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TEXTO E PERSUASAO: UMA ANALISE
DISCURSIVA
J'irlene Duarte'
R@sumo: Abstract:
Pretende-se evidenciar, neste trabalho, It is intended, in this paper, to give alguns efeitos persuasivos 50to evidence to some persuasive effects postos em textos de auto-ajuda. hidden from selfhelp texts. I this Nesse sentido, a reflexao feita se pauta sense, the reflection that has been sobre algumas estrategias ruscursivas done is based in some ruscoursive que (re) velam a persuasao. strategies that, at the same time, hide
and reveal persuasion.
A proposi<;ao, neste trabalho, a partir da eseolha de dois pequenos textos, e ten tar verifiear alguns proeessos de ordem discursiva nos quais a persuasao se manifesta.
Entendemos por texto 0 ~feito do sentido mnstruido no protesso de
interlocufrlo e por discurso a unidade complexa de signt!i.-apJo, consideradas as condtfiies de suaprodufiio (contexto hislOrim-sodal, situafrlo, interlocutores). (Orlandi, 1988)
Considerando as condi<;oes de produ<;ao dos textos a serem discutidos neste trabalho, podemos dizer que foram escritos sob forma de manual, visando atender as pessoas que procuram cursos de auto ajuda. Apresentam-se sob forma de l'anse/hos, os quais deverao ser seguidos para que se possa obter a auto-estima. A dientela, nesses cursos, e bern diversificaua: executivos, donas de casa, profissionais de areas diversas. Para divulga<;ao, apresentam-se com estatutos bastante diferenciados: alguns sao pagos, outros nao, e virias sao as tecnicas utilizadas - dan<;a do ventre, programa<;ao neurolingilistica, esoterismo, dentre outras. Diversifieadas tambem sao as estrategias: de repertorio de jogos ate conversas com anjos da guarda. Embora sejam apresentados de forma diferenciada, pereebemos que ha urn ponto comum entre eles: proporcionar uma terapia a/lernativa (substituindo 0
diva do analista?) para que as pessoas possam mudar a situa<;ao (qualquer que seja) em que se encontram. Ou seja, cada urn dos participantes tern
t Profe88om do Curso de Lettas do Campus de CatalaolUFG Mestre em Lingllistica peia UFG E-mail: sirlene I O(!.!Jholmai 1. com
ue a sua vida nHnta 111,
a promessa de q d
Selecionamos dais textos' para aten et "A sabedoria in (1)
''E
pmisa dar fhance pa~aa:
cde ir a Hmo festa pode szgniftCt vida':
''E
pmiso cvitor que viva~ost,(2)
a nossa propria. Para cuzdar' Pensemos, por urn momenta, r. hamada Era Pos-Modema, marc
atua:1 a e _
Cibernetica, G10baliza<;ao. Nes.sa can eponderante- a descnvolvrmento n
fatorpr .
dominante. d 'd
Desse modo, urn mun ole: ele sustentado por fatores que se VI idealiza<;ao obriga a pesso~ a acompa adequar-se a ele,
e
necessano r~c:~'ronto. Assim, temos casas pre- a 1
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desenvolvimento nos envolve e sal a enas apertar urn bod.o e contacta-l p ' d tela do computador. A rell atraves a como facl lta ora '1' d daprese ntada .
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No texto 1, e usada a 3a. 'di . 0 usa dessa pessoa te~
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sujeito bern como causar a unpr.e~ Nesse easo, as mareas do sUlelt' . ed'toTa abT , (Textos publicados pela Revista Vela, 1
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SUASAO: UMA ANALISE
ISCURSIVA
Sirlene Duartel
Abstract:
0, It is intended, in this paper, to give
evidence to some persuasive effects hidden from selfhelp texts, I this sense, the reflection that has been done is based in some discoursive strategies that, at the same time, hide and reveal persuasion.
te trabalho, a partir da escolha de dois .ficar alguns processos de ordem discursiva
·festa.
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0 ~feito do sentido (OnJ"truido no prot-eJso denidade complexa de signijirarao, (OnJideradas as histrJritYJ-so.ia/, situafiio, interlotutom). (Orlandi, ndis:oes de produs:ao dos textos a serem emos dizer que foram escritos sob forma 's pessoas que procuram cursos de auto
orma de tonse/hos, os quais deverao ser
ter a auto-estima. A clientela, nesses curs os, os, donas de casa, profissionais de areas apresentam-se com estatutos bastante os, outros nao, e varias sao as tecnicas rogramas:ao neurolingufstica esoterismo tarnbem sao as estrategias: de
repert6ri~
om .anlos da guarda. Embora sejamenctada, percebemos que ha urn ponto uma terapia alternativa (substituindo 0 ssoas p,ossam mudar a 8itua<;ao (qualquer
. Ou sela, cada urn dos participantes tern
de C"'tabloiUFCl Mestre em Ungilistica pela UFCl E-mail:
a promessa de que a sua vida nunea mais smi a mesma depois do CNrsO. Sdecionamos dois textos' para atender
a
nossa proposta."A sabedoria instanttinea "
(1)
"E
pretiso dar d)ant'C para as coisas aeonteeerem. Ficar com preguifa de ir a uma flsta pode signifkarjamais conhet'er 0 grande amor davida':
(2)
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pretiso evitarque vivamos mais a vida de nossosjami/iam do que a nossa propria. Para CNidar dos outros, pretisamos serjortes': Pensemos, por urn momento, na conjuntura politico-economica atual: a chamada Era Pos-Moderno, marcada, principalmente, pela ciencia, Cibernetica, Globalizac;:ao. Nessa conjuntura neo-liberalista, tempoe
fator preponderante: 0 deJenvolvimento nao pode parar, nos dita a ideologiadominante.
Desse modo, urn mundo ideal esta sendo (re) construfdo e
e
ele sustentado por fatores que se voltam para a pra~cidade - essa idealiza<;ao obriga a pessoa a acompanhar 0 desenyolvunento ~, pa~a adequar-se a ele, e necessario recorrer a tudo aquilo que se diz pre pronto. Assim, temos casas pre-fabricadas, cO.midas pre-cozi.das etc.o
desenvolvimento nos envolve e somos engolidos por de: hOle, basta apenas apertar urn botao e contacta-se com qualquer parte do mundo atraves da tela do computador. A realidade (condi<;ao) concreta nos e apresentada como facilitadora de todas as nossas rel~r;:6es e compactuamos com iS80, convictos, nao menos do que presslonados, de que saimos da era pre-hist6rica, entramos e contmuamos na civilizar;:ao. Somado a tudo i880, ate 0 conhecimento e pre-pronto. Oferece-se urn tipo de sabedoria de facil aquisi<;ao 0 que pode ser notado no titulo que precede aos textos A sabedoria inslantanea.Esse tipo de oferta tern estatuto de verdade inquestionavel: ao adquiri-Ia, poderemos mudar 0 modo de nos rdacionarmos com. os outros e conosco bern como fazer parte dessa cornda desenvolvimentista. E por que nao adquiri-Ia, se e instantfmea?
Coloquemo-nos, noutro momento, diante de outros discursos: /1 porta da EJperanra, Como veneer na vida scmjazer e{/orro, Porlu..gues ao ait-anee de todos ou Emagm'er scm passarfome. Ora, parece-nos que ha uma relar;:ao de sustenta<;ao mutua entre esses dis curs os, ou, dizendo de outro modo, parece haver sustenta<;ao atraves de metaforas mutuas.
Em nive! de enunciado, vejamos a organizac;:ao dos textos apresentados para analise neste trabalho. .
No texto 1,
e
usada a 3a. pessoa do smgular do presente do indicativo. 0 uso dessa pessoa tern a propriedade de indeterminar 0 sujeito bern como causar a impressao de impessoalidade no discurso. Nesse caso, as marcas do sujeito diluem-se na voz de urn locutor'(Textos publicados pela Revista Veja. editora abril. edil'~o 1451. ano 29. no. 27. datada de 3 de julbo de 1996. p. 95)
indeterminado: qualquer um ou nenhum. A indetermina<;ao e refor<;ada pelo uso ~o infinitivo impessoal que, posposto ao verbo no tempo presente (E...dary, cria a ilusao de se ter um sujeito-Iocutor ausente assim como a de nao haver transitoriedade na a<;ao discursiva, ou seja, de haver um estado permanente da realidade apre~("ntada. Essa mdeterminac;:iio tambem aponta para a generalizac;:ao: todos que, por sua vez, aponta para um ideal de verdade.
Embora aparec;:a no inicio da organizac;:ao frasal um paralelismo sintatico entre os dois textos, no segundo predomina 0 uso da primeira
pessoa do plural 0 que implica dizer, em termos gramaticais, que a
pessoa verbal esta marcada: mis.
o
uso dessa pessoa permite ao sujeito-Iocutor deixar pistas de sua presenc;:a sotopostasa
voz da universalidade: nao e um sujeito locutor qualquer um ou nenhum, como no texto anterior, mas um sujeito locutor-universal: todos.Consoante a essa perspectiva, 0 locutor e apresentado, concomitantemente, induindo e dispersando-se no dis curs 0. Noutras palavras, 0 locutor, ao mesmo tempo que se apresenta como 0 eu do discurso (se inclui), tambem se oculta (dispersa) na voz do interlocutor. Podemos, assim, tentar desvelar os protagonistas nos dois textos:
Texto 1
Locutor: 3a. pessoa do singular: ela (forftl de vontade)
Interlocutor: Ela (aJorfa de vontade) juntamente com a 2a. pessoa do singular
=
Tu - 0 alocutario (vod leitor - qualquer pessoa que leia 0 texto
- qualquer um).
Referente: Ela (a afdo do sJ!jeito-leitor- basta ter for<;a de vontade e agir para que as coisas acontec;:am e se modifiquem). Texto 2
Locutor: la. pessoa do plural: Nos (Iofutor universa~
Interlocutor: Nos (0 locutor universal indui toJar as pessoas
tanto as que lerem
quanto as que nao lerem 0 texto). Ou seja, todas as pessoas
que estejam fortalecidas, ou pretendam se fortalecer, para cuidar das outras.
Referente: Ela (a auto-cyuda atraves da fortifica<;ao do espirito tem-se a imagem de que a pessoa preparada para ajudar aos outros
e
aquela que se auto a\uda ~rimetto).Desvelados os protagonistas, ja podemos perceber (1) 0 primeiro efeito persuasivo: nos dois casos, 0 sujeito-Ieitor se identifica nos/ com os textos, e, como tal, ve-se imerso neles. Tanto 0 usa da
terceira pessoa quanto 0 da primeira camuflam 0 verdadeiro locutor
do discurso e 0 interlocutor nao s6 aceita a mensagem como se ve como 0 proprio autor do texto; (2) um segundo efeito persuasivo que alem de solidificar os papeis dos protagonistas tambem estabelece
a inculca<;ao da mens~gem.e faz :sta ser
_e
conseguido atraves da 1nvers~o de ~ verbo no imperativo, mas suavtza e m ordem, apresentando-a com~ se fos.s, preguira...pode signifi,-ar.:..; ev/tar Vlver. .. , cula explica<;:ao para e pmtso. Na ~er~ade t~ fique com preguif-al, va afestal; nao 1Jtva a vtdaE
interessante notar que esse categ6rica - f01 conseguido a partir ( sustentado por um silogismo.Vejamos:
Premissa maior:
E
pret acontecerem.Premissa menor: Ficar COru:hlSao: .node sWniI amor da vida.
Desse modo, parece ql apelo (e preciso); na premissa menor 0" preguis:a) acompanhado ~e uma ordem I
IXlnhe,-era 0grande amor da VIda.
No segundo texto,.o m.esmo r:
E
predso evitar que vivamoJ matS a veda tie. nos (tese inicial+
apelo=
~onselho); vtvcnt menor dentro da pretnlssa malOr); log cuidar dos oulros (primeira conclus,ao =el (conc1usao final ordem categotlca~.Alem do uso dos procedlm persuasao, como pudemos observa~, voluntarismo 0 discurso ganha proptll quando 0 provdve! passa a ser 0 possivell por sua vez, transfo~ma a realidade indc concreta (socio-historlca). .
Outro aspecto a s~r consIder: que inicia os dois textos: E
pm1!O -
0 dogmatico como .tambem 0 dis curs julgamos ser POSSIVel dizer que estar inscrevem na ftlosofia do comportaml do discurso 2r1om;iticaDessa maneira, 0 modo P'
apresentados vem sob form~ de co~~: memoriza<;ao, portanto, tambem.de fact podem ser usados em vanas e diferentc Nessas considerac;:oes, podemc discurslvo ues;;a rL'lk fl'!nmw:!lvw .f
reversibilidade da realidade atraves da 85
,
lIhum. A indetermina<;ao
e
refor<;ada que, pospo.sto ao verbo no tempo ter urn sUJetto-locutor ausente assim ade na a<;ao discurs iva, ou seja, de da realidade apresentada. Essa para a generaliza<;ao: todos que, por verdade.cla organiza<;ao frasal um paralelismo
~dopredomina 0 usa da primeira dizer, em termos gramaticais, que a 'te a~ sujeit?-!ocutor deixar pistas de uruversalidade:. nao
e
urn sujeito o no texto antenor, mas urn sujeito p.ectiva, a locutor e apresentado,spersando-se no discurso. Noutras po que se apresenta como 0 eu do ta (dispersa) na voz do interlocutor. desvelar os protagonistas nos dois
gular: ela (joT'f:a de vontade)
tJOlItade) juntamente com a 2a. pessoa r - qualquer pessoa que leia 0 texto
. io-leitor- basta ter for<;a de vontade onte<;am e se modifiquem).
. '-NOs . /~3'/R~~4'l} . r uruversal inclui tocias as pessoas
texto). Ou seja, todas as pessoas pretendam se fortalecer, para cuidar traves da fortifica<;ao do espirito _ p~ssoa preparada para ajudar aos a/ucla pnmetro).
tas, ja pode~os perceber (1) 0 cas<?s, 0 sUJelto-ieHor se identifica se lmerso neles. Tanto 0 usa da camuflam 0 verdadeiro locutor acetta a mensagem como se ve
urn segu~do efelto persuasivo _
protagontstas tambem estabelece
a inculca<;ao da mensagem e faz esta ser tomada como inquestionavel - e conseguido attaves da inversao de ordem em ape/o. Nao se utiliza 0 verbo no imperativo, mas suaviza e mascara-se a imperiosidade da ordem, apresentando-a como se fosse apenas urn apelo: ficar com preguifa...pode signifit'ar.... ; evitar viver. .. , l'uidar dos outros... tern aparencia de explica<;ao para
e
pmiso. Na verdade tem-se uma ordem categ6rica: nl10 jiquc com p'reguifa!, va afestal; nl10 viva a vida dos outros, mas a sua!;fortalcfa-sel. E interessante notar que esse efeito moderando a ordem categ6rica - f01 conseguido a partir do radodnio 16gico-dedutivo sustentado por urn silogismo.Vejamos:
Premissa maior:
E
predso dar chance para as coisas acontecerem.Premissa menor: Ficar com pregui<;a de ir a uma festa Conclusao: pode significar jamais conhecer 0 grande arnor da vida.
Desse modo, parece que temos na premissa maior 0 apelo (e preciso); na premissa menor 0 l'ollsclho (por isso nao fique com pregui<;a) acompanhado de uma ordem (va a festal). A sintese esta em conhecerd 0 grande amor da vida.
, No segundo texto, 0 mesmo radodnio pode ser enconttado:
E predso evitarque vivamos mais a vida de 1I0SS0Sfamiliares do que a nossapropria
(tese inidal
+
apelo :::: conselho); vivcndo a nossa propria vida (premissa menor dentro da premiss a maior); logo, eslaremos mais fortaleddos para midar dos oulroJ (primeira conclusao =: explica<;ao) e, por isso,fortalef'a-se!(conclusao final ordem categ6rica).
Alem do uso dos procedimentos que permitiram haver persuasao, como pudemos observar, chamamos a aten<;ao para 0 voluntarismo - 0 discurso ganha propriedade de verdade inquestionavel quando 0 provdvel passa a ser 0 pOJsivel na e pela a<;ao da pessoa e esta, por sua vez, transforma a realidade independentemente da sua situas:ao concreta (s6cio-hist6rica).
Outro aspecto a s~r considerado diz respeito ao paralelismo que inicia os dois textos: E pmiJo 0 pr6prio discurso professoral e dogmatico como tambem 0 discurso do senso comum. Por i5S0, julgamos ser possivel dizer que estamos diante de discursos que se inscrevem na ftlosofia do comportamento e nao na do conhecimento: do discurso axiomatico.
Dessa manetra,
°
modo pelo qual os textos nos sao apresentados vern sob forma de conselhos - fato que propicia facil memoriza<;ao, portanto, tambem de flieil repeti<;ao que, por i880 mesmo, podem ser usados em varias e diferentes situa<;oes cotidianas.Nessas considera<;oes, podemos dizer que, por urn lado 0 jogo discurslvo dessa rede persuasiva e estruturado pela ilusao de reversibilidade da realidade attaves da acrao: querer
e
poder, logo, umsujeito em si e por si mesmo: eu quero, eu }osso, eu fafo e tudo se transforma (eu/nos interlocutores que possam se identificar nos dois discursos). Por outro lado, toda a a<;ao discursiva sustenta-se em outros discursos: Se a montanha nlio vai a Maome, Maome vai ate a montanha; quem sabe faz a hora, nlio espera a.'Ontmr; qjuda-te a ti mesmo para que possas qjudar aos seus semelhantes; e dando que se reecbe, eperdoando que se eperdoado; Deus qjuda a quem ccdo madruga.
Considerando tudo 0 que foi dito ate aqui, podemos dizer que 0 texto se apresenta como uma realidade tridimensional. Na primeira
dimensao encontra-se a sua materialidade (linearidade
=
horizontalidade=
0 dito); na segunda, foco continuo, 0 discurso (verticalidade=
0 implicito = 0 nao dito); e na terceira" a sintese dessas duas dimensoes dentro de uma forma<;ao discursiva. E, pois, do entrela<;amento dessas tres dimensoes, aspectos de uma mesma realidade, que 0 sentido se (re) (des) vela.Referencias Bibliograficas:
ORLANDI, E.P. GUIMAR..AES, E.R.J. "Unidade e Dispersao: uma questao do texto e do sujeito". In: Sujeito e Texto. S.P.: EDUC, 1988. (Serie Cadernos da PUC, 31)
ORLANDI, E. P. A lingua,gem e seu funtionamento as formas do diSC'urso. S.P.: Brasiliense, 1993.
_ _ _" As formas do sile"ncio no movimento dos sentidoJ. S.P.: Editora da Unicamp, 1995.
_ _ _. DiJcurso e Leitura. S. P.: Cortez/Campinas,SP.: Editora da U nicamp, 1996. (Cole<;ao passando a limpo)
86
MEMORIASCA
UMTRIANGUL
Resumo:
Este artigo pretende discutir 0
process o de apagamento da participa<;:ao dos negros na conforma<;:ao da soaedade estabeleoda no Triangulo Mineiro evidenciando as articula<;oes entre os proletos politicos,levados adiante pela~ elites locals, e a produ<;:ao histonografica,
t No quadro geral dos e: nossa aten<;ao encontra-se dedicada_l regionais, mesmo que essa expressa, aqueles que mais nao _flzeram do ~\ espa<;o restrito e parucular, mas uv Como a sintese da historia geral do B - pe permite-nos urn contato, nao a . tambem com personagens cUJas Vl! generaliza<;oes e conceito~ abstratos, ( uma referenda. Atraves dda pro inventariamos nossas diferen<;as, ent
(Novais, 1997) _ ,
o
proposito deste art1g~ e r esse inventariamento, mas tambem: lembrar e esquecer se realiz~ no mst colocam na cena soclal. Al~d~ q~1 uma reelabora<;ao das remtnlSCenCla des nao ocultam 0 do com°
pass direta que, como tentarel m~s:rar mesmo tempo, esconde a leglt1ma Recorrendo a um pal completamente sepultado? 0 fa'ror a iluminar esse meu proposltal e 1tesse passado "nos ajuda a compl
I Mestre em Hist6ria Social/PUC'-SP. Professm da