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Sistema financeiro de habitação: a questão do desequilíbrio do FCVS

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N~ .:156

~!~T~~~ !~uh~CB~rtU u~ HABITAÇAO: A QUESTAo ":':SEQUILtBRIO DO FCVS

Clovis de Faro

(2)

SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇKo: A QUESTÃO DO DESEQUILIBRIO

DO FCVS

Clovi..6 de. Fall.o

(3)

SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO: A QUESTÃO DO DESEQUILIBRIO

DO FCVS

1- Introdução

Um dos problemas que mais vem preocupando o governo é o do

eventual colapso do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Tal po~

sibilidade diz respeito

à

virtual insolvencia do chamado Fundo de

Compensação de Variações Salariais (FCVS), para o qual se estima um

débito potencial da ordem de US$ 20 bilhões e cuja realização

come-çará a se fazer mais intensa já a partir de 1991.

O propósito do presente trabalho é o de investigar as

cau-sas do desequilibrio do FCVS, buscando a~resentar algumas sugestões

tanto para a correção de alguns desvios que tem sido observados, c~

mo para tentar amenizar o impacto negativo que serão verificados qua~

do das liquidações dos contratos de financiamento habitacional ora

vigentes.

Como iremos mostrar, a fonte principal da questão é a

pre-sença da in~lação, acopla~a

à

criação de planos de financiamento fi

nanceira~2~~~ incon~~~~~~~~~, cujos descompassos foram magnificados

pela enxurra~a d~ benesb2s concedidas aos mutuários. O

estancamen-to do processo inflacionário, o que ora não se afigura como uma

ta-refa promissora, certamente provocaria a interrupção do aumento do

problema. Entretanto, sua solução, mesmo com o fim da inflação, de

manda a adoção de medidas heróicas e urgentes, pois que o tamanho

do déficit já é assustador.

2- O Antigo Plano "A"

Em agosto de 1964, através da Lei n9 4.380, foi instittiId~

(4)

Financeiro de Habitação, no qual o hoje extinto Banco Nacional de

1

Habitação (BNH) era o órgão central. Ao longo de sua relativamente

curta existência, o BNH caracterizou-se por implementar uma

suces

-sao de distintos planos de financiamento habitacionais, alguns

de-les sendo bastante exóticos.2

Embora o FCVS tenha sido criado somente em junho de 1967

(através da RC n9 25/67 do BNH), juntamente com o chamado Plano "C" ,

podemos dizer que foi o Plano "A", estabelecido em janeiro de 1966

(através da Instrução n9 5 do BNH) , a origem do problema. Segundo

este plano, en~uanto o saldo devedor era reajustado monetariamente

no início de cada trimestre civil, de acordo com o índice de varia

ção do valor nominal das antigas Obrigações Reajustáveis do Tesouro

Nacional (ORTN), as prestações eram monetariamente atualizadas

anu-almente, 60 dias após a promulgação do novo valor anual do Salário

Mínimo (SM), e com base no índice de variação do valor do SM. Por

força desta dualidade de índices de atualização monetária, acrescida

do fato de que a política salarial então vigente implicava em uma

queda no valor da razão SM/ORTN, era já antecipado aue os débitos

contraídos segundo tal plano não s?:~am extintos no fim dos

respec-tivos prazos originais. Para cOIlLt:!JIIpló.r es:_ ... '::"ft::ui..ud.l.iàade, os

pra-zos originais poderiam ser prolongados até perfazeIcm um prazo

to-tal de até 300 meses, sendo que, esgotada a prorrogaçao, as

presta-ções passariam a ser corrigidas simultaneamente com os saldos

deve-dores e de acordo com o mesmo índice de variação do valor nominal

das ORTN. Tal plano, corno veremos, poderia resultar na eternização

dos débitos.

1 Sua extinção foi efetuada por meio do Decreto-Lei N9 2.291, de novembro de1986,

com todos seus direitos e obrigações sendo transferid~para a Caixa Econômica

Fe-deral.

2 . . . - - • A •

Para uma analise veja-se Clovis de Faro, Evoluçao dos Planos Baslcos para

qUl-sição de Casa Própria do Banco Nacional de Habitaç~o: 1964 - 1984, Ensaio Econômi

(5)

Para entendermos a possibilidade de eternização do débito,

consideremos a situação seguinte. Seja o caso de um financiamento

contratado no m~s de junho de um dado ano, nas condições do Plano

"A" e segundo o sistema de prestações constantes,

à

taxa efetiva men

sal i e pelo prazo de

n

meses. Deste modo, sendo C o valor do finan

ciamento, denotando-se por

p,

como expresso a preços da data de assi

natura do contrato, o valor da prestação constante, tem-se que:

Admitindo-se que o salário mínimo seja anualmente ajustado

no m~s de maio, de acordo com um certo coeficiente de correção

mone-tária constante e igual a a, segue-se que o valor a preços correntes

da k-ésima prestação, denotado por

Pk,k'

será dado por:

=

p.a

int{(k-l}/12} , k

=

1,2, . . .

Por outro lado, admita-se que a taxa trimestral de inflação,

que é integralmente refletida na variação do valor nominal das ORTN,

seja constante e igual a 8. Então, ~cndo

Vk k

,

o v~lor, a preços cOE

rentes, do estado da divida logo ~~5s o paga~o~Lo ~=~ ~-5sima prest~

ção, tem-se que:

+ (l+i)6 (1+8)2 + (1+i}3 (1+8) + lJ

Portanto, sendo V o valor, a preços correntes, do estado da dívida

R,

no final do R,-ésimo ano, temos que:

onde

8

= (1+il12 (1+8)4

(6)

i •

y

=

p{ [(I+i1 3 -l]/i} (J3-1}/(SI/4 - I}

Como, ao longo do segundo ano do contrato, o valordas pre~

tações fica igual a

a.p,

segue-se que:

ou

Similarmente, dado que ao longo do terceiro ano do

contra-2

to o valor das prestações passa a ser igual a a

.p,

tem-se:

- 2

=

S.D

2

-

a

.Y

ou

3 2

=

S .C - S .Y - S.a.Y - a • 2 Y

Procedendo-se por indução, e supondo que, caso o débito nao

seja extinto no fim dos n meses contratuais, o prazo seja prorrog~

do nas "mesmas condições iniciais quanto às correções monetárias de

saldos devedQ~~~ 8 prestações, segue-se que o valor, a preços

cor-rentes, do estado da dr~lda no fim de 1 anos será igual a:

Temos dois casos de interesse a considerar:

a) a

=

S

Neste caso, que implica em dizer que o salário minimo

so-fre correção monetário integral, sendo ainda acrescido de um "fator

de produtividade"igual a (1+i)12, tem-se que:

1

(7)

Por conseguinte, o débito será extinto no fim de um número

finito de anos igual a:

i

=

ex. C/y

Assim, por exemplo, se o prazo contratual original for de

15 anos

à

taxa nominal anual de 10% com capitalização mensal, se a

taxa anual de inflação mantiver-se ao nível de 300%, com o salário

mínimo crescendo

à

taxa de 331,89% a.a., teremos l

=

17,89 ancs. Ou

seja, haveria a necessidade de uma prorrogação de mais de 19% do

prazo contratual.

b) ex < B

Frisando que este caso, que se afigura como o mais usual,

nao necessariamente implica em que o índice de correção anual do s~

lário mínimo seja inferior ao correpondente

à

taxa anual de

infla-çao, tem-se agora que:

- i [ i ]

Di = B {C - Y l-(ex/S> /(S - a)

Por conseguinte, a díviaa seri extint~ no fim de um n6mero

l de anos dado pela expressa0 segui!.+:e:

i

=

log {I - C(S - al/y}/ log (a/S)

Logo, a dívida só seri extinta em um n6mero finito de anos

se o valor de a for superior â um certo valor crítico

ã,

aue

é

dado

por:

-

ex

=

B -

y/c

(8)

Ou seja, para que a dIvida nao seja eternizada, faz~se necessário

que o coeficiente de reajuste anual do salário mInimo supere um ceE.

to valor crItico, que ê funçao da taxa trimestral de inflação

a,

da

taxa mensal efetiva contratual

i

e do número de meses n do prazo ori

ginal.

Assim, a tItulo de ilustração, no caso de um contrato com

prazo de 20 anos

à

taxa de juros de 10% a.a. com capitalização

men-sal, se a taxa anual de inflação mantiver-se ao nível de 500%, o dê

bito só será extinto em um número finito de anos se a taxa de corre

ção anual do salário mínimo for su~erior a 535,65%. Por outro lado,

se a for fixado em 6,4, por exemplo, a dIvida só será liquidada no

fim de 52,28 anos. Ou seja, mesmo com o reajuste anual do salário

mínimo superando a inflação no período, haveria a necessidade de uma

prorrogação do prazo original que excederia a 160%.

A situação apresentada, embora dizendo respeito ao caso mais

desfavorável, ilustra de uma maneira dramática as dificuldades

asso-ciadas ao antigo Plano "A".

A detecção das dificuldades apontadas, concomitantemente com

a pressão da Qociedade por planos de reajuste anual das prestações,

fez co~ que não só fossem ampliados os limites de financiamento

en-tão vigentes, como tU~~""1lt simultaneamente criados, em junho de 1967,

o chamado Plano "C" e o Fund6 de Compensação de variaç5es Salariais.

O Plano "C", semelhantemente ao "A", considerava o mesmo esquema de

reajuste trimestral do saldo devedor e reajuste anual das prestações.

A única diferença ê Que a data do reajuste das prestações, ao invés

de 60 dias após a promulgação dos novos valores do salário ml.nl.mo, 4 •

seria sempre um mês após o reajuste anual de salário da classe a que

pertencesse o mutuário. Por outro lado, buscando limitar a prorrog~

ção do prazo contratual ao máximo de 50%, foi criado o FCVS. Os

(9)

igual ao de uma prestação inicial, teriam seus respectivos débitos

assumidos pelo FCVS se estes não estivessem extintos ao fim da pro~

rogaçao máxima.

Dada a aceleração da inflação e à política salarial então

vigente, é possível que o FCVS já tenha nascido fadado ao

dese-quilíbrio.

3-0 Plano de Equivalência Salarial

Através da RC N9 36/69, de novembro de 1969, atendendo a

reclamações quanto

à

incerteza relativa ao número de prestações dos

mutuários dos Planos "A" e "C", o BNH resolveu criar o chamado

Pla-no de Equivalência Salarial (PES). Por este novo plano, mantidas as

sistemáticas de correção trimestral dos saldos devedores e de corre

ção anual das prestações, o número de prestações, salvos os casos

de liquidação antecipada e de amortizações extraordinárias, passou

a ser fixo e igual ao número de meses do prazo contratual. Ficou es

tabelecido que os débitos por ventura remanescentes ao fim dos

res-pectivos prazos contratuais seriam absorvidos pelo FCVS. Em C'~iltra

p~rtida, substituindo a' contribuição no valor de uma pre~cr!t:;;io ao

PCVS, foi instituido o chamado Coeficiente de Equiparação S2:~ri~1

(CES), que passou a ser um multiplicador das prestações contratuais.

Além do mais, caso o débito viesse a ser extinto antes do prazo cog

tratual, as prestações em excesso seriam revertidas para o FCVS.

Para que se entenda o princípio do CES, cujo valor

denota-remos por p, basta que seu valor seja determinado de tal modo que,

com base nas estirnati vas do rorrqx:>rtamento futuro das rorreçôes nonetárias do

saldo devedor e das prestações, seja feito nulo o estado da dívida no fim do

prazo contratual. Deste modo, retomando 'a situação.eS-tudada na seção ant~

(10)

tal que:

Õ

m

Logo:

m

=

8

m {C - (p.y/a) E

k=l

p

=

a

II -

(l+i) -n] (8

1/ 4

-1)

m

(Cl+ i1 3_ l

J

(8-1) E (a/8)k

k=l

Portanto, distinguindo-se as situações onde a = 8 e a

#

8,

tem-se:

al a = 8

p

=

12 a [1- (l+i) -nJ (a

l

/ 4 - I)

n [Cl+i)3 - l]Ca - 1)

Assim, por exemplo, no caso de um financiamento com prazo

de 15 anos e taxa nominal de juros de 10% a.a,com capitalização me~

sal, se for estimado que a taxa anual de inflação mantenha-se no ní

ve1 de 100%, o que siqnifica ter a = 2,2094, o débito será extinto

exatamente <:1:uando do pagamento da ;.: tima prestaçãc' contratual, se

o coeficiente de equiparação sala~~al for felto igual a 0,8212. Ou

seja, observando que estamos ,tratando do caso onde a correção das

prestações supera a inflação anual, as prestações contratuais

deve-riam ser reduzidas de quase 18%. Por outro lado, se a inflação

a-nual for da ordem de 400%, o valor do CES deveria ser feito igual a

1,3348. Isto evidencia que uma subestimativa da taxa de inflação

acarreta conseqüências funestas para o FCVS.

b) a

#

8

Especializando-se para o caso onde a correção anual das pre~

(11)

fa-zer a

p

=

4

=

(1+8) , tem-se:

(1+8)4 [(1+i)12 -lJ [(l+i}3 (1+8) -lJ

[(1+i)3 -1]

I

(1+i)12 (1+8) 4 -lJ

Assim, observando que o prazo contratual passa a ser

irre-levante, se a taxa de juros for de 10% a.a. com capitalização

men-sal e a taxa anual de inflação for estimada em 100%, deveremos ter

~

=

1,5056. Por outro lado, indicando a grande sensibilidade

à

va-riações na taxa de inflação, se a taxa anual subi~ para 200% o valor

do p deveria ser feito igual a 1,8807.

Face

à

aceleração inflacionária que se observou nos anos

recentes, e dado que os valores iniciais do CES, para os casos de

contratos do tipo estudado, eram da ordem de 1,10 a 1,15, é fácil

concluir que foram substancialmente subestimados. O resultado, por

si só, terá sido o de contribuir sobremaneira para a insolvência do

FCVS.

4-

O

Caso de D~fasagem Mínima

uma vez que 2 situação estudada nas seçoes precedentes cor

responde a· um caso extremo, ç:ual seja o de

máxima

(na situação então

vi-gente) defasagem entre a data da primeira correção anual do valor da

prestação e a data de assinatura do contrato, poderia ser alegado que

nossas conclusões estariam excessivamente dramatizadas. Para

mos-trar que tal não procede, analisemos agora o caso de defasagem míni

ma.

Consideremos a situação onde o saldo devedor e as

presta-çoes são mensalmente corrigidos, sendo aue a primeira correçao de

prestação só ocorre no fim do segundo mês. Neste caso, que, grosso

(12)

·I;hoteca Mano Hennque ~Imonsen

te observado no período compreendido entre os Planos Verão e Collo~·

se admitirmos que a taxa mensal de inflação oermaneça constante e

igual a 8, teremos que:

- k-l

Pk,k

=

p(1+8) , k

=

1,2, .••

Nestas condições, é fácil ver que o débito residual, a pr~

ços correntes, no fim dos

n

meses do prazo contratual, será i~ a:

ConseQÜentemente, pOde-se concluir que esta situação impli

ca em que o débito residual seja a seguinte proporçao

nanciado C:

cp

=

"0

(l+i) n

1+8

do valor fi

Assim, por exemplo, se a taxa mensal mantiver-se no módic~

para nossa tradição, nível de 7%, o débito residual será de ~e 30%

do valor financiado, se o prazo co~~ratual for de 15 anos ~ taxa de

juros de 10% a.a. com capitalizaç20 mensdl. ~endo que, se a taxa

mensal de inflação subir para 10%, o débito residual será já

supe-rior a 40% do valor do financiamento.

Podemos, pois, concluir que qualquer plano de correçao

mo-netária que não considere atualizações simultâneas, e segundo a

va-riação de um mesmo indexador, de saldos devedores e prestações, pr~

picia a possibilidade da presença de vultosos débitos residuais.

5- A Sucess~o de Benesses

(13)

valência Salarial, dando margem a que se interpretasse que o reaju~

te das prestações estivesse vinculado ao reajuste salarial do

pro-prio mutuário (embora o contrato estipulasse reajuste anual pela va

riaç~o do salário mlnimo ou pela variaç~o anual das ORTN) , e motiv~

da pela politica salarial posta em prática a partir de outubro de

1979 (Lei n9 6.708), que passou a promover um achatamento dos salá

rios mais altos (acima de 10 salários minimos) , concomitantemente

com uma rápi da rei'lrpleração da i.nflação, passou a haver uma forte gri

ta por por parte dos mutuários. Tais reclamações, que freqüenteme~

te ganhavam guarida por parte do judiciário, levou a que o BNH vies

se a conceder uma série de beneficios aos mutuários.

Assim, começando em 1983, foram concedidas as seguintes fa

cilidades:

a) Renegociaç~o dos contratos habitacionais com base no

88.371/83 (de junho de 1983}.

Decreto

Como principal medida o decreto estabeleceu que, mediante

renegociaç~o dos contratos, o reajuste de 130% das prestações fosse

reduzido para até 98%. Sendo que, no caso dos funcionários p~;'~i­

cos, a redução foi para 82%.

Dl

Renegociação dos contratos do SFH com base no Decreto-Lei !.9

2.045 (de julho de 1983).

Os contratos seriam renegociados de modo a mar.ter o

encar-go mensal do mutuário compativel com o seu nível de renda familiar.

Em particular, o reajuste das prestações, no período julho de 1983

a julho de 1985, ficava limitado a 80% da variação do INPC.

Entre-tanto, o saldo residual resultante de tal medida seria de

responsa-bilidade do mutuário.

c) Reneciação dos contratos do SFH com base no Decreto-Lei n9 • . . . .

(14)

Como principal alteração, houve a troca do indexador das

prestações. Este voltou a ser o salário mínimo, e não mais a chama

da Unidade Padrão de Capital (UPC) , cujo valor no início de cada

trimestre civil era igual ao de uma ORTN. Ainda mais, em havendo a

troca de periodicidade do reajuste das prestações, passando de anual

a semestral, o reajuste ficaria limitado a 80% da variação do

salá-rio mínimo, até 30 de junho de 1985.

O resultado líquido das renegociações permitidas, foi uma

reduçã~ na taxa então vigente (em julho de 1983) para o reajuste das

prestaçõe~ de 130% para a faixa de 87,51% a 109%.

d) Renegociação dos contratos do SFH com base na RC 04/84 do BNH

(de março de 19841.

Sem que houvesse a responsabilidade pelo dêbito residual

resultante, nem havendo a obrigatoriedade de adotar-se a

periodici-dade semestral para o reajuste das prestações, o índice de correçao

monetária do valor das prestações ficou fixado em 80% da variação

do salário mínimo, no período de julho de 84 ao fim de junho de 1985.

Como conseqÜên'Cia, os índices de reajuste relativos a julho de 1984

(19l%} ~ ~ulho de 1985 ~246%), foram reduzidos para 143% e 194%,

respectiv~~ente.

e) Renegociação dos contratos do SFH com base na RC 46/85, RD 47/85

e C. DESEG 12/85, do BNH.

Ficou estabelecido que os reajustamentos de prestações no

ano de 1985 seriam efetuados com base no percentual de 112%, desde

aue fosse feita a opção pelo mutuário pelo Plano de Equivalência S~

larial por Categoria Profissional, instituido pelos Decretos-Lei n9s

2.164/84 e 2.240/85. Neste caso, passando as prestações a serem co~

rigidas 60 dias após os aumentos salariais das respectivas Catego~

(15)

prestações, em julho de 1985, foi reduzida do nivel de 246%paral12%,

sem que os mutuários ficassem obrigados a arcar com os débitos

resi-duais resultantes.

A simples descrição dessas medidas, ~ue se traduziram em

verdadeiras benesses para os mutuários, acompanhada da análise

apre-sentada nas seções anteriores, é suficiente para que se possa ter urna

idéia do imenso impacto sobre o FCVS. Isto significa dizer que uns

poucos previlegiados, os mutuários do BNHr irão impor um pesado onus

ã

sociedade corno um todo.

6- Os Efeitos dos Planos da Estabilização

Além do impacto negativo acarretado pela sucessãode benesses

concedidas aos mutuários, o desequilibrio do FCVS foi ainda

magnifi-cado pelas medidas adotadas quando das implementações de vários dos

planos de estabilização econômica que, começando em 1986, vem sendo

menotonamente aplicado~.

Em função do particular plano de estabilização adotado,

ti-vemos as seguintes medidas:

a} Plano Cruzado

Quando da instituição do Cruzado corno unidade monetária,p~

lcsDecreto-Lei n9s 2.283 e 2.284, respectivamente de fevereiro e mar

ço de 1986, e conforme regulamentação através das RC 59/86 e RD 61/

86 do BNH, a conversa0 das ~restações foi efetuada com base na

mes-ma sistemática que a adotada no caso dos salários. Ou seja, foi efe

tuada a partir da determinaçao do valor médio real das doze últimas

prestações anteriores a março de 1986. A seguir, os valores

congelados por um ano.

foram

(16)

rigidos buscando-se contemplar a inflação observada nos meses de

ja-neiro e março de 1986. A dualidade de critérios de correção

monetá-ria de saldos devedores e prestações acarretou um impacto negativo no

FCVS, ainda mais que, Em alguns casos, os novos valores das prestações pa~

saram a ser menores dos que os que vigorariam na ausência do plano.

Além do mais, ainda no período de vigência do Plano CruzadQ

os saldos devedores passaram a ser corrigidos de acordo com o mesmo

indexador que o utilizado para as Cadernetas de Poupança. Assim,com

a adoção das Letras do Banco Central (LBC) , passou a ocorrer a poss!

bilidade de correção superior

ã

dada pela variaç~o do lndice de

Pre-ços ao Consumidor (IPC) do FIBGE, aue era o indexador dos salários e,

assim, das prestações.

b} Plano Verão

De acordo com o chamado Plano Verão, instituido pela Lei n9

7.730 de janeiro de 1989, e reg~lamentado pela Lei n9 7.738 de março

do mesmo ano, as prestações dos contratos celebrados no âmbito do

SFH, foram congeladas, no período de fevereiro a maio, nos seus

res-pectivos valorss relativos ao mês de janeiro de 1989. Os reajustes

nao apl~r~dos naquele p~~'10do seriam repassados, em três

parcelas,a-p6s o pericdo de COL0~~~mento.

Entretanto, os saldos devedores, no mesmo período de

feve-reiro a março de 1990, sofreram reajustes ao nível de 111%. Como con

seqüência, teve-se urna forte contribuição para aumento nos débitos re

siduais, desequilibrando ainda mais o FCVS.

c} Plano Collor

Finalmente (até quando?), nesta longa sucessão de medidas que

vieram contribuir para o desequilíbrio do FCVS, ternos que incluir o

impacto negativo advindo da implementação do chamado Plano Collor,

(17)

-.15.

n9 191, ainda não convertida em Lei, os saldos devedores dos

contra-tos regidos pelas normas do SFH, sofreram correção monetária relati

va

à

variação do IPC no mês de março (cujo valor foi da ordem de

84,32%), sendo que as prestações só vieram a incorporar a correção mo

netária relativa

à

variação do IPC até o mês de fevereiro. Corno

re-sultado, se a inflação fosse eliminada a partir de então, os saldos

devedores residuais sofreriam um acréscimo de 84,32%, em ternos reais.

7- Sugestões para a Redução do Problema

A aceleração inflacionária, verificada principalmente a paE

tir de 1974, por si só causadora de insuficiências nos valores

pre-viamente fixados para o CES, acompanhada da profusão de benesses que

foram concedidas aos mutuários, tais corno descritas na seçao

prece-dente, vieram comprometer, de urna maneira praticamente irreversível,

mantida a sistemática atual, o equilíbrio do FCVS. Correntemente, c~

mo resultado liquido dos dois tipos de fenômenos apontados, estamos

diante da situação insustentável em que uma parcela significat :'va dos

·~Qn~ratos ora vigentes no âmbito do SFH sao caracterizade:..: :::-~!0 fato

~e que os valores de suas prestações são insuficientes para c~~ri~e~

em termos reais, os juros relativos aos respectivos saldos devedores.

Isto significa que, em termos reais, os débitos residuais irão repr~

sentar significativas proporções dos valores originalmente pactuados.

Ainda, mais, em alguns casos extremos, os débitos residuais serão su

periores aos valores financiados.

Corno, por maior do que seja o número dos mutuários que

se-rão beneficiados pela presença de débitos residuais, este número e

relativamente insignificante em relação ao tamanho da população corno

(18)

carac-I.

.16.

teriza uma injustiça social. Afinal de contas, serao os impostos c~

brados sobre a sociedade como um todo que terão a tarefa de cobrir o

desequilíbrio do FCVS. Isto é tanto mais injusto quando se leva em

conta que impostos indiretos, que incidem também sobre as camadas

mais pobres da população, irão servir, muitas vezes, para a quitação

do débito relativos a financiamentos concedidos para a aquisição de

imóveis de luxo.

Como resolver, ou mesmo tornar mais suportãvel o problema?

A resposta deve ser dada com vistas a duas distintas perspectivas tem

porais. Para novos contratos, pelo menos para aqueles que não digam

respeito a habitações efetivamente populares, para as quais algum ti

po de subsídio parece ser imperativo, não mais deve haver o

benefí-cio da possível formação de débitos residuais. Isto poderia ser con

seguido não só com a obrigatoriedade de prorrogação dos prazos

tratuais originais, como também,subsidiariamente, por cláusula

con-tratual que estipulasse, periodicamente, atualização dos valores reais

das prestações. Neste sentido, por ser um plano de amortização que,

comparativamente ao sistema de prestações constantes (Tabela Price) ,

êy.lge prestações iniciais maiores (em igualdade de condiçõ0.f- quanto

a prazos e taxa de juros),

é

interessante que seja efetuadc o

retúr-no da adoção do sisterra de arrortizações constantes. Obviamente, estas

me-didas ficarão supérfluas urra vez alcançado efetivo e duradouro sucesso no comba

te

à

:inflação, Entretanto, é sempre melhor prevenir do que remediar.

E quanto aos contratos, ora em vigor? Neste p::mto, por urra questão de

justiça social, sugere-se a adoção de medidas de caráter fiscal. Cono a

presen-ça de débito residual constitui-se, em última anãlise, em um Çfanho de capital por

parte dos lrnltuários, parece ser justo aue tais ganhos sejam tributados. Isto é ~

no originalmente sugerido ror Barrosa e de Farol , una vez deduzida a atualização do .

(19)

valor da contribuição ao FCVS que tivesse sido efetuada pelo

mutuá-rio, o ganho de capital apurado seria taxado na declaração anual do

imposto de renda, sempre que o débito residual surerasRe urna

fração, a definir, do valor originalmente contratado.

certa

Urna outra possibilidade é levar em conta que a quitação do

débito, com a transferência do saldo residual para o FCVS, pode ser

entendida corno urna operação financeira. Corno tal, estaria sujeita

à

incidência de IOF. Tal corno no caso da adoção do principio de ganho

de capital acima mencionado, o tributo somente seria cobrado no caso

de débitos residuais superiores a valores limites previamente espec!

ficados.

Finalmente, a par de medidas que dizem respeito a uma

me-lhor gestão do FCVS, bem corno da atribuição de encargos adicionais

à

urna outra parte integrante do problema, que é representada pelo con

junto dos agentes financeiros do SFH, cabe também a implementação de

medidas policiais. Todos os mutuários que tenham mais de um imóvel

no mesmo município, o que

é

ilegal, devem ser obrigados a liquidar

seus respectivos débitos, imediatamente ou mediante reoontratação,tais

como apurado-:; em termos rea:i_s.

8- Conclusão

Por serem baseados em sistemáticas de correçao monetária de

saldos devedores e de prestações aue são inconsistentes, os antigos

Planos "A" e "C" do extinto BNH, bem corno seus sucessores, generica-.

mente reunidos sobre o nome de Planos de Equivalência Salarial, emb~

tefil a possibilidade teórica da formação de vul tuosos débitos

resi-duais. Tendo tal possibilidade sido agravada pelo recrudescimento i~

flacionário, e magnificada pelas inúmeras concessões feitas aos mut~

(20)

I

r

I

~

precipuamente criado para absorver tais tipos de débitos residuais,

terá que fazer face a compromissos que foram despropositadamente

su-bestimados. Urge, pois, que medidas tais como as aqui sugeridas

se-jam rapidamente postas em prática,

(21)

J

100. JUROS, PREÇOS E DíVIDA PÚBLICA VOLUME I: ASPECTOS TEÓRICOS - Marco Antonio C. Martins e Clovis de Faro - 1987 (esgotado)

J.01. JUROS, PREÇOS E DíVIDA PÚBLICA VOLUME 11: A ECONOMIA BRASILEIRA -

W7J.!85

- Antonio Salazar P. Brandão, ClÓvis de Faro e M3rco A. C. r1:rrtins - 1987 (es;pta±l)

'102. MACROECONOMIA KAlECKIANA - Rubens Penha Cysne - 1987

103. O PRtMIO DO DÓLAR NO MERCADO PARALELO, O SUB FATURAMENTO DE EXPORTAÇÕES E O SUPERFATURAMENTO DE IMPORTAÇÕES - Fernando de Holanda Barbosa - Rubens Penha Cysne e Marcos Costa Holanda - 1987 (esgotado)

104. BRAZIlIAN EXPERIENCE WITH EXTERNAl DEBT AND PROSPECTS FOR GROWTH-Fernando de Holanda Barbosa and Manuel Sancnez de La Cal - 1987 (esgotado)

105. KEYNES NA SEDIÇÃO DA ESCOLHA PÚBLICA - Antonio M.da Silveüa-1987(esgotado) 106. O TEOREMA DE FROBENIUS-PERRON - Carlos Ivan Simonsen leal - 1987

107. POPULAÇÃO BRASILEIRA - JessÉ Montel1o-1987 (esgotado)

108. MACROECONOMIA - CAPíTULO VI: "DEMANDA POR MOEDA E A CURVA lM" - Mario Henrique Simonsen e Rubens Penha Cysne-1987 (esgotado) 109. MACROECONOMIA - CAPíTULO VII: "DEMANDA AGREGADA E A CURVA 1S"

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Ribeiro da Costa Wer1ang e Tommy Chin-Chiu Tan - 1987 (esgotado)

112. PREÇOS líqUIDOS (PREÇOS DE VALOR ADICIONADO) E SEUS DETERMINANTES; DE PRODUTOS SELECIONADOS, NO PERíODO 1980/1º Semestre/1986

-- ,Raul Ekerman -- 1987

113. EMPRtSTIMOS BANCARIOS E SAlDO-MtDIO: O CASO DE PRESTAÇÕES'

- Clovis ~e Faro - 1988 (esgotado)

114. A DIN~MICA DA INFlAC~8 - Mario Henrique Simonsen - 1988 (esgotado)

115. UNC[~T~INTY AVFD~~~~ ~~~ TliE OPTIMAl CHOISE DF PORTFOlIO

-James - Dow e ~~~:io Ribeiro da Costa Werlang-1988 (esgotado)

116. O CICLO ECONÔMICO - Mario Henrique Simonsen - 1988 (esgotado) 117. FOREIGN CAPITAL AND ECONOMIC GROWTH - THE BRAZIlIAN CASE

STUDV-Mario Henrique Simonsen - 1988

118. COMMON KNOWlEDGE - Sérgio Ribeiro da Costa Werlang - 1988(esgota±l)

119. OS FUNDAMENTOS DA ANÁLISE MACROECONÔMICA-Prof.Mario Henrique Simonsen e Prof. Rubens Penha Cysne - 19B8 (esgotado)

120. CAPíTULO XII - EXPECTATIVASS RACIONAIS - Mario Henrique

Simonsen - 1988 (esgotado)

121. A OFERTA AGREGADA E O MERCADO DE TRABALHO - Prof. Mario Henrique Simonsen e Prof. Rubens Penha Cysne - 1988 (esgotado)

122. INtRCIA INFLACIONÁRIA E INFLAÇÃO INERCIAL - Prof. Mario Henrique

Simonen - 1988 (esgotado) ,

123. MODELOS DO HOMEM: ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO - Antonio Maria da Silveira - 1988

124. UNDERINVOICING DF EXPORTS, OVERINVOICING DF IMPORTS, AND THE

DOllAR PREMIUM ON THE BlACK MARKET - Pro f. Fernando de Holanda Barbosa,

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126.

PLANO CRUZf\DD: COIJr.EPçJ\O [ O ERRO DE POL111CA flSCAL - Rubens

Pcnhü.Cy5np - 1988

127. TAXA OE JUROS rLU1UANTE VERSUS

CORREÇ~O

MON[l~R]A

DAS

PRfSTAÇ~E

UMA

COMPAR~Ç~O ~O

CASO DO SAC (

JNFlAÇ~O CONST~NTE-

ClDvis

de

faro - 19BU

128. CAPiTULO 1] - MONETARY CORRECTION AND REAL IN1ERESl ACCoUNTING

_ .Rubens Pl?nha Cysnc - 1988

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ECO~OMY

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Ruber.~

Penha Cysne - 1988

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RATIO~ALE

ANO

FU1UR[ DIRECT10NS - AntDnio

S~l~zar

P~ssoa

Brand~D

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134.

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COI~GE Lr\l~E

NT

O

COt/1 AB OIW SAL ARI AL GERANDO E

X

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-_ Joaquim Vieira Ferreira Levy e SÉrgio Ribeiro da Costa Wer1óng - 198

AS ORIGENS E CoNSEQUtNCIAS DA INFLAÇAo NA AMERICA LATINA

-FernandD de Holanda Barbosa - 1988

136.

A

CONTA-CORRENTE DO GOVERNO - 1970-1988 - MariD Henrique

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_. Fernando dE HDlanda Barbosa - 1989

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PAGAMENTOS: UMA ABORDAGEM SIMPLIFICADA

-_ J02G

~uiz

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1~O.

CC:~TABILIDADE

COK

JUROS REAIS -

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PENHA CYSNE -

1989

1~1.

"CREDlT

RAlIONlt~":'

';::1")

THE

PERfJ,At~[tn

INtOME HYPOTHESIS" - Vicente Hadrigal,

Tommy

Tan, Daniel Vicent,

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Ribeiro da Costa Werlang - 1989

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1989

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D!~S

LFTs E A PROBABILIDP.DE IMPLICITA DE MORAT(iRIA

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Ribeiro da Costa Werlang- 19

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Carlos Ivan Simonsen Leal e Sérgio Ribeiro da Costa Werlang - 1990

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152. PLANO COLLOR: UM GOLPE DE MESTRE CONTRA A INFLAÇÃO? Fernando de Holanda Barbosa - 1990

153. O EFEITO DA TAXA DE JUROS E DA INCERTEZA SOBRE A CURVA DE PHILLIPS DA ECONOMIA BRASILEIRA

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154. PLANO COLLOR: CONTRA FACTUALIDADE E SUGESTOES SOBRE A CONDUÇÃO DA POLíTICA MONETÁ.."R.IA-FISCAL

Rubens Penha Cysne - 1990

155. DEPÓSITOS DO TESOURO: NO BANCO CENTRAL OU NOS BANCOS COMERCIAIS? Rubens Penha Cysne - 1990

i56ô SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO: A QUESTÃO DO DESEQUILíBRIO DO FCVS

Clovis de Faro - 1990

••

. ~

000056078

(24)

r

. , ,

BIBUOTECA

MARta ~ENRlaUE SIMONSEN FUNDAvÃO GEiUUO VARGAS

6~

(qO

30/osjQo

Referências

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