• Nenhum resultado encontrado

Orçamento como uma fase do planejamento

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Orçamento como uma fase do planejamento"

Copied!
24
0
0

Texto

(1)

・セセia@ PRONUNCrADA EM

lELÉM

g par￁セ@ A 14 DE

(2)
(3)

o

ORÇAMENTO COMO UMA FASE 00 PIANEJAMENTO

Com a maior satisfação, aceitei o convite para

proferir esta palestra0 Dá-me ela a oportunidade de rever as

ta deslumbrante região de nossa

セエイゥ。L@

onde a natureza,

tôda sua exuberância tropical,

é

um desafio permanente

à

em

ca pacidade do homem brasileiro para construir$' nas margens do

rio-mar" uma civilização que narcará uma época na história.

da;:

huma.

nidade o Na execução dês se trabalho hereiileo SI para o

qual deverão ser mobilizadas a cultllra;l a ciência e a tecng,

p セ@

logia nacionais" papel especial esta reservadci a Superinten

、セョ」Zゥ。@ do Plano de Valorl zação Econômica da Amazônia セ@ respC>E,

"'

-

""

savel pelo planejamento" coordenaçao e orientaçao dos esfor

ços e reaursos destirados ao soerguimento desta vasta

re-giãoo Imbuldoj portanto" do mais sadio patriotismo, acedl

prontamente em dar minm desvaliosa" mas esforçada contribui

ção,

a êste Curso de Planejamerto Regional que se realiza

a

"'

-qui

em

Belem por iniciativa da

SPVEA

e da Escola Brasileira

de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargaso

De acôrdo cem o programa desta série de pale.,ê,

tras セ@ cabe-me di ssertar sôbre

"9

oセ@ amanto como uma fase do

Planejamento" 9

De poucas palavras se tem abusado tanto neste

século)1 com::> de liplanejamentoj plano e planificaçãollo Com tô

da razão afirma tionel Robbins ser a planificação a grande

, # "

panaceia de nosso seculo e que o significado da palavra e am

(4)

4

-lltica. que se pretende apresentar como altamente convenie!!,

teo Acrescenta o ilustre professor da Escola de Economia da

Universidade de Londres que o homem comum, conforme seja

P2.

llticamente um liberal, um socialista ou um adepto dos reg!.

mens totalitários, considera planificação a coordenação de

p

atividades 1 ゥョウエイオュ・ョエッウセ@ teenicas e recursos para a eonsec:!!

ção do objetivo polÍtico que tem Em dstao Minha primeira ag

Tertêricia será, portanto; a da necessidade de nos oolocar=

mos, se isto for possível, em uma posição de absoluta ョセエイA@

lidade poÚ tica, para tratarmos dos problemas do

planejamen-セエッ@ exclusivamente sob seus aspectos técnicos e ciantlficoso

-..

-Dentro ainda da mesma ordem de ゥ、・ゥ。ャAャセ@ nao s,!

rá demais repetir a observação de Donald Stone de que o

-

ーセ@

,

nejamento nao e por Si mesmo 1lDl f1m, mas apenas uma fase i,!!

cidente na realização de 1DIl trabalho ou aa consecução de um

objetivoo Segundo o meaDO autor, "o planejamento rada Dais

é

do que a coleta e a anáUse de ゥョエッセ￵・ウ@ pertirJ9ntes a d,!

terminado assunto e o ato de concluir, na base de tais ele-mentos, qual deva ser o futuro modo de ação".

A segunda advertência

é

a de que, mui to embora

a teoria do planejamento, notadamente do planejamento ・」ッョセ@

p

lIliéo, seja relativamente recente, o planejamento como tecrq, ca é tão velho quanto. civ.1.lização. Os romanos, gêniOS ins:g,

, - ,

perados na tecnica e na arte da administraçao, foram tambem.

geniais na técnica do planejamento. Mestre na técnica do pl! nejamento foi Júlio Cesar, também mestre na arte da

descri.-... ,

(5)

,

quais, intelizment.e,guardaJOOs エッ、セ@ nos, que freqüeht!

mos os bancos colegiais, ーセョッウ。ウ@ イイ・」ッイ、。￧￵・ウセ@ Quem, nos

tempos modernos, terá superado Napoleão e sua. técnica no pl!,

nejamento セ・@ WIB eaDlJBMa militar, de \llD9. retonna administra

tiva, ou

na

reconstruçãO

urbana

de uma cidade como Paris?

Embora a afirmação se afigure paradoxal para

os que se habituaram

a

'identificar o planejamento com o in

,

tervencionismo estatal, o seculo XIX, com o apogeu do capit! lism e do liberalismo econÔmico, foi um perÍodo áureo para

a técnica e a arte do planejamento o Os capitães da

indús-tria, os grandes financistas e os poderosos conerciantes que edificaram o mundo capitalista, utilizando para êsse fim t2

dos os recursos da ci;ncia e da tecnologia disponíveis

na-quela época, foram grandes planejadores e notáveis técnicos em planejamento.

j de se notar I todavia, que, no século

passa-,do, o planejamento parcial, sob o império da iniciativa Pr!. vada,presidi4 ao desenvolvimento econômico.Pensava-se, entãq que o meio nais seguro }:ara atingir a prosperidade nacional

ser! a permitir qu e o interêsse privado e a pe rspecti va do lu

cro dirigissem os negócios e as atividades econômicas. O

j.§.

go da oferta e da pro cura, as condi ções do mercado e as osc1. laçÕes de preços encarregar-se-iam de prolJDver,

automâ.tica-mente, o ajustamento e a coordenação dos di versos planos e

empreendine ntos privados o

, ,

·Em

nossa epoca acredita-se, porem, cada vez

(6)

6

-co excl.usi vamente a cargo da iniciativa e do planejamento

privados, e na maior vantagem para a coletividade em se

,

transferir cada vez mis para o Poder Publico as responsab!,

lidades do planejamento da evolução

・」ッョ￴ュゥセ@

e social das

-naçoeso

o

tema qu e me foi dado 1:& ra dissertar limita o

campo da palestra ao planejamento governamental e ao ッイ￧。ュ・セ@

p A

to publioo como uma das fases desse planejamentoo Portantoj

,

,

sem nos definirmos diante da controversia entre a iniciativa prl vada e o intervencionism estatal, tema sempre perigoso embora apaixonante, vamos nos cingir rigorosamente ao assu,!! to ..

,

Se o planejamento e, como o afirma Donald St,2 ne, apenas una fase para atingir detel"lllÍnadc ob,jeti vo, forç.2,

,

so e definir o objetivo do estado, antes de analisar o plan!

jamento governamental .. tsse objetivo, independentemente 'da

forna de govêrno a dota dá , ou das convicçÕe s poli ti cas ,

mo-,

rais ou filosoficas predominantes em determinado momento da,

,'. . . " , AI ,

vida de

uma.

Naçao, e o que 8ao Tomaz de Aquino ja assinalava

como sendo a justi ficação da. existênci a do poder civil:

2-" p , A

bem comum do povo. Nao ha duvida de que tanto o gOTerno 、・セ@

"

,

-cratico do Brasil ou dos Estados Unidos da America, quanto o

...

" ,

governo bolchevista da Russia Sovietica ou a ditadura do G!

neràJ.. Franco na. Espanha,· acreditam, ウゥョ」・イ。ョ・ョエ・セ@ ser o obj!

A' ...

tive de cada um deles a promoçao do bem comum do povo sob

. ,... A

セオ。@ autoridade e ser o sistema de governo que adotam e

(7)

Harold Laski, um dos maiores teóricce de ciê,!!

c1apoÚtica neste ウセ」オャッL@ afirmou,em conceito lapidar,ser .2

bem soc ial o principio supremo a que o Estado deve subme-ter-se e que o deve ori entar, definido êste bem social como

o imperativo da. nossa personalidade que nos leva a procurar

as coisas que valem a pena serem obtidas, a fim de que, por

meio delas, possamos enriquecer a gra nde cownidade a que

servimos.

Uma das conseqüências da existência do Estado

é,

t'Odavia, o estab3lecimento de limitações

à

liberdade dos

. - , #. ,

cida.daos, dos quais tambem se exig em rerruncias e sacrificios

diversos .. Em primeiro lugar, tornam-se necessárias certas

11

.. c:. セ@ セ@

ndtaçoes a liberdade civil de eada um, a qual somente podera

p

-ser exercida ate o ponto em que n80 colida com a liberdade e

os direi iDs de outrem. Em segundo lugar, エセ@ de ser impostas

restri ções ao di rei to de pro pri edade , cujo uso não

é

ilimit!

do, mas condicionado ao bem-estar da coletividade4 Em tercs!.

ro

lugar, são os cidadãos obri gados

a

pre8'tar

à

coleti vida de

certos aeniços. como o serviço militar, eleitoral e do

jg,

ri, gratuitos ou insuficientemente remuneradoso Finalmente,

A セ@

todo s sao obrigados a entregar ao Tesouro Publico uma parte

.. p

de sua "renda ou de seu patl"imOnio, atraves de impostos e de outras contribuições compulsÓrias, destinadas ao financiamen

to dos setnços públicos e

セ@

sati sfação das necessidades

letivas o

co

.-.. p

O Estado somente podara atingir o ・・オッ「ェ・エゥカセ@

(8)

セ@ 8

-viços a 」ッャ・エゥカQ、。、・セ@ o que exige a criação e a manutenção

do aparelhamento administrati'V'oo A magnitude dêsse aparelh!,

menta dependeM do sistema. polÍtico em 'Vigor e do maior ou

mnor grau de intervenção estatal no sistellB econÔílicoo

Entre a 」ッョ」・ー￧ ̄ッセ@ de Adam sュゥNエィ[Gゥセ@ de

um

Est.!

do q12 deveria exercer apenas as fÚnções essenciais de defe=

8a da Nação セ@ distribuição da justiçaJj segurança interna セ@ ed.!!

cação e construção de estradasJj e a dos socialistas dos ョッセ@

sos tempos, segundo a qual todos os meios e instruiremos de

produção pertencem ao Estado e são por êle lIDVimentadoS'"j co=

loca=se tôda

uma

セ@ de sistemas de

govêrn0

9 nos quais a a

ção estatal se amplia ou se restringeo

O Estado "gendarme"

.

é

hoje

uma

read.Ids,c;ncia

.

d)

passam e o princ1pio da máxima vantagem soci&19 leva o

Po-der Nblico, mesmo em paises com o BrasUJj oÍr.ie,& propried.!,

de prl. vada e a 1D1ciati va ゥョ、ゥセ、オ。ャ@ constitUEm osali.cerces

do .sistema econÔUd.cog a exercer atividades que visa. a; la)

preserTar

a

comUnidade de desordens internas e de agressões

externas; 2tl) melhorar e aumentar a produção de bens e merc,!

dorias;

..

30) melho·rar e tornar mais equitativa a distribuição

desses bens e mercadorias.'

A primeira funçio de um Estac:b orgamzado e

,

Jj

sem dÚVidag a preservação da comunidade de ydesordens inter

...

...

..

nas e de agresaoes extemaso Para esse t.l.mg Soa0 mntidae as

fôrças 。イNュ。、。・セ@ os serviços policiais, os tribuntis e

(9)

. . #

çoes . pacificas com outras rações e. garantir alianças vali o

sas para a emergência de uma guerra.

A segunda função do Estado, aUllBnto e melhoria

d&c.:. produção bens e mercador! as, assllJlI:' cada vez papel! de

A ,

maior importancia, notadamente nes paises cbs.mrLdos subdeseE, volvi dos. Procura-se através dela obter um aumento da capac! dade produtin de cada um, de forma a se alcançar um mai o r

A

rerrlimento per capi ta, com um esforço eada vez menor. Visa .!

la

à

redução do desperdício e

à

obtençãO do pleno emprêgo de

todoS

os fatôres de prod ução; si gnifi ca o incent! TO govern!

ment.al

ê·

1 introdução de novas técnicas,

à

organização r!,

, . . #

cional do trabalho, a difusao do ensino tecnico e profissi2,

ml, assim como a adoção de \llI8 pOlÍtica de defesa e

conser-vação dos recursos イ。エオイセウ@ do pais, de amparo

â

produção e

aoe produtcres, de proteção ao trabalho e ao trabalhador, de melhoria do nÍvel cultural e do índice sanitáriO da popuI!.

ção

e de 。セ@ rfei çoamerto doe matos de エイ。ョセッイエ・N@

Nos países econômicamente atrasados, como o Brasil, onde, ao lado de amplos recursos raturais inaproveil:!. dos, JBrte substancial da população possui um JBdrão de rlda

excesaivamente baixo, a ヲオセゥッ@ governamental visando ao aumeE,

,

..

to e a melhoria da セオ￧。ッ@ de bens e mercado ri as assume uma.

ênfase tôda especial. Sendo uma das caract.r!sticas dêsses países a' insuficiência de capi tais para <:ia"plena utilização

dos recursos naturais cH.eponÍveis, toma-se ヲオセ ̄ッ@ gove!:

namenta.l incenti var ou mesmo proDX>ver a fOl'D8ção dêsses

(10)

10

-da Amazônia"

é,

em partell uma decorrência da

responsabilida-de que o Estado Brasileiro chamu a si, diante da im ufi. ciên

cia da ini eia ti Ta pr.l. Tada 11 de promover e acelerar o deseIlYO!

vimento econôm1.Co desta 'ftsta e rica região <k> país.

Quanto às funções do Estado de lIBlhorar e tor nar mais equitati .. a ·distribuição de bens e lIBrcadorias,t.r!,. duzem-se elas DOs esforços govemamenta1s visando arreduzu as desigualdades entre os rendimentos dos diversos indivÍdu-os componentes da eoleti rldade nacional. Para dim1.nu1r essa

desigualdade, impÕe-se a

。セ@

de sis temas tributários ju.!

...

tos •. equi tatiTOS, o combate aos abusos do podet economlco J

a adoçio de ais temas de assistência e de previdência socisls,

a organização profissional do s assalariados para a defesa de

seus di rei tos, a disse_nação da instrução gratuita,

a

oaa-cessio de aUXÍlios

às

f_lias numerosas, a promulgação d: de

セ・QウN@ sociai8,a instituição do salário mÍniR> .etc. são

fun-ções, essas J que, no 。Nセッ@ Moderno,àdquil'Ell importância

crescente J ao ponto

、・GゥGᄋセョXエッZイュ£MNャPN@

squ14.o <Dle os ingtêses

denominam O "Istado de; BáD.-Batar Social n, -que procura

garan-tir a todos uma poreela satisfatÓria dos tl'tltos da produção.

- . ;

-A: instituição de um "Plano de ValorizaçâÇ) EC2,

• - Ao 1 ' , A ...

ョッュゥ」セ@ da

A.mason1a-

é também

uma.

dec:mrrenc1a dessa

tunçao

8S

セ@ . - .

-tátalo A unidade nacioml exige que tÔdà a população do país

possa .usutruir de セ@ nÍvel de vida raÍJDável e 」セmゥァョッL@ eqHI

se ゥューNセL@ dentro do po •• í"l, '8S desn1veis e セN・ウNアオゥQZᅪ「イゥッウ@

(11)

de parcelas substanciais da recei ta arrecadada em outras イセ@

giões ・」ッョ￴ュゥセュ・ョエ・@ mais desenvolw.idas,9 visa a uma redi str!,

-

セ@

-buiçao geografica da rema nadoml e a uma evoluçao セ@ (J

e-quilibrada de nossa economia.

...

Para executar todos esses ob je ti 'VOs, reunido s

• # ;

nos tres grupos atras enumeracbs, mantem o Estado um siste ma

,

...

de orgaClB que, juntamente com os chamados serv.tços auxilia-res e de administração geral, cOIl3tituem o conjunto gigante,!

co e 」ッセャ・クッ@ da Administração PÚblicao, O funcionamento h8.!:,

fi!' A ,. . ,

monico, eficiente e economico desse najesto1!lO cOnjunto impoe

o planejamento da açio governamentalq O pri nc1pio

tundamen-...

,

-tal desse planeja.nento e a previsao que, segundo Fayol, si8,

...

,

nifica nao so calcular, como prever o futuro .. Uma das cara.2,

terlsti cas

、。セ ̄ッG@

é

a sua perpetuidade bem com a

soUda-. nadade entre as diversas geraçÕes que se sucedem dentro do

mesmo terr1. tório, ligadas pelas mesmas tradiç ões e peculiari

dades nacionais. O planejamento administrativo deverá ser,

portanto, um planiliJamento a longo prazo, resultante de um

.

-

セ@

compromisso da atual geraçao de entregar a que lhe suceder セ@

ma Nação mais rica e poderoe&o

tsse planejamento deverá repousar, como quer programa de ação, sôbre três elenentos essenciais: recursos disponÍveis; b) natureza e importância das ções em curso; c) possibilidades . futuras ..

qua!,

a)

oper!,

Os recursos de セ@ di: spõe o Estado pira o .f!.,

ョ。ョ」ゥ。ュ・ョエッイセ、・@ seus serviços decorrem do poder oompulsório

(12)

12

-•

ou de seus bens, por meio da tributação. Em um;!. ・\[セョッョ、N。@ セ@

" p ,

netaria, como o e a de todos os paises nos tempos modernos, necessita o Estado de dispor de um certo poder de compra, ou

seja de um;!. certa qUéll ti'dade de moeda com a qual adquirir as

mercadorias e pagar os serviços requeridos para a manutenÇão e o funcionamento da máquina governamentaL Qualquer planej!,

mento da ação governamental ・ウエ。Nセ@ portanto セ@ limitado pela

" p

quantidade de recursos monetarios qre o Estado podera trans

ferir dos particulares para o Tesouro Públicoo Embora} teori

.. p

çamente, o poder tributario seja ilimitadoj na pratica a

ç " . . . "

pressao fiscal nao podera exceder certos limitesj sob pena

de elirnimr o incentivo para o trabalho e para o ャオ」イッセ@ mola

impulsionadora de une. economia do tipo capitali ata o

Não basta, todaviaj em um planejamento ァッカ・イセ@

mental;l estimar apenas 08 recursos monetários de epe o eウエN。セ@

do poderá, disporo A moeda セ@ simpl.esmente um instrumento de

エイッ・。Nセ@ um véu a ocultar as 'tra.nsa. çôea qw de fa.to s e real!.

zam no mundo econômico; consistentes da troca de mercadorias

P P

e serviçCB セ@ SeraJl portanto j ョ・」・ウウ。イゥ。セ@ em qualquer planej!,

ment.o governarrent.alll uma estimat iva daJ recursos reais di ウセ@ "\

nÍveis ou$ em outras palavras} dos fatôres de produção: equi

pamentosg ュ ̄ッセ、・セッ「イ。@ e recursos naturais que poderão ser セ@

tilizados na. execução de um determirado programa0 Isso

é

da

maior importância quando se tem em vista um ー[l。ョ・ェセ・ョ@

to da importância e da magnitude do Gセャ。ョッ@ de Valoriza

-ção Econômica da Amazônia" J a ser executado em região onde

(13)

-to, sao altamente escassos, muito embora o terceiro - recur

50S naturais - seja superabundanteo De nenhum efeito econôm1,

co positivo seria, portanto, a destinação de amplos recursos

monetários par a a Amazônia se não rôss e posa! vel Sla uti liz!!,

セ@ セ@ A セ@ P Q,

çao na aquisiçao de fatores de produçao necessarios a exeou ção do Plano de Valorizaçãoo Parece urgente dissipar, de uma

vez por tôdas!l

une.

crença errônEHLs bastante generalizada em

nOS80 pais,9 de que basta a concessão de UIl'B verba

orçamentá-ria para a solução de um problema. econômico ou técnicoo Valo

ri zação econômica não se faz apenas com di nhei ro セ@ mas com

técnicos, ・ュ「。イ」。￧￵・ウセ@ estradas)l tratores, livros;> laborató-'

rios セ@ s eme mes selecionadas j medi camentos etc"

Mais impo1'tante,9 por conseguinte, do que esti

p • =

mar recursos monetar1.os para a execuçao de um programa' ou

p セ@

-ーャ。ョッセ@ e proceder a estimativa previa dos recursos reaie 9

dos fatôres de rrodução que poderão ser mobilizados para es

sa execução, Outrossim, em um pais de economia 」。ーゥエ。Nャゥウエセ@

p

como o nosso" onie e acei to o prinado da inicia.ti va prl. wdal1

cumpre te r em vi sta que, pa 1'a a execu ção de um plan o goV6lM'l!

./ mental, terá o Estado de disputar.9 juntanente com os parti0!,!

lares e no Ire smo mercado, 06 fa tôres de pro dução en atentes o

tsse problema

é

de fundamental importância no tocante

a

mão=

de-obra0 TéCniCOS, cientistas, administradoress pessoal de

escritório e mão-de-obra não qualificadall são sinrult.âneamente

disputados pe lo Govêrno e pe las emprêsas privadas 9 Como o

deslocamento do trabalho obedece ao nÍvel dos salários ,ganh!

(14)

'.'

-14-o gッカセイョッL@ para obter o concurso de mão-de-obra qualificada

e em condições de colaborar eficientemente na execução de

I'

seus planos e programas, oferecer salarios adequados e nunca

inferiores aos oferecidos no seter privado da economia.

1n-calculÁvets prejuÍzos teUl s>f'rldo a Administração Pública no

Brasil por ainda

não

ウセ@ haver convencido da verdade inconte6

-te dessa regra econômica elementar e pre -tender conservar o

absurdo sistema, heldado de nossoo colonizadores, de uma nu

-...

merosa burocracia, pessimamente paga, mas da qual pouco se

exige" Ao mesmo tempo, porém, -cumpre

não

Mquecer que o

Go-& セ@ p セ@

-veroo nào devera nun<B pri var as empresas privadas da ュ。ッセ@

p

--de-obra de que estas ultimas necessitam pa]11. a execuçao de

suas atividades. Fatôres de produção escassos terão de sser equitativamente distribuÍdos entre o setor privado e o setor

I' _ ,.

publico da economia, e essa conveniente distribuiçao e, sem

..

duvida, um dos aspectos naia importantes do planejamento g.2, vernamental.

o

segundo elemento essencial do planejamento ,

, ,

-ja anteriormente mencionado, e a verif'icaçao da ratureza e

A _ ,

importancia das operaçoes em curso. Sera construir castelo s na areia pretender planejar para o futuro sem verifica.r, pri.

meiramente, o que se está realizanoo atualmente. Planejará

bem cpem partir de um levantamento rigoroso 'da situação ...

a.-tual, daverif'icaçãõ dos serviços existentes, doe trabalhos

_ , A

em curso e das condiçoes tecnicas e economicas q?le vem pres!,

o ' ' ' ' " I

d1ndo a sua realizaçaoo O estud:> do passado e tambem um ele

....

mento de grande valia para o planejadoro A experiência ant.2,

(15)

tuem sellpre uma fonte valiosa de ensino e orientação. Uma

das caracterÍsticas das nações mvas, como a DOssa,caract!,

rÍstica agra'Y&da pelo ゥイセGHャuゥ・エッ@ e inconstante t-.peraaento

latino,

é

a ânsia pel'lll&nent.e de muiar e illOY8r b_ como o

pouco apêgo

à

tradição e ao passado • • sa característica,

b!,

セ@

neftca por lDl lado, por constituir 1mB. tonte iJlpulslOnadora

de progresso, constitui, todarla, UE causa de gl'aYe& despeL

dÍcios de recursos e de estorços.

o

terceiro el-.eJt.o essencial do planejamento,

e sua caracterÍstica tundaaental,é a 'ftriticação das poss1lq

l1dadee Muras.

t

nesta tase QI1e a habilidade e o 'rigor dos

pl.anejadoree são postos

à

pro_, quando os _SIDS aio cha.m!.

dos a elaborar, DO conce4.to lapidar de

hJOl,

"tia espécie

,

de quadro do tutU'O, Da qual os aconteciM.os pronms se

-

!.

,

chaa prenstoe

c.

...

certa precisa0, segundo a idida que se t!

nha toraulado deles,

-

_8

onde os acontecimentos distantes

!

,

...

parecem cada .,..s -.la Tagos; e a IIIlrcha da ...,reaa preT1sta

e preparada para um detel'ld.sdo perÍodo セ・@ taapo". Se _ ua

emprêsa pri T&d&, cujo caapo de ação

é

bastante

lilil

セL@ e.!

sa pre'rlsão do tuturo

já 4!

difÍcil, o quediser-se da preq

são

ao

futuro no setor do GQyêrno, Mlpr*aa' sigantesc& a ウ・イセ@

'rlço de tôda a coleti 'Vidade.

Na

previsão dos acontecimentea faturos,

,

aos

quais o seu planejamento tera de se adaptar, cumpre ao plan!,

.

,

jador saber discernir o principal do acces80rio, o importa,!!

,

(16)

16

-social, estão sujeitas a erros mais ou menos freqüentes e

.

,

graves, cumpre dar ao plano a necessaria fiexibilidade, para

A _

que nele possam Ber introduzidas, durante a execuçao, as

a!

terações. resultantes de circunstâncias supervenientes e para

que o mesmo I em lugar de ser o instrumento da Administração

para a consecução de suas finalidades, não venha a se trane

-セ@ -.

..

formar em um entrave a açao do administrador.

, . A

Apos nos havermos estendido sobre alguma., das caracterlsticas mais marcantes do planejanemo na esfera g.2, vernamental, procuraremos situar a função do Orçamento PÚbl!.

,

co dentro da·'tecnica do planejamento e· como uma de suas f!,

ses. Para êsse fim cwnpre rejeitar, _ de início, um velha co!,!

cepção, legalista e contábil, do Orçamento PÚblico, traduz!.

,

- "

. "

da na 'chuioa definiçao de Rene Stourm: "ato que contem a

, , -

,

pilevia aprovaçao das receitas e despesas publicas"

-

o Essa d!,

,

,

finiçao, aceitavel no seculo passado, q\S.n1o foi proferida,

om te aspectos do orçanento hoje considerados ヲオョセ。ュ・ョエ。ゥウ@ r

A

admtnistrativos, financei roa e econOmicos.

.

" "

O Orçamento Publico e,

a.cima.

de tudo, o plano

financeiro dp Govêrno e, como tal, se integra no planejame.n

to geral da Àdmnt.Íltração Pública. Una

セ・コ@

estabelecido um

A ,

plano governa.mental, tenha ele um carat .. total, com ocorre nos países comunistas, ou aàsuma o aspecto de planos

regio-nais

e

parciais, como acontece no Brasil,

,

é

através da

,

エ←」セ@

ca orçamentaria que o financiamento do plAno e asseguradoo

Conforme tivemos ocasião de salientar, o ・£ャ」セ@

(17)

to ... ,Um vez

calculados os' recursos reais LBセ・Xウ£イゥッウY@ eDlll!.!

terialg ュ ̄ッM、・NNLッ「イ。セ@ equipamento etcO.9 para a execução do

PI!,

no que se tEm "em vistag traduzirâ o Orçamento.9

em

têrmos m,2

セ@ t9 #Il:J c:a:,.

netarios.ll o fYquant.um" necessario para a aquisiçao ciesses

!:!

cursoso Nao compete ao or;amentist.a ou ao financista cale:!!

lar quantos sanitaristas.9 engenheirosg enfermeiros.9 trabalh!,

dores.l/ equipammtos 9 veiculos!1 medicamentos etc 0.1/ se fazem l!,

t? " "'"

cessarios a execuçao de um programa de saneamentoo Compet!,

"

=lheg porem.9 avaliar qual o poder de compra ou a quantidade

.., p

de moeda exigida para

a

aquisiçao dos elementos necessarios

à

execução do programa0 Compete ainda ao técnico de orçame,a

tO.9 frente aos diversos programas e planos apresentados9 」セ@

locar êsses programas dentro de uma escala de prioridades 9

hierarquizá-los, de acôrdo com a polÍtica e a orientação セ@

ral do Govêrnoo Essa função do Orçamento セ「Qゥ」ッ@ como instl'!,

mento de hierarquização das ini ciat i vas governament.aisg

se-cundária em um pais de economia totalmente planificadag

ê

fundamntal em um pais onde atuam simultâneamente a iniciat!,

va privada e a iniciativa governamental ..

1&0

cabei sem dúv1,

p

da 9 &O teenico de orçamento estabelecer essa escala de

prio-IPJ

ridades, clljo estabelecimento '''.11 ac1DB de tudo, um problema.

de polÍtica governamental, decidido, em pa1ses de reginem d,!

, I _

mocratico como o nosso, pelos orgaos representativos da sob!

, " ,..,

rama popularo Devera, poremi o orgao central de orçamento

conhecer perfei tamente as diretrizes, a .orientação e o pro=

grama geral do Govêrno e, com base n;les9 hierarquizar

os

'"

planos parciais apresentados e coloca-los em escala de ーイゥセ@

p

(18)

18

-rios disponÍveis.

... セ@

Mas a principal funçao do financista e o ーャ。ョセ@

... ,.

janento financeiro, ou seja, a decisao sobre o modo mais co,u

veniente, sob o ponto de vista eco:pômico e' ウッ」ゥ。ャセ@ de

finan-"

..

...

ciar os gastos necessarios a execugao das atiVidades ァッカ・イセ@

mentai s o Dentro do arsenal fina.nceiro integrado pêlos impo,!

tos diretos e indiretos, pessoais e reais, proporcionais e

,

,

progressivos, emprestimos internos e externos, voluntarios e

compulsórios, taxas, contribuições de nelhoria e outras fo,!!

,

,

tes de rendas publicasj caber-lhe-a a escolha das armas mais

, ...

eficazes para produzir a soma de receita necessaria, de aeor do com os principios do mÍnimo sacriricio coletivo e da adaE,

tação da polÍtica fiscal

à

conjuntura econômica. Caber-lhe-á

ainda decidir sôbre a política financeira 'mais con,-eniente

- , ,

em determinado momento, acaitaçao de

um

"deficit" orça menta

ri o, çons ecução do equili brio entre recai tas e despesas セ@ ou

obtenção de um 11 superant11 o

" "

-Ja pertence ao passado a epoca da elaboraçao

"

. .

-dos orçamentos publicos com base em consideraçoes ・ク」ャオウゥカセ@

mente de ordem financeira, q\1amo os principios norteadores

セ@

-

,

dessa elaboraçao eram a reduçao dos gastos publicos, a 、Qセ@

nuição da pressão tributária ao

mÍnimo

essencial

e

à

」ッョウ・」セ@

ção j a qualquer preç o j do equil:Íbrio orçamentário, êste últl

mo

considerado como norma fundamental de

uma

sã polÍtica ヲQセ@

calo

Em todos 08 paises, o Orçamento Público e a P2,

(19)

trumento de ação governamental para a consecução 40 equilÍ

brio セ」ッョ￴ュゥ」ッL@ mediante o pleno emprêgo» sem inflação» de

todos os fatôres de produção disponÍveisc> Por outro lado, o

p

-Orçamento e utilizado como um instrumento para a obtençao de melhor distribuição da renda nacional e dos bens e ... serviços

produzidos pelo trabalho co1etivoo A tendência universal P!

ra. se erigir os ゥューッウセqs@ diretos e pessoais com base do ウゥセ@

tema fiscal, sujeitar as rendas mais altas

à

tributação pro

gressiva e,

na

ー。イセ・@ da despesa orçamentária, destinar parce

las cada vez mais vultosas para os chamados gastos sociais ,

-,

denota a preocupaçao generalizada em se obter, àtraves da!

tividàde financeira do Estado, uma distribuição mais equit!,

tiva do produto social.

Nos países econômicamente atrasados se イ・」ッョィセ@

ce

à

a ti vi da de f:1:nanceira do Estado e ao Orçamento Público a

funçãQ de instnu.rentos poderosos no impulsiommento e no· in

A . セ@ ,

centivodo desenvolvimento economicobi A tributaçao e o credi

セ@

,

to pUblico constituem meio eficaz para J a traves da poupança

coletiva compulsória, formar e remir capitais para o .f'lnan-

,

ciamento de empreendimentos governamentais de carater fund!, mental: transportes, energia, modernização da agricultura, i:ndústri-as básicas etco Recursos financeiros são

concentra-doe para programas regionais de desenvolvimento econômico セ@

cujo objetivo

é

acelerar o progresso de イ・ァゥ￵・X・」ッョ￴ュゥセaュ・ョ@

te retardadas, mas dotadas de amplos recurso s naturài s àlnda

inaproveitados o <,

(20)

-

3)-ca" ...

a

profundas modificações na técn:1:ca orçamentária. Esta

P . . . "

ultima nao e mie um trabalho reservado a contabilistas e

f'!.

nancistae, mas nela. são chamados a colaborar economistas, e,! tatíaticos, "leaders" da 1ndmtria, do comércio,da agricult!!,

セL@ セ@

-ra e das organizaçoes ope-rarias o As naçoes mais adiAttadas mo

s.

contoram com a elaboração e apresentação de um simples

orçamento financeiro, quadro das reoeitas e despesas do セ@

vêrno; procuram" em um IrOrçamento Econô#,d.co Nacional",

pre-ver a forma pela qual, no ano vindouro, comportar-se-ão as

atividades econômicas nacioMis em seu conjunto e como irão

se desenrolar as transações, tanto no setor ーセ「Qゥ」ッ@ quanto

no setor privado da economia.

O II0rçamanto Econômico Nacional" constitui a

forma mis requintada de planejamento econômico nos paise s

que, embora aceitando a propriedade e a iniciativa privada

..

, ...

como fatores basicos do progresso economico, atribuem ào E,!

ta do a responsabilidade pelo equilíbrio econômico e pela

D!.

nutenção do pleno emprêgo dos fatôres de produção dispon!.

veis. Sem assumir as cáracter1sticas de um plano econômico total, rigidamente impôsto a tôda a coletividade, o 1I0rçame,!!

to Econômico Nacional'" procura' prever a evolução futura da

conjunt úra econômi.ca e a

forma

pela qual se comportarão os

diversos setores da economia, habill tando assim o gッケセョッ@ a

tomar,9 em tempo oportuno, suas decisões bem como firnar sua

orientação no campo econômico o

,

,

-Em suma, planejamento e t..àcnica orçanentarlasao

(21)

Imposs1vel será, em nossos dias, exercer o Estado sua 」ッューャセ@

xa e difíci 1 missão s em apelar para a técnica do planejamen=

too E como fase essencial dêsse planejamento administrati y o

p p

inclui-se o "Orçamento Publico ui atraves do qual se procu r a

encontrar o meio mais adequado para obtenção do s recursos

me.

P i> => "

netarioa Mョ・」・ウセ。イゥッウL@ dentro sempre dos dois pnncipios nor

teadores da atividade financeira do Estado e que se confurdem

com o objeti vo final dêste Último セ@

máxima.

vantagem social e

(22)
(23)
(24)

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

BIBLIOTECA

ESTE VOLUME DEVE SER DEVOLVIDO A BIBLIOTECA NA ÚLTIMA DATA MARCADA

セGW@ ('lcr H" ílilt

-N.Cham. PIEBAP CO 5

Autor: Silva, Sebastião de Sant'Anna e,

Título: Orçamento como uma fase do planejamento.

Bュセ@ iセセ@ iセii@

H'" mll'"

hiiiGセセ@ セGB@ セセ@ セセ@ セZGセUPYUW@

Referências

Documentos relacionados

Sendo assim, você terá mais qualidade de vida e tempo livre para gastar com a família ou da forma que preferir.... O Instituto da Construção , a Primeira, Maior e Melhor escola

Porém, sem comprometer estes recursos no atendimento das necessidades das gerações futuras, havendo uma harmonia e equilíbrio entre os vários aspectos do desenvolvimento

Acreditando em um trabalho mais transparente, resolvemos a partir desta edição do Relatório de Atividades, ou seja, Edição de 2015, categorizar as atividades realizadas

Leia, a partir da página 115 do Relatório Anual e de Sustentabili- dade 2012, mais informações sobre o relacionamento da Cemig com seus fornecedores. cionais e áreas, foi

Mário Moutinho, 20, vem a Direção do Centro Helen Keller, por este meio, apresentar para aprovação o Orçamento, Relatório e Programa de Ação, contemplado no documento

Ao mesmo tempo, essa nova abordagem da gestão do orçamento também requer procedimentos administrativos paralelos para ativar os planos estratégicos e a estrutura do programa para

Secretário: Anabela Carvalho Gomes Caldeira.. O Programa de Ação e Orçamento para 2021 evidencia a intenção de incrementar a atividade da Instituição, tendo em conta os

O ano de 2020 ficou marcado pelo encerramento dos serviços entre 16 de março e 31 de maio de 2020, em resultado da pandemia por COVID-19. Apesar do forte impacto inerente à