E
UM ESTUDO SOBRE AS AÇÕES integセᆳ
DAS DE SAúDE NO MUNIC!PIO DO RIO DE JANEIRO: ESTAGIO DE IMPLEMEN-TAÇÃO
MONOGRAFIA DE MESTRADO APRESENTADA POR EUNILDES GONÇALVES SANTOS
198803 216 T/EBAP 8237.
iiiiiiiiセiiiiiiiiiiii@
1000051986APROVADA EM
Jq.
J.. .
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PELA COMISSÃO JULGADORAFUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO POBLICA
CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO POBLICA
UM ESTUDO SOBRE AS AÇÕES INTEGRADAS DE SAODE NO MUNICíPIO DO RIO DE JANEIRO : ESTÂGIO DE
IMPLEMENTAÇÃO
MONOGRAFIA APRESENTADA Â
ESCOLA BRASILEIRA DE ADMI NISTRAÇÃO POBLICA PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ADMINISTRAÇÃO POBLICA
EUNILDES GONÇALVES SANTOS
A04 meu4
pa.i.4, m.tnha 6i.lha Andltêa"
e.
meU4 ami.go4
•
AGRADECrMENTOS
Devo esse trabalho
à
cOlaboração de muitos, pois para vencer cada etapa foi preciso envolver a ajuda de novos colaboradores.Dos meus pais, recebi estimúlo e apoio na rus' ca'de conhecimentos.
De Andréa, 'além do incentivo, carinho e afe-, to constantes, recebi ajuda na transposição dos originais, manuscritos quase ilegíveis, para a datilografia do
pro-jeto. e versão preliminar de'sta ,Monografia.
Dos professores セ。@ EBAP, recebi importantes orientações na busca de conhecimentos, direta ou indireta mente relacionados 」ッセ@ esse trabalho.
Do INAMPS, instituição onde trabalho,' recebi c6nfiança õ.tl::avés do meu afastarr.ento para frequentar as a:!
.
.
las durante o Curso de Mestrado em Adm!nistraçaopública.
De colegas do curso e de trabalho, recebi so lidariedade e estímulo.
De outros amigos recebi !ncentivo.e compre-ensão para o meu afastamento temporário desse círculo.
Os implementadores ·das AIS representantes de comunidades e das'instituições integrantes das AIS, es pecialmente os participantes da Secretaria Executiva da CIMS - concederam-me a oportunidade de realização da ー・ウセ@
quisa. Portanto, quero com eles dividir os resultados des ta realização, livres de falhas involuntárias ou outras
ャゥュゥエセ・ウ@ que o trabalho possa conter.
Do Prof. Dr. Eleutério Rodrigues Neto, ・ョエセッ@
dゥセ・エッイ@ do Departamento de Planejamento de Saúde do セsᆳ
DG, recebi apoio e 'estImulo 'impulsionando-me na realiza-çao do Curso.
Finalmente, . do Prof. Paulo Reis Vieira, pres tigiado Doutor em Administração Pública (Ph.D.), orienta-dor incansável e solícito, recebi valiosas críticas e es-tImulo ao longo de todas as fases deste trabalho.
A todos a minha sincera ァイ。Aセ、 ̄ッN@
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RESUMO
O Brasil nao possui
sistema Integrado
depres
taçao de assistência
à saúde, que contemple integralidade
de açôes e cobertura universal a toda'sua populaçao.
Embora muito preconizada, a-saúde neste país
ainda nao se constitui de fato em
.direito de todos os seus
cidadãos e em
dever do Estado.
As políticas de
」イ・ウセゥュ・ョエッ@econômico
desvin-culadas de políticas sociais compensatórias vêm pennitindo a
grande contingente da população brasileira .sUbsistir em con
dições indignas de vida. Ao lado disso hâ uma variedade de
instituições responsáveis pela saúde da populaçao e as
po-líticas
desaúde-
têm ウゥ、ッセ@sempre voltadas para privatizaçã.o
do
Setor. Todos estes aspectos sao responsabilizados pelo som
brio quadro de saúde da-populaçao brasileira.
'!'en'lativas de reversão vtm sl...nâ·
J {Gセゥエ。ウ@-
(!t..m
algum -sucesso a partir da criação e implantaçao das Ações
セエ・ァイ。、。ウ@
de Saúde (AIS) que buscam integrar instituições pú
blicas prestadoras de assistê?cia
à saúde da
ーッーセャ。。ッ@- vi
sando, principalmente, integralidade de ação e cobertura u
niversal.
As AIS têm sido implantadas-em todo o país,mas
a integração dessas' instituições não tem sido fácil, pelo
peso das variáveis que contém, merecendo destaque a
variá-vel política que concorre para que a situação em cada
rea-lidade seja muito peculiar.
•
A partir dessa avaliaçã9 d.as AIS e do seu apro fundamento através da programaçao e Orçamentação Integra-. . da (POr} para os anos de 1986 e 1987, aproveitando-se tam
.
.
-bém a conjuntura favorável, foi possível,em 1987,a cria-çãp dos;: Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde nos Estados (SUDS). Foi alterada tambérn-a elaboração da POI que passa a ser plurianual, estando mais próximo da efetivação do Fundo Onicó para a Saúde.Esta Monografia discute tais questões e outras a elas relacionadas, ao tempo em que sua autõra. inspira-da na lnetodoloaia de ー・ウアオゥウ。Maセ ̄ッL@ apresenta um estudo das AIS nas oito Areas de Planejamento (APs) do mオョゥ」■ーセッ@
SUHHl\RY
Brazil doesn' t have an integrated health system vIi th universal attendance to the total population and integration of health actions.
However broadly recognized, heal th i s not yet regarded in the country as a right for alI citzens and a governrnental duty.
Econornic develo.prnent politics dessociated from
social considerations have been re sponsible for le ss
dignified conditions of living for large amounts of the population. Furthennore, health agencies are diversified
in nature, reaches a great number, and politics have leen towards health privatization. AlI these questions !lave been responsible for Brazilian dark healtil situation.
However, some reasonable succe ssful actions
have been atternpted to イ・カ・イセ・@ the situation with the starting of a prograrn called Integrated Beal th Actions
(IHA). This program attempts at integrating health
services at alI leveIs of action anti covering the total population.
local leaders and population as a whole demands of Letter services.
An important offspring has resulted out of IHA evaluations. An integrated planning and budgeting system has been incorporateC1 to Aministrative practices and hea lth systems contemplating point - decentrali ZE d actions
(SUDS, as called in Brazil) have Leen installed in the country.
1:
N D I'C EJ - INTRODUçKO
'rr -
PRIMEIRA P,ARTE - Referencial Teóri:co_ e Metodológicoャセ@ Introdução 12
2. Capítulo 1 - 'A Teoria'por trás
1.1 Bases da pesquisa - Ação
1.2 - O Sistema de Saúde no Brasil e o Cenário em que as Ações Integradas de Saúde(AIS) ·foram criadas
'-3. Capítule 2 - Metodologia
III - SEGTJND1!, 1?ARTE - Estrublra das A 1S no, Município do Rio 'de Janeiro, seu セオョ」ゥッョセュ・ョエッ@
a nível central e a experiência a nível Local nas oito Areas de Planejamento (APs)
1. Introdução
, 2. Capítulo 3 - Mecanismos de implementação das AIS no Rio de j。ョ・ゥイッセ@ legislação e estrutura de funcionamento
3. Capítulo 4 - Estudo das AIS na AP 1
4. Capítul? 5 Estudo das AIS na AP 2-Sul 5. Capítulo 6 - Estudo das AIS na AP 2-Norte 6. Capítulo 7 -, Estudo das AIS na AP 3.1 7. Capítulo 8 - Estudo das AIS na AP 3.2
8.
Capitulo9' -
Estudo das AIS naAP
3.39. capítulo 10 -' Estudo das AIS na
AP
4-10. CapItulo U - Estudo das AIS na AP 5
13 14 20 40 48 51 82 104 129 157 181 207 228 253
I
J._--- -- --"-- - j
IV - TERCEIRA PARTE - Urna A-valiação das AIS pelos formulado res de Políticas·públicas de s。、・Lーセ@
los implementadores institucionais e pelos representantes da Comunidade principais tendências e planejamento estratégico para 。セュオ、。ョ。ウ@ no Siste ma de Saúde
1. Introdução
2. Capítulo 12 Avaliação das AIS
12.1 - Uma avaliação do" atual Sistema de" Saúde do Rio de Janeiro por representantes da Comuni
-
-dade e de uョゥ、。セ・ウ@ de Saúde, implementador'es
280
das ·AIS neste r-1unicípio 280 '
12.2 - Assistência
i
Saúde através das AIS 301V
QRNセ@ - fッセュオャ。、ッイ・ウ@ e ■ュセャ・ュセョエ。、ッtN・r@ 、セウ@ AIS" ーャセ@
nejam mudanças no Sistema de セ。、・@ do país a partir da avaliação e 。ーイッヲオョ、。ュ・ョエセ@ 、・ウセ@
sa estratégia
3. Capítulo 13 - A Vivência do pesquisador 4. capítulo 14 "Quo Vadis" AIS ?
BIBLIGGRA:FIA "
VI - Fセexos@ 1, 2,
3
e 4.,"
305
319 338
IN'l'HODUÇÃO
Embora a ゥョエ・ァイ。セッ@ das aç6es de saGde tenha sido 。ウーゥイ。セッ@ antiga de muitos, tornou-se realidade a paE tir do "Plano do CONASP" (Conselho Consultivo de Administra
セッ@ de SaGde Previdencifiria), onde essa ゥョエ・ァイ。セッ@ começa a aparecer como a principal estratégia do Plano, através de proposta "abrangente e transformadora". No primeiro momen to denominava-se "Convênio Trilateral", em' seguida Bpイッァイセ@
ma de Aç6es Integradas de saGde" (PAIS)I. A partir de 1984 passou a ser denominada simplesmente Aç6es Integradas de SaGde (AIS) f quando foi integrado ao Plano Geral de Governo
2
num contexto mais amplo .
As AIS são uma tentativa de reversao do mode lo de 。ウウゥウエセョ」ゥ。@ ã saGde da população brasileira, conside rado insatisfat6rio para a realidade nacional. Nesse mode lo, embora rotu.lado de "sistema de saúde", as insti tu1ç6es pGblicas prestadoras de serviço de saGde têm se ・ョ」ッセエイ。、ッ@
desintegradas e desarticuladas das particulares, e tfm ーイ・セ@
tado assistência insatisfatória aos usuários, favorecendo i nfimeros desvios e distorç5es e エセュ@ se voltado mais para os interesses de acumulação de capital do que para a universa
ャゥコ。イ[Zセッ@ e equidade no atendimento ãs populaç5es. Assim o
modelo alternativo, através das AIS, busca integrar insti-tuiç6es pfiblicas federais, estaduais e municipais, a fim de que prestem 。ウウゥウエセョ」ゥ←NQ@ ã safid •. da população, de maneira
2
MPAS. poヲQMwjQ[セ。NN@ 119 3062,dc. 23]08}82, qu.e. ap'1.ova o Ptan.o de.. RC.Ofl.[C.llt(1.
çéio da ォセLウ[Lウ@ têllc.(a Çi S((Ú.dê 110 ro:lhto da P!LevúíêI1c[a SocÃ.a1. Ve/t Ú0il
bêiJl I\IPAS: "1\C'l',úC?lllaç(io da ォGZLVサNセゥB↑ヲI」NゥエQN@ à Sa.ú.de no âmb,Uo da. Pf1e.vi セ@
Lセ@ , C' • 711 798'n (p.? d 」GイイIセイI@
aC>.I1c<t1 セセocNサ」ャャN@ L. .cano o (;,\I-\.s •
」ッッイ、・ョ。、セ@ e articulada com as instituiç6es privadas, vi sando a criaç30 de "sistema estaduais de saúde" em todas as unidades federadas, 。エイ。カセウ@ de estrutura ッイァ。ョゥコ。」ゥセョ。ャ@
própria.
Sabe-se que o Brasil e um país que pouco gas
セ@ 3 - ,..
ta em saude , alem de concentrar os recursos a nlvel fede ral, enquanto minimiza a participaçâo dos Municípios, ofe recendo 。ウウゥウエセョ」ゥ。@ essencialmente hospitalar, necessitando de plélnejamento ・ウエイ。エセァゥ」ッL@ onde se aplique mais recursos em serviços ambulatoriais e de emergência que são areas críticas; nâo se tendo conseguido ainda um planejamento ゥセ@ tegrado, porque as instituic6es não atuam integradamente. Como um ・ク・ューセッ@ claro pode-se focalizar o problema da Den
gue, cuja possibilidade de expansão se sabia desde 1981 sem nada se fazer para evitfi-la. Tem-se agora seu contro-le dificultado por desarticulaç6es interinstitucionais.
o
Ru de Janeiro apresenta-se muit.o peculiar nesse contexto, pela existência de grande número de aウウッ」ゥセ@ç5es Comunitãrias que cobram atendimento mais adequado セ@
a população. Por essas ・クゥァセョ」ゥ。ウ@ e cobranças, em 。ャァセュ。ウ@  reas de Planejamento (APs) tem hcJ.vido melhoria de ofertade serviços à população, embora haj a ainda mui tas inadequêÇôes como por exemplo r sobrarem leitos especializados para longa
3 Pe.-Ca fLte.Jta.tuJta ob6e.!z.va-,6e. a
NNエョ」NクNNlセエ↑ョ」NサN。@
de. u.m pe.l[Ce.VL-tuaf 6ixo do PIB paJta 6inaric..taJt o Se.tOJt s。セ、・NL@ como oCOJt
Jte. pOJt e.xemplo cum o SetoJt e、オ」。セッN@ ッセ@ jエ・」オjエセッセ@ ー。jエセ@
セ。セ、・@ セセッ@ イjエッカ・ョゥ・Nョエ・セ@ de. カセjエゥ。セ@ VPョエ・NセL@ !.lendo a
Phinci-pai dc.la6 a pjエ」Nカゥ、セョ・ゥ。@ Social com 。ーjエックセュ。、。ュ・ョエ・@ 25%do
セ・Hエ@ oJtçame.nto, tla!z...tando COllnOJtIl1C. haJa cl.Jtabi.f.idade ('.conô
··m.trJ( O(t ヲQN・」NHGNNセセ←ゥNッN@ aセ@ 、HGNュ。Nサセ@ jOH.!CI.J não Illcut.:tê:m um ー・A{」・セ@
t lt c/C
&
.t x o , N o cô
m p lt to 9 (' Jt ({ .f o jJ (i .t Nセ@é.
c o 11 I.J .{. d ('.!w d o P o f1 e Oセ@3
ー」セュ。ョセョ」ゥ。@ c faltarem leitos ァ・イセゥウ@ para curta pcrman5ncia
quando a polItica R、」アオ。、セ@ seria a エイ。ョウヲッイュ。セッ@ dessas. U nid3des Especializadas セョ@ outras mais gerais e canse
quente-mente mais Gteis.
o
estudo aquj ーイッーッセエッ@ tem como objeto as AIS no Município do Rio de J,:meiro, desenvolvido, pr.incipa1:. mente, 。エイ。カセウ@ da セ「ッイ、。ァ・ュ@ de ー・ウアオゥウ。M。セッN@ Trata-se de tema específico dentro do complexo assunto saGde no Brasil limitado ao momento atual, tendo como marco inicial a cria セッ@ do CONASP, chegando-se at5 fevereiro/87 r cujopretende-se analisar criticamente.
periodo
A autora mergulhou エセッ@ fundo quanto possi -vel e necess5rio nessa experiência, em busca de conhecimen-to mais sistematizado ;:.:obr2 a problemática das i\IS, desenvo1:. vendo an§lise de suas possibilidades e ャゥュゥエ。セ・ウL@ dividin-do; na medióa do ーッウセイカ・ャN@ o 」」ョィR」ェセPョエッ@ アセセ@ conseguiu cb ter nessa tarefa de pesquisê!.com aqueles que vêm desenvolve!?; do a dificil tarefa de ゥューャ・セ・ョエ。セッ@ das AIS, desde o ato formal de sua implantaç50 neste
ュセョゥ」■ーゥッTN@
A escolha das AIS como objeto deste estudo deveu-se a várias circunstZi.:Kias que favoreciam
à
pesquisa-dora, tais como as alinhadas a seguir:a) ter familiaridade com a ãrea de saGde e
h , t - . b .5 ' t b
con eClmen"ü prevlo 50 re as AIS; ter ln_eresse 50 re o
4
5
---
._---VeJt cojャャNGイセャQNゥッ@ ccte{)!wdo C.Ht'U!. I,IP/\S com inte.J1.ve.vtiê.l1c.ia do
IMAf.!PS,
MS
(J, E.stadodo
Rio de j。hサセNljエッL@ pOfL -<-ntc.l1.mêdioda. SC.c.!i.c.taJ(a de. Eh;{:adc da SO .. u.(L; c. fUg-t.clH' .. , v.{.J.:,ando . e.6
tabe.te.c.c./t )lJCC.C(i]{ .. SIIlO,) ゥャ・」N」ウNセLzゥNGイ@ .. zos
ã
.ttnpiavt.taç((o da,!> AISnehte.
EJtado
」t」セュッ@dc
a、HGセセッ@ da pセ・V」Nゥエオjエ。@ dehteMuni
c:(p,Co
li
c.xc.c.uçào do CC'Il.\:c.lltO da.:. AIS.-A (UI úJJW Nエ」セ@ 1Il, ): a
â
'r. e. a cf é ,\ ({ f L d e. ,fi
(I ,'[ IH CI. ç.ã
o c. m S au.
d c_ P ú..1J f J ..c.a, AdlilÚl..{ ... 5t:i.((Çí1:o !1o,:,pLt:: l'Ci'L e fIェZQQGcセ。エゥコ。N ̄NッN@ em PlaHc ...
assunto (; estar envolvida com ele;
b) j5 ter ーセイエゥ」ゥー。、ッ@ da fase de implar:ta
-çao das AIS nos estados de Alagoas e S2rgipe, na condir;21o de integrnnte do Departamento de PlJnejamento de Saúde do INAMPS-DG, sem cont.udb vivenciar as etapas de sua implemen-tação;
c) ser um dos profissionais comprometidos com a mudança do modelo, que comunga com a filosofia das AIS e que pretende contribuir com um conhecimento, de alguma foralguma, original para o deslanchar das AIS neste municI
-pio e アオゥセ@ em outros;
d) acreditar que tal estudo ーッ、・イセ@ de fatb
ter 」。イセエ・イ@ pioneiro, pois, embora implantadas a nlvel na
cional, a ゥューャセュ・ョエ。 ̄ッ@ das AIS tem suas peculiaridades a nlvel estadual, regional e 。エセ@ local ou municipal;
e) ter relutiva facilidade de acesso a docu mentos e pessoas ligadas ao trabalho, podendo vir·a ・ョイゥアオセ@
」セセャッL@ 。エイ。カVセ@ de um enfoque diferente. para si própria e
para os demais envor·idos· na ・クー・イゥセョ」ャ、[@
f) tratar-se de assunto bastante explosivo, antes sem eco - como ocorreu com a tentativa de implantar o PH.EV-Sl\ÜDE - e que após a crise da pイ・カゥ、セョ」ゥ。@ Social e apr.r=
ウ・ョエ。セッ@ do Plano do CONASP, tem sido objeto de grandes de
bates at6 pelos Deputados Constituintes, ェセ@ que se カゥカセョ」ゥセ@
。エオセャュ」ョエ・L@ fase de エイ。ョウゥセッ@ pelo processo de ReforFa. Sani
tãria em direção aos Sistemas Estaduais de SaGde. Nessa ar ganização surgiriío os Distritos Sani t5rios, como micl":J·re
-ァゥセ・ウ@ de saúde. Jã tendo sido criadQ pelo governo os Sis
temas Unificados e Descentralizados de Saúde nos eウエセェッウ@ (SUDS) pelo Decreto n994.657 6 . Dal ser o assunto
」・セエ。ュ・ョᆳ
te oportuno para dissertação de I'1estrado.(,
AlPAS/IMAMPS. "SUVS セ@.. S.{.ó;(e.ma!.y uh[セGサq。、ッ@ C' VC' . N」・ャAエGセH、IゥNコ。@
do,:" de. Saúde IIUI.l E.6.tr{dc·/:"". eクNIjッLZLゥN←セッ@ de. 1,[Cdi\Jol.i (E.M.) 031
e. 032 do.6 ALi.ll.i -& tfLOI.i da Saúde. e. da P'r.('vi.rfc.vte.{{{
e.
aセNウ@5
",'-.!('n{wm C'ol'lhec.-tmel1-to e POf.,.6Zvc.t <sem pAuRjセヲNLupoLセ@
ç.eo,ô"J
Embasada nessa afirmativa, a <lutora partiu das pressupa;içÕ2s a seguir, as quais orientaram a イ・。ャゥコ。セッ@ do trabalho:
a) que muitas das dificuldades presentes no momento da implantação das AIS não deixaram, de forma mági-ca, de existir; embora a experi6ncia esteja sendo desenvol-vida;
b} que os fatores que ュ。ゥセ@ negativamente vem influenciando o desenvolvimento das AIS são, principalmente: os poli ticos, como as pressões da rede particular" de ass is tência médica, apoiada pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH); os culturais, como a falta de comprometimento de ser-vidores; os エ←」ョゥ」ッウセ。、ュゥョゥウエイgエゥカッウL@ como a formação ーイッヲゥセ@
sional inadequada
à
realidade e a dificuldude de mobilização de pessoal sob orientaç50 do DASP. Esses fatores vem exercen do grand? peFo ョ・ウセ・@ sentido e pcssivplmente 」」ョエゥョセ。イ ̄ッ@ a・ク・イ」セMャッ[@ talvez mais que os econ6mic0-finaI セ・ャイッウ[@
princi-palmente depois da decisão presidencial de atender também a área social;
c) que os problemas de saúde nao dependem so mente de ações de saúde; mas, muito mais, do nIvel de vida das populações;
d) que o estágio de desenvolvimento d2s AIS no MunicIpio do Rio de Janeiro," comparado com o espaço de tempo decorrido desde a assinatura do
セッョカ↑ョゥPXL@
ainda é muitolento;
7
vセmoLG@ Ped.'to. セ|ャ・エッNN、ッセエHjYゥPM cM\セHGN⦅セエᄋサGᅮゥ」N。@ em Ciêvrc.iab S_oc.iaib.
Sao Pauto. Attaf., 798 O. Pag. 21
セ@ o nv ê-Hiu セ@ o pll.illi ・NNゥaセ@ c. ーセPGヲッNyNN@ ,lHb tflumevrto jy,lT.Zd-i.c.o de.
LHューエ。ョエ。セ。ッ@ セ。「@ AI S Ila-6 セyiM\N、。、セ@ . .6 f・、・ャtN。セ。セN@ aーHIOセ@ bt+a 。「NOセZAZN@
vratuha baa 6-<.lT.madob エ。ュ「セュ@ ob relT.mOb Ad-<.t-<.vo
e de
Adebao 、ッセ@ MuvricZpioJ. No ca,ôo do Riode
Jal'lcilT.o ・「L・セ@ complT.o-mibf.,Of., 6olT.am 6ihmadob
em
bセ。NV[ャゥ。L@em t9 de
outlT.ubhOde
e) que hfi diferença entre os estãgios de desenvolvimento das AIS,nas oito Àreas de Planejamento (Al?3) do MunicIpio do Rio de Janeiro;
f) que muitas das importantes e dificeis de
」ゥウセ・ウ@ que deveriam ter sido tornadas, a nivel ョ。」ゥッョ。ャLアオ。セ@
do da ゥイョーャ。ョエ。セッ@ das AIS, corno por exemplo as relacionadas com a politica de pessoal, ainda ョセッ@ puderam ser 。、・アセ。、。@ -mente enfrentadas e assumidas, nem mesmo a nivel local 9 ;
g) que os beneficios que as AIS deverão ァセ@ rar ainda não chegaram aos usuários dos serviços de saúde no Municipio do Rio de Janeiro;
h) que entre os' técnicos da área de saúde realmente comprometidos com as AIS, há um maior grau de sa tisfação depois da implantação dessa estratégia, havendo es perança que o イ・ウオャエ。、セ@ desse esforço venha atender セ。ゥウ@ a dequadamente aos usuários desses serviços do que no modelo
。ョセ・イゥッイL@ 。ー・セ。イ@ da morosidade e outrcs ッ「ウセ£」オャッウ@ ・ョヲイ・ョセ。@
CiOS.
A autora perseguiu os objetivos gerais abai xo relacionados, que acredita ーッウウ。セ@ responder pela イ・ャ・カ。セ@
cia do seu trabalho para si pr6pria, para a organização on de atua/para o Sistema de Saúde e.consequentemente,para a comunidade:
9
Ao.ladode
エ。ョエ。セ@
ッオエT。セ@
、ゥVゥセオヲ、。、・V@
セ・ャ。セゥッョ。、。V@
a06セ・@
セオセセッセ@ humano6 na セセ・。@ de V。セ、・L@ ao 6e 「uVセ。ィ@ integhah 。セ@
。」LLセ@ de. ,saúde 。ー。Lセセ・セcGNオN@ セッュ@ ba,stante evidê.I!c...i.a a
inju.6;ti-ça da セャャNエZエ。@ de, L!:OIlOIll.z.a Nウ。ャ。セゥ。l@ enthc, a.6 in.6Lituiç.õe /s ーセ@
「llセ。ェ@ L p,'1.estadonas dese,tviço de. saúde,. Como e...6petl((h
a
me.6tTla 、・、ゥセ。 ̄HjL@ de,joc.mpen{w e COll1pJtometimcnto de plLO 6<.6
-,siona..i..s ofLiundo,s de -t/l,stituiç.ões qu..e pagam di6efLentc.1I1ente
pela.ó me6ma.6 。エゥカゥ、。、」Nセ@ plLo6i.66ioncti6, ・Vイ」Nセゥ。ャュ・ョエ・@ ap5.6
inte.g.'Lâ-lo.0 .606 Ltma nlcJStna ofLiVltação? TnicLalmente houve
e6tado6 em que ao a.6.0inah o Convê.nio da.6 AIS tentalLam lLe
6olvc)t o phobtc.ma da' ..i.,So)wrrI.ta ,satalL..i..al em 6l',U âlnbito
de
ação, jã. qtLC aó 、ゥセゥセオ・、。、・NV@ ー。セN。@ ulila .6o.ttLção a nZvee.
Ilct-セゥoij。l@ 6eJt.Lam a,él1da ma.i.ohu" plLLllc..i..palt1lC'.Htc. ーッセ@ depC'.vtdefL
de !IC.6C'fuç,ãodo DASP. COfl.tudo, Il1C.6111O a rrZt!C'..t ・Lセエ。、エキNヲNL@
ê.
7
a) buscar conhecimento sistematizado sobre a experi&ncia das AIS no Municipio do Rio de j。ョセゥイッL@ pro-curando compnrtilhar cOIlcomitantemerite, todo o 」ッセィ・」ゥュ・ョᆳ
to resultante dessa pesquisa, com os co-autores_ da mesma e indicar possibilidade de resolver problemas locais;
b) contribuir para o aperfeiçoamento dos serviços de saúse prestados à comunidade, de forma a torná -los mais adequados às アオ・ウエセ・ウ@ de saGde, 。エイ。カセウ@ de ュセエッ@
do bastante indireto mediado pelos implementadores das AIS,' nos seus vários nlveis;
c) contribuir para o desenvolvimento dos Sistemas Estaduais de SaGde, e consequentemente, com os objetivos da Reforma Sanitária;
d) colocar os resultados desta pesquisa a disposição dos formuladores de politicas de saGde, ーャ。ョ・ェセ@
dores e ゥューャ・セ・ョエ。、ッイ・ウ@ das AIS para que realizem os
ajus-tes necessários, ou extraiám lições dessa experiência a se rem levadas él out:os セGャ|@ r,iclpios Vl_ "Sstc-l10:J, セ[イI@ ."<'lt? for ッー」セ@ tuno, respeitadas as peculiaridades locais;
e) favorecer
à
pesquisadora a oportunidade de-acesso a várias fontes de conhecimento, face a riqueza de variáveis envolvidas no estudo e a metodologia de ー・セ@ quisa proposta;f) desenvolver, juntamente com os ゥューャ・ュ・セ@
tadores das AIS, mecanismos de ゥョエ・イカ・ョセッ@ nas Unidades de Saúde 。エイ。カセウ@ de 」ッュオョゥ」。セッ@ que gere イ・ヲャ・クセッL@ num esfor-ço de mudança de cohccpçao e
saúde ainda não comprometidos 10
tam Susman e Evered .
ゥ、セゥ。ウ@ dos profissionais de
com as AIS, conforme
orien-g} atender ao objetivo acadêmico da pesqul sadora de 。ーイ・ウ・ョエ。セッ@ de Monogr?fia para ッ「エ・ョセッ@ do grau de Mestre em Administraçao セu「セセc、N@
10SUSMAM E EVEREV. "lima
。カ。ヲNセHQ ̄ᄎM
do/)ュセャャ[ZエoMV@
c.i(,_I'I:tZó,ü.O-6Junto aos mccnnismos das AIS (CIS,CIMS,CEAPs
11
e GELs), pretendeu-se responder セ@
ac . ) questões a seguir:
a) qオセ@ 、ゥヲゥ」オャ、セ、・ウ@ tªm sido identificadas
para a ゥューャ・ュ・ョエ。セッ@ das AIS no Municipio do Rio de Janei ro,. e quais ainda prevalecem?
b)
nã
diferença nos estãgios de desenvolvi mento das AIS nas diferentes APs e por quê? o que é comum entre elas e que medidas セッ、・ュ@ acelerar as menos desenvol vidas?c)
nã
alguma potencialidade para resolução . de problemas críticos, 」ッセョッ@ Recursos Humanos, a partir daspeculiaridades locais - isonomia salarial, formação, desen
セッャカゥュ・ョエッ@ e comprometimento ーセッヲゥウウゥッョ。ャ_@
d)
nã
'algum resultado das AIS em termos de melhor satisfação das necessidades dos usuários?e)
Jã
existem ェョ、セ」ゥッウ@ que ウ。エゥSヲ。セセセ@ã
ex pecta ti va dos técnicos r implementadores das GセisL@ de' um breve atendimento às necessidades da clientela?
o
interesse imediato deste trabalho recaiu sobre o exame do processo de implementação da política mais do que sobre o produto desse processoi embora se tenha cons ciência de que se as AIS não 」ィ・ァ。イ・セ@ a resultados, o pro-cesso não terá valor em si mesmo. Assim buscou-se conhecer11 A
・セエセオエオセ。@
ッセゥァゥョ。ャ@
、。セ@
AIS)
」ッューッセエ。@
em
riadaeセエ。、ッ@
pe
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ComL.s,:;:;c..s
iャQエ・ヲQᅳャウエLゥNエオ」NゥエAャQ。ゥセ@ de Saúde: (CIS a nZvel e-stadLtat, CRIS a ャセ|L、IL@ Regional e CIMS/CLIS a vt.(,vel mu-ni'c.,[JOal oa local), ・ョ」ッョエヲQ。MセHGL@ altenada no Mttl1icZpio' do rセッ@ de J an cL'Lo, ond e_ nã.o há CIU S eb
oi adotada a セ@ ig,f.aCI/dS e nao CUS. Em I1tvet イョ。N{セ@ pnôximo da ba,se, e,m ca
da Á.'Lea r,'LlIO![.ameÍ-t.-<..C'..a エoセmャHャ@ セB[エj。V@ a CEAP (COllli,s0âo-ExC'_cLttiva 、セ@ ᅢセ・。@ pjゥNッァセ。ュ¬エゥ」。I@ e o GEL (Gtwpo eク・」オエセMG@
I
\
o estfigio de desenvolvimento das AIS neste Município, ten tando prever quando ァ・イカイセ@ 」ッョウ・アオセセ」ゥ。ウ@
liar suas tendências.
práticas.e ava
A pesquisadora acreditava que a integração das açoes de saGde pelasinstituiç5es pGblicas não 56 era possível como desejável; acreditava que os implementadores das AIS são tecnicamente qualificadOs para a função e que mui tos deles estão realmente compromet.idos com essa tarefa, . o que teve a ヲ・ャゥ」セ、。、・@ de 60nstatar; acreditava ainda que
chegar a resultados relevantes dependeria da implementação dessa política. Apesar de não desconhecer os fatores que exercem influência negativa nesse campo, esperava que com o seu trabalho pudesse influir no alcance dos objetivos イセ@
ャ・カセョエ・ウ@ para os usuários dos serviços de saGde, mesmo que mais remotamente. Assim com seu Projeto, o
desenvolvimen-to da pesquisa e com a apresentação desta Monografia, ・ウーセ@ . ra estar avançando nes tti direção .
. A parte ーイッァイ。ュR、セ@ da セ・ウアオゥセS@ 」ッセウエッオ@ da
セlウ・イカ。 ̄ッ@ em カャョエセ@ e quatro イ・オョゥセ・ウ@ na Secretaria
Execu-tiva da CIMS (SEjCIHS), organismo intermediário e ativo da estrutura, que faz ligação com a 」セーオャ。@ e com as bases;uma reunião na CIS e duas na CIMS e trinta セ@ duas nas oito Â-reas de Planejamento (APs) em que se divide o Município do Rio de Janeiro.
Esse エセ。「。ャィッ@ foi realizado sem financiamen to por qualquer instituição e sua autora não recebeu qual -quer ajuda material ou através de recursos humanos da sua instituição de origem.
Os dados aqui utilizados sao em sua maioria produzidos pela autora na sua interação com a realidade. U sando como dados secundários aqueles mais facilmente dispo-níveis e 」ッョウゥ、・イ。、ッセN、・@ grande valor para uma visão mais geral, não エセョ、ッ@ como objetivo apresentar dados menos 。ァイセ@
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gados do que os disponIveis em cada AP, o que poderâ ser objeto de outras pesquisas.
o
ーセ・ウ」ョエ・@ trabalho encontra-se estruturadoen 3 partes, com 14 capItulos, conforme se explica a se guir:
A primeira parte, com 2 capitulos, trata do referencial te6rico e da metodologia utilizada.
A segunda parte 」ッョエセュ@ 9 capItulas; no capI-tulo 3 apresenta-se a estrutura das AIS no Município do Rio de Janeiro e seu funcionamento a nIvel central; do ca pítulo 4 ao 11 sao discutidas as experiências a nível 10 cal, nas oito APs.
A terceira parte compoe-se de·3 capItulos 0-12 - ctividido em 3 itens - o 11 e o 14.
Pela leitura do capitulo 12 pode-se ter urna avaliaç50 das aiセL@ apresentada por atores situados em di ferentes posições do sistema de saúde, ou seja: na condi-çâo de formuladores de polIticas públicas de saúde; na
」ッョ、ゥセッ@ de implementadores institucionais セ@ funcionãrios
ou servidores, エセ」ョゥ」ッウ@ dflS ゥョウエゥエオゥセ・ウ@ que compõem as
AIS - e na condição de representantes da comunidade ッイァセ@ nizada.
No item 12,1 o atual sistema de .saúde do Rio de Janeiro セ@ avaliado por representantes da comunidade ッセ@ ganizada e pelos implementadores institucionais'das AIS neste mセョゥ」iーゥッN@
11
Jã
no item 12.3 h5 。カ。ャゥ。セッ@ conjunta por im pleIl1entadores e formuladores dessa política, quando tam bém' ーャ。ョ・ェ。イSNセ@ as estratégias de múdélnça para o sistema de saúde do país.No cõ.pjtulo 13 "a vivência do pesquisador" faz-se referência a v5rios eventos relacionados ao エVセG・ウ@
tudado, embora ョセッ@ programados quando da elaboraçEo do Projeto desta Monogrélfia.. Entre eles apresentase algu -mas inforrnaç6es sobre o Sistema único de SaGde de Cuba 'captados durante o "Seminario Internacional en At.encion ·Primaria de Salud", ocorrido em Havana, entre 9 e 12/6/86.
No capítulo 14 e último, intitulado "Quo Va-dis" AIS? pretende-se fazer alguma comparação entre as APs estudadas, focalizar as tendências das AIS assim como algumas dificuldades a serem transpostas no decorrer da
INTRODUÇJ\O
Hoje a questâo metodo16gica nas Ciªncias So ciais passa por dQbate intensamente ーッャセュゥ」ッ@ ; respeito das analogias e diferenças substanciais entre a ,pesquisa tradj,cional e as linhas de ー・ウアオゥウ。M。セッL@ a pohto de se es tabelecer entre elas ーッウゥセッ@ dicotômica, que ョセッ@ セ@ a assu roida pela autora deste trabalho. Por isto retoma -se nes ta"parte do estudo. a 、ゥウ」オウウセッ@ sob:r-e'o assun 't o.
Outro aspecto discutido nesta parte do tra balho refere-se a prob]cTIlática das Ações de Saúde.
" A questao saúde no Brasil vem sendo
enfren-セ。、。@ por ーjャZセセ」イウ@ ゥセ。jGウオ。、。ウ@ para セ@ setcr, セlセ。カセウ@ de mo
delo privatizante de assistência TI,';dica, curativa e indiv,ª=-dualizada, não universalizado, deixando desassistida gran-di parte da população.
-A partir da compreensao da precariedade do quadro sanitário brasileiro e dos descaminhos do seu siste ma de prestação de serviços desenvolveu-se ampla discussão visando reoriontar o Setor Saúde, sendo mais enfática a partir ela "Crise da Previdência Social" que ofereceu opor-' tunidade de serem ampliadas as preocupações relacionadas com esse setor.
Nesse contexto foram criadas as AIS que E;e constituem
em
um avanço do setore
uma esperança rumo ¢ウュセ@danças desejadas. Essà estrat&gia encontra-se, atualmente, em fase deaperfeiç"oamento e transição para os Sistemas U nificêldos Descentralízud,f.'s de Suú(le nos Estados (SUDS).
Capítulo 1
A TEORIA POR TRÃS
A saúde constituiu área do conhecimento hu mano onde há grande produção científica. O tema em estudo encontra-se dentro da área de Saúde Pública que conta com suficiente produção científica divulgada, principalmente セ@ través de organismos internacionais corno a OMSfONU,UNICEF, que -recentemente encetam a campanha em todos os países, ・Nセ@ pecialmente nos do terceiro mundo, visando atingir "saúde para todos no ano 2000".
No Brasil, embora a área de Saúde Pública não venha sendo privilegiada pelos dirigente políitcos, os in telectuois 」ッューイッュ・エゥ、ッセ@ não エセュ@ deixado de escrever sobre o ass.lp+/). CTi t 1.C3.Dl ッセ@ descaminhos ê 2' S pelí 1.ir.éts de sá.úõe, com o descaso ao ーイセ」£イゥッ@ quadro sanitário, principalmente
das ーッーオャ。セ・ウ@ mais ーッ「イ・ウセ@ assim como a privatização da
assist6ncia médica. Procuram atualizar e revelar os diag -nósticos de saúde da população, dos serviços de saúde e dos desvios da formação prof issional; além de realiza rem エ・セ@
tativas de implementar programas privilegiando a Saúde Pú-bli,ca, os quais antes da criação do CONASP ficaram sem eco ou nao passaram de experiências isoladas.
Portanto, dentro da área de Saúde Pública , Administração e políticas de Saúde existe bibliografia su fi ciente para o embasamento de estudo. dessa natureza.
Uma outra área do conhecimento humano da
アセ。ャ@ se utilizou sua produção 」ゥ・ョセ■ヲゥ」。@ neste trabalho e
a referente
à
metodologia de pesquisa e mais ・ウー・」ゥヲゥ」。ュ・セ@14
tradicional PQrQ perseguir os objetivos aqui propostos. Por tanto, esta foi a base te6rica para pesquisilr as'AIS, bus -cando corno resultado ョセッ@ simplesmente obter dados sistemât! cos para 。ーイ・ウ・ョエ。セ@ trabalho baseado em estatisticas. mas, principalmente,vivenciar o processo de Pesquisa-Ação; partl cipando com os demais atores da experiência, da forma como ela セ@ desenvolvida, de um enfoque novo, de uma nova filoso-fia de trabalho, havendo seguram{::mte alguns elementos de
surpresa durante esse pr06essocolaborativo. Buscou-se a
preendcr e transformar este aprendizado em conhecimento u til em beneficio da coletividade.
Assim, este capitulo estâ subdividido em
duas partes. Uma delas refere-se セ@ Pesquisa-Ação e a outra cont6m breve hist6rico sobre o Sistema de SaGde no Brasil, a partir da 、セ」。、。@ de 1970, enfatizando o contexto em que as AIS foram criadas.
1.1 - Bae3 da pesquisa-Açao
A metodologia proposta para este trabalho
"c.ol1õLz.úLi. u.ma. ・NVーセ」NNコ・@ de. C.;.ê.J1C..za. c.om u.ma e.p;/.l
te.mo.eog.za d.zne.lLente., que. p.'l.orlu.z uma
e..6pêi:c..ze.-de'. c.on[le.c..ime.nto (U6e,'1.r'_lLte., que.
ê.
c.ov!.t.zn9(!·l1te.da. b.ztuaçêio palLt-i.<2utalL, e. qlU)_ de..6e.l1vo.tve_ a
c.apac..zdade. do.6 mc.mblLo.6 da ッャlァ。ョNココ。セセッ@ de. 1Le.
.6 o .t v e. f[ em 6 e. (l .6 rJL Ô )J f L .z (1.6
r
11. o b.t C.111 a..6 /I •A pesquisa-Ação oferece vasto horizonte de
ーッウウゥ「ゥセゥ、。、・ウ@ de soluç6es inovadoras que não dispensam. a
participação dos envolvidos na situação.
Os aspectos interacionais entre pesquisador e pesquisados ウセッ@ nesta metodologia.de.grande ゥュセッイエUョ」ゥ。L@
pois as possibilido..des de aprendizado nz"io são exclusivas do pesquisador e nem limitadas ao peri6do que se segue a ana 11se dos resultadb;. Mas, conforme Frank Friedland13 , de ve-se reconhecer aos participantes a condição de sujeit?s no processo de pesquisa e não simplesmente o de objetos da investigação. Faz-se dos participantes, tradicionalmente alienados, parceiros do ・ュセイ・・ョ、ゥュ・ョエッ@ de pesquisa 。エイ。カセウ@
. do seu envolvimento em todo o processo 'de geração e acumu-lação de conhecimento. Esse autor diferericia este proces-so de pesquisa, que denomina de "inclusivo", onde reconhe-ce aos pe$Cfuisados a capacidade de desempenhar o papel de participantes, chegando a エ・セ@ grande envolvimento no pr2
jeto de pesquisa, do tradicional, que denomina "exclusivo", onde os purticipantes são deliberadamente excuidos e o processo de aprendizagem do pesquisador セ@ reduzido.
tam ainda o de
Conforme Rapoport,
"o pJtopô,5ito da pe:-sqaif.>a-aç.ào
ê
c.ontJi.."<'bu.iJi.. tanto paJi..a 06 inte.Ji..e.f.>6e.f.> ーjゥNNセエゥ」NッヲN^@ de. pe.f.>60af.> nU.ma .ói.tanç.éi.o pJi..O bte.mâtéc.a ,,{,Jilc.dJ..a.ta ア。。ャQNセッ@paJi..a Of.> objc..tivof.> da 」NNNサセョ」Nゥ。@ f.>oc.iat atJi..avef.>
da 」ッセ。セVGl。N ̄ッ@ c.olLjal1ta 、セjャエィYT、・@ ama
(!'J.,t'Lu.-tutLCt ét-<..c.a Inataamell.te. ac.e.-<..ta" •
A esses prop5sitos, Susrnan e Evered 。」イ・ウ」・セ@
B、・NGセャ@ cnvoeve.Jt a c.apac."<"dade. daó jJC • .6.60a.6 de. to
maJtem illic.lativa.s 6ac.e. aO-6 ptwbte.ma-6" 1 S.
13 FRYEDLAND, FJi..CUlR.. "PJtoc.e-6.6o Exctaf.>ivo e Inc.ta-6ivo de. Pe.óqui.sa". TJi..adttç.ão. pâg.1-4.
14 Ve.Jt
SUSMAN
c. EVEREV. Op.Cit. Pag.l0-15 td. fbLef. VV"I. taMbém VI l::fRf\ I.. CAMPOS. "Em baóc.a dc. ama me.
todotogia de. pe-6qaif.>a Ji..e.te.vaVlte. palLa a AdmiVli6tJi..aç.ão 'Pü
16
tイセエ。Mウg@ de abordagem pioneira em pesquisa
social, ゥョエjセッ、オコゥ、。@ com esta denominação por I\urt Lewin em 1946, onde a teoria
ê
combinada com a ação do pesq,ui-sador sobre o sistema social. Outros tambémdcsenvolve-rarn estudos algo semelhante a pesquisa-ação como ;'John'
Co11ier em 1945 e o Instituto Travistock de Relaç6es Hu marias em 1976, a partir da experiência de Bion16 . Na pesquisa-ação a açãd
ê
por si mesma apresentada como um meio de mudar o sistema e gerar o conhecimento critico 50bre o mesmo. Pode-se comparar as condiç6es e efeitos das diversas formas de ação social em busca de uma orientação pa.ra esta ação através de pesquisa, tendo como ing-redien:-te essencial a proxi.nl1dade do problema. social crítico. 17
. Através da pesquisa-ação os ー。イエゥ」ゥー。セ・@ cien_ tista e sistema-cliente colaboram na descoberta dos meios e promoção de mudanças ョ・」・ウウセエイゥ。ウ@ do sist.ema social. Ela
18 .
セ@ apresentada por Susman e Evered • como corretivo das defici:>cia.o• (la cGセ[Z[ャjZM[[@ .. "i 1?ositivj st'l, t--=:nc_J C811"(' 」。イセL」エ・@ -risticas: a) ser orientada para o futuro, guiada. para as aç6es e para objetivos; b) ser essencialmente colaborati-va, preservando a interdependência entre pesquisador e sistema cliente, dirigindo-se o processo em função das necessidades e comprome.timento de ambos; c) trazer
implí
-cita a noçao de sistema (facilitando, mantendo e regulan-do· o processo cíclico que vai do diagn6stico, planejamen-to, ação, avaliação a aprendiztlgem), minorando sistemas ーイセ@ blemãticos imediat.os e gerando novos conhecimentos sobre processos do pr6prio sistema; d) gerar teoria baseada na açao e vice-versa, tendo as aç6es baseadas em teorias ava liadas em termo de suas consequências, pelos próprios en volvidos; e) não ser 、ッァュ ̄エゥ」。セ@ os objetivos, o problema e
1 G SUSf.lAN e. EVEREO. Op. Ci.t.
rãf]
9-1071 I'd. TL)i.r1 . Pâ.g. 9
os atores relevantes definem a situação presente e canse guem consenso na definiçÉio da situZlção de tal forma que as ações planejadas produzam as consequências desejáveis. Evi dentemente,
"ne.;I: 0.6 atofleé, o'::' a..evo.ô de. !nu.dança /Cnten
-" o --J セ@ - , - ' ,
cA .. ona.{"pou.eJLao an.ce.c.,'-]JaIL qUCL<,/::' af.>· .6ua,::'
T・。セ・VGセ@ ィ・ー・セエッ@ da mudança 。エセ@ que te
nham a chance dc.col1.tempfã-fa.s atflavé:f.>
cle
19fletfloópec,U.va mi?n:taf, ou. e.xpeflienc . .i.éi-'€'af.>'.'
Ainda na opini ão de Susman e E\Tered o uso da
metodologia de pesquisa-ação permite maior entendimento do que explicação, promoção da ação em vez de predição; solu ções coproduZidas ab<1.vés de colaboração entre pesquisa -dor e sistema cliente; engajamento do pesquisa-dor, enten
、セョ、ッ@ os v2lnrcs dos atofes relevantes, os quais vão ァオゥセイ@
a se leçEl.O ae sigl1ificó.G.os e meios pard 'resoi ver. probJernas e desenvolver compromissos, numa situação de empatia, エッイョ。セ@
、セ@ seu conhecimento usável e aceito pelo cliente. Permite ainda usar "conjecturas ou saltos
de
imaginação", o que segundo Popper são 。カ。ョッセ@ significativos no conhecimento que ocorrem quando o investigador vai além d03 dados, dan do um salto conceitual de imaginação -considerando analo-gias metáforas, modelos, mitos, como meio de explicar da dos. Permite investigar quando açoes são urticuladas e ava liadas, ou conforme Forbert"a .<. rt ti C', f.>
.t;.
9 a çã
o n a a çã
o p o d i? C o n d u. z jjz a. o apJte.rtd;tzado a paflt.<.fl da exp()jt..<.ê.rtc.<.all セ@ 2 O
J9 SUSMAN E EVEREV. Op,CLt. pãg 20
18
Na ーッウアオゥウ。M。セッ@ o pesqujsador
necessaria-mente se exporá ao risco psico16gico de intimidade com os participo.ntes, onde o processo leva a ofuscação de .linhas de limitação clara de conceitos como: pesquisador, prirti-cipante, objetividade, subjetividade. Nesse processo ・ウーセ@ ra-se:
a} comunicação - aberta, honesta, onde am bos .têm interesse de dar e receber;
b} consideração dos problemas da outra ー。セ@
te - de esforço para colaboração na solução de problemas decorrentes de conflitos de interesse de セャ「ッウ[@ cada um reconhecendo corno legítimos os interesses do outro e bus'-cando soluções para atender às necessidades de ambos;
c) atitude em relação a outra parte - de confiança, relação amistosa, onde cada um procura atender às necessidades e solicitações da outra parte. Nesse prQ cesso o pesquisador demonstra ter interesse honesto em re
ャ。セP@ 。セウ@ irteressos e valores do cuLro, ョセ・@ ウゥァョゥヲゥ」Rョ、セ@
isto aceitar corno r2US os valores e necessidades do outro;
mas, respeitandO-OS. Não se exige dos pesquisadores ウッュ・セ@
te técnica, mas também clara filosofia sobre a qual define seu popel com relação ao mundo e aos outros; ou seja, valQ res humanísticos, base para a relação com o pesquisado (ser
21 humano total) .
Esta metodologia de pesquisa contribui para o desenvolviT;lento do conhecimento, desenvolvendo técnicas e criando cenários para o aprendizado - agir em situações
-no.o programadas; gerar capacidade de auto-ajuda; estabele-cer guias de ação; rever, revisar, redefinir o sistema do qual somos parte; desenvolve diretrizes interpessoais, vol tadas para a definição de problemas e competências por irt terpretação e julgamento, estabelecimento de procedimento
de soluç5o de problemas, agindo em situaç6es contingentes e incertas, aprendendo dos pr6prios erros ... Aposar da カゥウセッ@
contingencial poder funcionar como um 9uia para o uso de me todologia de pesquisa a escolher, Susman e Evered sugerem ao pesquisador ser cético ao positivismo
"quando a unJ..dade. de aVlâf.i6e.
é:
taVl.:to ql.WVI..:too
ー・Nセア。ゥセ。、ッセL@um
V・Nセ@ capaz de. 。オエッMセ・NVヲN・Nᆳxao, qUClndo oセ@ セ・エ。」M\NoャQ。ュ・NiGャN[エ」Niセ@ ・NョNZエセ・N@ o·s セオ@
ェ・NjNNNZエッセ@ H。エッセ・セI@ セUッ@ jNNvャVヲNオ・ャQセゥ。、PV@ ー・ヲN。セ@
de.6iVl-<ÇÕe.,S de. セゥNZエャuサᅦᅰ・NセL@ ou quaVldo o mo
.:tivo ー。セ。@ V。コ・セ@ a ー・セアオゥセ。@
é:
セッャオ」ゥッャQ。セ@ オセ@piLO bf.ema . ({[.te. o,s 。エNッセ・セ@ ajudct/1.Ctm a 、・「ゥャQゥセBN@ Lembram ainda esses autores que
" o c.·oll.{u:c.imen.:to q(Le ァ・Njl。ュッセ@ ョッセ@ a6e.ta, e.
nao
h6
。ッセ@ ッ。エセッィ[@o
ー・Nウアオゥィ。、ッセ@ セ@ セ・N」・Nセᆳセ。エイNNゥ。ュ・NョNZエ・@ umÇ!.2'.1!llrJe. 、ッセ@ 、。、ッセ@ que. e . .e.e a
jU.dOLl a 」Nャエゥ。Nセl@ ".
Segundo a ッイゥ・ョエ。セッ@ de Leonarde Ruchelman pode-se usar a ー・ウアオゥウ。M。カ。ャゥ。セッ@ como um instrumento de pesqui!::":'-i'çZ:,! 、RM[BGZBLセ@ T".rna, ーイ・エイセョHG@ .. ,. セNイセ@ usá-:.à 'risar,do
ava-liar a extensão em que os objetivos das AIS estão sendo aJ. cançados, buscando forma para otimizar operaç6es do progra-ma, aplicando medidas corretivas a cada desempenho ゥョ。、・アオセ@
do que for sendo observado. nセッ@ se sup6e valor no resulta-do em si da ー・ウcjオゥウ。M。カゥQャゥ。セッL@ mas para oferecer "feedback" auto-corretivo visando otimizar a ゥューャ・ュ・ョエ。セッN@ A atitude do 'pesquisador será de colaborador e não de observador pas-sivo; pois na ー・ウアオゥウ。M。セッ@
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á-• " t1 "2
セNサッ@ quc. o 6,s Vi \Ia. é..J. .
A avaliação que se venha a fazer terá
sen-22SUSMAN
E EVEREV.Op.Cit.rag.28
23RUC {-{ELMAN,
lcN」jャセ。セ、N@
"Adm.tVli.6.:tJr.aç.({o da mudançar.eta
pe..óqui:20
tido posi.tivo,visando エセッ@ somente corrigir aquilo que for possivel,dentro do processo de ゥューャ・ュ・ョエ。セッ@ das AIS.Pois segundo rriedlallc124, a quaij dade dos resultados da pesquJ.:._ sa pode ser melllOrada peliJ. uli.mentaçã.o de uma relação pe!". manente entre ー」ウアセゥウ。、ッイ@ c pesquisados em ヲオョセッ@ de inte
イ。セッ@ entre neceisidades e ー・イ」・ーセ・ウ@ de ambos os envolvi
dos-na pesquisa.
Sem maior apologia sobre a metodologia de
ー・ウアオゥウ。セ。 ̄ッ@ buscou-se sob sua inspiração oferecer novo
meio de conceituar o problema,diferente daqueles pelos
quais os membros envolvidos definem a ウゥエオ。セッN@ Com uma intervenção menos direta o agente de mudança (pesquisador) funcionando como catalizador. procurou ajudar esses atores a redefinirem o problema e articularem um futuro desejado com o qual será comparada a situação presente, discutindo também possíveis discrepâncias entre a situação declarada e o comportamento real das pessoas. Nesta·tarefa a pesqu.:!:. sádora セ」イ・セセエ。@ アセセ@ a sua ゥョエfイーセ・エセセッ@ do sistema 30cial pode não ser exatamente igual a definida ー・ャセウ@ ュセュ「イッウ@
mais envolvidos na implementação do sistema, o que lhe dará condição de ver soluções possíveis não vistas por e
. 25
les ..
1.2 - O Sistema de SaGde no Brasil e o Cenário em que as AIS foram criadas
As políticas sociais, nas sociedades in-dústriais modernas, pelo seu car,áter compensatório, permi tem reduzir a níveis socialmente aceitáveis as 、・ウゥァオ。ャ、セ@
des geradas pela própria estrutura sócio-econômica. A in tervenção estatal dá-se por prestações diretas de serviço, subsídio ou remuneração de serviços de エ・イ」セゥイッウL@ visando atenuar 'as desigualdades 。エイ。カセウ@ de mecanismos de redistri
24 FR. I EV LANV, Fhall k. O p. C.<.:t. pâg . 1
「オゥセッ@ de renda por toda a sociedade, alocando os recursos financeiros necessGrios para ゥューャ・ュ・ョエ。セッ@ das politicas so c1ais. Nas sociedades 、セウ・ョカッャカゥ、。ウ@ a ー。イエゥ」ゥー。セッ@ estatal d5-se, fundmoentalmcnte, a·partir dos recursos gerados ーセ@
los impostos diretos. Estes incidem com maior peso nos ァdセ@
pos sociiais de maior renda e nos ganhos de capital; 」ィ・ァ。セ@
do
-em
algumas dessas sociedades a representar 80 a 90% das receitas totais para as politicas sociais 26No Brasil as politicas sociais nao atendem aos propôsi tos de universalização e equidade e são excluden_ tes quanto
ã
participação e contiole democrãtico; nãoin.strumentos efetivos de redistribuição de renda e de
d d . ld d . . . 27 d' d セ@ t .
nuaçao e ,eslgua a es SOClalS ,apesar. a rama lca sao
ate-si tuação das camadas mais pobres desta sociedade, que distrl bui de forma tão extremamente desigual suas riquezas. Aqui apenas 10% da ーッーオャ。セッ@ retªm 48% da renda, enquanto os 10% mais pobres, tªm acesso a apenas 1% dessa renda. NO que se refere i: -listribnição de terras n0 pais I 50% das prop:·-ie
dades rurais correspondern a apenas 2% das terras 28
O modelo de desenvolvimento brasileiro e extremamente perverso, tratando desigualmente os asp.ectos econômicos dos sociais, concentrando e reconcentrando' ren da, por um lado, e levando grande parcela da população a um nível de empobrecimento cada vez maior, tendo sido em muito agrõ.vado com a recessão dos últimos anos. Como resul tado desse tratamento dicotomizado, embora o Pln tenha cres
cido em anos recentes, não foi acompanhado por igual aten-ção na área social; não obstante a "teoria do bolo" que de veria ser repartido qpÔS o seu crescimento ...
26 CORPEIRO,
hセNVMエッN@
"FúwIlc-tamc.l1to do Se.tofLsHHN、HjセZ@
P,'1.0P0.6-ta palra a TfLafH-ição vセiャQHGcャQN←ゥNエMエ」N。GA@ inZs。、セ@ セュ@ Vebate. /19
17 C[GES.Ju..f./S?. pâg.37
27
Ui. Tb-td.
2 S VIEESE. e、lエ」N。イN[セ ̄ッ@ S-i.I1dic.at "A C0I1.5tLtuição e 0.6 TfLabatlla
22
o
Setor Saúde r sendo parte do Social c sen1 imunidade contra a nerversidadc do modelo, vem sofrendo os efeitos negutivos da 」・ョエイ。ャゥセ。セッ@ federal, 」ッョ」・ョエイ。セッ@ e reconcentraçilo de renda, sendo dominado por politica ーイゥカセ@tizante, muito mais a serviço da 。」オュオャ。セッ@ de, capital do que da equidade. ' As formas de 」ッョエイゥ「オゥセッ@ ou geraçao de recursos, o fluxo de recursos entre os diversos segmentps do complexo ュセ、ゥ」ッ@ industrial e a 。、ュゥョゥウエイ。セッ@ dos recur-sos, evidenciam o caráter ョセッ@ distributivo e,
consequente-, . 29
mente, concentrador de renda.
Os efeitos de tal modelo agravam as con díções de vida. e de saúde da ーッーオャ。セッL@ dif leul tando o aces so aos bens essenciais, tornando-a mais vulnerâvel ãs doen ças, necessitando recorrer mais aos serviços de saúde Mーッセ@ co acessiveis
à
grande parte da ーッーオャ。セッL@ que não conse gue os recursos terapêuticos, especialmente os medicamentos de que necessitam para イ・」オー」イ。セッ@ da saúde. O sistema induz à 、ゥウエッイセ・ウ@ ーセャッウ@ ーイ・ウエ。、セイ」ウ@ de sergiço, vo:tudos ーセ@
ra o processo acumulativo interno, ou pelos セイッ、オエッイ・ウ@ de
. . t 30
lnsumos e equl.pamen os
As grandes diversidades e contraste que o pais apresenta chegam a refletir seriamente nas condições de vida c, consequcntemente, no nivel de saúde de sua PQ pulação; já que o nival de saúde ・クーイセウウ。L@ em certa medida, o nivel de vida que por sua vez está relacionado ao nivel de desenvolvimento econ6mico e ウセ」ゥセャ@ de um povo.
2 9 セ@ ,...
v・セ@ cッセ、・ゥセッL@ He3io.Op.Cit.Pag.37
30
vセMGャN@
RODRTGUES NiEl'O feeM--tit-ló,'BsエNNHセ、ゥッLNウ@
pafLa ulila PollticC!.
de:
Ate.llçaoã
s。セ、」NN@
pafU( um GoveiLl10de.
TfLaH,6iç.ão Ve..ltIU-"A poLLtica de saúde no llrasil tan1bém 。ーイセ@
senta variaçoes; sendo _ッウセゥカ・ャ@ encontrar-se desde as ーッーセ@ lações praticamente desassistidas até as que têm acesso aos serviços mais complexos e atendimentos altamente sofistica dos; existindo grupos populacionais com graus intermedi5 -rios de facilldade ou dlficuldade de acesso aos serviços de media complexldade.
Embora aqui se constate a existência de
カセイゥッウ@ sub-slstemas, eles ョセッ@ chegam a constituir um
Sis-tema Nacional de Saúde do tiDO "Único" e ョセッ@ se afirma tam . bé:;;; que isto seja o mais indicado para as condições deste pais. sセッ@ v5rias as instituições públicas e privadas e a té diferentes Minist5rios a tratar da アオ・ウエセッ@ saúde; porém, 'sem uma integração harmônica capaz de cobrir com 。エ・ョセッ@ in
tegral, universalmente, toda a população brasileira.
o
direitoà
saúde tem sido incorporado aoeセセ。、ッ@ 。エイセセセウ@ セo「@ discursos, ュセセ@ na _イUエゥセ。@ pelicas foram
as medidas racionalizadoras e modernizantes neste sentido, j5 que o soclal tem sido tratado sempre como tema perifér! co e as melhorias nos pndrões de saúde relacionam-se com melhorias sociais mais amplas; implicando a democratização da saúde em democratização da pr6pria sociedade, algo que estove fora セッ@ alcence dos brasileiros Dor muitos anos.
o
」ッョィ・」ゥセ・ョエッ@ das patologias permite ca-racterizar UIA pais quantoà
saúde e desenvolvimento, atra-vés das cuasas de セッイエ・@ mais frequentes.causas de morte por doenças infecto-contagiosas, demonstram -se precãrias condições s5cio-econômicas; セ・@ predominam as
」 ̄イ、ゥッセカ。ウ」オャ。イ・ウL@ tumores e outras degenerativas,
demons-tra-se que o pais já atingiu alto grau de
、・ウ・ョカッャカゥュ・ョエVセ@
31
24
No Brasil, embora セウ@ do segundo grupo j5 tenham peso sign! ficante, as do subdescnvolv:tmento ainda têm peso muito maior demonstrando as precárias condições de vida de grarlde péir-te de sua ーッーオャ。セッN@
セッュ。ョ、ッ@ flagrantes contrastes, o Brasil セ@
presenta grande disparidade não só entre suas macro-regi.ães mas atª dentro da mesma cidade; favorecendo, por exemplo, no quadro sanitário, urna diferença de até 30 anos na espe-rança de vida ao nascer, entre um nordestino pobre e um su lista rico. A mortalidade ゥョヲセョエゥャ@ média gira em torno de 90%0 N. V. P;)rém, se no sul chega a níveis comparáveis aos das sociedades desenvolvidas, no nordeste chega a' níveis セ@
paráveis com os das mais subdesenvolvidas, variando também dentro da mesma cidade, conforme o nível de renda. Regis-tra-se que em Porto Alegre esse índice varia de 14 a mais
de
QPPE」nNvNSセ@
CJJ11 reJ.ação à. mcrbid<:rie, há cc,nviv'-:nciadas
"doenças do subdesenvolvimento" com as ーイーイセ。Nウ@ dos países desenvolvidos, havendo grande prevalência e incidência das primeiras. Segundo o Centro Brasileiro de Estudos de SaG de
HcebesIjセ@
há neste país cerca de 6 a 8 milh6es de casos de esquistossomose; 8 a 12 milh6es de casos de Doença de Chagas; um milhão de casos de tuberculose; 150 mil casos de malária; e 100 mil casos de Doenças Infecto-contagiosas evitáveis por imunização; a16m de 40 a 50 milh6es de desnu tridos e subnutridos. No grupo das "doenças do desenvolv.:!: menta" aparecem, principalmente, as doenças cárdio-vascula res, as malignas, as crônico-degenerativas, as mentais e as violências. Além de ser recordistas mundial. no que se32 CEBES .. BaOセNVゥセエ↑ゥQ」NNサ。N@
ã.
SnÍtrf(> viu.»1a Soci.e.dade. Ve.moC.!Lã.tic.a". 0I1.tJ34. IN: Saudc. e.m. ーセ「。エGエIエセ@ 11.pág.833 CESCS." A Q[U? .• \:i:ao ve.»1oc.f1.â-t.{c.a na Ãfle.a de. Saúde.". RiD