Mini Currículo do professor
PROF. ROGÉRIO MARTIR
Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado
militante e especializado em Direito Empresarial e Direito do Trabalho, Professor Universitário, Pós Graduação e de Cursos Preparatórios Para Carreiras Jurídicas, Sócio da Martir Advogados Associados - Consultoria Jurídica
Empresarial e para o Terceiro Setor, Consultor da Revista Filantropia e Autor de Diversas Obras Jurídicas pela
MBA Finanças e Controladoria
Disciplina: Direito Empresarial
Professor: Rogério Martir
Apresentação da Disciplina
Justificativa:
O fator atividade econômica está associado a uma ação que, em regra, é fiscalizada com base nos parâmetros relacionados com as exigências sociais e o posicionamento do Estado, gerando responsabilidade social. O conteúdo do programa busca analisar a temática presente na ementa abaixo, desenvolvendo e redimensionando conceitos que objetivem abordar a ação empresarial sob a ótica da sustentabilidade econômica.
Apresentação da Disciplina
Objetivo:
Transmitir aos alunos o conhecimento dos princípios
e fundamentos do Direito Empresarial, aplicados à
atividade da temática do curso, instrumentalizando
para as ações cotidianas e analisar - a partir dos
princípios constitucionais que regem a atividade
econômica -, o posicionamento da empresa e/ou do
empresário diante das regras que norteiam esta
atividade, sob o viés do Direito Privado, considerando
os aspectos ligados ao Direito do Consumidor e ao
Direito Ambiental, analisando as responsabilidades
civil e criminal da empresa.
Apresentação da Disciplina
Interdisciplinaridade:
Os estudos de casos práticos realizados em sala de aula são feitos com base em problemas dos mais variados ramos da atividade empresarial, proporcionando aos alunos o aprendizado e reflexão necessários para compreender e operar as mais diversas nuanças dessa matéria.
Bibliografia básica
• COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Saraiva.
• COMPARATO, Fábio Konder. Direito Empresarial. São Paulo: Saraiva.
• ALMEIDA, Amador Paes de, Direito de Empresa no Código Civil, São Paulo.
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Bibliografia complementar:
ROBERTO GRAU, Eros, A Ordem Econômica e Financeira. Ed. São Paulo, Malheiros.
SZTAJN, Rachel, Revista de Direito Mercantil, nº 144.
TZIRULNIK, Luiz, Direito Falimentar, Ed. São Paulo, Revista dos Tribunais.
ZANETTI, Robson. A nova Lei de Recuperação de Empresas e Falências: aspectos gerais. Ed. Saraiva.
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TEORIA GERAL DA EMPRESA
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• TEORIA GERAL DA EMPRESA
• DO EMPRESÁRIO / SOCIEDADE EMPRESÁRIA • Conceito legal de empresário art. 966 do CC.
• Atividade economicamente organizada que circula
bens e serviços de forma profissional visando lucro.
• Conceito legal de sociedade empresária art. 982
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• REGISTRO
• Deverá registrar seu estatuto social (contrato) ou
declaração perante a junta comercial competente (art. 967 CC).
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• DOS NÃO EMPRESÁRIOS / SOCIEDADES SIMPLES • Conceito legal de não empresário parágrafo único
do art. 966 do CC.
• Não são empresárias as atividades de natureza
científica; artística e literária.
• Conceito legal de sociedade simples (não
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• REGISTRO
• Deverá ter o seu registro realizado junto ao
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• DA TRANSFORMAÇÃO DE UMA ATIVIDADE NÃO
EMPRESÁRIA EM EMPRESÁRIA
• Parte final do parágrafo único do art. 966. • A utilização de auxiliares não transforma a
atividade desde que deixe clara a sua natureza, autonomia e individualização.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• A perda destes requisitos transforma a atividade
em empresária.
• A transformação não atinge o profissional
advogado por força de lei
• Tem aplicação diferenciada quando o tema são as
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• ATIVIDADES RURAIS
• Por natureza legal é uma atividade não empresária
com a faculdade de registro na qualidade de empresária art. 971 do CC.
• São tipos rurais as atividades: • Agrícolas;
• Pecuarista ;
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• COOPERATIVAS
• Ajuda mutua entre os cooperados para o exercício
de uma atividade comum onde as vantagens financeiras são divididas entre os cooperados.
• Registro na junta comercial / atividade não
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• CAPACIDADE PARA SER EMPRESÁRIO • Tem que possuir capacidade civil;
• Não pode estar proibido profissionalmente
(atividade incompatível);
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• QUANDO O INCAPAZ PODE CONTINUAR UMA
EMPRESA
• Mediante autorização judicial (alvará) e por meio
de representante legal ou devidamente assistido, poderá o incapaz continuar a empresa antes
exercida por ele quando capaz, por seus pais ou pelo autor da herança (art. 974 parágrafos 1.º e 2.º)
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• PROIBIÇÃO CÔNJUGES
• Estão proibidos os cônjuges casados no regime da
comunhão universal de bens ou no da separação obrigatória em contratar sociedade (empresária) entre si ou perante terceiros (art. 977 do CC)
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• PESSOAS JURÍDICAS (art. 44 CC) Associações
Sociedades Fundações
Organizações religiosas Partidos políticos
EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• SOCIEDADES
• União de esforços entre pessoas (físicas ou
jurídicas) através do tipo sociedade,
materializando Pessoa Jurídica que visa obtenção de lucro e divisão deste lucro entre os sócios.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• EIRELI
• A empresa individual de responsabilidade limitada
será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente
integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• O nome empresarial deverá ser formado pela
inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação (iremos estudar)
• A pessoa natural que constituir empresa individual
de responsabilidade limitada somente poderá
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• A empresa individual de responsabilidade limitada
também poderá resultar da concentração das
quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que
motivaram tal concentração.
• Aplicam-se à empresa individual de
responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• FIRMA INDIVIDUAL
• Materialização de uma Pessoa Jurídica através de
uma pessoa física, onde o patrimônio se confunde.
• O objetivo é a obtenção de um CNPJ e os
benefícios fiscais e legais.
• Não existe um contrato social e sim uma
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• MICRO EMPRESAS – ME / EMPRESA DE PEQUENO
PORTE – EPP
• Trata-se de qualificação fiscal para concessão de
benefícios e parâmetro para alguns direitos:
• ME – Receita bruta até R$ 360.000,00 ano;
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• PERSONALIDADE JURÍDICA
• A personalidade jurídica nasce com o registro do
contrato social ou estatuto no órgão competente conforme estudamos.
• Atividade empresária: Junta Comercial • Não empresária: Cartório Civil das PJ • Sociedade de Advogados: OAB
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• AUXILIARES DA EMPRESA
• Preposto - é um auxiliar do empresário, que por
força do termo de preposição (sempre escrito) representa o mesmo em determinado ato dentro dos poderes especificados. O preposto, por si, não poderá transferir o encargo a outra pessoa.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• AUXILIARES DA EMPRESA
• Gerente – é o preposto permanente devidamente
autorizado (contrato social / nomeação averbada no registro competente)
• Contador – também é uma espécie de preposto,
profissional que cuida da área contábil da
empresa, respondendo pessoalmente perante o preponente pelos atos culposos e solidariamente perante os terceiros em face dos atos dolosos.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• ESCRITURAÇÃO E OS LIVROS FISCAIS
• Todos os empresários devem escriturar seus livros,
trata-se da materialização documental da vida da empresa.
• A escrituração possui 03 funções: • 1ª) gerencial;
• 2ª) documental, • 3ª) fiscal.
TEORIA GERAL DA EMPRESA
• Os livros se dividem em:
• Comuns - todos os empresários devem utiliza-lo,
exemplo Livro Diário).
• Especiais - são obrigatórios em ocasiões especiais
e por determinados tipos de empresários.
NOME EMPRESARIAL
NOME EMPRESARIAL
• NOME EMPRESARIAL
• O nome empresarial é requisito essencial para a
caracterização da sociedade ou empresário
individual devendo constar no contrato social ou declaração, podendo ser o mesmo:
• Firma (nome civil ou de família / expressão
companhia ou cia) ou
• Denominação (nome fictício mais a atividade da
NOME EMPRESARIAL
• O nome empresarial deverá vir acompanhado do
tipo de sociedade (N/C, C/S, Ltda, S/A, C/A)
• Proteção: no âmbito estadual a proteção ao nome
empresarial ocorre com o registro da sociedade ou averbação.
• Princípios: são princípios que regulam o nome
empresarial o princípio da novidade e o da veracidade.
NOME EMPRESARIAL
• Apenas firma: nome coletivo; comandita simples;
firma individual, mais a atividade) ;
• Apenas denominação: Sociedade Anônima com
exceção do nome do sócio fundador ou terceiro que ajudou a fundar a sociedade (homenagem);
• Firma e denominação: Ltda; Sociedade Simples /
NOME EMPRESARIAL
• NOME FANTASIA / DENOMINAÇÃO DO
ESTABELECIMENTO
• Não se confundi com o nome empresarial é
apenas um título do estabelecimento, estratégia de marketing, não tem a proteção do registro
comum.
• Também não se confundi com a marca que tem
NOME EMPRESARIAL
• SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS - não adotam
nome empresarial.
• COOPERATIVAS - adotam denominação acrescida
do vocábulo “cooperativa”.
• ME e EPP - No nome empresarial deverá constar
NOME EMPRESARIAL
SOCIEDADES
• NÃO PERSONIFICADA
• São as sociedade que não obstante estarem
previstas no Código Civil não possuem registro e logo não gozam de personalidade jurídica própria, não possuem CNPJ.
• O os direitos e obrigações são apenas entre os
sócios.
• São elas: 1 - Sociedade Comum e 2 - Sociedade em
SOCIEDADES
• 1 - SOCIEDADE COMUM
• Poderá ser de FATO ou IRREGULAR • Prova da existência (art. 987);
• Solidariedade ilimitada, sócio/sociedade (bens)
(art. 990);
• Todos administram / pacto limitativo apenas para
SOCIEDADES
• 2 - SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO • Sócio Ostensivo / Sócio Oculto, Participante. • Prova da existência (qualquer forma art. 992). • O contrato só produz efeito entre as partes
(art.993).
SOCIEDADES
• SOCIEDADES PERSONIFICADAS
• São as sociedades que possuem registro e vida
própria distinta da vida dos seus sócios:
• 1- SOCIEDADE SIMPLES - S/S
• 2 – SOCIEDADE EM NOME COLETIVO - S/C
• 3 – SOCIENDADE EM COMANDITA SIMPLES - C/S • 4 – SOCIEDADE LIMITADA - LTDA
• 5 – SOCIEDADE ANONIMA - S/A
SOCIEDADES 1 - SOCIEDADE SIMPLES
• Esta sociedade é a base legal das demais
sociedades.
• Responsabilidade dos sócios é subsidiária,
ilimitada e proporcional quanto a participação.
• Constitui-se por contrato;
• É destinada as atividades não empresarias
SOCIEDADES
• Na saída o sócio responde solidariamente até 2
anos em face do sócio cessionário (art. 1.003 / p. Único)
• Administração por força do contrato / nomeação
por maioria de votos;
• Não limitado pelo contrato os poderes são gerais
menos para alienação de bens imóveis (maioria de votos). Respondem solidariamente por seus atos.
SOCIEDADES
• Dívidas. Respondem primeiro os bens sociais
depois os dos sócios;
• Os sócios admitidos na constância da sociedade
SOCIEDADES
• DA RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM FACE DE UM
SÓCIO
• Em caso de morte;
• Retirar-se sem justo motivo mediante notificação
60 dias (art. 1.029);
• Retirar-se por justo motivo, provando o mesmo
SOCIEDADES
• Ser excluído por maioria em procedimento judicial
(art. 1.030);
• De pleno direito o declarado falido;
• A quota social do sócio retirante deverá ser
liquidada e indenizada em 90 dias, salvo outra forma determinada em contrato (art. 1031,
SOCIEDADES
• DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE • Vencimento do prazo de duração; • Consenso unânime;
• Deliberação da maioria (prazo indeterminado); • Falta de pluralidade por 180 dias (EIRELI);
SOCIEDADES
• Extinção na forma da lei;
• Outras formas previstas no contrato;
• A dissolução pode ser extrajudicial ou judicial (art.
SOCIEDADES
• 2 - SOCIEDADE EM NOME COLETIVO
• A reponsabilidade dos sócios é subsidiária,
ilimitada e solidária.
• Como sócios apenas pessoas físicas;
• Todos solidários de forma ilimitada para com
SOCIEDADES
• No ato constitutivo por unanimidade podem
limitar entre si a responsabilidade de cada um;
• O nome social deve ser composto pela
identificação dos sócios (firma)
• Utiliza as demais normas especificadas na
SOCIEDADES
• 3 - SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES
• Neste tipo societário encontramos dois tipos de
sócios:
• COMANDITÁDOS – Encontram-se no núcleo
principal da sociedade e realizam a gestão.
• COMANDITÁRIOS – São sócios investidores,
SOCIEDADES
• Responsabilidade dos Sócios
• Sócios comanditados - pessoas físicas
responsáveis solidariamente e de forma ilimitada pelo objeto e obrigações sociais;
• Sócios comanditários – responsáveis na proporção
SOCIEDADES
• O contrato deve discriminar os sócios
comanditados e os comanditários.
• Aplica-se subsidiariamente os direitos e
obrigações dos sócios em nome coletivo e a
respectiva legislação da Sociedade Simples onde for omisso.
• O sócio comanditário não pratica atos de gestão
SOCIEDADES
• 4 - SOCIEDADE LIMITADA
• A responsabilidade é limitada ao valor de suas
quotas sociais, mas todos respondem
solidariamente pela integralização do capital social. O capital social deve ser mantido,
realizando as reposições caso seja utilizado (art. 1.059 do CC).
• Na omissões rege-se pelo disposto para a
SOCIEDADES
• É vedada a integralização das quotas sociais
através de serviços;
• Na omissão do contrato o sócio poderá ceder/
transferir a outro sócio as quotas sociais, ou a
terceiros se não houver oposição de titulares com mais de 1/4 do capital social;
SOCIEDADES
• Admnistração - poderá ser por um ou mais sócios
ou outra pessoa, mediante designação no contrato social, ou em ato separado devidamente
averbado.
• Conselho fiscal - é uma faculdade da sociedade a
ser exercida no contrato social e será composto de 3 ou mais membros, sócios ou não, eleitos em
SOCIEDADES
• Assembléia geral - será obrigatória se o número de
sócios for superior a dez.
• Aumento de capital - após devidamente
integralizado pode ser aumentado com correspondente modificação do contrato.
• Redução de capital - ,desde que existam perdas
irreparáveis ou mesmo não integralizado se for excessivo ao objeto da sociedade.
SOCIEDADES
• Impugnação a redução ou aumento de capital
-quando a deliberação for em assembleia e
devidamente publicada a respectiva ata o credor quirografário poderá no prazo de 90 dias opor-se ao deliberado.
SOCIEDADES
• Exclusão de sócio minoritário - a maioria somente
poderá excluir um sócio minoritário por justo
motivo devidamente caracterizado em reunião ou assembleia devidamente convocada para este fim ofertando ao acusado o direito de defesa, sendo o mesmo cientificado em tempo hábil para defesa. (Art. 1085, parágrafo único).
SOCIEDADES
• 5 - SOCIEDADE ANÔNIMA
• Previsão legal: Art. 1.088 / 1089 CC - lei 6.404/76) • Conceito e características principais
• Sociedade anônima ou companhia como também
é chamada terá o capital social sempre dividido em ações e a responsabilidade dos sócios ou
acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
SOCIEDADES
• A constituição e administração regida pelo
estatuto social.
• Poderá ser objeto social da S/A qualquer atividade
empresarial com fim lucrativo não contrária a lei, a ordem pública e aos bons costumes, ou seja, será sempre uma sociedade empresária.
SOCIEDADES
• Companhia Aberta e Fechada
• Será uma companhia aberta quando negociar sua
ações na bolsa de valores ou em mercado de
balcão devendo estar obrigatoriamente inscrita na CVM – comissão de valores de mercado.
• Será um companhia fechada quando não negociar
suas ações na bolsa ou balcão e não for inscrita na CVM.
SOCIEDADES
• Título de Propriedade
• Ações são títulos de propriedade, conferindo a
qualidade de sócio (acionista) e são negociáveis de forma ampla (venda, cessão, doação, garantia
real).
• Equipara-se dentro de sua natureza a um título de
crédito ou mesmo a um bem móvel ou coisa móvel.
SOCIEDADES
• Quanto a espécie as ações são:
• Ações ordinárias ou comuns: - direito usual do
sócio; - sem privilégios nem restrições; - o direito de voto dependerá do estatuto.
• Ações preferenciais: - prioridade no reembolso de
capital e dividendos; privilégios por força do estatuto e voto.
SOCIEDADES
• Ações de fruição; - quando sobram lucros no caixa
é devolvido ao titular destas ações o valor nominal das mesmas, não compondo mais estas ações o
capital da empresa, porém, nos termos do
estatuto continuam a usufruir dos benefícios e rendimentos
SOCIEDADES
• Quanto a forma as ações são:
• Ações nominativas: registrada em nome do
acionista em órgão próprio.
• Ações ao portador: proibidas no brasil por força de
SOCIEDADES
• Quanto ao valor das ações
• Podemos considerar o valor das ações em três
aspectos:
• Valor nominal (descrito no título) ;
• Valor de mercado (fixado pela bolsa ou no balcão); • Valor patrimonial e econômico (patrimônio global
SOCIEDADES
• Órgãos sociais da sociedade anônima
• Assembleia geral: é onde se encontra o poder
supremo da S/A , todas as decisões substanciais são tomadas na assembleia.
• A assembleia geral ordinária será sempre nos
quatro meses posteriores ao término do exercício social e decidirá:
SOCIEDADES
• Sobre a gestão/administradores; • Destinação dos lucros;
• Eleições;
• Capital social.;
• As demais deliberações podem ser realizadas em
SOCIEDADES
• Para instauração é necessário 1/4 dos acionistas
com poder de voto,
• Se estiver em pauta deliberação sobre o estatuto o
quorum sobe para 2/3.
• A aprovação é por maioria absoluta (50% + 1%). • A CVM poderá autorizar a redução do quorum se
por três vezes apesar de convocados não comparecerão os acionistas.
SOCIEDADES
• Conselho de administração
• O órgão deliberativo que organiza a tomada de
decisões em assembléia, o número de
conselheiros e fixado pelo estatuto obedecendo o mínimo de 3. O prazo do mandato é de no mínimo 3 anos.
SOCIEDADES
• Diretoria
• É o órgão representativo da companhia que
executa as decisões em assembléia. Os diretores não precisam ser acionistas desde que eleitos em assembleia geral ou conselho administrativo.
SOCIEDADES
• Conselho fiscal
• A função é fiscalizar os administradores, a
existência é obrigatória, mas o funcionamento é facultativo (quando necessário) são formados pelo número mínimo de 3 e máximo de 5, sócios ou
não, mas sempre eleitos pela assembleia geral
(somente pessoas residentes no pais e diplomadas com curso superior).
SOCIEDADES
• Dissolução da sociedade anônima e efeitos • Pleno direito (prazo; previsão do estatuto;
deliberação em assembleia; falta de pluralidade de acionistas;
• Por decisão judicial.
• Por decisão de autoridade administrativa
SOCIEDADES
• Como principal efeito da dissolução da S/A temos
a manutenção da personalidade jurídica até o
termino da liquidação que poderá ser extrajudicial ou judicial.
SOCIEDADES
• 6 - SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES • Possui a mesma forma da comandita simples
(sócios comanditados e comanditários) só que no formato da lei da S/A.
• É uma sociedade de capital, sempre empresária
SOCIEDADES
• Comanditados administradores assumem o cargo
por prazo indeterminado por força do estatuto e só podem ser destituídos por deliberação de 2/3 dos sócios com poder de voto.
SOCIEDADES
SOCIEDADES CONTROLADAS / COLIGADAS / SIMPLES PARTICIPAÇÃO / TRANSFORMAÇÕES
• Controlada: é a sociedade cujo controle pertence a
outra sociedade, sendo que a mesma possui maioria dos votos na qualidade de sócia´(art. 1.098, i e ii do cc)
SOCIEDADES
• Coligada: e quando outra sociedade participa do
capital social com 10% ou mais, porem não exerce poder de controle (art. 1.099 do cc)
• Simples participação: possui menos de 10% (art.
SOCIEDADES
• DA TRANSFORMAÇÃO
• Ocorre a transformação quando uma sociedade
passa de um tipo para outro. Se não houver
previsão estatutária dependerá de anuência de todos os sócios. O sócio que não concordar se vencido poderá retirar-se da sociedade. A
SOCIEDADES
• DA INCORPORAÇÃO
• Ocorre a incorporação quando uma ou mais
sociedade são absorvidas por outra sociedade. Materializada a incorporação as incorporadas são extintas e tudo devidamente registrado no órgão competente.
SOCIEDADES
• DA FUSÃO
• Ocorre a fusão quando se unem as sociedades
para formação de uma sociedade nova que lhe sucederá em direito e obrigações.
SOCIEDADES
• DA CISÃO
• Ocorre a cisão quando parte de uma sociedade
(direitos e obrigações) são cedidas para uma outra empresa, ocorrendo cessão total a sociedade
SOCIEDADES
• DA IMPUGNAÇÃO A TRANSFORMAÇÃO /
INCORPORAÇÃO / FUSÃO E CISÃO
• Até 90 dias das respectivas publicações os
credores poderão impugnar a mudança propondo a competente ação judicial anulatória.
SOCIEDADES
• SOCIEDADE DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO • Quem regula e autoriza o funcionamento de
sociedades que necessitam de autorização
extravagante é o poder executivo. Exemplos são as emissoras de rádio e TV e as empresas
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
ESTABELECIMENTO
EMPRESARIAL
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• CONCEITO
• considera-se estabelecimento todo o complexo de
bens organizados para o exercício da empresa (art. 1.142 do CC). Os bens corpóreos e incorpóreos.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• ALIENAÇÃO / USUFRUTO / ARRENDAMENTO • O estabelecimento pode ser objeto unitário de
direitos e de negócios (art. 1.143 do cc), desde que os respectivos atos, principalmente a alienação
seja objeto de registro perante a junta comercial e publicado na imprensa oficial (art. 1144 do cc).
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• CONDIÇÃO PARA APERFEIÇOAR O NEGÓCIO • O negociante do estabelecimento deve ser
detentor de bens suficientes para liquidação do seu passivo ou mesmo quitar os credores.
Podendo ainda ter uma autorização expressa ou tácita (notificação com 30 dias para impugnação sob pena de concordância) dos credores. (Art.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• AUTORIZAÇÃO PARA CONCORRÊNCIA
• Não havendo autorização expressa o alienante do
estabelecimento não poderá fazer concorrência ao adquirente pelo prazo de 5 anos, no caso de
usufruto ou arrendamento a vedação de concorrência prevalecerá até o termino do contrato.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• SOBRE O PASSIVO (DÉBITOS)
• O adquirente responde por todos os débitos do
estabelecimento desde que regularmente
contabilizados, salvo estabelecido de outra forma no respectivo contrato. Quanto aos débitos
tributários e trabalhistas independente de qualquer pacto será de responsabilidade do adquirente podendo fazer uso de ação de regresso.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• SOBRE A SUB-ROGAÇÃO DO ADQUIRENTE • Salvo disposição em contrário o adquirente
assume os contratos em andamento que envolvam o estabelecimento, podendo os respectivos
terceiros rescindir os contratos em 90 dias. Os
créditos serão transferidos ao adquirente, porém se um devedor do estabelecimento pagar de boa fé ao cedente este ficará exonerado de sua
responsabilidade, cabendo a competente ação de regresso (art. 1.149 do cc).
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• PONTO COMERCIAL – é um bem incorpóreo do
estabelecimento e possui real valor, corresponde ao local onde é desenvolvida a atividade
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• AÇÃO RENOVATÓRIA DE LOCAÇÃO
• Objetivo: é uma ação judicial que faculta ao
locatário (empresário / sociedade empresária) do estabelecimento comercial exigir a renovação
obrigatória do contrato de locação por igual prazo.
• O sucessor, cessionário e o sublocatário (no caso
de sublocação total) da locação também possuem direito a ação renovatória.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• Requisitos para propositura da ação (art. 51 da lei
8.245/91):
• 1-) contrato de locação escrito;
• 2-) prazo determinado de 5 anos ou somatória de
contratos ininterruptos;
• 3-) exercício da mesma atividade nos últimos 3
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• 4-) propositura da ação de 1 ano a 6 meses antes
do termino do contrato.
• Obs. Os requisitos são cumulativos devem estar
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• O locador (proprietário) poderá se opor a
renovação da locação alegando:
• Obras exigidas pelo poder público;
• Obras realizadas pelo locador que valorizaram o
imóvel;
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• Uso próprio empresarial, de seu cônjuge,
ascendente ou descendente, sendo necessário ser um ramo diferente e que o negócio exista a mais de um ano e sejam possuidores da maioria do capital social.
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• Indenização ao locatário
• Possível indenização somente é cabível se a ação
renovatória foi proposta. A mesma é cabível nos casos de proposta melhor de terceiro, e nos
demais casos se o locatário em 3 (três) meses não iniciar as obras ou ocupar o estabelecimento
ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL
• Locação em shopping center
• Aplica-se a mesma legislação, vedado apenas a
alegação em defesa que a retomada é para uso próprio ou de parentes nos termos da lei.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL (RAMO DO
DIREITO INTELECTUAL)
• A Propriedade Industrial contempla os seguintes
institutos:
• Patentes (invenção e modelo de utilidade pública) • Desenho Industrial
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• PATENTES (registro junto ao INPI)
• Patente de invenção: é a concessão do privilégio
de exploração (carta de patente) de uma criação até o momento não existente, devendo estar
presentes 3 requisitos:
• Criatividade. • Novidade.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• A patente se transfere em ato “inter vivos” ou
“causa mortis”, podendo ser objeto de
desapropriação quando for de interesse público e segurança nacional se não explorada em tempo hábil a circular no mercado.
• O prazo para exploração da patente de invenção é
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• Patente de modelo de utilidade pública: é a
concessão do privilégio de exploração (carta de patente) de toda forma ou disposição nova obtida em face de objetos conhecidos que se preste a
utilidade prática.
• Necessários os mesmos requisitos da patente de
invenção.
• O prazo para exploração desta patente é de 15
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• DESENHO INDUSTRIAL
• Considera-se desenho industrial a forma plástica
ou ornamental de um objeto ou conjunto dos
mesmos, considerando linhas e cores e que possa ser objeto de fabricação industrial. Ex. Jóias,
móveis, canetas, relógios, forma de máquinas e objetos.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• O prazo de exploração e de 10 anos, renováveis
por três períodos de 5 totalizando o máximo de 25 anos.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• MARCAS
• Conceito: sinal distintivo capaz de diferenciar um
produto ou serviço de outro.
• Nominativa: composta apenas por palavras /
letras simples / convencionais.
• Figurativa: composta apenas por símbolos/
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• Mista: composta por palavras e símbolos • Prazo para exploração da marca
• O prazo é de 10 anos prorrogáveis pelo mesmo
período, tantas vezes desejarem seus
proprietários, desde que o pedido seja dentro do último ano do prazo a ser prorrogado e as
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• Classificação das marcas:
• Produtos e serviços (Sadia, Coca Cola, CVC
Viagens);
• Certificação (ISO9000); • Coletiva (FIESP / OAB)
PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• MARCA NOTÓRIA: dentro do seu ramo de
atividade goza de proteção especial independentemente de estar
depositada/registrada ou não. (Art. 126, LPI).
• MARCA DE ALTO RENOME: a marca registrada no
brasil de alto renome (coca cola) tem assegurada proteção especial em todos os ramos de atividade. (Art. 125, LPI).
TÍTULOS DE CRÉDITO
TÍTULOS DE CRÉDITO
TÍTULOS DE CRÉDITO
1-) CONCEITO: é o documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido. (art. 887 do cc / definição de Cesare Vivante). pode ser judicial ou extrajudicial
TÍTULOS DE CRÉDITO
2-) REQUISITOS GERAIS DE VALIDADE: liquidez, certeza e exigibilidade.
TÍTULOS DE CRÉDITO
3-) PRINCÍPIOS
• CARTULARIDADE : materializado como
documento;
• LITERALIDADE: considera-se valido juridicamente
apenas o que está inserido no título;
TÍTULOS DE CRÉDITO
4-) QUANTO A CIRCULAÇÃO: ao portador ou nominativo.
TÍTULOS DE CRÉDITO
5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO
• 5.1-) SAQUE
• saque é a criação do título a emissão.
• sacador é o criador do título (co-devedor) • sacado é o devedor do título
TÍTULOS DE CRÉDITO
5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO
• 5.2-) APRESENTAÇÃO
É o ato de submeter uma ordem de pagamento ao reconhecimento do sacado, pode significar
TÍTULOS DE CRÉDITO
5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO
• 5.3-) ACEITE
É o reconhecimento do aceite da ordem de pagamento mediante a assinatura do sacado
TÍTULOS DE CRÉDITO
5-) INSTITUTOS DE DIREITO CAMBIÁRIO
• 5.4-) ENDOSSO
• o ato de transferir a terceiro a propriedade do
título por meio de assinatura ou através de mandatário com poderes específicos;
• o tomador que faz uso do endosso torna-se
co-devedor do título;
TÍTULOS DE CRÉDITO • Denominações: endossante endossatário endosso em branco endosso em preto
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 5.5-) AVAL
• é uma garantia pessoal do pagamento do título, o
avalista é solidário para com quem recebe o aval;
• o aval e prestado no título ou em folha anexa,
pessoalmente ou por mandatário com poderes;
• o aval é sempre integral vedada a forma parcial
art. 897 do cc, salvo disposição contrária em lei (cheques, notas e letras a lei específica admite);
TÍTULOS DE CRÉDITO
• é necessário a autorização do cônjuge; • o aval pode ser
em branco em preto.
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 5.6-) PROTESTO
• é o ato oficial e público de apresentar um título ao
devedor para o seu aceite ou pagamento;
• pode ser obrigatório (preservar direitos) ou
facultativo (fazer prova, colocar em mora);
• para fins falimentares é obrigatório o protesto
TÍTULOS DE CRÉDITO
• na ação de execução o protesto é facultativo
contra o devedor principal e obrigatório contra os coobrigados (sacador da letra, avalista...);
• o protesto pode ser cancelado: a-) pelo
pagamento; b-) por defeito formal do título; c-) por defeito no título reconhecido judicialmente.
TÍTULOS DE CRÉDITO
6-) TÍTULOS EM ESPÉCIE
• 6.1-) LETRA DE CAMBIO OU SIMPLESMENTE LETRA • é a ordem de pagamento à vista ou a prazo sacada
por um credor (sacador) contra o seu devedor (sacado) podendo favorecer a si mesmo ou terceiro (tomador);
TÍTULOS DE CRÉDITO
• para que o portador do título não perca o direito
quanto aos demais coobrigados deverá realizar o protesto nos dois dia úteis posteriores ao não
pagamento ou recusa do aceite (protesto necessário).
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 6.2-) NOTA PROMISSORIA
• trata-se de uma promessa de pagamento direta ao
credor aplicando-se todas as regras cambiais
menos o aceite, teremos o devedor (emitente) e o credor (beneficiário);
• o protesto nos dois dia úteis posteriores ao não
pagamento ou recusa do aceite (protesto
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 6.3-) CHEQUE
• é uma ordem de pagamento à vista sempre
emitido em face de uma instituição financeira banco/sacado a favor de alguém;
• pode ser garantido por aval de terceiro menos do
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 6.3-) CHEQUE
• cheque pré-datado (pós datado): é aquele emitido
para ser apresentado depois de certo tempo. a cláusula de pré-datação é considerada como não lida e não anula o cheque. o não cumprimento não gera obrigações para o banco apenas para quem prometeu cumpri-la (danos materiais e morais).
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 6.4-) DUPLICATA MERCANTIL / SERVIÇOS
• é um título causal por força de lei, decorre de um
contrato mercantil de compra e venda ou
prestação de serviço, sendo sua circulação possível através do endosso.
• Duplicata simulada: expedida ou aceita sem que
exista uma relação de compra e venda ou serviço;
• Aceite na duplicata: o aceite na duplicata é
TÍTULOS DE CRÉDITO
• Triplicata: é a segunda via da duplicata; • Prazo para protesto : 30 dias a contar do
vencimento sob pena de perder o direito em face dos coobrigados.
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 6.5-) CONHECIMENTO DE DEPÓSITO E “WARRANT” • são ambos títulos de crédito emitidos
exclusivamente pelos armazéns gerais, um título duplo, nascem juntos, mas possuem finalidades diferentes.
• o conhecimento de depósito define quem é o
proprietário das mercadorias e a transferência do título é a transferência da propriedade das
TÍTULOS DE CRÉDITO
• o warrant é um título que constitui uma promessa
de pagamento que é garantida pelas mercadorias depositadas no armazém.
• os respectivos títulos podem ser negociados juntos
TÍTULOS DE CRÉDITO
7-) DA PRESCRIÇÃO DA AÇÃO EXECUTIVA
• 7.1-) LETRA DE CAMBIO E NOTA PROMISSÓRIA
• 03 anos a partir do vencimento do título, contra o
devedor principal e avalista deste;
• 01 ano a partir do protesto contra coobrigados
(sacador, endossante, avalista destes);
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 7.2-) DUPLICATA MERCANTIL OU PRESTAÇÃO
SERVIÇOS
• 03 anos a partir do vencimento do título, contra o
devedor principal e avalista deste;
• 01 ano a partir do protesto contra coobrigados; • 01 ano entre coobrigados a partir do pagamento.
TÍTULOS DE CRÉDITO
• 7.3-) CHEQUE
• 06 meses após o prazo de apresentação do cheque
contra qualquer devedor ou coobrigado;
• o prazo de apresentação é de 30 dias na mesma
praça (município) e de 60 dias em praças diferentes (municípios, estados e países).
CONTRATO MERCANTIL
CONTRATO MERCANTIL
1-) CONTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL É o contrato mediante o qual um dos contraente se obriga a transferir a outrem o domínio de certa coisa e o outro a lhe pagar um certo preço em
CONTRATO MERCANTIL
• 1.2-) CARACTERÍSTICAS
• objeto móvel ou semovente;
• objetos destinados a venda ou locação; • comprador e vendedor empresários.
CONTRATO MERCANTIL
2-) LEASING OU ARRENDAMENTO MERCANTIL
• CONCEITO: é quando uma pessoa jurídica
(arrendadora) entrega a outra pessoa física ou jurídica (arrendatário) por tempo determinado, um bem comprado pela primeira com as
especificações ditadas pela segunda, sendo
facultado ao final do contrato a arrendatário a compra deste bem por um preço residual.
CONTRATO MERCANTIL
• FINALIDADE: é uma modalidade de financiamento
que possibilita dispor de um bem sem mobilizar um grande capital.
• AO FINAL DO CONTRATO: é possível ficar com o
bem arcando com o preço residual ou renovar o leasing (locação) por mais uma período, ou ainda, devolver o bem sem qualquer pagamento final.
CONTRATO MERCANTIL
• MODALIDADES DE LEASING;
a) leasing financeiro ou leasing puro – é a
modalidade em que a arrendadora se dedica habitualmente e profissionalmente a adquirir
bens de terceiros para arrenda-los, mediante um valor previamente pactuado, a quem necessite; b) leasing-back ou leasing de retorno – é a
modalidade em que uma empresa proprietária de bem móvel ou imóvel aliena- o a outra
CONTRATO MERCANTIL
• MODALIDADES DE LEASING;
c) Leasing operacional ou renting – é a modalidade onde a arrendadora além de arrendar o bem
ainda presta assistência técnica ao mesmo no decorrer do contrato.
CONTRATO MERCANTIL
3-) FACTORING OU CONTRATO DE FATURIZAÇÃO OU CONTRATO DE FOMENTO MERCANTIL
• CONCEITO – é quando um empresário (faturizado)
cede a outro empresário (faturizador), o seu crédito para com terceiro mediante uma
CONTRATO MERCANTIL
• 3.1-) ESPÉCIES DE FACTORING
• CONVENTIONAL FACTORING OU FATURIZAÇÃO
CONVENCIONAL – o faturizador antecipa ao faturizado o valor das faturas cobrando
posteriormente apenas o credor.
• MATURITY FACTORING – o pagamento é realizado
apenas no dia do vencimento da fatura e a grande vantagem é que quem cobra o credor é o
CONTRATO MERCANTIL
4-) FRANCHISING OU CONTRATO DE FRANQUIA
• CONCEITO – um empresário (franqueador),
mediante remuneração autoriza outra pessoa (franqueado) a explorar sua marca e seus
produtos, prestando-lhe serviços de assistência técnica, tudo devidamente normatizado em
CONTRATO MERCANTIL
• CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA – C.O.F - é
um documento que deve ser entregue ao pretenso franqueado com 10 dias de
antecedência da assinatura do contrato sob pena de anulação do mesmo e restituição de valores pagos, exigência da lei 8.955/94.
• FRANCHISING DE INDUSTRIA – autoriza o
franqueado a implantar e operar um parque industrial seguindo as especificações do
CONTRATO MERCANTIL
• FRANCHISING DE PRODUTOS – o franqueado
vende com exclusividade produtos de fabricação do franqueador.
• FRANCHISING DE SERVIÇOS – o franqueado presta
determinado serviço em regime de exclusividade com a marca e tecnologia (know how) do
CONTRATO MERCANTIL
• FRANCHISING MISTO - o franqueado presta
serviços e vende produtos em exclusividade,
ambos com a marca e de acordo com as normas do franqueador.
CONTRATO MERCANTIL
5-) ALIENAÇÃO FIDUCIARIA EM GARANTIA
• CONCEITO – contrato mediante o qual uma das
partes (devedor fiduciante), para garantir o
pagamento da dívida firmada com a outra parte (devedor fiduciário), aliena (transfere) um bem (móvel ou imóvel) de sua propriedade a este, porém, continua com o bem em posse precária até o efetivo cumprimento da obrigação. caso não cumpra a obrigação o bem é destinado a solver a mesma. cumprida a dívida a garantia se extingue.
CONTRATO MERCANTIL
• AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO – não cumprida a
obrigação deverá o credor notificar o devedor
caracterizando a mora e o vencimento antecipado da dívida, nascendo a legitimidade para propor a ação de busca e apreensão. apreendido o bem este será vendido e o valor abatido no débito. havendo saldo devedor seguirá a execução. o devedor se tiver quitado no mínimo 40% da obrigação poderá purgar a mora suspender o
vencimento antecipado das demais prestações e liberar o bem apreendido ou em vias de ser.
CONTRATO MERCANTIL
• AÇÃO DE DEPÓSITO – PRISÃO DO DEPOSITANTE
FIDUCIANTE - se o bem não for encontrado na posse do devedor a ação de busca e apreensão poderá ser convertida em ação de depósito, onde julgada procedente o devedor deverá entregar o bem ou respectivo valor em dinheiro sob pena de prisão. o mesmo é equiparado ao depositário
CONTRATO MERCANTIL
6-) REPRESENTAÇÃO COMERCIAL AUTÔNOMA
• CONCEITO: contrato pelo qual uma das partes
(representante) se obriga a obter pedidos de compra e venda de mercadorias fabricadas ou comercializadas pela outra parte (representado).
• LEGISLAÇÃO: lei 4.886/65, alterada pela lei
8.840/92, tanto a pessoa fica como jurídica devem estar registrados no conselho regional dos
representantes comerciais, e a jurídica em específico também na junta comercial.
CONTRATO MERCANTIL
7-) PRINCIPAIS CLÁUSULAS DO CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL
• condições e requisitos gerais da representação; • indicação dos produtos objeto do contrato;
• prazo da representação (certo / indeterminado); • indicação da zona de exercício da representação; • exclusividade ou não da zona de atuação;
CONTRATO MERCANTIL
• valor da retribuição e época do
pagamento(efetiva realização dos negócios);
• os casos em que justifique a restrição de zona
concedida com exclusividade;
• obrigações e responsabilidades das partes;
• exclusividade ou não da representação (em caso
CONTRATO MERCANTIL
• indenização devida ao representante em caso de
rescisão do contrato, cujo montante não pode ser inferior a 1/12 do total da retribuição auferida
CONTRATO MERCANTIL
• se o contrato for por prazo determinado a
indenização corresponderá a média mensal de todas retribuições auferidas até a rescisão do contrato multiplicada pela metade do prazo restante para o termino do contrato;
observação - o contrato por prazo determinado
que for prorrogado tácita ou expressamente torna-se por prazo indeterminado. considera-torna-se também por prazo indeterminado os contratos que se
CONTRATO MERCANTIL
• a denúncia imotivada por qualquer uma das
partes do contrato em vigor por mais de 6 meses obriga, salvo outra determinação em contrato, a concessão de aviso prévio de 30 dias ou
indenização equivalente a 1/3 da média da remuneração auferida nos últimos 3 meses;
• é vedada a clausula “del credere” (o representante
assume de forma expressa a solvência de um
negócio concretizado, ou seja, se o comprador não pagar quem paga é ele).
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DA
SOCIEDADE EMPRESÁRIA
1-) LEGISLAÇÃO: lei 11.101 de 09 de fevereiro de 2005 - recuperação judicial, extrajudicial e a
falência do empresário e da sociedade empresária. 2-) CONCEITOS BÁSICO E PRELIMINARES
• FALÊNCIA: é a execução concursal do devedor
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• RECUPERAÇÃO JUDICIAL: é um benefício legal que
consiste na redução dos valores das dívidas, postergação do prazo de pagamento e outros meios para impedir a falência do devedor
empresário.
• RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL: o devedor negocia
extrajudicialmente um plano para recuperação da empresa e leva este pacto a homologação do
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• DEVEDOR (ART. 1.º): o empresário individual ou a
sociedade empresária.
• JUÍZO COMPETENTE / PREVENTO: o do principal
estabelecimento do devedor.
• ADMINISTRADOR JUDICIAL: é a pessoa jurídica
especializada ou física, profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista,
administrador de empresas ou contador, nomeado pelo juiz para administrar a massa falida.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• COMITÊ DE CREDORES: é um grupo de
representantes das classes de credores que atuam em face da falência. é composto por um
representante direto e dois suplentes indicados pela classe dos credores trabalhistas, com direitos reais e quirografários.
• ASSEMBLÉIA GERAL DE CREDORES: é a reunião
deliberativa onde se reúnem todos os credores para votarem procedimentos e atos dentro do processo de recuperação judicial ou falimentar.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• RECUPERAÇÃO JUDICIAL
1-) REQUISITOS DO “DEVEDOR” PARA O REQUERIMENTO (ART. 48)
2-) MEIOS PARA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL (ART. 50)
3-) REQUISITOS PARA O REQUERIMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL (ART. 51)
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
4-) PROCESSAMENTO DO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• atendidas as condições de legitimidade e
cumpridos os requisitos exigidos para o
requerimento, o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial, devendo o devedor
apresentar o plano de recuperação no prazo de 60 dias a contar da decisão que deferir o
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• 4.1-) O PLANO DEVERÁ CONTER:
a) demonstração de sua viabilidade econômica; b) discriminação pormenorizada dos meios de
recuperação a serem empregados;
c) laudo econômico-financeiro de avaliação de bens e ativos do devedor, subscrito por
profissional legalmente habilitado ou empresa especializada.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• 4.2-) CONSEQUENTEMENTE A DETERMINAÇÃO DE
APRESENTAÇÃO DO PLANO NO PROCESSO
• haverá a nomeação de administrador judicial,
comitê de credores;
• e ocorrerá a suspensão de todas as ações ou
execuções contra o devedor, e se necessário designação da AGC.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• 4.3-) PRAZO PARA PERMANÊNCIA DO DEVEDOR
EM SISTEMA DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• 2 anos, contados da concessão da recuperação
judicial para cumprimento de todas as obrigações previstas no plano vencidas durante tal período;
• cumpridas as obrigações o juiz decretará por
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• 4.4 -) CONVOLAÇÃO DA RECUP. JUDICIAL EM
FALÊNCIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL SERÁ
TRANSFORMADA EM FALÊNCIA POR SENTENÇA JUDICIAL NAS SEGUINTES HIPÓTESES:
• por deliberação da assembleia geral de credores; • pela não apresentação, pelo devedor, do plano de
recuperação no prazo legal;
• quando houver sido rejeitado o plano de
recuperação;
• por descumprimento de qualquer obrigação
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
5-) O PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL PARA ME / EPP
• abrangerá exclusivamente créditos quirografários; • preverá parcelamento em até 36 parcelas mensais,
iguais e sucessivas, corrigidas e acrescidas de juros (12% a.a.);
• não necessitará de convocação da agc para
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
• não acarretará a suspensão do curso da
prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
• RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
1-) REQUISITOS E FORMA: preenchidos os requisitos do art. 48 (requisitos para recuperação judicial)
poderá o devedor negociar com os credores plano para recuperação extrajudicial.
2-) PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL : será firmado seguindo as regras da lei e com anuência dos credores não podendo contemplar pagamento antecipado de dívidas nem tratamento