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De olho nas redes

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Academic year: 2017

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Texto

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Três pilares com painéis de Gentileza serão preservados

durante a demolição do último trecho da Perimetral

PÁGINA 18

Megaoperação contra a pedofilia prende 660 pessoas

no Reino Unido, incluindo professores e ex-policiais

PÁGINA 25

País

MP eleitoral pede cancelamento da candidatura do

ex-governador José Roberto Arruda (PR-DF)

PÁGINA 5

Aécio Neves diz que, se eleito, mudará modelo de

remuneração de cubanos no Mais Médicos

PÁGINA 6

Conte algo que não sei

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‘O Vidigal está deixando de ser barato’

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Jan Siebert, pintor

Artista alemão que retrata a noite terá sua primeira mostra retrospectiva no Brasil este mês, no Centro Cultural dos Correios. Há três anos, ele mora no morro

“Nasci em Hamburgo, em 1971. Aos 24 anos, ainda estudante, viajei pela América Central e fiquei muito impressionado. Decidi ficar mais tempo e relacionar isso com meu trabalho. Cancelei tudo na Alemanha e, desde então, já vivi na Cidade do México, em Veracruz, em Santos e, desde 2009, no Rio”

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ENTREVISTA A:

J

ASON

V

OGEL

[email protected]

lConte algo que não sei. A noite é o momento da mais alta inspiração. As pessoas vão descansar, as imagens ficam mais imóveis, sem grandes mudanças de luz, e há ques-tões de iluminação noturna completamente particulares. Fui me especializando nisso.

lVocê nasceu em Hamburgo,

cidade portuária. Sua inspi-ração tem a ver com isso?

Meu pai era policial. Quando meu irmão e eu éramos peque-nos, ele nos levou a um passeio pela zona de Hamburgo. Fize-mos o percurso pela faFize-mosa rua fechada onde ficam as “primas”. Meu trabalho tam-bém tem a ver com o fato de Hamburgo ser uma cidade de porto, um lugar de passagem, sempre com grande fluxo de pessoas e culturas. Achei algo parecido quando vivi por qua-tro anos em Veracruz, o porto mais antigo do México. Depois disso passei por Santos.

lComo um pintor alemão

veio morar no Vidigal?

Cheguei ao Rio, em 2009, pa-ra alimentar minha inspipa-ração. Primeiro aluguei um aparta-mento em Copacabana, mas já moro no Vidigal há três anos. É um lugar fantástico. Não tem só becos, mas também uma vista aberta. É um bairro po-bre, mas, ao mesmo tempo, es-tá no centro de tudo.

lE como você imagina o

Vidi-gal daqui a 20 anos?

Está vendo aquela casa mo-derna com uma varanda de vi-dro? Acho que, pouco a pouco, tudo aqui será vendido e vão fazer outras dessas. O Vidigal já está deixando de ser barato. Sempre será um lugar curioso pela geografia, mas perderá um pouco desse ambiente.

lHoje, você retrata a

arquite-tura à noite. Antes, a prosti-tuição era seu principal te-ma. Como foi a experiência?

Isso foi em Santos, no come-ço da minha vida no Brasil. Quase não falava português. Obcecado pelo tema, pintava prostíbulos a partir da rua. Mas as pessoas foram me deixando trabalhar... As prostitutas fica-ram encantadas e passafica-ram a posar. O passo seguinte foi en-trar nas casas e acompanhar a vida cotidiana das pessoas.

lVocê é o artista que

docu-mentou os últimos dias do porto do Rio antes da demoli-ção da Perimetral. Como vê o fenômeno mundial da trans-formação e gentrificação das áreas portuárias?

Isso já aconteceu em Ham-burgo e está se passando no Rio. Os lugares vão perdendo suas características. Vai ser mais moderno, mas sem o mesmo ambiente. Há uma his-tória passada ali. Uma beleza verdadeira — e não superficial como um postal. Gosto muito de lugares em estado de

desa-parecer. Por vezes, começo um trabalho e mudanças grandes são feitas de repente.

lE como lidar com os perigos

noturnos das áreas escolhi-das para sua pintura?

Levo de uma semana a dez dias para fazer um quadro. Às vezes, passo um mês... À noite, a Praça Roosevelt, em São Pau-lo, é habitada por cracudos e marginais. Lugar perigoso, mas, visualmente, interessan-te. Fiz questão de aparecer, fa-lar com um e outro. Quando comecei a pintar, já não tinha problema algum. Com alguns, eu tinha mais intimidade. Uma noite fizeram questão de que eu me sentasse junto ao fogo com eles. Aí apareceu um cara que eu nunca tinha visto e me pediu para acompanhá-lo até o metrô do Anhangabaú. Al-guém, então, disse: “Olha, esse alemão é alemão nosso. Se vo-cê fizer alguma coisa com ele, você não vai amanhecer!”

LEO MARTINS

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O GLOBO 2ª EdiçãoQuinta-feira 17.7.2014

Página 2

A REVISTA DIGITAL PARA O SEU TABLET

Nova paixão

Livros de papel

conquistam jovens

superconectados

Leia também

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A

velocidade e o alcance da

internet transformam o debate sobre temas soci-ais no Brasil e no mundo. Se o que se diz nas redes sociais não é a expressão exata da realidade, já que delas não participam todos os cidadãos, não há dúvida de que se trata de um poderoso ter-mômetro do que se pensa hoje em dia por aí. Ainda mais em tempos de eleição.

Diante desse quadro, a equipe de 30 pesquisadores da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP-FGV) montou uma estru-tura para monitorar o que se diz e se compartilha na internet du-rante a campanha deste ano. Li-derados pelos professores Marco Aurelio Ruediger e Rogério

So-breira, eles trabalham numa es-pécie de sala de controle. Com-putadores programados para varrer publicações e comentários de Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, blogs e sites de notícias geram em grandes telas gráficos capazes de identificar o humor dos internautas sobre os rumos da campanha, os temas que mais mobilizam e os polos mais influ-entes nas redes. Tudo em tempo real. O resultado dessas análises será levado com exclusividade aos leitores do GLOBO a partir dos próximos dias, no papel e no site, graças à parceria firmada en-tre o jornal e a DAPP-FGV.

— A ideia é contribuir para a qualificação da agenda política que será decidida nas urnas em

outubro — diz Ruediger.l

De olho nas redes

Termômetro.

Equipe da DAPP-FGV investiga humor do eleitor na internet

O GLOBO

Por Dentro

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ADRIANA

LO

RETE

Loterias

lO leitor deve checar os resultados em agências oficiais e no

site da CEF porque, com os horários de fechamento do jornal, os números aqui publicados, divulgados sempre no fim da noite pela CEF, podem eventualmente estar defasados.

QUINA

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Panorama

político

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A PRESIDÊNCIA DO STFesclarece que a comissão de transição formal só pode ser criada após a eleição do futuro presidente. E isso não ocorreu.

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Com Juliana Braga, sucursais e correspondentes [email protected]

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I

LIMAR

F

RANCO [email protected]_

O otimismo toma conta da campanha de Eduardo Campos ao Planalto. As pesquisas do PSB dizem que Campos fica em condições de disputar o segundo lugar quando o eleitor é informado de que Marina é a vice da chapa. Era isso o que Campos esperava. As torcidas tucanas e petistas procuram minimizar o peso dessa aliança e desejam que Campos e Marina se desentendam em praça pública.

O efeito Marina

Sempre alerta

A decisão do comando da campanha de Aécio Neves, de fazer campanha duas vezes por semana em São Paulo, se deve ao desgaste do PSDB. O governador Geraldo Alckmin (foto) ainda está bem. Mas a situação não é de conforto. Os tucanos estão

assustados com a situação de equilíbrio num estado em que sempre levaram larga vantagem.

MARCOS ALVES/24-3-2014 _

“O STF tem que tomar decisões

que sejam aplicáveis. Nós vamos

fazer a reforma eleitoral? O tribunal

instituiu a verticalização das

coligações (2002) e depois o

Congresso derrubou”

Gilmar Mendes

Ministro do STF, sobre decisões polêmicas do tribunal

referentes à legislação e ao financiamento eleitoral

_

De olho no Rio

O governo Dilma respira aliviado por sobreviver à Copa. Por isso, avalia que, na preparação das Olimpíadas do Rio, em 2016, será menor a plateia sensível ao discurso do caos. Considera ainda que o evento será menos complexo. Um membro do executivo explica: “Não são mais 12 estádios, 12 aeroportos e 12 esquemas de segurança”. Lembra que será usada a herança da Copa e dos Jogos Militares Mundiais e que as obras, de Deodoro e do Parque Olímpico de Jacarepaguá, estão adiantadas. Mesmo em final de mandato, o atual governo vai marcar em cima o prefeito do Rio, Eduardo Paes. E, também, os gestores federais envolvidos em obras e projetos para os jogos.

No espaço vazio

Aprovada a proibição de doação eleitoral por pessoas jurídicas (empresas), como fica o cidadão que recebe como PJ? Essa prática visa reduzir a carga tributária e previdenciária sobre o salário.

Montando o time

O prefeito Alexandre Cardoso (Duque de Caxias) almoçou ontem, no Planalto, com o ministro Ricardo Berzoini. Cardoso, que deixou o PSB para apoiar a reeleição, recebeu a tarefa de coordenar a campanha de Dilma entre os prefeitos do Rio.

O favor privado e o dinheiro público

Sobre o debate da proibição de doação eleitoral pelas empresas, o ministro Luís Barroso (STF) diz: “Considero ilegítimo o modelo em que a empresa financia a campanha para ser contratada pelo governo eleito”. Fica a pergunta: É legítimo uma pessoa física doar, ou fazer campanha, e depois ser nomeada pelo governo eleito?

Batendo em retirada

Quadros políticos do PT e do PCdoB decidiram que não farão campanha para Romário (PSB), que concorre ao Senado na chapa de Lindbergh Farias. Eles não engolem as críticas do craque à presidente Dilma e ao ministro Aldo Rebelo.

Redução de danos

Nos bastidores, Romário (PSB) reconhece que exagerou nas críticas à presidente Dilma. “Devia ter falado de maneira diferente”, diz. Mas ele não abre mão de apoiar Eduardo Campos e adverte que o PT já sabia disso antes de fechar a aliança.

Rio

Justiça prorroga prisão de cinco ativistas que estão no

Complexo de Gericinó, acusados de violência em protestos

PÁGINA 11

Sociedade

Grupo de cientistas renomados faz alerta sobre

manipulação de vírus mortais em laboratórios nos EUA

PÁGINA 23

Mundo

França condena política de extrema-direita a nove

meses de prisão por insultos racistas a ministra

PÁGINA 28

Referências

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