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Escola de Aprendizes do Evangelho à Distância

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Academic year: 2021

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EAED 21ª Instrução Página 1 de 5

“Como definir o limite em que as paixões deixam de ser boas ou más?

As paixões são como um cavalo, que é útil quando governado e perigoso quando governa. Reconhecei, pois, que uma paixão se torna

perniciosa no momento em que a deixais de governar,e quando resulta num prejuízo qualquer para vós ou para outro". ( Allan Kardec "O Livro dos Espíritos" - pergunta 908)

O QUE SE PODE TRANSFORMAR INTIMAMENTE

Devemos desenvolver nosso estudo em três partes: Vícios, Defeitos e Virtudes. VÍCIOS

• O fumo

: abrangem os considerados mais comuns, tidos até mesmo como costumes sociais, mas que acarretam, pelos malefícios provocados, sérios danos à nossa constituição orgânica e psíquica.Pela ordem, são eles:

• O álcool • O jogo • A gula • Os abusos sexuais DEFEITOS • Orgulho, vaidade,

: Os defeitos já incluem a maior parte dos problemas classificados como impulsos grosseiros, expressões de caráter, reações condenáveis, falhas de comportamento, e que nem sabemos claramente como a eles nos temos habituado.

• Intolerância e impaciência, • Inveja, ciúme, avareza, • Negligência, ociosidade,

• Ódio, remorso, vingança, agressividade, • Maledicência,

• Personalismo,

• Reminiscência e tendências. VIRTUDES

• Resignação, : São as metas a serem alcançadas em substituição aos defeitos • Sensatez, piedade, • Indulgência, • Generosidade, beneficência, • Misericórdia, • Afabilidade, doçura, • Dedicação, devotamento, • Compreensão, renúncia, • Vigilância, abnegação, • Paciência, mansuetude,

• Humildade, modéstia, sobriedade.

“( ...) O nosso querer principalmente no terreno dos ideais transformadores, quase sempre não passa de impulsos fugazes, passageiros, fracos e indecisos. Diante dos primeiros impe dimentos, que são importantes testes para pormos em prova a nossa vontade, abandonamos a luta, largamos aquela ferramenta e caímos nos mesmos erros. Mas a queda está no início do aprendizado, de qualquer um.

(2)

EAED 21ª Instrução Página 2 de 5 dispomos a ser melhores e a crescer espiritualmente,precisamos contar com as quedas, pois elas são parte de nossa experiência. São elas que nos fortalecem a vontade ensinando-nos a ter persistência. São as quedas responsáveis pela continuidade da luta por realizar algo. Somos aquilo que realizamos e não o que apenas prometemos realizar. E é imprescindível, para nossa firmeza e segurança, aprender a cair, saber os riscos e perigos que corremos, conhecer as ameaças ao nosso equilíbrio, conviver conscientemente com aquilo que pode nos derrubar, pois desse modo tornamo-nos capazes de nos afastar de áreas movediças.

Somos ainda biologicamente frágeis e espiritualmente imperfeitos. Somos todos aspirantes ao equilíbrio, e o conhecimento é o meio de atingirmos nosso objetivo. Pedro de Camargo (Vinícius), em seu livro "O Mestre na Educação", nos mostra, no capítulo 20 - Querer é Poder? Que "há muita gente que procura com afinco realizar seu - querer - por este ou aquele meio, desprezando precisamente o processo seguro do êxito: - o saber. Daí os fracassos, o desânimo, a descrença e o pessimismo de muitos". E no final conclui: "Saber é poder, repetimos. Aquele que sabe pode. Aquele que quer e ignora a maneira de realizar seu "querer" não pode coisa alguma.”.

O que objetivamos é precisamente indicar a maneira de como realizar o combate aos nossos defeitos, superando-os consciente e tranqüilamente, com conhecimento de causa. Vamos nos próximos estudos, analisar as características de cada um daqueles defeitos mais evidentes, na tentativa de melhor identificá-los, para substituí-los por virtudes.”

ESTUDO DOS VÍCIOS

“(...)Para superarmos os defeitos mais enraizados no nosso espírito precisamos fortalecer a nossa vontade, iniciando com a luta por eliminar os vícios mais comuns. Ninguém conseguirá vencer essa batalha se não estiver se preparando para enfrentá-la. Essa condição, no entanto, não se consegue sem trabalho, sem testemunho da vontade aplicada. É, sem dúvida, conquista individual que se pode progressivamente cultivar”.

Ao iniciar o trabalho de extirpar os vícios, podemos estar dentro de um processo em que três componentes se verificam:

a)

O organismo humano se adapta às cargas dos tóxicos ingeridos e o psiquismo fixa-se nas sensações.Na falta delas, o próprio organismo passa a exigir, em forma de dependências, as doses tóxicas ou as cargas emocionais às quais se habituara, e a criatura não consegue mais se libertar: fica viciada. Sente-se, então, incapaz de agir e prossegue sem esforço, contaminando o corpo e a alma, escravizando-se inapelavelmente aos horrores do desequilíbrio e da enfermidade.

A própria imaginação e o organismo condicionados:

b)

As predisposições e as tendências se transportam, de alguma forma, para a nova experiência corpórea e, nessas oportunidades de libertação que nos são oferecidas, muitas vezes sucumbimos aos mesmos vícios do passado distante.

A tendência reencarnatória

c)

Raramente estamos sozinhos nos vícios. Contamos também com as companhias daqueles que se servem dos mesmos males, tanto encarnados na figura de amigos, que convidam de forma envolvente, como de desencarnados que hipnotizam o nosso campo da imaginação, transmitindo as ondas magnéticas das sensações e desejos que juntos alimentamos.

(3)

EAED 21ª Instrução Página 3 de 5

“(...) A somatória destes três componentes apresenta-se em nosso intimo sob a forma de tentações.Entendemos como tentações:a manifestação de desejos veementes; de impulsos incon tidos; a busca desesperada de prazeres ou necessidades que sabemos serem prejudiciais, mas não estamos suficientemente fortes para conter.

É a imitação que dá origem ao hábito, costume ou vício.

Todos nós colhemos, no sofrimento, os frutos amargos dos vícios, cedo ou tarde. Aí, na maioria, despertamos e iniciamos a luta pela própria libertação. Não precisamos, porém, chegar às últimas conseqüências dos vícios para iniciar o trabalho de auto descondicionamento. É uma questão de ponderar com inteligência e colocar a imaginação a serviço da construção de nós mesmos.

Primeiro, perguntamos a nós mesmos se queremos deixar mesmo de fumar, de beber, de jogar, e se desejamos controlar a gula, o sexo.E por quê? Temos razões para isso?O que nos motiva a iniciar esse combate? Será apenas para sermos bonzinhos? Ou teremos razões mais profundas?

É claro que sabemos as respostas. O que nos impede ainda é o apego a coisas materiais, aos interesses pessoais, que visam a satisfazer os nossos sentidos físicos.

Depois devemos compreender razoavelmente as característicasdos vícios, os malefícios que causam e buscar meios para eliminá-los”.

Fonte: Manual Prático do Espírita; autor Ney Pietro Peres; Capitulo II.

COMENTÁRIO

Os vícios são devastadores para nossa saúde enquanto encarnados. Suas conseqüências acarretam doenças e tragédias tanto para o viciado, como para sua família e, ainda, para a sociedade.

Enquanto desencarnados seus efeitos nocivos transpõe os níveis puramente físicos, atingindo o envoltório sutil e vibratório que modela, vivifica e abastece o organismo humano, denominado perispírito ou corpo espiritual.

Encurta o tempo de vida, sendo assim uma forma de suicídio; Nos distância de Deus, uma vez que nos aproximamos de entidades inferiores; geram compromissos cármicos que se arrastam por muitas encarnações. (“A permanência no mau por apenas um minuto precisará de

séculos para o devido resgate” – do livro Renúncia de Francisco C. Xavier e Emmanuel).

FIGURA

REPRESENTATIVA DE NOSSA

CAMINHADA EVOLUTIVA

(fonte: Manual Prático do

(4)

EAED 21ª Instrução Página 4 de 5 Continuando nosso trabalho de Auto Conhecimento. Devemos refletir, responder e analisar

as questões a seguir:

1) Sente-se irresistivelmente condicionado a algum vício?

Lembrando ainda que este exercício não é encaminhado de volta ao dirigente.

Obs: Para os alunos que estudam em grupos recomendamos que os testes sejam respondidos individualmente, fora do horário da aula. (se necessário, devem providenciar cópias). Em caso de dúvidas pode haver comentário entre os companheiros nos minutos que antecede a aula, conforme o roteiro da aula. Se a dúvida persistir deve-se comunicar ao dirigente. (Fonte: Manual

Prático do Espírita; Ney P. Peres; Capítulo.II).

sim não

2) Sofre as conseqüências maléficas que os mesmos provocam?

sim não

3) Já tentou libertar-se voluntariamente de algum desses vícios? sim não

4) A motivação inicial para o seu vício foi Por livre desejo? :

sim não

5) Quando tentado a experimentar algum dos vícios sociais, cede facilmente? sim não

6) Percebe, por vezes, a sua imaginação articulando sensações que o satisfazem ao alimentá-las?

sim não

7) Já pensou que esse tipo de imaginação nos predispõe a cometê-los? sim não

8) Tem dificuldades em afastar da mente os devaneios e os pensamentos ligados a prazeres?

sim não

9) Você não vê necessidade em eliminar alguns vícios?

sim não

10) Acha que poderá com o próprio esforço deles se libertar? sim não

(5)

EAED 21ª Instrução Página 5 de 5

Resultados:

Quantas vezes você respondeu SIM?

7 a 10: Seus vícios estão enraizados em sua vida. Busque a luz sempre pois ela existe. Busque toda ajuda possível. Livre-se o quanto antes desse fardo incomodo.

4 a 6: Seus vícios não são exagerados mas oferecem perigo à sua vida espiritual e física. Policie- se mais. ORAI E VIGIAI.

2 a 3: Você é ciente de seus poucos vícios e os mesmos ainda não estão fazendo parte de sua vida condicionada. Lute sempre.

Referências

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