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Estudos sobre a síntese de microbiotol

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Academic year: 2017

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(1)

U n i v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto

Departamento de Química

Estudos Sobre a Síntese de Microbiotol

ANA LUCIA SANTOS DE MATOS

Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - USP, como parte das exigências para a obtenção do título de MESTRE EM CIÊNCIAS.

Área de Química Orgânica.

Ribeirão Preto-SP

(2)

U n i v e r s i d a d e d e S ã o P a u l o

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto

Departamento de Química

Estudos Sobre a Síntese de Microbiotol

ANA LUCIA SANTOS DE MATOS

Orientador: Prof. Dr. Mauricio Gomes Constantino

Ribeirão Preto-SP

(3)

A o meu marido, ANDRÉ Por todo afeto, compreensão, alegria

(4)

A o meu filho VICTOR GABRIE L que seu sorriso sempre tenha esse efeito de dar força e esperança nas horas mais

(5)

A meus pais Francisco e Maria:

Por ensinar-me que o que importa é ser feliz

fazendo o que se gosta, pensando sempre

na possibilidade de conseguir.

A os meus irmãos Lúcio (in Memorian),

João Hugo, Lucinda Helena e Juracy Afonso

pela amizade.

À s minhas tias Anna, Orvalina,

Adelzira (in Memorian), Dulcinéia,

Glória (in Memorian),

(6)

Agradecimentos

Ao Prof. Dr. Maurício Gomes Constantino, pela orientação e paciência ao longo deste trabalho.

Ao Prof. Dr. Paulo Marcos Donate e Prof. Dr. Gil Valdo José da Silva pela amizade e colaborações na realização deste trabalho.

Ao Prof. Dr. Milton Beltrame Jr., por todos os ensinamentos e amizade, sem os quais a realização deste trabalho seria bem mais difícil.

Ao Prof. Dr. Marcelo Miguel Pellisson, pela amizade e colaboração.

À Virgínia, pela amizade, paciência e disponibilidade em sempre ajudar na obtenção dos espectros de RMN.

Ao Djalma pela amizade e obtenção dos espectros de massa e infravermelho.

Ao Prof. José Maria Vieira e Prof. Antônia Vieira, pela amizade e apoio antes e durante a realização deste trabalho.

A todos os amigos do Laboratório de Síntese Orgânica, pela amizade, convivência e colaboração durante a realização deste trabalho: Elaine Armelin, Felipe Augusto, Rosangela da Silva, Adriana Detogni, Andrea Aguilar, Leônidas, Daniel Frederico, Técia Carvalho, Suzimeire, Lílian Watanabe, Altamiro Xavier, Adilson Beatriz, Valdemar, Adriana Namba e Gilberto Aquino.

(7)

Índice

ÍNDICE

ABREVIATURAS E SÍMBOLOS i

RESUMO iii

ABSTRACT vi

1-INTRODUÇÃO 1

1.1-Microbiota decussata 2

1.2-Microbiotol 2

1.3-Cuparanos 3

1.4-Biossíntese e Sínteses dos Cuparanos 4

1.5-Plano de Pesquisa 16

2-OBJETIVO 19

3-RESULTADOS E DISCUSSÃO 21

4-CONCLUSÃO 36

5-EXPERIMENTAL 40

5.1-Introdução 41

5.2-Esquema geral das reações descritas 43

5.3-Procedimentos 48

6-SEÇÃO DE ESPECTROS 72

6.1-Introdução 73

6.2-Espectros Selecionados 73

(8)
(9)

Abreviações ii

Abreviaturas e Símbolos:

ApTS ácido p-toluenossulfônico

cis, trans-FPP: cis,-trans- pirofosfato de farnesila

Dibal-H hidreto de diisobutilalumínio

DMP periodinana de Dess-Matin

IBX ácido o-iodoxibenzóico

IV infravermelho

LDA diisopropilamideto de lítio

m/z relação entre massa e carga

MCPBA ácido m-cloroperbenzóico

PCC cloro-cromato de piridínio

RMN13C Ressonância Magnética Nuclear de Carbono 13

RMN1H Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio 1

TMS tetrametilsilano

(10)
(11)

Resumo iv

Resumo:

Neste trabalho descrevemos vários estudos sintéticos realizados com o

objetivo de desenvolver um método para a preparação de Microbiotol (1).

OH

1 Microbiotol

A estratégia planejada consistiu em preparar o anel ciclopentano que

constitui a metade esquerda da fórmula de (1) acima por contração de anel de

isoforona (58), e depois juntar uma cadeia aberta que seria posteriormente

ciclizada para formar o segundo anel.

A contração do anel da isoforona (58) foi realizada de acordo com as

(12)

Resumo v

BF3

MCPBA

1.CH3MgBr

2.H+

62: R=CO2CH3

68: R=COCl 69: R=CHO a b c c b a 72 71 85 6 57 61 60 59 O OH O O CHO O

CO2H

O O

58

CO2H

R

O

O

O

O

O BF3 H

H H

Os compostos de fórmula geral (85) apresenta considerável

congestionamento estérico e resistem fortemente à adição de nucleófilos. Neste

trabalho desenvolvemos apenas estudos de adição de derivados de levulinato

de metila, este mesmo apresentando problemas de reatividade devido a

problemas estéricos, e mostramos que este não é o caminho adequado para

(13)
(14)

Summary vii

Summary:

In this work we describe several synthetic studies realized with the

purpose of developing a method for the preparation of Microbiotol (1):

OH

1 Microbiotol

Our synthetic strategy consisted of preparing the ciclopentane ring

which is the left moiety of structure (1) by a ring contraction , starting from

isophorone (58), and then add an open chain which would be cyclized to for

second ring.

(15)

Summary viii

BF3

MCPBA

1.CH3MgBr

2.H+

62: R=CO2CH3

68: R=COCl 69: R=CHO a b c c b a 72 71 85 6 57 61 60 59 O OH O O CHO O

CO2H

O O

58

CO2H

R

O

O

O

O

O BF3 H

H H

The compounds of general structure (58) have a considerable steric

hindrance and are strongly resistant to the addition of a nucleophile. In this

work we used only derivatives of methyl levulinate as nucleophiles ; these

substrates are themselves sterically hindered, and we showed that this is not

(16)
(17)

Introdução 2

1-

Introdução:

1.1-Microbiota decussata:

Microbiota decussata Kom. é um arbusto da família Cupressaceae.

Conhecida como cipreste russo ou cipreste siberiano ou ainda como

microbiota, foi descoberta no sudeste da Sibéria em 1921 e sistematizada em

1923. Por ser de fácil cultivo, é muito usada como planta ornamental em países

do Hemisfério Norte, além de não haver relatos de doenças ou pragas que

ataquem essa planta. É um arbusto rasteiro, que cresce na natureza sobre

pedaços de madeira, é vigoroso, espalhado e verdejante, possui folhas curtas e

pequenas. Há plantas macho e fêmea e sua altura atinge cerca de 20

centímetros, alcançando uma extensão de 3 a 4 metros. Durante o verão

apresenta, uma cor verde claro, tornando-se castanho acobreado no inverno.1

Em 1991, Tkachev, Shakirov e Raldugin isolaram vários sesquiterpenos

bem conhecidos dessa planta como o hedycaryol, (+)-α-bisabolol,

thujopsan-2α-ol, (1E, 5S, 6E, 8S)-Germacra-1,6-dien-5-ol, β-eudesmol e um novo álcool

denominado microbiotol (1).2

1.2-Microbiotol (1):

Microbiotol (1) é um álcool tricíclico saturado, caracterizado como

(-)-(1R, 2S, 5R)-2-metil-5[(1R)-1, 2, 2-trimetilciclopentil]-biciclo [3.1.0]

(18)

Introdução 3

entanto, é muito semelhante à estrutura de compostos da classe dos

cuparanos.3

OH

1 Microbiotol

Figura 1: Microbiotol (1).

1.3-Cuparanos:

Cuparanos, figura 2, são sesquiterpenos bicíclicos produzidos por

plantas da ordem Cupresales. Estão amplamente distribuídos na família

Cupressaceae em várias espécies, tais como Chamaecyparis thujoides, Biota

orientalis, Thujopsis dolabrata e no gênero Widdringtonia.4 O primeiro

cuparano isolado e caracterizado foi o cupareno (2) em 1958.4a

O

Cupareno2 3

Ο

αααα-cuparenona ββββ-cuparenona

4444

αααα-cupareneno5555

(19)

Introdução 4

Nos últimos anos, alguns trabalhos têm descrito o isolamento de

cuparanos de espécies de outras famílias de plantas, entre elas, Radula

javanica (Hepaticeae) e Illicium dunnianum (Illiciaceae).5,6

Mais de doze compostos fazem parte da classe dos cuparanos, que têm

como principal característica estrutural a presença de um anel ciclopentano,

com dois centros quaternários adjacentes.4

De Mayo e Suau citaram em um trabalho publicado em 1974, que alguns

desses sesquiterpenos apresentam atividade biológica.7 O interesse sintético

nessa classe de sesquiterpenos, além disso, é aguçado pelo desafio de preparar

o sistema ciclopentano estericamente congestionado.

O anel ciclopentano é encontrado em numerosas substâncias de origem

natural, incluindo compostos como prostaglandinas, esteróides e terpenos.

1.4-Biossíntese e Sínteses dos Cuparanos:

A biossíntese dos cuparanos, conforme proposta por Enzell e Erdtman,4b

e mais tarde por Parker, Ramage e Raphael,8 segue o caminho comum a vários

terpenos, passando pelo γ-bisaboleno. Esse caminho biossintético é baseado na

hipótese de Ruzicka para a biossíntese de compostos terpênicos derivados do

(20)

Introdução 5

H+

-H+ II

III

Cuparanos

HOH2C

Farnesol

γγγγ-bisaboleno

+H+

Esquema I: Biossíntese dos cuparanos.

Já Sy e Brown,7 sugerem que a ciclização concertada do

cis,tras-pirofosfaro de farnesila, proposta por Hanson,10 pode levar ao intermediário

III dos cuparanos.

OPP

cis,trans-FPP

Cuparano

Enzima

Esquema II: Biossíntese dos cuparenos.

Não há sínteses biomiméticas descritas para cuparanos, a não ser

algumas sínteses que poderiam ser classificadas como parcialmente

biomiméticas.

(21)

Introdução 6

Há diferentes métodos de preparação do anel ciclopentano descritos na

síntese dos cuparanos. Diversas metodologias têm sido usadas na preparação

de (±)-cupareno (2), α- e β-(±)-cuparenona (3 e 4), figura 2, com o objetivo de

resolver o problema sintético que é a preparação desse sistema com suas

substituições apropriadas.11,12

As metodologias usadas para a síntese dos cuparanos foram:

modificação de derivado ciclopentano, ciclização, contração de anel e uso de

reação de Diels-Alder.

1.4.1-Sínteses dos Cuparanos por modificação de derivado

ciclopentano:

Nesta metodologia, a rota sintética inicia-se, geralmente, a partir de um

anel ciclopentano, com as posições que serão metiladas ativadas por grupos

funcionais diversos ou, a partir de um anel ciclopentano que já possui as

substituições apropriadas.

A primeira síntese de (±)-cupareno (2), mostrada no esquema III, foi

descrita por Nozoe e Takeshita13 em 1960 e foi feita a partir do ácido

canfonânico (6), que já possui as substituições apropriadas.

CO2H Br

Br

1.

2.

Li HgO,Br2

6 7

8

2

(22)

Introdução 7

Através da degradação de Hunsdiecker do ácido canfonânico (6),

obteve-se o 1-bromo-1,2,2-trimetilciclopentano (7), que em seguida foi

condensado com p-bromotolueno (8), obtendo-se assim o (±)-cupareno (2). O

rendimento do produto final não foi especificado e os detalhes experimentais

não foram divulgados, o que sugere que este pode não ser um bom método de

preparação do (±)-cupareno (2).

Vig et.al. (1973)14 descreveram uma síntese de (±)-cupareno (2),

mostrada no esquema IV.

MgBr

p-TsOH CO2Et

HBr

CO2Et

Br

Me2CuLi

LiAlH4 2.Collins 1. CHO Wolff-Kishner

CO2Et

O

CO2Et

9

10 1.

2.

11 12

13 14 2

Esquema IV: Síntese do (±)-cupareno (2) por Vig et. al.

A rota sintética de Vig começa com a adição do brometo de

p-toluilmagnésio (10) ao ceto-éster (9), seguida de desidratação do álcool

resultante, do qual obteve-se o composto (11). O grupo metila é introduzido ao

composto (12) com dimetilcuprato de lítio. Após as etapas de redução e

(23)

Introdução 8

1.4.2-Sínteses dos Cuparanos através de ciclização:

A maioria dos autores têm usado esta metodologia para sintetizar os

cuparanos. Na construção do anel ciclopentano, várias abordagens são

utilizadas, como condensação, degradação, etc.

Raphael et. al.8,15 (1961) desenvolveram uma rota para a síntese do (±

)-cupareno (2), demonstrada no esquema V.

A ciclização de Dieckmann do diéster correspondente ao ácido

trimetil-p-tolil-adipico (17), resulta no β-ceto-ester que foi transformado na cetona

(18). A redução de Huang-Minlon resulta no produto final desejado, o (±

)-cupareno (2). 3.ButOK/MeI 2. 1. O 2 18 17 16 15 O

H3O+,

CO2H

CO2H

N2H4, Na

O(CH2CH2OH)2

2. t-BuOK

1. CH2N2

O3

/ OH

-AlCl3

+

4.

3. O CHO

Esquema V: Síntese do (±±±±)-cupareno (2) por Raphael et al.

A síntese de Lansbury16 (1969) da (±)-β-cuparenona (4), mostrada no

esquema VI, utiliza uma interessante metodologia para a construção do anel

ciclopentano. O álcool (21), obtido do p-tolil acetato de etila (19), tratado com

(24)

Introdução 9

CO2Et

NaNH2, NH3 Cl Cl

Cl CO2Et

MeI MeLi

Cl OH

H2SO4 90%

19 20 21

4

1. 2.

Esquema VI: Síntese do Cupareno por Lanbusry

Mane e Krishna Rao17 (1973) prepararam a (±)-β-cuparenona (4) como

mostrado no esquema VII.

Cl

CO2Et CN

N2 O

CO2Et CN 1. Mg

2.

1. HCl/AcOH 2. KOH, 3. SOCl2

4. CH2N2

Cu2SO4 O

22

23

4 24

Esquema VII: Síntese do (±)-β-cuparenona (4) por Mane e Krishna Rao.

O reagente de Grignard, derivado do composto (21), foi submetido à

adição conjugada, obtendo-se o aduto (23). O carbeno derivado da diazocetona

(24) é submetido a uma inserção na ligação C-H benzílico terciário resultando

(25)

Introdução 10

O S

NaNH2

H2S/HCl

hv

C6H6

Hg(OAc)2/AcOH

B2H6

H2O2/OH

-H2CrO4

2. 3. 4. NaNH2 MeI Wolff-Kishner I HS O O 25 26 2 1. 2. 1. 27 28 29

Esquema VIII: Síntese do )-cupareno (2) por De Mayo e Suau.

De Mayo e Suau (1974),9 sintetizaram o (±)-cupareno (2) pela rota

mostrada no esquema VIII, que inclui a fotociclização da tiona (26) como

etapa chave. O tiol benzílico (27) foi tratado com acetato de mercúrio para

realizar a eliminação de sulfeto de hidrogênio. O restante da síntese é simples,

procedendo através da ciclopentanona (28), que é metilada para determinar o

segundo centro quaternário.

Cesares e Maldonado (1976) 18 descreveram uma interessante síntese da

(26)

Introdução 11

O O

CN

1. LDA

2. O

H3O+

O O NaOH NaBH4 Simmons -Smith Jones 3.Jones O OH 30 33 4 3. 1. 2.Li-NH3 31 32

Esquema IX: Síntese do (±)-β-cuparenona (4) por Cesares eMaldonado.

A síntese inicia com a adição conjugada do enolato pré formado da

cianohidrina protegida (30) ao óxido de mesitila. O aduto é convertido na

enona (31) que foi reduzida para sofrer adição conjugada. A clivagem redutiva

do composto (33), seguida por oxidação da hidroxila resulta na (±)-β

-cuparenona (4).

Wenkert et. al. (1978)19 sintetizaram a (±)-α-cuparenona (3) como

mostrado no esquema X.

CHO OMe OMe OMe O OMe CH(OME)3

MeOH/H+ H+

NH2 O Cu, 1.HCl 2.KOH, MeOH 1.NaH/MeI

2.H2-Pd/C

O 3 34 35 36 37 38

(27)

Introdução 12

A síntese inicia-se com o aldeído (34). A decomposição da diazoacetona

na presença do éter enólico (36), resulta numa mistura diasteromérica das

cetonas ciclopropílicas (37), em que o anel ciclopropano é aberto por

tratamento com HCl. O ceto-aldeído obtido foi aldolizado com base para dar a

enona (38), que é metilada. A saturação da dupla ligação resulta na (±)-α

-cuparenona (3).

Kametani et. al.20 (1979) prepararam a cetona (28), antes preparada por

De Mayo na síntese do (±)-cupareno (2), como mostrado no esquema XI. O

acoplamento de 5-metil-2-furil-lítio com brometo de p-xilila resulta no furano

correspondente que é hidrolizado para a diona (39). O segundo grupo metila é

introduzido por adição de cuprato levando ao composto (28).

O

O O 1.n-BuLi

2. Br

H2SO4 H2O

1.base 2.

Me2CuLi

O 2 Ver Esquema VI 28

3. 39

Esquema XI: Síntese do (±)-cupareno (2) por Kametani et al.

Em 1988, Kametani et. al.21 descreveram uma síntese do (±)-cupareno

(2), mostrada no esquema XII, através da reação de deslocamento

intramolecular de um carbenóide, um novo método de construção do centro

(28)

Introdução 13

Ar CO2Et

H3C SPh

OH

Ar CO2Et

H3C SPh

N2

Ar CO2Et

H Me

Ar H

CO2Et Me

+

Ar CO2Et

Me Me Ver Esquema III 2

p-Me6H4SO2N3 Et3N

1.Cu(acac)2 2.MCPBA 3.NaBH4 MeI 13 40 41 42 43

Esquema XII: Síntese do )-cupareno (2) por Kametani et.al

Mais recentemente, Srikrishna e Sandarababu (1990)22 descreveram a

síntese de um intermediário chave para a síntese da (±)-β-cuparenona (3),

usando uma combinação do rearranjo de Claisen e reações de ciclização

radicalares como etapas chaves, como pode ser visto no esquema XIII.

O HO CHO OH H O 1.NaH /DME 2.LiAlH4

1.CH2=CH_OEt Hg(OAc)2 Ph3P+CH2OMe-Cl

BuLi,THF 2.

3.HCl aq. Nafitalenida de sódio PCC, NaOAc 44 45 46 47 48

(29)

Introdução 14

1.4.3-Síntese total de (±)-cupareno a partir de contração do anel

ciclohexano:

Bird, Yeong e Hudec23 (1974), prepararam o (±)-cupareno (2) como

mostrado no esquema XIV. O ciclohexeno (49), obtido de

2,2-dimeticiclohexanona e p-toluil-lítio, foi epoxidado para obter o composto (50).

Pelo tratamento com trifluoreto de boro-eterato, o composto (50) isomeriza

para uma mistura de aldeído (52) e cetona (51). A redução de Wolff_Kishner

do aldeído (52), fornece o (±)-cupareno (2).

O

O

+

PhCO3H BF3.Et2O

C6H6

1.Separação 2.Wolff-Kishner

OHC

49 50 51

52 2

Esquema XIV: Síntese do cupareno por Bird et al.

1.4.4-Síntese total da (

±±±±

)

ββββ

-Cuparenona (3) por Reação de Diels

Alder:

Jung e Radcliffe (1980)24 descreveram uma síntese da β-cuparenona (3)

(esquema XV) por um caminho que envolve, no início, uma reação de

Diels-Alder do dieno (52) e da olefina (53) para formar o aduto (54),que foi

hidrolisado ao álcool (55). A redução de (55), sob metal dissolvido, oxidação e

adição de p-tolil-lítio resulta no álcool (56). A oxidação da olefina em (56)

com KMnO4, seguido pelo tratamento com ácido aquoso, produz a enona (28).

Seguindo a rota proposta por Maldonado, em quatro etapas obtêm-se a (±)-β

(30)

Introdução 15

Cl Cl

Cl Cl

OCH3

H3CO

+

CH3

H3C

OAc OMe Cl Me OAc Cl Cl MeO Cl Me OMe Cl Me H OAc Cl Cl MeO Cl Me H + OMe Cl Me Cl Cl MeO Cl Me OH OMe MeO Me Ar Me OH O Ar Me Me 1. 2. HPLC

K2CO3

MeOH 1.Li/NH3 2.PCC 3.ArLi 1.KMnO4 2.H3O+ -2CO2

-H20

52 53 54a

54b

55 56

38

(31)

Introdução 16

1.5-Plano de Pesquisa:

A síntese de cuparanos apresenta um interessante desafio, devido ao

congestionamento estérico, associado com a posição de substituições vicinais

no anel ciclopentano. A maior dificuldade está na construção do anel

ciclopentano, com seus centros quaternários adjacentes.

No decorrer dos estudos para a síntese da capsorubina, Constantino e

Prado25 desenvolveram uma metodologia para preparar o composto (57) que

tem evidente semelhança estrutural com o anel ciclopentano tetrassubstituído

dos cuparanos.

O ácido canfonânico (6), usado por Nozoe e Takeshita na síntese do

cupareno (2), já citada anteriormente, pode ser considerado uma versão

simplificada do ácido (57) desenvolvido por Constantino e Prado. No entanto

Nozoe e Takeshita utilizaram uma metodologia em que o carbono carboxílico

do ácido canfonânico (6) é perdido, pois a primeira etapa consiste em

transformar o ácido canfonânico (6) em 1-bromo-1,2,2-trimetilciclopentano

(7).

O ácido (57) desenvolvido por Constantino e Prado além de ser um bom

intermediário para a obtenção do ácido canfonânico (6), é um composto de

fácil obtenção.

Propusemos então, uma rota sintética para o composto natural

microbiotol (1), utilizando o intermediário (87), apresentada resumidamente no

(32)

Introdução 17

2. 1.

Zn-Cu CH2I2 OH MeLi O Base O O OH

H3O+

LDA +

1.N2H4, KOH CO2H

O CHO

O

CH2N2 2. NaClO2

BF3

MCPBA FeCl3

CH3MgBr O O

OH CO2CH3

CO2Me O O O O 58 57

62 63 64

65 66 1 67 59 60 61 O O O

CO2Me

Esquema 1: Plano de pesquisa.

Nesta proposta, o composto (57) já contém o anel de 5 membros e os

centros quaternários adjacentes; para aproveitar essas características

estruturais, que também estão presentes no produto final, planejamos a síntese

do outro anel iniciando com uma conexão de cadeia apropriada ao carbono

carboxílico de (57). Naturalmente, seria necessário eliminar inicialmente a

função cetona (para evitar reações indesejadas), através de uma reação de

(33)

Introdução 18

Para a ligação da cadeia precursora do segundo anel ao carbono

carboxílico de (62) planejamos inicialmente uma condensação de Claisen; a

dicetona (65), obtida após descarboxilação e desproteção seria ciclizado com

base fornecendo a enona (66). A adição de MeLi seguida de uma reação se

Simmons-Smith deveria fornecer o microbiotol. A ordem das duas últimas

etapas pode ser alterada para, possivelmente, obter um resultado diferente do

(34)
(35)

Objetivo 20

2-Objetivo:

O objetivo deste trabalho é estudar a rota sintética proposta para

sintetizar o sesquiterpeno natural microbiotol (1), a partir do ácido (87),

desenvolvido por Constantino e Prado, numa nova rota na síntese de

cuparanos.

CO2H

O

O OH

58 57

(36)
(37)

Resultados e Discussão 22

Iniciamos a rota sintética proposta no plano de pesquisa a partir do

composto comercial isoforona (58) que foi tratada com brometo de

metil-magnésio e cloreto férrico, obtendo-se o composto (59), esquema 3. O brometo

de metila necessário para esta reação foi obtido do formicida Bromex que

contém 98% de brometo de metila e 2% de cloropicrina. Segundo estudos

anteriores, a cloropicrina dá origem a algumas impurezas, que são eliminadas

por destilação. Posteriormente, passou-se a utilizar o brometo de metila 99,5%,

fornecido pela Aldrich.

O

O

O O

O

-Base

H3O

Protonação cinética

59 58

Esquema 3

Esta reação foi relatada por Kharasch et al. em 1941,27 num estudo do

comportamento de reagentes de Grignard quando são adicionados traços de

sais metálicos na mistura reacional. O cloreto de metil-magnésio funciona

(38)

Resultados e Discussão 23

férrico, que provavelmente atua como catalisador, acelerando a abstração do

próton em relação à adição do grupo metila à carbonila. Esquema 4.

O rendimento da reação foi de 72%, sendo que o produto não deve ser

armazenado por tempo prolongado, pois reverte ao material de partida

isoforona (58), já que este é termodinamicamente mais estável.

O O O

O CH3MgBr

FeCl3

MCPBA

58 59 60

CH2Cl2

Esquema 4

A epoxidação do composto (59) com ácido meta-cloroperbenzóico,28

fornece o produto desejado (60), que foi purificado por destilação horizontal.

O rendimento desta reação após a purificação foi de 85%.

A reação seguinte foi a contração do anel, que ocorre através de

rearranjo do epóxido bicíclico (60), tratado com ácido de Lewis (trifluoreto de

boro-eterato, BF3.Et2O) em benzeno seco.29 Obtêm-se nesta reação três

produtos principais (esquema 5).

O aldeído desejado (61) pode ser separado dessa mistura por

cromatografia, mas o rendimento é insatisfatório (32%) devido, segundo

evidências obtidas em trabalhos relacionados,30 à oxidação de parte do aldeído

(39)

Resultados e Discussão 24

O

OBF3

+ - CHO

O -+ -+ O OBF3 H O OBF3

H H O

OH O O 61 72 73 Esquema 5

Como o produto a ser utilizado na síntese teria que ser oxidado a ácido

na etapa seguinte, concluiu-se que poderíamos obter melhores resultados

oxidando diretamente a mistura reacional obtida após o rearranjo com o ácido

de Lewis, pois assim, seria evitada a perda de aldeído (61) na cromatografia de

coluna . Os demais produtos (72) e (73), que não são aldeídos, não seriam

oxidados na mistura. O produto desejado, o ácido (57), sendo o único ácido

carboxílico no meio reacional, poderia ser facilmente isolado, utilizando-se sua

propriedade de formar sais solúveis em água.

A oxidação do aldeído (61) ao ácido (57) foi feita com clorito de sódio

(esquema 6) em H2O/ButOH, pH 3,5, e 2-metil-2-buteno para suprimir Cl2. O

rendimento nas etapas de contração do anel do composto (60) e oxidação do

aldeído (61), utilizando o novo método de preparação foi de 48% nas duas

(40)

Resultados e Discussão 25

Após a preparação do ácido (57), purificado por recristalização em

hexano e éter etílico, iniciou-se a etapa seguinte: redução de Wolff-Kishner do

ácido (57), esquema 6.

A redução de Wolff-Kishner da cetona do ácido (57) foi feita usando

diferentes procedimentos experimentais, porém o que resultou em melhor

rendimento e produto mais puro foi o procedimento baseado na modificação

de Huang-Minlon.31

Apesar das condições drásticas e do tempo de reação (18 horas, 2500C),

obteve-se um bom rendimento do produto (68%), o ácido canfonânico (6).

Usou-se base (KOH) e hidrazina hidratada a 80% como reagentes.

CO2H O

N2H4.H2O KOH

Éter CH2NH2 CO2CH3

57

6 62

CHO O

61

NaClO2

CO2H

Esquema 6

A extração do composto (6) foi feita inicialmente com éter etílico, após

a mistura reacional ser acidificada com HCl 6N. Porém como o solvente da

reação (dietilenoglicol) é um pouco solúvel em éter, não se obtinha o produto

(41)

Resultados e Discussão 26

com um bom grau de pureza (RMN1H e CCD), com ponto de fusão na faixa de

191-1940C.

O tratamento do ácido (6) com metanol e ácido sulfúrico (sob refluxo

por 4h) não resultou no éster desejado.32 Optou-se então por fazer a

esterificação com diazometano em éter,33 obtendo-se um rendimento de 98% e

pureza de 99% (CG), do éster (62), como um líquido levemente amarelo

avermelhado.

O diazometano utilizado nessa reação preparado pelo método clássico a

partir do reagente "Diazald" (Aldrich).

Para a obtenção do produto (63), fez-se a esterificação do ácido

levulínico (74) seguido de cetalização do produto. Na fase de esterificação de

(74), 31usou-se a mistura metanol/ácido sulfúrico, o rendimento do produto foi

de 80%, com pureza de 99% (CG).

OH O O OCH3 O O OCH3 O O O CH3OH

H2SO4

HO OH

H+

74 75

63

Esquema 7

A proteção da função cetona do levulinato de metila (75) foi feita com

etilenoglicol e ácido p-toluenossulfônico em benzeno seco, removendo-se a

água formada por meio da mistura azeotrópica e utilizando-se um "trap" de

Dean-Stark.34 O rendimento do produto (63) foi de 74%, com pureza de 99%

(42)

Resultados e Discussão 27

A próxima etapa consistiria, de acordo com o projeto, em uma

condensação de Claisen entre o éster protegido do ácido levulínico (63) e o

composto (62). Ao invés do β-ceto-éster (64), porém, obteve-se nesta reação

apenas o dímero (76) do substrato (63).

LDA

+ O O

R CO2CH3

R O O

O

R=CO2CH3 THF R O O O O O LDA THF 62 63 64 76 Esquema 8

Em geral, a síntese de ß-ceto-ésteres através da consensação de

diferentes ésteres leva à mistura de todos os possíveis produtos de

condensação.35 A não obtenção do produto (64) desejado neste caso indica que

o éster (62) é muito pouco reativo, possivelmente por ter o carbono αααα à função

éster muito substituído (quaternário).

Após várias tentativas de condensação entre (62) e (63), resultando

sempre no dímero (76) como principal produto, procurou-se introduzir

(43)

Resultados e Discussão 28

Como primeira alternativa, preparou-se o cloreto de acila (68), esquema

9, do ácido (6) para fazer a condensação com o éster protegido do ácido levulínico (63).36

A preparação do cloreto de acila (68) foi feita com cloreto de tionila

(SOCl2) sob refluxo,37 e após a eliminação do excesso de cloreto de tionila, o

produto foi destilado horizontalmente, tendo-se um rendimento de 96% do

produto destilado (350C, ~1 mmHg). Apesar da fácil preparação e rendimento

muito bom, o cloreto de acila (68) é muito instável, retornando rapidamente ao

ácido (6), mesmo com cuidados de armazenamento e conservação.

CO2H COCl

SOCl2

6 68

Esquema 9

Usando-se LDA como base, preparou-se o enolato do éster protegido

(63), adicionando-o em seguida ao cloreto de acila (68).O produto esperado,

porém, não foi obtido, e entre os vários subprodutos contidos na mistura

reacional, a maior parte consistia do éster protegido (63) e do ácido (6)

(evidenciando ausência de reação).

A dificuldade de manipulação do cloreto de acila (68) e o possível

ataque do enolato do éster (63) à carbonila da cetona do produto (64) pode ter

levado à formação dos subprodutos. Mesmo utilizando-se a técnica de adição

inversa não foi possível minimizar o problema de formação de muitos

(44)

Resultados e Discussão 29

CO2CH3 O O O COCl LDA 1.

R=CO2CH3

R O O

O 2. 63 68 64 Esquema 10

Com objetivo de conseguir compostos mais reativos para fazer a

condensação entre derivados dos compostos (6) e (63), pensou-se em utilizar

um aldeído (mais reativo) ao invés do éster.

Para verificar a viabilidade dessa modificação, fez-se a condensação

entre o benzaldeído (77) e o éster protegido (63), obtendo-se o composto

modelo (78). O rendimento da reação não foi alto, mas foi considerado

satisfatório. A reação foi feita usando LDA como base para a obtenção do

enolato do éster protegido (63). O solvente usado foi THF e o rendimento da

reação foi 20% do produto (78), purificado por coluna cromatográfica de sílica

gel usando-se como eluente a mistura hexano-acetato de etila na proporção

2:1.

CHO

CO2Me O

O LDA

THF

77 63 78

OH

CO2Me O O

(45)

Resultados e Discussão 30

A partir dos resultados obtidos da síntese do composto modelo (78),

passamos à obtenção do aldeído (69).

Utilizando o ácido (6) e o correspondente éster metílico (62) como

materiais de partida, experimentamos a redução do aldeído desejado (69) tanto

em uma única etapa (éster→aldeído) como em duas (ácido→álcool→aldeído).

Os resultados estão resumidos no esquema 12.

CO2H CH2OH CHO

LiAlH4

6 79 69

PCC 6

62

CO2CH3

Dibal-H Material de partida + vários subprodutos

+

DMP

69

CHO

Esquema 12:

Tratamento do éster (62) com Dibal-H (hidreto de diisobutil-alumínio)38

produziu uma mistura complexa contendo ainda material de partida.

Acreditamos que o congestionamento estérico provocado pelos centros

quaternários seja responsável pela dificuldade da redução de (62), assim como

(46)

Resultados e Discussão 31

A redução do ácido (6) ao álcool (79), por outro lado, ocorreu

normalmente e com bom rendimento (80%).39

Há vários exemplos na literatura de oxidação de álcoois primários a

aldeídos com clorocromato de piridínio.40. No caso do composto (79), porém,

ocorreu formação de quantidades apreciáveis do ácido (6). Este método é,

além disso, um pouco inconveniente pela dificuldade de eliminar

completamente o cromo do produto.

Já a periodinana de Dess-Martin41 forneceu o aldeído desejado (69)

como um produto puro e em bom rendimento (78%). O inconveniente deste

método é o fato de ser consideravelmente trabalhosa a preparação do reagente,

que é relativamente instável e deve ser recentemente preparado.

Para a preparação da periodinana de Dess-Martin (82) utilizou-se o

método descrito por Schreiber42 ligeiramente modificado. Inicialmente

oxidou-se o ácido o-iodobenzóico (80) a ácido o-iodoxibenzóico (IBX) (81) com

KBrO3, segundo descrito por Dess-Martin43 (modificação do método de

Greenbaun).44 A acetilação de (81) e isolamento do produto (82) foi realizada

segundo Schreiber,40 modificando o método de extração em função de

estarmos preparando uma quantidade bem menor.

AcOH Ac2O H2SO4

KBrO3

Ac OcA Ac

(47)

Resultados e Discussão 32

A modificação introduzida consistiu essencialmente em colocar a

solução resultante em um freezer para provocar a cristalização, e depois evitar

a filtração, lavando os cristais e separando por decantação.

A reação de condensação aldólica entre o aldeído (69) e o éster

protegido (63) como projetada no esquema 14 foi feita usando LDA em THF,

porém a reação não ocorreu de forma satisfatória, e o produto (83) desejado

não foi obtido, provavelmente pelo grande impedimento estérico que tem o

aldeído (69) e também o éster protegido (63), assim como pelas numerosas

reações secundárias que geram vários subprodutos nesse tipo de reação.

+

CO2Me O

O CHO

63

69 83

OH

CO2Me O O LDA

Esquema 14

Decidimos, neste ponto, experimentar a reação de Reformatsky como

alternativa, já que trabalhos anteriores desenvolvidos em nosso laboratório45

demonstram que essa reação pode fornecer bons resultados com aldeídos

estericamente congestionados.

Para fazer a reação de Reformatsky, no entanto, teríamos inicialmente

que preparar o α-haloéster correspondente ao composto (63). O método mais

rápido e direto para essa preparação é a halogenação em α do enolato de

(63):46 tratando o éster com LDA a -780C e juntando um halogênio (geralmente

(48)

Resultados e Discussão 33

C CO2R H

LDA -780

C CO2R

Br Br

C CO2R Br

Esquema 15

Essa reação, no entanto, apesar de extremamente útil e conveniente, tem

a desvantagem de não ser muito geral: em alguns casos os resultados são

decepcionantes.47

Em nosso caso, quando experimentamos o tratamento do enolato de

(63) com bromo obtivemos um produto impuro com rendimento de 52%,

enquanto o tratamento com o mesmo enolato com iodo levou ao éster iodado

(71) com rendimento de 75%, sendo a pureza do produto satisfatória

(RMN1H).

LDA I2 Br2 LDA OCH3 O O O I OCH3 O Br O O OCH3 O O O 70 71 63

52%"impuro" 75% "puro"

Esquema 16

A purificação de (70) e (71) mostrou-se uma tarefa muito difícil, devido

à relativa instabilidade desses materiais. Os métodos cromatográficos

normalmente usados nesse processos conduziram a extensa decomposição dos

produtos. Considerando que a reação de Reformatsky a ser realizada poderia

(49)

Resultados e Discussão 34

halogenados, decidimos conduzir os primeiros experimentos utilizando os

materiais sem purificar.

A reação de Reformatsky foi realizada em grande número de condições

diferentes:48 Várias misturas de solventes (benzeno, éter etílico, THF) em

diferentes proporções foram usadas, modificando também tempos de reação e

temperatura., utilizando ainda ultra-som em alguns casos.49 Os resultados

obtidos podem ser resumidos da seguinte forma: com o α-bromoéster (70) não

foi obtido nenhum produto de Reformatsky; com o α-iodoéster, há evidências

(RMN1H) de que em alguns casos o produto desejado formou-se em pequena

quantidade. Em todos os casos ocorreu a formação de grandes quantidades de

subprodutos, levando à conclusão de que essa reação é impraticável.

O O

CO2Me X

CHO + 69

83 70 X=Br

71 X=I

Zn

CO2Me OH

O O

Esquema 17

Como essa conclusão está em desacordo com as indicações de casos

semelhantes citados anteriormente,46 fizemos também a reação dos ésteres

halogenados (70) e (71) com benzaldeído para verificar as possíveis causas das

(50)

Resultados e Discussão 35

+

CO2Me O O CHO 77 X 70 X=Br 71 X=I

CO2Me O O OH 78 Zn Esquema 18

Surpreendentemente, o produto desejado de Reformatsky (78) não se

formou em nenhum caso. Notável também é o fato de que nenhum α-haloéster

é recuperado do meio reacional, mas apenas benzaldeído e o éster não

halogenado (63), evidenciando que o reagente de Reformatsky (84) deve ter-se

formado, resultando em (63) quando o meio reacional foi hidrolisado ao final

da reação:

CO2Me O

O ZnX

84

H2O NH4Cl

CO2Me O

O

63

Esquema 19

A combinação desses resultados sugere fortemente que o reagente de

Reformatsky (84) forma-se com relativa facilidade, mas é pouco reativo, pois

não reage nem com benzaldeído (possivelmente o grupo cetal introduz forte

congestionamento estérico); sendo assim, este é um método impróprio para a

síntese desejada, já que o aldeído (69) também é estericamente congestionado

e necessitaria um nucleófilo pequeno e muito reativo para poder fornecer um

(51)
(52)

Conclusão 37

4-Conclusão:

Os estudos aqui realizados demonstram que a síntese do microbiotol (1)

é bem mais problemática do que se poderia supor baseando-se em um exame

superficial na estrutura desse composto aparentemente simples.

Um exame criterioso da molécula do microbiotol, porém, permite

prever complicações devidas ao considerável número de centros quaternários,

capazes de promover grande impedimento estérico.

De fato, os dois centros quaternários do anel da esquerda em (1) foram

preparados com relativa facilidade transformando isoforona em (6), mas o

congestionamento estérico agora existente em (6), (62), (69), etc,

aparentemente impediu a adição da unidade estrutural de (63) à molécula para

prosseguimento da síntese.

1

O O

CO2CH3 R

OH

O

Isoforona

62 R=CO2CH3 6 R=CO2H 69 R=CHO

63

(53)

Conclusão 38

Há, no entanto, indicações de que a dificuldade para adicionar a

estrutura de (63) às estruturas (62), (69), etc, é devida também a certas

características estruturais de (63): nem o enolato de (63) nem o correspondente

reagente de Reformatsky forneceram produtos de adição com benzaldeído em

bom rendimento e pureza, como se poderia esperar. Sendo o benzaldeído um

composto simples, muito apropriado para esse tipo de reação, normalmente

não gerando sub-produtos, esses resultados conduzem à conclusão de que o

enolato de (63) é pouco reativo para essas adições e muito sujeito a formação

de vários subprodutos.

Concluiu-se assim que a proposta de síntese de (1) deve ser revista. A

condensação de derivados de (6) com moléculas mais simples que (63) para a

construção do segundo anel de (1) deve se uma opção mais viável.

Uma rota sintética alternativa, que poderia dar bons resultados, é

apresentada abaixo.

CHO OR

+

OH

OR

O

O OH

85

69 86

65 1

R=OH, OTHP, etc.

(54)

Conclusão 39

É possível que o ânion do butinol (85), sendo um nucleófilo linear e de

baixo impedimento estérico na região vizinha ao carbânion, adicione-se com

facilidade à carbonila de (69). Poucas transformações conduziriam ao mesmo

intermediário (65), proposto anteriormente, viabilizando a retomada às etapas

(55)
(56)

Experimental 41

5-Experimental:

5.1-Introdução:

Os espectros de Ressonancia Magnética Nuclear de Hidrogênio

(RMN-1

H) foram registrados em um espectrômetro Bruker DPX-300 (300MHz). Os

deslocamentos químicos (δ) estão relatados em parte por milhão (ppm) em

relação ao tetrametilsilano (TMS), utilizado como padrão interno,

colocando-se entre parêntecolocando-ses a mutiplicidade (s=singleto, sl= singleto largo, d=dubleto,

t=tripleto, q=quarteto, dd=duplo dubleto, dt= duplo tripleto, dq=duplo

quarteto, m=mutipleto), a constante de acoplamento (J) em Hertz (Hz) e o

número de hidrogênios deduzidos a partir da integral relativa.

Os espectros de Ressonância Magnética Nuclear de Carbono 13

(RMN-13

C) foram registrados a 75 MHz em um espectrômetro Bruker DPX-300 e

foram traçados de acordo com a conveniência utilizando-se as seguintes

técnicas:

BB – Broad Band;

DEPT – Distortionless Enhancement by Polarization Transfer.

Os espectros de absorção no infravermelho foram registrados em um

espectrofotômetro Perkin-Elmer modelo 1600-FT, em celas de KBr para

líquidos (filme) ou em pastilhas de KBr para sólidos.

Os espectros de massa de baixa resolução foram obtidos em um

aparelho HP GC/MS SYSTEM 5988-A por injeção das amostras através de

(57)

Experimental 42

espessura de filme de 0,23µm de diâmetro, ligeiramente apolar), utilizando-se

energia de ionização de 70eV. Os íons fragmentados foram descritos como

relação entre massa e carga (m/z) e a abundância relativa expressa em

porcentagem.

As cromatografias de camada delgada (CCD) foram realizadas

utilizando-se placas de sílica gel 60 da Merck.

Os pontos de fusão foram determinados em uma placa de aquecimento

segundo Kofler, com um termômetro não aferido, instalada em um

microscópio modelo Bristoline.

Para destilação horizontal, empregou-se um aparelho de destilação

evaporativa horizontal Kugelrohrofen Büchi, modelo GKR-50. As

temperaturas registradas referem-se à temperatura do forno.

Para concentrar as soluções orgânicas foram utilizados evaporadores

rotatórios do tipo Buchler e Büchi, operando sob pressão reduzida de

aproximadamente 20mmHg.

Os solventes e reagentes foram convenientemente purificados conforme

(58)

Experimental 43

5.2- Esquema Geral das Reações Descritas:

1.

O O

CH3MgBr FeCl3

58 59

2.

O O

O MCPBA

59 60

CH2Cl2

3.

O

O

CHO

O BF3.Et2O

60 61

Benzeno

4.

CHO

O

CO2H

O NaClO2

61 57

(59)

Experimental 44

5.

CO2H

O

CO2H

57 6

N2H4 KOH Dietilenoglicol

6.

CO2H CO2CH3

6 62

CH2N2 Éter Etílico

7.

CO2H CH

2OH 6

LiAlH4

79

Éter Etílico

8.

CO2CH3 CHO

62

69

(60)

Experimental 45

9.

80 79

CHO CH2OH

A) PCC B) DMP

10.

CO2H COCl

(61)

Experimental 46 13. OCH3 O O O Br OCH3 O O O 63 70 LDA Br2 THF 14. OCH3 O O O OCH3 O O O I 63 71 LDA I2 THF 15.

62 R=CO2CH3 68 R=COCl

63

O O

CO2Me O

+

CO2Me O O R LDA THF 64 16.

69 63

O O

CO2Me OH

+

(62)

Experimental 47

17.

+ OCH3

O O O X CHO 69 70 X=Br 71 X=I 83 Zn OH

CO2Me O O

18.

CO2H I

80

KBrO3 H2SO4

-: 81 - OH O I O O 19. O I O AcO OAc OAc 82 81 - OH O I O O

(63)

Experimental 48

5.3-Procedimentos:

5.3.1 - 3,5,5-trimetil-3-ciclo-hexenona-1 (59):

O O

CH3MgBr FeCl3

58 59

Borbulhou-se brometo de metilla 98% (Bromex ) em uma mistura de

éter etílico anidro (15mL) e aparas de magnésio (2,0g; 83,0mmoles).

Manteve-se a mistura sob refluxo suave, controlando-Manteve-se a velocidade de adição do

brometo de metila, até todo o magnésio ser consumido. A reação foi iniciada

com iodo metálico (q.s.). Após o magnésio ser totalmente consumido,

completou-se o volume com éter etílico anidro (40mL), resfriou-se a mistura

com banho de gelo e adicionou-se FeCl3.6H2O (0,27g; 1,0mmol). Após a

dissolução do cloreto férrico, adicionou-se, gota a gota, isoforona (58)

destilada (9,0g; 65mmoles) dissolvida em 15mL de éter etílico anidro. Durante

a adição de isoforona, a mistura foi mantida a 00C. Aqueceu-se então a refluxo

por 1 hora e resfriou-se em seguida com banho de gelo, adicionou-se uma

mistura ácido acético glacial (5mL) em gelo picado (50g). A fase orgânica foi

separada e a fase aquosa foi extraída com éter etílico. As fases orgânicas foram

reunidas e lavadas com solução saturada de bicarbonato de sódio, água,

solução saturada de cloreto de sódio e secadas com sulfato de magnésio

anidro. Após eliminação do solvente, o resíduo foi destilado sob pressão

reduzida (~4mmHg) coletando-se a fração entre 58-590C.

(64)

Experimental 49

Pureza (GC): 98%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 5,40 (sl, 1H); 2,63 (sl, 2H); 2,22 (s, 1H); 1,70 (s, 3H); 1,03 (s, 6H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 210,40; 132,53; 129,00; 53,25; 43,73; 36,43; 29,61; 22,50.

(65)

Experimental 50

5.3.2 - 3,5,5-trimetil-3,4-epóxi-ciclohexanona (60):

O O

O MCPBA

59 60

CH2Cl2

A uma solução do composto (59) (2,5g; 18,1mmoles) em diclorometano

(28mL), foi adicionada vagarosamente uma solução de ácido

m-cloroperbenzóico 85% (5g; 29mmol) em diclorometano (70mL), tempo de

adição 50 minutos, mantendo-se a temperatura a ~ 5 0 C durante a adição

(banho de gelo). Deixou-se agitando a temperatura ambiente por 1,5 hora e ao

final desse tempo, adicionou-se solução aquosa de sulfito de sódio a 10%

(140mL), deixando-se agitar por uma hora. Separou-se a fase aquosa da fase

orgânica. A fase aquosa foi extraída com diclorometano. As fases orgânicas

foram reunidas e lavadas com solução de bicarbonato de sódio a 5%, solução

saturada de cloreto de sódio e secadas com sulfato de magnésio anidro.

Evaporou-se o solvente. O produto foi destilado horizontalmente, a 50 0 C

(3mmHg).

Rendimento: 2,35g, 15,39mmol, 85%.

Pureza (GC): 99%.

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 2,83 (s, 1H); 2,68 (d, 1H, J=19Hz); 2,47 (d, 1H, J=16Hz); 2,27 (d, 1H, J=15Hz); 1,87 (d, 1H, J=15Hz);1,37 (s,

3H); 1,17 (s, 3H); 1,04 (s, 3H).

(66)

Experimental 51

5.3.3 - 1,2,2-trimetil-4-oxo-ciclopentanocarbaldeído (61):

O

O

CHO

O BF3.Et2O

60 61

Benzeno

A uma mistura do composto (60) (1,19g; 7,72mmol) em benzeno seco

(11,5mL) mantida sob refluxo, adicionou-se BF3.Et2O recém destilado

(0,604mL). Agitou-se ainda a refluxo por 5 minutos. Após esse tempo,

resfriou-se com banho de gelo e em seguida adicionou-se solução saturada de

bicarbonato de sódio, deixando-se agitar por 10 minutos. Separou-se a fase

orgânica e extraiu-se três vezes a fase aquosa com éter etílico. Juntou-se as

fases orgânicas, lavando-a em seguida com solução saturada de cloreto de

sódio e secando com sulfato de magnésio. Em seguida evaporou-se o solvente.

O produto não foi purificado, sendo submetido à oxidação.

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 9,73 (s, 1H); 2,83 (d, 1H, J=19Hz); 2,06 (d, 1H, J=19Hz); 2,27 (s, 2H); 1,33 (s, 3H); 1,15 ( s, 6H).

(67)

Experimental 52

5.3.4 - Ácido 1,2,2-trimetil-4-oxo-ciclopentanocarboxílico (57):

CHO

O

CO2H

O NaClO2

61 57

ButOH

Dissolveu-se Na2PO4.H2O (2,0g; 14,5mmol) em água (15mL), pH 3,5.

Adicionou-se a uma solução de NaClO2 a 30% (6,0mL). Gotejou-se essa

mistura em um balão contendo uma solução do composto (61) (0,3010g), em

t-butanol (7,5mL) e 2-metil-buteno-2 (2,4mL). A mistura permaneceu sob

agitação a temperatura ambiente durante 3 horas. Após esse tempo, acertou-se

o pH da reação para 11 com NaOH, lavou-se duas vezes com hexano,

desprezando-se a fase orgânica. A fase aquosa foi acidulada com HCl até pH

3,5 e extraída com éter etílico. A fase orgânica foi secada com sulfato de

magnésio anidro, o solvente evaporado e o produto foi recristalizado em

hexano e éter etílico.

Ponto de fusão: 220-2230C.

Rendimento: 48%, (nas duas etapas, (60) (61) (57).

Pureza (RMN1H): 98%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 9,5 (sl, 1H); 3,0 (d, 1H, J=19Hz); 2,4 (d, 1H, J=19Hz); 2,30 (d, 1H, J=19Hz); 2,25 (d, 1H, J=19Hz); 1,40 (s, 3H);

(68)

Experimental 53

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 216,91; 181,32; 51,98; 51,85; 48,13; 41,02; 25,20; 24,89; 19,50.

EM:m/z= 170 (M+); 125; 114; 86; 83; 56; 41.

IV (cm-1): 2963, 1733, 1699, 1262.

Preparação do 2-metil-2-buteno:

Agitou-se a temperatura ambiente uma mistura de álcool terc-amílico

(40mL) com uma solução de H2SO4 (25 ml) e água (50mL) durante 1 hora.

Destilou-se a mistura reacional em coluna de Vigreux, recolhendo-se a fração

a 350 C.

(69)

Experimental 54

5.3.5 - Ácido 1,2,2-trimetil-ciclopentanocarboxílico (6):

CO2H

O

CO2H

57 6

N2H4 KOH Dietilenoglicol

Uma mistura do composto (57) (0,142g; 0,91mmol), hidrazina hidratada

80% (0,6286mL), hidróxido de potássio (0,4650g) e dietilenoglicol (5,803mL),

foi aquecida a refluxo por 18 horas (~1200C). Em seguida destilou-se a água

formada na reação até a temperatura interna atingir 2000C, coletando-se o

destilado. Levou-se a refluxo por mais 4h. Após esse tempo, deixou-se a

mistura resfriar a ~1200 e então diluiu-se com água, deixando-se resfriar

totalmente. Acidificou-se a mistura com HCl 6N a pH 2,5, extraindo-se em

seguida com hexano. Secou-se a fase orgânica com sulfato de magnésio.

Evaporou-se o solvente.

Ponto de Fusão: 190-1930C.

Rendimento: 68%.

Pureza (GC): 97%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 11,85 (s, 1H); 2,35 (m,1H); 1,60 (m,

5H). 1,20 (s, 3H); 1,07 (s, 3H); 0,90 (s, 3H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 184,18; 54,67; 44,25; 39,68; 34,70;

(70)

Experimental 55

EM:m/z= 156 (M+), 138, 113, 111, 87, 70 55, 41.

(71)

Experimental 56

5.3.6-1,2,2-trimetil-ciclopentanoato de metila (62):

CO2H CO2CH3

6 62

CH2N2 Éter Etílico

Preparação do Diazometano (CH2NH2):

Dissolveu-se 0,4658g de hidróxido de potássio (8.30mmol) em 10mL

de etanol. Em seguida, adicionou-se essa mistura a uma solução resfriada a

~00C de 2,1477g (10.02mmol) de p-toluil-sulfonil-metil-nitrosamida e 30mL

de éter, em sistema próprio para preparar diazometano. Após a adição ser

completada, esperou-se 5 minutos, destilando-se, em seguida, a solução etérea

de CH2NH2. A solução etérea destilada contém geralmente 0,32 a 0,35g de

diazometano.

Esterificação:

A 0,0926g (0,59mmol) do composto (6), solubilizado em 2mL de éter

etílico, adicionou-se a solução etérea destilada de diazometano até cessar o

desprendimento de gás e haver excesso de diazometano (observa-se a mistura

reacional ficar amarelada). Após a adição, evaporou-se o solvente.

Rendimento: 0,0976g, 0,57mmol, 97%.

Pureza (GC): 99%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 3,65 (s, 3H); 2,33 (m, 1H); 1,5 (m,

(72)

Experimental 57

5.3.7 - (1,2,2-trimetil-ciclopentil)-metanol (79):

CO2H CH

2OH 6

LiAlH4

79

Éter Etílico

60 mg de hidreto de lítio e alumínio (1,56mmol) em 2mL de éter etílico

anidro em um balão, foi agitado, a 0C, sob atmosfera inerte. Em seguida

adicionou-se 156mg (1,0mmol) do composto (6) dissolvido em 2mL de éter

etílico anidro, retirou-se o banho de gelo, deixando a mistura reacional atingir

a temperatura ambiente. Agitou-se por 4 horas. Após esse tempo, resfriou-se a

00C e colocou-se 0,06mL de água, 0,06mL de solução de hidróxido de sódio a

15% e 0,18ml de água, deixando-se agitar por mais 30 minutos. Filtrou-se a

mistura, lavando o precipitado branco resultante com éter etílico, em seguida,

evaporou-se o solvente.

Ponto de fusão: 71-730C.

Rendimento: 124,8 mg, 0,87mmol, 80,0 %. Pureza (GC): 98%.

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 3,5 (dd, 2H, J=10,55Hz,); 3,48 (s, 1H);

1,6 (m, 6H); 0,94 (s, 3H), 0,93 (s, 3H); 0,90 (s, 3H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 68,88; 47,36; 42,75; 40,37; 34,49;

25,26; 23,74; 19,72; 19,15.

(73)

Experimental 58

5.3.8-1,2,2-trimetil-ciclopentanocarbaldeido (69) a partir do

composto (62):

CO2CH3 CHO

62

69

Dibal-H CH2Cl2

Uma mistura do éster (62) (0,09769g; 0.574mmol) em 5mL de CH2Cl2

em um balão de três bocas, foi resfriada a -780C, com gelo seco e etanol. Após

o resfriamento, gotejou-se hidreto de diisobutilalumínio (0,63mL, solução 1M

em CH2Cl2). Após a reação ser completada, adicionou-se três gotas de

metanol, uma espátula de celite, uma espátula de Na2SO4 e quatro gotas de

água. Filtrou-se a mistura em um funil sinterizado, em seguida evaporou-se o

solvente.

A análise em CCD mostrou uma mistura de compostos complexa. Na

análise de RMN1H não foi possível identificar o produto desejado, e sim o

(74)

Experimental 59

5.3.9-1,2,2-trimetil-ciclopentanocarbaldeido (69) a partir do álcool

(79):

69 79

CHO CH2OH

A) PCC B) DMP

Método A:

Em um balão, misturou-se 0,140g (1,0mmol) do álcool (79), 10mL de

CH2Cl2 anidro, 0,8585g de cloro-cromato de piridínio (PCC) e 0,3658g de

peneira molecular triturada (3Å). Deixou-se agitar por cerca de 16h à

temperatura ambiente. Após esse tempo, filtrou-se a mistura em coluna de

sílica gel. Evaporou-se o solvente.

Rendimento: 30,62%.

Os dados de RMN, correspondem aos dados do ácido (6) e do aldeído

(69) desejado.

Método B:

A uma solução de álcool (79) (40mg; 0,28mmol) em diclorometano

(0,8mL) foi adicionada uma solução de DMP (95,4mg) em diclorometano

(0,9mL) sob agitação magnética. Depois de 20 minutos a mistura homogênea

foi diluída com 4,5mL de éter, e à suspensão resultante foi colocado 1,8mL de

hidróxido de sódio 1,3M. Depois a mistura foi agitada por 10 minutos e a fase

(75)

Experimental 60

Secou-se com sulfato de magnésio anidro e em seguida evaporou-se o solvente

e o resíduo foi destilado sob pressão reduzida (500C, 2mmHg).

Rendimento: 0,0316g, 0,22mmol, 79%.

Pureza (GC): 96%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 9,6 (s, 1H); 2,1 (m, 1H); 1,55 (m, 5H); 0,95 (s, 3H); 0,91 (s, 3H); 0,89 (s, 3H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 206,33; 56,70; 43,72; 39,25; 28,68; 23,54; 22,87; 19,39; 15,41.

(76)

Experimental 61

5.3.10 - Cloreto 1,2,2-trimetil-ciclopentanocarbonila (68):

CO2H COCl

6 68

SOCl2

Misturou-se o composto (6) (97,1mg; 0,69mmol) a cloreto de tionila

(0,912mL). Aqueceu-se a mistura até a completa solubilização do composto

(6). Aqueceu-se a refluxo por mais 1h. Em seguida, deixou-se a mistura no

balão, tampado com tubo de sílica durante 12h aproximadamente. Após esse

tempo, aqueceu-se a mistura no balão, sob pressão, para eliminar o excesso de

cloreto de tionila. Destilou-se horizontalmente (250C, 1,1mmHg), obtendo-se

um líquido incolor.

Rendimento: 0,1061g, 0,61mmol, 98%.

(77)

Experimental 62

5.3.11 - 4-oxo-pentanoato de metila ou Levulinato de metila (75):

OH O

O

OCH3 O

O

74 75

MeOH H+

Uma mistura de ácido levulínico (74) (7,0042g; 60,3mmoles), metanol

(24,5mL) e ácido sulfúrico concentrado (0,7mL), foi refluxada durante 4

horas. Após esse período, destilou-se o excesso de metanol. Deixou-se resfriar

a mistura a temperatura ambiente, diluiu-se com água e em seguida extraiu-se

com diclorometano. Lavou-se a fase orgânica com solução saturada de

bicarbonato de sódio, secou-se com sulfato de magnésio e evaporou-se o

solvente, obtendo-se um líquido de aspecto oleoso, levemente amarelado.

Rendimento: 6,2796g, 48,30mmol, 80%.

Pureza (GC): 98%.

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 3,7 (s, 3H); 2,45 (t, 2H, J=10Hz); 2,60 (t, 2H, J=10Hz); 2,1 (s, 3H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 206,41; 172,90; 51,41;37,59; 29,47; 27,41.

EM:m/z= 130(M+); 115 ; 99; 88; 81; 71; 55, 43.

(78)

Experimental 63

5.3.12 - 3-(2-metil

[[[[

1,3

]]]]

-2-dioxolanil-propionato de metila (63):

OCH3 O

O

OCH3 O

O O

74 63

OH HO

H+ Benzeno

Uma mistura do composto (74) (0,5270g; 4,053mmoles), etilenoglicol

(2,85g), ácido p-toluenosulfônio (0,0222g) e benzeno (40,49mL), foi refluxada

em aparato com Dean-Starck por 16 horas. Após esse tempo, a mistura

reacional foi resfriada em banho de gelo, adicionando-se na mistura uma

pastilha de hidróxido de potássio. Diluiu-se com água e éter e separou-se a

fase orgânica, lavando-se com água e secando-se com carbonato de potássio

anidro.

Rendimento: 0,5219g, 3,07mmol,74% Pureza (GC): 99%

RMN1H, 300MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 3,70 (sl, 4H); 3,55 (s, 3 H); 2,25 (t, 2H,

J=10Hz); 1,89 (t, 2H, J=10Hz); 1,19 (s, 3H).

RMN13C, 75MHz, (CDCl3): δδδδ(ppm): 173,71; 108,82; 64,51; 51,26; 33,74;

28,54; 23,67; 14,99.

EM:m/z=173 (M+-1); 143; 99; 87; 71; 55; 43.

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