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FLORIANÍWOLIS
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NÃNIA
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càlwoso
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Fxxaflaà
eauum
smoma
xzuuumu
souza
nomànórous
1996
ÀGRADECIMENT
OS
À
Deus
por iluminar nossa trajetória de vida, e fortalecer nossoespirito
de
compreensão, dedicação eamor
ao próximo.Aos
nossos pais, irmãos e familiaresque
mesmo
distantessempre
nos
apoiaram e mantiveram-se aonosso
lado transmitindo-nos dedicação eamor, encorajando-nos nos
momentos
dificeis a firn de quepudessemos
vencer mais esta etapa de nossas vidas.Aos
amigos
e colegas por prestigiar nosso trabalho.E
em
especialà
Giovana
lmhof
por simplesmente ouvir e nos amparar nosmomentos
dedificuldade e compartilhando os
momentos
alegres.À
Maria Helena
oi nosso muitoobrigado, pela dedicação,
compreensão
e principalmente por incentivar-nos e depositar-nos confiança.Pela postura profissional e
humanizada que buscamos
e que tanto contribuiupara o nosso crescimento emocional e profissional.
À
Maria
de LourdesCardoso
por haver abertocaminho na
buscado
conhecimento, enriquecimento e satisfaçãoem
nosso trabalho.Nos
conduzindo
na busca do
aprender, aceitar e entender os mistériosda
vida.E
aatender o porquê e para que
viemos
a estemundo.
Às
enfermeiras supervisoras Ivania T. P.Cardoso,Simone
K. Souza, eMônica
F.Grüner
pela atenção e paciência que dispensaram duranteAo
HospitalNereu
Ramos
e funcionáriosem
especial aosda Ala
V
pela receptividade ecompanheirismo que
dispensaram duranteo
períodoem
que
estivemos juntos.Às
enfermeiras Luciane ZappeliniDaufenbach
eRochele da
Silvaque nos
encorajaram e auxiliaramna
realização deste trabalho.Aos
voluntários Hamilton eOdete
Leite o nosso abraço especial, pelo carinho e atenção dedicados a nós.À
equipe multiprofissionalque
favoreceu acompreensão na busca
do
aprendizadonos mostrando
a integralidadeda
assistência.À
Fundação
Açoriana parao
Controleda
AIDS
(FAÇA)
porestimular ao estudo e atualização profissional.
E
por encorajarna
luta ecombate da
AIDS,
respeitandoo
portadorHIV/AIDS,
colaborando parao
exercício
da
cidadania.Oração do
Amor
Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria
como
o metal que soa, ou como o sino que tine.Ainda que eu tivesse o
dom
de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda aciência, e ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e
não tivesse amor, nada seria.
E
ainda que distribuisse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres e ainda queentregasse o
meu
corpo para ser queimado,enão tivesse amor, nada disso
me
aproveitaria.O
amor é paciente, é benigno.O
amor nãoinveja, não se vangloria, não se ensoberbece.
Não
se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita não suspeita mal.Tudo sofie, tudo crê, tudo espera, tudo
suporta.
O
amor nunca falha.Mas
havendo profeciascessarão. Pois
em
parte conhecemos, eem
parte será aniquilado.Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o
amor.
SUMÁRIO
1 -Introdução ... ..
1.1. Justificativa do projeto assistencial ... ..
2 - Referencial Teórico ... ..
2.1. Classificação das Necessidades Humanas Básicas ... ..
2.2. Processo de Enfermagem segundo
Wanda
de Aguiar Horta e adapta-ões ç ... .. 3 - Objetivos ... _. 3. 1 .Objetivo Geral ... .. 3.2. Objetivos Específicos ... .. 4 - Metodologia ... _.
4.1. Descrição do
Campo
de Estágio ... ..4.2. População Alvo ... ..
4.3. Etapas de Implementação ... ..
4.4. Descrição das Atividades Referentes aos Objetivos ... ..
5 - Cronograma ... _.
6 - Apresentação, Análise e Discussão dos Resultados
... .. 6.1. Objetivo n° 1 ... .. 6.2. Objetivo n° 2 ... .. 6.3. Objetivo n° 3 ... .. 6.4. Objetivo n° 4 ... .. 7 - Conclusão ... .. 8 - Referência Bibliográfica ... ._ 9 - Anexos
Pa
s°*“ 13 16 16 16 18 l8 20 20 22 24 25 25 32 40 51 55 571 -
iuraonuçào
"A
Síndrome
da Imunodeficiência Adquirida(SIDA) ou
AcquiredImmime
Deficiency
Syndrome
(AIDS), foi descrita pela primeira vez,em
1981,a partir
do
aparecimento dos vários casos de doençasmenos
comims,
aPneumonia
porPneumocystis
cariníz' eo
Sarcoma
de
Kaposi,em
adultosjovens" (Gottlieb et al,
apud
Westrupp, 1981)."Estas duas patologias, mais
comuns
em
pessoas debilitadascom
neoplasias malignas, aPneumonia
porPneumociste
carinii eem
pessoas idosasde origem mediterrânea, o
Sarcoma
de Kaposi,chamaram
atençãodo
Centersfor Disease
Control(CDC)
nos Estados Unidos, por estarem ocorrendo entrehomossexuais masculinos, de
Nova
York
e Califórnia"(CDC,
1981,apud
Westrupp, 1995).
“
Em
1982
foi observado entre usuários de drogas injetáveis e
indivíduos provenientes
do
Haiti(CDC,
1982, a,b) receptores de sangue ehemoderivados
(CDC,
1982, c, d) e crianças nascidas de mulheres2
com Aros
(CDC,
1983),além
da adultasda
África central(chmnaak
ei al,1983,
apud
Westrupp, 1995).Somente
em
1983, o virus foi isoladona
França, porum
grupo depesquisadores
do
Institut Pasteur,em
células ganglionares deum
doente,recebendo o
nome
de"LAV"(Lymphoadenopathy-Associated
vírus).Simultaneamente,
o
vírus foi isoladono
Instituto Nacionaldo
Câncer,em
Bethesda,
Maryland-EUA,
sendo identificadocom
HTLV-III
(Human
Thymphatrophic
Retrivirus), passando, a partir de 1986, a receber depois deapreciado pela Organização
Mundial da Saúde
(OMS),
adenominação
intemacional,
HIV
(Human
Immunodeficiency
Vírus)”.(CDC,
1986,apud
Westrupp, 1995).
“O
HIV
infecta seletivamente a célulaT4
(ouCD4+).
De
fato,alguns estudos
mostram
que o receptor celular para o virus é realmente a própria moléculaCD4.
O
HIV
é citopático para as células infectadas, levando eventualmente a sua destruição.O
resultadoda
infecção das célulasT4
émn
defeito quantitativo nas
mesmas.
Indivíduos imunologicamente normaispossuem
cerca de600-1200
célulasT4/mm3.
Pacientescom
AIDS
possuem
geralmente 0 -
500
células T4, emesmo
indivíduos assintomáticos infectadospor
HIV
possuem,com
frequência,um
número
inferior ao normal de linfócitosT4.
O
número
de célulasT4
parece estar relacionado à evolução clínica. Indivíduoscom
contagens muito baixas de célulasT4
tendem
a apresentar mais problemas clínicos, especialmente infecção,do
que aquelescom
um
número
maior
de células T4.Devido
aonúmero
reduzido de célulasT4, o paciente apresenta-se geralmente linfopênico (contagem linfocítica total
3
número
de célulasT8
em
casos deAIDS
mostra-se geralmente normal,podendo
apresentar-se levementeaumentado ou
diminuído”. (F laskerud, 1990)."Reconhecidamente existem três fonnas básicas de transmissão
do
HIV:
contato sexualcom
pessoa infectada; exposição ao sangueou
derivadoscontaminados e a transmissão vertical
ou
perinatal.A
transmissão por contato sexualpode
ocorrer nas relaçõeshomossexuais (passivas
ou
ativas) e heterossexuais (dohomem
para amulher
evice-versa).
A
possibilidade de transmissãopode
ocorrernão
só nas relaçõescom
penetração vaginal e/ou anal,mas
também,
prática orogenital (felação e cunnilingus).Segundo
algims autores,há
fatoresque
facilitam a transmissãodo
HIV,
dentre eles estão as doenças sexualrnente transmissíveis e traumatismo demucosa.
A
exposição ao sangueou
a seus derivados, quer seja por usocomum
de seringas e agulhas entre usuários de drogas injetáveis, quer seja portransfusão de sangue e seus derivados,
sem
a devida triagem dos doadoresem
bancos
de sangue,tem
sidouma
das formas apontadas para a contaminação.A
transmissão vertical perinatal é aque
ocorre demãe
infectadapara
o
filho antes, durante e depoisdo
parto”. (Westrupp, 1995).De
acordocom
o
Ministérioda Saúde
(1995), os primeiros casosde
AIDS
no
Brasilforam
diagnosticadosem
1982, nas cidadesdo Rio
deJaneiro e
São
Paulo.A
mesma
fonte informaque
jáforam
notificadosem
tomo
de 71.111 casos
de
AIDS
no
Brasil, eem
Santa Catarina 2.492, até abril deI
4
I .l .
JUSTIFICATIVA
DO
PROJETO
ASSISTENCIAL
Mann
e Col., (1993) "...demonstrou que
a prevençãodo
I-HV étotalmente possível,
mas
apenas sehouver
três elementos importantes: informação, educação, serviçosem
saúde e sociais eum
ambiente socialapropriado".
Por
isto nós enquantoacadêmicas temos
como
propósito alertar portador/família/conviventes paraque construam
um
adequado
ambiente socialque
propicie a redução das necessidadeshumanas
básicas afetadas.Observamos
em
nossa sociedade, sejana
família, local detrabalho, colegas
de
curso,que
há
muitas vezesmedo
e informação equivocadaperante
o
contatocom
o portadorHIV/AIDS,
e sentimos a necessidade deesclarecer
melhor
estaconcepção
em
relação aomesmo.
"Nenhuma
comunidade ou
paísdo
mundo
que
já tenha sidoafetada pela
AIDS
pode
argumentar ter conseguido deter a disseminaçãodo
I~IIV..."(Mann et al, 1993).
Enquanto
estudantes da áreada
saúde eprincipahnente
do
cuidado,como
alunasda
VIII U.C.do Curso
deGraduação
em
Enfermagem
da
Universidade Federalde
Santa Catarina,pretendemos
com
este trabalho colaborar
na
prevençãoda
disseminaçãoHIV/ADDS
e ajudar a melhorar a qualidade de vidado
portador juntamentecom
a família, atendendo assim os requisitosda
disciplina deEnfermagem
Assistencial Aplicada.Para alcance de nossos objetivos
usamos
para cadaportador/família,
como
suporte, a teoriade
Wanda
de Aguiar Hortaque
énorteada pelas Necessidades
Humanas
Básicas..Na
busca
da vivência,aprendizagem
e conhecimento sobre5
paxticiparemos
do
gmpo
de auto-ajudana Fundação
Açoriana parao
Controleda
AIDS
-FAÇA*
* FAÇA - Organização não govemamemal, sem ñns lumnivos que tem como objaivo a prevenção. assistàlcia, pesquisa em amamos relacionados a HIV/AIDS. Situada a Rua Ferreira Lima n° 83, Cmtro, Florianópolis - Cx. Postal 5001.
2
-aarunauciài
raómco
Atendendo
o objetivoda
VIIIUnidade
Curricular do'Curso
deGraduação
em
Enfermagem
da
Universidade Federal de Santa Catarina,que
preconiza a utilização de
um
referencial teóricona
assistência, optou-se peloreferencial de
Wanda
de Aguiar Horta.Modelo
teóricoou marco
teórico, refere-se auma
teoriaou
grupo de teoriasque
fomece
fundamentos para as hipóteses, políticas e currículo deuma
ciência.O
marco
teóricocontém
conceitosque
são limitados, específicose explicitamente interrelacionados.
“Teoria é
um
conjunto de conceitos, definições e proposiçõesque
apresentam
uma
visão sistemática defenômenos
atravésda
especificação das relações entre os conceitos...” (Kerlingerapud
Trentini, 1987).\¬-
._“Há,
na
literatura, confusãoem
relação aos termosmarco
conceitual e teoria, pois são usados,
na
maioria das vezes,como
sinônimos.Embora
sejam similaresem
alguns aspectos,em
outros diferemacentuadamente.
Ambos
são abstraçõesda
realidade,ou
seja,um
conjunto de7
pensamento
deuma
maneira particular”. (Neves,1984 apud
Trentini, 1991).“... Tanto o
marco
conceitualcomo
a teoria são estruturas conceituais. Estapalavra “conceitos” parece de fácil
compreensão,
mas
há
também
certaconfusão
em
relação à sua compreensão.Há
quem
confunda “conceitos”como
“definições”, sendo assim, seriauma
redundânciaquando
os cientistasfalam
em
definição de conceitos. Definição explica o significadodo
conceito, indica seu verdadeiro sentido.Mas
o
que
são conceitos? Conceitos são abstraçõesda
realidade,ou
seja,imagens
mentais de objetos, propriedades, eventos, idéias e outras realidadesque percebemos
epensamos
(Trentini, 1987).Por
exemplo, alguns conceitos chaves utilizadosna enfermagem
são saúde, serhmnano, enfermagem,
finalidadeda enfermagem,
ações deenfermagem
e assim por diante.Vejamos, quando
nósescrevemos
ou
pronunciamos
a palavra “saúde”, elanão
éo
fenômeno
(oque
acontece). Elarepresenta a realidade.
Por
isso, se dizque
os conceitosnão
são a realidade,~
sao representações dela.
Existe
também
diferentes níveis de abstrações dos conceitos.Os
conceitos de
maior
abstração, popularmente sãochamados
conceitos chaves,ou
constmctosquando
estes conceitos são definidos, inevitavehnentesurgem
novos
conceitoscom
nível de abstraçãomenor, que
necessitamtambém
dedefinição.
Marco
conceitual e teoria são diferentesem
dois aspectosfundamentais. Primeiro, diferem
em
relação a estrutura, isto é,na
definição e interligação dos conceitos.Num
marco
conceitual os conceitos são definidos e interligados deuma
maneira abrangente, enquantoque na
teoria, as definiçõessão mais precisas e operacionais.
Na
teoria as relações entre os conceitos são8
desdobradas
em
hipóteses e submetidas a testesna
prática.A
segunda
diferença fundamental é
em
relação ao propósito de cada estrutura.Um
marco
conceitual objetiva descrever, classificar e relacionarfenômenos de
uma
forma
organizada e coerente, enquantoque
uma
teoria,além
disso,tem
apropriedade de descobrir o
“como
e porque” o fenômeno
existe.Em
outraspalavras, ela explica
o
fenômeno.A
teoriatambém
prediz ofenômeno,
isto é, prevê sob quais condições ocorrerá ofenômeno.
Estas diferenças entremarco
conceitual e teoria
não
atribuem maiorou
menor
valor anenhum
em
relação aooutro.
Toda
teoria é derivada deum
marco
conceitual, pois para construí-la,inevitavelmente inicia-se
com
um
marco
conceitual, descrevendo crenças e valores,definindo
os conceitos chaves (osmais
abstratos) para, a partir daí,desenvolver a teoria. Desta maneira, cada teoria incorpora seu
marco
conceitual”. (Trentini e Silva, 1991).
Durante o
estágio foi utilizadoo
referencial deWanda
de Aguiar Hortabaseado
nas NecessidadesHumanas
Básicas - NI-IBcom
algumas
adaptações,
uma
vez que
este atendeo
indivíduo nas suas necessidades bio- psico-sociais priorizando o atendimento individualconforme
a necessidade de cada paciente. Para desenvolvimentodo
processo deEnfermagem
utilizamos alguns passos descritos porWanda.
Wanda
deAguiar
Horta, foiuma
idealista,uma
pioneira euma
cientista.Lecionou
durante20
anosna
Escola deEnfermagem
da
USP,
e criou a revista"Enfermagem
em
Novas
Dimensões".Sua
última publicação foi o livro"Processo
de
Enfermagem", que contém
a Teoria das NecessidadesHumanas
Básicas e sua operacionalização.
Morreu
em
1982, após vários anos de9
Em
1968, desenvolveuum
método que
proporcionou a observação dosaspectos fisicos dos problemas de
enfermagem
com
o intuito de introduzir atécnica
da
observação sistematizadana
prática.Após
isto, desenvolveu aTeoria das Necessidades
Humanas
Básicas. Foi a primeira enfermeirano
Brasila incentivar a utilização de urna teoria
que
servisse de guia parao
planejamento, direcionamento, coordenação, execução e avaliação
da
assistência de
enfermagem.
Baseando-se por suavez na
motivaçãohumana
segundo Maslow,
adotando a classificação das NecessidadesHumanas
Básicas,
segundo
JoãoMohana.
(Souza et al, 1995).Para
melhor
entendimento necessário se faz o esclarecimento de algunsconceitos.
Com
baseem
Wanda
Aguiar Horta (1979), define-se:Ser humano/indivíduo
É
um
todo, estáem
constante interaçãocom
o imiverso,dando
erecebendo energia.
A
dinâmicado
universoprovoca
mudanças
que
olevam
a estados de equilibrio e desequilíbriono
tempo
eno
espaço.Os
desequilíbrios gerarn,no
serhumano
necessidadesque
se caracterizam por estados de tensão conscientesou
inconscientes que o levarn a buscar satisfação de tais necessidades paramanter
seu equilíbrio dinâmicono tempo
eno
espaço.Ser
cliente/pacienteç
Pode
serum
indivíduo,uma
famíliaou
mna
comunidade,em
últimaanálise, são seres
humanos
que
necessitam de cuidados de outros seres10
Saúde/doença
Saúde
"estado de equilíbrio dinâmicono
tempo
e espaço".Doença
"estado de desequilíbrio".Ambiente
Diz
respeito a todas as condiçõesdo
ecossistemaque permitem
aoindivíduo atender correta e
completamente
suas necessidades taiscomo:
ambiente fisico, normas, regulamentos, grupo social, familia e outras condiçõesdo
ecossistema.Interação
É
afonna
atravésda
qual se processa a troca de energia entre oser
humano
eo
universo dinâmico.Enfermeiro
É
um
serhumano
com
todas as suas dimensões, potencialidades erestrições, alegrias e frustrações, é aberto para
o
futuro, para a vida e nela seengaja pelo
compromisso
assumidocom
a enfermagem. Estecompromisso
levou a receber conhecimentos, habilidades e formação
do
enfermeiro,sancionados pela sociedade que lhe outorgou o direito de cuidar de gente, de
outros seres
humanos.
Em
outras palavraso
ser enfermeiro é genteque
cuidall
Enfermagem
É
a ciência e a arte de assistiro
serhumano
no
atendimento desuas necessidades básicas, de torná-lo independente desta assistência,
quando
possível, pelo ensinodo
auto-cuidado, de recuperar, manter epromover
a saúdeem
colaboraçãocom
outros profissionais.Assistir
em
Enfermagem
É
fazer pelo serhumano
aquiloque
elenão pode
fazer por simesmo,
ajudarou
auxiliarquando
parciahnente impossibilitado de se autocuidar, orientar
ou
ensinar, supervisionar eencaminhar
a outros profissionais.Assistência
de
Enfermagem
É
a aplicação pelo(a) enfermeiro(a)do
processode enfermagem
para prestar o conjunto de cuidados e
medidas
quevisam
atender asnecessidades
humanas
básicasdo
serhumano.
Cuidado
de
Enfermagem
É
a ação planejada, deliberadaou
automática do(a) enfermeiro(a)resultante de sua percepção, observação e análise
do
comportamento, situaçãoou
condiçãodo
serhumano.
Problema
de
Enfermagem
São
situaçõesou
condições decorrentesdo
desequilíbrio das necessidades básicasdo
indivíduo, família e comunidade, eque
exige do(a) enfenneiro(a) sua assistência profissional.Necessidades
Humanas
Básicas
São
consideradascomo
entesda enfermagem, que fazem
partedo
ser
humano. São
estados de tensões, conscientesou
inconscientes, resultantesdos desequilíbrios
homeodinâmicos dos fenômenos
vitais.As
necessidadeshumanas
básicas são universais.2.1.
c1.àssmcAçÃo nas
saci-zssmanas
aunmms
Básicas:
Necessidades Psicobiológicas Necessidades Necessidades Psicossociais Psicoespirituais Oxigenação Hidratação Nutrição Eliminação Sono e repouso Exercicios e atividades fisicas ' Sexualidade Abrigo Mecânica corporal Integridade cutâneo-mucosa Integridade fisicaRegulação: térmica, hormo-
nal, neurológica, hidrossalina, ele- trolítica, imunolg gica, crescimento celular, vascular Locomoção
Percepção: olfativa, visual, auditiva, tátil,
gustativa, dolo-
rosa.
Ambiente
Terapêutica
Segurança Religiosa ou teológi-
Amor
ca, ética ou filosofiaLiberdade de vida.
Comunicação
Criatividade
Aprendizagem (educação à saúde) Gregária
Recreação Lazer
Espaço
Orientação no tempo e espaço Aceitação Auto-realização Auto-estima Participação Auto-imagem Atenção
13
2.2.
Paocasso ma
anraarmsau
saeunuo
wanna
na
àsumx
HORTA
1-:àuàaràçõas
O
processo deEnfermagem
segimdo
Horta (1979, p. 35), “ é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando assistênciaao
ser
humano.
“Caracteriza-se pelo inter-relacionamento edinamismos
de suasfases
ou
passos,que
são:a) Histórico
de
Enfermagem
É
o
roteiro sistematizado parao
levantamento de dados,significativos para o(a) enfermeiro(a),
do
serhumano,
quetomam
possível aidentificação de seus problemas.
Foi utilizado pelas acadêmicas
o
roteiro de histórico, aplicadona
5”
Unidade
Curricular(Anexo
01).b) Diagnóstico
de
Enfermagem
É
a identificação das necessidadesdo
serhumano
que precisade
atendimento, e a determinação pela enfermeira
do
grau de dependência desteatendimento
em
natureza e extensão.Durante
o
curso de graduação,não
foi realizado pelas acadêmicaso
diagnóstico de Horta, pelo fato deste ser complexo. Por issooptamos
pornão
14
c)
Plano
AssistencialÉ
a determinação globalda
assistência deenfermagem que o
indivíduo deve receber diante
do
diagnóstico estabelecido. Este passonão
foi utilizado pelas acadêmicas, porque este éa
continuidadedo
diagnóstico.d)
Plano
de
cuidadosou
Prescriçãode
enfermagem
É
a implementaçãodo
plano assistencial pelo roteiro diário (ouaprazado) que coordena a ação
da
equipe deenfermagem
nos cuidadosadequados
ao atendimento das necessidades básicas e específicasdo
serhumano.
Este passo foi utilizado pelasacadêmicas
e)
Evolução de
enfermagem
É
o
relato diárioou
periódico das 'mudanças sucessivas queocorrem no
serhumano
enquanto estiver sob assistência profissional.A
evolução foi realizada através
do
método
orientado para oproblema
(sistemaWeed)
que
estáfundamentado no
método
científico, sendoque
esta evoluçãofoi aplicada
na
visita domiciliar eno
estudo de caso dos pacientes selecionadossegundo
objetivo proposto pelas acadêmicas.As
notas de evolução são divididasem
quatro partes, designadas pela siglaSOAP
que correspondem
respectivamente a:S
=
dados
subjetivos - são informações e observações ao paciente(família, amigos,
ou
responsáveis) sobre elemesmo,
ou
seja, o que o paciente15
O
=
dados
subjetivos - são observaçõesou dados mensuráves
obtidos por elementos
da
equipe de saúde e/ouenfermagem,
taiscomo
observações clínicas (sinais e sintomas), resultados deexames que requerem
ações de
enfermagem,
resultadosda
execução de cuidados, tratamentos,orientações, etc.
A
=
análise - explica e interpreta o significado dosdados
objetivose subjetivos.
Aqui o
profissional registra a sua opinião sobrecomo
definir oproblema
num
grau de maior precisão. Avalia aomesmo
tempo
a evoluçãoda
conduta adotada e
a
identificação denovos
problemas.Devem
estar incluídasas razões para manter,
mudar
ou abandonar
a conduta.P =
plano -o
plano representa a decisão paratomar
uma
condutaespecífica, baseada
em
novos
problemas ena
análise.Prognóstico
de
enfermagem
É
a estimativada
capacidadedo
serhumano
em
atender suas necessidades básicas após aimplementação
do
plano assistencial e à luz dosdados fomecidos
pela evolução deenfermagem
(Horta, 1979, p. 68). Indica ascondições que
o
paciente atingiuna
alta hospitalar. Se este encontra-seindependente para
o
auto cuidado, seu prognóstico é consideradobom;
seconsiderado dependente
o
prognóstico é ruim. Este passotambém
foi utilizado3
-OBJETIVOS
8.1.
OBJETIVO
GERAL
Desenvolver
o
cuidado deenfennagem
ao portador deHIV/AIDS
relacionado as suas necessidades
humanas
básicas.3.2.
osairrníos
1-:sP1-:cmcos
-
Conhecer
os recursoshumanos
e materiais e os indicadoreshospitalares
da Ala de
internaçãodo
pacientecom
HIV/AIDS.
- Prestar cuidados de
enfermagem
ao portadorHIV/AIDS
durantesua intemação e
no
domicílio.Básicas.
17
- Participar das atividades de
educação
ao portadorHIV/AIDS
e4
=METODOLOGIA
4.1.
onscaiçâo no
cànro
DE asráeio
O
HospitalNereu
Ramos (HNR)
localizadono
bairroAgronômica
- Florianópolis, estabelecimento da rede de hospitaisda
Secretaria de Estadoda
Saúde (SES)
de Santa Catarina, foi inauguradoem
O6
de janeiro de 1943.A
idéia
da
criação deum
local de isolamento , entretanto surgiaem
1940, visandoseparar os doentes infecto contagiosos e tuberculosos
em
lugaronde
pudessem
receber tratamento sanatoiial para adultos e crianças.
A
instituiçãoficou
conhecida
na época
como
“Hospital de IsolamentoNereu Ramos”.
Em
1971o
HNR
foi incorporado àFundação
Hospitalarde
SantaCatarina
(FHSC)
assumindo
a condiçãode
Hospital de Referência Estadualem
doenças infecto-contagiosas.
Em
1979
deixou de atender a pediatriacom
a inauguraçãodo
Hospital Infantil Joana deGusmão.
Em
1985,com
o
surgimento
da
epidemiada
AIDS
no
país,o
serviço de infectologia passou a dedicar especial atenção a estes pacientes.O
quecomeçou
com
4 leitos,19
Atualmente o hospital está dividido
na
especialidade Pneumologia,Tisiologia e Infectologia
na
área de clínica médica.Atua
'eomo centro dereferência para
o
estado de Santa Catarina nas áreasde
tratamentoem
pneumologia
e tratamento e treinamentoem
referendado pelo Ministérioda
Saúde.O
serviço de Tisio/Pneumologia contacom
setor de íntemação -38
leitos parapneumologia
e 15 para tisiologia,além do
setor de ambulatórioque dispõem
deexames
de broncoscopia epequenas
cimrgias.u
O
serviço de doenças infecto parasitárias passouem
sua estrutura36
leitos paraAIDS
e 10 leitos para asdemais
doenças infecciosas e ambulatórioque
atende o hospital-diacom
10 leitos.O
HNR
tem
como
missão:promover
a saúde, prestandoassistência de qualidade para atingir a excelência
do
atendimento aosportadores de doenças infecto contagiosas e pulmonares, atuando
como
centrode referência para
o
Estado de Santa Catarina, visandoo
bem
estardo
individuo família e comunidade.
Tem
como
visão: atendimentode
qualidadecom
resolutivídade nasáreas de
Pneumologia
e Infectologia,com
reconhecimentocomo
centro dereferência nas áreas de tratamento e treinamento para
o
estado de Santa20
4.2.
PoPui.AçÃo
ALVO
Foi
composta
por portadoresHIV/AIDS
deambos
os sexos,adultos
que
residemna
grande Florianópolis, intemadosna
Ala
5do
HospitalNereu
Ramos.
Para
melhor
desenvolvexmos este projeto assistencialoptamos
em
trabalharcom
o
minimo
de 2 pacientes por acadêmica, poiso
tempo de
estágio foi reduzido e paraque pudessemos
prestarmelhor
assistência individualizada eintegral ao portador I-IIV/AIDS.
4.3.
araras
na
mru-zmzzlwmçâo
As
acadêmicas prestaram assistência integral ao paciente sob sua responsabilidadecom
supervisão das enfermeirasda
unidade, duas diretamente,e urna terceira
que
foi assumir a gerencia técnica, saindo da unidade, entretantomantemos
contatocom
esta durante todo estágio, pois foi elaquem
iniciou a supervisãodo
estágio diretamentena
prática.Além
da
assistência integral aos pacientes realizamos visita domiciliarcom
seleçãoconforme
critérios estabelecidos.O
estágio foi desenvolvidono
periodo matutinono
horário das08:00 as 13:30 e as visitas domiciliares
no
período vespertino.Segundo
Kawamoto
(1995, p. ll), cuidados integrais deenfermagem
variam de paciente para paciente.Os
procedimentos de21
indivíduo e nas reações psíquicas e fisicas
do
paciente à essa situação.E
“a
visita domiciliar consisteem
ações de saúde coletadas tanto para a assistênciacomo
para educação”.Sua
importância estáno
fato de se realizarno
ambientefisico
do
paciente, oportunizandouma
avaliação das condições ambientais e fisicasem
que
vivem
pacientes, e suas famílias.A
enfermagem
leva aodomicílio
do
paciente assistência e orientação sobre saúde atravésda
supervisão dos cuidados desenvolvidos pela família
ou
próprio paciente.Bem
como
orientação e/ou execução dos cuidados de enfermagem, levantamento dascondições
de saneamento
e orientações gerais sobre assuntos de higiêne, etc.//"
A
visita domiciliarpode
serda
responsabilidadedo
enfenneiro(a), visitador domiciliarou
auxiliar técnicode enfermagem
desdeque
tenham
conhecimento
adequado do
assunto, pois as necessidades e problemas sãomuito diversos, exigindo
do
profissionalmedidas
próprias a cada caso.4.4.
mzscrução
rms
Arrvrnàm-:s
mzraaann-:s
Aos
oB.u;Tn!os
oB.rETIvo
ESTRATÉGIA
AVALIAÇÃO
* Conhecer os re- cursos humanos e materiais e os indicadores hospita- lares da ala de intemação de pacientes
com
HIV/AIDS
- Apresentar à equipe de enfermagem da
unidade os objetivos do estágio.
- Observar a distribuição de pessoal por
tumo de trabalho.
- Reconhecer as normas e rotinas
técnicas administrativas supervisionando e avaliando as execuções na prática.
- Consultar material disponivel na
unidade.
- Conversar
com
escriturário sobrematerial de expediente.
- Investigar como -é feito o controle de material.
- Observar
como
é feito o processo de desinfecção na unidade (ambiente ematerial).
- Elaborar cálculo de pessoal deracordo
com
a realidade da unidade.- Acompanhar a enfermeira na
elaboração da escala de serviço.
- Observar a cooperação da equipe
com
a chefia de enfermagem.- Auxiliar a equipe na prestação de cuidado ao paciente.
- Averiguar a evolução diária de todos
os pacientes.
O
objetivo será alcançado se as alunas no final do estágio conseguirem descrever e analisar os componentes da administração e recursos humanos e indicadores hospitalares da ala 5 do I-DIR.OBJETIVO
Prestar cuidados de enfermagem ao portador
HIV/AIDS
durante sua intema- ção e no domicílio.* -
ESTRATÉGIA
Executar procedimentos gerais de
enfermagem como: passagem de
plantão, visitas diárias à pacientes,
histórico, diagnóstico, prescrição,
evolução e técnicas de enfermagem,
visita domiciliar se possivel.
- Proporcionar interação portador/am-
biente/família.
AVALIAÇÃO
O
objetivo será alcançado se as alunas conseguirem realizar o número maior de técnicas e procedimentos gerais adquirindo conheci- mento científico e habilidades técnicas. * Assistir o portadorHIV/AIDS
nas suasnecessidades huma-
nas básicas .
- Identificar as necessidades humanas
básicas
- Reconhecer quais Necessidades
Humanas Básicas estão afetadas.
- Elaborar
um
plano de açãoO
objetivo será alcançado se as alunas conseguirem identificar, reconhe- cer as Necessidades Humanas Básicasonde o plano de ação minimize as Neces- sidades Humanas Bá- sicas afetadas. * Participar das atividades de educa- ção ao portador
HIV/AIDS
e seus familiares junto ao Hospital eF AÇA.
- Participar das atividades vinculadas à
ala 5 do
HNR.
- Participar do grupo de auto-ajuda aos
conviventes do
HIV/AIDS
noFAÇA.
O
objetivo seráalcançado se até o
final do estágio as
alunas tiverem parti-
cipado das reuniões
5
-CRONOGRAMA
ATIVIDADE
PERÍODO
LOCAL
Elaboração e apresentação do projeto 04/03 - 21/03/96
CCS
-UFSC
Visita aoHNR
19/03/96Ala5-HNR
Reconhecimento dos recursos humanos emateriais e os indicadores hospitalares da
ala 5.
22/03 - 27/03/96
Ala5-HNR
Participação no grupo
FAÇA
e atividadesde ensino
HNR
ez semana ou quando
houver
FAÇA-HNR
Aula Contexto Social /03,01/04, 18/06,19/06
CCS
-UFSC
Escolha pacientes, cuidados integrais e
visita domiciliar, utilizando marco teórico.
28/03 - 18/06/96
Ala5-HNR
Reunião
com
supervisão/orientação z semana - 19/06/96HNR-UFSC
Confraternização equipe/supervisão/orien-
tação
e
20/06/96
HNR
Preparação Relatório maio/junho/julhoEntrega do Relatório 04 de julho
CCS
-UFSC
Entrevista
com
a Banca 08 de julhoCCS
-UFSC
6
-àraasanràçào,
zxnáuse
5
Discussão
nos
Rasuurànos
6.1.
OBJETIVO
N9
1Conhecer
os
recursos
humanos
e materiais e os
indicadores
hospitalares
da
ala
de
internação
de
pacientes
com
HI
V/AIDS.
Na
enfermagem,
como
em
outras profissões,o
enfermeiroincorpora,
em
sua fomiação profissionalo
saber de várias ciências. Dentreelas, a ciência
da
administração contribuicom
uma
parcelaque
se concretiza principahnentena
administraçãodo
pessoal de enfermagem”. (Kurcgant,1991,
apud Souza
et al, 1995).É
importante terconhecimento
de todos oscomponentes
26
e direcionar
uma
assistência qualificada e garantir a satisfaçãoda
equipena
suaatuação.
Este objetivo foi trabalhado, principalmente
na
primeira semana, eno
decorrerdo
estágio. Iniciando-secom
o conhecimento de toda unidade eapresentação das acadêmicas aos funcionários
da
Ala
V.As
acadêmicasnão
apresentaram a equipe deenfermagem da
unidade os objetivos
do
estágio,somente
para supervisora.A
distribuição de pessoal portumo
de trabalhono
iníciodo
estágio era:no
período matutino seis funcionários entre eles técnicos eauxiliares e duas enfermeiras,
no
período vespertino quatro fimcionários euma
enfermeira.
No
finaldo
'estágioforam
contratados mais funcionários devido agreve entre eles técnicos, auxiliares e enfermeiros,
aumentando
assimo
número
de fimcionários passando a ter três enfermeiras e sete a oito funcionários
de
manhã,
e duas enfermeiras e cinco a seis fimcionários à tarde.`\
Conceito
de
Normas
e Rotinas:“Normas
são conjunto de regrasou
instruções para fixarprocedimentos, métodos, organização
que
são utilizadasno
desenolvimento das atividades”(Mim'stérioda
Saúde, 1982).“São
leis, gerais quedefinem
as açõesde enfermagem
quantoo
que ecomo
fazê-las.São
principios de ação” (Castro,1975)
“Rotinas é
o
conjunto de elementosque
especifica a maneira exata pela qualuma
ou
mais atividadesdevem
ser realizadas.É
a descrição27
componentes
deuma
atividade,na
sequência de execução” (Ministérioda
Saúde, 1982). » » V
Iniciamos a tarefa de reconhecimento das
normas
e rotinasda
unidade pela internação de
um
paciente.O
paciente para ser internadona Ala
V,
vem
do
próprio ambulatórioencaminhado
pelo médico, transferidode
outrohospital
da
grande Florianópolis,ou
de outra cidadedo
estado, por ser este hospitalde
Referência Estadual para doenças Infecto-contagiosas.Então
é feitauma
comunicação
por telefonecom
a enfermeira, que diz sehá vaga ou
não,pois
há
leitos bloqueadosem
funçãodo
número
reduzido de funcionários.Se
há
vaga
a enfermeira já faz a escolhado
quarto edo
leito, earruma
o prontuáriocom
todos os impressos necessáriosem
ordem
segundo
rotinada
unidadeque
são
(Anexo
02):- Prescrição
médica
- 2 viascom
carbono: lfica
no
prontuário e aoutra vai para farmácia.
-
Evolução
deEnfermagem
- Ficha clínica preenchida pelo
médico
- Folha de controle de sinais vitais-
Exames
complementares colados identificados e datados.- Ficha de evolução - equipe multidisciplinar
- Identificação
do
pacienteintemado
com
diagnósticoAo
chegarna
unidade o paciente é recebido pela enfermeiraque
oleva até
o
seu quarto e realizaum
breve histórico, que é feitona
folha de evolução deenfermagem.
28
As
acadêmicas realizaram duas intemações cadauma,
fazendoo
histórico
segundo
rotina da unidade.Os
pedidos deexames do
paciente são entregues pelomédico
paraa enfermeira
que
providencia a execução deste, se foralgum
exame
que
possaser realizado
no
próprio hospitalcomo
Raio X,
broncoscopia, baciloscopia,exame
de sangue entre outros.No
caso deexame
que
precisa ser realizadoem
outro local (hospitalou
clinica) a enfermeira faz o pedidodo
carro viacomunicação intema
e determinaum
funcionário paraacompanhar
o paciente.Há
um
manual
de orientações para pacientes eacompanhantes
edireitos dos pacientes
(Anexo
03). Ficana
unidade,porém
não
é lidonem
dado
ao paciente e acompanhante.
O
material disponivelna
Unidade
no
iniciodo
estágiommca
faltava,havendo
reposição diária pelo escrituráro.Há
uma
requisição específicapara pedido
do
material,porém
com
a greve havia falta de alguns materiais.O
pedido demedicação
o escrituiário leva para a farmáciaque
é asegunda via de prescrição médica, e trás os
medicamentos
para unidade,havendo sempre
falta de alguns.Os
medicamentos
controlados são pedidospelo
médico
em
um
impresso próprio eda
mesma
maneira entreguena
fannácia pelo escriturário.Os
psicotrópicos e os de emergência, são guardadosem um
armário
no
postode
enfermagem, e aoserem
retirados são anotados paraum
maior controle, revisados, respectivamente.Neste
mesmo
annáriohá
uma
bandeja de emergência
(Anexo
O4)que
foi revisada poruma
das acadêmicas29
O
material de rouparia é reposto todamanhã
havendo
faltaprincipalmente de toalha de banho, e as roupas sujas são colocadas
em
hampers
no
expurgo,que
no
período da tarde é levado pelo pessoal da lavanderia.O
processo de desinfecçãoda
unidade é feitosegtmdo
asnormas
contidas
no
Anexo
O5:- Material - após o uso
o
material será limpoem
água correntepara retirada de sujidades enxaguado,
no
expurgono
finaldo
período émandado
para central de esterilização e a desinfecção final é feita neste.- Ambiente: a limpeza
do chão
e ambiente é feita poruma
empresa
terceirizadacom
hipoclorito à1%.
Durante
o
estágiopercebemos que
entre a equipede
enfennagem
echefia
deenfermagem, há
cooperaçãomútua
pois,no
períododa
greve dosservidores
da
saúde, a chefia, solicitouque
enfermeiros e demais fimcionáriosficassem
de sobre-aviso (cobrir faltade
pessoal), este se dispuseramsem
problemas.
A
chefia
estasempre que
possível presentena
unidade, fazcomunicações, coordena equipe, intervem e esta serve de respaldo à equipe de
enfermagem.
`_
Sempre
disposta a nos ajudarno que
fosse possível, introduzindo-nos
na
unidade e demais dependênciasdo
hospital e sanando dúvidas equestionamentos
que
tivemosno
decorrerdo
estágio.É
desuma
importância para aenfermagem
que haja cooperação eimião entre equipe de
enfermagem
echefia
pois é ela, dentroda
instituição que30
parcela bastante importante
na
qualidadedo
serviço que presta acomunidade
que
ali procura atendimento hospitalar.Aos
poucos
sentimos e realmente integramo-nosna
equipeauxiliando e fazendo junto
com
os funcionários as atividades deenfermagem,
de
encaminhamentos
entre outras.Percebemos
que ao pedir ajudaquando não
dorninamosuma
técnica e valorizar e reconhecer, saber
do
outrohouve
uma
disposição naturalem
ajudar e cooperarcom
oandamento
das tarefas.As
evoluções dos pacienteseram
averiguadas diariamente atravésde consultas
em
prontuários, conversacom
paciente e/ou enfermeiro efuncionários que presava cuidados integrais e
também
no
momento
da
passagem de
plantão.Foi esta atividade
que
garantiu a nosuma
visãoampla da
unidadee individualizada
o
cuidado a cada paciente.Não
deixandode
olharo
todo eintervindo
conforme
a necessidade decada
um.
A
escala de serviço é feita pelachefia de enfermagem
a enfermeira chefeda
unidade verificao
número
de funcionários para trabalharno
turno então, divide-seem
duplas (técnico+
auxiliar)quando
pacientesrequerem
cuidados semi-intensivos, e 1 funcionário para pacientes dependentespara
o
auto-cuidado.Quando
falta fimcionário a enfermeira solicita verbalmentea
chefia o
deslocamento de funcionáriode
outra unidade para cobriro
número
de pessoal suficiente para o turno.
Sendo que
as enfermeirastambém
auxiliamna
prestação de cuidados e técnicasde
enfennagem.Além
de realizarem evolução, prescrição deenfermagem
e serviços administrativosna
unidade .31
Tentamos
fazeruma
análisedo
número
de pessoal mas,encontramos dificuldades, pois
percebemos que
algunsdados
utilizados parao
cálculo de pessoal pela Secretaria de Estado
da
Saúde, apenasadotam
ítensdos autores,
sem
no
entanto considerar a sua realidade.Dentre eles,
percebemos que
S.E.S. adotou percentual dedistribuição de leitos por cuidados apresentados por Alcala (1992). Para a realidade
da
autora - Hospital Municipalde São
Paulo, de todos os leitos deuma
unidade,10%
sãoocupados
para pacientescom
cuidados semi-intensivos,60%
para cuidados intermediários e30%
para cuidados mínimos.Desta forma
questionamos se são estes percentuais encontrados
em
todos os hospitaisdo
Estado? Pois
na
nossa práticaobservamos que
estaporcentagem não
corresponde a realidade.
Entendo que
a fórmuladeve
ser adotada apenascomo
uma
base,onde
os ítens: percentual de leitosocupados
por graus de cuidados, percentual de enfermeiros e pessoal nível médio,jomada
de trabalhodevem
serestabelecidos de acordo
com
cada realidade assistencial.A
infectologia possui urna taxade ocupação
de80,5%
de leitoscom
média
depermanência
de 18,0 dias.Observamos
durante o estágioque
algims pacientesficam
l a 2meses
ou
mais intemados devido ao agravamentoda
doença, pornão
teremmoradia
e/ouabandono da
família.32
6.2.
0BJ£Tl\Í0 N2 2
Prestar
cuidados
de
enfermagem
ao
portador
HI
V/AIDS
durante
sua
internação e
domicílio.
As
atividades realizadas pelas acadêmicas durante o período deestágio
na
unidadede
internaçãoforam
as seguintes:_
Passagem
de PlantãoA
passagem
de plantão era realizada diariamente pelas enfermeirasdo
tumo
da
manhã
para as enfermeirasdo
tumo
da
tardecom
a participaçãodos funcionários
da
imidade, nutricionista e acadêmicas.Sendo que
estas,tinham 3
ou
mais pacientes para relatar as condições gerais, cuidados pretados e intercorrênciasno
período, sob suas responsabilidades.A
passagem
de plantão serviatambém
de espaço paraensino/aprendizagem entre a equipe e os turnos de serviço através de relato de
técnicas,
manejo
com
equipamentoscomo
exemplo
bomba
de Staedmami, uso de temiinologiasde enfermagem
e esclarecimentodo
significadoda
mesma,
alteração de rotina
da
unidade,encaminhamento
deexames a serem
realizados forada
instituição.Selecionamos este horário,
uma
vez que, aí teríamos aoportunidade de participar, transmitir e receber conhecimentos técnicos- científicos.
33
Esta atividade foi de
suma
importância pois possibilitou ainteração entre equipe de
enfermagem
e acadêmicas, conhecimento sobreo
estado clínico dos pacientes intemados e funcionamento da unidade, uso de conhecimento técnico científico, favoreceu exercício
da comunicação
escrita everbal e facilitou a organização
do
trabalho refletindoem
melhor assistênciaao
paciente.
A
. Visitas diárias aos pacientes
As
visitaseram
feitas pelas duas enfermeirasda
unidade,no
iníciodo
estágio, após contratação deuma
enfermeira paraAla
V
períodomanhã,
realizadas por três enfermeiras mais acadêmicas.
No
inícioda
manhã
dividia-seos
números
de pacientes pelonúmero
de
enfenneiros sendo feito rodízio paraque corihecessem e prestassem assistência
a
todos os pacientes,uma
vezque
são
denominados
pacientes de longa permanência.Cada
acadêmica
entãoacompanhava
a cada dois dias urnaenfermeira, tanto
como
participante e/ou atuante da visita.No
momento
da
visitaperguntavamos
ao paciente quais suas queixas, observaçãodo
estadogeral
do
paciente, condições de limpezado
quarto, higiene e confortodo
paciente,
dávamos
orientações sobre doença, cuidados, alirnentação,intervenção de
enfermagem,
e encarninhamentos.Esta atividade foi muito importante pois é o
momento
em
que oenfermeiro
tem
condições de interagir e intervir nos cuidados aserem
prestadostanto para a equipe de enferrnagem
como
para a equipe médica.Dá
condições34
É
um
momento
rico para a enfenneira, pois elatem
subsídios paraavaliar a qualidade
da
assistência prestada pela equipe deenfermagem,
possibilita o ensino/aprendizagem entre enfenneiro-funcionário e vice-versa e fornece a interação equipe multiprofissional
X
pacienteX
família. Histórico de
Enfermagem
O
histórico deenfermagem
foi feito pelas acadêmicasna
maioriadas
vezes no
final damanhã
e periododa
tarde pois as técnicas eprocedimentos de
enfermagem
tomavam tempo
e devido aonúmero
depacientes
que
necessitavam de cuidados imediatos.Tínhamos
como
escolha pacientes quepodiam
comunicar-se,morassem
em
Florianópolis eGrande
Florianópolis.. Prescrição de
Enfermagem
A
prescrição deenfermagem
era muitas vezes realizadasno
momento
da
visita (executada pela enfermeira, acadêmicas e/ou funcionárioque presta cuidados integrais ao paciente),
passagem
de plantãodo
notumo
para o matutino e durante os cuidados de
enfermagem
prestados logo após.Esta atividade foi de grande importância pois tivemos a
oportunidade de observar que
na
rotinade
tuna unidade, a enfermeira muitasvezes precisa atuar
no
momento
em
que o
fato está ocorrendo, precisando ter raciocínio lógico e científico para executar prescrição imediatamentesem
ter35
_
Evolução
deEnfermagem
A
evolução deenfermagem
era feita diariamente pelas acadêmicasonde
utilizava-se a folha de relatório deenfennagem.
Relatando sobreo
estadogeral
do
paciente suas queixas, intercorrências, cuidados prestados e prescriçãorealizada pela
enfennagem
durante o período.Após
transcrever a evoluçãopassavamos
o plantão para a equipe deenfermagem
do próximo
turno.Exemplo:
"
9w0zzzz.~ <Dâ/za (1s/oô/96 ~ 10.-30 /mms)
cpacienfe aleria. sonolenio e gemenie. Õmagrecido, pele seca e descamanfe. glidraiado e nonnocorado. grlgesia alímenfar saiisƒalória com auxilio. 9350 eoacuou.
gpresenia báøeremia oazlar bikzieral. fosse com egoecforação não
es1en'on'zada, abdomem leoemenie dislendido e endurecido. doloroso à pabação. glande com
presença de secreção serosa e edema escrofal unzbieral à esquerda. Qealizado curaiioo no
loca/ e flziia suspensão escroial. curafioo em dzlssecção venosa em
ÚÚÕÕ
sem presença de sinaisƒlogísiicos e região coccígea com presença de placas purulenlas e bordos leoemenie necrosados e
sangranfe ao manuseio.
Õobƒluidolerapia em
ÚÚÕÕ
por abocaib.Õdema
em939%
+ /4.(Ôiurese sob sondagem vesical de coloração âmbar com depásiio micro-
pioløemáiico.
cpresiados cuidados de bigiene e conforfo no leifo.
Õinazs oiiazís maniidos.
36
Esta atividade foi muito importante pois possibilitou
um
maiorcontato entre as acadêmicas
com
os funcionários e equipe multiprofissional, integração efetivacom
pacientes e a unidadeem
geral. Favorecendo o exercíciodo
papelda
enfermeira._ Técnicas de
Enfermagem
O
campo
de estágio contribuiu favoravelmente para0
desenvolvimento
da
aplicação práticade
técnicas de enfermagem. Pois os pacientes precisam de várias intervenções deenfermagem como: punção
venosa paramedicamentos
endovenosos, curativos de dissecção, escara etc,sondagem
vesicalde
alívio e demora,sondagem
nasogástrica para alimentação,sifonagem e
gavagem, banho de
leito, higiene oral, aspiração orotraqueal, catéter de oxigênio, nebulização, gasometria arterial, troca de fi'ascos dedrenagem
contínua porbomba
deStaedmann,
preparo paramedicação
quimioterápica,
medicação
por via oral, endovenosa, intramuscular esubcutânea e verificação de sinais vitais.
Esta atividade permitiu
que
ao longodo
período de estágioadquiríssemos habilidades técnicas e segurança
com
omanuseio
de material ecuidado
com
o
clientedmante
aexecução da
atividade. Favoreceu maiorinteração entre paciente e acadêmicas e intercâmbio técnico cientifico entre a equipe de
enfermagem
(Anexo
O7).. Visita Domiciliar