de áreas sensoriais nos xenartras, utilizando métodos

eletrofisiológicos.

M A T E R I A L E M É T O D O S

F o r a m utilizados 13 a n i m a i s adultos, de a m b o s os sexos, com peso de 2 a 5 quilos, anestesiados com p e n t o b a r b i t a l sódico, na dose de 50 m g por quilo de peso, ou cloralose (isômero a l f a ) , n a dose de 50 a 70 m g por quilo de peso. Estes anestésicos e r a m ministrados por meio de u m a c ã n u l a de polietileno introduzida na v e i a j u g u l a r direita. A colocação d a c â n u l a era feita sob anestesia local por escurocaína, solução a 1%. Doses de m a n u t e n ç ã o de p e n t o b a r b i t a l ou clora-lose f o r a m ministradas sempre q u e a a t i v i d a d e cortical espontânea d i f i c u l t a v a o registro d a resposta e v o c a d a . Os a n i m a i s e r a m c u r a r i z a d o s por F l a x e d i l , em dose suficiente p a r a produzir apnéia. A r e s p i r a ç ã o era m a n t i d a por u m a b o m b a de pressão positiva.

A p ó s craniotomia a m p l a e exposição de g r a n d e parte do hemisfério esquerdo, era a b e r t a a d u r a máter, sendo o córtex b a n h a d o com óleo m i n e r a l neutro, a q u e -cido à t e m p e r a t u r a do corpo do a n i m a l . P a r a a d e r i v a ç ã o cortical f o r a m usados eletródios de p r a t a cloretada ( A g - A g C l ) , de p l a t i n a ou de aço i n o x i d á v e l . O ele-tródio indiferente, l i g a d o à terra, e r a preso n u m dos lábios d a f e r i d a o p e r a t ó r i a . A a m p l i f i c a ç ã o d a a t i v i d a d e elétrica cortical era feita por p r é - a m p l i f i c a d o r G r a s s P-5, e m conecção com u m o s c i l ó g r a f o catódico D u m o n t , de d u p l o feixe, de onde e r a feito o registro fotográfico.

A estimulação acústica e r a feita pelo som de um a l t o f a l a n t e , l i g a d o a a m -plificador c o m a n d a d o por e s t i m u l a d o r G r a s s S-4. O som p r o d u z i d o era u m "clic", c u j a intensidade e f r e q ü ê n c i a p o d i a m ser v a r i a d a s pelos controles do estimulador. A e s t i m u l a ç ã o e r a b i a u r i c u l a r , com o alto f a l a n t e colocado à frente d a cabeça do a n i m a l . F o r a m t o m a d a s precauções p a r a se e v i t a r que v i b r a ç õ e s mecânicas, provenientes do alto f a l a n t e , chegassem ao corpo do a n i m a l . C o m o fonte de som contínuo foi usado u m oscilador de o n d a sinusoidal, de f r e q ü ê n c i a e intensidade v a r i á v e i s . O m a p e a m e n t o e r a feito deslocando-se o eletródio sobre a superfície

T r a b a l h o d o D e p a r t a m e n t o d e F i s i o l o g i a da F a c u l d a d e d e M e d i c i n a da U n i -v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o ( P r o f . A l b e r t o C a r -v a l h o d a S i l -v a , C a t e d r á t i c o i n t e r i n o ) : * P r o f e s s o r A s s i s t e n t e ; ** M o n i t o r e b o l s i s t a da F . A . P . E . S . P . ; * * * B i o l o g i s t a .

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do córtex, de milímetro e m milímetro, e m r e l a ç ã o aos eixos ântero-posterior e l a t e r a l d a cabeça do a n i m a l . A s referências de a n a t o m i a macroscópica do encéfalo d a p r e g u i ç a (Braãypus tridactylus) b a s e a r a m - s e em E l l i o t - S m i t h4

e A n t h o n y2

.

R E S U L T A D O S

D e modo g e r a l , f o r a m encontrados dois tipos de respostas quanto à localiza-ção no córtex c e r e b r a l : o primeiro, de distribuilocaliza-ção localizada, a b a i x o do sulco s u p r a - s i l v i a n o ; o segundo, de distribuição difusa, com predomínio no pólo anterior. A s respostas localizadas podem ser a g r u p a d a s , quanto à latência, em respostas de curta, média e l o n g a latência.

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ao se estudar a diminuição de a m p l i t u d e d a s respostas, q u a n d o se c a m i n h a em outras direções a p a r t i r do centro deste foco ( f i g . 1 ) . A latência das respostas, nesta r e g i ã o , é de 20 ms (19 a 25 m s ) p a r a o início da f a s e positiva e de 30 ms (27 a 35 m s ) p a r a o pico positivo, como v a l o r e s médios. N a periferia do foco f o r a m encontradas respostas com latências maiores, c h e g a n d o até 25 ms p a r a o início; r a r a m e n t e encontramos respostas com latência a b a i x o de 20 ms e, nunca, inferiores a 19 ms. Estes valores são idênticos quer s e j a u s a d a a cloralose ou barbitúricos como anestésicos. O ciclo de recuperação do foco de c u r t a latência foi estudado pela técnica dos dois estímulos sucessivos, sendo de 5 segundos o intervalo entre cada p a r de estímulos ( f i g . 2 ) . Só estudamos este ciclo sob anes-tesia b a r b i t ú r i c a .

Fig. 2 —- Amplitude das respostas em unidades arbitrárias. Gráfico do ciclo de recuperação em área de curta latência. Cada ponto do gráfico corresponde à média das amplitudes de 20 respostas evocadas, tanto para o primeiro como para o segundo estímulo. No intervalo de 80 ms foi dada uma dose de ma-nutenção de Nembutal: como resultado, houve redução da amplitude média das respostas ao primeiro e ao segundo estímulos. Anestesia por Nembutal.

Respostas localizadas de média latência — O foco de respostas de média l a -tência, situado a b a i x o e à frente do foco de c u r t a latência ( f i g . 1 ) , apresenta v a r i a ç õ e s em sua extensão, de a n i m a l p a r a a n i m a l . É mais dificilmente a t i v a d o q u e o de curta latência, e, em a l g u m a s preparações, não foi possivel individuali-zá-lo. A p a r e c e tanto com anestesia cloralósica como b a r b i t ú r i c a . N e s t e foco, a latência das respostas é em m é d i a de 30 ms (27 a 35 m s ) p a r a o início da fase positiva e de 40 ms (32 a 45 m s ) p a r a o pico positivo. O ciclo de r e c u p e r a ç ã o não foi estudado p a r a este foco.

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Respostas difusas — E m a l g u n s a n i m a i s encontramos respostas a u d i t i v a s de l o n g a latência distribuídas difusamente no córtex, com predominância no pólo anterior ( f i g . 3 ) . Este tipo de resposta é mais f a v o r a v e l m e n t e obtido com a tesia b a r b i t ú r i c a , porém, aparece como resposta de p e q u e n a amplitude, com anes-tesia cloralósica. E m u m dos animais encontramos, com cloralose, u m foco de l o n g a latência situado a b a i x o do sulco s u p r a - s i l v i a n o e mais frontalmente ao foco de m é d i a latência, como se vê na f i g u r a 1. A s respostas de l o n g a latência, compa-r a t i v a m e n t e com as de média e cucompa-rta, apcompa-resentam g compa-r a n d e instabilidade em sua amplitude. A latência p a r a o início d a fase positiva v a r i a de 50 a 95 ms, predom i n a n d o as respostas de 50 a 70 predoms. O pico positivo se encontra a f a s t a d o g e -r a l m e n t e de 15 ms do início d a fase positiva. N ã o foi estudado o ciclo de - recupe-ração.

Influência de um som contínuo sobre a resposta evocada por "clic" em área de curta latência — Q u a n d o j u n t a m e n t e com os "clics" emite-se u m som contínuo, verificase ( f i g . 4 ) : 1) u m a fase de bloqueio total das respostas evocadas, d u -rante a vigência do som contínuo; 2) u m a fase de bloqueio parcial, que se segue à primeira, t a m b é m d u r a n t e a vigência do som contínuo, na qual h á escape de a l g u m a s respostas evocadas; 3) cessando o som contínuo, segue-se u m a fase de e x a l t a ç ã o das respostas evocadas, de tempo v a r i á v e l , ao c a b o da qual a a m -plitude das respostas e v o c a d a s se n o r m a l i z a . A fase de bloqueio total é tanto mais d u r a d o u r a q u a n t o mais intenso o som contínuo. A medida que se diminui a intensidade deste som, a fase de bloqueio total diminui em f a v o r da de bloqueio parcial, que a u m e n t a . U m som continuo, de determinada intensidade e freqüên-cia, pode b l o q u e a r a resposta e v o c a d a em u m ponto do córtex e ser ineficaz p a r a outro ponto a a l g u n s milímetros do primeiro, sendo preciso, p a r a b l o q u e a r o mais refratário, intensidade sonora muito mais intensa.

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à a s f i x i a ( f i g . 6 ) . A u m e n t a n d o a freqüência dos "clics", verificase q u e a a m -plitude do potencial evocado diminui ( v i d e ciclo de r e c u p e r a ç ã o ) , porém, a extin-ção d a resposta se f a z a o mesmo tempo, tanto p a r a estimulaextin-ção com a l t a como com b a i x a freqüência ( f i g . 5 ) .

A r e d u ç ã o d a a m p l i t u d e d a resposta e v o c a d a se f a z simultaneamente p a r a a m b a s as fases positiva e n e g a t i v a d a resposta ou com a predominância de u m a delas. Assim, podemos ter nas fases finais d a asfixia a persistência de u m a resposta e v o c a d a mostrando-se somente positiva ou somente n e g a t i v a ( f i g . 6 ) . Q u a n d o d a persistência d a fase n e g a t i v a , verifica-se q u e a s u a latência é a mesma q u e a do componente negativo, q u a n d o a resposta e r a a i n d a positiva-n e g a t i v a .

C O M E N T Á R I O S

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-calização e conformação muito parecidas. N a preguiça, assim como nos

carnívoros, a área de projeção primária da audição encontra-se situada

imediatamente abaixo do sulco supra-silviano.

Com os dados de latência, duração da fase positiva e estabilidade do

fc2o, podemos conjcturar a respeito de diferenças funcionais entre as

re-giões de curta e média latência. Comparando nossos resultados com os

que foram obtidos no gato ( A l b e - F e s s a r d

1

; Bremer, Bonnet e T e r z u o l o

3

) ,

podemos chamar a região de curta latência de A - I e a de média latência

de A - I I . Contudo, a latência das respostas em A - I , que na preguiça é de

20 ms, difere nitidamente da encontrada no gato ( A - I : 8 ms; A l b e - F e s s a r d

1

)

e no macaco ( A - I ; 7,5 ms; P r i b r a m , Rosner, R o s e n b l i t h

7

) .

A resposta de longa latência, de distribuição difusa, assemelha-se à

resposta descrita por Forbes e M o r i s o n

5

. N e s t e trabalho visamos apenas

descrever a ocorrência deste tipo de resposta na preguiça mediante

esti-mulação auditiva.

A discordância entre nossos resultados, em que não se verifica a

exis-tência da fase de amplitude reduzida, após a interrupção do som contínuo,

e os de Rosenblith, Galambos, H i r s h

8

, no gato, talvez se deva ao fato de

que o intervalo entre os "clics" era de 10 segundos; assim, o primeiro

es-tímulo após a interrupção do som contínuo caia j á no período de

supernor-malidade das respostas. H a w k i n s e K n i a z u k

6

mostraram que a

recupera-ção da amplitude dos potenciais do nervo coclear após a interruprecupera-ção do som

contínuo é tanto mais demorada quanto maior a intensidade do som

tínuo. F a t o semelhante poderá existir para a resposta cortical, como

con-seqüência do que foi exposto acima, j á que em nosso caso a intensidade do

som contínuo era pouco acima da necessária para produzir bloqueio total.

Isto favoreceria a ausência em nossos resultados da fase de amplitude r e

-duzida.

O desaparecimento da fase positiva da resposta bifásica com persistência

da negativa é um dado que fala a favor da fase negativa não ser devida,

pelo menos exclusivamente, à ativação dos dendritos apicais das pirâmides,

a partir de estímulos provenientes do corpo das mesmas. Provavelmente

a fase negativa é devida se não totalmente, pelo menos em parte, à

ativi-dade de células situadas mais superficialmente no córtex, e que são mais

resistentes à asfixia. V o n Euler e R i c c i

9

, estudando a latência da fase

negativa, quando faziam descer um eletródio a profundidades diferentes no

córtex cerebral, aventaram a hipótese de ser insignificante o papel da rede

dendrítica apical na gênese da fase negativa.

R E S U M O

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o b t i d a s respostas de l o n g a l a t ê n c i a (65-110 m s p a r a o i n í c i o da fase

posit i v a ) , dispositribuídas d i f u s a m e n posit e no c ó r posit e x , c o m p r e d o m i n â n c i a no p ó l o a n posit e

-r i o -r do c é -r e b -r o . F o i estudada a i n t e -r a ç ã o de u m s o m c o n t í n u o sôb-re a

r e s p o s t a e v o c a d a e m A I , assim c o m o a r e s i s t ê n c i a da resposta e v o c a d a e m

A I à a s f i x i a . A l g u n s a n i m a i s a p r e s e n t a r a m r e s p o s t a e v o c a d a e m A I , m e s

-m o após 25 -m i n u t o s d e a s f i x i a .

S U M M A R Y

Evoked responses in auditory cortex of the sloth (Bradypus tridactylus).

T h e a u d i t o r y c o r t e x of t h e sloth w a s studied t h r o u g h e v o k e d responses

m e t h o d w i t h d e m o n s t r a t i o n o f t w o a c t i v e a r e a s b e n e a t h t h e s u p r a - s y l v i a n

g r o u v e . I n A - I t h e l a t e n c y of t h e b e g i n n i n g of the s u r f a c e p o s i t i v e w a v e

r a n g e f r o m 19 t o 25 m s , p r e d o m i n a n t l y 20 ms, and in A - I I , r a n g e f r o m 27

t o 35 ms, p r e d o m i n a n t l y 30 m s . W i t h deep b a r b i t u r a t e narcosis a l o n g

l a t e n c y responses (65-110 m s f o r t h e b e g i n n i n g of the s u r f a c e p o s i t i v e w a v e )

w a s o b s e r v e d s p r e a d i n g o v e r t h e a n t e r i o r p o l e c o r t e x . I n t e r a c t i o n of a

continuous sound w i t h t h e e v o k e d responses in A - I w a s also i n v e s t i g a t e d .

E v o k e d responses in A - I c o r t e x c o u l d b e o b t a i n e d a f t e r 25 m i n u t e s of

a s p h y x i a p r o d u c e d b y o b s t r u c t i o n of t h e t r a c h e a .

R E F E R Ê N C I A S

1. A L B E - F E S S A R D , D . — A c t i v i t é s d e p r o j e c t i o n e t d ' a s s o c i a t i o n du n é o c o r t e x c e r e b r a l des m a m m i f è r e s . J. P h y s i o l ó g i e , 49:521, 1957. 2 . A N T H O N Y , J. — M o r ¬ p h o l o g i e e x t e r n e du t e l e n c e p h a l e d a n s l e g e n r e B r a d y p u s ( E d e n t a t a ) . M a m m a l i a , 17:149, 1953. 3 . B R E M E R , F . ; B O N N E T , V . ; T E R Z U O L O , C. — É t u d e e l e c t r o p h y ¬ s i o l o g i q u e des a i r e s a u d i t i v e s e o r t i c a l e s du c h a t . A r c h . I n t . P h y s i o l . , 62:390, 1 9 5 4 . 4 . E L L I O T - S M I T H , G. — T h e b r a i n in e d e n t a t a . T r a n s . L i n n . S o c . L o n d o n , 7, p t 7, 277, 1899. 5 . F O R B E S , A . ; M O R I S O N , B . R . — C o r t i c a l r e s p o n s e t o sen-s o r y sen-s t i m u l a t i o n u n d e r d e e p b a r b i t u r a t e n a r c o sen-s i sen-s . J. N e u r o p h y sen-s i o l . , 2:112, 1939. 6 . H A W K I N S , Jr., J. E . ; K N 1 A Z U K , M . — T h e r e c o v e r y o f t h e a u d i t o r y n e r v e a c t i o n p o t e n c i a i s a f t e r m a s k i n g . S c i e n c e , 111:567, 1956. 7 . P R I B R A M , K . H . ; R O S N E R , B . S.; R O S E N B L I T H , W . A . — E l e c t r i c a l responses t o a c o u s t i c c l i c s in m o n k e y : e x t e n t o f n e o c o r t e x a c t i v a t e d . J. N e u r o p h y s i o l . , 17:336, 1954. 8 . R O -S E N B L I T H , W . A . ; G A L A M B O -S , R . ; H I R -S H , I . J. — T h e e f f e c t o f e x p o s u r e t o l o ud t o n e s u p o n a n i m a l a n d h u m a n r e s p o n s e s t o a c o u s t i c c l i c s . S c i e n c e , 111:569, 1956. 9 . v o n E U L E R , C ; R I C C I , G . F . — C o r t i c a l e v o k e d r e s p o n s e s i n a u d i t o r y a r e a a n d s i g n i f i c a n c e o f a p i c a l d e n d r i t e s . J. N e u r o p h y s i o l . , 21:231, 1958.

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