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..
197812 2684 T/DGI: .484v
IIMIII.
1000025023TESE DE MESTRADO
APRESENTADA
À
EPGE
POR:
2l3.~.(.:.º
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EM,
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~---..-:;.---~-_. _ _ .~ ... !
A política monetária no Brasil reveste-se de peculiaridades
senvolvimento. Destarte, fiJ.
,
nccc·s::;idacle de conileCerL:Os cada vezmais ~::GUS múltiplos proble::lé:\.s, de visuali~armos melhor as
dificul-dades que cerc&m a elabor~ç~o de pOlíticas adoqu~das no setor.
I· , ia ;nulto por fazer nesse campo. À medida que as
se tornam mais profundas, novos prcble:-.1as surgem, e outras
ques-..4iI • , . ' . , :1 .A •
~ ln~lspensave~ prucencla e sentido de auto-crítica em todo
estudo tendente a esclarecer aspectos da realidade monetária.Foram
tais os princípios que nortearam a presente monografia a respeito
do C01ilpOl'twnento da velocidé:i.de de circulação dos clepósi tos.
Tivemos em vi sta a deterL1inação ele UI.'la previsão e
pretende-mas licit~ç5es de ordem mec~nica e temporal
blo-Cabe consignarrr.os aqui que tal trabalho se tornou posslvel
,
pelos ensinamentos que os professôres da Escola de Pós-Graduação
em Econoalia nos trétrisIi1itiram durante doi::; anos de curso, pelo que
registl'amos nosso recon1lOcilúellto. Re1evél salientétrmos ainda a
i-nestim:vel contribuiçgo prestada pelos componentes da Consultoria
Técnica· da Fresidência do Banco do BJ.'asil, par·ticularmente o Dr.
Dídimo Fonseca Fig~eirEdo, que, éltrav's de críticas, sugest~es e
i -
-rev soes, muito contribuiram para sua elaboraçao.
Rio de JaDeiro(GE), dezembro de
1971.
-..-/
1
..
!;iPlÇE
I -IKITIODUÇAO •••••••••••••••.• ••••••••••••••••••••••••••••••••• 2
l-Consider~ç5es Preliminares ••••••••••••••••••••••••••••••• 2
2-Conceltü de Velo~ld~de ••••••••••••••••••••••••••••••••••• 5
II -COl-:POl\~Er~TES DA StRIE TE;1POR,fiL DE VELOCIDADE DE CIRCULAÇ1tO •• 11
l-A~ Variaç5e3 ••••••••••••• ~ ••••••••••••••••••••••••••••••• 11
.... A
1-2-Determinaçao da Tendenc1a ••••••••••••••••••••• ~ •••••••••• ~
3-D~tel't.1Ína·gão da Estacionalidade ••••••••••••••••••••••••••
17
4-Deterrainação das Flutuações C{clicas e Aleatórias •••••••• 21
III-úl·i EOD~LO DE FREVIs..:'rO •••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 32
l-Consi der aç õ e s Pr e lir41inaj.'" e s •••••••••••••••••••••••••••••••
32
2-Análise Regressiva ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 34
3-Perspectivas •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
40
BIBLICGRA:i.i' IA .•••••••••••••••••••••••••••••••••••••• ' •••••••••••••
41
A".' JE'XO
...
I.
...
.
~;) , """.'
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•
I
-TN'TRODUÇ:i:Q
l-Considerações Preliminares
o
conceito de velocidade foi amplamente estudado na anúliseda teoria (lU:t!lt it~ ttva da r.1oeda, sendo mai s t:l.rde relegado p:1ra
segundo plano, como resultado do apareciri.ento de J~eynes, que
for-ncce~ o priDciro substituto importante ~ e~uaç5o qu~ntitativn, com
, A ...
SU'l analise s0Dre a preferencia pela liquidez. O conceito de
li-quidez, no entanto, está lntimamente relacionado com o de
velocl-t . ' tA
dado,. ~ seu estudo pode traduzir-se amoam em ermos de
velocida-de •.
"
,
O presente trabalho se restringe a ideia de velocidade de
circulação da moeda escrituraI, entendida como a soma de
depósi-tos ~ vista e a curto prazo, n50 tratando, dessa Torroa, da
veloci-dadc-renda da moeda, desprezando-se, por conseguinte, um dos
COID-ponerites dos meios de pagarr:entos: o papcl-r:lOcda em poder do
blicco
,
pu-,
In:'cialn:ente, Cabe destacarrnos o que e moeda escrituraI e
...
,
,
quais sao seus conponenteso Sua ideia ja foi dada acirra, mas
°
Banco Central do Brasil, que possui entre suas princirais funções
a du faculdade de regular o volt:me adequado dos mej_os de
paeamen-"
tos as reais necessidades da econor.1!.a nacional, de forma a manter
H , ~ _
a cxpans.:lo do credito em D-,-vel coerente com u·programaçao
finan-.f d G Â . , " • t t ~ I i
ce~r~ . _o overno, ca curso a seguln e me ouO og a:
1)depósitos
à
vist~ e a curto prazo do setor priva~do, que conpreendem os 4epósitos populares, de
ar-recadação sindical, sem limite, cheques do viagem,
sob aviso, de domiciliados no exterior, de
socie-dades de economia mista, de instituiç5es
financei-ras e .saldos crodores em conta de ernpr~stimos;
:i.i)del-~ôsitos ~ vista e a curto prazo do setor
públi-co, que compl'e0r:dc~ os depôs! tos de covernos
:3
ConseqUentem2nte, excluem-se os dep6sitos interbancJrios,os
depósito~ do Govêrno Federal e outros menos importantes, quais
se-jam os obrigat6rios, os judiciais e os vinculados. Como o Banco
do Brasil, um dos óreãos constituintes das Autoridades Monetárias,
c:J.pta recursos junto aO público, convéí:1 desdobr.:lr a moedq
escri.tu-ral em du~s componentes: wo~da escrituraI nos bancos comerciais e
moeda escrituraI nas ~utoridades Monet~riaso
No Brasil, sucedeu que, aO longo de vinte anos, ocorreu
in-cremento ascendente da participaçio dos depósitos ~ vista e a
-- curto !J:,. ... .::LZO na composição dos meios de pagamentos, em contraste
com a participação decrescente do papel-mo~da em poder do público
em relação éÍo total, emho:-a tal composição apresentasse relativa
estabilidade a curto prazO. De fato, se ao final de
1951
a moedaescrituraI correspon:.iia a 68, 75~ dos meios de paramentos, ao
término do ano de
1970
o percentual erade 81,3%,
istoé,
osdepó-, Â
sitos a vista e a curto prazo passaram de duas vezes para cerca '"
de quatro vêzes o mont~nte de papel-moeda em poder do público, o
que pode ser comprovado pela observação do quadro I.
O fenômeno pode ser explicado tendo em vista que numerosos
acontecimentos exercem influências importantes sôbre a necessidade
de saldos de dep6sito~ banc~rios e s6bre sua taxa de utilizaç~o.
Com efeito, as técnicas bancárias e as estruturas
financei-raS estão-se desenvolvendo com bastante rapidez, contribuindo para
tal fato n~~o só a circunstância de estar em cresc1wento gradual a
prop~gaç5o de hábitos bancários; como também a penetração dos
es-tabelecimentos de crédito até regiões ma~s remotas do país, a
ur-.
,
banização c8da vez maior, o au.mento da renda per capita, o
decres-cimo simultân~o dos paG.:1mentos em papel-moeda, as mud::.nçus na
estrutur.:: econômica e, particuLJ.rmente, a regulamentaç.:io do
merca-do financeiro,
ap5s
a promulgação das leis4.595,
de31
dedezem-.
b ro <.:.<e ~ ] ()(:', -/.)1...., qu,-(") Gl.,l-v.., ~' ... , . A ( ' ~)Q ... "'b 1 ~- t.: n. po l't· 1. l.ca e as ns i titui-çoes
banc~-rias e creditícias, c
Ü.728,
de
14
de julho de 1965,qucdiscipli
QUADRO
.
IHEIOS J: f.\.GJU·:S:;TOS
S::,l:los em Fim de Pel'lodo
,
.. ..
_--P~pel-!!:'Jc-:1a 0:::1 1'0- }:ocda escrituraI Ee10s de paC3mentos
Anos d'?r do pl..:r\ , l i co::>
r-, 'Ih'" cf C.milhões c,6 0~ milhões di.
\,.~ r:l2. .0 c S ;o , IV
1951.
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1955.0
57,1
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120,8
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177,9
100,0
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1956.
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69,0
217,2
100,0
195.7
o. 81,227,9
209,7
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290,9
100,0
1958.0
00 7" .I ,
28,2
253,4
71,8
353,1.
100,0
1959 ••
121,0
25,4
373,5
74,6
500,5
100,0
1960 ••
169,3
24,5
522 ,7
75,5
69
2,0
100,0
1961 ••
255,7
.... -+,
?/,5
786 ,1
75,5
1.041,8
100,0
1962 ••
396,6
23,3
1.305,6
76,7
1.702,2
100,0
1963 ••
683,8
21+,5
2 0108,3
75,5
2.792 ,1
100,0
,
1961+ ••
10155,8
22,3
"
4.034,9
77,7
5.19°,7
100,0
1965 ••
1.729,9
19,0
7.375,0
81,0
9.104,9
100,0
1966 ••
2.343,2
22,4
8.126,9
77,6
10.!.aO,1100,0
1967 ••
2.943,7
19,7
11.987,4
80,3
14.931,1
100,0
1968 ••
4
0080,2
19,1
17.301 ,7
80,9
21,381 ,9
100,0
1969 ••
5.389,7
19,0
22.9 6°,0
81,0
28.349,7
100,0
5
2.Conceito de Vclocldade
Sabemos que·a moeda escrituraI não compreende os depósitos
a prazo, tendo em vista Clue, embora sejam parte componente do
pas-sivo dos bé'.ncose constit'llé..m recursos cp,ptadcs junto ao público, a
sua uti]i:.~ação está condicionada
à
conseqüente transformação emdepósitos
à
vista ou papel-moeda.Assim sendo, a velocidade
é
uma taxa de rotação que I'wde oritmo médio em que os depósitos
à
vista e a curto prazo sãoutili-zados. O conceito compreende a divi~~o entre o valor de cheques
,
e . outros docu.rrientos compensados e a media de moeda escri tural,
du-rante o mesrJO período de tempo, isto
é,
para determinado mês t:V
d
=
chcgll~S e outros p3.péis compensadosmoeda escrituraI ajustada
COLiO as necessidades de liquidez das várias unidades
nômicê..s variam de modo amplo, podemos considerar que, dentro
eco-de
tal média5 incluem-se três taxas de rotação de natureza diferente:
a dos depósitos de particluares, utilizados juntamente com o
pa-pel-moeda, para as despesas individuais.; a dos depósitos de
COIDRr-ciantes ~ industriais; e a dos depósitos utilizados no movimento
; normal ou especulativo das bôlsas de títulos e do mercado
monetá-rio~
A velocidade total, portanto, consiste em
uma
médiaponde-rada das velocidades de cada setor.
g
de se supor que, em média,ascontas populares giram com menor rapidez que as das emprêsas, pois
quase tôcb,s as transações que estas últimas realizam entre si são
efetuadas por interm~dio de cheques, correspondendo-lhes assim prQ
porção muito m.:::.ior dos débitos em contas correntes. Por outro
la-'~ ~
.
~do, as traIl~açoes de carater especulativo sao efetuadas tanto por
indivIduos como por empr5sas, e sua intens1dadeest~, ~o caSO
bra-sil€: iro, I>rov?tv~lJ:1cnJ~c COllC.icioL~~da
à
eufori~ ou retraimento doi ' . , . " " , t't I 'b11
mov mento L\ur Sa til9 ou a1.nú-a li "Ll'anSaçocs ele 1. u os pu cos.
. I
i
)
I
6
Em
nosso país, o organismo responsável pela computação dosdados que dizem respeito
à
velocidade de circulação mensal da moedaescrituraI' o Banco Central do Brasil. No quadro 11, temos, para o
período compreendido entre janeiro de
1960
até dezembro de1970,
osvéllôres aju~tados para os cheçues e 0':ltros docl.:mcntos corrpensado-s.
...
" ,,
Tais valores se referem a media diaria calculada com base no numero
de dias do mês multiplicada por trinta
(30).
No quadro 111, temos, para o mesmo período con~;iderado, os
~
...
valores ajustados para a moeda-escrituralo Compreende~ esses dados
a média aritmética simples entre o valor global no fim do mês
indi-"
...
cad~ e o valor no fim do mes imediatamente anterior. Finalmente,
ne quadro
IV,
encontramos os números representativos da taxa dero-N , , _
taçao dos depositos a vista e a curto prazo, que nada mais sao que
a divisão entre os valôres ajustados dos cheques compensados e os
valôres ajustados da moeda escrituralo
Em
dezembro de19íO,
por exemplo, os valôres ajustados doschoques e out.ros documentos corr:pensados e da moeda escrituraI
as-cenderam a
6 57.608,9
milh5es e ~28.351,0
milhSes,respectivamenteoA divisão entre os dois mont.ant.es dá o resultado de
2,03,
queé
onúmero representativo da velocidade global de circulação da
escritural no mês considerado.
moeda
Não existem dados estatísticos disponíveis para computar ou
con:parar as taxas de rotação das unidades econômjcas ou grupos
contas classificadas pelo tipo predomin~te de sua atividade.
outro ladO, o conceito foi explicitado em têrmos mensais, isto
de
Por
,
e,
...
e~ dezembro de
1970,
de acordo com o esquema acima, a moedaescri-... A _
tural circulou cerca de d~as vezes. Uma aproximaçao para u taxa
de rotaç~o ant:al se:::-iéJ a soma dos nÚEeros mensais correspondentes a
cada ano. For exemplo, em
1970,
a velocidade de circulaç~o varioude
1,86
at~2,03:
a soma simples1,86
+1,91
+ ••• +1,91
+2,03
da-ria o total de 23,29, que compreenderia a taxa de rotQçüo anual d~
a-.... " \
QUADRO
I ICHEQUES
EOUTROS
PAP~ISCOJ.1PENSADOS
Valor Ajustado (
êBilhões)
Neses
1960
1961
1962
1963
1964
.1965
1966
1961
1968
1969
1970
Janeiro ••• 300,1
488,8
177,5
1.504,5
2.785,7
5.004,4
8.272,8 11.635,2 19.136
,4
32.
045,3
41.
871,0
Fevereiro. 322 ,2
413,5
836,9
1.404,2
2.144,3
5.671,9
8.701,4 11.238,0 18.210,")
300531~~42.618,0
Março ••••• 349,5
499,5
838,1
1.589,9
3,,060,3
5.668,5
9.357,8 12. 617,4 20.302,3
31.591~O44.709,0
Abril ••••• 340,2
549,4
844,6
1.579,3
2.994,9
5.452 ,4
8.375,5 11.957,2 21.972,5 31
.3
82
,248.251,0
Haio •••••• 363,8
59 6,3
949,3
1.670,5
3.028,1
5.596,6 11.011,1 14.122,5 23.808,7 330573,3
L~2.E4S,1Jur.l.ol-),o •••••
374,h
591,5
958,5
1.6L!8,6
30723,8
6.214,6 11.043,4 14.459,2 22 806
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Julho •••••
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1.141,2
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~Outubro ••• 1.:56
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7.581,8 11.183,7 17.086 ,6 29.296
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••
4
37,3
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,3
17.103,1 28.603,'1. 38.593,7
5~ .l..~ P ( ' / ..o,
2
Dezembro •• 548,1
821,5
1.34
0,8
2.455,6
5. 256,1
8.9
24,2 12.570,6 17.98°,5 3
0.553,
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•
O"S ~+-,3
570 6CS,9
QUADRO lI!
MOEDA ESCRITURAL
..
Valor Ajustado ( ~ Milhões)
Meses
1960.
1961
Janeiro •••
375,4
533,4
Fe"(:ereiro.
38°,0
546,4
Março •••••
.387,2
557,3
Abril •••••
393,2
568,6
Maio ••••••
398,4
57,3,7
Junho •••••
4
09,0
583,3
Julho •••••
417,3
600,0
Ao
Agosto ••••
425,7
611.4,1
Setembro ••
443,1
629,1
Outubro •••
463,2
662,4
Nov'9mbro ••
482,8
700,4
Dezembro ••
507,9
750,8
1962
795,9
812,8
824,3
8~,7866,2
892
,u
9
23,8
970,7
1.016,2
10066,1
1.126,5
1.228,1
Fonte: Banco CentreI do Erasil. ,
"'",
1963
1964
1965
10310 ,8
2.108,5
4.036,5
1.309,7
20143,7
4.139,9
1.303,7
2.224,5
4.347,3
10
3
00 ,5
2.296,6
4.558,9
1.328 ,8
2.388
,6
4.77°,2
1.~OO,3
2. 603,3
5.123,7
1.~5h,
7
2.781,8
5.435,4
1.506 ,8
2.8-99,2
5.714,5
1
0554,7
3. 122 ,7
6.075,9
1.622,8
30346,8
60342,6
1.751,6
3 .• 51l.!.,7
6.549,8
1.965,5
3. 811 ,5
7.016,8
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1966
1967
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19ó9
1970
7.
257,9
80150,3 12.122s 9 17.
203,2 22.549,7
70171,5
8.182,3 12.373: 8 170255,6 22.321 ,2
70180;5
8.579,3 12.944,7 170 697,1 22.838,9
7.125,3
90068,2 130744
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2,5 24.252,3
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7.901 ,8 11.753,8 16.318
jl.:.
21.086,5 27
.
0 8-
9 "
,
...8.057,0 12.036
,7
16.912
)7
22 23
.
7.
~ ~ .... ,. ') :<: c::1 ,"\
c...,oJ ... .,I
-'lo .. \.
ÇUADRO IV
VELOCIDADE DE CIRCULAÇ1:0 HENSAL DA MOEDA ESCRITURAL
Heses
1960
1961
1962
1963
1964
1965
1966
1967
1968
1969
1970
Janeiro •••
0,80
0,92
0,98
1,15
.1 32
,
1,24
1,14
1,43
1,53
1,86
1,86
Fevereiro.
0,85
0,87
1,03
'1,07
1,28
1,31
1 21
,
1,31
1,47
1,77
1,91
Harço •••••
0,90
0,90
1,02
1,22
1,31
1,30
1,30
1,41
1,57
1,78
1,96
Abril •••••
0,86
0,97
1,00
1,21
1,30
1,19
1,17
1,32
1,6)
1,72
2,05
Maio ••••••
0,91
1,04
1,09
1,26
1,27
1,17
1,54
1,47
1,67
1,81
1,77
Junho •••••
0,91
1,01
1,07
1,18
1,!L3
1,21
1,49
1,42
1,57
1,79
1,91+
Julho •••••
0,95
1,03
1,0'7
1,3
21,51
1,20
1,46
1,40
1,8)
1,89
2,02
"'~Agôsto ••••
1,01
1,01
1,17
1,25
1,39
1,23
1,56
1,51
1,7')
1
,'~--!. o'1 86
,
Set8I:bro. o
1,04
1,04
1,05
1,11
I,L~91,22
1,50
1,44
I,T~1,93
2,0~Outubro •••
0,98
1,03
1,19
1,19
1,45
1,19
1,44
1,50
1,8.'~1,99
.. 0/,.l. , ...
Novembro ••
1.01
,1,12
1,13
1,24
1,42
1,25
Is/.+31,46
1
,
T-
) I ,y~ >;'2;1,91
Dezembro ••
1,08
1,091,09
1,25
1,37
1,27
1,56
1,49
1
,8~'_1,89
2,03
. ~
l
10
da velocidade de circulação anualo
~UADRO V
VELOCIDkDE DE CIRCUL!lÇÃO ANUAL DA HOEDA ESCRITURAL
---~_._._--Anos Velocidade de circul~ção anual
1960 •••••••.••.••••••••••
11,30
1961 •• 0 • • 0 • • • • • • • • • • • • • • •
12,03
".
19b2 ••
0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • 12,891963 ••••
0 • • • • • • • • • • • • • • • •11+,45
1964 •••••••
~•••••••••••••
16,60
1965 ••••••••••••.••••••••
14,84
1966 •••••••••••••••••..••
16,80
/'7
190 .•••••••••••••••••••••
17,28
1963 •••.•••••••••••••••••
20,07
1969 ••••••••••.••.•...•
22,15
1970 ••••••••.•••••••.•.••
23,29
Fonte: Banco Central do Brasil.
o
Quadro nos mostra que, no ano de1960,
urna unidade demo-~da escrituraI entruva no mercado cêrca de onze vêzes por ano. J~
em
1970,
tal cifra ha-Jia pl'àticamente dobrado, istoé,
uma unidadede moeda escrituraI era utilizada vinte e três vêzes por ano para
a conpra de bens e serviços ou realizaç~o de transaç5es rinancei
11
11 -çQHl?.(llm!~'l'ES DA S~RIE ll
EHPORAL DF. VELOCIDADE DE CIHCUJJAÇ1rO
l-As Varia.ções
Pura o fim que temos agora, vamos tentar fazer um estudo
simplificado d::. correspondente
à
taxa de rotação dosdepósi-,
.tos a vista e a curto prazo, apresentada no quadro Dl. Conforme
(1)
observou Oskar Lange ,as s~ri~s temporais estio sujeitas a
de-termir~é.~do nÚ:7'ErO de variaçces, que podem ser enquadradas nos tir-os
seguintes:
l)variações que representam uma certa tendência
ge-ral(tcndência de desenvolvimento), que fornecer.!
1d~ia do comrortamento da série ao longo do tempo;
li)variações do caráter estacionaI ou sazonal, que
compreendem fl'l.:tuações que se verificam periódica
e aproximadamente naS mesmas épocas de cada ano e
são resulte.ntes de fenômenos exteriores ao
conjun-A
to princi~ul de causas que atuam sobre oS termos
,.
da série;
111)variações de caráter cíclico ou de conjuntura,
que correspondem, de modo geral, aos períodos,
al-ternados, de altas e baixas dos níveis da
ativida-de econômica;
lv)variações de caráter aleatório, que comporta.m a
parte re~anescente da série, sendo devidas a
flu-tuações causa.das· por f.:ltôres exógenos esporádicos
ou flut~ações casuais resultantes de grande nt'unero
de causas acidenta1so
Consideremos, entrro, a s~rie de velocidade de circulaç50 da
moeda escrituraI constante do quadro IV e, com base em seus va1o-A
,
,
res men~ais, vamos represent~-la graficam~nt~ na figura
I,
de modo(1) "IT'-troduç3:o
à
Zccnometria", Ed1tor~ 'Ftmdo do Cultura,13
a têrmos idéia de qual curva melhor se ajusta
à
série dada,fstoqual SUa tenQência de desenvolvimento o Observamos, então, que u
t axa e d 1'0 t açao dos depositos a v sta - " i e a curto prazo, no período
sob análise, apresentou tendência crescente desde
1960
até meadosde
196
4,
declin~do logo após, e, a partir de meados de1965,
vol-tou a st:.bir até Ue;(;t::lliUrO de
1970
0 Surge agora o problema dedeter-,
minnr ql1:11 a li!1!-:a que, 3. pri:;:cira vista, correspondc melhor ao
crescimento global da velocidade, excluindo as flutuações mais ou
menos aleatórias ocorridas durante o período.
2-Determinação da Tendência
,
..
Embora, para est~do da analise de tendencia, convenha
utili-,/ zar dados que abranjam período mais extenso possível, no mínimo dez
anos, limitamo-nos a considerar apenas a série de janeiro de
1965
até dezembro de
1970,
em virtude de fatôres bastante compreensívei~,
,
Em primeiro lugar, e necessario que haja homogeneidade entre
os dados ei:1pregados no que respeita às fontes, método de
estabele-cer as s(~ries, etc. Ora, até o ano de
1964,
o organismo que tinhasôbre si a responsabilidade de computar os dados em questão era a
Superintendência da Noeda e do crédito, que foi extinta em 31 de
dezembro do ano citado, através da lei nO
4.5950
A mesmaregulamen-tação criou o Banco Central do Brasil, que, embora incorporasse
administrativamente a antiga Superintendência, trouxe consigo novas
responsabilidades e maior organi~açio, possibilitando, dessa
for-,
...ma, melhor apuro no que concerne a computaçao dos dados.
Por outro lado, a década de sessenta foi marcada por
injun-...
çoes relevémte s que se interpuseram constantem~nte no processo
econô:nico e social. Um dos fenômenos mais marcantes foi, por
e-exemplo, a inflação crescente que se vinha verificando ate
,
<:: o (,;v.;Ju:.~v:· Z.r'<.tUv:lJ. que !:>e suceUE:U DO 'crescimento dos preços,
,.
apos
as mudanças políticc.s verificad::!.s naquele ~no. De fato, embora a
ela npresentou comportamento incontrol~ve1, o que porte ser
atesta-do l)e10s comporta[Q<;ntos dos principais indices de preços,os quais
apreStmtaram v:.'riaçõcs m:Cdmas no ano de 1964. COr.! efeito, as
os-,..
cilJ.,;oc3 (10 .J..nd.ice ~ de Pre''l0s por "\t~cado, do Custo de Vida na
Gua-n;;. ~': ;lr a c (~ o .L!L1ice
..
GI.":'i..LI de Fr8,]C~3- Disponibili1ade Interna. fOr~lí:lda ordem de RI - d
.) ' ) / " , a.f1.0 em
"UADRO VI
Prc<;os por Atacado Custo de Vida na Geral de Freços
(co1lma
12)
Guanabara (coluna 2)1-.110S
-variaç.:1o variação variaç~o
!r:.dice an'lal ln lCC ' dO anual !!ldico an1Jal
(;::) (%) (%)
1960
0 •6,92
31,3
6,44
29,3
6,64
29,2
19610
o9,7
24
0 ,5
8,58
33,2
9,10
37,0
1962 ••
14,6
_50,2
13,0
51,5
13,8
51,6
1963 ..
.... ?~,
,
7
76
,0 22,27
0,8
24,2
75,4
1964 ••
46,6
81,3
42,5
91
,!.l.
46,1
90,5
1965 ••
71,6
57
.",.', t:..-'
70,5
65,9
72
,3
56,8
1966 •• 101
41,1
99,6
41,3
99,7
37,9
1
0/Ü"7
0 0
128
26,7
130
30,5
12828,4
1968
0 •157
2;> ".. _,0
159
22,3
159
24,2
1969.
o187
19,1
194
22,0192
20,7
1970 ••
22319,2
238
22,7
230
19,8
- n ' • ~ 'o, ". - o -.." - r. "10 V
quest.5:o. A partir da!, suas tendências permaneceram em
decl!nio, nt~ atinelrem os n!veis
de 19,2%,
~2,1%e 19,8%,
res-.
pectivamerlte, no ano de
]:970.
Feitas essas r~pidas diEress3es, podemos constatar que o
ano de 1965 lnar('~ dois pontos im[Jort.:mt.:;s: a criação do B~.mco Cen
tr::!.l (;0 .2rasil e o inicio ;10 dc;cl{nio do processo jn.:.~lacion~~rioo
tendência d<l
,
,
serie:::n c::..i.USU, tOLUn<lO co~n() ba.S3 o perlodo que se estende de
j~~-neiro de
1965
até dezembro de1970.
Observtndo a renresenta(,20 ~ ,er1fica constante ~a fieura 1, ao lonGo dos mesai sob un~lise, a
primeira nproxi~aç:o cuanto ~ melhor linha que se aju~ta aos dados
,
tend;ncia linear. Para estim~-la, conve!:1
,
~,tomar como variaval tempo, no caso mes, a variavel
I,
que assumeA
os valores de 1 a
72.
Fodemos considerar que a equação de tendência procurada se
aPFesenta sob a forma
V'1' ...
=
a + bT + U T ,onde
YT
corresponde aos dados obserVados da velocidade de cir_culaç~o mensal da moeda escritul'ê.l,
º-
eh
os parâmetros lineare angular, respectivamente, e
!rT
as perturbações aleatórias.~ 1· d 't d d , . d d '
n-p lcan o o me o o os ml.nlmOS qua ra os aos numeros .
represent~~ a taxa de rotQç~o e o tempo, a fim de obtermos os
r~rnetros desejados, resultaram as estimativas
â
=
1,14510
b
==0,01,217
mr:n~,:.l d00 d2rÓsi tos
3.
vista e a CUl'to prazoque
1
T
=
1,14510 +0,012l7T
°
coeficiente de determinação estabelecido foi da ordem deo que torna a estimação bastante significativa. A seguir, demos
seqüência
,
a análise da variância, que consiste em testar ahipótese nula
~
: o
=
0,
ou seja, de que não há regressão entre
1
e1Te
Aplicamos, por/ conseguinte, o teste
F,
e encontramos os seguintes valôr~s parao
F
observado e o tabelado, respectivamente:F obs
=
564,50
F
O,05( 1, 120)
=3,9
2Como
.
. ~
rejeitamos a hipótese Ho, no n~vel de significância de
5%.
Istoimplica em que as variáveis sao significantemente relacionadas,
-aceitando-se, portanto, a equação de tendência.
A _
O erro-padrao da estimativa obtida foi
ao passo que os erros-padrões das estimativas dos coeficientes
17
0,02151
.
Quanto ao intervalo de confiança de
95%
para a estimativado parâmetro angular
:fi,
obtivemos,de0,01116 a 0,01318
3-Determinação da Estacionalidade
A medida d~ tendência secular, efetuada no item anterior,
é
"
,
apenas um dentre os problemas ligados a analise da serie de
velo-/ cidade de circulação meDsal da moeda escrituraI,
já
que tal série...
está sUjeita a flutuações periódicas, de caracteres estacionaI,
cíclico e aleatório. Ajustados, então, os dados apresentados no
quadro IV
à
linha adequada de tendência, temos agora queproce-der ~ detetminaç;o da estacionalidade.
A
Para 'esse fim, a primeira providencia A e
,
estabelecermos,...
,
para cada mes do per~odo considerado, o valor estimado a partir da
equação de tendência
isto
é,
tendo em mente que1
pOde as~umir os valôres ,de 1 a7
2 ,basta substituirmos
I
por tais valôres que iremos encontrar72
nÚIDerospara !T. Os dados estimados, que podem ser prontamente
calculados, são constantes do quadro VIIo
Assim sendo, os valôres estimados variam desde
1,16,
emjaneiro de
1965,
até 2,02, em dezembro de1970
0 O passo seguintetantas do quadro
IV,
como percentagens do valor da tendência quere-18
QUADRO VII
VELOCIDJ\DE D~~ CIRCULAÇJ:O EENSAL DA NOEDA 3SCRITURAL
Va1Srcs
Estimados ~ F~rtir da Squnçio de Tcnd~ncia .Meses
1966
1968
J~rc~rc •• o • • • • • • •
., , t:
1,::0
1,45
1 ;9
.L,
.J...'-~,o'
Fevereiro ••••••••
1,17
1,31
1,l!61,61
Março ••••••••••••
1,18
1.,33
1,47
1,62
Abri1o~o
•••••••••
1,19
1
,
...
Ã4
1,48
1,63
Maio ••• o • • • • • • • • •
1,20
1,35
1,50
1,64
Ju.:nl:o ( I . o • • • • • • • • •
1,22
1,3
61,51
1,66
Julho ••••••••••••
1,23
1,38
1,52
1,67
'"
Agosto •••••• · •••••
1,24
1,39
1,53
1,68
Setembro •••••••••
1,25
1,~01,55
1,69
Out~bro~
•••••••••
1,27
1,41
1,56
1,70
Novenbro •••••••••
1,28
1,L!2
1,57
1,72
Dezembro •••••••••
1,29
1-,
.... "lf1,5
81,73
1970
1,í'4
1
f"'I,,v;
1,75
1,90
1,7
61,91
1,78
1 02
,
'"1,79
1,94
1,80
1,95
1,81
1
,
06
..
1 ,'-J,/ ~~
1,91
1,24
1 08
,
"1,85
2,00
1,~6
2,01
1,87
2,02lativos, visto que ~stes abrengem seis anos. As seis percentagens
de janeiro, por exemplo,
val'iam
de87
r:::('1. , --I" a
107,2%,
sendo q"tJ.ea
maioria
delas permanece abaixo de100%0
Os percentuais,ca1cu-lados
sob a
fornlas~o apresentEdos no ~uudro
VIII.
Essas percentagens podem ser observadas na tabela I, onde
S&O mostl'ad<.ls (l.S frcqtkncias múltiplas. A taxa de rotação mensal
,
,
,
dos depositas a vista e a curto prazo e persistentomente fraca nos
deca-i
19
QUADRO VIII
VELOCIDADE DE ClflCULAÇÃO MENSAL DA MOEDA ESCRITUHAL
Cálculo dos tndices de Estncionalidade
H índices de
e 1965 9"" 1967 1968 1969 1970
s 1 ()O Estacionalid:lde
c (1) (1) (1) (1) (1) (1) (2)
s
Jan •• 107,2 87,5 98,7 '99,1 106,8 98,6 99,7
Fev •• 117,2 92 ,0 93,8 91 ,5 101,0 100,6 99,3
Mar •• 110,1 98,0 99,8 97,0 100,9 102,6 101,4
Abr.o -99,8 83,4 88,9 98 ,1 96 ,8 106,6 95,6
Hai •• 97,1 114,0 98,2 101,6 101,1 91,4 100,6
Jun •• 99,3 109,2 94,0 94,8 99,3 99,6 99,4
Jul •• 97,6 106,1 92 ,0 107,9 104,2 103,1 101,8
Ago •• 99,0 112,4 98,4 101,2 100,8 94,3 101,0
Set.o 97,3, 107,1 93,1 101,1 107,7 102,8 . 101,5
Out. o 94,0 102,0 9
6,3
108,0 107,6 97,2 100,9Nov •• 97,8 100,4 93,0 102,0 98 ,2 95,1 97,7
Dez •• 98,4 108,6 94,1 104,5 100,8 100,4 101,1
(l)Relação percentual entre os valôres observados e os valôres
estimª-dos a partir da equação de tendência.
(2)Nédia aritm~tica simples das percentagens correspondentes a cada
....
mes.
indo novamente em abril, e, a partir daí, mante,ndo-se quase sempre
a-ci~1a de 100%, exclu!do o mês de novembro. Tal fato pode ser explic2do
a partir da atividade dos negócios, pois, logo a seguir aos ~estejos
" _ • #IW # • • ,
-\.;. llU':'!hu...l d l'e \;l'açuO cie negwclos, aSSlm como no pel'10aO
20
TABELA I
VELOCIDADE DE CIRCULAÇlo MENSAL DA MOEDA ESCRITURAL
Relação Percentual entre os Va1ôres Observados e os Va1ôres
Esti-. N A
mados a Partir d~ Equaçao de Tendencia
Distribuição de Freqüência
Percentagens Jan Fev liar Abr Mai Jun Ju1 Ago Set
out
Nov Dez122 a 123,9
120 a 121,9
118' a 119,9
116 a 117,9
I
114 a 115,9·
V
112 a 113,9
I
I
110 a 111,9
I
108 a 109,9
V
I
I
106 a 107;9
I
Ii
II I
104 a 105,9
I
I
102 a 103,9
V
V
I
I
I
100 a 101,9
VI
V
Ii
II I
I
Ii
98 a 99,9
VII
VI VI
V
VII
VI
I
I
96 a 97,9
I
V
I
V
1I
I
94 a 95,9
VI
I
/
I
I
92 a 93,9
Ii
I
I
I
I90 a 91,9
V
V
88 a 89,9
V
86 a 8'" o
I,,,,
84 a 85,9
82 a 83,9
I
Pr'l '1. 81 o
,
-78 a 79,921
Como último procedimento para determinação da
estaciona-1idade, as medias simples das seis percentagens,
,
para cada mes Aoconsiderado, concorrem para os índices de estaciona1idade, que
estão consignados na última coluna do quadro
VIII.
Assim sendo, para o mes de janeiro, por exemplo, temos: Ao
107,2
+87,5
+98
,7
+99,1
+106,8
+98,6
=
99,7
--~._---6
4-Determinação das Flutuações Cíclicas e Aleatórias
Resta-nos a tarefa de combinar as correçoes da
-
tendencia Aosecular e da variação estacional, a fim de obtermos as medidas de
alterações
variações
cíclicas e aleatorias na serie em questao. Embora
,
,
-
ascíclicas apresentem o mais alto interesse, e sua medi-Â
da constitua-se habitualmente o problema central na análise de
séries cronológicas, devemos considerar, no entanto, duas
vações acêrca do estudo de fenômenos cíclicos.
obser-Em
primeiro lugar, conforme citação de Luis ArturoFu-enzalida(l), "não parece haver sinais no Brasil que evidenciem a
existência de ciclos econômicos congênitos.
Há,
isso sim, notóriasflutuações na atividade econômica, mas estas parecem
indiscutlvel-mente causadas por influências provenientes do comércio exterior
ou por identificáveis medidas de' pOlítica interna ou ainda os
fenô-menos de sazonalidade observados na produção agrícolal1
• . Por outro
lado, a eliminação completa de todos os movimentos não cíclicos
~ .
,
e, naturalmente, imposslvel. Teremos, dessa for~a, que nos
conten-tar coo as l.'1edidas que refletem as alterações cíclicas emaranhadas
coo flutuações aleatórias.
(J) "Ancílisc HacroeccnôL"lica a Curto Prazo", APEC
S.A., la. edição, Rio de Janeiro, 1970.
"
22
Para destacarmos os resultados das diversas variaçõos no
comportamento da série cronológica sob enfoque, convem
,
estabe-1ecermos uma série de "va1ôres esperados"· para reprozentar
os resultados do jôgo de fôrças que atuam regularmenteo A equação
da linha de tendência secular
1
=
1,14510 + 0,01217Tnos oferece um meio para estimarmos os dados mensais
no quadro VII.
explícitos
A ' A
Tais dados seriam os valores esperados se somente as forças
de tendencia estivesseu em ação. No entanto, sabemos que • Â um
movimento estacionaI está sobreposto
à
tendência, e seus índicesjá for~ determinados. A combinação dos resultados dessas duas
Variações nos fornecerá uma série básica de "valôres esperados",
 Â
a 'contar dos qua·is os desvios devidos ao jogo de outras forças
poderão ser convenientemente medidos, como faremos a seguir.
Sejam, então:
Tij -valor estimado a partir da
-
de Âequaçao
tenden-cia, no ~ês 1, ano j
1
=
1, 2, ••• , 12j
=
1, 2, ••• ,6(*>
, Â
-1ndice de estacionalidade, no mes 1
Vij -valor observado da taxa de rotação, no mês i,
ano j
(*)
°
índice j assume os valôres de 1 a 6 tendo em vi~til'
23
o
produto do valor estimado pelo índice de estaciona1idade,
constitui o "valor esperado", isto e,
QUADRO IX
VELOCIDADE DE CIRCULAÇÃO r-~ENSAL DA MOED.~ ESCRITURA L
Tend;ncia Corrigida pelos b~ices de Estacionalidade
1966 1968
Janeiro •••• o • o • 1,156 1,29
6
1,446 1,585Fevereiro •••••• 1,162 1,301 1,450 1,599
Harço •••••••••• 1,197 1,3h9 1 '.01 "+/ 1,643
Abri1 •• o • • • • • • • 1,138 1,281 1,!-+15 1,558
Maio ••••••••••• 1,207 1,358 1,509 1,650
Junho •••••••••• 1,213 1 ,.:..> -~?5? 1,501 1,650
Julho •••••••••• 1,252 1,405 1,547 1,700
Â
Agosto ••••••••• 1,252 1,404 1,545 1,697
Setenbro ••••••• 1,269 1,lt21 1,573 1,715
Outubro •••••••• 1,281 l,!+Z3 1,574 1,715
Novembro ••••••• 1,251 1,387 1,534 1,680
Dezc!!lbro.e • • • • • 1,304 1,456 1,597 1,749
1910
1,735 1,884
1,738 1,887
1,785 1,937
1,702 1,836
1,801 1,952
1,789 1,938
1,843 1,995
1,848 1,990
1,868 2,010
1, 867 2,013
1,817 1,964
1,891 2,042
onde Cij corresponde a tendência corrigida pelo índice de
estacio-nalidade. A série básica dos Cij encontra-se no quadro acima.
Podemos acompanhar gràficamente O desenv,olvimento da série de
velocidade de circulação mensal do. moeda escri ttU'al a partir da
fi-gura 11, onde plotamos os valôres observados, a linha reta
repre-,..
e apropria tendencia corrieida
•
24
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25
Os desvios dos vnlôres observados Vij , contados dos valôres
da tendência corI'igida pela variação estacionaI C
ij, representam as in·
fluências combinadas das flutuações cíclicas e aleatórias. tsses
des-vios, expressos no quadro abaixo em forma de percentagens, são obtidos
QUADRO X
..
Desvio Percentual do Valor Observado Contado da Tendencia Corrigida
pe-los índices de Estacionalidade
l1eses
1965
1966
Janeiro •••••••••••
7,3
-12,0
Fevereiro •••••••••
17-,9
- 7,0
Março •••••••••••••
8,6
- 3,6
Abril •••••••••••••
4,6
- 8,7
Maio ••••••••••••••
- 3,1
13,4
Jun..'I1o •••••••••••••
- 0,2
10,2
Julho •••••••••••••
- 4,1
3,9
..
Agosto ••••••••••••
- 1,7
11,1
Setembro ••••••••••
- 3,9
5,5
Outubro •••••••••••
- 7,1
1,2
Novembro ••••••••••
0,0
3,1
Dezembro ••••••••••
- 2,6
7,1
pela seguinte forma:
Vij - C:tj x
100
C
ij
. .
1967
- 1,1
- 5,5
- 1,4
- 6,7
- 2,6
- 5,4
- 9,5
- 2,3
- 8,4
-4,7
- 4,8
- 6,7
o apJ.reCC!Il g:'~ficn1:lente na figura I I I .
1968
1969
1970
- 0,3
7,2
- 1,3
- 8,1
1,8
1,2
- 4,4
- 0,3
1,2
2,7
1,0
11,6
1,2
0,5
- 9,3
- 4,8
0,0
0,1
5,9
2,5
1,2
0,2
- 0,4
- 6,5
- 0,3
6,0
1,5
7,3
6,6
- 3,9
4,2
0,7
- 2,7
.I
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N
0\
27
A partir de tais desvios, podemos ter idéia de algumas
flutuações rJU a ti vidade econômi ca e que se refletem na velocidade
de circulação. A~sim sendo, por exemplo, o ano de
1965
foià , _
tanto d~cisivo. em tercos de combate a inflaçao. Com a
da liquidcz real nos dois primeiros trimestres do ano, o
conseguiu forçar queda suficientemente 'significativa nos
bas-redução
..
Governo
princi-p<li,s lnuicés
d~
!-'l'eçu;,/l). I:f:sSE: est<igio descendente, ocorreu Ullla- , t
crise de estabilizaçao da industria nos dois trimes res centrais
de
1965,
explicada eIJl parte pel~ liquidez real comprimida doiní-cio do p~r!odo. Tal cOilipress~o refletiu-se nos desvios positivos A
pro'sentados pelo valor observado em relação ao valor. esperado da
.
taxa de rotação dó. ~;o(;da escri tural, devido ao seu natural aUlilentü.
Ho entanto, &0 final do ano, a expansão Llonetária se situou
em
75,1%,
ao passo que os preços subiram de53,6%, 65,9%
e ~,8%,considerados os índices de Preços por Atacado, Custo de Vida na
Guanabara e .Geral de Preços- Di~ponibilidade Interna, respectiva
-mente. Embora tais percentuais sejam bastante elevados, eles fo-A
ram be~ m8Doreri que os registrados no ano anterior.
QUADrtO
XI
gElOS D:i.: P.L~,]AEENTOS
ViillIAÇO::;S FERCE!~'IUAIS- Deze:nbro a Dezembro
Real
(*)...
30,21966
15,8
-16,5
42,6
14,7
1968
43,2
14,2
"Z?
,J-,
610,3
Fonte:::: B-i::,co Ce:lt;~al do Brasil e Fundação Getúlio Vargas.
(*) DGfl~cionQdo pelo lndice Geral de Preços, coluna 2.
1970
.26,7
5,9
(1) Cf o Sn~Cl:SE:r, E~l 10 E(mrique, 11 Inflação : Gradua1:is11o x Tr~