Dercides
Dercides Pires Pires da da Silva Silva Instituto Instituto de de Educação Educação a a DistânciaDistância
A PREGAÇÃO NO GRUPO DE ORAÇÃO
A PREGAÇÃO NO GRUPO DE ORAÇÃO
Dercides Pires da Silva Dercides Pires da Silva 1.
1. QUALIDADE DA QUALIDADE DA PREGAÇÃO NO PREGAÇÃO NO GRUPO DE GRUPO DE ORAÇÃOORAÇÃO
11"Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloqüência nem"Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloqüência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus.
da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. 22Julguei não dever saber coisa alguma entreJulguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e
vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.Jesus Cristo crucificado. 3 3Eu me apresentei em vosso meio num esta-Eu me apresentei em vosso meio num esta-do de fraqueza, de desassossego e de temor.
do de fraqueza, de desassossego e de temor. 44 A minha palavra e A minha palavra e a minha pregação longe a minha pregação longe esta- esta-vam da eloqüência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do vam da eloqüência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino,
poder divino, 55para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder depara que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Deus. 66Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoriaEntretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. 77Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existirPregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a
o tempo, para a nossa glória" (1Cor 2,1-7).nossa glória" (1Cor 2,1-7).
Se há uma parcela da Igreja que exige pregação boa é o
Se há uma parcela da Igreja que exige pregação boa é o grupo de oração. Pregação boa égrupo de oração. Pregação boa é ungida, dependente do Espírito Santo, que não "sabe" [não prega] outro conteúdo que não seja ungida, dependente do Espírito Santo, que não "sabe" [não prega] outro conteúdo que não seja Cristo crucificado, morto e ressuscitado; que não se vale da sabedoria humana, mas da Cristo crucificado, morto e ressuscitado; que não se vale da sabedoria humana, mas da sabedo-ria divina; que demonstre o poder de Deus nos sinais e prodígios. Em resumo, como a pregação ria divina; que demonstre o poder de Deus nos sinais e prodígios. Em resumo, como a pregação acima descrita por Paulo.
acima descrita por Paulo.
Quem era Paulo? Ele mesmo responde, e também outros do seu tempo: Quem era Paulo? Ele mesmo responde, e também outros do seu tempo:
44"No entanto, eu poderia confiar também na carne. Se há quem julgue ter motivos humanos"No entanto, eu poderia confiar também na carne. Se há quem julgue ter motivos humanos para se gloriar, maiores os possuo eu:
para se gloriar, maiores os possuo eu: 55circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo decircuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu;
Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu; 66quanto ao zelo, perseguidor da Igre-quanto ao zelo, perseguidor da Igre- ja;
ja; quanto quanto à à justiça justiça legal, legal, declaradamendeclaradamente te irrepreenirrepreensível" sível" Fil Fil 3,4-6). 3,4-6). "Havia "Havia então então na na Igreja Igreja dede Antioquia profetas
Antioquia profetas e e doutores, entre doutores, entre eles eles Barnabé, Simão, Barnabé, Simão, apelidado o apelidado o Negro, Negro, Lúcio de Lúcio de Cirene,Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo" (At 13,1). "Continuou ele: Eu Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo" (At 13,1). "Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta
sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel,cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje" (At 22,3).
vós também o sois no dia de hoje" (At 22,3). Antes mesmo de
Antes mesmo de pertencer ao número dos discípulos e pertencer ao número dos discípulos e dos apóstolos de Jesus, dos apóstolos de Jesus, Paulo eraPaulo era um doutor da lei, posto que
um doutor da lei, posto que fosse formado por Gamaliel, também um doutor da lei; mestre, fosse formado por Gamaliel, também um doutor da lei; mestre, espe- espe-cializado em
experimentou o poder de Deus em seu próprio corpo durante a
experimentou o poder de Deus em seu próprio corpo durante a marcha que fazia para Damasco,marcha que fazia para Damasco, a fim de
a fim de prender muitos cristãos.prender muitos cristãos.
Com base nas palavras que o Senhor disse a Ananias
Com base nas palavras que o Senhor disse a Ananias – – "Vai, porque este homem é para "Vai, porque este homem é para
mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel" (At 9,15)
de Israel" (At 9,15) – – podemos dizer que Paulo, ao podemos dizer que Paulo, ao estudar com Gamaliel, estava sendo formadoestudar com Gamaliel, estava sendo formado
para ser pregador, pastor, formador, doutor. O mesmo se
para ser pregador, pastor, formador, doutor. O mesmo se diga de seu encontro com o Senhor nodiga de seu encontro com o Senhor no caminho de Damasco e do seu batismo ministrado pelo discípulo Ananias. A formação de Paulo caminho de Damasco e do seu batismo ministrado pelo discípulo Ananias. A formação de Paulo continuou por mais algum tempo, silenciosamente, em Tarso; não mais perante Gamaliel, mas continuou por mais algum tempo, silenciosamente, em Tarso; não mais perante Gamaliel, mas aos pés do Mestre dos mestres, pelo Espírito Santo.
aos pés do Mestre dos mestres, pelo Espírito Santo.
O Senhor disse a Ananias que Paulo era um instrumento escolhido. Em verdade, Paulo O Senhor disse a Ananias que Paulo era um instrumento escolhido. Em verdade, Paulo es-tava sendo formado desde os tempos de Gamaliel, isto é, eses-tava sendo afinado para executar a tava sendo formado desde os tempos de Gamaliel, isto é, estava sendo afinado para executar a música evangelizado
música evangelizadora do ra do Espírito Santo.Espírito Santo.
Também nós, se quisermos pregar como Paulo, devemos nos sujeitar aos afinamentos do Também nós, se quisermos pregar como Paulo, devemos nos sujeitar aos afinamentos do Espírito Santo que se serve de
Espírito Santo que se serve de ““GamaliéisGamaliéis”” e Ananias para formar pregadores até nos dias de e Ananias para formar pregadores até nos dias de
hoje. Isso exige alguns passos de humildade, oração, compreensão, oração, estudo, oração, hoje. Isso exige alguns passos de humildade, oração, compreensão, oração, estudo, oração, treinamento, oração... Assim, afinados pelo Espírito Santo, poderemos ser seus instrumentos treinamento, oração... Assim, afinados pelo Espírito Santo, poderemos ser seus instrumentos para pregarmos com sabedoria divina nos grupos de oração e noutros lugares, e com para pregarmos com sabedoria divina nos grupos de oração e noutros lugares, e com demons-trações do poder de Deus, a fim de que as pessoas creiam que nosso Deus não está morto, mas trações do poder de Deus, a fim de que as pessoas creiam que nosso Deus não está morto, mas ressuscitou e vive entre nós.
ressuscitou e vive entre nós.
Para que haja em nossos dias pregações como as dos primeiros discípulos do Senhor, o Para que haja em nossos dias pregações como as dos primeiros discípulos do Senhor, o Ministério de Pregação, com oração e discernindo a visão de Jesus para nossos grupos de Ministério de Pregação, com oração e discernindo a visão de Jesus para nossos grupos de ora-ção, tem ministrado a formação de pregadores seguindo uma proposta que tem evoluído ao ção, tem ministrado a formação de pregadores seguindo uma proposta que tem evoluído ao lon-go dos anos, conforme o Espírito Santo nos tem inspirado. Esta proposta é apresentada nos go dos anos, conforme o Espírito Santo nos tem inspirado. Esta proposta é apresentada nos tó-picos seguintes, de f
picos seguintes, de forma resumida. Leiamo-la.orma resumida. Leiamo-la.
2. DESAFIOS 2. DESAFIOS
Gostaria de iniciar nossa conversa com uma indagação: Qual seria mais desafiadora, uma Gostaria de iniciar nossa conversa com uma indagação: Qual seria mais desafiadora, uma pregação que dure uma hora, ministrada num encontro de avivamento, ou uma pregação de que pregação que dure uma hora, ministrada num encontro de avivamento, ou uma pregação de que não ultrapasse dez minutos, ministrada a um grupo
não ultrapasse dez minutos, ministrada a um grupo de oração? Em geral os de oração? Em geral os pregadores se preo-pregadores se preo-cupam muito mais com a pregação de uma hora. Alguns se angustiam e até se apavoram antes cupam muito mais com a pregação de uma hora. Alguns se angustiam e até se apavoram antes das primeiras pregações que duram uma hora. Devem ter seus motivos. Entretanto, se das primeiras pregações que duram uma hora. Devem ter seus motivos. Entretanto, se conside-rarmos a pregação do ponto de
rarmos a pregação do ponto de vista dos frutos que vista dos frutos que devem produzir, uma pregação de dez minu-devem produzir, uma pregação de dez minu-tos ministrada ao grupo de oração é, de longe, muito mais desafiadora, posto que se
tos ministrada ao grupo de oração é, de longe, muito mais desafiadora, posto que se deseje des-deseje des-ta pregação os mesmos frutos que se esperam de uma pregação de uma hora.
E tem mais: Durante uma hora dá para consertar alguns erros cometidos durante a E tem mais: Durante uma hora dá para consertar alguns erros cometidos durante a prega-ção, dá também para mudar de rumo, de metodologia, de técnica, quando se descobre que se ção, dá também para mudar de rumo, de metodologia, de técnica, quando se descobre que se fez alguma opção inadequada. O mesmo não se consegue fazer durante uma pregação de dez fez alguma opção inadequada. O mesmo não se consegue fazer durante uma pregação de dez minutos, sem risco de se
minutos, sem risco de se perder alguma coisa boa que reste.perder alguma coisa boa que reste.
É certo que Deus quer salvar as pessoas que vão aos encontros de avivamento É certo que Deus quer salvar as pessoas que vão aos encontros de avivamento (reba-nhões, louvores, retiros, acampamentos etc.), nos quais os participantes ouvem várias nhões, louvores, retiros, acampamentos etc.), nos quais os participantes ouvem várias prega-ções de meia hora, quarenta minutos, uma hora; mas é certo também que ele deseja salvar os ções de meia hora, quarenta minutos, uma hora; mas é certo também que ele deseja salvar os que vão aos grupos de oração, uma só vez na vida, para ouvir uma pregação de dez minutos, que vão aos grupos de oração, uma só vez na vida, para ouvir uma pregação de dez minutos, apenas. Logo, é enorme o desafio de se pregar aos participantes dos grupos de oração.
apenas. Logo, é enorme o desafio de se pregar aos participantes dos grupos de oração.
Comparando a pregação que se faz a um grupo de oração com a que se prega num Comparando a pregação que se faz a um grupo de oração com a que se prega num encon-tro maior, com a visão que esboçamos nos parágrafos anteriores, nota-se que os desafios a tro maior, com a visão que esboçamos nos parágrafos anteriores, nota-se que os desafios a se-rem vencidos são imensamente grandes, se não vejamos: durante uma pregação de dez rem vencidos são imensamente grandes, se não vejamos: durante uma pregação de dez minu-tos, o doente precisa abrir o coração para receber a cura, o pecador precisa se arrepender dos tos, o doente precisa abrir o coração para receber a cura, o pecador precisa se arrepender dos seus pecados e se
seus pecados e se converter; o cego precisa acreditar que poderá ver; converter; o cego precisa acreditar que poderá ver; o surdo, que poderá ouvir;o surdo, que poderá ouvir; o aleijado, que poderá ser restaurado; o pecador, que será perdoado; o ateu, que poderá crer. o aleijado, que poderá ser restaurado; o pecador, que será perdoado; o ateu, que poderá crer. Essas idéias nos ajudam a compreender o quanto o pregador do grupo de oração deverá estar Essas idéias nos ajudam a compreender o quanto o pregador do grupo de oração deverá estar preparado, assim como sua pregação.
preparado, assim como sua pregação.
3.
3. PREPARAÇÃO PREPARAÇÃO DA DA PREGAÇÃOPREGAÇÃO A melhor forma, e
A melhor forma, e também a mais simples, de também a mais simples, de se preparar uma pregação é organizá-la emse preparar uma pregação é organizá-la em roteiros, pelas seguintes vantagens:
roteiros, pelas seguintes vantagens:
“Os roteiros poderão ser escritos e não escritos”.
“Os roteiros poderão ser escritos e não escritos”. Os nãos escritos possuem as vantagens Os nãos escritos possuem as vantagens
das pregações e dos ensinos não escritos, citadas acima. Entretanto, em
das pregações e dos ensinos não escritos, citadas acima. Entretanto, em se tratando de se tratando de desvan- desvan-tagens, o roteiro não escrito não é tão perigoso quanto à pregação e aos ensinos não escritos, tagens, o roteiro não escrito não é tão perigoso quanto à pregação e aos ensinos não escritos, pois quem seguir um roteiro, ainda que de memória, dificilmente se perderá.
pois quem seguir um roteiro, ainda que de memória, dificilmente se perderá.
Entre as duas formas de roteiro, inegavelmente a melhor, a ideal, é o roteiro escrito
Entre as duas formas de roteiro, inegavelmente a melhor, a ideal, é o roteiro escrito 11, tanto, tanto para o ensino, quanto para a pregação. É que ele oferece boa flexibilidade, boa abertura para as para o ensino, quanto para a pregação. É que ele oferece boa flexibilidade, boa abertura para as inspirações, moções e toques do Espírito Santo, possibilita-nos ter sempre à mão as principais inspirações, moções e toques do Espírito Santo, possibilita-nos ter sempre à mão as principais ideias, libera o evangelizad
ideias, libera o evangelizador do medo de não or do medo de não ter o que pregar ou ter o que pregar ou ensinar, permite a inserção deensinar, permite a inserção de histórias, parábolas, técnicas pedagógicas e recursos variados, entre outros
histórias, parábolas, técnicas pedagógicas e recursos variados, entre outros benefícios.benefícios.
Modernamente bons professores de oratória ensinam o uso de vários recursos Modernamente bons professores de oratória ensinam o uso de vários recursos pedagógi-cos. Indubitavelmente um dos recursos é o roteiro. Existem professores que chegam a indicar cos. Indubitavelmente um dos recursos é o roteiro. Existem professores que chegam a indicar
11 Isabel FURINI, Isabel FURINI,
A Arte
A Arte de Falar de Falar em Públicoem Público, p. 56: “Estruturado ou „ex tempore‟ é, p. 56: “Estruturado ou „ex tempore‟ é aquele discurso que estudamos, organizamos eaquele discurso que estudamos, organizamos e
conhecemos profundamente
conhecemos profundamente. Trabalhamos a idéia, diríamos, mas deixamos as palavras para a inspiração de momento. Para a m. Trabalhamos a idéia, diríamos, mas deixamos as palavras para a inspiração de momento. Para a m aio- aio-ria dos comunicadores é a melhor forma de preparação, pois podemos modificar o enfoque de acordo com o auditório, sem chegar a ria dos comunicadores é a melhor forma de preparação, pois podemos modificar o enfoque de acordo com o auditório, sem chegar a comprometer a mensagem.
recurso mais moderno do que roteiro, como é o caso
recurso mais moderno do que roteiro, como é o caso de transparências e uso de imagens eletrô-de transparências e uso de imagens eletrô-nicas. Mas não ficam somente na indicação, também incentivam seu emprego, dizendo que são nicas. Mas não ficam somente na indicação, também incentivam seu emprego, dizendo que são fatores de sucesso dos bons oradores.
fatores de sucesso dos bons oradores.22 O roteiro materializa a preparação do evangelizador. O roteiro materializa a preparação do evangelizador. Andréa Monteiro de Bar
Andréa Monteiro de Barros MACHADO,ros MACHADO, inin Falando Muito bem em PúblicoFalando Muito bem em Público, p. 64, arrola a f, p. 64, arrola a falta dealta de
preparação do discurso entre os pecados capitais do apresentador, e dedicam, como os demais preparação do discurso entre os pecados capitais do apresentador, e dedicam, como os demais escritores, capítulos próprios para ensinar a
escritores, capítulos próprios para ensinar a planejar discursos."planejar discursos."
Outra coisa importante que precisamos dizer, é que o roteiro deve ser somente um roteiro, Outra coisa importante que precisamos dizer, é que o roteiro deve ser somente um roteiro, nada mais do que um roteiro. Ele
nada mais do que um roteiro. Ele não é o ensino e não é o ensino e nem tampouco a pregação. Frise-se que ele énem tampouco a pregação. Frise-se que ele é somente a organização das principais idéias que o pregador e o formador seguirão para pregar e somente a organização das principais idéias que o pregador e o formador seguirão para pregar e ensinar (Dercides Pires da SILVA,
ensinar (Dercides Pires da SILVA, Formação de Pregadores e Formadores, Oratória Sacra, Ro-Formação de Pregadores e Formadores, Oratória Sacra, Ro-teirização
teirização, pp. 18 e19.", pp. 18 e19."
4.
4. FORMA FORMA DOS DOS ROTEIROSROTEIROS
Os roteiros de pregação devem ter três partes: Introdução, desenvolvimento e conclusão. Os roteiros de pregação devem ter três partes: Introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução o pregador, a um só tempo, apresenta a pregação e motiva a assembléia, ou Na introdução o pregador, a um só tempo, apresenta a pregação e motiva a assembléia, ou vice-versa. É na introdução que os ouvintes avaliam se vale a pena ouvir o
versa. É na introdução que os ouvintes avaliam se vale a pena ouvir o pregador, ou se será maispregador, ou se será mais divertido pensarem noutras coisas enquanto ele prega. Apresentar a pregação é informar aos divertido pensarem noutras coisas enquanto ele prega. Apresentar a pregação é informar aos ouvintes
ouvintes – – porém em tom proclamativo, porque, efetivamente já se prega desde a introdução porém em tom proclamativo, porque, efetivamente já se prega desde a introdução – – o o
tema e as idéias principais que desenvolverá durante a pregação. No desenvolvimento, há a tema e as idéias principais que desenvolverá durante a pregação. No desenvolvimento, há a pregação propriamen
pregação propriamente dita. te dita. Na conclusão, resume-se a pregação, relembrando as idéias Na conclusão, resume-se a pregação, relembrando as idéias princi- princi-pais que foram desenvolvidas; porém, sempre em tom proclamativo.
pais que foram desenvolvidas; porém, sempre em tom proclamativo.
DURAÇÃO DA PREGAÇÃODURAÇÃO DA PREGAÇÃO Alguns irmãos
Alguns irmãos têm têm indagado sobre o indagado sobre o tempo de tempo de duração da duração da pregação no pregação no grupo de grupo de oração.oração. Aconselha-se que
Aconselha-se que a a pregação seja pregação seja ministrada durante ministrada durante dez dez minutos, minutos, principalprincipalmente mente quando fquando foror ministrada por pregador do próprio grupo. Entretanto, quando o tema contiver alguma ministrada por pregador do próprio grupo. Entretanto, quando o tema contiver alguma complexi-dade, poderá ser estendido um pouco mais. O tempo também poderá ser aumentado
dade, poderá ser estendido um pouco mais. O tempo também poderá ser aumentado – – um pou- um
pou-co somente
co somente – – quando o pregador for de outro grupo. quando o pregador for de outro grupo.
A
A pregação pregação no no grupo grupo de de oração, oração, por por ser ser essencialessencialmente mente querigmáticaquerigmática, , não não exige exige muitomuito tempo para produzir bons frutos. Em vez de mais tempo, os pregadores necessitam de mais tempo para produzir bons frutos. Em vez de mais tempo, os pregadores necessitam de mais unção e de mais fé na ação de Deus por intermédio deles. Com fé e unção, eles se tornam unção e de mais fé na ação de Deus por intermédio deles. Com fé e unção, eles se tornam fer-ramentas adequadas nas mãos de Deus para produzirem frutos cem por um, ainda que preguem ramentas adequadas nas mãos de Deus para produzirem frutos cem por um, ainda que preguem durante um minuto
durante um minuto apenas.apenas.
22 Góis, Maurício. Curso Prático de Comunicação Verbal, pp Góis, Maurício. Curso Prático de Comunicação Verbal, pp 27 e 28. Bolsa 27 e 28. Bolsa Nacional do Livro. Curitiba-Nacional do Livro.
Curitiba-PR: 1989: “
PR: 1989: “5. DECÁLOGO DO5. DECÁLOGO DO ORADOR DE SUCESSO: (...) 9. Use recursos de oratória que
ORADOR DE SUCESSO: (...) 9. Use recursos de oratória que não deixam você senão deixam você se perder na fala, na exposição dos argumentos e noperder na fala, na exposição dos argumentos e no próprio medo de
PREPARAÇÃO DO PREGADORPREPARAÇÃO DO PREGADOR
Assim como a pregação, o pregador deve ser
Assim como a pregação, o pregador deve ser e estar adequadamente preparado para pro-e estar adequadamente preparado para pro-duzir bons frutos, pois uma mensagem poderá ser acolhida ou rejeitada, dependendo da forma duzir bons frutos, pois uma mensagem poderá ser acolhida ou rejeitada, dependendo da forma de sua transmissão. Noutro dia li uma história sobre o poeta Olavo Bilac que bem ilustra a de sua transmissão. Noutro dia li uma história sobre o poeta Olavo Bilac que bem ilustra a ne-cessidade da preparação para se comunicar. Ei-la, a seguir:
cessidade da preparação para se comunicar. Ei-la, a seguir:
“Um dono de u
“Um dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta m pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:Olavo Bilac, abordou-o na rua: –
– Sr. Sr. Bilac estou precisando vendeBilac estou precisando vender meu sítio, que o r meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir umsenhor tão bem conhece. Poderia redigir um
aanúncio para o jornal? Olavo núncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou um papel e Bilac apanhou um papel e escreveu: „Vendeescreveu: „Vende-se encantadora propri--se encantadora
propri-edade, onde cantam os pássaros ao
edade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por águas cristali-amanhecer no extenso arvoredo, cortada por águas cristali-nas e marejantes de um
nas e marejantes de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquilasombra tranquila das tardes na va
das tardes na varanda‟. Meses depois, topa o poeta com o hranda‟. Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia ven-omem e pergunta-lhe se havia ven-dido o sítio”.
dido o sítio”. – – Nem pense mais nisso! Nem pense mais nisso! – – disse o homem. disse o homem. “Quando li o anúncio é que percebi a“Quando li o anúncio é que percebi a
maravi
maravilha que eu tinha.”lha que eu tinha.”
Essa história me fez lembrar que além de ter uma boa inspiração, para pregar precisamos Essa história me fez lembrar que além de ter uma boa inspiração, para pregar precisamos saber nos comunicar; falamos de comunicar com unção. A f
saber nos comunicar; falamos de comunicar com unção. A f orma de falar, a postura orma de falar, a postura do pregador,do pregador, seu timbre de voz, seus gestos, enfim, tudo que compõe a imagem do pregador influencia no seu timbre de voz, seus gestos, enfim, tudo que compõe a imagem do pregador influencia no ânimo dos ouvintes. E essa influência vai predispô-los a aceitarem ou a rejeitarem a mensagem ânimo dos ouvintes. E essa influência vai predispô-los a aceitarem ou a rejeitarem a mensagem transmitida na pregação. É por isso que os pregadores devem ser incansáveis quando se trata transmitida na pregação. É por isso que os pregadores devem ser incansáveis quando se trata de formação; devem ser santamente insaciáveis na busca de novos métodos para pregar. É de formação; devem ser santamente insaciáveis na busca de novos métodos para pregar. É nes-te connes-texto que entra a formação, para colaborar. Na Bíblia encontramos exemplos de como a te contexto que entra a formação, para colaborar. Na Bíblia encontramos exemplos de como a forma de se expressar influ
forma de se expressar influencia os ouvintes. Certa vez, após Jesus terminar uma pregação “aencia os ouvintes. Certa vez, após Jesus terminar uma pregação “a
multidão ficou impres
multidão ficou impressionada com a sua doutrina” (Mt 7,28) e o evangelista segue explicandosionada com a sua doutrina” (Mt 7,28) e o evangelista segue explicando que “ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como
que “ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas” (v. 29).os seus escribas” (v. 29).
A
A pregação utiliza pregação utiliza a a oratória como oratória como instrumento de instrumento de trabalho. A trabalho. A oratória, como oratória, como a a música, música, éé uma arte; a arte de discursar eloqüentemente. Em se tratando de pregação, é pregar com uma arte; a arte de discursar eloqüentemente. Em se tratando de pregação, é pregar com elo-qüência e com unção.
qüência e com unção.
Ninguém nasce pregador, assim como ninguém vem ao mundo já sendo um cantor. Como Ninguém nasce pregador, assim como ninguém vem ao mundo já sendo um cantor. Como se aprende a cantar, se aprende a pregar. Só que pregar é muito mais fácil, em se tratando de se aprende a cantar, se aprende a pregar. Só que pregar é muito mais fácil, em se tratando de técnica, do que cantar. Para aprender a pregar adequadamente, basta um pouco de formação. técnica, do que cantar. Para aprender a pregar adequadamente, basta um pouco de formação. Mas, lamentavelmente, alguns resistem à formação e ainda tentam fundamentar suas teimosias, Mas, lamentavelmente, alguns resistem à formação e ainda tentam fundamentar suas teimosias, preguiças e desobediências na Santa Palavra, dizendo que Pedro era um homem rude e preguiças e desobediências na Santa Palavra, dizendo que Pedro era um homem rude e des-preparado, mas mesmo assim Jesus o chamou para pregar e ainda lhe confiou os destinos da preparado, mas mesmo assim Jesus o chamou para pregar e ainda lhe confiou os destinos da Igreja. De fato, Pedro era rude e
Igreja. De fato, Pedro era rude e analfabeto, e também despreparado para a missão de pregadoranalfabeto, e também despreparado para a missão de pregador e de pastor da Igreja quando Jesus o conheceu. Mas ninguém poderá dizer que após cerca de e de pastor da Igreja quando Jesus o conheceu. Mas ninguém poderá dizer que após cerca de três anos convivendo com Jesus ele continuava o mesmo homem. Dos traços antigos de Pedro, três anos convivendo com Jesus ele continuava o mesmo homem. Dos traços antigos de Pedro, ele conservou o analfabetismo, tanto que ditou sua carta a Silvano. Mas, por outro lado, Jesus ele conservou o analfabetismo, tanto que ditou sua carta a Silvano. Mas, por outro lado, Jesus
não o chamou para ensinar aramaico, hebraico, grego ou latim. Ele foi escolhido para pastorear não o chamou para ensinar aramaico, hebraico, grego ou latim. Ele foi escolhido para pastorear a Igreja e para
a Igreja e para pregar o Evangelho com palavras, sinais e prodígios. E para isso pregar o Evangelho com palavras, sinais e prodígios. E para isso ele estava muitoele estava muito bem preparado, uma vez que fora f
bem preparado, uma vez que fora f ormado pelo Mestre, pessoalmenteormado pelo Mestre, pessoalmente..
Para atender às necessidades de formação dos pregadores, o Ministério de Pregação Para atender às necessidades de formação dos pregadores, o Ministério de Pregação or-ganizou vários cursos em três ciclos, apresentados a seguir:
ganizou vários cursos em três ciclos, apresentados a seguir:
a)
a) Ciclo essencialCiclo essencial
a.1)
a.1) ConhecimenConhecimento to bíblico-doutribíblico-doutrinárionário
MÓDULO BÍBLIA e MÓDULO BÁSICO, elaborados pela Comissão de Formação Nacional MÓDULO BÍBLIA e MÓDULO BÁSICO, elaborados pela Comissão de Formação Nacional e aplicados pelo Ministério de Formação.
e aplicados pelo Ministério de Formação.
O Módulo Básico compõe-se dos seguintes encontros: Identidade da Renovação O Módulo Básico compõe-se dos seguintes encontros: Identidade da Renovação Carismá-tica Católica, Carismas, Grupos de Oração, Oração: Caminho de Santidade, Santidade, tica Católica, Carismas, Grupos de Oração, Oração: Caminho de Santidade, Santidade, Liderança em Serviço na RCC, Igreja e Doutrina Social da Igreja.
Liderança em Serviço na RCC, Igreja e Doutrina Social da Igreja. a.2) Unção
a.2) Unção
Será composto pelos seguintes encontros: ARDOR MISSIONÁRIO
Será composto pelos seguintes encontros: ARDOR MISSIONÁRIO (como pregar e (como pregar e ensinarensinar com ardor e como
com ardor e como reavivar o ardor e o vigor na pregação e no ensino)” e PRreavivar o ardor e o vigor na pregação e no ensino)” e PREGAÇÃO INSPIRA-EGAÇÃO
INSPIRA-DA (como acolher inspirações divinas para pregar e ensinar). DA (como acolher inspirações divinas para pregar e ensinar).
Eles ajudarão os pregadores a aplicarem seus carismas com mais eficácia a serviço da Eles ajudarão os pregadores a aplicarem seus carismas com mais eficácia a serviço da Nova Evangelização, como Nosso Senhor Jesus Cristo nos pede pela voz da Igreja.
Nova Evangelização, como Nosso Senhor Jesus Cristo nos pede pela voz da Igreja.33
Estes encontros servirão para ajudar os pregadores eliminarem barreiras à unção do Estes encontros servirão para ajudar os pregadores eliminarem barreiras à unção do Espí-rito Santo, tais como: dúvidas, incredulidades, apego ao pecado, pouco amor à santidade, pouca rito Santo, tais como: dúvidas, incredulidades, apego ao pecado, pouco amor à santidade, pouca intimidade divina.
intimidade divina.
Serão úteis também para propiciar formação espiritual suficiente para ajudá-los a Serão úteis também para propiciar formação espiritual suficiente para ajudá-los a amadu-recerem, humana e espiritualmente, a fim de que assumam com desassombro e coragem a fé recerem, humana e espiritualmente, a fim de que assumam com desassombro e coragem a fé que recebemos em nosso batismo.
que recebemos em nosso batismo.
Enfim, com eles os pregadores estarão sendo preparados para serem veículos do Poder Enfim, com eles os pregadores estarão sendo preparados para serem veículos do Poder de Deus, no
de Deus, no exercício missionáriexercício missionário.o. a.3) Comunicação (metodologia) a.3) Comunicação (metodologia)
Terá os seguintes encontros: ROTEIRIZAÇÃO (preparação de pregações e ensinos), Terá os seguintes encontros: ROTEIRIZAÇÃO (preparação de pregações e ensinos), VERBALIZAÇÃO (como falar em
VERBALIZAÇÃO (como falar em público).público).
Este ciclo constitui o núcleo da formação. O pregador, recebendo-o, obterá o mínimo Este ciclo constitui o núcleo da formação. O pregador, recebendo-o, obterá o mínimo ne-cessário para exercer seu ministério. Contudo, para ele se desenvolver com rapidez e pregar cessário para exercer seu ministério. Contudo, para ele se desenvolver com rapidez e pregar
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Redemptoris Missio
melhor e com mais eficácia, deverá receber a formação completa, que inclui o ciclo melhor e com mais eficácia, deverá receber a formação completa, que inclui o ciclo aprofunda-mento.
mento.
b)
b) Ciclo Ciclo aprofundamenaprofundamentoto
Todos os
Todos os demais encontros comporão o ciclo aprofundamento, assim distribuídos:demais encontros comporão o ciclo aprofundamento, assim distribuídos: b.1)
b.1) ConhecimenConhecimento to bíblico-doutribíblico-doutrinárionário
O pregador não poderá ser discípulo de “um livro só”; não poderá satisfazer
O pregador não poderá ser discípulo de “um livro só”; não poderá satisfazer -se somente-se somente
com os encontros ministrados especificamente para pregadores. O ministério da pregação é um com os encontros ministrados especificamente para pregadores. O ministério da pregação é um serviço de amor e doação exigentes. Seu integrante necessita adquirir conhecimentos gerais serviço de amor e doação exigentes. Seu integrante necessita adquirir conhecimentos gerais sobre a Igreja, sobre nosso Movimento Eclesial e sobre o mundo, pelos menos. Quanto à Igreja, sobre a Igreja, sobre nosso Movimento Eclesial e sobre o mundo, pelos menos. Quanto à Igreja, sugerimos que os pregadores participem de encontros eclesiais e, quem puder, que participe sugerimos que os pregadores participem de encontros eclesiais e, quem puder, que participe também de encontros, seminários e cursos teológicos. Quanto ao nosso Movimento, também de encontros, seminários e cursos teológicos. Quanto ao nosso Movimento, recomen-damos que participem dos encontros pr
damos que participem dos encontros promovidoomovidos pelos s pelos demais ministérios.demais ministérios. b.2) Unção
b.2) Unção
Para esta área da formação, o pregador terá à sua disposição o encontro ANUNCIA-ME Para esta área da formação, o pregador terá à sua disposição o encontro ANUNCIA-ME (como anunciar a palavra de Deus com testemunho, com sinais, com
(como anunciar a palavra de Deus com testemunho, com sinais, com amor e com coragem), poisamor e com coragem), pois um dos requisitos fundamentais para receber unção do Espírito Santo para o exercício de uma um dos requisitos fundamentais para receber unção do Espírito Santo para o exercício de uma missão é precisamente acolher e praticar uma atividade missionária, no caso do
missão é precisamente acolher e praticar uma atividade missionária, no caso do pregador, anun-pregador, anun-ciar o Evangelho é esta
ciar o Evangelho é esta missão.missão.
b.3) Comunicação (metodologia) b.3) Comunicação (metodologia) A
A área área da da comunicação é comunicação é a a que que mais mais nos nos tem tem desafiado, desafiado, mas mas aos aos seus seus desafios desafios temostemos respondido com maior quantidade de ofertas para a formação, assim estabelecidas:
respondido com maior quantidade de ofertas para a formação, assim estabelecidas:
–
– VOZ E VOZ E UNÇÃO (como ter e preservar uma boa voz e como utilizá-la corretamente);UNÇÃO (como ter e preservar uma boa voz e como utilizá-la corretamente); –
– DIDÁTICA (utilização de técnicas e r DIDÁTICA (utilização de técnicas e recursos pedagógicecursos pedagógicos na pregação e no os na pregação e no ensino);ensino); –
– ARTES CÊNICAS NA PREGAÇÃO (aplicação de técnicas de encenação em histórias e ARTES CÊNICAS NA PREGAÇÃO (aplicação de técnicas de encenação em histórias e
maior domínio dos recursos vocálicos e gestuais); maior domínio dos recursos vocálicos e gestuais);
–
– COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL (eliminação de traumas que impedem a boa comuni- COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL (eliminação de traumas que impedem a boa
comuni-cação em público e aplicomuni-cação de técnicas e
cação em público e aplicação de técnicas e recursos de interação grupal);recursos de interação grupal);
–
– ORGANIZAÇÃO DO PENSAMENTO (organização de idéias para exposição verbal e es- ORGANIZAÇÃO DO PENSAMENTO (organização de idéias para exposição verbal e
es-crita de opiniões e pensamentos aplicados aos ensinos e às pregações); crita de opiniões e pensamentos aplicados aos ensinos e às pregações);
–
– APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO DA PREGAÇÃO (contextualização de textos bí- APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO DA PREGAÇÃO (contextualização de textos
bí-blicos, entrelinhas da palavra, noções de exegese e hermenêutica). blicos, entrelinhas da palavra, noções de exegese e hermenêutica).
É necessário passar POR TODA ESSA FORMAÇÃO para ser pregador? NÃO, para formar É necessário passar POR TODA ESSA FORMAÇÃO para ser pregador? NÃO, para formar pregadores, o Ministério de Pregação segue o método de Jesus: teoria, prática, avaliação; tudo pregadores, o Ministério de Pregação segue o método de Jesus: teoria, prática, avaliação; tudo simultaneamen
simultaneamente. Isso te. Isso significa que todos, a convite dos significa que todos, a convite dos coordenadocoordenadores de grupo, de res de grupo, de diocese, dodiocese, do Estado, poderão pregar ao mesmo tempo em que buscam a formação junto aos ministérios de Estado, poderão pregar ao mesmo tempo em que buscam a formação junto aos ministérios de pregação locais. O que não
pregação locais. O que não seria aconselhávelseria aconselhável, é , é que alguém repudiasse a formação e que alguém repudiasse a formação e insistisseinsistisse em ser pregador.
em ser pregador.
ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO DE PREGADORES (também para os que pregam nosESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO DE PREGADORES (também para os que pregam nos
grupos de oração) grupos de oração)
a)
a) Visão geralVisão geral
A
A formação formação consiste, consiste, inicialmeninicialmente, te, num num encontro encontro introdutório introdutório no no qual qual será será apresentada apresentada aa metodologia que seguimos
metodologia que seguimos – – METODOLOGIA COM PODER DO ESPÍRITO SANTO. Neste en- METODOLOGIA COM PODER DO ESPÍRITO SANTO. Neste
en-contro serão apresentadas as idéias fundamentais que ajudarão na formação de pregadores. contro serão apresentadas as idéias fundamentais que ajudarão na formação de pregadores. Nele o pregador em formação já t
Nele o pregador em formação já terá os primeiros contatos com as terá os primeiros contatos com as técnicas de falar em público.écnicas de falar em público. A
A partir partir deste deste encontro, encontro, serão serão aplicados os aplicados os demais, demais, conforme conforme planejameplanejamento nto dos dos ministé- ministé-rios de pregação locais.
rios de pregação locais.
Para a eficácia da formação de pregadores, isto é, para que ela dê frutos, propõe-se os Para a eficácia da formação de pregadores, isto é, para que ela dê frutos, propõe-se os treinamento dos formandos em oficinas de pregação. Nas oficinas todos terão oportunidade de treinamento dos formandos em oficinas de pregação. Nas oficinas todos terão oportunidade de treinarem as técnicas de pregação o quanto for necessário. Com as oficinas, em pouco tempo treinarem as técnicas de pregação o quanto for necessário. Com as oficinas, em pouco tempo um grande número de pessoas se tornam excelentes pregadores; sem elas, os frutos são muito um grande número de pessoas se tornam excelentes pregadores; sem elas, os frutos são muito demorados, quando surgem.
demorados, quando surgem.
Toda a formação poderá ser mais bem entendida com a realização de oficinas. Mesmo os Toda a formação poderá ser mais bem entendida com a realização de oficinas. Mesmo os conteúdos das áreas do conhecimento bíblico-doutrinário e da unção poderão produzir melhores conteúdos das áreas do conhecimento bíblico-doutrinário e da unção poderão produzir melhores frutos se forem estudados em pequenos grupos, utilizando técnicas e recursos pedagógicos frutos se forem estudados em pequenos grupos, utilizando técnicas e recursos pedagógicos apropriados. Estes pequenos grupos seriam as oficinas.
apropriados. Estes pequenos grupos seriam as oficinas.
Se as oficinas são úteis às áreas do conhecimento bíblico-doutrinário e da unção, à área Se as oficinas são úteis às áreas do conhecimento bíblico-doutrinário e da unção, à área da comunicação são mais que necessárias; são
da comunicação são mais que necessárias; são “necessariam“necessariamente ente fundamentafundamentaisis”. A formação”. A formação
para a comunicação é composta fundamentalmente de metodologias que exigem a utilização de para a comunicação é composta fundamentalmente de metodologias que exigem a utilização de várias técnicas e muitos
várias técnicas e muitos recursos de comunicação. Tudo isso recursos de comunicação. Tudo isso exige treinamentos que só poderãoexige treinamentos que só poderão ser realizados em oficinas, sob pena de prejudicar sobremaneira o resultado da formação.
ser realizados em oficinas, sob pena de prejudicar sobremaneira o resultado da formação. Os frutos das
Os frutos das oficinas, para a formação de pregadores, são incalculáveis. Nelas se oficinas, para a formação de pregadores, são incalculáveis. Nelas se aprendeaprende realmente a falar em público e a pregar; e pregar bem, com unção e com conteúdo.
Cada grupo de cinco pessoas acima (ou até menor) poderá fazer uma oficina de pregação. Cada grupo de cinco pessoas acima (ou até menor) poderá fazer uma oficina de pregação. Ela se resume em exercitar o que foi ministrado nos encontros, aliando aos exercícios boas Ela se resume em exercitar o que foi ministrado nos encontros, aliando aos exercícios boas ava-liações, para crescer mais.
liações, para crescer mais.
b)
b) Flexibilidade do ciclo de formaçãoFlexibilidade do ciclo de formação
Um item importante na formação de pregadores é a flexibilidade do ciclo de formação. Com Um item importante na formação de pregadores é a flexibilidade do ciclo de formação. Com efeito, não se deseja construir uma formação fechada. Ela deverá ser flexível para possibilitar o efeito, não se deseja construir uma formação fechada. Ela deverá ser flexível para possibilitar o constante progresso do saber, bem como para descobrir e incorporar novas técnicas que sejam constante progresso do saber, bem como para descobrir e incorporar novas técnicas que sejam apresentadas pelos vários meios possíveis, incluindo, necessariamente, as sugestões de apresentadas pelos vários meios possíveis, incluindo, necessariamente, as sugestões de quan-tos colaboram na f
tos colaboram na formação de pregadores.ormação de pregadores.
Sua flexibilidade será percebida sempre que
Sua flexibilidade será percebida sempre que se fizerem necessárias modificações, aperfei-se fizerem necessárias modificações, aperfei-çoamentos,
çoamentos, readequaçõreadequações.es.
Mas outra espécie de flexibilidade deve ser considerada. Trata-se da adequação do tempo Mas outra espécie de flexibilidade deve ser considerada. Trata-se da adequação do tempo e da oportunidade de aplicação a todos os formandos, a fim de atender a situações familiares, e da oportunidade de aplicação a todos os formandos, a fim de atender a situações familiares, estudantis e profissionais de cada um. Assim estaremos valorizando a pessoa e não somente o estudantis e profissionais de cada um. Assim estaremos valorizando a pessoa e não somente o trabalho que se lhes presta. Só até aqui
trabalho que se lhes presta. Só até aqui
c)
c) Procedimentos fundamentais para a fProcedimentos fundamentais para a formaçãoormação
Para que os ciclos de formação atinjam seus objetivos, fazem-se necessários alguns Para que os ciclos de formação atinjam seus objetivos, fazem-se necessários alguns pro-cedimentos básicos. Entre eles, citam-se: criar várias alternativas para a aplicação dos cedimentos básicos. Entre eles, citam-se: criar várias alternativas para a aplicação dos encon-tros, produzir e oferecer material didático adequado e de preço acessível, possibilitar nas salas tros, produzir e oferecer material didático adequado e de preço acessível, possibilitar nas salas de formação um ambiente fraterno por meio da oração e da partilha, combinar a formação com de formação um ambiente fraterno por meio da oração e da partilha, combinar a formação com as orações que se fazem em todos os
as orações que se fazem em todos os encontros da Renovaçãoencontros da Renovação, isto é, , isto é, jamais ministrar formaçãojamais ministrar formação dissociada da oração.
dissociada da oração.
d)
d) Duração do ciclo de Duração do ciclo de formaçãoformação
A
A duração duração do do ciclo ciclo de de nossa nossa formação, formação, devido devido à à flexibilizaçãflexibilização o de de tempo tempo e e oportunidadeoportunidade,, não poderá ser determinada pelo fator
não poderá ser determinada pelo fator tempo. Assim, estabeleceremos dois critérios para marcartempo. Assim, estabeleceremos dois critérios para marcar o ciclo de formação. O primeiro será composto de um conteúdo mínimo, que abrangerá as áreas o ciclo de formação. O primeiro será composto de um conteúdo mínimo, que abrangerá as áreas do conhecimento, da unção e da comunicação, que acima denominamos de ciclo essencial. do conhecimento, da unção e da comunicação, que acima denominamos de ciclo essencial.
O segundo critério de marcação do ciclo de formação será bastante flexível. Ele será O segundo critério de marcação do ciclo de formação será bastante flexível. Ele será com-posto por oficinas de treinamento e por cursos de aprofundamento, à medida que as posto por oficinas de treinamento e por cursos de aprofundamento, à medida que as necessida-des forem surgindo.
des forem surgindo.
Terminamos aqui, irmãos, nossa conversa sobre a pregação no grupo de oração, com dois Terminamos aqui, irmãos, nossa conversa sobre a pregação no grupo de oração, com dois pensamentos do Pe. Antônio Vieira:
pensamentos do Pe. Antônio Vieira:
“Jonas durante 40 dias pregou um só assunto, e nós queremos pregar quarenta a
“Jonas durante 40 dias pregou um só assunto, e nós queremos pregar quarenta assuntosssuntos em uma hora” (
“O estilo pode ser muito claro e muito al
“O estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem, eto; tão claro que o entendam os que não sabem, e
tão alto que tenham muito que aprender nele os que sabem (Pe. Antônio Vieira, Sermões, tomo tão alto que tenham muito que aprender nele os que sabem (Pe. Antônio Vieira, Sermões, tomo
1, p. 40).” 1, p. 40).”
Muito obrigado. Deus os abençoe. Muito obrigado. Deus os abençoe. Dercides Pires da Silva.
Dercides Pires da Silva.
Coordenador Nacional do Ministério de Pregação. Coordenador Nacional do Ministério de Pregação.
ANEXO
ANEXO
1.
1. MODELO MODELO DE DE ROTEIRO ROTEIRO DE DE PREGAÇÃOPREGAÇÃO II – – INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
Jesus é a fonte da Água Viva. A água mantém a vida sobre a terra. Ela é capaz de fazer Jesus é a fonte da Água Viva. A água mantém a vida sobre a terra. Ela é capaz de fazer um vegetal semimorto reviver. A Água que Jesus nos traz é a Força de Deus que nos dá vida um vegetal semimorto reviver. A Água que Jesus nos traz é a Força de Deus que nos dá vida nova, é a Graça que
nova, é a Graça que nos faz encontrar motivo para viver neste mundo, para ser feliz e nos faz encontrar motivo para viver neste mundo, para ser feliz e para espe-para espe-rar o Paraíso Eterno. Caso você esteja triste, angustiado, enfermo, ou simplesmente percebendo rar o Paraíso Eterno. Caso você esteja triste, angustiado, enfermo, ou simplesmente percebendo que sua vida está perdendo o sabor, então você deve estar necessitando da Água Viva que que sua vida está perdendo o sabor, então você deve estar necessitando da Água Viva que Je-sus nos traz hoje, neste grupo de oração. Prepare-se para recebê-la. Agora vou apresentar a sus nos traz hoje, neste grupo de oração. Prepare-se para recebê-la. Agora vou apresentar a vocês, Jesus, nosso Senhor, como sendo aquilo que realmente ele é,
vocês, Jesus, nosso Senhor, como sendo aquilo que realmente ele é, FONTE DA ÁGUA VIVA.FONTE DA ÁGUA VIVA.
IIII – – DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO
1. JESUS REVELA-SE COMO FONTE DA ÁGUA VIVA 1. JESUS REVELA-SE COMO FONTE DA ÁGUA VIVA a) Jo 4 (A samaritana no poço de Jacó)
a) Jo 4 (A samaritana no poço de Jacó)
b) A Samaritana aceitou a revelação de Jesus e ganhou: b) A Samaritana aceitou a revelação de Jesus e ganhou:
–
– Sentido para viver Sentido para viver –
– Vontade para viver de Vontade para viver de forma diferenteforma diferente
c) A samaritana ganhou vida nova c) A samaritana ganhou vida nova
–
– E buscou outras pessoas para beberem da Verdadeira Fonte, a fim de terem também vida no- E buscou outras pessoas para beberem da Verdadeira Fonte, a fim de terem também vida
no-va. va.
2. JESUS CONVIDA-NOS PARA BERBERMOS DA FONTE 2. JESUS CONVIDA-NOS PARA BERBERMOS DA FONTE a) Jo 7,37-38 (A Água Viva é o
a) Jo 7,37-38 (A Água Viva é o Espírito Santo)Espírito Santo)
b) Os soldados beberam da Água Viva que Jesus oferecia b) Os soldados beberam da Água Viva que Jesus oferecia
–
– Desistiram de prender Jesus Desistiram de prender Jesus –
– Tiveram coragem de voltar aos chefes de mãos vazias Tiveram coragem de voltar aos chefes de mãos vazias –
– Conseguiram começar vida nova (viver diferente) Conseguiram começar vida nova (viver diferente)
c)
III
III – – PERORAÇÃO PERORAÇÃO
–
– Jesus, durante o tempo que foi ouvido pela samaritana e pelos soldados, pessoas de vida difí- Jesus, durante o tempo que foi ouvido pela samaritana e pelos soldados, pessoas de vida
difí-cil e sofrida, cujos corações estavam empedernidos, provou que é realmente a fonte da Água cil e sofrida, cujos corações estavam empedernidos, provou que é realmente a fonte da Água Viva, pois lhes deu novo ânimo, nova coragem, novo sentido na vida.
Viva, pois lhes deu novo ânimo, nova coragem, novo sentido na vida.
–
– Agora é Agora é chegada a nossa vez de experimentar o que a samaritana e os chegada a nossa vez de experimentar o que a samaritana e os soldados experimenta-soldados
experimenta-ram. Agora também nós somos convidados para bebermos da Água Viva que Jesus nos oferece. ram. Agora também nós somos convidados para bebermos da Água Viva que Jesus nos oferece.
–
– Bebendo da Água Viva que o Senhor nos dá, que Bebendo da Água Viva que o Senhor nos dá, que é o Espírito Santo, teremos vida nova. Comoé o Espírito Santo, teremos vida nova. Como
a água da chuva faz a semente brotar, dá novo viço à laranjeira e colore de vermelho as rosas, o a água da chuva faz a semente brotar, dá novo viço à laranjeira e colore de vermelho as rosas, o Espírito Santo nos dará entusiasmo para viver e esperança de vencer, e vencer com Jesus, em Espírito Santo nos dará entusiasmo para viver e esperança de vencer, e vencer com Jesus, em qualquer circunstância desta vida. Isso é VIDA NOVA, isso é beber na FONTE DE ÁGUA VIVA. qualquer circunstância desta vida. Isso é VIDA NOVA, isso é beber na FONTE DE ÁGUA VIVA.
–
– Fiquemos de pé para beber da Água Viva, para receber o Espírito Santo, para ter vida nova. Fiquemos de pé para beber da Água Viva, para receber o Espírito Santo, para ter vida nova.
2.
2. ORAÇÃO ORAÇÃO FINALFINAL
–
– Orar pedindo um novo Batismo no Espírito Santo. Orar pedindo um novo Batismo no Espírito Santo.
Obs.: A introdução e a peroração não precisam conter texto. Basta que tenham as idéias chaves Obs.: A introdução e a peroração não precisam conter texto. Basta que tenham as idéias chaves que servirão de guia para o pregador. Em nosso modelo inserimos os textos para facilitar o que servirão de guia para o pregador. Em nosso modelo inserimos os textos para facilitar o en-tendimento do leitor. Outra coisa, a apresentação do pregador é feita pelo coordenador, por isso tendimento do leitor. Outra coisa, a apresentação do pregador é feita pelo coordenador, por isso o roteiro de pregação não contempla os itens de tal apresentação. Nisso a pregação é diferente o roteiro de pregação não contempla os itens de tal apresentação. Nisso a pregação é diferente do ensino.
do ensino.
Muito obrigado. Deus os