-
-ESCOLA DE ADMINISTRAÇAO DE EMPRESAS DE SAO PAULO
DA
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
Marcos Augusto de Vasconcellos
PLANEJAMENTO AGREGADO
DE ESTOQUES
Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV como requisito para obtenção do título de Doutor em Administração
Area de Concentração: Produção
Domínio Conexo: Métodos Quantitativos Orientação: Claus leon Warschauer
Banca Examinadora
Prof. Orientador - CLAUS LEON WARSCHAUER Prof.
-
-ESCOLA DE ADMINISTRAÇAO DE EMPRESAS DE SAO PAULO
DA
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
Marcos Augusto de Vasconcellos
PLANEJAMENTO AGREGADO
DE ESTOQUES
セ@ セオョ、。 ̄ッ@ Gétulõo Vargas • . ,.'''?'
"-iGv
&cola de Administração,,....,. .. セセ@de Empresas de São セ XQQQP@ Mセ@ セ@
B ibliomca \ セM
セ@
1111111111111111111111/fy
1198701205
Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV como requisito para obtenção do título de Doutor em Administração
Area de Concentração: Produção
Domínio Conexo: Métodos Quantitativos Orientação: Claus Leon Warschauer
DESCRIÇAO
BIBLIOGRAFICA
VASCONCELLOS, Marcos Augusto de
Planejamento Agregado de Estoques; EAESP/FGV;
São Paulo, 1985 (Tese de Doutorado apresentada ao Curso de pウMgイ。、オセ@ ção da EAESP/FGV; Area de Concentração: Produção)
Resumo: Estuda o problema do dimensionamento de estoques agregados , em função dos custos envolvidos e de objetivos estabelecidos. Apre -senta os sistemas básicos de gestão de estoques: lote fixo, イ・カゥウ ̄ッーセ@
riódica, máximo e mínimo e reposição opcional. São discutidos
diver-sos tipos de modelos de mínimo custo para o dimensionamento dos esto-
I
ques operacionais: modelos de estágio único; lotes econômicos com
permissão de faltas; modelos que admitem variação no valor dos custos
envolvidos. São também analisados diversos modelos probabilísticos ーセ@
I
ra o dimensionamento dos estoques de segurança, tanto para itens de
I
alta demanda (modelos de distribuição normal, gama, etc.) como de bai xa demanda (modelos de Poisson, Laplace, etc.). Para os estoques agre
gados, e proposto o modelo GEA - GESTÃO DE ESTOQUES AGREGADOS, que
di
\
mensiona os parâmetros de controle dos itens individuais em função de 1
objetivos agregados. São ainda apresentados modelos de previsão de
demanda a curto prazo e de classificação dos itens de estoque em fun-ção do seu Valor de Demanda.
A
MARIA CECILIA
E A
CLAUDIA MARIA LI G I A MA R I A e
Meus agradecimentos
ao Prof. Claus Warschauer, pela orientação, e a Adriana R. Mola, Albertina E.M.Louro, Ansel mo
T.
de 01 iveira, Arlindo S. da Silva, Clau-ber Barroso, Cristina M.L.F.Morais, Julio M. Franco, Marlene Lopes, Odair de B. fッョウ・」。Lrセ@PARTE I
PARTE 11
PARTE 111
-PLANEJAMENTO AGREGADO DE ESTOQUES
O SISTEMA LOGTSTICO
1 . Administração de Materiais 2 . Planejamento de Estoques
PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
3 .
Curvas ABC e relaçôes-padráo 4 . Previsão de Demanda a Curto Prazo5 .
Sistemas de Gestão de EstoquesSISTEMAS BASICOS DE GESTAO DE ESTOQUES
6 .
Sistema (s ,Q) ou de Lote Fixo7 .
Sistema ( S, R) ou de Revisão Periódica8 . Sistema (s,S) ou de Máximo e Mínimo 9 . Sistema (S,s,R) ou de Reposição Opcional
001 003 025 073 075 083 171 185 187 255 279 301
PARTE IV - MODELOS DE LOTES ECONOMICOS DE MINIMO CUSTO 329
PARTE V
PARTE VI
10. Modelos de Mínimo Custo
331
11. Modelos de Estágio Onico 337
12. Lotes Econômicoscom permissão de faltas de estoque 397
13.
Modelos relacionados com variações de valor dos custosenvolvidos
477
MODELOS PROBABILfSTICOS
14. Distribuições de Probabi 1 idade de Demanda
15. Modelos probabilísticos para itens de baixa demanda
16. Modelos probabilísticos para itens de alta demanda
PLANEJAMENTO AGREGADO DE ESTOQUES
533
535
557
585607
17. Lotes Econômicos com Restrição 609
18. Dimensionamento de lotes em função do Valor de Demanda 641
19. Lotes em "meses de consumo11 e de 11va lo r uni forme" 693
20. Estoques de segurança agregados
715
21. Planejamento Agregado de Estoques
755
APENDICES 773
PARTE ·1
O SISTEMA LOGfSTICO
1 • ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
1. 1. -Conceito de Administraçao de Materiais
PAGINA 003
005
1.2. -A Empresa e a Administração de Materiais vistas como Sistemas 005
1.3.
-Fluxo Logístico 0061.4. -Comando do Fluxo Logístico 009
1.5.
- Funções da Administração de Materiais a) Planejamento da Produçãob) Planejamento de Estoques
c) Programaçao e Controle de Produção d) Administração das Compras
e) Administraçao dos Almoxarifados
f) Administração dos Transportes
1.6. -Objetivo da a、ュゥョゥウエイ。セッ@ de Materiais
1.7. -Organização para a Administração de Materiais
2 . PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
2.1.- Os materiais e o Fluxo Logístico 2.2. - Conceitos de Estoques
2.3. - Estoques de Movimento 2.4. - Estoques de Organização
2.5. - Pontos de vista conflitantes relacionados com os estoques 2.6. - Custos relacionados com os estoques
2.6. 1 - Custos Contábeis e Custos Operacionais 2.6.2 - Custo Di reto
2.6.3 - Custo de Obter
2.6.4 - Custo de Manter Estoque 2.6.5 - Custo de F a 1 ta de Estoque 2.7. - Objetivos relacionados com os estoques 2.8. - Objetivo do Planejamento de Estoques 2.9. - Estrutura do Produto
2.10.- Estrutura da Demanda
2.11.- Estrutura do Sistema de Compra-Produção-Distribuição 2.12.- Decisão de estocar
2.13.- Funções do Planejamento de Estoques
PARTE I I
PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
3 .
CURVAS ABC E RELAÇÕES-PADRÃO3.1.-
Curvas ABC3.2. -
TabelasABC3.3.-
Identificação de uma Curva ABC3.4. -
Curvas ABC de diferentes estoques3.5.
-Exemplos de classificação ABC4 .
PREVISAO DE DEMANDA A CURTO PRAZO4.
1. Classificação dos métodos de previsão4.2. -
Métodos de Séries Temporais4.3. -
Extrapolação de Tendência4.4.
4.5.
4.6
4.3. 1
- Modelos Algébricos4.3.2 -
Modelos Transcendentes4.3.3 -
Modelos Compostos-
t1éd i a Móvel4. 4. 1
- Média Móvel Simples4.4.2 -
Média Móvel Dup1 a4.4.3 -
Média Móvel Ponderada-
Suavização Exponencial4. 5. 1
-
Suavização Exponencial Simples4.5.2 -
Suavização Exponencial Dupla4.5.3 -
Suavização Exponencial Tripla4.5.4 -
Modelo Linear com Sazonal idade4.5.5 -
Modelo de Winters4.5.6 -
Modelo de Buffa4.5.7-
Medidas dos Erros de Previsão4.5.8 -
Modelo Linear com Sazona 1 i da de Anã I i se das Séries Temporais4.
ó. 1 - Movimentos Ca rac te r í s ti cos4.ó.2 -
Modelos4.6.3 -
Decomposição da Série4.6.4-
Regularização da Série Temporal4.6.5-
Avaliação da Tendência Secular-
I-
I I4.6.6-
Avaliação dos Fatores Sazonais4.6.7-
Avaliação das Oscilações Aleatórias4.6.8
セ@ Determinação dos Valores de Partida5
o SISTEMAS DE gestセo@ DE ESTOQUES5.1 o - Conceituação
a) Questões básicas
b) Parâmetros de Controle de Estoque
c) Po1íticasde controle de estoque d) Sistemas de Gestão de Estoques
5.2. -
Comparação entre os sistemas de gestão de estoquesa) Sistema (S 'Q)
b) Sistema (S, R) c) Sistema (S,S) d) Sistema (s,S,R)
1 71 173
6 .
PARTE I I I
SISTEMAS BASICOS DE GESTÃO DE ESTOQUES
PAGINA
SISTEMA (s,Q) OU DE LOTE FIXO 187
6.1 -
PROCEDIMENTOS DO SISTEMA ( s 'Q) 189a) Posiçâo do Estoque b) Representação gráfica
6.2 -
sisteセa@ DE DUAS GAVETAS192
6.3 -
LOTES DE COMPRA, PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO: MODELOS DE MfNIMO CUSTO 1946.3.
1 - Função Objetivo6.3.2 -
Lotes econômicos de mínimo custo6.4 -
MODELO CLASSICO: ABASTECIMENTO INSTANTANEO6.4.
1 - Pressupostos6.4.2 -
Função Objetivo: Custo Total Anual6.4.3 -
Lote econômico de Mínimo Custo6.4.4-
Representação gráfica- análise de sensibilidade6.4.5-
Fórmula do lote econômico modificada6.4.6 -
Número Ótimo de pedidos6.4.7- CTA no lote econômico
6.4.8 -
Lote econômico em função do Valor de Demanda6.4.9-
Taxa de armazenagem aplicada ao Estoque Máximo6.4.10- Exercícios resolvidos 6.4.11- Exercícios propostos
196
6.5 -
NfVEL DE ENCOMENDA E ESTOQUE DE SEGURANÇA: MODELOS PROBABILTSTICOS 2176.5.1
-Conceituação6.5.2 -
Procedimento geral para o dimensionamento do Nível deEncomenda e do Estoque de Segurança
6.6 - MODELOS COM DISTRIBUIÇÃO NORMAL
6.6.1
-Adequação da Normal como modelo de comportamento da demanda6.6.2 -
Propriedades da Distribuição Normal6.6.3 -
Cálculo do Nível de Encomenda e do Estoque de Segurança6.6.4 -
Convolução da demanda6.6.5
Distribuição de probabilidade e previsão de demandaDE LOTE
6. 7.1
- Nível de Serviço e Estoque de Segurança6.7.2
- Nível de Serviço e Tamanho de Lote6.8 -
PRAZO DE ENTREGA VARIAVEL6.8.1
-Método simplificado6.8.2
Estimativa da distribuição de probabilidade conjunta6.8.3 -
Simulação pelo Método de Monte Carlo- /1
6.8.4-
Observaçao direta da 11demanda-durante-o-prazo-de-entrega6.8.5 -
Gerenciamento do prazo de entrega6.8.6-
Prazos de セョエイ・ァ。@ e Classificação ABC7 .
SISTEMA (S,R) OU DE REVISAO PERICDICA7.1
-PROCEDIMENTOS DO SISTEMA (S,R)a) Parâmetros de controle b) Representação gráfica
7.2 -
ESCOLHA DOS INTERVALOS ENTRE REVISÕESa) Modelos de mínimo custo
b) Frequências padronizadas de revisão-método empírico c) Frequências padronizadas de revisão-método de Rambaux
d) Classificação ABC e Método de Rambaux
7.3 -
DIMENSIONAMENTO DO ESTOQUE BASEa) Ciclos de reposição superpostos b) Analogia com o Sistema (s,Q)
c) Procedimento geral para o dimensionamento do Estoque Base
e do Estoque de Segurança
d) Modelos com Distribuição Normal e) Mais analogia com o Sistema (s,Q)
8 .
SISTEMA (s,S) OU DE M6XIMO E MfNIMO8.1
-SISTEMAS DE REVISAO CONTfNUA: (s,S) e (s,Q)8.2 -
PROCEDIMENTOS DO SISTEMA (s,S)a) Representação gráfica b) Sistema de Duas Gavetas
I
239
I
259
8.3 -
ESTOQUE DE PEÇAS DE REPOSIÇÃO8.3.1
-Modelos de mínimo custo8.3.2 -
Modelos com Distribuição de Poissona) Natureza do modelo
b) Adequação da Poisson como modelo de comportamento da demanda
c} Cálculo do Nível de Encomenda e do Estoque de Segurança
8.3.3 -
Dimensionamento dos parâmetros 11s11 e 11S118.4 -
CONSUMO ERRÁTICO8.4.1
-Regra de decisão8.4.2 -
Sistema (s,S) heurístico8.5 -
SISTEMA (s,q,S)9 .
SISTEMA (S,s,R) OU DE REPOSIÇÃO OPCIONAL9.1 -
PROCEDIMENTOS DO SISTEMA (S,s,R)a} Parâmetros de controle b} Represectação gráfica
c) Métodos de solução do sistema (S,s,R)
9.2 -
MODELO HEURTSTICO DE SOLUÇAO DO SISTEMA (S,s,R)9. 2. 1
- Determinação de 11 R li e IIQII9.2.2 -
Determinação do Nível de Encomenda s9.2.3 -
Determinação do Estoque Bases
9.2.4
- Procedimentos para o cálculo dos parâmetrosa} Cálculo do tempo de ciclo T*
b) Cálculo do múltiplo k
c) Cálculo do Intervalo entre Revisões R
d) Cálculo do lote médio Q
e) Cálculo do Nível de Encomenda s
f) Cálculo do Estoque Base
s
9.2.5 -
Resumo dos procedimentos9.2.6 -
Prova do modelo9.3 -
METODO DE PROCURA COMPUTACIONAL284
296
300
301 303
307
MODELOS DE LOTES ECONÔMICOS DE MÍNIMO CUSTO
10 - MODELOS DE MÍNIMO CUSTO
11 - MODELOS DE ESTÁGIO ÚNICO
11.1. LOTE ECONÔMICO DE CO}WRA
11.2. LOTE ECONÔMICO DE FABRICAÇÃO
11.2.1. 11.2.2. 11.2.3. 11.2.4. 11.2.5. 11.2.6. 11.2.7. 11.2 .3.
Pressuposto Estoque mêdio Função Objetivo
Lote Econômico de MÍnimo Custo Anâlise de Sensibilidade
FÓrmula do Lote Econômico Modificada NÚmero Ótimo de Pedida
CTA no Lote EconÔmico
11.2.9. Lote Econômico em função do Valor de Demanda 11.2.10. Aplicação do Modelo
11.2.11. Exercícios Resolvidos 11.2.12. Exercícios Propostos
11.3. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS MÚLTIPLOS
Pressupostos Condição Bâsica Função Objetivo
NÚmero Õtimo de ciclos por ano Lote Õtimo de cada item
CTA para "n" Ótimo
VariaçÕes no ciclo regular
.
-11.3.1. 11.3.2. 11.3.3. 11.3.4. 11.3.5. 11.3.6. 11.3.7.11.3.8. Derivação da soluçao no ciclo regular
no ano em que ocorrem カ。イセ。ッ・ウ@
11.3.9. Programação conjunta de itens independentes 11.3.10. Exercício resolvido
11.3.11. Exercícios Propostos
11.4. COMPRA DE PRODUTOS }rnLTIPLOS
11.4.1. Pressupostos
11.4.2. Condição Básica
11.4.3. Função Objetivo
11.4.4. NÚmero Ótimo de ciclos por ano
11.4.5. Lote Ótimo de cada item
11.4.6. CTA para "n" Ótimo
11.4.7. Condição de vantagem da compra conjunta
11.4.8. Exercício resolvido
11.4.9. Exercícioopropostos
11.5. LOTE ECONÔMICO DE COMPRA COM DESCONTO
12. 13. 11.5.1. 11.5.2. 11.5.3. 11.5.4. 11.5.5. 11.5.6. Pressuposto
Modelo para desconto Único por quantidade
Modelos para descontos mÚltiplos por quantidade Modelo para desconto contínuo
Exercício resolvido Exercícios propostos
LOTES ECONÔMICOS COM PERMISSÃO DE FALTAS DE ESTOQUE
12.1. Pressupostos
12.2. Classificação
12.3. Modelo Determinístico: Pedidos em carteira
12.4. Modelo Determinístico: Vendas perdidas
12.5. Modelo Determinístico: Pedidos em carteira + Vendas perdidas
12.6. Modelos ProbabilÍsticos:.CaracterÍsticas Gerais
12.7. Modelo ProbabilÍstico: Pedidos em Carteira (I)
12.8. Modelo ProbabilÍstico: Pedidos em carteira (II)
12.9. Modelo Probabilístico: Vendas Perdidas
12.10. Modelo Probabilístico: Pedidos em carteira + Vendas Perdidas
12 .11. Comparação entre os modelos
12.12. Exercícios Propostos
MODELOS RELACIONADOS COM VARIACÕES DE VALOR DOS CUSTOS ENVOLVIDOS
13.1. Expectativa de mudança no preço de compra
13.1.1. i3.1.2. 13.1.3.
Pressupostos Função Objetivo Ganho Máximo
13.2.
13.3.
13.1.5. Exercícios propostos
LOTE ECONÔHICO COM INFLAÇÃO
13.2.1. Inflação e deflação
13.2.2. Inflação e custos de estoques
13.2.3. Custo direto anual
13.2.4. Custo anual de obter
13.2.5. Custo anual de manter
13.2.6. Lote Econômico de Compra com Inflação
13.2.7. Taxa equivalente do custo de manter
13.2.8. Influência da inflação no lote econômico
13.2.9. Lote econômico de fabricação com inflação
13.2.10. Lote econômico com deflação
LOTES ECONÔHICOS DE COMPRA coセヲ@ PAGAMENTO A PRAZO
13.3.L Pressupostos
13.3.2. O modelo clâssico revisitado
13.3.3. Lotes セ@
de compra
econom1cos a prazo
13.3.4. Resumo do modelo proposto
13.3.5. Exemplos ilustrativos
13.3.6. ConclusÕes
484
I
PARTE V
MODELOS PROBABILÍSTICOS
14. - DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE DE deセセnda@
14.1. -MODELOS PROBABILÍSTICOS QUE SE AJUSTAM AO COMPORTAMENTO DA DEMANDA
14.1.1. -DistribuiçÕes mais utilizadas 14.1.2. - Escolha de distribuiçÕes
14.2. - CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE
14.2.1. - FunçÕes de Distribuição Cumulativa 14.2.2. - Variâveis Aleatórias Discretas 14.2.3. - Variâveis Aleatórias Contínuas 14.2.4. - Soma de Variâveis Aleatórias
14.3. - DETEID1INAÇÃO DOS ESTOQUES DE seguセセᅦa@ E DOS PARÂMETROS
DE ESTOQUE
15. - MODELOS PROBABILÍSTICOS PARA ÍTENS DE BAIXA deセnda@
15.1. - DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL
15.1.1. -Distribuição de Bernoulli 15.1.2. - Natureza do modelo binomial
15.1.3. - Câlculo do parâmetro de controle de estoque (s ou S) e do estoque de segurança
15.2. - DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL NEGATIVA
15.2.1. - Distribuição Geométrica 15.2.2. - Distribuição de Pascal
15.2.3. - Distribuição binomial negativa 15.2.4. - Generalização da binomial negativa
15.2.5. - Câlculo do parâmetro de controle de estoque (s ou S)
e do estoque de segurança
15.3. - DISTRIBUIÇÃO DE POISSON
PÁGINA 535
537
546
554
557
559
569
15.4.1. -Propriedades da distribuição de Laplace
15.4.2. - Calculo do parâmetro de controle de estoque (s ou 5) e do estoque de segurança
16. - MODELOS PROBABILÍSTICOS PARA ÍTENS DE ALTA DEMANDA
16.1. - DISTRIBUIÇÃO GAMA
16 .1.1. - Distribuição Exponencial Negativa 16 .1. 2. - Distribuição de Erlang
16 .1. 3. - Distribuição Gama
16.1.4. - Distribuição Qui-quadrado
16.1.5. - Calculo do parâmetro de controle de estoque (s ou S) e do estoque de segurança
16.2. - DISTRIBUIÇÃO NORMAL
16.3. - DISTRIBUIÇÃO logMnorスセl@
16.3.1. -Teorema do limite central do produto 16.3.2. - Natureza do modelo log-normal
16.3.3. - Propriedadesda log-normal 16.3.4. - Identificação da log-normal
585
587
600
PARTE V
PLANEJAMENTO AGREGADO DE ESTOQUES
PÁGINA
17 . LOTES ECONOMICOS COM RESTRIÇOES 609
17.1- Pressupostos 611
17.2- Método dos Multiplicadores de Lagrange 611
17.3 - Restrição no Investimento em Estoque Operacional 612
17.4 - Restrição no Número de Ordens de Compra 615
17.5 - Relação entre o Investimento Total em Estoque Operacional e o Número 619
Total de Ordens de Compra
17.6 - Restrição na área de estocagem 620
17.7 - Restrição no número de Ordens de Produção 623
17.8- Mais de uma Restrição 625
17.9 - Exercícios resolvidos 628
17.10- Exercícios propostos 636
18 . DIMENSIONAMENTO DE LOTES EM FUNÇAO DO VALOR DE DEMANDA 641
18.1 -Pressupostos 643
18.2- Redução de Custos Quando o Valor de k e desconhecido 643
18.3 - Curvas ABC e Estimativas de Estoque 650
18.4- Grupos de Produtos com igual número de pedidos colocados por ano 655
18.5 - Exercícios resolvidos 669
18.6 - Exercícios propostos 679
19 . LOTES EM 11MESES DE CONSUMO" E DE 11VALOR UNI FORME" 693
19.1 Generalização do dimensionamento dos estoques operacionais agregados 695
19.2 - Função objetivo: Custo Variável Anual Agregado 695
19.3 - Lotes expressos em função do Valor de Demanda 696
19.4- Soluçõe.sde mínimo custo 697
19.5- Comparação entre as políticas alternativas. 698
19.6 - Investimento em estoque e Número de ordens 699
19.7- Representação Gráfica 700
19.8 - Exemplo 702
19.9 - Exercícios resolvidos 709
20.1 セf。エッイ・ウ@ de segurança
20.2 セ@ Custos do estoque de segurança
20.3 - Modelos de mínimo custo
20.4 セ@ Medidas do nível de serviço
20.5 - Modelos de máximo nível de serviço 20.6- Políticas de estoque de segurança 20.7- Combinação de políticas
20.8 - Estimativas agregadas dos estoques de segurança 20.9 - Escolha dos fatores de segurança
21 .
PLANEJAMENTO AGREGADO DE ESTOQUES
21 . 1 - Conce i to 21 . 2 - Mode 1 os
a} Naddor b) Brown c) Correa d) Rambaux e) Gardner
f) Premissas para um modelo de planejamento agregado de estoque
21.3-
GEA-
Gestão de Estoques Agregadosa) Procedimentos b) Exemp 1 o
717 717
718
723 727 730 740 742 749
755
757 757
APtNDICES
Tabela 15.A.l -Distribuição Binominal Cumulativa (15.7) Tabela 15.A.3- Distribuição de Poisson Cumulativa (8.20) Tabela 1S.A.4- Distribuição de Laplace Padronizada Cumulativa Tabela 16.A.l - Distribuição Gama Cumulativa
Tabela 16.A.2- Distribuição Normal Padrão Cumulativa Ta be 1 a 2 O. A. 1 - Ordenadas da Curva Norma 1 Padronizada
Tabela 20.A.3 - Integral da Perda Normal Padronizada Direita
P A R T E
CAPfTULO
I1 . ADMINISTRAÇAO DE MATERIAIS
1. 1.- CONCEITO DE ADMINISTRAÇAO DE MATERIAIS
A expressão ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS é em geral uti I izada para des-crever o conjunto de funções relacionadas com o fluxo de materiais a-través das empresas, desde a compra de matérias-primas, componentes e materiais de revenda, junto aos fornecedores, até a entrega dos produ-tos acabados aos consumidores finais. Está implícito nesse conceito que· todas as funções 1 igadas aos materiais devem ser gerenciadas e ・ク・」オエセ@
das de forma coordenada, pois métodos aparentemente adequados a uma da da função podem gerar ゥョ・ヲゥ」ゥセョ」ゥ。@ e altos custos em uma segunda
fun-ção, dependente da primeira.
1.2.- A EMPRESA E A ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS VISTAS COMO SISTEMAS
As empresas ou organizações são sistemas abertos em interação com o am biente, estruturados de acordo com os objetivos de atendimento aos cl i entes, crescimento e lucro.
Esquematicamente, o sistema Empresa pode ser visto como um conjunto de subsistemas, cada qual utilizando algum tipo de recurso em suas opera-ções. Assim, podemos distinguir um subsistema administrativo-financei-ro, que processa dinheiro e um subsistema de produção, cujos recursos são pedidos ou ordens, materiais, pe5soal e bens de capital, além de um subsistema de informação.
A Fig. 1.1 mostra o fluxo de alguns desses recursos através da empresa.
V')
w
0:::
o o w
u
w
z
0::: o lJ..
MATERIAIS EMPRESA
FIG. I. 1 -A EMPRESA COMO SISTEMA
Cada tipo de recurso é processado em uma sequência de atividades. Entre duas atividades consecutivas, sao mantidas acumulaçÕes de recur -sos, também denominadas níveis de recursos.
Dois exemplos ilustram os fluxos de recursos como sucessões de ativi-dades e níveis (V. Fig. 1.2). No primeiro, temos um fluxo de dinheiro, em que um nível - caixa é abastecido por uma atividade de recebimento e alimenta uma atividade de pagamento. No segundo, temos um fluxo de
informações, que começa com uma atividade de coleta de informações que ウセッ@ armazenadas em um nívelarquivo; uma segunda atividade pro -cessa os dados do arquivo e produz informaçôes, que são contidas em um nível-relatório; este alimenta a atividade seguinte, de tomada de decisões.
EX. 1: FLUXO DE DINHEIRO
RECEBIMENTO PAGAMENTO
----o---·
CAIXAMMMッMMMMセ@
EX.2: FLUXO DE INFORMAÇÕES COLETA DE
PROC. DE TOMADA DE
--0-- ...
ARQUIVO r- __()._- -p. RELATÚRIO- DAMs
---o--..
I NF0Rt·1AÇÕES DECISÃO
FIG. 1.2 - EXEMPLOS DE FLUXOS DE RECURSOS
1
.3.-
FLUXO LOGTSTICOA Administração de Materiais se interessa particularmente por dois dos fluxos de recursos: o fluxo de pedidos e o fluxo de materiais.
O fluxo de materiais através da empresa, desde o fornecedor até o con sumidor final, é denominado FLUXO LOGfSTICO e está representado na Fig. 1.3. As acumulações do recurso material são os diversos estoques existentes na empresa: estoques de matérias-primas, suprimentos, mate
responde a uma empresa comercial, é composta de duas atividades . com-0:: o o w u w z 0:: o LJ.._
EMPRESA COMERCIAL
COMPRA
. EMPRESA INDUSTRIAL
EST. DE MATÉRIAS PRIMAS
EST. DE MATERIAIS P/REVENDA
PRODUÇÃO
F I G. 1. 3 - EXEMPLOS DE FLUXOS LOGÍSTICOS
VENDA
EST. DE PRODUTOS ACABADOS
0:: o
o
セ@
:::J (/') z o
u
pra e venda - separadas por um estoque de materiais para revenda. O se gundo representa uma empresa industrial e é formado por uma sequência de três atividades -compra, fabricação e venda - intercaladas por dois estoques, o de matérias-primas e o de produtos acabados.
t
interessante notar que é a existência do estoque intermediário que torna distintas e independentes duas atividades consecutivas. Este fa-to é ilustrado pelo fluxo logístico de uma indústria que produz apenas sob encomenda e que, portanto, não possui estoque de produtos acabados. Neste caso, o produto é fabricado e entregue imediatamente ao cliente, através de uma Única atividade de "fabricação-expedição" .0:: o o w L) w z 0:: o LJ.._
. EMPRESA INDUSTRIAL
COMPRA EST. DE
MATÉRIAS PRIMAS
FJG. 1.4 -FABRICAÇÃO SOB ENCOMENDA
FABRICAÇÃO--EXPEDIÇÃO 0::
o o
セ@
::::>
(/') z
o
Essa セ@ uma das caracterfsticas essencial dos estoques, a de tornar ゥセ@
dependentes atividades consecutivas; e essa independência será tanto maior quanto mais elevados forem os níveis de estoque. Consideremos , por exemplo, o estoque de ュ。エセイゥ。ウM primas da empresa industrial. Se o nível de estoque for alto, equivalente, digamos, a uns 6 ou 12 mê -ses de consumo, a atividade de produçáo será totalmente independente da atividade de compra.
Jã
se o estoque for suficiente para cobrir apenas uma semana de consumo, haverá necessidade de uma boa coordena -çao entre as duas atividades, sendo que qualquer atraso de fornecimen to superior a uma semana causará prejuízos à atividade de produção.No caso limite, de ausência de estoque de matérias-primas, as duas ativi dades teriam que ser programadas como uma só: compra-fabricaçáo.A Fig. 1.5 apresenta um fluxo logístico complexo, de uma empresa ・ウーセ@
lhada geograficamente. Neste caso, aparece mais um estágio, ヲッイュ。、ッーセ@
la atividade de distribuição e pelos estoques regionais. Sao vendidas aos consumidores duas linhas de produtos próprios, 。ャセュ@ de materiais '
de revenda.
(/) w 0::: o o w u w :z: 0::: o lJ..
HPセQp@ RA PRODUÇÃO
EST. M.P. E t1ATS. P/REVENDA ESTOQUE PRODUTO A ESTOQUE PRODUTO B
FIG. 1.5- FLUXO LOGfSTICO COMPLEXO
DISTRIBUIÇÃO VENDA
ESTOQUE REGIONAL
N<? 1
ESTOQUE REGIONAL
N<? 2
I ESTOQUE
L REG I ONAL
N<? R
(./)
w
0::: o
o
セ@
::::>
(./)
:z:
o
o
segundo fluxo de interesse da Administração de Materiais é o fluxo de pedidos, que se inícia com o recebimento, através do setor de カ・セ@das da empresa, dos pedidos de compra dos consumidores (V.Fig. 1.6).
COMPRAS O.C's.A PROGRAMAÇÃO COLOCAR
(/) O.C's.A
o. F
I s. Aw
CC.
o RECEBER IN I C lAR
o w u w :z: CC. o LL.
EST. DE MATÉRIAS
ECEBI MENTO PRIMAS PRODUÇÃO
FIG. 1.6- FLUXO DE PEDIDOS E ORDENS
PEDIDOS A ROGRAMAR
セ@
O.E's.A ATENDER I VENDAS PEDIDOS A EXPEDIR I I
L - - - , I
I I I I
EST. DE PRODUTOS
ACABADOS EXPEDIÇÃO
iセ@
o o::E :::::> (/) z o u
l
Os pedidos recebidos podem ser encaminhados diretamente ao setor de expedição, se puderem ser atendidos pelo estoque regular de produtos acabados, ou ao setor de programação, se o estoque for insuficiente. Os pedidos assim encaminhados, enquanto não forem processados, cons-tituem respectivamente os níveis de 11pedidos a expedir11 e 11pedidos a
programa r11 •
O setor de programação, com base nos pedidos a programar e demais ゥセ@
formaçoes disponíveis, emite Ordens de Compra (de matérias-primas, componentes e materiais de revenda), Ordens de Fabricação (para イ・ーセ@
sição dos estoques e atendimento de pedidos especiais) e Ordens de Expedição (dos produtos vendidos). As ordens assim emitidas, enquan-to não forem processadas, constituem respectivamente os níveis de
110rdens de Compra a colocar11
, "Ordens de Fabricação a iniciar'' e 110r
O setor de compras coloca as Ordens de Compra junto aos fornecedores e, decorrido o prazo de entrega, os materiais são recebidos em estoque.As Ordens de Compra ainda não totalmente atendidas pelos fornecedores cons ti tuem o nível "Ordens de Compra a receber''.
O fluxo de pedidos e o fluxo logístico se interligam atraves da rêde de informações. Pode-se dizer que as ordens emitidas pelo setor, ou se tores, de programação comandam o fluxo logístico, pois são essas ordeffi que movimentam as atividades de compra, fabricação e expedição, e fa -zem fluir os materiais, de estágio para estágio, desde o fornecedoraté o consumidor final.
1
.5.
-FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇAO DE MATERIAISAlém dos pedidos a programar, o setor de programação necessita de ou -tras informações para orientar a emissão de ordens, a saber: planos de produção estabelecidos, parâmetros e níveis de estoques a serem obser-vados e situaçao atual das atividades e níveis.
A F i g. 1 . 7 mostra o f 1 uxo 1 og í s ti co comp 1 exo, j ã v isto na F i g. 1 . S, a-crescido das atividades de programaçao, planejamento e controle. Nesse diagrama, ・ウエセッ@ representadas as principais funções de uma Administra ção de Materiais integrada,que são:
- PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO 11 - PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
111- PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DE PRODUÇÃO
IV - ADMINISTRAÇAO DAS COMPRAS
v
- ADMINISTRAÇÃO DOS ALMOXARIFADOSVI - ADMINISTRAÇÃO DOS TRANSPORTES
Uma descrição bastante sucinta dessas funções é apresentada a seguir: a)PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO-
E
um processo sistemático de tomada dede-cisões que expressa as necessidades de produção e condiciona os re-cursos para a sua execução. Dependendo do tempo necessário para a ッセ@
tençao dos recursos,o planejamento da produção pode ser classificado em:
QセI@ Planejamento a longo prazo ou Planejamento de Expansão- decide sobre a construção e ampliação de novas instalações;
RセI@ Planejamento a médio prazo ou Planejamento de Capacidade - deci
exis-PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
0
PLANO DE PRODUÇÃO
PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
®
II
PARAME-TROS DE ESTOQUES
I I
L---,
r - - - lI I I
0- -
pROGRAMAÇÃo I I ILNLイ」MMMカMMMMMMMカセNjM|NNイMMM\N⦅ェBBM|NNイMMlNイMMMQ」イMMッMッML@
r---1.セMMゥ@
p E D I Dos(,/')
w
c:::::
o
o
セ@ ORDENS
w DE
セ@ COMPRA
o LL.
I
v
EST. DE MATtRIAS
PRIMAS
v
l!YT. DE PRODUTOS
ORDENS DE EMBARQUE
L--A_CA_B_A_D_o_s ___J D I S TR I _ BUIÇY\0 I
L---4---
_ _ _ _ _ _ _ _JC>----1
111 '
INFORMAÇÕES DE CONTROLE
FIG. 1.7- COMANDO DO FLUXO LOGfSTICO
v
ESTOQUES
REGIONAIS
. _ _ _ _ _ ____J VENDA
(,/')
w
0::
o
tentes;
3?) Planejamento de curto prazo ou Planejamento Agregado - decide so bre a utilização dos recursos de menor prazo obtenção, isto é,es toques de antecipação, subcontratação, grau de util izaçâo da ca-pacidade instalada e da força de trabalho, horas-extras, novas 1
turmas, etc.
As decisões de planejamento ocorrem, portanto, antes de iniciada a ação, e devem ser tomadas com antecedência suficiente para que os fa tores de produção sejam requisitados e estejam disponíveis no momen-to em que forem necessários.
b)PLANEJAMENTO DE ESTOQUES - セ@ um processo sistemático da tomada de de
cisões sobre o nível adequado de estoque de cada item, seja matéria-prima, produto acabado na fábrica, produto acabado na filial, supri-mentos, combustíveis, ett. O Planejamento de Estoque decide sobre: - Classificação ABC, ou 」ャ。ウウゥヲゥ」。セッ@ dos itens de estoque セッイ@ Valor
de Demanda;
- Sistemas de Gestão de Estoques;
- Dimensionamento dos ー。イセュ・エイッウ@ de controle de estoque de cada item;
- Sistemas de Projeção de Demanda a curto prazo; e
- Sistemas de informação sobre a movimentação dos materiais e posição dos estoques.
Os parâmetros de controle de estoque, juntamente com os planos de ーイセ@
dução estabelecidos, vão servir de orientação para as decisoes a se-rem tomadas, na fase seguinte, pelos programadores.
」Iprograセャaᅦᅢo@ E CONTROLE DE propMセM A programação é um processo
sis-temático de tomada de decisÕes que estabelece o momento em que cada tarefa 、セカ・@ ser executada, de forma a atender as solicitações dos con sumidores dentro dos prazos e prioridades requeridas. Assim como o planejamento, as decisÕes de programaçao são tomadas em diversos ní -veis,a saber:
I?) Programa Mestre de pイッ、オセッM estabelece quais produtos acabados devem ser fabricados, em que quantidades e em que prazos;
da item e a data limite para conclusão de cada operação intermedi ária:
TセI@ Emissâo das Ordens de Compra;
UセI@ Liberação da Produção- seleção e sequenciamento das operaçoes a
serem efetuadas em cada posto de trabalho, em função das ーイゥッイゥ、セ@
des estabelecidas e da disponibilidade de ferramenta! e de opera-dores; inclui a movimentação interna de materiais;
VセI@ Liberação das Ordens de Expedição.
As decisões de programação são tomadas durante a ação. Ela escolhe a melhor maneira de utilizar os recursos, disponíveis graças ao ーャ。ョ・ェセ@
mento, para atender a demanda dos consumidores.
Já o Controle de Produção é a função de acompanhar e monitorar o movi mento dos materiais através de todo o ciclo de produção, desde a re -quisição das matérias-primas até o embarque dos produtos acabados. O controle de produção real imenta as funções de planejamento e programa çao quanto aos desvios em relação aos planos e programas estabelecidos.
d) ADMINISTRAÇAO DAS COMPRAS- Compra é a função que supre a empresa dos materiais necessários às suas atividades administrativas, de produção e de venda.
O objetivo consagrado da Administração das Compras é o de comprar os materiais da qualidade certa, na quantidade certa, no tempo certo, ao preço justo e na fonte certa.
A Adm.das Compras compreende, entreoutras,as seguintes atividades: - Desenvolvimento de fornecedores;
-Análise de custo de fornecedores; - Cadastro de fornecedores;
- Pesquisa de oportunidades de compras;
Licitaçao (que pode ser feita através de concorrência, coleta de pre ços, convite, consulta verbal, etc.);
- Negociação de preços e condiçÕes de pagamento;
- Obtençao de guias de importação (quando for o caso); - Fechamento dos pedidos ou ordens de compra;
- Obtenção de financiamentos;
- r・ョ・ァッ」ゥ。セッ@ dos contratos (quando for o caso); - RecebiMento dos materiais comprados;
- lゥ「・イ。セッ@ do pagamento aos fornecedores;
aャゥ・ョ。セッ@ de materiais inservíveis;
- Estabelecimento de normas e procedimentos de compras; - pイッァイ。ュ。セッ@ das despesas de compras;
- Controle da ・ヲゥ」ゥセョ」ゥ。@ das compras;
A Administração das Compras é de fundamental importância para a em-presa, pois, conforme Machl ine ( 136 ) ,11é mais fáci 1 consegui r lucro
por boas compras do que pelo aumento de vendas. E quanto menor a mar gem de lucro, tanto maior a importância da economia em compras11
•
e) adセQQnistraᅦᅢo@ DOS ALMOXARIFADOS- Armazenagem é a ヲオョセッ@ que envolve a guarda, ーイッエ・セッ@ e transbordo de bens, sem qualquer mudança na ヲッセ@
ma dos bens. As ゥョウエ。ャ。セ・ウL@ técnicas e equipamentos de armazenagem variam de acordo com o tipo de ッー・イ。セッ@ e final idade dos
almoxarifa-dos. Segundo Heskett et ali i 102 ) , há pelo menos cinco bases de
」ャ。ウウゥヲゥ」。セッ@ para as ッー・イ。セ・ウ@ de armazenagem, indicadas a segui r.
QセI@ Quanto à ヲオセ ̄ッ@ física- alguns arrnazens são utilizados para gua_c dar materiais por um tempo maior doque oque seria determinado ap.:::_ nas pelas técnicas de planejamento de estoque. E o caso dos pro-dutos que ウセッ@ deixados envelhecer no dep6sito, como os vinhos e queijos, das matérias primas de oferta sazonal e dos produtosde demanda sazonal.
Outros armazéns- os centros de 、ゥウエイゥ「オゥ」セッM , são utilizados pa
-ra abrigar produtos por um tempo muito curto, até de algumas ho-ras, e, portanto, exigem equipamentos de manuseio ultra-rápidose flexíveis.
RセI@ qオ。ョエッセ@ mercadoria ・ウセッ」。、。M muitos materiais exigem instala
-セ・ウ@ e equipamentos ç c>cciais para a sua armazenagem, ou devidoà temperatura em que de\'z:r;1 ser mantidos, corno é o caso dos al imen
-tos congelados, ou por serem estocados a granel, como grãos,6leo, vinho, etc.
No extremo oposto, temos materiais que ウセッ@ estocados ao ar livre,
como 」。イカセッ@ e peças fundidas.
Sセスqオ。ョエッ@ à propriedade- os armazens administrados pela empresa ーセ@
armazens de terceiros e podem ser mantidos em consignação com os varejistas.
TセI@ Quanto
à
situação legal -Exemplos de armazens com situaçao legal especial, segundo Heskett et ali i (102), são os "armazens al fande gados" e os "armazens de campo''.Os "armazens alfandegados" são aqueles em que em função de acordo
-feito com o governo, são estocados bens sobre os quais ainda na o foram pagas as respectivas taxas e tarifas aduaneiras. Estas so-mente serão pagas pela Empresa no momento em que as mercadorias fo rem retiradas do armazem alfandegada, para venda ou consumo pr6.-prio.O termo "armazem de campo" se refere a uma situação em que os bens estocados estão sob a supervisão de um encarregado de armazem pú-bluco designado, que
é
legalmente responsável pela sua cust6dia.a
5-)
Quanto ao papel no fluxo logístico- um armazem pode ser util i-zado para estocar matérias-primas ou produtos acabados e pode 1 servi r como centro de distribuição ou como estoque regional. Qualquer que seja o tipo de operação ou finalidade dos armazens, a Administração dos Almoxarifados tem por objetivos: evitar as perdas por roubo, quebras ou deterioração; manter controle das entradas e saídas e registro das movimentações efetuadas; manter sistema de ar mazenagem que permitia localização imediata dos itens e fácil aces-so aos pontos de estocagem; manter equipamentos de movimentação com o grau de flexibilidade, velocidade e automação adequadas as neces-sidades das operações; programar e minimizar as despesas de armaze-nagem; controlar a eficiência do sistema de armazenagem.f) ADMINISTRAÇÃO DOS TRANSPORTES - Transporte é a função de movimenta-ção externa de bens, desde a fonte de produmovimenta-ção até o ponto de 」ッョウセ@
incidirá no custo final dos produtos. Assim, na movimentação entre firmas, a responsabilidade pelo transporte deve ser assumida por aquela que puder fazê-lo ao menor custo.
As modalidades básicas de transporte podem ser classificadas em aé reo, marítimo e fluvial, ferroviário, rodoviário, por dutos e in -ter-moda!, cada uma delas apresentando uma estrutura de custos fi-xos e variáveis característica . A escolha do modo de エイ。ョウーッイエ・、セ@
ve levar em conta ainda outros fatores, como segurança, velocidade, frequência do serviço, capacidade de movimentação das mercadoriase disponibilidade do serviço.
O transporte pode ser feito pela própria empresa ou contratado. No primeiro caso, os veículos podem ser comprados ou adquiridos medi-ante Jeasing. No segundo caso, podem ser utilizados transportado-res comuns (concessionários de serviços públicos) ou contratados. A Administração dos Transportes inclui as seguintes funções: -Seleção da modalidade de transporte;
Decisão entre transporte próprio ou de terceiros; - Seleção de transportadores;
- Negociação de preços;
- Decisão sobre seguros e responsabilidades; - Estudo e definição de rotas de transporte; - Programação de Veículos;
- Escolha e supervisão sobre a embalagem;
- Supervisão sobre as operações de carga e descarga; - Documentação dos embarques;
- Controle de tráfego;
- Liberação para pagamento de fretes; - Controle de custos e fretes;
- Controle de desempenho;
- Decisão sobre compra ou leasing de veículos; - Manutenção da frota;
Qualquer que seja a estrutura de transporte adotada, o objetivo e sempre o de fazer com que os bens cheguem ao seu destino em ウ・ァオイ。セ@
ça; no prazo requerido e ao menor custo.
ca se relaciona com o fluxo de bens atraves de todo o sistema econo-mico. Logística pode ser definida 」ッョセ@ a ヲオョセッ@ de administrar o ヲゥセ@
xo de bens através da empresa, desde a 。アオゥウゥセッ@ das matérias-primas até a entrega dos produtos acabados aos consumidores ( 010 ) 142 ). As atividades logísticas primárias ウセッL@ portanto, transporte e
arma-zenagem. Numa 。」・ーセッ@ mais ampla, entretanto, a logística pode ser
vista como o conjunto das seguintes atividades: transporte, planejamento de estoques, processaplanejamento de informações, armazenagem, manu -seio de materiais, embalagem, planejamento e ーイッァイ。ュ。セッ@ de ーイッ、オセッL@
localizaçao de indústrias e armazéns ( 010 ) . Neste sentido, a defi-nição de logística se confunde com a de Administração de Materiais.
dゥウエイゥ「オゥセッ@ física é a parte do sistema logístico referente
à
movi-ュ・ョエ。セッ@ dos materiais, desde o estoque de produtos acabados da fá
-brica até o consumidor. A parte do sistema logístico, referente a mo vimentaçào dos materiais dos fornecedores até os estoques da fábri-ca, recebe o nome de Suprimento Logístico ( 142 ) .
l
.6.-
OBJETIVO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAISO objetivo da a、ュゥョゥウエイ。セッ@ de Materiais pode ser resumido em uma
ú-nica frase: garantir a ウ。エゥウヲ。セッ@ dos consumidores ao mínimo custoto tal.
Para que esse objetivo seja atingido,
é
necessário que:ャセI@ sejam selecionados fornecedores (para materiais comprados) ・セ@ -quipamentos (para produtos fabricados) capazes de assegurar a qual idade exigida;
RセI@ as operações de compra, fabricação e distribuição sejam executa-das nas quantidades e prazos requeridos;
SセI@ o fluxo logístico ョセッ@ sofra interrupçÕes, seja por falta de mate ria!, seja por falta de qualquer fator de produção;
TセI@ seja pago o preço justo aos fornecedores e transportadores;
UセI@ o tempo de ・ク・」オセッ@ das operações de fabricação, movimentação in terna e transporte seja reduzido ao mínimo indispensável;
6?) as operaçÕes de armazenagem de transporte sejam feitas com segu-rança contra perdas e quebras;
XセI@ sejam estabelecidos parametros de estoques que minimizem a soma dos custos de emissão de ordens (de compra, fabricação e expedi -ção) e de manutenção e de falta de estoques;
YセI@ sejam estabelecidos planos de produção que minimizem a soma dos custos de variação de mão-de-obra, subcontratação e estoques de antecipação;
ャoセI@ sejam estabelecidos planos de expansao que maximizem o retornoso
bre o investimento e minimizem os custos de transportes.
QQセI@ sejam reduzidas ao mínimo indispensável as despesas operacionais dos setores de planejamento, programação, compras, 。イュ。コ・ョ。ァ・ュLヲセ@
bricação e distribuição.
Pode-se notar que o objetivo final dificilmente será alcançado se os esforços dos diferentes setores não forem coordenados. Políticas e
mé-todos que parecem adequados a uma função, vista isoladamente, ーッ、・ュセ@
carretar insuficiências e custos mais altos no conjunto. Com efeito:um lote ••ótimo" de fabricação pode resultar em um estoque excessivo e um alto custo de mantê-lo; a compra ao menor preço cotado pode gerar 。エイセ@
sos na entrega e paral izações na produção ou perda de clientes; uma ca!-ga 11Ótima11 de transporte para uma filial pode deixar a fábrica sem
es-toque de determinados produtos; um plano de produção que preveja altos estoques de antecipação deve provocar providências imediatas da Admi -nistração dos Almoxarifados; as prioridades que orientam a programação de produção devem ser as mesmas que orientam a programaçao de entregas; uma redução geral dos estoques deve ser compensada por um esforço re-dobrado dos setores de compras, fabricação e distribuição, para que os prazos de entrega sejam cumpridos e sejam evitadas as faltas; e assim por diante.
A interdependência entre as diversas funções da Administração de Mate-riais faz com que, cada vez mais, as empresas tendam a unificá-las sob a responsabilidade de uma Ünica gerência ou diretoria
1.].- ORGANIZAÇAO PARA A ADMINISTRAÇAO DE MATERIAIS INTEGRADA
Nas organizações tradicionais, as funções da Administração de Materi -ais, quando existem, são dispersas entre diversos setores da empresa.A
Fig. 1.8 apresenta, como exemplo, uma estrutura funcional centralizada
con-
t
-.____
trole de produção e os estoques de matérias-primas estao 1 i gados ao Di_ retor de Produção; as compras pertencem
à
Diretoria de Administra-ção, juntamente com os estoques de material de escrit6rio. Osproble
-mas decorrentes deste tipo de organização já foram comentados na seçao anterior.
PRESID'ENCIA
PESQUISA f
PRODUÇAO FINANÇAS AD MINI STRAÇAO
flARKET I セセg@ DESENVOLVI ...
MENTO
J
PLAU. E
TRA:1SPORTES t---- COUTR.DE r---
COMPRAS
PRODUCA.O
ESJ .,lll · EST .DF.
ALMOXA-PRODUTOS r-
MA TERIAS
f-RIFADO
ACABADOS PR iAセas@
OUTRAS OUTRAS OUTRAS
ATIVIDADES L - _ ATIVIDADES セ@
ATIVIDADES
figセG@ 1.8 • FUNÇOES DA ZNョセhnistraᅦao@ DE i·lATERIAIS DISPERSAS NA ORGANIZAÇAO
A Fig. I
.9
apresenta um exemplo de estrutura funcional com a Adminis -tração de Materiais integrada, no mesmo nível das demais ァ・イセョ」ゥ。ウ@ ou diretorias. Nessa organizaçao, todas as funções da Administração de Ma teria! são unificados sob um Único comando, o que possibilita a sua co ordenação e a consecução do objetivo de atender as necessidades dos consumidores ao mínimo custo total.Outras empresas, conforme mostrou pesquisa de Mil ler e Gi lmour (143 ), adotam organizações de administração de materiais parcialmente
ゥョエ・ァイセ@
das. Assim, se a orientação é para a distribuição, a função de trans -porte
é
integrada às funções de planejamento da produçâo e controle de estoques.Jã
se a ênfase está no suprimento, é a função de compras que e integrada ao planejamento de produção e controle de estoques.A Fig. 1.9 mostrou uma estrutura de administração de materiais adequa-da a uma empresa industrial com uma fábrica e diversos postos de venadequa-da
regionais. Para outros tipos de organizações de empresa, a organização de materiais deverá ser adaptada, conforme mostram alguns exemplos a seguir.
Uma empresa comercial está representada na Fig. l. 10. A organização ーセ@
de ser semelhante à anterior, apenas retiradas as funções ligadas produção.
PRES!DtNCIA
I
PESQUISA
MARKETING
E DESENVOL ..HATERIAjS
PRODUÇAO F I NANÇAS ADi':INISTRAÇAOVIMENiO
I
I
l
I
セ@
a
COHPRAS
PLA!l EJAMEN TO P;C .. P •' AR!·1AZENAG E tiTRANSPORTES
J
J
J
J
COHPRAS
PLAU.,DE
-
PROGR.DE r -ALHOX. DE
PLAN. DEMA
FRIAS
r---セransporte@r-
r--PRODUÇÃO
PRCDUÇÁO
LOCAIS PR tlAS
AUIOX. DE
PlAti. DE
COHTR.
DECONTR. DE
IMPORTAÇAO
...__ r-PRODUTOS
r-TRÂF'EGO
r- ...__
ESTOQUES
PRODUÇÃO
ACABADOS
ALIENAÇlO
CONTR. DASMAllUT .'DE
DE
...__TRANSAÇÕES
セ@FROTA
.__
RESIDUOS
PRESIDtHCIA
I
I
I
MARKETHJG MATERIAIS
fiWMÇAS
ADMINISTRAÇAOI
I
COMPRAS ESTOQUES DI STR I BU I ÇÃO
I
I
1-- COMPRAS
LOCAIS
1--PLAN. DE f-- TRAFEGO ESTOQUES
IMPORTAÇÃO ALMOXAR I F fJl Os HANUT. DA
,___ 1-- '
-FROTA
CONTR. DAS
'---TRASAÇÕES
PRESIDENTE
l
I
B I RETOR DIRETOR
DIRETOR
DIRETOR DIRETOR DIRETORDE
DE DE DEDE
DE1-'.ARKET ING MATERIAIS
P&D
PRODUÇÃO FHlANÇAS ADMI N! STRAÇÃOPLAN. DE PLAN.' DE
ESTOQUES PRODUÇÃO
IMPORTAÇÃO PLAN.
DE
TRANSPOR
TE
I
I I
I
L __ Mセ@
GEREtHE
I
I r GERAL
I FILIAL A
I
)
I
,..----
I
セi@
I
I
GERENTE GEREiHE GERENTE GERENTE GEREUTE
DE
DE
DE
DEDE
VENDAS MATERIAIS ?RODUÇAO F I NANÇAS AD1'11 N I STRAÇAO
I
I
I
I
I
COMPRAS P
.t.,P
Nセ@ ARMAZ EU AGEM TRAllS PORTESI
l
-'
COMPRAS PROGR.,DE almoxセᄋ@ DE CONTR. DE
I - - セ@
r--セ|ater@ IAS r- TRÁFEGO
LOCAIS PRODUÇAO PR I セ|as@
ALI EtlAÇAO C011TR.' DE ALHOX. DEl BANUT. DE
'--- DE .__
PRODUÇAO r-- PRODUTOS
'---FROTA
RESIDUOS ACABADOS
i
..____ CONTR. DAS
TRANSA ÇOES:
Uma empresa industrial com várias fábricas e agências, situadas em di-ferentes regiões do país poderá centralizar as funções de planejamento edescentralizar geograficamente as funções ligadas diretamente ao
flu-xo logístico (V.Fig. 1. 11).
Na descentralização por produto autõnomo-adescentra1izaçao de Peter Drucker- cada unidade descentralizada contém todos os Órgãos necessa rios ao seu funcionamento autônomo, não se preocupando unicamente com o próprio financiamento. Assim sendo, a estrutura da Fig. 1.9 pode ser adotada em cada uma das unidades federais (V.Fig. 1.12).
CCNS. ADM. PRESIDENTE
I
I
l
ASSESSORIA GERAL DE
I
VICE VICE VICEDIRETRIZES f CONTROLE PRESIDENTE PRESIDENTE PRESIDENTE EXECUTIVO F I NAtlÇAS JURlDICO V.P. DE V.P o' DE V.P.,DE
MARKET I HG
P&D
MATERIAISセ@
vセp@ セ[de@ V.P .. DE V.P .. DE
PRODUÇAO F INANC iセ@ ADMINIS
セQento@ TRAÇAo
I
I GERENTE GERAL
\ DIVISÃO A
\
'
...I
I
l
I
l
GERENTE GERENTE GERENTE GERENTE GERENTE GERENTE
DE
DE DE DE DE DEMARKE TI NG
P&D
MATERIAIS PRODUÇÁO F ltlA NÇAS ADf.IJNISTRAÇÃOI
I
I
I
l
COMPRAS PlANEJAMENTO P.C.P. arセQazenageh@ TRANSPORTES
A descentralização federal pode servir de base para a estruturação da própria Administração de Materiais. A Fig. J. 13 mostra um exemplo de empresa 」ッョ」・ウウゥッョセイゥ。@ de serviço pCblico em que a Administração de
m。エ・イゥ。ゥウセ@ organizada por produto. São identificadas エイセウ@ 1 inhas de
produtos: equipamentos, itens A de estoque e demais itens de estoque.
セュ。エ・イゥ。ゥウ@ de estoque são classificados em função do seu valor deu-tilização (veja Classificação ABC, no capítulo
3
) .
Os itens A são os itens de estoque de maior importância, ou pelo seu valor de deman-da, ou por atenderem a finalidade principal da empresa (por exemplo : materiais de イセ、・ウ@ de distribuição, em uma empresa 」ッョ」・ウウゥッョセイゥ。@ de energia elétrica).I
PRESIDtNCIA
I
[0:RIAIS
ATENDI HENTO
OPERAÇÂO
FINANÇAS
AD H INI STRAÇAO
j
AOS
ENGENHARIA
CONSU!HDORES
l
(QUIPAHENTOS
ITEHS
A ITENS B/C ARMAZERAGENl
I
CGl1PRAS
C0t1PRAS r- COHPRAS r-ALMOX.
t -
r--LOCAl:>
CEWTRAL
LOCAIS
LOCAIS
auioxセウ@
PLANe DE
PLAM.DE
IMPORTAÇAO r - r-
REGIONAIS
.___
r--ESTOQUES
ESTOQUES
aャャエNセエィau@
CONTR.
DE '--- CONTR ..DE
セ@DE-..__
TRANSAÇOES
TRAfjSAÇOES
MATERIAIS
CAPTTULO 2
2 . PLANEJAMENTO DE ESTOQUES
o
Planejamento de Estoques se relaciona estreitamente com cada uma das is funções da Administração de Materiais. to Planejamento de Estoquesde ma-que:
QセI@ orienta o Planejamento de Produção no cálculo das necessidades 1 Íquidas de produção;
RセI@ estabelece os ー。イセュ・エイッウ@ de estoque a serem observados pela Programação da Produção;
SセI@ define os níveis de estoque a serem mantidos nos sucessivos estágios do fluxo logístico;
TセI@ calcula o tamanho e a frequência dos lotes de compra, fabricação e dis -tribuição.
Neste capítulo, estudaremos os principais conceitos sobre o Planejamento de Estoques.
2.1 .- OS MATERIAIS E O FLUXO LOGfSTICO
A Fig. 1 .5, que representa um fluxo logístico complexo, permite visua-lizar o conjunto dos materiais que integram o ativo circulante da em-presa em determinado instante. Os estoques -de matérias-primas e mate-riais de revenda de produtos acabados e das filiais- logo se evidenci-am. Além dos materiais estocados, devem ainda ser considerados:
QセI@ os materiais comprados, em trânsito entre a fábrica do vendedor e o estoque de recebimento, que já sejam de propriedade da empresa
(por exemplo, se o material for comprado ou importado mediante um contrato FOB-PGRTO DE EMBARQUE, a empresa adquire a sua proprieda-de no momento em que o embarque, no porto proprieda-de origem, estiver com-pletado);
RセI@ os materiais em processo de fabricação e montagem (são materiais que foram retirados do estoque de matérias-primas, estão em proce2 so de transformação e ainda não entraram no estoque de protutos a-cabados);
SセI@ os produtos acabados em エイセョウゥエッ@ para os centros de distribuiçãoou para os estoques regionais;
exemplo, o produto foi vendido mediante um contrato FOB-FABRICA DO COMPRADOR, a empresa ュ。ョエセュ@ a sua propr'1edade ate 0 momen ·o em que t
セ@ descarregado, no ponto de destino).
Verificamos assim que os materiais se encontram em todas as etapas do fluxo logístico, ou sofrendo alguma operação (de transporte ou de trans formação) ou aguardando em estoque o momento de serem processados.
2.2.- CONCEITOS DE ESTOQUES
Segundo Forrester (
075 ) ,
níveis são acumulação de recursos dentro do sistema, entendendo por 。」オュオャ。セ・ウ@ os materiais estocados, as mercado rias em エイセョウゥエッL@ os saldos 「。ョ」セイゥッウL@ o espaço da ヲセ「イゥ」。L@ a アオ。ョエゥ、セ@de de empregados, etc. Particularmente, a rede de materiais inclui to-dos os estoques de mercadorias físicas, quer se tratem de ュ。エセイゥ。ウMーイjN@
mas, materiais em processo ou produtos acabados. Essa conceituação de estoque abrange, portanto, todos os materiais citados na ウ・セッ@ anteri-or.
セQ。ァ・・@ ( 141 ) distingue os dois tipos de estoque, chamando os materi
-ais em operaçao de ESTOQUES DE MOVIMENTO E PROCESSO, e os dem-ais de ES TOQUES ORGANIZACIONAIS.
Outros autores, corno veremos a segui r, reservam o termo estoque designar apenas os estoques organizacionais.
para
Hanssrnann ( 096 ) : eウエッアオ・セ@ um recurso inativo de qualquer espécie , desde que tal recurso tenha valor econômico. Isto irnpl ica em que haja urna DEMANDA para o recurso.
Starr & Mil ler ( 224 ) : O assunto da teoria de estoques é a armazena-gem de qualquer coisa, tangível ou não, para atender demandas futuras. Riggs ( 190 ) : Estoque セ@ um recurso inativo, que pode ser animado ou inanimado; e que ・ウエセ@ disponível quando ョ・」・ウウセイゥッN@
Love ( 134 ) : eウエッアオ・セ@ urna quantidade de bens ou materiais sob o con-trole de uma empresa e mantidos por algum tempo em estado relativamen-te inativo ou improdutivo, aguardando o seu uso ou venda planejada. Todas estas 、・ヲゥョゥセ・ウ@ são equivalentes, pois definem estoques no
sen-tido dos estoques organizacionais de Magee e estabelecem a condição da existência de uma demanda futura.
Assim, no presente livro, a palavra ESTOQUE sera sempre utilizada nos termos da definição do LOVE.
Quando nos referirmos aos materiais em trânsito ou em processo, usare-mos a expressão ESTOQUES DE MOVIMENTO.
2.3.- ESTOQUES DE MOVIMENTO
Os estoques de movimento existem em função da demanda e do tempo queas operações de produção e transporte necessitam para serem completadas. Correspondem
à
quantidade mínima de material que a empresa precisa dis por para poder atender a demanda.O nível médio de estoque de movimento, em qualquer operação, é igual ao produto da demanda média por unidade de tempo pela demora (número de u nidades de tempo) necessária para que a operação seja executada.
Assim, temos: ETM =d.L (Fig. 2. 1) onde: d
=
consumo médio por unidade de tempoL = prazo de entrega ou demora na execução da operação ETM
=
nível médio de estoque de movimentoConsideremos, por exemplo, o transporte de produtos da fábrica parauma filial, sabendo-se que o tempo de transporte é de duas semanas e que a filial vende 100 unidades por semana:
d = 100 unidades/semana }
L = 2 ウ・ュ。セ。ウ@ ETM = d.L = 100 x 2 = 200 unidades
O nível de estoque em trânsito entre esses dois pontos se manterá i-gual a 200 unidades, independentemente do tamanho dos lotes エイ。ョウーッイエセ@
dos. A Fig. 2.1 ressalta esse fato, mostrando que o ETM se mantém ornes mo, para três diferentes tamanhos de lote.
Suponhamos que o tempo de fabricação dessas peças seja de uma semana , ou 40 horas de trabalho, sendo 8 horas de operações propriamente ditas e 32 horas de filas de espera nos sucessivos pontos de trabalho para que passa o produto ao ser fabricado.
Sendo a demanda total do produto, incluídas todas as filiais, de 800 u nidades por semana, o nível médio de estoque em processamento será:
ETM =