«ix P ¬'r'zm-=`|:¡¡ zz
.\\\\uLL ~4 :ZY/zz _,_,...ê‹'ä,_ffõ`-z,.,E,,
UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA CATARINA
PÓS-GRADUAÇÃO
EM
ENGENHARIA
ELÉTRICA
f
ÚGICA
DIFUSA
DISSERTAÇÃO SUBMETIDA
À
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
v
.
PARA
OBTENÇÃO
DO
GRAU
DE
MESTRE
EM
ENGENHARIA
ELETRICA
Eider
Lúcio
de
Oliveira
FLORIANÓPOLIS,
DEZEMBRO
DE
1997-
ii
INSPEÇÃO
AUTOMÁTICA
DE
CERÂMICAS
LISAS VIA
LÓGICA
DIF
USA
CANDIDATO:
EIDER
LÚCIO
DE
OLIVEIRA
'Esta
dissertação foi julgada paraobtenção
do
títulode
MESTRE
EM
ENGENHARIA
ELÉTRICA
-ESPECIALIDADE
ENGENHARIA
ELÉTRICA
eaprovada
em
suaforma
final peloCurso
de Pós-
graduação.
~
.*Í '
(;‹z‹z\
Prof.Rui
Searyãr.
Ing.ORIEN
OR
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_
Prof.__J
/Darlos
oreiB
,Ph.D.
'
o-Eóñwíz
oR
Prbf.
Adroaldo
`zer, r.COORDENADOR Do
CURS DE
Pos-GRADUAÇAO
ENGENHARIA
ELETRICA
_ '\
BANCA
ExAMINADoRAz
Ú
Prof.
Rui
Seara, Dr. Ing.PRE~¶É
IProf.
105€
Ca
oreiraBermudez,
Ph.D.'
Pro
.Hans
tüm,
Ph.D.
`/
C,
À
minha
esposa Mqglili e àminhà filha
Càfölinaiv r * ç " zz;;_1::§jÍíʧ':ÉššãʚʧÊÊQ&GRADECIMENT
OS
' ' . a .;Quero
deixar registradaminha
sincera gratidão:Aos meus
pais pelo incentivo e carinho.À
CAPES
pelo apoio financeiro,fundamental
na
realização deste trabalho.Aos meus
orientadores Prof.Rui Seara
e Prof. José CarlosMoreira
Bermudez
pela valiosa orientação.A
todos
osamigos
do
LINSE
(Laboratóriode Instrumentaçao
Eletrônicada
UFSC)
pela ajuda cordial ebom
humor
perene.Em
especial aElton Luiz
Fontão,Walter
Antônio
Gontijo,
Orlando
José Tobias,Guilherme
Vall Teixeira,Evânio
Ramos
Nicoleit,César
Zeferino,Ricardo
Takase
eAna
Isabela pelocompanheirismo,
apoio e confiança.E
atodos
aquelesque de
alguma
forma colaboraram para
realização deste trabalho1
V
« ' ›.».-.-.-:'=êêê=z;:fi-;z:::¿:‹:~;g:;'-:-<â;›~-:;"ê'-:=:-gx-:,;ê==;-'=:='ê:ê:‹'â=' -:-:.=s:z;=f=;›;=;›;›~;›; ,~;=¬-:>z;›~;‹é*'-: -: ›:-::'-:-sê=:z-::-:=z;z>s‹;s;=:›;›:.: " ;';,==':\-z:: -' '=- - --z V ~ - - ';›.›. z .. ›.›-.fi›zz-:›'êzêsê-; -:~"/'¿»_.»;z›¢¿:-5,3;-* .>-:¿-f›Iê§=.:;z~:;sLzšy.:f95:;I=:/:-.>;séê:;›;4¿:-;›;›;, ,§;. yf ;;=»>“ '---'›--====>--==›››;›,;,. ,~ M ;¿â-§;~ -1 -- V- K ¿5 ¡ .;:;V;;z;.=.;š>;**í-f§§š›ë i ' . <.,;«_ ›:z;:;: z * í5í:*í . 1. “ -1 zã z *f "'í2èí§i. i~i':f'§í1 V 5 .< . Lizy 2:51* zi=?:>i. .. . » 12322 ~ ' 'fz E.ƒÍ'"**?IÉ›fíš*Ê-šíÍ.“=5' *F › ` ='›` EI 'I - 'f-ii* Iii--.fiííš . zí, z šff~f1': F ' f flâši ”S ç . . . ,_ . . _ . J . , , ._ M ._ ç _¿_ U ¿¿¿¡¿¿,¡c¿ `;¿¿¿›.,¿¿..›. __Ç¿;¿¿ __¿., ¿ .,LISTA
DEFIGURAS
... ..xLISTA
DE TABELAS
... .. xiiiRESUMO
... ..xvABSTRACT....
... ..xviCAPÍTULO
1 -INTRODUÇÃO
... ..1
I ~ 1
CAPITULO
2
-APRESENTAÇAO
DOS OBJETOS
SOB ANALISE
... ..7
2.1
Introdução
... ..- ... ..7
2.2
Processos
de
Decoração
... ..7
2.3
Tipos
de
Defeitos
nas
Cerâmicas
Lisas
... ..9
2.3
Conclusões
... ..l3CAPÍTULO
3
-LÓGICA
DIFUSA
... ..143.1
Introdução
... ..143.2
Conceito
de Lógica
Difusa
... ... ..143.3
Função
de
Pertinência
... ... ..163.3.1 Características
de
uma
Função
de
Pertinência
... ..17vi
3.4
Variável
Lingüística e
Valor
Lingüístico
... ..203.5
Operações
com
Conjuntos
Difusos
... ..21' 3.5.1
União
... ..213.5.2
Interseção
... ..223.5.3
Complemento
... ..223.6
Propriedades
dos
Conjuntos
Difusos
... ..233.6.1
Comutatividade
... ..23 3.6.2Associatividade
... ..23 3.6.3Distributividade
... ..23 3.6.4Idempotência
... ..23 3.6.5Identidade
... ..23 3.6.6Transitividade
... .. ... ..23 3.6.7Involução
... ..23 3.6.8Lei
de
Morgan
... ..243.6.9
Lei
do
Meio
Excluído
... ..243.7
Operações
Algébricas
com
Conjuntos
Difusos
... ..' .... ..243.7.1
Produto
Cartesiano
... ..24vii 3.7.3
Soma
Algébrica
... .... ..25 3.7.4Produto Algébrico
... ..25 3.7.5Soma
Limitada
... ..25 3.7.6Diferença Limitada
... ..253.8
Sistema
Difuso
... ...27 3.8.1Base
de
Dados
... ..27 3.8.2Fuzificação
... ..293.8.3
Avaliação de Regras
... ..29 3.8.4Desfuzificação
... .... ..313.8.4.1
Método
do
Centróide
... ..323.8.4.1
Método
das Barras
Verticais (Singletons) ... ..33CAPÍTULO
4
-PROCESSO
DIFUSO
NA
CLASSIFICAÇÃO
DE
CERÂMICA
....344.1
Introdução
... ..344.2
Sistema
de Inspeção
Automático
... ..354.3
Pré-processamento
... ..364.3.1
Variáveis Lingüísticas
... ..-.374.3.2
Treinamento
... ..39viii
4.3.3.1
Curva
Trapezoidal
... ..414.3.3.2
Curva
“S”
... .. ... ..424.3.3.3
Curva
Sigmóide-
... .; ... ..444.3.4
Ajuste das
Curvas
de
Pertinência
... ..454.4
Fuzificação
... ..524.4.1
Fuzificação
da
Variável
MANCHA
... ..534.4.1.1
Dispersão de
Mancha
... ..' ... ..554.4.1.2
Dispersão Limite
... ..-`. ... ..574.4.1.3
Fuzificação
de Dispersão
... ..604.4.1.4
Exemplo
de
Fuzificação
da
Variável
Mancha
... ..634.4.2
Fuzificação
da
Variável
TONALIDADE
... ... ..674.5
Desfuzificação
... .Í. .... ..684.5.1
Processo de
Desfuzificação
Convencional
... ... ..684.5.2
Processo de
Desfuzificação Simplificado
... ..-....'....72CAPÍTULO
5
-RESULTADOS EXPERIMENTAIS
... ..775.1
Introdução
... ..775.2
Grupos
de
Treinamento
... ..78ix
5.4
Resultados
... ..805.4.1
Resultados
do
Gmpo
I ... ..805.4.2
Resultados
do
Gmpo
II ... ..825.5
Análise
dos
Resultados
... ..83~
CAPÍTULO
ó
-coNcLUsoEs
... ..ssREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
... ..s7 A ~APENDICE
A
-ALGORTIMO
PARA
A DETERMINAÇAO
DO
PIXEL
` -REPRESENTATIVO
DE
MANCHAS
... ..9lA.1 Introdução
... ..91A.2
Variáveis
de
Entrada
... ..91A.3
Passos
do
Algoritmo
... ..92A.4 Simulação
... ..95APÊNDICE
B
-AGRUPAMENTO
DE
MANCHAS
... ..96B.1
Introdução
... ... ..96B.2 Variáveis
de
Entrada
... ..96X
~ ~ ~ ~ ~
Fig. 1.1 -
Lógica convencional
e lógica difusa ... ..4
Fig. 2.1 -
Cerâmica
lisasem
defeitos(Grupo
I) ... ..8
Fig. 2.2 -
Cerâmica
lisacom
mancha
(Grupo
I) ... ..9
Fig. 2.3 -
Cerâmica
lisacom
manchas
espalhadas(Grupo
I) ... ..10Fig. 2.4 -
Cerâmica
lisacom
tonalidademais
escura(Grupo
I) ... ..11Fig. 2.5 -
Cerâmica
lisacom
tonalidadenormal
(Grupo
I) ... ..11Fig. 2.6 -
Cerâmica
de
tonalidade escurasem
defeitos(Grupo
II) ... ..12Fig. 2.7 -
Cerâmica
de
tonalidade escuracom
manchas (Grupo
II) ... ..12Fig. 3.1
Exemplos
de funçao de
pertinência ... ..16Fig. 3.2 - Centro, suporte e fronteiras
de
um
conjunto
difuso ... ..17Fig. 3.3 ~
Conjunto
difusonormalizado
enão-normalizado
... ..18Fig. 3.4 -
Conjunto
difusoconvexo
enão-convexo
... ..18Fig. 3.5 - Interseção
de
dois conjuntos difusosconvexos
... ..19Fig. 3.6 -
Curvas de
pertinência triangular e trapezoidal ... ..19Fig. 3.7 -
Curvas
em
“S”
e sino ... ..20Xi
Fig. 3.9 -
Operações
básicascom
conjuntos difusos ... ..22Fig. 3.10 -
Fluxo de dados de
um
sistema difuso ... ..27Fig. 3.11 -
Funções
de
pertinência parao
exemplo
... ..28Fig. 3.12 -
Funçao
de
pertinênciade
saídacom
truncamento
... ..31Fig. 3.13 - Desfuzificação
usando
o
método
de
barras verticais ... ..33Fig. 4.1 - Estrutura
de
um
sistemade
inspeçãode cerâmicas automático
... ..35Fig. 4.2 - Parte
da Matriz
Intensidadede
uma
cerâmica
lisacom
mancha
destacada. ... ..38Fig. 4.3 - Fronteiras
dos
valores lingüísticos centrais ... ..41Fig. 4.4 -
Curva
de
pertinência trapezoidal para valor lingüístico central ... ..42Fig. 4.5 -
Funções
“S”
e 1: ... ..43Fig. 4.6 -
Curvas
sigmoidaiscom
variaçãode k
e de ... ..44Fig. 4.7 -
Curvas sigmóides
para valor lingüístico central ... ..45Fig. 4.8 -
Curvas sigmóides
para valores lingüísticos central e laterais ... ..45Fig. 4.9 -
Variação
na
grau
de
pertinênciade acordo
com
aumento do domínio da
curva
... ..46Fig. 4.10 -
Parâmetros usados
no
ajuste das curvasde
pertinência ... ..48Fig. 4.11 -
Curvas de
pertinência“S” de
mancha
aceitávelcom
variaçõesde ua
... ..48Fig. 4.12 -
Gráfico
de
pertinência para variável lingüísticaMANCHA
... ..49Fig. 4.13 -
Gráfico
de
pertinência para variável lingüísticaTONALIDADE
... ..49Fig.
4.14
-Gráfico
do
erronos pontos
a,. ,a
f emd
em
função
do
ajusteua
... ..51xii
Fig. 4.15 - Parte
de
uma
matriz-amostra
com
mancha
destacada e posiçãodos
pixels (C/L:coluna/linha) ... ..54
Fig. 4.16 - Distribuição
de
manchas
por
uma
circunferênciapara
cálculoda
dispersão limite global ... ... ..58Fig. 4.17 - Distribuição
de
manchas
por
uma
circunferência para cálculoda
dispersão limite local ... ..60Fig. 4.18 -
Curvas de
pertinência para dispersãode
manchas
(global e local) ... ..61Fig. 4.19 -
Peça
cerâmica
com
presença de
mancha
escuras e claras ... ..-.63Fig. 4.20 -
Curva
de
pertinência para dispersão dasmanchas
escuras ... .,64Fig. 4.21
Curva
de
pertinência para dispersao dasmanchas
claras ... ..65Fig. 4.22 -
Fuzificação da
variável'TONALIDADE
... .§.67Fig. 4.23 -
Curvas
triangularescom
as classesde
saídaA,
B
eC
... ..70Fig. 4.24 -
Processo
de desfuzificação usando
centrode
gravidade ... ..;.71xiii
Tabela
3.1 - Fuzificação das variáveisde
entradado exemplo
... ..29Tabela
3.2 -Valores
de
pertinência obtidosda Avaliação
dasRegras
... ..31Tabela
14.1 - Variáveis e valores lingüísticos ... .;....39Tabela
4.2-Regras de
inferência ... ..-...69Tabela
4.3 -Tabela de
saída para processode
desfuzificação simplificado ... ..-....74Tabela
5.1 - Fronteirasde
treinamento parao
Grupo
I ... ...78Tabela
5.2 - Fronteirasde
treinamento parao
Grupo
II... ... ..79Tabela,5.3 -
Parâmetros de
ajusteusados
nas simulações. ... ..79Tabela‹‹5.4 -
Classificação usando curva
trapezoidal (Boas:Grupo
I) ... .¡Í...80Tabela
5.5- Classificaçãousando curva
“S" (Boas:Grupo
I) ... ..80Tabela
5.6 -Classificação usando
curva
sigmoidal (Boas:Grupo
I) ... ..80Tabela
5.7 -Classificação
usando
curva
trapezoidal (Ruins:Grupo
I) ... ..81Tabela
5.8 -Classificação
usando
curva
“S” (Ruins:Grupo
I) ... ..81Tabela
5.9 - Classificaçãousando curva
sigmoidal (Ruins:Grupo
I) ... ..81Tabela
5.10 -Classificação
usando
curva
trapezoidal (Boas:Grupo
II) ... ..82xiv
Tabela
5.12 -Classificação usando curva
sigmoidal (Boas:Grupo
II) ... ..82Tabela
5 . 13 -Classificação usando curva
trapezoi_da1 (Ruins:Grupo
II) ... ..83Tabela
5.14 Classíficaçaousando curva
“S" (Ruins:Grupo
II) ... ..83XV
A
lógica difusatem
tidouma
aplicabilidadegrande devido
ao tratamentoda
incerteza
por
ela oferecido, levando anovos
métodos
de
aquisição, representação e utilizaçãodo
conhecimento.
Na
áreade
inspeção industrial,o
interesse nesse tipode
sistemavem
crescendo
pois,
na
maioria das aplicaçoes, as fronteiras das característicasdos
objetos inspecionadosnao
têm
lirnitesbem
definidos.»
Este trabalho é a
proposta de
um
algoritmopara
classificação decerâmicas
com
aplicação
no
controlede
qualidade.O
algoritmousa
técnicasde
lógica difusaem
imagens de
cerâmicas lisas.
Os
defeitos são caracterizadoscomo
mancha
edescasamento de
tonalidade.Com
0 uso dos
conceitosde função de
pertinência, variáveis lingüísticas egrupo de
treinamento, as cerâmicas são classificadasem
três classesde
saída.Cada
classetem
o
seu graude
qualidade associado.Palavras-chave:
0 Controlede
qualidade; 0Lógica
difusa; 0Funçoes de
pertinência; 0 Variáveis lingüísticas.xvi
- '
«.`.`fÍ'Í.Í*šÊ<"Íãitízífiišgíái' ;?5?Í5fÉ"*¡:¿ '~`*:¡'°-.É”-5312Í¡¿'.ÍI¡ÍʧÍÊ5€í*íÍ5I¡ÍÍÍjLEÍ: ‹.¡5:ë2€=:¡Ê¡tâítí:í'¡. . T
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Fuzzy
logichas
had
_a great applicationdue
to its uncertainty treatment,producing
new
methods
of
acquisition, representationand
useof
knowledge.
In the industrial inspection field, the interest in thiskind of system
isgrowing because
inmost
cases the characteristicfrontier .ofeach
inspected object isnot
clearly defined. - ‹4 V
This
work
describesan
algorithm for ceramic
classification with application inquality control.
The
algorithm uses fuzzy logic techniqueson
theimages of ceramic
tiles.The
defects
analyzed
are characterized as spotsand
tonemismatch.
Using
theconcepts of
membership
functions, linguistic variablesand
training group, theceramic
tiles are classified into three output classes.Each
classcorresponds
toa
difierent quality degree.\
Keywords:
0 Quality control; \°Fuzzy
logic; 0Membership
functions; 0 Linguistic variables.';:=. ' s ' ^ s
. tz:-:-:-:-:›t-“-:-':-“ -. ' )
-:›:-::›:-':-' **'›.Y-É-ti-'J-:~' .:- f; :-:›:-:-- V .':-:\:-:':-'-t' :›:-:-;=: ~- =:¿ ‹'¡'-:¡;' :¡:¡:¡' "
e
INTRODUÇÃO
A
implementaçao de
sistemasque
emulem
a visaohumana
ou
mesmo
a
superem
em
determinadas aplicações éuma
realidade.A
visão artificialtem
sido aplicadana
interpretaçãode
fotos aéreas,reconhecimento automático de
alvosou
aindano melhoramento
de imagens
que
possibilitem diagnósticos
médicos
[1].Em
muitas dessas aplicações as técnicasde
reconhecimento
de padrões
estão presentes.Em
síntese, essas técnicasprocuram
encontraruma
regularidadeem
.`__\
uma
estruturade
dados
ecom
isso possibilitar a análisede
características, classificaçao eagrupamento,
viabilizando atomada
de
decisoes eaçoes de
controle [2].A
maior
partedos
sistemas visuaisautomáticos
têm
aplicaçãona
indústria.Como
exemplos, tem-se
a técnicade
orientação eposicionamento de
objetos,muito usada
na
indústria automobilística e ainspeção automática de
placasde
circuitos impressos, entre outras [3].A
inspeção éuma
etapa importanteem
muitos meios
industriais.A
inspeção visual automáticapode
serdefmida
como
um
conjuntode
técnicasque vão desde
acaptação
dasinformações
pelos sensores até a aplicaçãode
algoritmos eação de
atuadores,que
tornam
possível
o
controlede
qualidade dos produtos de
uma
indústria.Nos
processosde
inspeção visual automáticosem
tempo
real destaca-se acomplexidade computacional dos
algoritmos,que
deve
serpequena
e os processadores,que
devem
ter arquiteturas dedicadas [4].O
monitoramento
automáticotem
diversas aplicações,com
destaque para
a substituiçãodo
homem
em
locaisCapítulo 1 -Introdução
2
perigosos
ou
de
difícil acesso [5] eem
sistemasmais
genéricos, visando compatibilizar as fasesde
produçao
e inspeçao, frente às atuais velocidadesde
fabricaçao.Uma
aplicaçãocomum
dos
sistemasde
inspeção visual automática é amedição
de
dimensoes
críticas para se eliminarpeças
fora das especificaçoes [6].Às
vezes esta aplicaçao encontra-se incorporadaem
um
subsistemado
processo
de
montagem,
seja eleautomático
ou
não.Uma
outra aplicação importante é ainspeção de
itensna procura de amostras
defeituosas e/oupara
classificaçaoem
diferentesgrupos
[7].Esta
última aplicaçao é amais
difícilde
serimplementada automaticamente,
pois deve-se fazero julgamento
da
aparência visualdo
objeto e,devido
a isso, a indústriavem
usando
inspetoreshumanos.
A
inspeçãode
itens baseia-sena
observação de
um
mesmo
tipode peça
ecomparação
com
um
padrão.Considerando que
na
maioria das indústrias osprodutos apresentam
um
alto índicede
uniformidade, exige seuma
grande concentraçao por
partedo
operador.O
processo
é repetitivo emonótono
enem
sempre
asdimensões dos
defeitos significativosencontram-se
dentrodos
limitesde percepção de
um
inspetorhumano. Ainda
há
o
problema
dos
ambientes
onde
se realizao
trabalhonao
apresentarem,na
maioria das vezes,condiçoes
satisfatórias
de
luminosidade,temperatura
e nívelde
ruído, dentre outros.E
finalmente,de acordo
com
estudos e avaliações realizados [8,9], sabe-seque
o
desempenho do
sistema visualhumano
declina
com
as tarefasmonótonas
e rotineiras, permitindo,em
um
processode
avaliações contínuas,que
peças defeituosasnão sejam
percebidas.É
aquique
um
sistema visualautomático
representa
uma
alternativa vantajosa frenteao
inspetorhumano.
Característicascomo
a compatibilidade entre as velocidadesde produção
e inspeção, exatidão, consistência e relaçãoCapítulo l - Introdução
3
custo-benefício,
representam vantagens
com
relação aos aspectos qualitativos e quantitativos'de
produçao
eeconomia
amédio
elongo prazo
frenteao
inspetorhumano.
Em
[10] é descritoum
algoritmode
um
sistema visualautomático
cujafunção
principal é classificar itens.
Para a implementação de
sistemascomo
esse, deve-se primeiro fazer a seleçãode
característicasmais
apropriadaspara
se reduzir aquantidade de informação que
serásubmetida
ao
processador.É
sabidoque imagens
geram
um
volume
grande de informações
devido
àsdimensões
das matrizesusadas
para representá-las.Tem-se,
assim, a necessidadede
utilizar funções
de
mapeamento
entreespaços de
características,de
forma
a reduzir aquantidade
de dados para o processamento
e destacar as características desejáveis à avaliação.Os
espaços de
características
representam
as diferentes classesque
serão utilizadasno
processo de
classificaçãode
uma
amostra
[10].Essas
classes são obtidas atravésde
um
grupo de peças
com
identificaçãoconhecida
chamado
de conjunto
de treinamento
ou
conjunto de
projeto. Ter-se-iao caso
ideal se essas classes, obtidas a partirdo
conjuntode
treinamento, tivessem interseçao nula,mas
na
maioriados
casos ocorre a sobreposição,levando
aalguma
imprecisão
na
classificação.Uma
característica bastante utilizadapara
classificaçaode
itens é a textura [l0,1l].A
textura apresenta propriedadescomo
rugosidade, contraste e direcionalidadeque
podem
ser representadasusando
métodos
estatísticosde
primeira esegunda ordens
[12].É
importante ressaltaro uso
das matrizesde
co-ocorrênciasque
levam
em
consideraçãoa
dependência
espacialdos
níveisde
cinzade
uma
imagem.
Em
[lO], atravésdo
uso
da
estatística de diferença,um
subconjunto
das matrizesde
co-ocorrência,pôde-se
destacarduas
classesbem
defmidas
entrepeças a
serem
classificadas: aceitada e rejeitada.No
entanto essemétodo não
apresenta interseção baixa entre trêsou
mais
classes obtidasdo
conjuntode
treinamento.Uma
soluçãopara
Capítulo 1 - Introdução
W
4
esse
problema
éo uso de
outras técnicas, dentre as quaisdestacam-se
asbaseadas
em
lógica difusa.A
lógica difusanasceu
da
necessidadede
setomar
decisoesbaseadas
em
informações
vagas,ambíguas
e qualitativamente incompletasou
imprecisas [13]. Trata-sede
um
superconjuntoda
lógicaconvencional que
foi estendidopara manipular o
conceitode verdade
parcial [l4,15]. '
Na
lógicaBooleana ou
convencional tem-se
a pertinênciade
um
elemento
eum
conjunto relacionados atravésda função
característica.Esta função
pode
assumiro
valor 1ou
0,ou
seja, pertenceou
não
pertenceem
resposta à pergunta:“O
elemento
x
pertenceao conjunto
X?”
Já os conjuntos difusostêm
elemento
e conjunto associadosà
uma
função de
pertinênciaque
pode
assumir qualquer valor entreO
e l,com
relaçao amesma
pergunta
anterior.A
Fig. 1.1 ilustra esta relação elemento-conjuntopara
asduas
lógicas.A
função
característica échamada
na
figura
de
f
(x) e afunção de
pertinênciade u(x)
[16].f
x
.X2 ( 2)Ox
*(2
1<@
f(x1)
LÓGICA
coNvENc1oNAL
X
2.x
0 1P(x)
/
U
LÓGICA
DIFUSA
Capítulo 1 -Introdução
j
5
A
idéiada
função de
pertinência é estabeleceruma
premissa
que
variaem
grausde
certeza.
Esta
característica seaproxima mais
do
raciocíniohumano
por
este ser heurístico e impreciso.Outra
ferramenta importanteda
lógica difusa é a variável lingüística.As
variáveislingüísticas são
grupos
rotulados qualitativamente [17].A
associaçãode termos
lingüísticos(como, por exemplo,
baixo, quente, seco, etc.) àsfunções de
pertinênciatornam
o
processo de
tomada
de
decisao simples e eficaz.A
lógica difusa éuma
ferramentaque
vem
sendo
usada
em
sistemasde
controlede
temperatura, controle
de
elevadores, controlede autofoco de
câmera
de
vídeo [18], diagnósticosmédicos
[19], controlede
veículos [20],reconhecimento de
caracteres manuscritos [21]segmentação de
imagens
aéreas [22], dentre outros.Na
indústria, a lógica difusatem
sido aplicada sistematicamente, garantindo precisão e rapidez aosprocessos de
análise [23]ou
inspeção [24].As
aplicações seestendem
também
a cluster analysis [25] e projeto declassificadores [26]. Fica evidente a versatilidade dessa técnica pela diversidadedos
exemplos
citados. lO
presente trabalhoaborda o
emprego da
inspeção visualautomática
utilizando lógica difusa.A
metodologia de
análise foi desenvolvidapara
ser utilizada pela indústria cerâmica.Neste
tipode
aplicação é requeridoque
\100%
dos produtos sejam
visualmente inspecionados.O
controle visualdo
produto
é realizadocom
o
objetivode
se fazero
controlede
qualidade,ou
seja,detectar defeitos e separar as peças
em
classesde acordo
com
estes defeitos, afim de manter
a qualidade exigidapor
um
mercado
cada vez mais
competitivo.Capítulo - Introdução”
6
Os
tiposde
defeitosque
devem
ser detectados estão relacionadoscom
a
aparênciada
peça. Estes defeitos sãoconhecidos na
literaturacomo
defeitos cosméticos.Os
tiposmais
comuns
de
defeitospodem
acontecerem
duas
regioesda
peça
cerâmica:no
perímetro ena
superfície.Os
defeitosno
perímetroocorrem
sob
aforma
de
cantosquebrados e/ou bordas
lascadas.
Os
defeitosna
superfíciepodem
pertencer àduas
classes: defeitosno
desenho
decorativo e saliências
na
superfícieda
peça.Neste
trabalhopropoe
seum
algoritmode
inspeçao visualautomático baseado
em
lógica difusacom
o
objetivoda
detecção dos
defeitoscosméticos
de
superfície.O
algoritmo desenvolvidopara o problema
da
inspeçãoautomática de cerâmicas
lisas faz aseparação dos
objetos
em
classes,cada
uma com
seu graude
qualidade.No
Capítulo2
são apresentadosos
tiposde
objetosque
serão tratados eos
defeitos
que
eles apresentam.No
Capítulo 3 é apresentadoo
conceitode
lógica difusa eos
processos a ela inerentes
usados para
classificarcerâmicas
levando-seem
consideraçãoos
defeitosde
mancha
e variaçãona
tonalidadeda
peça.No
Capítulo4
aborda-se ametodologia usada para
aplicar lógica difusa
na
classificaçãode
cerâmica.No
Capítulo 5 têm-se os resultados experimentais,que indicam
a habilidadedo
algoritmopara
adetecção de
defeitos.E
finalmente,APRESENTAÇÃO
Dos
oBJETos soB ANÁLISE
2.1
Introdução
Até o
presentenão
foi desenvolvidoum
sistemade
visão artificialde
propósito geralque
se igualeem
desempenho
ao
sistema visualdos
sereshumanos.
Portanto,um
sistema destinado a realizaruma
tarefade
inspeção visualautomática
deve
operar sobre objetos específicosou
classesde
objetos.Esta operação deve
ocorrerem
condições cuidadosamente
controladas para
maximizar
seudesempenho. Assim, quanto maior
foro conhecimento
dos
objetos a
serem
analisados edos
tiposde
defeitosque
elespodem
conter,melhor
emais
precisamente será definida
uma
abordagem
para a soluçaodo
problema.
Em
geral, defeito é a faltade conformidade de
alguma
característicade
um
produto
quando
comparado
com
seu respectivo padrão.O
conceitode
defeito encontra-se intimamente relacionadocom
adefmição de peça
padrão.Uma
definição clara e objetivade
padrões
possibilitará a criaçãode
bases robustasde
análiseque permitam
a avaliaçãoda
qualidadeda
peça.Neste
capítulo são apresentados os objetossob
análisejuntamente
com
os
defeitosque
eles apresentam. -
Foram
utilizados doisgrupos
de cerâmicas
lisaspara
testesdo
algoritmo proposto.O
primeiro conjuntotem
uma
tonalidade clara e serádenotado por
Grupo
I. Jáo
segundo conjunto
tem
uma
tonalidade escura e serádenotado por
Grupo
II.2.2
Processos
de
Decoração
Existem, basicamente, três tipos
de processos que
permitem
decorara
superfícieCapítulo 2 - Apresentação dos Objetos sob Análise
8
A
cerâmica
mostrada na
Fig. 2.1é
decorada
peloprocesso de
pintura.Nesse
caso, as peças são pintadaspor
um
jatode
tintade
uma
única cor.As
cerâmicas assimmanufaturadas
pertencem ao conjunto
dascerâmicas
lisas, classe essaque
será alvodo
algoritmode
classificação deste trabalho.
Fig. 2.1 -
Cerâmica
lisasem
defeitos (Grupo I).As
cerâmicasdecoradas por
litografiatêm
como
característicaum
alto índicede
uniformidadeno
desenho
decorativo.Esse desenho
émontado
em
uma
ou
mais
etapas,dependendo
do
número
de
coresque
ele possua.Uma
dasformas
de
montagem
de
cada
etapa(ou
cor) é usar placas litográficas diferentes
que
seencaixam
sobrea
cerâmica.E
fmalmente,a decoração
usando o
processo de
texturizaçãomonta na
cerâmica
Capítulo 2 - Apresentação dos Objetos soh Análise
9
2.3
Tipos
de
Defeitos
nas
Cerâmicas
Lisas
Não
existe urnacerâmica
que possa
ser considerada perfeitado
ponto de
vistade
não
possuir defeitos.Com
isso, trabalha-secom
cerâmicas
aceitáveis.Uma
cerâmica
é consideradade
boa
qualidadequando
o
número
de
defeitoscosméticos
é aceitável pelo controlede
qualidade [27].Pode-se
destacar dois tiposde
defeitos principaisque
podem
acontecerna
superfície
de
uma
cerâmica
lisa:manchas
evariação
na
tonalidade.As
manchas
saopequenas
áreasna
peça
com
cor diferentedo
padrao.Dependendo
da
corda
cerâmica
podem
existirmanchas
claras e escuras.Na
Fig. 2.2pode-se
observar, destacadana imagem,
uma
mancha
escura,mancha
essaque
pode tomar
essapeça
não
aceitável.Capítulo 2 - Apresentação dos Objetos sob Análise
10
Pode
ocorrertambém
apresença de pequenas
manchas
espalhadas pela superfícieque
muitas vezesnão
chegam
a inutilizar a peça.Essa
situaçãopode
ser vistana
Fig. 2.3,onde
têm-se
manchas
pequenas
destacadas.Fig. 2.3 -
Cerâmica
lisacom
manchas
espalhadas(Gmpo
I).A
variaçaona
tonalidade é amudança
da
corda
peça
numa
determinada
regiaoou
por toda
a superfície.Também
aqui,dependendo
da
corda
cerâmica, tem-se a tonalidademais
escura
ou
mais
claraque
o
padrao.As
Figs. 2.4 e 2.5mostram
o
defeitode
tonalidademais
escura euma
cerâmica
padrão, respectivamente.~
Duas
cerâmicas pertencentesao
Grupo
H
(tonalidademais
escura) saomostradas
em
seguida.A
Fig. 2.6tem-se
apeça
sem
defeitos. Jáa
Fig. 2.7mostra
uma
cerâmica
escuracom
manchas
espalhadas pela peça.Capítulo 2 - Apresentação dos Objetos sob Análise
Fig. 2.4 -
Cerâmica
lisacom
tonalidade mais escura(Grupo
I)Capítulo 2 - Apresentação dos Objetos sob Análise
Fig. 2.6 -
Cerâmica
de tonalidade escurasem
defeitos (Grupo II).Capítulo 2 - Apresentação dos Objetos sob Análise'
13
2.4
Conclusões
A
noção
de
estruturade
defeito eo conhecimento
precisodos
objetos são essenciaispara
a precisa especificaçãoda abordagem do problema
em
questao.Deve
se terem
mente,também, que
talabordagem
deve
sercompatível
com
afilosofia de
projetode
sistemaque
possa
ser utilizado pela indústria.i
Os
conceitosde
mancha
e variaçãona
tonalidade,em
uma
cerâmica,não
são capazesde
precisar, qualitativamenteou
quantitativamente,o quanto
uma
peça,apresentando
esses defeitos,
pode
ser consideradade
boa
qualidadeou
pertencer a classesde
qualidade inferior.Com
isso,fica
clara a importânciade
se fazer a classificação levando-seem
conta a
imprecisãoLÓGICA
DIFUSA
~
3.1
Introduçao
A
teoriados
conjuntos difusos foi formalizadaem
1965 por
Lotfi
Zadeh
[16]mas
teveuma
atençãomaior de
pesquisadoresnos
últimos anos, haja vista a quantidadede
trabalhos, artigos e livros publicados.O
interesse atual deve-se à crescente necessidadede
sistemasque
tenham
metodologia baseada na
imprecisão eambigüidade.
Sistemasassim
tornam
possíveluma
interaçãomaior
entrehomem
emáquina
jáque
as ferramentasque o
sistemausa aproximam-se
da
linguagem
do
dia a dia das pessoas.Neste
capítulo são apresentadosos
conceitos básicos sobre lógica difusaque
são relevantes parao entendimento
deste trabalho.Na
seqüência,tem-se
um
enfoque dessa
técnica aplicada à classificaçãode
cerâmicas lisas.3.2
Conceito
de Lógica
Difusa
A
teoriados
conjuntos difusos estábaseada
na
idéiade
representarelementos
e conjuntostendo
como
fundamento
uma
relaçãode
pertinência vaga, incerta,ambígua ou
Capítulo 3 - Lógica Difusa
15
Primeiro será analisado a relação entre
elemento
e conjuntodefinida para
a lógica booleana.Se
X
éuma
coleçãode
objetos representadosgenericamente por
x, entãoo conjunto
convencionalA
em
X
éum
conjunto de
paresordenados
dado
por: _A=uxfiúon
ele
onde,f,
zX
-›
{o,1} (3.1b)ƒA(x)
=
ç (3.lc) 'll,
sexeX
0,sexfiEX
A
função
f
A échamada função
característicado
conjunto A.Esta função
mapeia
todos
oselementos de
X
dentrode
doispontos
{0,l },que
correspondem
a dois valores lógicos:desligado
ou
ligado,não ou
sim,0 ou
1. Sabe-seque
essadefinição
émuito
útilpara
tratarsituações
bem
definidas.Esses
conceitospodem
ainda serexpandidos
com
vistas a trabalharcom
incertezas.Se
X
éuma
coleçãode
objetos representadosgenericamente por
x, entãoo
conjunto difuso4 em
X
éum
conjunto
de
paresordenados
dados
por:é=uzunon
eae
onde,
ti,
zX
-›
[o,1](sab)
11,,
=
1, sex E
totalmentea
X,
ou
},L¿(x)= },L¿=O, se xeš
X,ou
(3.2c)Capítulo 3 - Lógica Difusa
16
A
função
ul, échamada função
de
pertinênciado
conjunto difusoA
[28].Em
A
a resposta exata é
um
caso
limiteda
respostaaproximada. Pode-se
concluirque a defmição de
conjunto difuso é
uma
generalizaçãoda definição de
conjuntos convencionais. ~3.3
Funçao
de
Pertinência
A
função de
pertinênciatem
sidouma
ferramentapoderosa
para representara
ambigüidade de
adjetivosda
linguagem
natural.Por exemplo,
quando
se falaem
“temperatura
alta” fica difícil associarum
número
edeterminada
unidade.O
mesmo
acontece
com
a expressão
“pessoa
velha”.É
indefmido os limitesda
característica idade.Assim,
usa-seuma
curva
distribuída
com
graus
de
pertinência,que
representamelhor a
característicaambígua
em
questão
para
tratá-lamatematicamente.
A
curva que
quantifica0
significadode
um
termo
lingüístico édenominada função
de
pertinência.HT H] A
~~~
. A~~~~
/,.
. 25 50T
[°C] 30 60 90 Idade [anos]Temperatura Alta P€SSOfl Vfilhfl
Fig. 3.1 -
Exemplos
de funçao de pertinênciaPode-se
considerarque o
intervalo convenientepara
representar“temperatura
alta”,
em
graus Celsius, sejade
25
a50
e amelhor curva
sejauma
reta. Escolhidoo domínio
eo
Capítulo 3 - Logica Difusa
Í
17
Esse
graude
pertinência trazem
sio quanto determinada temperatura
faz partedo
conjunto
“temperatura alta”.
Da
mesma
forma pode-se
representar aambigüidade
da
expressão“pessoa
velha”.
Na
Fig. 3.1têm-se duas
possíveis funçõesde
pertinênciapara
representar“temperatura
alta” e
“pessoa
velha”.3.3.1
Características
de
uma
Função
de
Pertinência
Já
ficou
evidenciado a importância dasfunções de
pertinênciacom
respeito à representação dasinformações de
um
conjunto difuso.Agora
seráabordada
a terminologiausada
para descrever
uma
função de
pertinência.B
A
Mx)
iii
› IFRONTEIRA
I lFRONTEIRA
X
sUPoRTE
Fig. 3.2 - Centro, suporte e fronteiras de
um
conjunto difuso [29].Suporte
de
uma
função de
pertinênciapara
um
conjunto difuso zflqualquer
édefinido
como
aregiãoonde
a pertinência é diferentede
zero.O
centrode
uma
função de
pertinência é a regiãodo
suporte cujoselementos
têm
pertinência
máxima.
'A
fronteira(ou
limite) é a regiãodo
suporte cujoselementos
têm
pertinênciamenor
que
amáxima.
C
Capítulo 3 - Lógica Difusa
18
Um
conjunto
difusonormalizado
é aqueleque
tem
pelomenos
um
elemento
no
universocom
valorde
pertinência igual aum.
A
Fig. 3.3mostra
um
conjunto difusonormalizado
e outro
não-normalizado.
Mx)
Mx)
1 1 > ›x
~x
NORMALIZADO
NAO-NORMALIZADO
Fig. 3.3 - Conjunto difuso normalizado e não-normalizado.
Se
paratodos
oselementos de
um
conjunto difuso zfionde
x<y<z,
entãoA
é ditoconjunto
difusoconvexo
se, esomente
se:u,,(y)2 1mn'tu@<x›,u@<z›1
os)
A
Fig. 3.4mostra
um
conjunto
difusoconvexo
e outronão-convexo
[30].l~l(X) },L(x) 1 1 2
ãê
, â š â ›X
Y
Zx
x
y
zX
coNvExo
NÃo-coNvExo
'Fig. 3.4 - Conjunto difuso
convexo
e não-convexo.1. “min” subentende-se tomar o valor mínimo.
Capítulo 3 -
çlcçógica Difusaç
19
Uma
característica especialcom
respeito a dois conjuntos difusosconvexos
éque
a interseção entre eles étambém
convexa.
H(X)
14
1?INTERSEÇÃO
> .XFig. 3.5 - Interseção de dois conjuntos difusos convexos
3.3.2
Tipos
de
Função
de
Pertinência
A
função de
pertinência é, essenciahnente,__umacurva
distribuídacom
grausde
pertinênciaque melhor representem
as propriedades semânticasde
uma
palavraou
expressão
lingüística. Essas funçoes
podem
assumir qualquer formato,no
entantoalgumas
curvaspadrao
são
mais
utilizadas.Dentre
as curvasmais usadas
estao as triangulares e trapezoidaisque
saotambém
asmais
simples.A
Fig. 3.6mostra
estas curvas.¡
A
Mx)
ll(X)1 ___________________ __ 1 ... ._
.
›
>
TRIANGULAR
*_TRAPEZOIDAL
x
Fig. 3.6 - Curvas de pertinência triangular e trapezoidal.Capítulo - Lógica Difusa
20
Já dentro
da
classede
curvasnao
linearestêm
se ascurvas “S”
etambém
ascurvas
sino [28].As
curvas sinomais
utilizadas são: 11:,Beta
e Gauss.A
diferença entre elas estána
inclinaçãoda curva
enos
valoresdos pontos
extremos.Na
Fig. 3.7têm-se
representadas as curvas“S”
e sino. !»l(X) li(X) 1 . . . ..~
1 Ê › › )C¡ X2x
xl xzx
CURVA
“S”CURVA
SINO
Fig. 3.7 - Curvas
em
“S”
e sino3.4
Variável Lingüística
e
Valor
Lingüístico
Um
conjunto difuso trabalhacom
a incertezamodelada
atravésde funções
de
pertinência
ao
invés dasfunçao de
transferênciados
sistemas convencionais.Além
disso, ainda faz-se a associaçãodo
conceitode
variável lingüísticaao
conjunto difuso.À
função de
pertinência associa-se
o
conceitode
valor lingüístico [3l,32]. Variável e valor lingüísticos são, simplesmente, expressoesou
palavrasda
linguagem
natural.Foi
usada, anteriormente, a característicatemperatura
para explicar aambigüidade
presente
em
uma
funçao de
pertinência.Pode
se estenderum
pouco
mais
essa característicapara
exemplificar os conceitos anterionnente
mencionados.
Na
Fig. 3.8tem-se
a variável lingüísticaTEMPERATURA
podendo
assumir trêsCapítulo 3 - Logica Difusa
21
A
UTEMPERATURA
frio normal quente
1 0,8 . . . . . . . . . . . . . . . _. 0,2 ... .. z : › 10 25 28 40
T
[°C]Fig. 3.8 - Variável lingüística
TEMPERATURA
e seus valores lingüísticos.grau de
pertinênciade
um
determinado
elemento.Ainda
nessa figura.tem-se
atemperatura de
28°C
que
recebe dois valores lingüísticos:normal,
com
grau de
pertinência 0,8 equente,
com
grau de
pertinência 0,2.O
processo
difusocom
certeza usará0
fatode
atemperatura de
28°C
sernonnal
e quente,mas
o
valor lingüísticonormal
tem
uma
ponderação
maior.3.5
Operações
com
Conjuntos
Difusos
[28] [29]
e
[30]
Os
conjuntos difusos estaodefmidos
pelas suasfunçoes de
pertinência, entao asoperações
com
conjuntos difusosenvolvem
tãosomente
estas funções.3.5.1
União
A
uniãodos
conjuntos difusosA
eÉ
, representadapor
Auli'
é
definida pelafunção de
pertinênciado
seguinteconjunto
difuso:u._n@(x)=u,(x)vu,(x)
(14)
u,,U,,(x)= mzz<2{it,_,(x),tt,_,(x)} ,
x E
X
Capítulo 3 - Lógica Difusa
íííí M ç
22
3.5.2
Interseção
A
interseçãodos
conjuntos difusos zfl eQ,
representadapor
zjinë
édefmida
pela
função de
pertinênciado
seguinte conjunto difuso:uênç
(x):l'Lz_i (X)/\l'L¡§ (X) (3-5)u.U@(x)=
m1nm,,‹x›,u.<›‹›i
, zze
X
3.5.3
Complemento
O
complemento do
conjunto difuso4
, representadopor
/il édefmido
pelafunção
de
pertinênciado
seguinte conjunto difuso:u_(x)=1-n,,(x),xé
X
(3.ó)[Ê _
Pode-se
observar a representação gráficados
operadores difusosna
Fig. 3.9.u(x)
Mx)
14
lã 1 /;1 lã ~X
~X
UNIAO
INTERSEÇAO
Á l~l(x) 1Â
A
..|I|||||||.. ..||I||||I|..COMPLEMENTO
X
um l_ lí -_ -Í í íA il íí 'À vCapítulo 3 - Lógica Difusa
23
3.6
Propriedades dos
Conjuntos
Difusos
[28]
e
[30]
-3.6.1
Comutatividade
3.6.2
Associatividade
3.6.3
Distributividade
3.6.4
Idempotência
3.6.5
Identidade
3.6.6
Transitividade
3.6.7
Involução
4LW@^Ç*44U§VW4UÇ>
.m¶Bocy«AmBn4Anc)
.›§U@=§UzÍ1
(3.7a)AmB-BmA
__-_
_ (3.7b)z§U(I§UÇ)=(zf1U§)UÇ
(3.8a)z§r\(§r\Ç)=(zf\r\l_5')r\Ç
(3.8b) (3.9a) (3.9b)AUA-A
(amw
4n4=4
(amw
4oø=4
z4oX=X
(aum
4nX=4
zgnøzø
61m)
Se
zflgljgç
então,z§‹;Ç
(3.12)Capítulo 3 - Lógica Difusa
_ _ _ _ _ _ ç ç ç W
24
3.6.8
Lei
de
Morgan
(4^@=ÁvÊ
(ama
(aomzgmã
(aum
3.6.9
Lei
do
Meio
Excluído
A
leido meio
excluídonão
seaplica aos conjunto difusosda forma
que
é aplicada aos conjuntos convencionais, pois aquelespodem
sobrepor-se.4o4¢X
(ama
AnA¢ø
(awm
3.7
Operações
Algébricas
com
Conjuntos
Difusos[32]
3.7.1
Produto
Cartesiano
Se
A
_ 1 ,A
_ 2 ,...,A,, _ são con'untos J difusosem
X1, Xz,..., X,,,o roduto
P
cartesiano 'éentão
um
conjunto
no
espaço dos produtos X1
×
X2
×...× X,.com
a seguintefunção de
pertinência:u%%_%¿m=nnm%¡anz=@H%,¶aLaêX3
aim
3.7.2
Enésima
potência
pertinência:
A
enésima
potênciade
zíl éum
conjunto difusocom
a
seguintefunção de
Capítulo 3 -Lógica Qifusa
}2s
3.7.3
Soma
Algébrica
A
soma
algébricaÇ
=
.d+Ç
édefinida
como:
Ç
=
{(x,pL¿,+,_,(x)) Ixe
X}
onde,
'
uma
(X)=
UA
(X)+
HB
(X)_
UA
(x)~HB3.7.4
Produto
Algébrico
O
produto
algébrícoÇ
=
zfifl 1? édefinido
como
:Ç
=
{(X›l~l,z(X)-HB(X)) |XG
X}
3.7.5
Soma
Limitada
A
soma
limitadaC
-
A®
B
é definidacomo
:ç={‹›‹,›1,_..¿.‹›‹›› I
xe
Xi
onde, ' u,_..._.‹›z›=nún{1,u,_.‹x›+u.<z››
3.7.6
Diferença Limitada
\A
diferença limitadaÇ
=
49
Q
édefinida
como:
(3.18a)
(3.18b)
(3.19)
(3.2oz)
"
Capítulo 33 - Lógica Difusa
ííííííííííííííííííí se
26
ç={(x,u,_,G,,¿(x))/xe
X}
(3.21a)onde
,uw4a=nwuau¿w+u4nin
<12w›
Será
feitoum
exemplo
de
aplicação desses operadores.Dados
os seguintes conjuntos:Z `~
111
=
{(2;0,5),(4;0,9),(6;0,7)}1?
=
{(2;1),(6;0,6)}={(2;1),(4;0),(6;0,6)}
Aplicando cada
um
dos
operadores, obtêm-se:4
×1§=
{[(2;2);0,5]›[(4;2);0,9],[(6;2);0,7],[(2;6);0,5],[(4;6);0,6],[(6;6);0,6]} z§2 ={(2;O,25),(4;0,81),(6;O,49)}4'12={(2;0,5),(4;0),(6;0,42)}
4+?={(2;1)›(4;0,9)›(6;1)}
4®ê=umnx«a%x¢n}
4®@=«zuwx«mÁ¢aw}
Capítulo 3 - Lógica Difusa
27
3.8
Sistema
Difuso
[33]
Um
sistema convencional,em
geral, analisadados de
entrada provenientesde
sensores,
compara-os
à referência(s), fazum
processamento
e forneceum
sinal para os atuadoresque
modificam
a saídado
processo.Um
sistema difuso (Fig. 3.10) éuma
estruturabaseada
na
lógica difusaque
trata as entradasde
forma
nebulosa
eresponde
com
um
valor crispna
saída.ENTRADA
cms»
SAÍDA
cmsr
- ` -FU_zmcAÇÃo3
'nn
DEs1mz11=1cAÇÃo
_ . - A _DADos
AVALIAÇAO
__ V ADE
_ - _ _ ¡ -'_ f -GRAUS DE
PERT1NENc1A__:_
REGRAS-
-z i›oN1›E1aà‹;Aona
RE‹;RAs''
BASE
DE REGRAS
Fig. 3.10 - Fluxo
dedados
deum
sistema difuso.3.8.1
Base
de
Dados
Na
base de dados
estaodefmidas
as funçoesde
pertinência para as variáveisde
entrada e saída.As
funções sãousadas
na
ƒuzificação e deàfuzificação.Além
disso, os valores lingüísticos destas funçõesde
pertinência são utilizados pelabase de
regras difusas.A
Fig. 3.11 ilustrafunções de
pertinênciaque
serãousadas
em
um
exemplo
de
sistema difuso.Capítulo 3 - Lógica Difusa
28
O
exemplo
seráde
um
regador automático de
jardim.Têm-se
dois sensores responsáveis pelas variáveisde
entrada:um
para medir temperatura
e outro paramedir
umidade
do
solo.O
objetivodo
sistema émolhar o jardim
num
tempo
coerentecom
respeito às variáveisde
entrada. AU
TEMPERATURA Do AR frio . 1 0,6 1 ... ._ 0,4 ... ._ normal quente 10 ÁU
uMn>ADE Do soLo seco 1 9,3 ... _. 0,4 ... ..- 25 31 (21)úmido
› 40T
[°C]molhado
50 70 A FLTEMPO DE oPERAcAo curto 1_
150 200 (b) médio › 350Umidade
[ml/dmfi longo . 10 20 (C)Fig. 3.11 - Funções de pertinência para o exemplo;
›