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A comunicação visual nas escalas optométricas.

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Academic year: 2017

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Com unicações Breves/ Relat os de Caso

Rev Latino- am Enferm agem 2006 novem bro- dezem bro; 14( 6) www.eerp.usp.br/ rlae

A COMUNI CAÇÃO VI SUAL NAS ESCALAS OPTOMÉTRI CAS

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Rosane Ar r uda Dant as2

Lor it a Mar lena Fr eit ag Pagliuca3

A com unicação que ocorre por m eio da visão envolve o aprendizado visual, que depende da int egridade ocular ; daí a r elevância da avaliação da sua acuidade. Um dos m ét odos par a a ver ificação da acuidade visual em pr é- escolar es é a escala de figur as, for m ada por opt ót ipos. Par a ident ificar o opt ót ipo, a cr iança pr ecisa

conhecer a figur a em análise. Dada a im por t ância da com unicação v isual, dur ant e o pr ocesso de const r ução das escalas de figur as, apr esent a- se um est udo bibliogr áfico analít ico, obj et iv ando r eflet ir sobr e os pr incípios

de const r ução dessas t abelas. Consider a- se o desenho inser ido com o opt ót ipo um a ex pr essão sim bólica não-v er bal do cor po e/ ou do am bient e, const r uído m ediant e capt ação de ex per iências pelo indinão-v íduo. Cont est a- se o uso indiscr im inado das figur as, pois, confor m e se ent ende, dev e hav er um conhecim ent o pr év io. Apesar da

su b j et iv id ad e d os op t ót ip os, as escalas con t in u am v álid as, d esd e q u e se ad eq u em as f ig u r as àq u elas d o u n iv er so das cr ian ças a ser em ex am in adas.

DESCRI TORES: com unicação; saúde ocular ; t est es v isuais - m ét odos

THE VI SUAL COMMUNI CATI ON I N THE OPTONOMETRI C SCALES

Com m u n icat ion t h r ou gh v ision in v olv es v isu al appr en t icesh ip t h at dem an ds ocu lar in t egr it y , w h ich r esult s in t he im por t ance of t he ev aluat ion of v isual acuit y . The scale of im ages, for m ed by opt ot y pes, is a m et hod for t he verificat ion of visual acuit y in kindergart en children. To ident ify t he opt ot ype t he child needs t o

know t he im age in analy sis. Giv en t he im por t ance of v isual com m unicat ion dur ing t he pr ocess of const r uct ion of t he scale of im ages, one present s a bibliographic, analyt ical st udy aim ing at t hinking about t he principles for

t he const r uct ion of t hose t ables. One consider s t he dr aw inser t ed as an opt ot y pe as a non- v er bal sy m bolic ex pr ession of t h e body an d/ or of t h e en v ir on m en t con st r u ct ed based on t h e capt ion of ex per ien ces by t h e indiv idual. One cont est s t he indiscr im inat e use of im ages, for one under st ands t hat t her e m ust be pr ev ious

knowledge. Despit e t he subj ect ivit y of t he opt ot ypes, t he scales cont inue valid if one adapt s im ages t o t hose of t he univer se of t he childr en t o be ex am ined.

DESCRI PTORS: com m unicat ion; ocular healt h; v ision t est s - m et hods

LA COMUNI CACI ÓN VI SUAL EN LAS ESCALAS OPTOMÉTRI CAS

La com u n icación qu e ocu r r e a t r av és de la v isión abar ca el apr en dizaj e v isu al qu e depen de de la int egridad ocular, por eso es relevant e la evaluación de su acuidad. La escala de figuras, form ada por opt ot ipos, es u n m ét odo u sado par a v er if icar la acu idad v isu al en pr eescolar es. Par a iden t if icar el opt o- t ipo, el n iñ o

necesit a conocer la figura en análisis. Debido a la im port ancia de la com unicación visual durant e el proceso de const r ucción de las escalas de figur as, se pr esent a un est udio bibliogr áfico analít ico, cuy o obj et iv o es el de

r eflexionar sobr e los pr incipios de const r ucción de est as t ablas. El dibuj o inser ido com o opt o- t ipo se consider a una ex pr esión no v er bal del cuer po y / o del am bient e, const r uido m ediant e capt ación de ex per iencias por el in d iv id u o. Se cu est ion a el u so in d iscr im in ad o d e las f ig u r as, p u es con f or m e se en t ien d e d eb e ex ist ir u n

con ocim ien t o pr ev io de las m ism as. A pesar de la su bj et iv idad de los opt ot ipos, las escalas sigu en sien do v álidas, siem pr e que se adecuen las figur as o sea aquellas del univ er so de los niños que ser án ex am inados.

DESCRI PTORES: com unicación; salud ocular ; pr uebas de v isión - m et odos

1 Trabalho ex t raído da Disser t ação de Mest rado, Pr oj et o financiado pelo CNPq/ CAPES; 2 Enfer m eira, Dout oranda, Pr ofessor Subst it ut o, e- m ail:

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I NTRODUÇÃO

N

a i d a d e p r é - e sco l a r u m d o s m é t o d o s ut ilizados para a verificação da acuidade visual é a escala d e f ig u r as. Car act er iza- se p or u m q u ad r o b r an co n o q u al est ão d isp ost as f ig u r as d e v ár ios diâm et r os e de cor pr et a, difer enciadas de acor do com a escala. Essas são denom inadas opt ót ipos e, na m aior ia das v ezes, encont r am - se agr upadas em dez linhas horizont ais, equivalent es aos coeficient es que det erm inam a acuidade visual.

Ta l a cu i d a d e é e n co n t r a d a p e l o n ú m e r o ( decim al) cor r espondent e à últ im a linha em que a criança identificou todos os optótipos apontados. Nesse processo, ela precisa prim eiram ente conhecer a figura em análise.

Na const r ução das escalas opt om ét r icas, o m aior enfoque é at r ibuído aos pr incípios ópt icos, e ger alm ent e se esquece de quest ionar a per cepção da criança diante das figuras desse instrum ento. I sso pode levar um exam inador, inexperiente ou inabilitado para lidar com a client ela, a obt er falsos result ados por int erferências na com unicação.

Det erm inados est udos m ost ram dificuldades encontradas na realização do teste com um a escala de figuras, com o a adapt ada para a região de Cabury/ Am azonas, no qual havia obstáculos variáveis desde a com unicação com as crianças ( algum as choravam ou até m esm o corriam para casa ao se aproxim ar a hora de seu exame) até a identificação das figuras do optótipo, pois m uitas confundiam a lua com um a canoa e outras não conheciam a bandeira do Brasil(1). I sso dem onstra

out ro aspect o na const rução dessas t abelas, ou sej a, além de serem os optótipos adequados culturalm ente, devem possuir contornos capazes de serem percebidos pelas crianças. A essas cabe, ent ão, definir quais os m elhores contornos para sua identificação.

D e v e - se co n si d e r a r a i n d a a d i v e r si d a d e cult ur al e seus aspect os. Assim , o r econhecim ent o de figuras pelos pré- escolares provavelm ent e est ará relacionado ao am bient e onde vivem . Além disso, o ap r en d i zad o v i su al m o d i f i ca- se co m o t em p o . O form at o dos desenhos pode se diferenciar conform e os avanços t ecnológicos e as m udanças relat ivas ao obj et o em análise( 2).

Em estudo anterior, os resultados e a revisão de literatura dem onstraram que, além de todo cuidado t écn i co n a el a b o r a çã o d e esca l a s o p t o m ét r i ca s, o b ed ecen d o a o s p r i n cíp i o s ó p t i co s a sso ci a d o s à com pet ência e experiência do exam inador, perduram

dificuldades no uso das escalas( 3,4,5). Há fortes indícios

d e q u e e ssa s d i f i cu l d a d e s sã o d e co r r e n t e s d e b ar r eir as d e com u n icação d o p r é- escolar q u e se encontra na fase de construção sim bólica de im agens. No i n t u i t o d e a p o n t a r a i m p o r t â n ci a d a com unicação visual durante o processo de construção das escalas opt om ét ricas, apresent a- se esse est udo b i b l i o g r á f i co a n a l ít i co a b o r d a n d o a q u e st ã o d a com pr eensão da im agem .

A COMPREENSÃO DA I MAGEM

A apr en dizagem do su j eit o em r elação ao obj et o depen de dos in st r um en t os de r egist r o, das e st r u t u r a s m e n t a i s, d a s e st r u t u r a s o r g â n i ca s e sp e cíf i ca s p a r a o a t o d e co n h e cer, d i sp o n ív ei s n a q u e l e m o m e n t o . Ex i st e u m a co n st r u çã o d e con h ecim en t os v isu ais. O olh ar d e cad a u m est á envolvido com experiências ant eriores, associações, lem br an ças. O qu e se v ê n ão é o dado r eal, m as aquilo que se consegue capt ar e int er pr et ar acer ca do visto, o que nos é significativo( 6).

Nesse sen t ido, o in div ídu o com pr een de, a princípio, o contexto fam iliar, a relação com as pessoas do bair r o de or igem , a escola. Com a idade, esse conhecim ento se expande, sendo m arcado fortem ente pelo aspect o social. Defende- se que o apr endizado passa pela percepção dos cinco sent idos hum anos.

No caso d a cr ian ça v id en t e, su a p r im eir a experiência no processo de aprendizagem ocorre por m eio da consciência t át il. Afor a esse conhecim ent o pelas m ãos, incluem - se os est ím ulos que envolvem o olfat o, a audição e o paladar. Esses sent idos são r apidam ent e int ensificados e super ados pelo plano i cô n i co - a ca p a ci d a d e d e v e r, r e co n h e ce r e co m p r e e n d e r, e m t e r m o s v i su a i s, a s f o r ça s am bient ais e em ocionais( 7).

É fat o que o aprendizado sim bólico ant ecede o aprendizado da escrita e até da palavra. Um a criança r econhece sua m ãe m esm o sem saber - lhe o nom e. Levando- se em cont a que o sim bólico se m anifest a sim ult aneam ent e por im agens e por palav r as com plast icidade organizadora que lhe é inerent e, ent ão, as form as de conhecim ent o possibilit adas são t ant o obj et o de com unicação verbal quant o visual( 6).

Ao t r a n sp o r e sse s co n ce i t o s p a r a a of t alm olog ia, esp ecif icam en t e n o u so d e escalas opt om ét ricas de ident ificação da acuidade visual em pr é- escolar es, segundo se per cebe, par a a cr iança Rev Latino- am Enferm agem 2006 novem bro- dezem bro; 14( 6)

www.eerp.usp.br/ rlae A com unicação visual nas escalas...

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ser capaz de ident ificar a figur a ex post a na escala precisa inicialm ente conhecê- la. “ Não é difícil detectar a t endência à infor m ação visual no com por t am ent o h u m a n o . Bu sca m o s u m r e f o r ço v i su a l d e n o sso conhecim ent o por m uit as razões; a m ais im port ant e delas é o caráter direto da inform ação, a proxim idade da experiência real”( 7).

Poder á se falar em sensibilização ant es do t est e para m edição da acuidade visual em crianças, m ediant e ex ibição de figur as iner ent es à escala. É inquest ionáv el a im por t ância desse m om ent o, m as ele sozinho é insuficient e par a a fácil ident ificação dos sím bolos.

Pode- se acr escen t ar ain da a u t ilização de f i g u r as u n i v er sai s, co m u n s a t o d as as cr i an ças, ex clu ídas d essa r elação à d iv er sid ad e. Tal cr en ça contesta inicialm ente os pressupostos do aprendizado v isual e do aspect o cult ur al. “ A ex per iência v isual h u m an a é f u n d am en t al n o ap r en d izad o p ar a q u e possam os com preender o m eio am bient e e reagir a ele; a inform ação visual é o m ais ant igo regist ro da hist ória hum ana”( 7).

Os nív eis dos est ím ulos v isuais cont r ibuem para o processo de concepção, criação e refinam ento d e t o d a o b r a v i su a l . Ca d a u m d o s n ív e i s, o r ep r esen t aci o n al , o ab st r at o e o si m b ó l i co , t êm caract eríst icas específicas que podem ser isoladas e d e f i n i d a s, e m b o r a n ã o se j a m a b so l u t a m e n t e ant agônicas. O últ im o nível de inform ação visual é o sim bólico. O sím bolo pode ser qualquer coisa, de um a im agem sim plif icada a u m sist em a ex t r em am en t e com plex o de significados at r ibuídos, a ex em plo da linguagem ou dos núm eros( 7).

Co n si d e r a - se o d e se n h o co m o u m a expressão sim bólica não-verbal do corpo e/ ou do m eio a m b i e n t e , co n st r u íd o m e d i a n t e ca p t a çã o d e experiências pelo indivíduo. “Nossa própria consciência depende totalm ente da nossa visão do m undo exterior em t ais cat egor ias. E os pr oblem as de consciência sur gem da colocação da r econst it uição ao lado da in t er n alização; sur gem t am bém de ser m os capazes d e n os v er com o se f ôssem os ob j et os n o m u n d o exterior. I sso está na própria natureza da linguagem ; é im possível term os um sistem a sim bólico sem isto”(8).

Diante de tais argum entos, contesta- se o uso indiscrim inado das figuras, sem o em basam ent o da adequação dos opt ót ipos na sua ár ea de at uação. Co m o se r e s h u m a n o s, r e ce b e m o s e st ím u l o s d i a r i a m e n t e , m a s é n e ce ssá r i o u m có d i g o p a r a co m p r e e n d ê - l o s. Esse ú l t i m o e st á l i g a d o a o referencial de cada pessoa, elaborado com base em suas ex per iências e v alor es. Par a a m ensagem t er significado é preciso ser codificada no saber.

Seg u n d o p er m it iu p er ceb er a v iv ên cia n o Proj eto Saúde Ocular, as escalas disponíveis e aquelas m ost radas em livros nem sem pre eram eficazes por haver figuras com form atos desconhecidos na região, é o caso do pássaro, colocado na escala, proveniente d a Co l ô m b i a , m u i t a s v e ze s co n f u n d i d o co m b or b olet a( 9 ). Associações v isu ais são com u n s n as

escalas, por exem plo, a inform ação visual básica da form a do pássaro, acrescida apenas de um ram o de o l i v e i r a , t r a n sf o r m a - se n o sím b o l o f a ci l m e n t e ident ificáv el da paz. Nesse caso, algum a educação p o r p a r t e d o p ú b l i co se f a z n e ce ssá r i a p a r a a m ensagem clara. Porém , quant o m ais abst rat o for o sím bolo, m ais clar a dev er á ser su a r epr esen t ação para penet ração na m ent e do público( 7).

CONSI DERAÇÕES FI NAI S

A co m u n i cação v i su al aco n t ece an t es d a alfabet ização, pois ao olhar para um a figura ou um gest o hum ano a criança int erpret a. A capacidade de entender e de se expressar sobre seu m undo precede o ensino das técnicas de leitura e escrita. É im portante salient ar que apesar da subj et ividade dos opt ót ipos, as escalas de figuras cont inuam válidas, desde que as figuras sej am adequadas àquelas do universo das crianças a serem exam inadas. Desse m odo, evit a- se a m assificação da com unicação visual na expressão das crianças. Essas, quando falam da sua realidade e id en t if icam ob j et os d o am b ien t e, ap r een d em e com preendem o próprio m undo, desde o m ais próxim o ao m ai s d i st an t e, p o r m ei o d a co m u n i cação , d a aquisição de conhecim ent os, da t r oca com o m eio am bient e.

REFERÊNCI AS BI BLI OGRÁFI CAS

1. Car v alho R, Gar r ido C. Av aliação oft alm ológica pr im ár ia em escolar es no Est ado do Am azonas. Rev Br as Oft alm ol 1993 out ubr o; 52( 5) : 41- 3.

2 . San di AQ. Com u n icação digit al, u m a m ídia r ecen t e, a in t r an et : su a f or m ação e con f ig u r ação n a com u n id ad e e i n f o r m a çã o . Re v i st a Ve r so e Re v e r so d a Co m u n i ca çã o [ periódico online] 2004 j ulho; [ consult ado em 31 ago 2004] . ( 3 8 ) : [ 1 0 p á g i n a s] . D i sp o n ív e l e m : URL: h t t p : / / w w w . unisinos. br / com unicacao/ r ev ist av er soer ev er so

Rev Latino- am Enferm agem 2006 novem bro- dezem bro; 14( 6) www.eerp.usp.br/ rlae

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3. Dant as RA. Validação de figur as e seleção de opt ót ipos para um a escala opt om ét rica. [ dissert ação] . Fort aleza ( CE) : Fa cu l d a d e d e Fa r m á ci a Od o n t o l o g i a e En f e r m a g e m / Univer sidade Feder al do Cear á; 2003.

4 . Li n d st e d E. O q u a n t o u m a cr i a n ça v ê : g u i a p a r a profissionais especializados em crianças deficient es visuais. São Paulo ( SP) : USP; 1991.

5. Repk a MX. Use of Lea sy m bols in y oung childr en. New Yor k : Johns Hopk ins Univ er sit y School of Medicine ( USA) ; 2 0 0 5 .

6. Pillar AD, organizador. A Educação do olhar no ensino das art es. Port o Alegre ( RS) : Mediação; 2001.

7. Root - Bernst ein M. Root - Bernst ein R. Cent elhas de gênios: com o pensam as pessoas m ais criat ivas do m undo. São Paulo ( SP) : Nobel; 2001.

8. Bronowski J. A evolução e o poder da linguagem sim bólica. I n : Br o n o w sk i JA. As Or i g e n s d o co n h e ci m e n t o e d a im aginação. 2ª . ed. Brasília ( DF) : Ed. Universidade de Brasília; 1997. p. 17- 28.

9 . Dan t as RA, Pagliu ca LMF, Or iá MOB. Escala de figu r as: av aliando o m ét odo. I n: For t e BP, Alv es MDS, Or iá MOB, or ganizador es. Cader nos Didát icos 2000; 1: 81- 5.

Recebido em : 16.12.2004 Aprovado em : 13.9.2006

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