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Mini Currículo do professor PROF. ROGÉRIO MARTIR

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Mini Currículo do professor

PROF. ROGÉRIO MARTIR

Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado

militante e especializado em Direito Empresarial e Direito do Trabalho, Professor Universitário, Pós Graduação e de Cursos Preparatórios Para Carreiras Jurídicas, Sócio da Martir Advogados Associados - Consultoria Jurídica

Empresarial e para o Terceiro Setor, Consultor da Revista Filantropia e Autor de Diversas Obras Jurídicas pela

(2)

MBA Finanças e Controladoria

Disciplina: Direito Empresarial

Professor: Rogério Martir

(3)

Apresentação da Disciplina

Justificativa:

O fator atividade econômica está associado a uma ação que, em regra, é fiscalizada com base nos parâmetros relacionados com as exigências sociais e o posicionamento do Estado, gerando responsabilidade social. O conteúdo do programa busca analisar a temática presente na ementa abaixo, desenvolvendo e redimensionando conceitos que objetivem abordar a ação empresarial sob a ótica da sustentabilidade econômica.

(4)

Apresentação da Disciplina

Objetivo:

Transmitir aos alunos o conhecimento dos princípios

e fundamentos do Direito Empresarial, aplicados à

atividade da temática do curso, instrumentalizando

para as ações cotidianas e analisar - a partir dos

princípios constitucionais que regem a atividade

econômica -, o posicionamento da empresa e/ou do

empresário diante das regras que norteiam esta

atividade, sob o viés do Direito Privado, considerando

os aspectos ligados ao Direito do Consumidor e ao

Direito Ambiental, analisando as responsabilidades

civil e criminal da empresa.

(5)

Apresentação da Disciplina

Interdisciplinaridade:

Os estudos de casos práticos realizados em sala de aula são feitos com base em problemas dos mais variados ramos da atividade empresarial, proporcionando aos alunos o aprendizado e reflexão necessários para compreender e operar as mais diversas nuanças dessa matéria.

(6)

Bibliografia básica

• COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Saraiva.

• COMPARATO, Fábio Konder. Direito Empresarial. São Paulo: Saraiva.

• ALMEIDA, Amador Paes de, Direito de Empresa no Código Civil, São Paulo.

6

(7)

Bibliografia complementar:

ROBERTO GRAU, Eros, A Ordem Econômica e Financeira. Ed. São Paulo, Malheiros.

SZTAJN, Rachel, Revista de Direito Mercantil, nº 144.

TZIRULNIK, Luiz, Direito Falimentar, Ed. São Paulo, Revista dos Tribunais.

ZANETTI, Robson. A nova Lei de Recuperação de Empresas e Falências: aspectos gerais. Ed. Saraiva.

7

(8)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

(9)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• TEORIA GERAL DA EMPRESA

• DO EMPRESÁRIO / SOCIEDADE EMPRESÁRIA • Conceito legal de empresário art. 966 do CC.

• Atividade economicamente organizada que circula

bens e serviços de forma profissional visando lucro.

• Conceito legal de sociedade empresária art. 982

(10)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• REGISTRO

• Deverá registrar seu estatuto social (contrato) ou

declaração perante a junta comercial competente (art. 967 CC).

(11)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• DOS NÃO EMPRESÁRIOS / SOCIEDADES SIMPLES • Conceito legal de não empresário parágrafo único

do art. 966 do CC.

• Não são empresárias as atividades de natureza

científica; artística e literária.

• Conceito legal de sociedade simples (não

(12)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• REGISTRO

• Deverá ter o seu registro realizado junto ao

(13)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• DA TRANSFORMAÇÃO DE UMA ATIVIDADE NÃO

EMPRESÁRIA EM EMPRESÁRIA

• Parte final do parágrafo único do art. 966. • A utilização de auxiliares não transforma a

atividade desde que deixe clara a sua natureza, autonomia e individualização.

(14)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• A perda destes requisitos transforma a atividade

em empresária.

• A transformação não atinge o profissional

advogado por força de lei

• Tem aplicação diferenciada quando o tema são as

(15)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• ATIVIDADES RURAIS

• Por natureza legal é uma atividade não empresária

com a faculdade de registro na qualidade de empresária art. 971 do CC.

• São tipos rurais as atividades: • Agrícolas;

• Pecuarista ;

(16)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• COOPERATIVAS

• Ajuda mutua entre os cooperados para o exercício

de uma atividade comum onde as vantagens financeiras são divididas entre os cooperados.

• Registro na junta comercial / atividade não

(17)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• CAPACIDADE PARA SER EMPRESÁRIO • Tem que possuir capacidade civil;

• Não pode estar proibido profissionalmente

(atividade incompatível);

(18)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• QUANDO O INCAPAZ PODE CONTINUAR UMA

EMPRESA

• Mediante autorização judicial (alvará) e por meio

de representante legal ou devidamente assistido, poderá o incapaz continuar a empresa antes

exercida por ele quando capaz, por seus pais ou pelo autor da herança (art. 974 parágrafos 1.º e 2.º)

(19)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• PROIBIÇÃO CÔNJUGES

• Estão proibidos os cônjuges casados no regime da

comunhão universal de bens ou no da separação obrigatória em contratar sociedade (empresária) entre si ou perante terceiros (art. 977 do CC)

(20)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• PESSOAS JURÍDICAS (art. 44 CC) Associações

Sociedades Fundações

Organizações religiosas Partidos políticos

EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade

(21)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• SOCIEDADES

• União de esforços entre pessoas (físicas ou

jurídicas) através do tipo sociedade,

materializando Pessoa Jurídica que visa obtenção de lucro e divisão deste lucro entre os sócios.

(22)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• EIRELI

• A empresa individual de responsabilidade limitada

será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente

integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

(23)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• O nome empresarial deverá ser formado pela

inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação (iremos estudar)

• A pessoa natural que constituir empresa individual

de responsabilidade limitada somente poderá

(24)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• A empresa individual de responsabilidade limitada

também poderá resultar da concentração das

quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que

motivaram tal concentração.

• Aplicam-se à empresa individual de

responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.

(25)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• FIRMA INDIVIDUAL

• Materialização de uma Pessoa Jurídica através de

uma pessoa física, onde o patrimônio se confunde.

• O objetivo é a obtenção de um CNPJ e os

benefícios fiscais e legais.

• Não existe um contrato social e sim uma

(26)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• MICRO EMPRESAS – ME / EMPRESA DE PEQUENO

PORTE – EPP

• Trata-se de qualificação fiscal para concessão de

benefícios e parâmetro para alguns direitos:

• ME – Receita bruta até R$ 360.000,00 ano;

(27)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• PERSONALIDADE JURÍDICA

• A personalidade jurídica nasce com o registro do

contrato social ou estatuto no órgão competente conforme estudamos.

• Atividade empresária: Junta Comercial • Não empresária: Cartório Civil das PJ • Sociedade de Advogados: OAB

(28)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• AUXILIARES DA EMPRESA

• Preposto - é um auxiliar do empresário, que por

força do termo de preposição (sempre escrito) representa o mesmo em determinado ato dentro dos poderes especificados. O preposto, por si, não poderá transferir o encargo a outra pessoa.

(29)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• AUXILIARES DA EMPRESA

• Gerente – é o preposto permanente devidamente

autorizado (contrato social / nomeação averbada no registro competente)

• Contador – também é uma espécie de preposto,

profissional que cuida da área contábil da

empresa, respondendo pessoalmente perante o preponente pelos atos culposos e solidariamente perante os terceiros em face dos atos dolosos.

(30)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• ESCRITURAÇÃO E OS LIVROS FISCAIS

• Todos os empresários devem escriturar seus livros,

trata-se da materialização documental da vida da empresa.

• A escrituração possui 03 funções: • 1ª) gerencial;

• 2ª) documental, • 3ª) fiscal.

(31)

TEORIA GERAL DA EMPRESA

• Os livros se dividem em:

• Comuns - todos os empresários devem utiliza-lo,

exemplo Livro Diário).

• Especiais - são obrigatórios em ocasiões especiais

e por determinados tipos de empresários.

(32)

NOME EMPRESARIAL

(33)

NOME EMPRESARIAL

• NOME EMPRESARIAL

• O nome empresarial é requisito essencial para a

caracterização da sociedade ou empresário

individual devendo constar no contrato social ou declaração, podendo ser o mesmo:

• Firma (nome civil ou de família / expressão

companhia ou cia) ou

• Denominação (nome fictício mais a atividade da

(34)

NOME EMPRESARIAL

• O nome empresarial deverá vir acompanhado do

tipo de sociedade (N/C, C/S, Ltda, S/A, C/A)

• Proteção: no âmbito estadual a proteção ao nome

empresarial ocorre com o registro da sociedade ou averbação.

• Princípios: são princípios que regulam o nome

empresarial o princípio da novidade e o da veracidade.

(35)

NOME EMPRESARIAL

• Apenas firma: nome coletivo; comandita simples;

firma individual, mais a atividade) ;

• Apenas denominação: Sociedade Anônima com

exceção do nome do sócio fundador ou terceiro que ajudou a fundar a sociedade (homenagem);

• Firma e denominação: Ltda; Sociedade Simples /

(36)

NOME EMPRESARIAL

• NOME FANTASIA / DENOMINAÇÃO DO

ESTABELECIMENTO

• Não se confundi com o nome empresarial é

apenas um título do estabelecimento, estratégia de marketing, não tem a proteção do registro

comum.

• Também não se confundi com a marca que tem

(37)

NOME EMPRESARIAL

• SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS - não adotam

nome empresarial.

• COOPERATIVAS - adotam denominação acrescida

do vocábulo “cooperativa”.

• ME e EPP - No nome empresarial deverá constar

(38)

NOME EMPRESARIAL

(39)

SOCIEDADES

• NÃO PERSONIFICADA

• São as sociedade que não obstante estarem

previstas no Código Civil não possuem registro e logo não gozam de personalidade jurídica própria, não possuem CNPJ.

• O os direitos e obrigações são apenas entre os

sócios.

• São elas: 1 - Sociedade Comum e 2 - Sociedade em

(40)

SOCIEDADES

• 1 - SOCIEDADE COMUM

• Poderá ser de FATO ou IRREGULAR • Prova da existência (art. 987);

• Solidariedade ilimitada, sócio/sociedade (bens)

(art. 990);

• Todos administram / pacto limitativo apenas para

(41)

SOCIEDADES

• 2 - SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO • Sócio Ostensivo / Sócio Oculto, Participante. • Prova da existência (qualquer forma art. 992). • O contrato só produz efeito entre as partes

(art.993).

(42)

SOCIEDADES

• SOCIEDADES PERSONIFICADAS

• São as sociedades que possuem registro e vida

própria distinta da vida dos seus sócios:

• 1- SOCIEDADE SIMPLES - S/S

• 2 – SOCIEDADE EM NOME COLETIVO - S/C

• 3 – SOCIENDADE EM COMANDITA SIMPLES - C/S • 4 – SOCIEDADE LIMITADA - LTDA

• 5 – SOCIEDADE ANONIMA - S/A

(43)

SOCIEDADES 1 - SOCIEDADE SIMPLES

• Esta sociedade é a base legal das demais

sociedades.

• Responsabilidade dos sócios é subsidiária,

ilimitada e proporcional quanto a participação.

• Constitui-se por contrato;

• É destinada as atividades não empresarias

(44)

SOCIEDADES

• Na saída o sócio responde solidariamente até 2

anos em face do sócio cessionário (art. 1.003 / p. Único)

• Administração por força do contrato / nomeação

por maioria de votos;

• Não limitado pelo contrato os poderes são gerais

menos para alienação de bens imóveis (maioria de votos). Respondem solidariamente por seus atos.

(45)

SOCIEDADES

• Dívidas. Respondem primeiro os bens sociais

depois os dos sócios;

• Os sócios admitidos na constância da sociedade

(46)

SOCIEDADES

• DA RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM FACE DE UM

SÓCIO

• Em caso de morte;

• Retirar-se sem justo motivo mediante notificação

60 dias (art. 1.029);

• Retirar-se por justo motivo, provando o mesmo

(47)

SOCIEDADES

• Ser excluído por maioria em procedimento judicial

(art. 1.030);

• De pleno direito o declarado falido;

• A quota social do sócio retirante deverá ser

liquidada e indenizada em 90 dias, salvo outra forma determinada em contrato (art. 1031,

(48)

SOCIEDADES

• DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE • Vencimento do prazo de duração; • Consenso unânime;

• Deliberação da maioria (prazo indeterminado); • Falta de pluralidade por 180 dias (EIRELI);

(49)

SOCIEDADES

• Extinção na forma da lei;

• Outras formas previstas no contrato;

• A dissolução pode ser extrajudicial ou judicial (art.

(50)

SOCIEDADES

• 2 - SOCIEDADE EM NOME COLETIVO

• A reponsabilidade dos sócios é subsidiária,

ilimitada e solidária.

• Como sócios apenas pessoas físicas;

• Todos solidários de forma ilimitada para com

(51)

SOCIEDADES

• No ato constitutivo por unanimidade podem

limitar entre si a responsabilidade de cada um;

• O nome social deve ser composto pela

identificação dos sócios (firma)

• Utiliza as demais normas especificadas na

(52)

SOCIEDADES

• 3 - SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES

• Neste tipo societário encontramos dois tipos de

sócios:

• COMANDITÁDOS – Encontram-se no núcleo

principal da sociedade e realizam a gestão.

• COMANDITÁRIOS – São sócios investidores,

(53)

SOCIEDADES

• Responsabilidade dos Sócios

• Sócios comanditados - pessoas físicas

responsáveis solidariamente e de forma ilimitada pelo objeto e obrigações sociais;

• Sócios comanditários – responsáveis na proporção

(54)

SOCIEDADES

• O contrato deve discriminar os sócios

comanditados e os comanditários.

• Aplica-se subsidiariamente os direitos e

obrigações dos sócios em nome coletivo e a

respectiva legislação da Sociedade Simples onde for omisso.

• O sócio comanditário não pratica atos de gestão

(55)

SOCIEDADES

• 4 - SOCIEDADE LIMITADA

• A responsabilidade é limitada ao valor de suas

quotas sociais, mas todos respondem

solidariamente pela integralização do capital social. O capital social deve ser mantido,

realizando as reposições caso seja utilizado (art. 1.059 do CC).

• Na omissões rege-se pelo disposto para a

(56)

SOCIEDADES

• É vedada a integralização das quotas sociais

através de serviços;

• Na omissão do contrato o sócio poderá ceder/

transferir a outro sócio as quotas sociais, ou a

terceiros se não houver oposição de titulares com mais de 1/4 do capital social;

(57)

SOCIEDADES

• Admnistração - poderá ser por um ou mais sócios

ou outra pessoa, mediante designação no contrato social, ou em ato separado devidamente

averbado.

• Conselho fiscal - é uma faculdade da sociedade a

ser exercida no contrato social e será composto de 3 ou mais membros, sócios ou não, eleitos em

(58)

SOCIEDADES

• Assembléia geral - será obrigatória se o número de

sócios for superior a dez.

• Aumento de capital - após devidamente

integralizado pode ser aumentado com correspondente modificação do contrato.

• Redução de capital - ,desde que existam perdas

irreparáveis ou mesmo não integralizado se for excessivo ao objeto da sociedade.

(59)

SOCIEDADES

• Impugnação a redução ou aumento de capital

-quando a deliberação for em assembleia e

devidamente publicada a respectiva ata o credor quirografário poderá no prazo de 90 dias opor-se ao deliberado.

(60)

SOCIEDADES

• Exclusão de sócio minoritário - a maioria somente

poderá excluir um sócio minoritário por justo

motivo devidamente caracterizado em reunião ou assembleia devidamente convocada para este fim ofertando ao acusado o direito de defesa, sendo o mesmo cientificado em tempo hábil para defesa. (Art. 1085, parágrafo único).

(61)

SOCIEDADES

• 5 - SOCIEDADE ANÔNIMA

• Previsão legal: Art. 1.088 / 1089 CC - lei 6.404/76) • Conceito e características principais

• Sociedade anônima ou companhia como também

é chamada terá o capital social sempre dividido em ações e a responsabilidade dos sócios ou

acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

(62)

SOCIEDADES

• A constituição e administração regida pelo

estatuto social.

• Poderá ser objeto social da S/A qualquer atividade

empresarial com fim lucrativo não contrária a lei, a ordem pública e aos bons costumes, ou seja, será sempre uma sociedade empresária.

(63)

SOCIEDADES

• Companhia Aberta e Fechada

• Será uma companhia aberta quando negociar sua

ações na bolsa de valores ou em mercado de

balcão devendo estar obrigatoriamente inscrita na CVM – comissão de valores de mercado.

• Será um companhia fechada quando não negociar

suas ações na bolsa ou balcão e não for inscrita na CVM.

(64)

SOCIEDADES

• Título de Propriedade

• Ações são títulos de propriedade, conferindo a

qualidade de sócio (acionista) e são negociáveis de forma ampla (venda, cessão, doação, garantia

real).

• Equipara-se dentro de sua natureza a um título de

crédito ou mesmo a um bem móvel ou coisa móvel.

(65)

SOCIEDADES

• Quanto a espécie as ações são:

• Ações ordinárias ou comuns: - direito usual do

sócio; - sem privilégios nem restrições; - o direito de voto dependerá do estatuto.

• Ações preferenciais: - prioridade no reembolso de

capital e dividendos; privilégios por força do estatuto e voto.

(66)

SOCIEDADES

• Ações de fruição; - quando sobram lucros no caixa

é devolvido ao titular destas ações o valor nominal das mesmas, não compondo mais estas ações o

capital da empresa, porém, nos termos do

estatuto continuam a usufruir dos benefícios e rendimentos

(67)

SOCIEDADES

• Quanto a forma as ações são:

• Ações nominativas: registrada em nome do

acionista em órgão próprio.

• Ações ao portador: proibidas no brasil por força de

(68)

SOCIEDADES

• Quanto ao valor das ações

• Podemos considerar o valor das ações em três

aspectos:

• Valor nominal (descrito no título) ;

• Valor de mercado (fixado pela bolsa ou no balcão); • Valor patrimonial e econômico (patrimônio global

(69)

SOCIEDADES

• Órgãos sociais da sociedade anônima

• Assembleia geral: é onde se encontra o poder

supremo da S/A , todas as decisões substanciais são tomadas na assembleia.

• A assembleia geral ordinária será sempre nos

quatro meses posteriores ao término do exercício social e decidirá:

(70)

SOCIEDADES

• Sobre a gestão/administradores; • Destinação dos lucros;

• Eleições;

• Capital social.;

• As demais deliberações podem ser realizadas em

(71)

SOCIEDADES

• Para instauração é necessário 1/4 dos acionistas

com poder de voto,

• Se estiver em pauta deliberação sobre o estatuto o

quorum sobe para 2/3.

• A aprovação é por maioria absoluta (50% + 1%). • A CVM poderá autorizar a redução do quorum se

por três vezes apesar de convocados não comparecerão os acionistas.

(72)

SOCIEDADES

• Conselho de administração

• O órgão deliberativo que organiza a tomada de

decisões em assembléia, o número de

conselheiros e fixado pelo estatuto obedecendo o mínimo de 3. O prazo do mandato é de no mínimo 3 anos.

(73)

SOCIEDADES

• Diretoria

• É o órgão representativo da companhia que

executa as decisões em assembléia. Os diretores não precisam ser acionistas desde que eleitos em assembleia geral ou conselho administrativo.

(74)

SOCIEDADES

• Conselho fiscal

• A função é fiscalizar os administradores, a

existência é obrigatória, mas o funcionamento é facultativo (quando necessário) são formados pelo número mínimo de 3 e máximo de 5, sócios ou

não, mas sempre eleitos pela assembleia geral

(somente pessoas residentes no pais e diplomadas com curso superior).

(75)

SOCIEDADES

• Dissolução da sociedade anônima e efeitos • Pleno direito (prazo; previsão do estatuto;

deliberação em assembleia; falta de pluralidade de acionistas;

• Por decisão judicial.

• Por decisão de autoridade administrativa

(76)

SOCIEDADES

• Como principal efeito da dissolução da S/A temos

a manutenção da personalidade jurídica até o

termino da liquidação que poderá ser extrajudicial ou judicial.

(77)

SOCIEDADES

• 6 - SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES • Possui a mesma forma da comandita simples

(sócios comanditados e comanditários) só que no formato da lei da S/A.

• É uma sociedade de capital, sempre empresária

(78)

SOCIEDADES

• Comanditados administradores assumem o cargo

por prazo indeterminado por força do estatuto e só podem ser destituídos por deliberação de 2/3 dos sócios com poder de voto.

(79)

SOCIEDADES

SOCIEDADES CONTROLADAS / COLIGADAS / SIMPLES PARTICIPAÇÃO / TRANSFORMAÇÕES

• Controlada: é a sociedade cujo controle pertence a

outra sociedade, sendo que a mesma possui maioria dos votos na qualidade de sócia´(art. 1.098, i e ii do cc)

(80)

SOCIEDADES

• Coligada: e quando outra sociedade participa do

capital social com 10% ou mais, porem não exerce poder de controle (art. 1.099 do cc)

• Simples participação: possui menos de 10% (art.

(81)

SOCIEDADES

• DA TRANSFORMAÇÃO

• Ocorre a transformação quando uma sociedade

passa de um tipo para outro. Se não houver

previsão estatutária dependerá de anuência de todos os sócios. O sócio que não concordar se vencido poderá retirar-se da sociedade. A

(82)

SOCIEDADES

• DA INCORPORAÇÃO

• Ocorre a incorporação quando uma ou mais

sociedade são absorvidas por outra sociedade. Materializada a incorporação as incorporadas são extintas e tudo devidamente registrado no órgão competente.

(83)

SOCIEDADES

• DA FUSÃO

• Ocorre a fusão quando se unem as sociedades

para formação de uma sociedade nova que lhe sucederá em direito e obrigações.

(84)

SOCIEDADES

• DA CISÃO

• Ocorre a cisão quando parte de uma sociedade

(direitos e obrigações) são cedidas para uma outra empresa, ocorrendo cessão total a sociedade

(85)

SOCIEDADES

• DA IMPUGNAÇÃO A TRANSFORMAÇÃO /

INCORPORAÇÃO / FUSÃO E CISÃO

• Até 90 dias das respectivas publicações os

credores poderão impugnar a mudança propondo a competente ação judicial anulatória.

(86)

SOCIEDADES

• SOCIEDADE DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO • Quem regula e autoriza o funcionamento de

sociedades que necessitam de autorização

extravagante é o poder executivo. Exemplos são as emissoras de rádio e TV e as empresas

(87)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

ESTABELECIMENTO

EMPRESARIAL

(88)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• CONCEITO

• considera-se estabelecimento todo o complexo de

bens organizados para o exercício da empresa (art. 1.142 do CC). Os bens corpóreos e incorpóreos.

(89)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• ALIENAÇÃO / USUFRUTO / ARRENDAMENTO • O estabelecimento pode ser objeto unitário de

direitos e de negócios (art. 1.143 do cc), desde que os respectivos atos, principalmente a alienação

seja objeto de registro perante a junta comercial e publicado na imprensa oficial (art. 1144 do cc).

(90)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• CONDIÇÃO PARA APERFEIÇOAR O NEGÓCIO • O negociante do estabelecimento deve ser

detentor de bens suficientes para liquidação do seu passivo ou mesmo quitar os credores.

Podendo ainda ter uma autorização expressa ou tácita (notificação com 30 dias para impugnação sob pena de concordância) dos credores. (Art.

(91)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• AUTORIZAÇÃO PARA CONCORRÊNCIA

• Não havendo autorização expressa o alienante do

estabelecimento não poderá fazer concorrência ao adquirente pelo prazo de 5 anos, no caso de

usufruto ou arrendamento a vedação de concorrência prevalecerá até o termino do contrato.

(92)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• SOBRE O PASSIVO (DÉBITOS)

• O adquirente responde por todos os débitos do

estabelecimento desde que regularmente

contabilizados, salvo estabelecido de outra forma no respectivo contrato. Quanto aos débitos

tributários e trabalhistas independente de qualquer pacto será de responsabilidade do adquirente podendo fazer uso de ação de regresso.

(93)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• SOBRE A SUB-ROGAÇÃO DO ADQUIRENTE • Salvo disposição em contrário o adquirente

assume os contratos em andamento que envolvam o estabelecimento, podendo os respectivos

terceiros rescindir os contratos em 90 dias. Os

créditos serão transferidos ao adquirente, porém se um devedor do estabelecimento pagar de boa fé ao cedente este ficará exonerado de sua

responsabilidade, cabendo a competente ação de regresso (art. 1.149 do cc).

(94)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• PONTO COMERCIAL – é um bem incorpóreo do

estabelecimento e possui real valor, corresponde ao local onde é desenvolvida a atividade

(95)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• AÇÃO RENOVATÓRIA DE LOCAÇÃO

• Objetivo: é uma ação judicial que faculta ao

locatário (empresário / sociedade empresária) do estabelecimento comercial exigir a renovação

obrigatória do contrato de locação por igual prazo.

• O sucessor, cessionário e o sublocatário (no caso

de sublocação total) da locação também possuem direito a ação renovatória.

(96)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• Requisitos para propositura da ação (art. 51 da lei

8.245/91):

• 1-) contrato de locação escrito;

• 2-) prazo determinado de 5 anos ou somatória de

contratos ininterruptos;

• 3-) exercício da mesma atividade nos últimos 3

(97)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• 4-) propositura da ação de 1 ano a 6 meses antes

do termino do contrato.

• Obs. Os requisitos são cumulativos devem estar

(98)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• O locador (proprietário) poderá se opor a

renovação da locação alegando:

• Obras exigidas pelo poder público;

• Obras realizadas pelo locador que valorizaram o

imóvel;

(99)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• Uso próprio empresarial, de seu cônjuge,

ascendente ou descendente, sendo necessário ser um ramo diferente e que o negócio exista a mais de um ano e sejam possuidores da maioria do capital social.

(100)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• Indenização ao locatário

• Possível indenização somente é cabível se a ação

renovatória foi proposta. A mesma é cabível nos casos de proposta melhor de terceiro, e nos

demais casos se o locatário em 3 (três) meses não iniciar as obras ou ocupar o estabelecimento

(101)

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

• Locação em shopping center

• Aplica-se a mesma legislação, vedado apenas a

alegação em defesa que a retomada é para uso próprio ou de parentes nos termos da lei.

(102)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

(103)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL (RAMO DO

DIREITO INTELECTUAL)

• A Propriedade Industrial contempla os seguintes

institutos:

• Patentes (invenção e modelo de utilidade pública) • Desenho Industrial

(104)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• PATENTES (registro junto ao INPI)

• Patente de invenção: é a concessão do privilégio

de exploração (carta de patente) de uma criação até o momento não existente, devendo estar

presentes 3 requisitos:

• Criatividade. • Novidade.

(105)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• A patente se transfere em ato “inter vivos” ou

“causa mortis”, podendo ser objeto de

desapropriação quando for de interesse público e segurança nacional se não explorada em tempo hábil a circular no mercado.

• O prazo para exploração da patente de invenção é

(106)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Patente de modelo de utilidade pública: é a

concessão do privilégio de exploração (carta de patente) de toda forma ou disposição nova obtida em face de objetos conhecidos que se preste a

utilidade prática.

• Necessários os mesmos requisitos da patente de

invenção.

• O prazo para exploração desta patente é de 15

(107)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• DESENHO INDUSTRIAL

• Considera-se desenho industrial a forma plástica

ou ornamental de um objeto ou conjunto dos

mesmos, considerando linhas e cores e que possa ser objeto de fabricação industrial. Ex. Jóias,

móveis, canetas, relógios, forma de máquinas e objetos.

(108)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• O prazo de exploração e de 10 anos, renováveis

por três períodos de 5 totalizando o máximo de 25 anos.

(109)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• MARCAS

• Conceito: sinal distintivo capaz de diferenciar um

produto ou serviço de outro.

• Nominativa: composta apenas por palavras /

letras simples / convencionais.

• Figurativa: composta apenas por símbolos/

(110)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Mista: composta por palavras e símbolos • Prazo para exploração da marca

• O prazo é de 10 anos prorrogáveis pelo mesmo

período, tantas vezes desejarem seus

proprietários, desde que o pedido seja dentro do último ano do prazo a ser prorrogado e as

(111)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Classificação das marcas:

• Produtos e serviços (Sadia, Coca Cola, CVC

Viagens);

• Certificação (ISO9000); • Coletiva (FIESP / OAB)

(112)

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• MARCA NOTÓRIA: dentro do seu ramo de

atividade goza de proteção especial independentemente de estar

depositada/registrada ou não. (Art. 126, LPI).

• MARCA DE ALTO RENOME: a marca registrada no

brasil de alto renome (coca cola) tem assegurada proteção especial em todos os ramos de atividade. (Art. 125, LPI).

(113)

TÍTULOS DE CRÉDITO

(114)

TÍTULOS DE CRÉDITO

TÍTULOS DE CRÉDITO

1-) CONCEITO: é o documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido. (art. 887 do cc / definição de Cesare Vivante). pode ser judicial ou extrajudicial

(115)

TÍTULOS DE CRÉDITO

2-) REQUISITOS GERAIS DE VALIDADE: liquidez, certeza e exigibilidade.

(116)

TÍTULOS DE CRÉDITO

3-) PRINCÍPIOS

• CARTULARIDADE : materializado como

documento;

• LITERALIDADE: considera-se valido juridicamente

apenas o que está inserido no título;

(117)

TÍTULOS DE CRÉDITO

4-) QUANTO A CIRCULAÇÃO: ao portador ou nominativo.

(118)

TÍTULOS DE CRÉDITO

5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO

• 5.1-) SAQUE

• saque é a criação do título a emissão.

• sacador é o criador do título (co-devedor) • sacado é o devedor do título

(119)

TÍTULOS DE CRÉDITO

5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO

• 5.2-) APRESENTAÇÃO

É o ato de submeter uma ordem de pagamento ao reconhecimento do sacado, pode significar

(120)

TÍTULOS DE CRÉDITO

5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO

• 5.3-) ACEITE

É o reconhecimento do aceite da ordem de pagamento mediante a assinatura do sacado

(121)

TÍTULOS DE CRÉDITO

5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO

• 5.4-) ENDOSSO

• o ato de transferir a terceiro a propriedade do

título por meio de assinatura ou através de mandatário com poderes específicos;

• o tomador que faz uso do endosso torna-se

co-devedor do título;

(122)

TÍTULOS DE CRÉDITO • Denominações: endossante endossatário endosso em branco endosso em preto

(123)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 5.5-) AVAL

• é uma garantia pessoal do pagamento do título, o

avalista é solidário para com quem recebe o aval;

• o aval e prestado no título ou em folha anexa,

pessoalmente ou por mandatário com poderes;

• o aval é sempre integral vedada a forma parcial

art. 897 do cc, salvo disposição contrária em lei (cheques, notas e letras a lei específica admite);

(124)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• é necessário a autorização do cônjuge; • o aval pode ser

 em branco  em preto.

(125)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 5.6-) PROTESTO

• é o ato oficial e público de apresentar um título ao

devedor para o seu aceite ou pagamento;

• pode ser obrigatório (preservar direitos) ou

facultativo (fazer prova, colocar em mora);

• para fins falimentares é obrigatório o protesto

(126)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• na ação de execução o protesto é facultativo

contra o devedor principal e obrigatório contra os coobrigados (sacador da letra, avalista...);

• o protesto pode ser cancelado: a-) pelo

pagamento; b-) por defeito formal do título; c-) por defeito no título reconhecido judicialmente.

(127)

TÍTULOS DE CRÉDITO

6-) TÍTULOS EM ESPÉCIE

• 6.1-) LETRA DE CAMBIO OU SIMPLESMENTE LETRA • é a ordem de pagamento à vista ou a prazo sacada

por um credor (sacador) contra o seu devedor (sacado) podendo favorecer a si mesmo ou terceiro (tomador);

(128)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• para que o portador do título não perca o direito

quanto aos demais coobrigados deverá realizar o protesto nos dois dia úteis posteriores ao não

pagamento ou recusa do aceite (protesto necessário).

(129)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 6.2-) NOTA PROMISSORIA

• trata-se de uma promessa de pagamento direta ao

credor aplicando-se todas as regras cambiais

menos o aceite, teremos o devedor (emitente) e o credor (beneficiário);

• o protesto nos dois dia úteis posteriores ao não

pagamento ou recusa do aceite (protesto

(130)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 6.3-) CHEQUE

• é uma ordem de pagamento à vista sempre

emitido em face de uma instituição financeira banco/sacado a favor de alguém;

• pode ser garantido por aval de terceiro menos do

(131)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 6.3-) CHEQUE

• cheque pré-datado (pós datado): é aquele emitido

para ser apresentado depois de certo tempo. a cláusula de pré-datação é considerada como não lida e não anula o cheque. o não cumprimento não gera obrigações para o banco apenas para quem prometeu cumpri-la (danos materiais e morais).

(132)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 6.4-) DUPLICATA MERCANTIL / SERVIÇOS

• é um título causal por força de lei, decorre de um

contrato mercantil de compra e venda ou

prestação de serviço, sendo sua circulação possível através do endosso.

• Duplicata simulada: expedida ou aceita sem que

exista uma relação de compra e venda ou serviço;

• Aceite na duplicata: o aceite na duplicata é

(133)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• Triplicata: é a segunda via da duplicata; • Prazo para protesto : 30 dias a contar do

vencimento sob pena de perder o direito em face dos coobrigados.

(134)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 6.5-) CONHECIMENTO DE DEPÓSITO E “WARRANT” • são ambos títulos de crédito emitidos

exclusivamente pelos armazéns gerais, um título duplo, nascem juntos, mas possuem finalidades diferentes.

• o conhecimento de depósito define quem é o

proprietário das mercadorias e a transferência do título é a transferência da propriedade das

(135)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• o warrant é um título que constitui uma promessa

de pagamento que é garantida pelas mercadorias depositadas no armazém.

• os respectivos títulos podem ser negociados juntos

(136)

TÍTULOS DE CRÉDITO

7-) DA PRESCRIÇÃO DA AÇÃO EXECUTIVA

• 7.1-) LETRA DE CAMBIO E NOTA PROMISSÓRIA

• 03 anos a partir do vencimento do título, contra o

devedor principal e avalista deste;

• 01 ano a partir do protesto contra coobrigados

(sacador, endossante, avalista destes);

(137)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 7.2-) DUPLICATA MERCANTIL OU PRESTAÇÃO

SERVIÇOS

• 03 anos a partir do vencimento do título, contra o

devedor principal e avalista deste;

• 01 ano a partir do protesto contra coobrigados; • 01 ano entre coobrigados a partir do pagamento.

(138)

TÍTULOS DE CRÉDITO

• 7.3-) CHEQUE

• 06 meses após o prazo de apresentação do cheque

contra qualquer devedor ou coobrigado;

• o prazo de apresentação é de 30 dias na mesma

praça (município) e de 60 dias em praças diferentes (municípios, estados e países).

(139)

CONTRATO MERCANTIL

(140)

CONTRATO MERCANTIL

1-) CONTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL É o contrato mediante o qual um dos contraente se obriga a transferir a outrem o domínio de certa coisa e o outro a lhe pagar um certo preço em

(141)

CONTRATO MERCANTIL

• 1.2-) CARACTERÍSTICAS

• objeto móvel ou semovente;

• objetos destinados a venda ou locação; • comprador e vendedor empresários.

(142)

CONTRATO MERCANTIL

2-) LEASING OU ARRENDAMENTO MERCANTIL

• CONCEITO: é quando uma pessoa jurídica

(arrendadora) entrega a outra pessoa física ou jurídica (arrendatário) por tempo determinado, um bem comprado pela primeira com as

especificações ditadas pela segunda, sendo

facultado ao final do contrato a arrendatário a compra deste bem por um preço residual.

(143)

CONTRATO MERCANTIL

• FINALIDADE: é uma modalidade de financiamento

que possibilita dispor de um bem sem mobilizar um grande capital.

• AO FINAL DO CONTRATO: é possível ficar com o

bem arcando com o preço residual ou renovar o leasing (locação) por mais uma período, ou ainda, devolver o bem sem qualquer pagamento final.

(144)

CONTRATO MERCANTIL

• MODALIDADES DE LEASING;

a) leasing financeiro ou leasing puro – é a

modalidade em que a arrendadora se dedica habitualmente e profissionalmente a adquirir

bens de terceiros para arrenda-los, mediante um valor previamente pactuado, a quem necessite; b) leasing-back ou leasing de retorno – é a

modalidade em que uma empresa proprietária de bem móvel ou imóvel aliena- o a outra

(145)

CONTRATO MERCANTIL

• MODALIDADES DE LEASING;

c) Leasing operacional ou renting – é a modalidade onde a arrendadora além de arrendar o bem

ainda presta assistência técnica ao mesmo no decorrer do contrato.

(146)

CONTRATO MERCANTIL

3-) FACTORING OU CONTRATO DE FATURIZAÇÃO OU CONTRATO DE FOMENTO MERCANTIL

• CONCEITO – é quando um empresário (faturizado)

cede a outro empresário (faturizador), o seu crédito para com terceiro mediante uma

(147)

CONTRATO MERCANTIL

• 3.1-) ESPÉCIES DE FACTORING

• CONVENTIONAL FACTORING OU FATURIZAÇÃO

CONVENCIONAL – o faturizador antecipa ao faturizado o valor das faturas cobrando

posteriormente apenas o credor.

• MATURITY FACTORING – o pagamento é realizado

apenas no dia do vencimento da fatura e a grande vantagem é que quem cobra o credor é o

(148)

CONTRATO MERCANTIL

4-) FRANCHISING OU CONTRATO DE FRANQUIA

• CONCEITO – um empresário (franqueador),

mediante remuneração autoriza outra pessoa (franqueado) a explorar sua marca e seus

produtos, prestando-lhe serviços de assistência técnica, tudo devidamente normatizado em

(149)

CONTRATO MERCANTIL

• CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA – C.O.F - é

um documento que deve ser entregue ao pretenso franqueado com 10 dias de

antecedência da assinatura do contrato sob pena de anulação do mesmo e restituição de valores pagos, exigência da lei 8.955/94.

• FRANCHISING DE INDUSTRIA – autoriza o

franqueado a implantar e operar um parque industrial seguindo as especificações do

(150)

CONTRATO MERCANTIL

• FRANCHISING DE PRODUTOS – o franqueado

vende com exclusividade produtos de fabricação do franqueador.

• FRANCHISING DE SERVIÇOS – o franqueado presta

determinado serviço em regime de exclusividade com a marca e tecnologia (know how) do

(151)

CONTRATO MERCANTIL

• FRANCHISING MISTO - o franqueado presta

serviços e vende produtos em exclusividade,

ambos com a marca e de acordo com as normas do franqueador.

(152)

CONTRATO MERCANTIL

5-) ALIENAÇÃO FIDUCIARIA EM GARANTIA

• CONCEITO – contrato mediante o qual uma das

partes (devedor fiduciante), para garantir o

pagamento da dívida firmada com a outra parte (devedor fiduciário), aliena (transfere) um bem (móvel ou imóvel) de sua propriedade a este, porém, continua com o bem em posse precária até o efetivo cumprimento da obrigação. caso não cumpra a obrigação o bem é destinado a solver a mesma. cumprida a dívida a garantia se extingue.

(153)

CONTRATO MERCANTIL

• AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO – não cumprida a

obrigação deverá o credor notificar o devedor

caracterizando a mora e o vencimento antecipado da dívida, nascendo a legitimidade para propor a ação de busca e apreensão. apreendido o bem este será vendido e o valor abatido no débito. havendo saldo devedor seguirá a execução. o devedor se tiver quitado no mínimo 40% da obrigação poderá purgar a mora suspender o

vencimento antecipado das demais prestações e liberar o bem apreendido ou em vias de ser.

(154)

CONTRATO MERCANTIL

• AÇÃO DE DEPÓSITO – PRISÃO DO DEPOSITANTE

FIDUCIANTE - se o bem não for encontrado na posse do devedor a ação de busca e apreensão poderá ser convertida em ação de depósito, onde julgada procedente o devedor deverá entregar o bem ou respectivo valor em dinheiro sob pena de prisão. o mesmo é equiparado ao depositário

(155)

CONTRATO MERCANTIL

6-) REPRESENTAÇÃO COMERCIAL AUTÔNOMA

• CONCEITO: contrato pelo qual uma das partes

(representante) se obriga a obter pedidos de compra e venda de mercadorias fabricadas ou comercializadas pela outra parte (representado).

• LEGISLAÇÃO: lei 4.886/65, alterada pela lei

8.840/92, tanto a pessoa fica como jurídica devem estar registrados no conselho regional dos

representantes comerciais, e a jurídica em específico também na junta comercial.

(156)

CONTRATO MERCANTIL

7-) PRINCIPAIS CLÁUSULAS DO CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL

• condições e requisitos gerais da representação; • indicação dos produtos objeto do contrato;

• prazo da representação (certo / indeterminado); • indicação da zona de exercício da representação; • exclusividade ou não da zona de atuação;

(157)

CONTRATO MERCANTIL

• valor da retribuição e época do

pagamento(efetiva realização dos negócios);

• os casos em que justifique a restrição de zona

concedida com exclusividade;

• obrigações e responsabilidades das partes;

• exclusividade ou não da representação (em caso

(158)

CONTRATO MERCANTIL

• indenização devida ao representante em caso de

rescisão do contrato, cujo montante não pode ser inferior a 1/12 do total da retribuição auferida

(159)

CONTRATO MERCANTIL

• se o contrato for por prazo determinado a

indenização corresponderá a média mensal de todas retribuições auferidas até a rescisão do contrato multiplicada pela metade do prazo restante para o termino do contrato;

observação - o contrato por prazo determinado

que for prorrogado tácita ou expressamente torna-se por prazo indeterminado. considera-torna-se também por prazo indeterminado os contratos que se

(160)

CONTRATO MERCANTIL

• a denúncia imotivada por qualquer uma das

partes do contrato em vigor por mais de 6 meses obriga, salvo outra determinação em contrato, a concessão de aviso prévio de 30 dias ou

indenização equivalente a 1/3 da média da remuneração auferida nos últimos 3 meses;

• é vedada a clausula “del credere” (o representante

assume de forma expressa a solvência de um

negócio concretizado, ou seja, se o comprador não pagar quem paga é ele).

(161)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

(162)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DA

SOCIEDADE EMPRESÁRIA

1-) LEGISLAÇÃO: lei 11.101 de 09 de fevereiro de 2005 - recuperação judicial, extrajudicial e a

falência do empresário e da sociedade empresária. 2-) CONCEITOS BÁSICO E PRELIMINARES

• FALÊNCIA: é a execução concursal do devedor

(163)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• RECUPERAÇÃO JUDICIAL: é um benefício legal que

consiste na redução dos valores das dívidas, postergação do prazo de pagamento e outros meios para impedir a falência do devedor

empresário.

• RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL: o devedor negocia

extrajudicialmente um plano para recuperação da empresa e leva este pacto a homologação do

(164)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• DEVEDOR (ART. 1.º): o empresário individual ou a

sociedade empresária.

• JUÍZO COMPETENTE / PREVENTO: o do principal

estabelecimento do devedor.

• ADMINISTRADOR JUDICIAL: é a pessoa jurídica

especializada ou física, profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista,

administrador de empresas ou contador, nomeado pelo juiz para administrar a massa falida.

(165)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• COMITÊ DE CREDORES: é um grupo de

representantes das classes de credores que atuam em face da falência. é composto por um

representante direto e dois suplentes indicados pela classe dos credores trabalhistas, com direitos reais e quirografários.

• ASSEMBLÉIA GERAL DE CREDORES: é a reunião

deliberativa onde se reúnem todos os credores para votarem procedimentos e atos dentro do processo de recuperação judicial ou falimentar.

(166)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• RECUPERAÇÃO JUDICIAL

1-) REQUISITOS DO “DEVEDOR” PARA O REQUERIMENTO (ART. 48)

2-) MEIOS PARA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL (ART. 50)

3-) REQUISITOS PARA O REQUERIMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL (ART. 51)

(167)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

4-) PROCESSAMENTO DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• atendidas as condições de legitimidade e

cumpridos os requisitos exigidos para o

requerimento, o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial, devendo o devedor

apresentar o plano de recuperação no prazo de 60 dias a contar da decisão que deferir o

(168)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• 4.1-) O PLANO DEVERÁ CONTER:

a) demonstração de sua viabilidade econômica; b) discriminação pormenorizada dos meios de

recuperação a serem empregados;

c) laudo econômico-financeiro de avaliação de bens e ativos do devedor, subscrito por

profissional legalmente habilitado ou empresa especializada.

(169)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• 4.2-) CONSEQUENTEMENTE A DETERMINAÇÃO DE

APRESENTAÇÃO DO PLANO NO PROCESSO

• haverá a nomeação de administrador judicial,

comitê de credores;

• e ocorrerá a suspensão de todas as ações ou

execuções contra o devedor, e se necessário designação da AGC.

(170)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• 4.3-) PRAZO PARA PERMANÊNCIA DO DEVEDOR

EM SISTEMA DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• 2 anos, contados da concessão da recuperação

judicial para cumprimento de todas as obrigações previstas no plano vencidas durante tal período;

• cumpridas as obrigações o juiz decretará por

(171)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• 4.4 -) CONVOLAÇÃO DA RECUP. JUDICIAL EM

FALÊNCIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL SERÁ

TRANSFORMADA EM FALÊNCIA POR SENTENÇA JUDICIAL NAS SEGUINTES HIPÓTESES:

• por deliberação da assembleia geral de credores; • pela não apresentação, pelo devedor, do plano de

recuperação no prazo legal;

• quando houver sido rejeitado o plano de

recuperação;

• por descumprimento de qualquer obrigação

(172)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

5-) O PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL PARA ME / EPP

• abrangerá exclusivamente créditos quirografários; • preverá parcelamento em até 36 parcelas mensais,

iguais e sucessivas, corrigidas e acrescidas de juros (12% a.a.);

• não necessitará de convocação da agc para

(173)

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

• não acarretará a suspensão do curso da

prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.

(174)

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

• RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

1-) REQUISITOS E FORMA: preenchidos os requisitos do art. 48 (requisitos para recuperação judicial)

poderá o devedor negociar com os credores plano para recuperação extrajudicial.

2-) PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL : será firmado seguindo as regras da lei e com anuência dos credores não podendo contemplar pagamento antecipado de dívidas nem tratamento

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