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FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO
WILLlAM DE OLIVEIRAjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
G E R Ê N C IA D O C O N H E C IM E N TO : V antagens com petitivas duradouras.
Dissertação apresentada ao Curso de MBA da
FGV/EAESP.
Área de concentração: Mercadologia, como requisito
para obtenção de título de mestre em Administração.
Orientadora: Prof", Maria Cecília Coutinho de Arruda
SÃO PAULO
(J) (J) (J)
~ u n d a ç a o G e tu lio V a rg a s E s c o la d e A d m in is tra ç ã o d e E m p re s a s d e S ã o P a u lo
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OLIVEIRA, William. GERÊNCIA DO CONHECIMENTO: Vantagens competitivas
duradouras .. São Paulo: EAESP/FGV, 1999, 90p (Dissertação de Mestrado
apresentada ao Curso MBA da EAESP/FGV, Área de Concentração: Mercadologia).
Resumo: Trata do problema da retenção do conhecimento acumulado pelas pessoas
nas empresas, sugerindo formas de externalizar esse conhecimento de maneira a
torná-lo visível e um ativo da empresa.
Palavras-'Chave: Gerência do Conhecimento, Conhecimento, Competitividade,
G E R Ê N C IA D O C O N H E C IM E N TO : V antagens com petitivas duradouras.zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Banca Examinadora:
Prof", Dr.". Maria Cecília Coutinho de Arruda
Prof8. Or.RQPONMLKJIHGFEDCBAa. Tânia Limeira
A G R A D E C IM E N TO S V I
R E S U M O D O TR A B A LH O V II
IN TR O D U Ç A O 1
TEM A D A D ISSER TA Ç Ã O :RQPONMLKJIHGFEDCBA 1
M ETO D O LO G IA D AzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBADISSERTAÇÃO ...•... 5
O B JETIVO S D A D ISSER TA Ç Ã O 6
PR ESSU PO STO B A slC O 6
D ESC R iÇ Ã O D O S C A PITU LO S D A D ISSER TA Ç Ã O 7
C A P íTU LO 1- V A N TA G E M C O M P E TITIV A 8
VA N TA G EM C O M PETITIVA & IN O VA Ç Ã O 8
VA N TA G EM SUSTENTAVEL. 13
C A P ITU LO 2 - A G E R Ê N C IA D O C O N H E C IM E N TO 21
~ERI:NCIA D O C O N H EC IM EN TO 21
C O N C EITO S D E G ER I:N C IA D O C O N H EC IM EN TO ·· .. ···30
O C O M PA R TILH A M EN TO D O CONHECIMENTO ~ 32
O C O N H EC IM EN TO ESPEC iFIC O , 33
EXTER N A LlZA N D O O C O N H EC IM EN TO IN TR IN SEC O 36
G ER I:N C IA D O C O N H EC IM EN TO ETEC N O LO G IA 38
A FA LTA D E U M C O N C EITO D EFIN ID O PA R A G ER I:N C IA D O CONHECIMENTO 40
C A P íTU LO 3 - D E S C R iÇ Ã O D A S FE R R A M E N TA S D E G E R Ê N C IA D O
C O N H E C IM E N TO 53zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
PROBLEMAS INTRINSECOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA TÉCNICARQPONMLKJIHGFEDCBA 5 3
FERRAMENTAS EXISTENTES 5 4
C A P íTU LO 4 - C A S O B W X 58
DESCRiÇÃO DA EMPRESA 5 8
FATORES QUE INFLUENCIAM A EXTERNALlZAÇÃO E O COMPARTILHAMENTO DO CON!:IECIMENTO
EXISTENTE NA BWX: 63
EXTERNALlZANDO OS CONHECIMENTOS INTRINSECOS DOS FUNCIONÁRIOS DABWX 64
C A P íTU LO 5 - C O N S ID E R A Ç Õ E S FIN A IS 65
LIMITAÇÓES , 67
SUGESTÃO DE NOVAS PESQUISAS PARA O FUTURO 67
C O M E N TÁ R IO S S O B R E A B IB LIO G R A FIA 68
B IB LIO G R A FIA 11••••••••••••••••••••••••••••••••• 85
A gradecim entoszyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Gostaria de agradecer a meus pais, por proporcionarem as ferramentas que me fizeram
chegar até aqui, e também por seus ensinamentos sobre o valor das coisas na vida.
Quero agradecer tambémRQPONMLKJIHGFEDCBAà Prof. Maria Cecflia Coutinho de Arruda por sua paciência e
bom humor constante manifestado durante a orientação desta tese.
A meus funcionários, que souberam entender a minha falta de tempo para atuar 100%
na empresa, nunca deixando cair o moral e a motivação.
A meu pai Wilson de Oliveira e minha amiga Ana Karine de Almeida e Silva, pela ajuda
no processo de revisãoif't
~ f " • I
E por último aos desafios que a vida nos impõe, os quais venho teimosamente
R esum o do trabalhozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Nesta dissertação vamos discorrer sobre a Gerência do Conhecimento,
buscando endereçar este novo processo e porque as empresas devem se tornar
gestoras do conhecimento que possuem.
Esse estudo visa a compreender as variáveis que estão -mudando, como
empresas podem ser super-avaliadas em Bolsa, não pelo seu valor tangível, mas
pelo intangível (ex.: Skandia, Amazon Books, Yahoo, Microsoft e GE).
Procuramos relacionar as questões de estratégia clássica e inovação, para
demonstrar como uma empresa deve agir em sua busca de maior participação
de mercado, melhor retorno e maior satisfação aos interesses dos acionistas e de
seus próprios funcionários.
Centramo-nos num ponto sobre o qual muito tem se falado, que é a gerência do
conhecimento, compreendida como uma ferramenta capaz de gerar uma
vantagem competitiva sustentável no tempo.
Não tivemos a pretensão de apresentar aqui as respostas para uma indagação
tão complexa, mas sim endereçar os principais pontos a serem estudados para
atingir esses objetivos.
Buscamos aplicar parte dos conhecimentos apresentados na Dissertação, a um
cenário real de uma pequena empresa de serviços em que gerenciamento do
IN TR O D U Ç Ã OZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
" O s F a t o r e s t r a d ic io n a is d e p r o d u ç ã o : p r o p r ie d a d e ,
t r a b a lh o e c a p it a l e s t ã o s e t o r n a n d o f o r ç a s
r e s t r it iv a sRQPONMLKJIHGFEDCBAa o in v é s d e c a t a lis a d o r a s . . . O
C o n h e c im e n t o e s t á s e t o r n a n d ozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAo ú n ic o f a t o r d e
p r o d u ç ã o r e a lm e n t e c r it ic o .
P e t e r D r u c k e r
Tem a da D issertação:
As empresas podem construir vantagens competitivas duradouras. em negócios
globalizados, por meio da potencialização do conhecimento inerente ao negócio e
existente na estrutura informal da empresa
o
mundo global está presenciando um evento causador de mudançasprofundas na sociedade: a transição da Era Industrial para uma nova era de
descobrimentos e inovação, em que o conhecimento está no topo da pirâmide.
A Era do Conhecimento.
Essa transição está afetando a todos e, longe de estar clara e certa, ainda
Todos os dias, presenciamos evidências de que a Era do Conhecimento vem
crescendo em importância: Internet, telefones celulares, novos softwares,
novos padrões de educação, descobertas médicas e científicas cada vez mais
impressionantes e às vezes assustadoras. Alista é enorme. Coletivamente,
representa um futuro cheio de possibilidades fantásticas.
Nessa transição, as atitudes, valores, e definições tradicionais da era
industrial, se encontram sobre intensa pressão. Ao mesmo tempo, a nova era
ainda é mal articulada.
Vários empresários que construíram seu sucesso baseado nas hipóteses
antigas podem ficar chocados com as mudanças em curso. Outros assimilarão
os novos temas e poderão utiliza-los como se fossem dogmas.
Nesse novo cenário da Gerência do Conhecimento, podemos citar algumas
das mudanças que já vêm ocorrendo:
• Necessidade de maior transparência da performance financeira, em
que as empresas têm que adicionar valor.
• Os investidores somente aplicam recursos em empresas que adicionam
valor, não havendo tolerância.
• Métodos cada vez mais exigentes estão sendo adotados para medir a
performance financeira das empresas.
• A computação em rede, tal como a Internet, torna a informação
• A criação do valor comercial reside mais nas informações do negócio
do que na propriedade, na mão-de-obra ou no capital.
• A ineficiência está sendo substituída pela coerência interna, e as
organizações terão de se adaptar aos times dinâmicos, à empresa
virtual e às redes de conhecimento.
• Tempo, o recurso mais importante, é escasso.
Entender a Gerência do Conhecimento é entender esses novos princípios que
criam novos métodos e soluções para a forma como as empresas se
organizarão, competirão e transacionarão no próximo milênio.
As mudanças tecnológicas estão provocando mudanças significativas nas
funções dos produtos. A automação dos escritórios, a evolução. das
telecomunicações, a redução no custo de transporte e de movimentação de
produtos e pessoas pelo mundo e as novas tecnologias, vêm permitindo que
cada vez mais as pessoas compartilhem atividades e conhecimento, além dos
limites físicos.RQPONMLKJIHGFEDCBA
o
crescente nível de sofisticação encontrado nos sistemas de informação abregrandes possibilidades de inter-relacionamento, enquanto reduz os custos
Podemos comparar o custo para se realizar uma teleconferência há alguns
anos
com
o
custo
existente
hoje,
infinitamente menor,
graças
ao
descobrimento da tecnologia. Em breve, esse mesmo recurso custará o
mesmo que uma ligação telefônica local, e será feita a partir de um videofone
conectado à Internet e instalado na casa de qualquer usuário, como nos
acostumamos a ver no desenho dos Jetsons há quase 30 anos.
.~.
M etodologia da D issertaçãozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Nesta dissertação vamos discorrer sobre um tema novo que vem tomando
corpo na ciência da Administração, que é a Gerência do Conhecimento.
Vamos buscar endereçar os pontos principais desse novo processo e as
razões pelas quais as empresas devem se tornar 'gestoras do conhecimento'
que possuem.
Vamos trabalhar com vários autores para entender como a tecnologia pode
nos ajudar a criar vantagens competitivas que possam ser sustentadas no
tempo. Vamos também identificar algumas experiências praticadas por outras
empresas.
A apresentação do caso Hotel Ritz Carlton, visou ilustrar, com um fato curioso,
que gerenciar o conhecimento não requer sempre o uso da última tecnologia
disponível.
Durante a pesquisa da bibliografia, percebemos que existe um amplo espectro
de literatura disponível sobre o assunto, mas com elevada concentração nos
aspectos cognitivos, psicológicos e epistemológicos.
Para esse trabalho, nos baseamos numa abordagem tecnológica, sobre a
qual a bibliografia é mais limitada, e por isso mais valorizada.
Para esta Dissertação, apoiamo-nos principalmente em duas obras
O bjetivos da D issertaçãozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
• Compreender o conceito e o escopo da Gerência do Conhecimento.
• Conhecer as ferramentas disponíveis para a Gerência do
Conhecimento.
• Avaliar a aplicação de uma ferramenta em um caso empresarial.
• Levantar considerações pessoais sobre o assunto, e sugestões para
estudos futuros.
P ressuposto B ásico
o
compartilhamento do conhecimento específico produz uma vantagemD escrição dos C apítulos da D issertaçãozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
No primeiro capítulo apresentamos um levantamento bibliográfico sobre a
questão da competitividade das empresas, apoiando-nos na literatura
existente principalmente no contexto de estratégia (PORTER) e no de
inovação (HAMEL e PRAHALAD).
No segundo capítulo desenvolvemos as principais tendências e estudos
realizados no campo da Gerência do Conhecimento, mencionando os
trabalhos de DAVENPORT, LEONARD, e outros. Faremos também uma
apreciação de algumas ferramentas de Gerência do Conhecimento existentes
debatendo os trabalhos consultados pelo autor, com base em duas teses
estrangeiras de doutorado (GANAPATHY e SVEIBY), e três dissertações de
MBA elaboradas por alunos da EAESP/FGV.
No terceiro capítulo, apresentaremos algumas das ferramentas tecnológicas
existentes e algumas características de uso das mesmas.
No quarto capítulo procuraremos mostrar a aplicação da gerência do
conhecimento em uma empresa real, em que se tem buscado experimentar e
avaliar os resultados de
uma mentalidade administrativa voltada ao
conhecimento,
mais
horizontal,
que
permite
erros
e
estimula
o
compartilhamento das informações.
Nas considerações finais, capítulo 5, teceremos comentários sobre os estudos
realizados, sobre a experiência adquirida nesses estudos, e as constatações
C apítulo 1 - V antagem C om petitiva
V antagem C om petitiva & InovaçãozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Vamos inicialmente parametrizar a vantagem competitiva segundo a teoria
atual da administração:
PORTER (1980A), define a Vantagem Competitiva como sendo a capacidade
de uma empresa de usar seus recursos, explorar o máximo de oportunidades
existentes em determinado mercado, ou situação de mercado, por meio de
três estratégias genéricas: liderança de custos, diferenciação, e segmentação
ou foco. A Vantagem Competitiva é o resultado do valor que a empresa cria
para seus clientes.
A estratégia competitiva subentende um grande conhecimento da indústria e
dos concorrentes, de marketing, produção, finanças, e várias outras atividades
CINCO FORÇAS COMPETITIVAS
Novos Entrantes
Ameaças de Novos Entrantes
,
Concorrente no Setor
Fornecedores ~
Clientes &
~ Compradores
Força de Rivalidade entre as Força de
barganha empresas existentes Barganha
~
Ameaça de produtos ou serviços
substitutos
Substitutos
Fig. 1 - Forças Competitivas de Porter
A força do cliente influencia os preços dos produtos e serviços, tanto quanto a
força exercida pelos produtos substitutos. Os fornecedores, dependendo do
grau de influência, determinam o preço dos insumos. A rivalidade afeta os
preços e custos, enquanto a ameaça de novos entrantes limita os preços.
Uma estratégia, para ser sustentável, requer que a empresa crie barreiras que
I"
As mudanças tecnológicas serão importantes se afetarem as estruturas das
vantagens competitivas de um setor. (PORTER, 19858).
CHRISTENSEN (1997) trata desse assunto ao estudar a indústria de discos
rígidos, em que por várias vezes a estrutura das vantagens competitivas foi
rompida. Apesar da busca dos melhores produtos, e de ouvir o cliente, mesmo
os grandes fabricantes foram incapazes de se adaptar ao novo cenário,
desaparecendo em face das altíssimas velocidades impostas pelo mundo da
informática, e.g., Lei de Moore.
Durante muito tempo as empresas não possuíam uma estratégia clara.
HAMELRQPONMLKJIHGFEDCBA& PRAHALAD(1994, Capo 1), analisam o porquê de empresas japonesas com menores recursos, menor parcela de mercado, e pouco
reconhecimento de marca, conseguirem enfrentar gigantes americanas dos
setores automobilístico e eletrônico, com resultados fantásticos, rapidamente
abocanhando vultosas parcelas de mercado de seus rivais comerciais.
HAMEL & PRAHALAD (1994) questionam se as empresas possuem
realmente uma estratégia de longo prazo, se sabem ou imaginam como estará
o mercado daqui a 10 anos, se estão criando novos mercados, ou
simplesmente agindo como seguidores das tendências apresentadas pelos
concorrentes.
PORTER (19858) também aborda esta questão levantada por Christensen, ao
relacionar a sustentabilidade da liderança tecnológica a dois aspectos: a
impossibilidade dos concorrentes duplicarem a tecnologia, e segundo, a
capacidade da empresa inovar tão ou mais rapidamente do que a capacidade
No primeiro caso, essa sustentabilidade pode ser obtida por uma patente ou
por um sistema proprietário do tipo 'caixa-preta' (ex.: Windows da Microsoft),
freqüente na indústria de software, de medicamentos, e mais recentemente de
biotecnologia. Entretanto os avanços da tecnologia hoje já vêm derrubando
essa barreira.
PORTER (1985) introduz um conceito muito importante para a administração
moderna, que é a ruptura da estrutura clássica da estratégia, para um
ambiente marcado pela inovação, pela quebra de paradigmas, pela
valorização do intangível, num cenário em que o passado perde importância,
em que as empresas, para serem bem sucedidas, precisam aprender a
dedicar suas energias para criar o futuro.
Se fizermos uma análise, muitas empresas líderes de mercado há dez, vinte
ou trinta anos, há muito deixaram de sê-lo. Surge a pergunta inevitável: Por
que? Quais fatores, ações ou mudanças provocaram esta perda da liderança,
se anteriormente todas as variáveis estratégicas apontavam para a
manutenção doZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAs t a t u s q u o anterior, quando estas empresas se encontravam
em seus respectivos paraísos competitivos, de acordo com a matriz BCG,
estando assim em uma posição confortável para a defesa de seus mercados.
Esse é um dos aspectos intrigantes que vamos abordar nesse estudo, pois o
mundo 'acelerado' em que vivemos, com a explosão das comunicações e dos
transportes, da informação em tempo real, a implosão dos controles sobre os
agregados financeiros, tem colocado à prova os fundamentos da
administração, praticada hoje em dia na maioria das empresas e das grandes
A baixa velocidade de resposta das empresas a essas constantes mudanças
do mercado tem derrubado as vantagens competitivas clássicas. A quebra das
barreiras no sistema financeiro possibilita hoje acesso fácil, rápido, e barato,
do capital, às empresas com novas propostas de negócios que apresentem
elevado potencial de crescimento.
Essa facilidade, em conjunto com as evoluções das telecomunicações, dos
transportes e de outras tecnologias, têm causado o enfraquecimento das
vantagens competitivas como as conhecemos, pois essas podem facilmente
ser copiadas da noite para o dia.
Hoje existe nas empresas uma valorização muito grande das pessoas.
Acreditamos que o conhecimento e a experiência adquiridos com o tempo em
cada profissão, criem vantagens competitivas que não podem simplesmente
ser copiadas, mantendo-se mais no tempo, justamente devido à dificuldade
V antagem sustentávelzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Gestão do Conhecimento, Capital Intelectual, Inteligência Competitiva e vários
outros novos termos têm surgido para tentar caracterizar uma nova área de
interesse na administração das organizações.
Pelas discussões apresentadas nos itens anteriores, podemos afirmar que o
domínio das técnicas de Gerência do Conhecimento firma-se como uma das
únicas senão a única vantagem competitiva sustentável.
Ressaltamos que, para que esta vantagem competitiva seja significativa, o
conhecimento associado deve estar externalizado, assimilado pela
organização, e pelas pessoas desta organização.
Durante as primeiras décadas da Informática, a ênfase em gerenciar os dados,
a tecnologia, as ferramentas, os métodos, os sistemas e as abordagens
sempre privilegiaram os dados.
Ao longo da história o tratamento dos dados tem .sldo assim: estruturas de
dados, arquiteturas de dados, bancos de dados,ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAd a t a w a r e h o u s e s , d a t a m in in g ,
e assim por diante.
Hoje percebemos que algo esta faltando. Podemos transformar dados em
informações com a aplicação de diversas ferramentas, e podemos pensar em
informação como sendo "um dado que faz sentido", que faz diferença.
Entretanto, o conhecimento não é nem dado nem informação, mas está
o
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAconhecimento seria, então, um conjunto formado por experiências, valores,informação de contexto e - por que não? - criatividade aplicada à avaliação de
novas experiências e informações. Esta abordagem, útil para aplicações ao
trabalho e às organizações, identifica o conhecimento como algo inseparável
das pessoas.
Nas organizações o conhecimento se encontra não apenas nos documentos,
bases de dados e sistemas de informação, mas também nos processos de
negócio, nas práticas dos grupos e na experiência acumulada pelas pessoas.
As pessoas derivam conhecimento das informações, de diversas formas: por
comparação, pela experimentação, por conexão com outros conhecimentos, e
por meio das outras pessoas, por exemplo.
As atividades de criação de conhecimento têm lugar com e entre os seres
humanos, sendo o conhecimento transmitido por pessoas e para pessoas, por
meio de vídeos, livros, documentos, páginas WEB, entre outros.
Além disso, as pessoas obtém conhecimento daqueles que já o possuem, por
meio de aprendizado interpessoal, e compartilhamento de experiências e
idéias, como praticado na antigüidade para os trabalhos artesanais, em que o
conhecimento era transferido do Mestre ao aprendiz.
Dana Gardner (GARDNER, 1998), editora da InfoWorld Media Group, Inc.,
traça um paralelo entre informação que pode ser digitalizada, i.e., utilizada em
Tecnologia da Informação, e alguns outros tipos de conhecimento muito
;
Gardner, declara que a parte crucial reside no chamado 'WETWARE', algo
como o conhecimento tácito existente na mente dos funcionários de uma
empresa.
Podemos traçar um paralelo atual com o ocorrido na telefonia de São Paulo,
quando ao assumir o controle da antiga TELESP, e após demitir grande
quantidade de funcionários operacionais, enfrentou a TELEFONICA sérios
problemas técnicos em sua rede,.
Por uma razão não explicada, as plantas da rede existente nos arquivos da
empresa não estavam sendo atualizadas, tendo se tornado um conhecimento
tácito dos funcionários ora demitidos.
Ao dispensá-los, a empresa, que pensava estar cortando custos, sofreu
pesadas criticas, por maus serviços, que afetaram sua imagem, além de ter
perdido este conhecimento. O custo para reverter essa situação, e atualizar as
plantas é vultoso, e terá que ser feito, para manter sua competitividade perante
o mercado e para evitar maiores custos no futuro.
As tecnologias de Internet, Intranet e Extranet têm apresentado propostas
interessantes para a comunicação entre comunidades de práticas afins. Novas
formas de registro e transmissão de conhecimento têm surgido e sido
aplicadas às organizações.
O interesse das empresas pelo conhecimento se deve, entre outros fatores,
por ele estar associado à ação. O conhecimento é avaliado pelas decisões e
Para poderem acompanhar estas mudanças, várias empresas passaram a se
preocupar com o seu "capital intelectual", com sua "inteligência competitiva",
enfim, com a gestão do seu conhecimento.
As pessoas têm usado conhecimento nas organizações há muito tempo, pelo
menos implicitamente. O conhecimento da empresa, da concorrência, dos
processos, do ramo de negócio, enfim, tem estado por trás de milhões de
decisões estratégicas e operacionais, ao longo dos anos.
No entanto, o reconhecimento de que ele é um recurso que precisa ser
gerenciado, é relativamente recente.
A Gestão do Conhecimento, vista como uma coleção de processos que
governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento, para atingir
plenamente os objetivos da organização, é uma área nova na confluência
entre Tecnologia da Informação e a Teoria da Administração.
Um novo campo surge entre a estratégia, a cultura e os sistemas de
informação de uma organização. Com o enfoque da Gestão do Conhecimento,
começamos a rever a empresa, suas estratégias, sua estrutura e sua cultura.
Isso ocorre num ambiente altamente competitivo, em que a rápida
globalização
da
economia,
e
as
melhorias
nos transportes
e
nas
comunicações,
dão
aos
consumidores
uma
gama
de
opções
sem
precedentes. Pressões sobre os preços não deixam margem para ineficiência.
As empresas precisam de qualidade, valor agregado, serviço, inovação,
flexibilidade, agilidade e velocidade, de forma cada vez mais crítica.
As empresas tendem a se diferenciar pelo que elas sabem, e pela forma como
conseguem usar esse conhecimento. Numa economia global, o conhecimento
se torna a maior vantagem competitiva de uma organização, e a única
passível de ser sustentada no tempo.
Tomemos como exemplo a WorldCom, Inc., que acaba de se unir à MCI para
formar a quarta maior empresa de telecomunicações do mundo. A WorldCom"
foi idealizada em uma cafeteria em Hettiesburg, no Missouri, EUA, quando
quatro executivos que conheciam bem o negócio se uniram para criar a
WorldCom, exatamente um mês antes da AT&T ter seu monopólio quebrado
pelas leis anti-truste americanas. Sorte ou Conhecimento?RQPONMLKJIHGFEDCBA
o
grande desenvolvimento tecnológico experimentado nas áreas daInformática e das Telecomunicações tem ampliado, de forma sem
precedentes, a quantidade de informações disponibilizadas às pessoas ligadas
às organizações, desde os executivos até os níveis operacionais.
Sabemos, porém, que maior quantidade não significa, necessariamente, maior
qualidade. No caso da informação esta regra tem plena validade, pois, se por
um lado a informação vem melhorando a sua qualidade intrínseca (volume,
atualidade, confiabilidade, exatidão), isto não garante que ela contribua,
Chamaremos qualidade sistêmica da informação a esta característica,
associadaRQPONMLKJIHGFEDCBAà eficácia do sistema de informação (SI).
Os estudiosos do assunto têm ressaltado a necessidade do alinhamento
desses sistemas aos aspectos vitais do negócio, tornando a informação um
fator alavancador da competitividade e da qualidade.
Dessa forma, os objetivos e metas da organização, decorrentes de um plano
estratégico, são os fatores determinantes para a seleção das informações
mais significativas a seu processo decisório.
Adicionalmente, o contínuo desenvolvimento tecnológico da gestão das
organizações tem apontado para a necessidade de produção e retenção de
conhecimento, como um importante fator de competitividade.
Para ser competitiva, a empresa baseada no conhecimento deve investir nos
ativos intangíveis, freqüentemente informações invisíveis já existentes no
ambiente da empresa, mas difíceis de quantificar ou armazenar.
O Conhecimento reside nas pessoas, nas bases de dados, nos softwares e no
desenho dos processos de negócio utilizados pela empresa.
Uma empresa que queira ser líder, hoje, deve ser capaz de entender o
processo de aquisição e externalização desse conhecimento, para obter
sucesso.
Ela não pode descuidar de todos os itens da teoria clássica de estratégia, pois
r
eles são exigências básicas para sua sobrevivência. Não dominá-los pode
Assim, é imperativo que a empresa seja agressiva no marketing, e competitiva
em preços, que atue em nichos ou tenha escala, que possua os padrões de
qualidade exigidos pelo mercado, que saiba desenvolver e cultivar bom
relacionamento com sua cadeia de fornecimento e distribuição, que treine
seus funcionários, e que esteja sempre buscando melhorias.RQPONMLKJIHGFEDCBA
o
que buscamos explicar é que, hoje, as novas soluções não emergem damelhoria incrementai, decorrentes por exemplo das idéias do KANBAN ou JITZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
- J u s f in T im e , mas sim do descobrimento dessas novas soluções.
As empresas devem encontrar formas de construir vantagens ao invés de
simplesmente eliminar desvantagens (PORTER 1997C).
Uma questão importante é que ter uma estratégia, requer que sejam feitas
escolhas sobre especificamente que valor se deseja entregar, e a quem.
Ressalta-se a importância da empresa em obter e manter 'f r a d e - o f f s ' para se
manter uma vantagem competitiva. A empresa deve repensar sua estratégia
sempre que houver mudanças significativas nas necessidades dos clientes ou
As questões chave para a competitividade
I
I
Reestruturar o portfólio e
Reengenharia de processos Reinventar a indústria
diminuir a estrutura de e renovar as estratégias
pessoal e melhoria continua de mercado
~ ~ ~
Menor Melhor Diferente
Fig. 2 - Escolhas de Estratégia e a Competitividade
A visão de competitividade defendida por PORTER (1980) apresenta
parâmetros claros e facilmente mensuráveis para explicar o que dá vantagem
a uma empresa sobre seus concorrentes. Discute questões como controle da
cadeia fornecedores ou distribuidores, economias de escala, atendimento de
nichos, custo de capital e acesso a esse
capital, ,
como sendo fatoresdeterminantes do sucesso de uma empresa.
Segundo HAMEL & PRAHALAD (1994), as organizações precisam cada vez
mais da inteligência coletiva e da imaginação do CEO (Chief Executive
Officer), dos gerentes, dos empregados, num ambiente em que todos saibam
as estratégias atual e futura da empresa; como cada um está relacionado a
ela; como seu conhecimento sobre as operações do dia-a-dia pode ser vital
para a correção, ou até mudança, de rota dessas estratégias; e como isso se ,
C apitulo 2 - A G E R Ê N C IA D O C O N H E C IM E N TO
G erência do C onhecim entozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Apesar das empresas possuírem o 'hardware' e o 'software', e de transacionar
e gerar milhares de dados em tempo real e corretamente, ao dar prioridadeRQPONMLKJIHGFEDCBAà precisão dos dados somente, têm negligenciado a análise e a interpretação
desses dados. A tecnologia existe, mas por algum motivo ainda não é
aplicada.
As empresas, durante seus contatos realizados com clientes, recebem grande
quantidade de informação, mas poucas são as que utilizam estas informações
em seu próprio benefício.
É
preciso que haja um processo de conversão em que dados sãotransformados em informação, e esta consequentemente em conhecimento.
Um exemplo muito interessante do uso das informações é o praticado pela
rede de hotéis Ritz Carlton, em que os funcionários são solicitados a
preencher fichas com informações de cada encontro pessoal travado com
Essas informações são armazenadas em um banco de dados. Quando o
hóspede retoma ao hotel, esses dados são impressos com todos os pedidos
anteriores do hóspede,
sendo possível proporcionar-lhe, assim, um
tratamento pessoal.
RQPONMLKJIHGFEDCBAo
conhecimento é o recurso mais importante que uma empresa pode possuir.
É o elemento que permite às pessoas desenvolver suas funções, criar
soluções, e tomar decisões. Em resumo, é o elemento responsável por tudo
que uma empresa faz.
As empresas em geral gastam enormes quantias no desenvolvimento e
criação do conhecimento, e quase nada para proteger esse recurso valioso,
muito provavelmente devido às dificuldades para entender, acessar, obter,
reter e difundir este conhecimento.
Dentro da empresa, o conhecimento é um recurso volátil, isto é, não pode ser
retido pela organização, como se faz com um ativo fixo, pois é tão permanente
quanto a presença do funcionário que o detém.
Apesar das idéias de gerência por times ou equipes, as pessoas sabem que
deter conhecimento significa deter poder, na maioria das situações. Buscando
sua proteção individual, terão grande resistência em compartilhar o que
A cultura de compensação, existente nas empresas e na sociedade ocidental
de forma geral, cria uma incerteza do funcionário capacitado para com a
empresa, levantando barreiras à disseminação do conhecimento como fator de
proteção às demissões e aos processos de reengenharia e 'downsizing' .
.A empresa que deseje obter sucesso nessa área deve desenvolver conjuntos
de incentivos para que as pessoas colaborem e compartilhem seu
conhecimento.
Nesse sentido, uma experiência interessante foi realizada pela Harward
Pilgrim Health Care (HPHC), por sua incapacidade de pagar altos salários,
muitas vezes se perdiam alguns talentos.
No processo de saída de um funcionário, foi instituído um Bônus de
Conhecimento, que era um prêmio em dinheiro pago ao funcionário que por
meio de questionários e entrevistas, explicitasse o conhecimento ganho
durante seu tempo na empresa.
Esses funcionários, se aproveitavam do fato de que nesta situação - deixar a
empresa -, não havia riscos de exporem suas opiniões sobre os problemas
existentes na empresa.
o
bônus funcionava como um estímulo a esséS funcionários para contribuir ao máximo, e era estabelecido entre mil a cinco mil dólares, conforme o nível dePor outro lado, todas as empresas possuem um conhecimento corporativo que
não pertence a nenhuma pessoa de forma individual, pois define o
comportamento geral, da empresa como um todo, sendo muito difícil de se
reconhecer e avaliar.
Partindo deste princípio, o conhecimento de uma empresa se parece muito
com um quebra-cabeças permanentemente inacabado, em que cada peça
contém conhecimento intrínseco, mas o quebra-cabeças é que detém a idéia
C om partilhando o conhecim ento por m eio de m odeloszyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Nós, humanos, somos animais visualmente dependentes, isto é, não
conseguimos gerenciar de forma efetiva as coisas que não podemos ver.
Assim, criamos representações dessas coisas, citando como exemplo as
plantas de um prédio ainda não construído.
Ao tentar encontrar uma representação apropriada para o conhecimento,
podemos gerenciá-lo e partindo desse principio, fazer uso de técnicas de
modelagem e simulação que nos permitem representar, reter e administrar o
conhecimento.
A tentativa de elaborar um processo de trabalho requer o desenvolvimento de
um modelo que possamos aplicar e aprender com as simulações, revisá-lo por
um processo repetitivo, até atingir um nível adequado de compreensão.
Contudo, um modelo é uma representação simplificada que exige um elevado
nível de abstração para alcançar objetivos.
M odelo de N egóciozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Um modelo de negócioRQPONMLKJIHGFEDCBAé a descrição de uma estrutura formal da área de
negócios, em termos de sua funcionalidade e comportamento; uma ferramenta
para entender a complexidade de uma empresa de forma a poder prever o
impacto de determinadas mudanças na sua performance.
Os modelos de empresa devem prover informações relevantes sobre em que
consiste
a
empresa e seus recursos, quais são os processos de negócio ecomo eles são realizados, qual a relação entre as suas unidades, os recursos
e os processos, e como a empresa se posiciona diante do ambiente à sua
volta.
Determinam-se então os parâmetros de performance, como custos, ciclo,
utilização de recursos, entre outros, permitindo-nos detectar inconsistências e
ineficiências, tanto na estrutura da empresa, como na forma segundo a qual os
negócios são conduzidos.
Uma vez definidos os modelos e conhecidas as operações, podemos fazer um
exame das características dinâmicas da empresa modelada, e como ela se
comportaria em relação às mudanças à sua volta.
A criação de um modelo é chamada simulação, e constitui uma ferramenta
essencial para responder os porquês do comportamento da empresa. Usando
de ferramentas de simulação, as empresas tornam-se capazes de projetar o'
conhecimento presente, e extrapolar as conseqüências futuras, permitindo a
M odelo de P rocessozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Os modelos de processo são formas de representar as atividades existentes
na condução do negócio devendo ser concisos e fáceis de se compreender. A
maioria dos administradores aparentemente ainda não visualizaram suas
empresas dessa forma, e ficam impressionados quando podem observar a
representação estrutural de seus negócios.
Os métodos de simulação e modelagem são ferramentas que constituem uma
tecnologia emergente, que ainda depende do tempo para revelar todo seu
potencial para a gerência do conhecimento.
Segundo SVEI8Y (19958) o setor de serviços vê crescer em sua estrutura
uma sociedade do conhecimento em que mais e mais pessoas estão
trabalhando na indústria do conhecimento, processando a informação.
SVEI8Y (19958) ressalta também a particularidade das situações enfrentadas
pelos trabalhadores ou gestores do conhecimento; que não existe uma
solução pronta ou uma receita certa para as novas situações; e que as
decisões devem basear-se no conhecimento tácito dos trabalhadores ou
gestores do conhecimento.
Numa contribuição muito importante, TAKEUCHI (1998), apresenta um
contraponto, e aborda um aspecto relacionado
RQPONMLKJIHGFEDCBAàcultura ocidental, em que se
Diz TAKEUCHI que as empresas devem 'desaprender' a visão atual de
. conhecimento, passando a enxergar a organização como um organismo vivo,
capaz de criar inovação continua, de uma forma auto organizada.
Cita ainda em seu trabalho os pensamentos de NONAKA (1997), quantoRQPONMLKJIHGFEDCBAà
diferença entre a visão oriental e a ocidental de Gerência do Conhecimento.
Primeiro o baixo interesse dos japoneses pela Tecnologia da Informação, pode
ser comparado à equação americana de que, para criar conhecimento, basta
criar uma base de dados. Argumenta ele que o banco de conhecimentos de
uma empresa reside no conhecimento informal praticado no trabalho cotidiano.
Em segundo lugar, NONAKA (1997), relata com insistência sua percepção de
que as empresas precisam de grande liberdade de ação para se manterem
criativas.
No Japão, segundo ele, o conhecimento é visto diferentemente do mundo
ocidental, em especialmente três aspectos:
• Como o conhecimento é visto e entendido;
• O que as empresas fazem com o conhecimento; e
No Japão o conhecimento não é visto como somente dados, ou informações
estáticas a ser armazenadas em um computador, mas se consideram também
as emoções, os valores, e a intuição atrelada a eles.
As empresas se preocupam em criar conhecimento, não somente em
gerenciá-lo, e envolve a participação de todos os funcionários no processo de
C onceitos de G erência do C onhecim entozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
A Gerência do Conhecimento pode ser vista de duas formas:
Gerência da Informação existe uma tendência na construção de sistemas de
gerência da informação, inteligência artificial,
reengenharia e trabalho em equipe, em que o
conhecimentoRQPONMLKJIHGFEDCBAé um objeto que pode ser
identificado e manuseado como informação. A
exemplo do que expôs TAKEUCHI, é a visão
ocidental, mecanicista, que trabalha o
conhecimento externo, o dado, a base de dados.
Gerência de Pessoas envolve o acesso, a mudança e a melhora das
capacidades individuais e comportamentos, em que
o conhecimento é um processo, um conjunto
complexo e dinâmico de criação de competências e
experiência.
Quando um trabalhador ou gestor do conhecimento, executando várias
atividades ou funções, se vê incapaz de realizar uma atividade de gerência do
conhecimento sem a assistência de outros, ocorrem episódios de Gerência do
o
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAtrabalho não é visto como a execução de rotinas pré-programadas, na visãoconvencional, mas sim está focado na busca da solução de problemas que
ocorrem no local de trabalho.
Em ambientes com incertezas, a alocação e coordenação das tarefas não
pode ser planejada com antecedência, pois não sabemos antecipadamente o
que será necessário.
A premissa básica é que a empresa adquire, processa, armazena, e dissemina
o conhecimento em seu ambiente de trabalho (JOHNSON, 1991).
Uma tarefa define um trabalho a ser feito e este é realizado por meio de uma
entidade que pode ser humana, um sistema de computador, ou um robô.
Um fluxo de trabalho envolve a descrição de algumas tarefas e relações,
requisições de processamento, e as entidades de processamento das tarefas.
GANAPATHY (1996) sugere que a faixa de atividades humanas necessárias à
execução de um trabalho estende-se além dos limites da tarefa, para um
mundo de atividades invisíveis e complexas, tais como busca e solução de
o
jihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAcom partilham ento do conhecim entozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAQuando falamos em Gerência do Conhecimento, devemos tomar cuidado com
um fato: de nada adianta criar um repositório de dados que armazene enorme
volume de informação sem que haja uma filtragem, um critério e uma estrutura
para armazenar as experiências relatadas.
Num exemplo dado por MYERS e SWANBORG (1998), uma grande
organização de consultoria incentivou seus empregados a contribuírem com o
sistema de Gerência do Conhecimento da empresa, atrelando estas
contribuições aos bônus pagos. O resultado foi uma base de dados repleta de
conteúdo de pouca ou nenhuma qualidade. A situação só foi contornada
quando foi feito um refinamento na estrutura de conteúdo da base,
convertendo o repositório em uma ferramenta de informação utilizável.
O risco, caso não se tomem os devidos cuidados, pode ser o descrédito e a
falta de estímulo das pessoas para contribuir com os sistemas de Gerência do
Conhecimento.
Além de serem encorajados, os funcionários devem ser treinados a respeito
de como contribuir. Devem receber umZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAf e e d b a c k de suas contribuições,
Outro fato importante, muitas vezes ignorado ao de desenharmos um sistema
de Gerência do Conhecimento, é que não importa quão bem o sistema é
construído.
somente o usuário final sabe como encontrar e aplicar a
informação e o conhecimento em benefício do seu trabalho. O sistema deve
facilitar o acesso às informações solicitadas pelos usuários.
jihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAo
conhecim ento específicoConhecimento
Pode ser expresso em palavras e números e compartilhado na
Explicito
forma de dados, fórmulas cientificas, especificações técnicas de
produtos, manuais, e princípios.
Conhecimento
É o conhecimento altamente pessoal e difícil de formalizar,
Tácito
tornando-o assim difícil de comunicar ou compartilhar com
outras pessoas.
Inspirações subjetivas, intuição, e premonição, se encaixam nesta categoria
do conhecimento. Também está
profundamente enraizado nas ações e
experiências de um indivíduo, bem como nos ideais, valores ou emoções que
o
conhecimento tácito funciona aproximadamente como um conhecimento defundo, que auxilia a execução das tarefas, assim ao lermos um texto, as
palavras e regras lingüisticas funcionam como pano de fundo, enquanto nossa
atenção é focada no significado do texto.
TAKEUCHI (1998) explica o conhecimento tácito técnico e o cognitivo. O
primeiro -conhecimento tácito técnico- é o conhecimento informal, adquirido
pelo uso e experiência ao longo do tempo. Constituiria um exemplo, um chefe
de restaurante famoso que sabe cozinharRQPONMLKJIHGFEDCBAà perfeição, mas tem grande
dificuldade em apresentar os princípios científicos ou técnicos por trás de suas
práticas. Ele desenvolveu uma habilidade no decorrer do tempo, que lhe
permite saber como fazer, mesmo que não precise pensar nisso.
Simplesmente acontece.
O segundo -conhecimento cognitivo- consiste de crenças, percepção, ideais,
valores, emoções, e modelos mentais, tão pertencentes ao nosso eu interior,
que os tomamos por certos desde o princípio. Nossa personalidade é um
exemplo deste modo de conhecimento.
Traçando um paralelo com GRAEF (1998), a questão cultural apresenta
grande relevância à Gerência do Conhecimento. Podemos citar a cultura
ocidental, individualista e empreendedora, competitiva e entrincheirada por
ameaças.
Na parte externa, as pessoas falam em espírito de equipe, de time de trabalho,
de 'vamos conseguir juntos', mas tacitamente existe uma guerra pelo poder, e
TAKEUCHI (1998) explica que a cultura ocidental tenta separar 'quem sabe'
de 'o queRQPONMLKJIHGFEDCBAé sabido', num formato chamado de divisão Cartesiana, que separa
corpo e mente. Os japoneses olham para o todo, valorizando as experiências
E xternalizando o conhecim ento intrínsecozyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
o
conhecimento tácito, para ser transmitido, precisa ser convertido empalavras, números, ou imagens, que todos possam entender.
É
nesteprocesso de conversão do tácito para o explícito que o conhecimento
organizacionalRQPONMLKJIHGFEDCBAé criado.
Segundo KIM e MAUBORGNEZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAin TAKEUCHI (1998): 'Criar e compartilhar
conhecimento são atividades intangíveis, que não podem ser supervisionadas
ou forçadas às pessoas. Elas só acontecem quando as pessoas cooperam
voluntariamente.'
Notemos que, apesar das definições dadas ao conhecimento tácito e explícito,
eles não estão separados, sendo mutuamente complementares. Eles
interagem entre si nas atividades criativas das pessoas.
NONAKA e TAKEUCHI (1997) explicam que a criação e expansão do
conhecimento são um processo social, e ocorrem por meio da interação social
entre tácito e explícito, gerando quatro formas de conversão:
CONVERSÃO PROCESSO
Tácito para Tácito Socialização
Tácito para Explicito Externalização
Explicito para Explicito Combinação
Explicito para Tácito Internalização
Um ponto importante a destacarmosRQPONMLKJIHGFEDCBAé que o conhecimento é criado pelas
pessoas. A organização isoladamente não é capaz de criar o conhecimento,
G erência do C onhecim ento e TecnologiazyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
DAVENPORT (19958),
traça um paralelo muito interessante entre o que
esperamos que venha a acontecer, e as tecnologias hoje existentes, prevendo
uma fusão do Lotus Notes com a World Wide Web, bases de dados e
ferramentas de hipertexto.
Apesar de toda a tecnologia atual, as, pessoas ainda constituem o recurso
mais importante na gerência, criação e uso do conhecimento.
Cita ainda DAVENPORT (19958), que as universidades são as melhores
fontes de criação do conhecimento, e que as empresas que estiverem
buscando sucesso nessa área, deveriam se associar às universidades.
Apesar da grande resistência a esse tipo de vínculo no meio acadêmico, os
governos cada vez mais dão sinais de desinteresse em continuar financiando
as pesquisas das universidades.
e
·t'
Destaca ainda DAVENPORT (1995B), a importância de mudarmos o sistema
hoje existente, em que a informação e o conhecimento são disponibilizados
num canal de comunicação - como por exemplo a Intranet da empresa -, para
que seja acessada por quem tiver interesse (sistema PUSH); para um sistema
em que essa informação possa ser recuperada por quem tenha um interesse
específico e real na obtenção da mesma (sistema PULL), constituindo função
dos sistemas de gerência do conhecimento a garantia de facilidade de acesso
a essa informação.
SVEIBY (1994), cita que as empresas envolvidas no processamento da
informação usam o conhecimento de uma forma intensa e complexa. O
conhecimento é ao mesmo tempo, insumo e produto.
Michael POLANYI, citado por SVEIBY (1994), conceitua o conhecimento com
base em três hipóteses:
a) As descobertas verdadeiras, não podem ser contabilizadas por um
conjunto articulado de regras ou algoritmos.
b) conhecimento é público e em grande extensão, pessoal, Le., ele é
constituído por seres humanos, e portanto contém emoção e paixão.
c) conhecimento que direciona o conhecimento explicito é mais
fundamental, e todo o conhecimento ou é tácito ou está enraizado em
o
que caracteriza o conhecimento como resultado de uma interação social. Asnovas experiências são assimiladas através de conceitos que um indivíduo
possua. Esses conceitos são tácitos e assim, todo nosso conhecimento
repousa em uma dimensão tácita.jihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
A falta de um conceito definido para G erência do C onhecim ento
A gerência do conhecimento toma como pré-requisito a definição de
LEONARD, (1995), sobreZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA" C o n t in u o u s L e a m in g " , segundo o qual o acúmulo
de conhecimento está relacionado a um sistema de incentivos à
complementação, ao reconhecimento individual, eRQPONMLKJIHGFEDCBAa real aplicação dos valores da empresa, nas práticas e políticas gerenciais, bem como nos conhecimentos
LEONARD (1995), determina a natureza da Competência Tecnológica Central:
1 Experiência e conhecimento do empregado
2 Sistemas Técnicos Físicos - o conhecimento se acumula nas pessoas e nos
sistemas físicos da empresa, como base de dados, máquinas, software.
3 Sistemas de Gerenciamento - a aquisição do conhecimento é norteada pelos
sistemas de treinamento, recompensa, e incentivos da empresa, criando os
canais por onde o conhecimento é acessado e flui, originando barreiras às
atividades indesejáveis.
4 Valores e Normas - determinam os tipos de conhecimento que são
alimentados e procurados, e quais atividades geradoras de conhecimento são
Solução de Problemas
Importando Conhecimento
Conhecimento
e Experiência
Valores e Normas
Experimentação
Fig. 3 - Natureza da Competência Tecnológica Central
Existem três tipos de experiência e conhecimento (nível 3) constituindo estes
da capacidade central:
1 Conhecimento Cientifico (público)
2 Conhecimento especifico da indústria (setor)
..,..
A experiência e o conhecimento são menos codificados e transferíveis. Por
exemplo, um concorrente pode adquirir todos os recursos necessários para
copiar um determinado produto, mas continuará não duplicando a capacidade
central, pois lhe faltam os outros componentes, que são a capacidade
suplementar, capacidade habilitadora, e capacidade central.
jihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAS istem as FísicosRQPONMLKJIHGFEDCBA
o
conhecimento está acumulado nos sistemas, pessoas, máquinas da
empresa. Assim, o processo automático de comunicação de uma equipe não
pode ser comprado por um concorrente, i.e., a mudança do ambiente pode
atrofiar um dos pontos vitais da experiência e do conhecimento.
S istem as G erenciais
As rotinas de treinamento induzem a um comportamento benéfico
àempresa.
Por seu baixo formalismo, contribuem mais para o desenvolvimento de
V alores e N orm aszyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Podemos notar queRQPONMLKJIHGFEDCBAé fácil alterar a dimensão física do sistema (LEONARD,
1995). Novos equipamentos e softwares podem ser comprados
imediatamente. Quanto mais infiltrada for a inovação nos sistemas físicos,
mais facilmente as mudanças serão aceitas.
A gerência do conhecimento está relacionada com a integração,
compartilhamento, acesso e acúmulo de conhecimento ao longo da
organização. Não está confinada à área de TI (Tecnologia da Informação),
mas sim representa um esforço de toda a empresa.
É preciso entendermos que, nas empresas, a especialização em uma área
específica reforça o desenvolvimento de certas competências, valores, e
conhecimento, em detrimento de outras.
Acontece que justamente essas competências podem representar excelentes
oportunidades de negócios ou inovação.
Com a virtude de ser excelente em uma área do conhecimento, a empresa é
relativamente não receptiva (resistente) às idéias diferentes (LEONARD, 1995)
deixando muitas vezes de aproveitar oportunidades que surgem no mundo dos
negócios, pura e simplesmente por não querer enfrentar problemas não
S olução conjunta de problem as:zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
A solução de problemas esta associada a três características dos indivíduos
envolvidos:
a) Especialização:
b) Preferências de estilo cognitivo
c) Preferências por ferramentas ou metodologias
A
especialização
oferece
melhores
reservatórios
de
conhecimento,
necessários
RQPONMLKJIHGFEDCBAàsolução de problemas complexos, desde que os diversos
especialistas possam se comunicar livremente.
Ainda em termos de especialização, algumas pessoas possuem o que
podemos chamar de capacidade formato "T", em que a barra horizontal do "tê"
significa a parte especialista, e a barra vertical do "tê", representa a
capacidade de interrelacionar as habilidades específicas com outras áreas do
Traçando uma linha histórica podemos observar que houve uma evolução na
Administração:
Num primeiro momento, a Teoria Clássica da Motivação de Frederick W.
Taylor (ETZIONI, 1976, pág. 28), ou Administração Cientifica, combina e
adapta o estudo das capacidades físicas de um trabalhador como um
acessório das máquinas.
RQPONMLKJIHGFEDCBAÉdessa época o estudo dos tempos e movimentos,
e acreditávamos que o pagamento pelo trabalho era o único fator de
motivação.
Depois, a Teoria Clássica da Organização, de Adam Smith, trata de explicar
como a divisão do trabalho, aliada a uma grande especialização, pode
aumentar a produtividade. Ela dependia de um controle central para coordenar
as tarefas, e estava centrada em quatro princípios: finalidade, processo,
clientela, e área geográfica.
Por fim, falamos hoje em Responsabilidade. Vale ressaltar que ainda existe
uma necessidade de mecanismos de controle para verificar o cumprimento
das ordens e do regulamento. A responsabilidade tende a aumentar a
competência, mas cria tensões.
Pensando em reduzir essas limitações, apresentamos algumas formas de criar
e potencializar o conhecimento:
a) Permitir a experimentação; e
Os dirigentes de uma empresa devem criar ou propiciar um clima que encoraje
a experimentação, permitindo que esta, e os erros associados com situações
novas, ocorram por toda a organização.
Quando dizemos "aceitar erros", devemos distinguir a falha inteligente da
desnecessária, pois as falhas é que realmente constróem o conhecimento
(LEONARD, 1995).
A grande barreira a aprender com os erros encontramos no fato de que os
indivíduos são recompensados pela quantidade de acertos ou sucesso, e
nunca por suas falhas ou erros.
Devemos distinguir as falhas tolas,das falhas resultantes de experimentos
criativos. Erros inteligentes são normalmente resultados de tomadas de
posição
de maior risco, i.e., se as pessoas não podem correr o risco de algodar errado, não há espaço para a criatividade.
Um bom exemplo de experimentação é a observação de uma criança testando
um brinquedo novo. Depois de testar todas as possibilidadesZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAs e m m e d o de
errar, a criança domina completamente o brinquedo.
Uma ferramenta crucial ao aprendizado é o feedback sobre as ações e o
comportamento. Se o ciclo de ação resultado-feedback for menor e freqüente,
os indivíduos estarão em melhor posição para o aprendizado e para
compreender os efeitos prováveis de suas ações(LEONARD, 1995).
habilidade para treinar (ser o treinador). Requer a apreciação de como o
conhecimento
RQPONMLKJIHGFEDCBAéconduzindo (LEONARD, 1995).
A quantidade de informação disponível atualmente
émuito difícil de ser
administrada, sendo ao mesmo tempo extremamente acessível.
A tecnologia permite que praticamente todas as organizações tenham um
acesso rápido a novas tecnologias, produtos, e processo produtivo. A
velocidade de desenvolvimento, e a colocação de um produto no mercado,
passaram a ser fatores decisivos na disputa do mercado. Hoje exige-se que as
empresas desenvolvam diferenciações fortes, tornando-se difíceis de copiar.
Segundo
Rothschild
(1994),
épossível
mapear
as
relações
de
interdependência existentes no ambiente da empresa com o emprego de
perguntas simples: Quem nesta empresa depende de mim, e para qual
informação? E de quem eu dependo?
Para uma empresa, o ponto chave é a habilidade de coordenar as interações
LUBICH in GANAPATHY (1996), destaca quatro terminologias para as
relações de trabalho, correspondendo cada uma a um nível mais elevado de
gestão do conhecimento.
GRAU DE PROCESSO
RELAÇÃO
Informação A informaçãoRQPONMLKJIHGFEDCBAé comunicada anonimamente.
Coordenação Existe alguma familiaridade de trabalho entre o grupo que
partilha ou não de objetivos comuns.
~.
Colaboração Quando os membros de um grupo partilham relações de
trabalho, mas somente algumas metas comuns a todos os
membros do grupo e com resultados atribuídos a membros
individuais.
Cooperação O grupo possui metas comuns e produz um único resultado
que é atribuído ao grupo como um todo.
A G IN D O N O C O N H E C IM E N TOzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Abaixo, vamos dar uma breve exemplo de como ocorre a transformação de
dado em conhecimento.
Dado :RQPONMLKJIHGFEDCBAé um fato indiscutível e pode ser obtido das transações da
empresa com seus clientes, fornecedores, com o mercado e
seus concorrentes, e de processos internos da empresa.ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
E x . : 2 0 % d o s e n f e it e s in f a n t is s ã o v e n d id o s em S ã o P a u lo
Informação : é a composição de dois ou mais fatos (dados), gerando um fato novo, que cria informação.
E x . : O s e n f e it e s in f a n t is v e n d id o s em S ã o P a u lo s ã o
c o m p r a d o s p o r p a is d e r e c é m - n a s c id o s , em 9 d e 1 0
Conhecimento:RQPONMLKJIHGFEDCBAé o uso da informação por meio da análise e da construção de
uma teoria a qual pode modificar o cenário de decisão atual.ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
E x . : Se c o n c e n t r a r m o s e s f o r ç o s n o s p a is d e r e c é m
-n a s c id o s d e S ã o P a u lo , p o d e m o s a u m e n t a r
s ig n if ic a t iv a m e n t e n o s s a s v e n d a s d e e n f e it e s in f a n t is .
Saber : constituem-se de praticas que funcionam por um longo
período de tempo, i.e., permitem acessar o conhecimento de
forma precisa, e desenhar um plano de ação.
E x . : U m a v e z q u e asp e s s o a s s e m p r e c o m p r a r a m e n f e it e s
in f a n t is , em t o d o s os lu g a r e s , as p e s s o a s p r e c is a m d e le s ;
Algumas definições para Gerência do Conhecimento:jihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
S V E IB Y : Gerência do Conhecimento é a arte de criar valor a partir dos
Ativos Intangíveis da organização.'
D efinição Gerência do Conhecimento foca nos processos e pessoas
D ilbertiana envolvidas em criar, compartilhar e alavancar conhecimento na
organização para dar suporte às estratégias de negócios.
Quadro 3 Definições de Gerência do Conhecimento
Para fins desta dissertação, a gerência do conhecimento significa:
A s
atividades
ligadas
a
adm inistração
de
um
negócio,
que
busca
com preender,
explicitar,
aplicar e agir sobre as capacidades visíveis e
tácitas no am biente em presarial, criando vantagens
com petitivas sustentáveis.
.;f
~"l'RQPONMLKJIHGFEDCBAC apítulo 3 - D escrição das Ferram entas de G erência do
C onhecim ento
P roblem as intrínsecos na im plem entação da técnicazyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Um dos erros mais comuns no campo do conhecimento e da informação
RQPONMLKJIHGFEDCBAéque
as pessoas têm uma tendência natural a buscar mais
íntormaçõespara tomar
decisões, do que a buscar uma melhor compreensão a respeito das
informações já disponíveis.
Nos
tópicos
seguintes, vamos
apresentar algumas
das
ferramentas
tecnológicas de gerência do conhecimento analisadas durante a preparação
dessa Dissertação, explicando como cada uma delas faz a representação do
conhecimento.
A relação de softwares disponíveis
émuito extensa, o que nos obrigou a
concentrar os esforços em somente alguns. Escolhemos o ASSISTUM, o
Lotus Notes, e do Documentum. Por último, falamos das ferramentas WEB,
que não existem como um produto, mas como uma linguagem e formato de
Ferram entas E xistentes
A S S IS TU MRQPONMLKJIHGFEDCBA
o
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAAssistum é um software para criação e aplicação de bases de dados de
conhecimento e auxilia
àtomada de decisões através do uso das bases de
conhecimento.
Uma base do conhecimento é representada por nós e conexões, onde um nó
relaciona um. conceito junto a uma hipótese acerca deste conceito, que
também contém variáveis de controle do nível de confiança do conceito e da
hipótese.
Os nós se arranjam e inter-relacionam formando uma rede de nós
dependentes e intluenciadores.
A
relação entre um nó dependente e um
intluenciador chamamos de conexão, possuindo esta um parâmetro afirmativo
e um de negação.
Usando as informações existentes na base de conhecimento, o programa
utiliza-se de uma lógica caótica
ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA( f u z z y f o g ic )para analisar e classificar as
LO TU S N O TE SzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA