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Release de
São José do Rio Preto, 09 de Maio de 2011: a Rodobens Negócios Imobiliários (“Companhia”) (Bovespa: RDNI3), incorporadora imobiliária residencial e construtora com mais de 19 anos de atuação e com foco em cidades do interior brasileiro, anuncia hoje seus resultados auditados referentes ao primeiro trimestre de 2011.
As informações financeiras e operacionais apresentadas a seguir estão em bases consolidadas de acordo com as práticas contábeis geralmente aceitas no Brasil e em Reais (R$).
Destaques de Desempenho no 1T11
Receita líquida cresceu 79% vs. 1T10 alcançando R$208 milhões no 1T11.
Vendas Contratadas no 1T11, somente parte Rodobens, e líquidas de distratos, atingiram
R$210 milhões, um crescimento de 20% sobre o 1T10 e 12% sobre 4T10.
Margem Bruta: 30,3% da Receita Líquida, em linha com as expectativas da Companhia; Lucro
Bruto de R$63 milhões (crescimento de 68,5% vs. 1T10).
Margem EBITDA: 21,8% da Receita Líquida, crescimento de 5,9 pontos percentuais vs. 1T10 e
3,5 pontos percentuais vs. 4T10; EBITDA de R$45 milhões (crescimento de 145% vs. 1T10 e 12% vs. 4T10).
Redução no nível de endividamento da companhia em 16,2 pontos percentuais vs. 4T10,
atingindo índice de dívida líquida sobre patrimônio líquido de 85,6%.
Liquidação das operações de debêntures com o Bradesco (R$150milhões), CCB
Imobiliária com o Itau BBA (R$100milhões) e alienação da CHUR (R$90milhões em um ativo que estava contabilizado ao valor de R$25milhões).
Eventos Subseqüentes:
Monetização de ativos da Companhia através de operações de alienação a terceiros, em
caráter definitivo, de participação em SPEs, que possuem como ativos preponderantes unidades em estoque e contas a receber, e cujos empreendimentos imobiliários já estão concluídos, em um montante de até R$ 300 milhões.
Liquidação de 100% do mutuo junto ao acionista Controlador, representando a eliminação de
cerca de R$ 170 MM de divida até o inicio do mês de maio de 2011.
Programa de aquisição de até 2.261.985 ações ordinárias nominativas (10% do total em
circulação) de emissão da Companhia para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, a partir de 15 de maio de 2011 até 15 de novembro de 2011.
Teleconferências para Discussão dos Resultados 1T11: Português Inglês (tradução simultânea) 10 de Maio às 15:00hs. 10 de Maio às 15:00hs. Tel.: 55-11-4688-6361 Brasil: 55-11-4688-6361
Código: Rodobens EUA: 1-888-700-0802 Outros Países: 1-786-924-6977 Código: Rodobens
As teleconferências serão acompanhadas de uma apresentação que ficará disponível no website:
As demonstrações financeiras consolidadas completas de 1T11, acompanhadas das respectivas notas explicativas, podem ser encontradas no documento ITR- Informações Trimestrais, disponível em nosso website de RI em www.rodobens.com/negociosimobiliarios/ri e no website da CVM-Comissão de Valores Mobiliários em www.cvm.gov.br.
1T11 vs. 1T11 vs.
4T10 1T10
Lançamentos
VGV Lançado RNI (R$ mil) 73.901 487.609 -85% 73.901 176.475 -58%
VGV Lançado Total (R$ mil) (1) 107.979 609.197 -82% 107.979 225.146 -52%
Participação da RNI no total dos Lançamentos 68% 80% -12 p.p. 68% 78% -10 p.p.
Número de Unidades Lançadas 1.175 6.672 -82% 1.175 2.681 -56%
Preço Médio Lançado (R$/m²) 1.986 1.831 8% 1.986 1.824 9%
Preço Médio Lançado (R$ mil/unid.) 92 91 1% 92 84 9%
Área Útil Lançada (m²/unid.) 46 50 -7% 46 46 1%
Vendas Contratadas
Vendas Contratadas RNI (R$ mil) 210.439 188.476 12% 210.439 175.722 20%
Vendas de Lançamentos do período 437 70.065 -99% 437 83.689 -99%
Vendas de Estoque de períodos anteriores 210.002 118.411 77% 210.002 92.033 128%
Vendas Contratadas Total (R$ mil) (2) 259.502 248.556 4% 259.502 226.295 15%
Participação da RNI no total de Vendas 81% 76% 5 p.p. 81% 78% 3 p.p.
Número de Unidades Vendidas 2.407 2.266 6% 2.407 2.589 -7%
Preço Médio de Vendas Contratadas (R$/m²) 2.064 2.089 -1% 2.064 1.787 16%
Preço Médio de Vendas Contratadas (R$ mil/unid.) 108 110 -2% 108 87 23%
Área Util Vendida (m²/unid.) 52 52 -1% 52 49 7%
Indicadores Financeiros (R$ mil) (3)
Receita Líquida 208.097 221.528 -6% 208.097 116.359 79% % Margem Bruta 30,3% 28,9% 1.5 p.p. 30,3% 32,2% -1.9 p.p. EBITDA (4) 45.383 40.542 12% 45.383 18.498 145% % Margem EBITDA 21,8% 18,3% 3.5 p.p. 21,8% 15,9% 5.9 p.p. Lucro Líquido 66.896 26.108 156% 66.896 4.129 1520% % Margem Líquida 32,1% 11,8% 20.4 p.p. 32,1% 3,5% 28.6 p.p.
Lucro por Ação (R$) 1,38 0,54 155% 1,38 0,09 1520% Resultado a Apropriar
Receita a Apropriar (R$ mil) 733.386 719.036 2% 733.386 650.474 13% Resultado a Apropriar (R$ mil) 259.868 250.148 4% 259.868 230.696 13%
Margem dos Resultados a Apropriar 35,4% 34,8% 0.6 p.p. 35,4% 35,5% 0 p.p.
Itens de Balanço Patrimonial
Divida Líquida (R$ mil) 637.391 690.030 -8% 637.391 473.205 35%
Caixa (R$ mil) 513.666 377.625 36% 513.666 73.021 603%
Patrimônio Líquido (R$ mil) 744.411 677.508 10% 744.411 626.994 19%
Divida Líquida/Patrimônio Líquido 85,6% 101,8% -16.2 p.p. 85,6% 75,5% 10.2 p.p.
Total de Ativos (R$ mil) 2.325.255 2.171.424 7% 2.325.255 1.458.732 59%
(1) Representa o total do VGV lançado dos empreendimentos, incluindo a participação da Rodobens somada às participações de parceiros incorporadores.
(3) Resultado contábil auditado, em linha com a Lei 11.638 e Instrução CVM #561 e #653 (Incorporadoras ).
(2) Valor total de vendas contratadas dos empreendimentos nos quais participamos, incluindo a participação da Rodobens somada às participações de parceiros incorporadores, líquido de distratos (contratos cancelados) no período.
(4) EBITDA calculado como Lucro antes de Impostos , Resultado Financeiro Líquido, Depreciação e Amortização. Não inclui participações minoritárias.
1T11 1T10
1T11 4T10
Índice
Mensagem da Administração ... 5 A Companhia ... 6 Sustentabilidade ... 7 Governança Corporativa ... 7 Responsabilidade Sócio-Ambiental ... 8 Desempenho Operacional 1T11 ... 9 Lançamentos ... 9 Vendas Contratadas ... 10 Conclusões de Obras ... 12 Banco de Terrenos ... 13Repasse / Desligamento de Pessoa Física / Venda de Carteira ... 14
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11 ... 15
Demonstração de Resultado ... 15
Resultado trimestral (1T11 vs. 1T10) comentado ... 15
Práticas contábeis selecionadas ... 18
Balanço Patrimonial Consolidado: principais itens ... 19
Créditos perante Clientes (Recebível) ... 19
Posição de Caixa ... 19
Imóveis a Comercializar (Estoques) ... 20
Empréstimos e financiamentos: Bancos ... 21
Empréstimos e financiamentos: Mútuo com acionista controlador ... 23
Eventos Subsequentes ... 24
Alienação de participação em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) ... 24
Programa de aquisição de ações de emissão da Companhia ... 24
Balanço Patrimonial Consolidado ... 25
Demonstração do Resultado Consolidado ... 27
Fluxo de Caixa ... 28
ANEXO A: %Custo Incorrido e %Vendido Acumulado por Empreendimento ... 29
Mensagem da Administração
O primeiro trimestre de 2011 foi marcado por fatores externos e internos importantes para os negócios da Companhia. Dentre eles destacamos a definição dos novos limites do MCMV2 realizada em fevereiro e operacionalizada em março, reforçando que estamos no caminho certo em nossa estratégia de atuação no segmento econômico; internamente, concluímos de forma exitosa nossa nova estrutura organizacional, compondo a diretoria e implementando as regionais.
De forma inédita, viemos a mercado apresentar a prévia operacional, principalmente para destacar e reforçar nossos princípios e diretrizes, deixando claro nossa política de caixa, que resume em equalizar o fluxo financeiro com o ciclo de obras; respeitar a absorção de mercado e realizar os lançamentos de fases subsequentes apenas quando a fase anterior atingir 80% de comercialização; e também enfatizar que estamos focados no controle dos custos produtivos, como também no G&A, visando à manutenção das margens da Companhia.
Conforme prometido na ocasião da divulgação do ano anterior, realizamos e liquidamos dentro do 1T11 as duas operações que melhoraram o perfil de nosso endividamento, além da alienação da CHUR, com redução substancial da divida total.
Anunciamos há uma semana em Fato Relevante uma nova operação que visa a monetização dos nossos ativos (recebíveis de clientes performados e unidades em estoque), cuja primeira tranche já foi concluída e parte liquidada, cujos recursos serviram para quitar integralmente o saldo devedor do mútuo com o acionista controlador.
Há outras duas tranches em andamento/negociação, e esperamos que pelo menos a segunda se realize neste corrente mês, fazendo com que melhore ainda mais nossa posição de caixa e, consequentemente, nosso endividamento líquido quando comparado com o Patrimônio Líquido.
Com o perfil da dívida equacionado e recursos disponíveis proveniente das operações supra mencionadas, aprovamos em Conselho de Administração plano de recompra de ações para o período de 15/maio a 15/novembro, pois acreditamos na oportunidade de maximização de valor para nossos acionistas, tendo em vista o valor de cotação das ações da Companhia na Bolsa de Valores.
Seguimos assim, com muita seriedade e disciplina, nossa linha de conduta em assegurarmos os recursos para financiamento das obras antes de iniciarmos a construção; de lançar novas fases respeitando a demanda do mercado; de construir com responsabilidade sócio-ambiental, garantindo o custo adequado e os prazos de entrega ao cliente; de buscar as melhores tecnologias e soluções para nossos empreendimentos, e finalmente, de crescer com solidez e sustentabilidade.
A Companhia
Incorporadora Imobiliária com foco em cidades do interior com população acima de 100 mil habitantes, a Rodobens Negócios Imobiliários foi fundada em 1991 e está entre as 15 maiores construtoras do País- conforme a 6ª Edição do Ranking ITCnet 2009 - As 100 Maiores da Construção, editado pela ITC - Informações Técnicas da Construção, sendo responsável por levar moradia com dignidade para milhares de brasileiros em vários estados do País.
A Rodobens Negócios Imobiliários faz parte das Empresas Rodobens - um dos 100 maiores grupos empresariais do País. A corporação fundada em 1949, em São José do Rio Preto (SP), atua fortemente em dois setores distintos: veículos – origem da corporação - e imobiliário. O Grupo se destaca por buscar sempre, nos dois setores de atuação, soluções integradas para seus clientes e, para isso, conta com revendedoras de veículos, administradora de consórcio, corretora de seguros, banco, locação de veículos, negócios internacionais e comunicação empresarial.
Desde o início das atividades em 1991, já lançou 143 empreendimentos residenciais em 49 cidades em 10 estados brasileiros (SP, MG, RJ, PR, RS, CE, MT, SC, BA, GO), totalizando 48.309 unidades e mais de 3,5 milhões de m² de área construída (base: março/2011). Com o objetivo de oferecer condições especiais de aquisição para empreendimentos diversificados, e com alta qualidade, independente do público, a incorporadora atua no mercado nacional por meio do Sistema Fácil Rodobens, Terra Nova Rodobens, Moradas Rodobens e Plano Único.
Segmentação de atuação em Incorporação Imobiliária
Todos os empreendimentos com as marcas Moradas, Terra Nova e Sistema Fácil são desenvolvidos na forma de condomínios residenciais fechados que oferecem soluções de qualidade, lazer, segurança e serviços, além de avançados conceitos urbanísticos, integradas à condições de financiamento atrativas.
Acreditamos ser a Rodobens Negócios Imobiliários uma das incorporadoras com melhor conhecimento das preferências da população das cidades do interior do País, e melhor apta a oferecer produtos que atendam às exigências de qualidade dos clientes daquelas cidades, com preço e condições de financiamento acessíveis. Preço Venda Área Útil Público-alvo Prazo Entrega Financiamento No. Unidades Lançadas >3 SM (>R$1,5mil/mês) MORADAS R$50mil a R$90mil 40-50m², 2-3 dorms 9 meses ou menos ~5% +TR e até 30 anos pós-chaves 17.150 TERRA NOVA >5 SM (>R$2,5 mil/mês) 45-90m², 2-3 dorms. R$90mil a R$150mil 6% +TR e até 30 anos pós-chaves 22.173 9 meses ou menos SISTEMA FÁCIL Acima de R$150mil 75-230m², 2-4 dorms. >10 SM (>R$5,1 mil/mês) a partir de 16 meses ~10,5% +TR e até 30 anos pós-chaves 8.986
Sustentabilidade
Governança Corporativa
Novo Mercado da Bovespa: A Rodobens Negócios Imobiliários tem as suas ações listadas no segmento especial Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F-Bovespa) o qual requer práticas diferenciadas de governança corporativa tais como: capital social 100% composto por ações (ordinárias) com direito a voto, mínimo de 25% do capital em livre circulação (“free float”) no mercado, tag along de 100% do preço por ação para os minoritários em caso de transferência de controle da companhia, adesão à Câmara de Arbitragem formada somente por membros independentes, Conselho de Administração composto por no mínimo 20% de membros independentes, entre outros requisitos.
Conselho de Administração: O Conselho de Administração da companhia é composto por oito membros, sendo três deles independentes. Informações curriculares sobre os seus membros, assim como da Diretoria Executiva, podem ser obtidas na seção Governança Corporativa do website. Em 2008, o Conselho de Administração instituiu e nomeou um Comitê de Auditoria para auxiliá-lo na supervisão das atividades da companhia e de sua diretoria. Nenhum membro da Diretoria Executiva participa do Conselho de Administração, e nem é parte relacionada (por exemplo, parente) de nenhum membro do referido Conselho. As estruturas do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva estão separadas, sem sobreposição de membros.
Conselho Fiscal: Temos um Conselho Fiscal instalado em caráter permanente, desde a AGO de abril de 2007, com o objetivo de ajudar na supervisão e orientação da administração da companhia. Ele é composto por cinco membros independentes, de comprovada capacitação técnica, sendo um deles eleito pelos acionistas minoritários.
Código de Ética: A Rodobens Negócios Imobiliários adere integralmente ao Código de Ética das Empresas Rodobens. Versões em português e inglês do Código estão disponíveis em nosso website de Relações com Investidores.
Política de Negociação de Ações: Os nossos administradores e pessoas relacionadas são signatários de uma Política de Negociação de Títulos e Valores Mobiliários de Emissão da Companhia, que cobre os seus insiders. A adoção de tal Política por uma companhia aberta é voluntária, não-obrigatória, conforme artigo 15 da Instrução 358 da CVM. Versões em português e inglês da Política e do seu respectivo Termo de Adesão estão disponíveis em nosso website de Relações com Investidores. A seguir fornecemos uma abertura da composição de nossa base de acionistas ao final do 1T11:
Composição do Free Float
33% 64% 3% Institucio nais. Estrangeiro s Institucio nais Do méstico s P esso as Físicas Composição da Base 47% 53% Free Acionistas
Responsabilidade Sócio-Ambiental
Programa Vida Nova Rodobens: Mais do que levar soluções para amenizar o déficit habitacional das principais cidades do interior do País, a Rodobens Negócios Imobiliários é consciente de sua responsabilidade socioambiental. Por isso, a empresa lançou, em 2007, o Programa Vida Nova Rodobens, por meio do qual desenvolve ações focadas na inclusão social e profissionalização de jovens e adultos atendidos pelas APAEs - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, das cidades onde desenvolve seus empreendimentos.
O programa, que prevê a parceria com diversas APAES do País, onde são construídos os empreendimentos da Rodobens Negócios Imobiliários, é responsável por incluir milhares de jovens e adultos que vivem em condições especiais, em atividades monitoradas que os auxiliam a realizar ações que são revertidas para as entidades assistenciais e para a comunidade local. Todas as parcerias junto às APAES estão voltadas para a participação de jovens e adultos em oficinas pedagógicas para a montagem de kits de hidráulica utilizados nos condomínios Terra Nova e Moradas, além do Eco Viveiro, projeto ambiental e paisagístico, que visa atender à demanda destes empreendimentos lançados pela Rodobens Negócios Imobiliários.
Processo construtivo de baixo impacto ambiental: No processo de construção de seus empreendimentos, a Rodobens Negócios Imobiliários utiliza tecnologia que minimiza os impactos socioambientais. Nos empreendimentos Terra Nova e Moradas, a tecnologia aplicada consiste na execução de fundações do tipo radier e execução de paredes com concreto aerado autoadensável, construídas em processo de alta velocidade de construção, qualidade e ausência total de desperdício ou agressão ao meio ambiente. O sistema possibilita controle total do gerenciamento de resíduos, além da construção de paredes com características de resistência e isolamento térmico e acústico, inclusive, com a comprovação por meio de testes nos laboratórios do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo, garantindo a homologação do sistema construtivo pela Caixa Econômica Federal em todo o Território Nacional.
O modelo utilizado pela incorporadora também oferece a vantagem de redução do prazo da conclusão da obra, possibilitando a entrega dos condomínios em até 12 meses. Em 2007, o Terra Nova Garden Village foi a primeira obra no Brasil a receber a qualificação Real Obra Sustentável, pelo Banco ABN Real, organização amplamente reconhecida como uma líder global em sustentabilidade.
Desempenho Operacional 1T11
Lançamentos
1T11 VGV RNI Lançado por Região
A segunda etapa do Minha Casa Minha Vida foi
oficializada em 02 de Fevereiro e a
operacionalização no simulador da Caixa ocorreu em 03 de Março. Tais fatos levaram a Companhia a adiar alguns lançamentos até a definição exata quanto a elegibilidade de suas unidades, em função das localizações e dos respectivos preços de vendas.
Os lançamentos do 1T11 representaram R$108 milhões em VGV Total, considerando a participação de parceiros, com 1.175 unidades e VGV Rodobens de R$74 milhões.
Do total de unidades lançadas no trimestre, 100% correspondem ao produto Moradas e se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, reforçando o foco da companhia quanto a atuação no mercado de baixa renda.
VGV Lançado – parte Rodobens (R$ milhões)
113 176 62 341 74 28 86 120 139 35 8 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11
Sistem a Fácil Terra Nova Moradas
182
488
74
176
262
Jan 13% Fev 0% Mar 87%Lançamentos Realizados 2011 (VGV em milhões de R$)
Nome do Empreendimento
Status de Lançamento
VGV
Total % RNI VGV RNI Tipo
Numero de Unidades
Preço médio da unidade
(R$mil)¹
Moradas Campos - Campos dos Goytacazes/RJ (2a. Fase) jan-11 10 100% 10 Casa 123 78
Moradas Clube - Alvorada/RS (1a. Fase) mar-11 23 50% 11 Casa 230 98
Moradas Caminho do Meio - Alvorada/RS (1a. Fase) mar-11 18 50% 9 Casa 206 89
Moradas Caminho do Meio - Alvorada/RS (2a. Fase) mar-11 8 50% 4 Casa 92 89
Moradas Ourinhos 2/SP (1a. Fase) mar-11 10 100% 10 Casa 126 78
Moradas Lages 3/SC (1a. Fase) mar-11 12 85% 11 Casa 120 103
Moradas Londrina 2/PR (1a. Fase) mar-11 15 50% 8 Casa 150 103
Condominio Rio Cachoeirinha - Cuiabá/MT (1a. Fase) mar-11 12 100% 12 Casa 128 92
Total Lançado 1T11 R$ 108 68% R$ 74 1.175 R$ 92
(1)
Preço médio histórico, à época do lançamento, não corrigido.
A Companhia adota a estratégia de lançamentos de novas fases após atingir 80% em vendas da fase anterior, visando evitar o acúmulo de unidades em estoque. Em função disto, devido ao alto volume de lançamentos no final do trimestre anterior, concentrados na última quinzena de dezembro, o foco neste trimestre foi em efetivar as respectivas vendas para posteriormente efetuar novos lançamentos.
Interior SP 1 3%
Ou tros estados 8 7%
Desempenho Operacional 1T11
Vendas Contratadas
A velocidade de vendas no 1T11, pelo critério VSO - Vendas sobre Oferta trimestral foi 23%, indicando o início da recuperação para níveis que a Companhia julga condizente com a operação, conforme apresentado nos primeiros três trimestres do ano anterior. Cabe lembrar que a VSO do 4T10 foi fortemente impactada pelo grande volume de lançamentos concentrados no mês de Dezembro, e que neste trimestre, embora também concentrados no mês de março, em função do êxito da Companhia na venda de unidades em estoque, houve recuperação deste indicador em relação ao 4T10.
Vendas de unidades em estoque representaram quase 100% do total vendido, devido ao grande volume de lançamentos no final do 4T10, cujo impacto nas vendas ocorreu no 1T11, haja vista que 60% do VGV RNI vendido no 1T11 foi relativo às unidades lançadas no último trimestre de 2010. As vendas de estoque apresentaram crescimento de 128% quando comparadas ao 1T10, e de 78% em relação ao 4T10.
Foram vendidas 2.407 unidades, representando VGV Total de R$260 milhões, dentre os quais 68% se enquadram nos novos limites do programa Minha Casa Minha Vida. Os valores de vendas reportados são líquidos de contratos de venda cancelados no período.
As vendas contratadas no 1T11 somaram R$210 milhões somente parte Rodobens, 19% maior que o 1T10, sendo o primeiro trimestre mais forte na história da companhia.
Vendas Contratadas – parte Rodobens (R$ milhões)
80 150 71 72 94 63 73 94 97 97 33 15 20 19 19 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11
Sistem a Fácil Terra Nova Moradas
188 210
176
238
185
(R$ milhões) 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11
Estoque a Valor de Mercado Inicial 459 460 497 529 831 VGV Lançado RNI 176 262 182 490 74 Vendas Contratadas RNI 176 238 185 188 210 Vendas de lançamentos 84 134 69 70 0,4 Vendas de estoque 92 104 116 118 210
Vendas Sobre Oferta (VSO) 28% 33% 27% 18% 23%
DADOS TRIMESTRAIS DE VENDAS SELECIONADOS
Vendas Contratadas – Por tri de lançamento 1T10 VGV Total Vendido por
produto Moradas 44,85% TN Horizontal 37,92% TN Vertical 7,98% SF Horizontal 1,51% SF Vertical 7,73%
Desempenho Operacional 1T11
Vendas Contratadas (cont.)
Os dados de percentual vendido acumulado e custo incorrido de cada um dos empreendimentos lançados no 1T11 e em trimestres anteriores estão disponíveis na última página deste comunicado.
Vendas por Produto 1T11 1T10 1T11 vs.
1T10 1T11 4T10
1T11 vs. 4T10
Moradas Horizontal Vendas Contratadas total (R$000)¹ 121.074 92.110 31% 121.074 95.405 27% Vendas Contratadas RNI (R$000) 94.390 80.227 18% 94.390 72.498 30% Número Unidades Vendidas 1.436 1.470 -2% 1.436 1.163 23% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 84 63 35% 84 82 3% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 1.798 1.519 18% 1.798 1.789 0%
Terra Nova Horizontal Vendas Contratadas total (R$000)¹ 87.898 80.606 9% 87.898 84.170 4% Vendas Contratadas RNI (R$000) 79.801 58.378 37% 79.801 76.079 5% Número Unidades Vendidas 764 944 -19% 764 800 -5% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 115 85 35% 115 105 9% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 2.124 1.651 29% 2.124 1.947 9%
Terra Nova Vertical Vendas Contratadas total (R$000)¹ 20.553 5.749 258% 20.553 38.395 -46% Vendas Contratadas RNI (R$000) 16.797 4.234 297% 16.797 21.193 -21% Número Unidades Vendidas 140 31 352% 140 226 -38% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 147 185 -21% 147 170 -14% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 2.865 2.937 -2% 2.865 3.098 -8%
Sistema Fácil Horizontal Vendas Contratadas total (R$000)¹ 10.621 11.438 -7% 10.621 14.776 -28% Vendas Contratadas RNI (R$000) 3.177 4.083 -22% 3.177 4.635 -31% Número Unidades Vendidas 21 30 -30% 21 29 -28% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 506 381 33% 506 510 -1% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 2.882 2.334 23% 2.882 2.790 3%
Sistema Fácil Vertical Vendas Contratadas total (R$000)¹ 19.357 35.922 -46% 19.357 15.484 25% Vendas Contratadas RNI (R$000) 16.275 28.643 -43% 16.275 14.093 15% Número Unidades Vendidas 46 106 -57% 46 41 12% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 421 339 24% 421 378 11% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 3.165 3.469 -9% 3.165 3.244 -2%
Outros Vendas Contratadas total (R$000)¹ - 470 -100% - 434 -100% Vendas Contratadas RNI (R$000) - 157 -100% - 145 -100% Número Unidades Vendidas - 8 -100% - 7 -100% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) - 59 n.a. - 62 n.a. Preço Médio da Área Útil (R$/m²) - - n.a. - - n.a.
TOTAL Vendas Vendas Contratadas total (R$000)¹ 259.502 226.295 15% 259.502 248.666 4% Vendas Contratadas RNI (R$000) 210.439 175.722 20% 210.439 188.642 12% Número Unidades Vendidas 2.407 2.589 -7% 2.407 2.266 6% Preço Médio por Unidade (R$000/unid.) 108 87 23% 108 110 -2% Preço Médio da Área Útil (R$/m²) 2.064 1.787 16% 2.064 2.089 -1%
(1) Representa o total do VGV vendido dos empreendimentos, incluindo a participação da Rodobens somada às participações de parceiros incorporadores. (2) Representa a venda de terrenos no empreendimento Alto da Boa Vista e de Lojas no empreendimento Terra Nova Nature.
Vendas por Região (em R$000, somente parte Rodobens) 1T11 1T10 1T11 vs.
1T10 1T11 4T10
1T11 vs. 4T10
Moradas Horizontal São Paulo Capital - - n.a. - - n.a. São Paulo Interior 47.928 33.627 43% 47.928 37.476 28% Demais Estados 46.461 46.600 0% 46.461 35.022 33%
TOTAL 94.390 80.227 18% 94.390 72.498 30% Terra Nova Horizontal São Paulo Capital - - n.a. - - n.a. São Paulo Interior 25.607 26.109 -2% 25.607 22.307 15% Demais Estados 54.193 32.269 68% 54.193 53.772 1%
TOTAL 79.801 58.378 37% 79.801 76.079 5% Terra Nova Vertical São Paulo Capital (6) 2.721 -100% (6) 1.991 -100% São Paulo Interior 13.903 169 8105% 13.903 2.005 593% Demais Estados 2.900 1.343 116% 2.900 17.196 -83%
TOTAL 16.797 4.234 297% 16.797 21.193 -21% Sistema Fácil Horizontal São Paulo Capital - - n.a. - - n.a. São Paulo Interior 3.177 4.083 -22% 3.177 4.635 -31% Demais Estados - - n.a. - - n.a.
TOTAL 3.177 4.083 -22% 3.177 4.635 -31% Sistema Fácil Vertical São Paulo Capital (293) (1.106) n.a. (293) 273 -207% São Paulo Interior 13.312 9.621 38% 13.312 11.101 20% Demais Estados 3.255 20.128 -84% 3.255 2.719 20%
TOTAL 16.275 28.643 -43% 16.275 14.093 15% Outros São Paulo Capital - - n.a. - - n.a. São Paulo Interior - 157 -100% - 145 -100% Demais Estados - - n.a. - - n.a.
TOTAL - 157 -100% - 145 -100% TOTAL Vendas São Paulo Capital (299) 1.616 -119% (299) 2.265 -113% São Paulo Interior 103.928 73.766 41% 103.928 77.668 34% Demais Estados 106.810 100.340 6% 106.810 108.709 -2%
TOTAL 210.439 175.722 20% 210.439 188.642 12% 2
Desempenho Operacional 1T11
Conclusões de Obras
No primeiro trimestre de 2011 foram concluídas fases de obras ou empreendimentos totalizando VGV lançado de R$136 milhões e 1.270 unidades, cuja participação da Rodobens no VGV é de R$101 milhões, o que corresponde a um crescimento de 129% em relação ao 1T10.
Conclusão de Obra – VGV Rodobens (R$ milhões) Conclusão de Obra – Unidades
Obras Concluídas 1T11 ( VGV em R$ milhões)
Nome do Empreendimento VGV Total % RNI VGV RNI Tipo
Número de Unidades
Vila das Torres Mirage - Nova Lima/MG 25 33% 8 Apto 36
Green Fields - S. J. do Rio Preto/SP (2a. Fase) 21 100% 21 Apto 56
Terra Nova São José dos Campos/SP (3a. Fase) 6 100% 6 Casa 70
Terra Nova Parque da Liberdade 3 - S. J. Rio Preto/SP (2a. Fase) 12 50% 6 Casa 136
Terra Nova Araçatuba/SP (1a. Fase) 11 100% 11 Casa 120
Moradas Cascavel/PR (1a. Fase) 5 100% 5 Casa 86
Moradas Parque da Liberdade 4 - São José do Rio Preto/SP (2a. Fase) 7 50% 4 Casa 120
Moradas Ponta Grossa/PR (2a. Fase) 8 100% 8 Casa 126
Terra Nova Parque da Liberdade 3 - S. J. Rio Preto/SP (3a. Fase) 2 50% 1 Casa 24
Moradas Pelotas/RS (1a. Fase) 8 50% 4 Casa 128
Moradas Pelotas/RS (2a. Fase) 8 50% 4 Casa 128
Terra Nova Uberaba/MG (3a. Fase) 3 100% 3 Casa 44
Terra Nova Uberaba/MG (4a. Fase) 3 100% 3 Casa 40
Terra Nova Cascavel 2/PR (4a. Fase) 18 100% 18 Casa 156
Desempenho Operacional 1T11
Banco de Terrenos
A companhia segue com o objetivo de prospecção, negociação e aquisição de terrenos que sejam adequados para empreendimentos horizontais de segmento econômico (Terra Nova e Moradas) em vários estados do Brasil, conforme plano de expansão nacional da companhia.
Em 31 de março de 2011, o estoque total de terrenos - adquiridos ou sob opção de compra - representavam um VGV potencial total estimado em R$5,6 bilhões, sendo VGV Rodobens de R$4,8 bilhões e potencial construtivo de aproximadamente 64,2 mil unidades residenciais.
Do VGV Rodobens potencial estimado, cerca de 91% é proveniente dos terrenos
adquiridos/comprados e os 9% restantes representados por opções de compra. O nosso processo padrão de compra de terrenos para projetos horizontais Terra Nova e Moradas requer a prévia aprovação de um projeto-piloto pelas prefeituras enquanto o respectivo terreno se encontra opcionado.
Em termos de diversificação geográfica, os terrenos estão distribuídos por 44 municípios de 12 estados. Nenhuma cidade representa mais do que 11% do VGV potencial de futuros lançamentos e 90,5% do VGV se encontra em municípios não-capitais.
Acreditamos que as aprovações e pré-aprovações de projetos já obtidas a nível municipal (prefeituras) para vários de nossos terrenos representa substancial riqueza para os acionistas ainda não capturada em nossas demonstrações financeiras. Particularmente valiosas são as aprovações já obtidas para empreendimentos horizontais multi-fases já lançados cujos terrenos estão registrados no balanço ao seu custo histórico de aquisição.
Composição do banco de terrenos por estado
UF Cid. Adquirido Opcionado Total %Total Adquirido Opcionado Total %Total
BA 1 296.138 - 296.138 6% 3.893 - 3.893 6% CE 1 113.838 - 113.838 2% 2.610 - 2.610 4% GO 3 404.452 - 404.452 8% 5.381 - 5.381 8% MG 8 524.184 90.000 614.184 13% 5.904 1.200 7.104 11% MS 1 90.720 - 90.720 2% 1.344 - 1.344 2% MT 2 200.519 - 200.519 4% 2.006 - 2.006 3% PA 1 - 132.954 132.954 3% - 1.088 1.088 2% PR 5 230.462 - 230.462 5% 3.374 - 3.374 5% RJ 2 97.708 - 97.708 2% 1.676 - 1.676 3% RS 5 377.554 - 377.554 8% 8.182 - 8.182 13% SP 11 1.292.106 198.701 1.490.807 31% 15.771 2.652 18.423 29% SC 4 711.976 - 711.976 15% 9.083 - 9.083 14% 44 4.339.658 421.655 4.761.312 100% 59.224 4.940 64.164 100%
¹ Número total de unidades independente da participação de parceiros e de unidades dadas em permuta ao proprietário do terreno.
VGV RNI (em R$ mil) Unidades¹
Banco de terrenos e unidades aprovadas (unid. mil)
59,3 54,4 62,9
50,8 50,8 19,9
14,2 15,1 11,8 13,4
1T10 2T10 3T10 4T10 1T11
Unid. Potenciais Unid. Aprovadas
79,2
64,2 62,6
78,0 68,6
Desempenho Operacional 1T11
Repasse / Desligamento de Pessoa Física / Venda de Carteira
Totalizamos no 1T11 R$145 milhões de repasse/desligamento de pessoa física/venda de carteira, o que representa crescimento de 10% sobre 1T10, sendo R$116 milhões somente parte Rodobens (32% de crescimento vs. 1T10).
Apresentamos abaixo os últimos cinco trimestres com quebra por bancos do total repassado (parceiros e parte Rodobens), como também informações somente da parte Rodobens.
Concluída toda reformulação da estrutura organizacional da Companhia, e analisando a inconstância do volume de unidades repassadas mês a mês, decidimos reforçar o time de repasse, e estamos buscando no mercado um profissional com larga experiência nesta atividade e que domine todo o processo de repasse/desligamento pessoa física. O processo de recrutamento e seleção está em fase adiantada e esperamos dentro do corrente mês ter este assunto resolvido.
Importante destacar que esta estratégia foi exitosa na área de pessoa jurídica, quando trouxemos em fevereiro um ex-funcionário CEF com experiência em financiamento a produção, para liderar a equipe de funding. O efeito desta contratação pode ser mensurado não só no saldo devedor de financiamento a construção, que vinha estabilizado na casa de R$ 290 milhões nos últimos 4 trimestres e atingiu R$ 339 milhões no corrente trimestre, demonstrando que efetivamente houve uma maior liberação de recursos para a produção, como também na melhoria de processo interno evitando re-trabalho.
Financiamento a clientes (R$ milhões) - Total
132
212
145
Financiamento a clientes (R$ milhões) – Parte Rodobens
116 151 88 194 156 138 184
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Demonstração de Resultado
Resultado trimestral (1T11 vs. 1T10) comentado
A Receita Líquida no 1T11 atingiu R$208milhões, um aumento de 78,8% sobre o 1T10. Este aumento foi decorrente da apropriação de receita, pelo método contábil de percentual de conclusão, de um número significativamente maior de empreendimentos em andamento e com maior percentual vendido das respectivas unidades, como também pela venda de 276 unidades concluídas que estavam em estoque.
A Margem Bruta do trimestre foi de 30,34% da receita líquida, um decréscimo de 1,9 p.p. vs. 1T10. O lucro bruto no 1T11 foi R$63milhões, com aumento de 68,5% sobre o 1T10. A margem bruta no patamar apresentado no corrente trimestre reflete o que a Companhia almeja nas análises de viabilidade dos empreendimentos em lançamento, que atualmente variam entre 29% e 31%, dependendo do produto e região. No quadro abaixo, mostramos os juros de SFH na composição de custos do CPV, referente às obras em andamento.
Cabe informar que a variação monetária do INCC acumulado no 1T11 foi de 1,44%, representando R$16 milhões na receita líquida.
A conta de Outras Receitas Operacionais contempla o ganho com a alienação da CHUR, com uma contribuição de R$64MM 1T11 (R$ mil) Custo de Imóveis (136.298) Custo Financeiro (8.664) Total (144.962) Abertura do Custo (CPV) Consolidado, em R$ mil 1T11 4T10 1T11 vs. 4T10 1T10 1T11 vs. 1T10 Receita Líquida 208.097 221.528 -6% 116.359 79% Margem Bruta 30,3% 28,9% 1,4 p.p. 32,2% -1,9 p.p. Despesas Comerciais (10.596) (15.568) -32% (6.976) 52% -5,1% -7,0% 1,9 p.p. -6,0% 0,9 p.p.
Despesas Gerais & Administrativas (19.177) (20.806) -8% (19.349) -1%
-9,2% -9,4% 0,2 p.p. -16,6% 7,4 p.p.
Outras Receitas Operacionais 65.707 244 26829% 1.954 3263%
31,6% 0,1% 31,5 p.p. 1,7% 29,9 p.p. Equivalência Patrimonial 1.481 4.741 -69% 555 167% EBITDA (1) 45.383 40.542 12% 18.498 145% Margem EBITDA 21,8% 18,3% 3,5 p.p. 15,9% 5,9 p.p. Resultado Financeiro (17.178) 2.375 -823% (4.878) 252% Imposto de Renda e CSLL (15.788) (8.017) 97% (4.602) 243% Participação Minoritários - 2 (2) Lucro Líquido 66.896 26.108 156% 4.129 1520% Margem Líquida 32,1% 11,8% 20,4 p.p. 3,5% 28,6 p.p.
Lucro por Ação (em R$) 1,38 0,54 0,09
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Resultado comentado (cont.)
As principais variações nos outros componentes de despesas operacionais foram:
(i) Despesas Comerciais e Com Vendas: reduziram quando comparado à receita líquida de 6,0%
(1T10) para 5,1% (1T11);
(ii) Despesas Gerais e Administrativas: mantiveram-se estáveis em R$19 milhões (1T11 vs.
1T10), porém reduziram significativamente quando comparado à receita líquida, passando de 16,6% (1T10) para 9,2% (1T11). Importante mostrar que do valor apresentado de G&A, R$2milhões representavam participação de funcionários no 1T11, enquanto que em 1T10 a participação de funcionários foi de R$752mil.
Comparando com o trimestre imediatamente anterior, vide quadro abaixo contendo as principais variações nas contas de G&A:
O EBITDA resultou em R$45milhões no 1T11 (já excluídos os impactos da alienação da CHUR), com margem de 21,8% da receita líquida. A recuperação de margem EBITDA está diretamente relacionada com os mesmos fatores que beneficiaram a margem bruta.
O Resultado Financeiro líquido no 1T11 foi negativo em R$ 17 milhões, devido ao patamar do endividamento bancário da Companhia (cerca de R$ 70 milhões do mutuo com controlador foi contraído em dezembro de 2010), como também de despesas não recorrentes (fees das operações financeiras liquidadas no trimestre). Cabe lembrar que a amortização do mútuo com o acionista controlador ocorreu somente no final do período, passando todo o trimestre com o saldo nos níveis apresentado no final do 4T10. 1T11/4T10 1T11 4T10 Variação (6.548) (7.216) 668 (9.660) (9.623) (37) (2.091) (2.092) 1 Hon.Administração (231) (209) (22) (647) (1.665) 1.018 (19.177) (20.806) 1.629
* Despesas com IPTU/Serviços Profissionais/Depreciação e Amortização/Despesas com Locomoção
COMPARATIVO G.A. (em R$ mil)
Funcionamento* Pessoal
DESPESAS
TOTAL GERAL G.A.
PPR
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Resultado comentado (cont.)
Abaixo apresentamos abertura do Resultado Financeiro e em seguida a composição das despesas financeiras, comparativamente ao 4T10, com detalhamento dos saldos devedores que compõem cada operação de crédito.
Adicionalmente colocamos neste trimestre a composição do que esperamos de despesas financeiras para o 2T11. Em seguida, apresentamos uma estimativa do resultado financeiro do 2T11. Isto devido ao impacto que tivemos no 1T11 dos custos de estruturação das operações contratadas durante o primeiro trimestre de 2011.
Resultado Financeiro (em R$ mil)
1T11
Rendimentos de Aplicações Financeiras - Debênture
225
Juros Recebidos de Clientes
1.777
Rendimentos de Aplicações Financeiras
748
Despesa Financeira sobre contrato de mútuo
(4.020)
IOF - Imposto sobre operações financeiras
(5.822)
Juros Capital de Giro
(3.218)
Juros APR
(2.933)
Juros sobre Financiamento à Construção
(2.183)
Juros Leasing/ Empr. Ligadas
(679)
Deságio
(1.703)
Outros
630
Total
(17.178)
Saldo Juros Saldo Juros Saldo Juros Capital de Giro 185.810 3.092 52.631 4.852 44.008 1.566 Notas promissórias - 4.600 - - - -1ª Emissão - 2.680 - - - -2ª Emissão - 1.919 - - - -959.742 19.789 1.159.762 26.346 1.119.227 21.667 Leasing 15.650 - 14.849 159 13.956 150 CCB Imobiliária - - 98.252 - 102.872 2.872 Ações Preferenciais Resgatáveis 100.535 535 103.361 2.933 100.537 3.040 4131 - - 24.418 125 26.340 726 Debentures 299.661 6.979 455.675 7.023 467.475 12.290 Plano Empresário 296.848 433 338.616 435 350.000 440 Mutuos (Operacionais) 77.895 6.748 61.336 1.662 58.000 320 Mutuo (controlador) 169.105 3.174 63.207 4.768 - 600 Outros 48 1.920 47 1.715 47 715 IOF e Desagio - - - 7.525 - 514 TOTAL 1.145.551 27.480 1.212.393 31.198 1.163.235 23.233 2T11 Previsão 1T11Abertura das Despesas Financeiras (em R$ mil) 4T10
Resultado Financeiro - Previsão 2T11
Receitas
14.085
Despesas
(23.233)
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Resultado comentado (cont.)
O Lucro Líquido O lucro líquido do 1T11 foi R$67milhões, representando 32,1% da receita líquida, impactado excepcionalmente pela alienação da CHUR.
No 1T11 mantivemos a margem do Resultado do Exercício Futuro de 35% apresentado no trimestre anterior. O resultado passou de R$250 milhões para R$ 260 milhões, e o volume de receita a apropriar foi para R$733 milhões. Os valores apresentados na conta de REF ainda não sofreram tributação de PIS/Cofins, como também são brutos dos juros do CPV. Abaixo gráfico histórico dos últimos 5 trimestres.
Práticas contábeis selecionadas
A seguir informamos sobre práticas contábeis nossas que diferem das práticas de algumas outras incorporadoras brasileiras listadas em bolsa e as quais influenciam na análise comparativa de resultados:
• As receitas, os custos, e as despesas de empreendimentos (SPEs) nos quais participamos com
parceiros são refletidas em nossas demonstrações financeiras consolidadas somente proporcionalmente à nossa participação. Desta forma, nosso resultado de participações minoritárias é desprezível.
• Receita financeira de juros nos contratos com clientes após a entrega das chaves: são
contabilizadas no resultado financeiro, e não na receita dos empreendimentos.
Resultado do exercício futuro (R$ milhões)
231
264 262 250 260
35% 35%
34% 35% 35%
1T10 2T10 3T10 4T10 1T11
Custo Resultado a apropriar Margem REF
650 719 733
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Balanço Patrimonial Consolidado: principais itens
Créditos perante Clientes (Recebível)
Nosso saldo de Créditos Perante Clientes registrados no balanço ao final do primeiro trimestre somava R$1.041 milhões, com 4,4% de crescimento se comparado a 4T10 (R$997 milhões). Deste montante, R$696 milhões são recebíveis de obras concluídas, que denominamos recebíveis performados. Vide abaixo movimentação trimestral dos recebíveis performados:
A seguir detalhamos a composição e status do contas a receber performado classificado por fase e ordem de monetização:
Posição de Caixa
A posição de caixa foi reforçada no final do trimestre, em função da operação de CCB Imobiliária com o ItaúBBA de R$100 milhões.
Terminamos o trimestre com R$ 245 milhões em caixa livre e mais R$ 268 milhões em caixa vinculado às debêntures do FGTS. Totalizamos assim, R$ 514 milhões.
Detalhamento da Carteira PERFORMADA
(em R$ MM) Total %
Clientes quitados aguardando baixa 5.41 0.8%
Clientes repassados (em registro no Cartório) aguardando crédito 66.56 9.6% Clientes repassados (em registro no Cartório) aguardando liberação do FGTS 5.94 0.9% Clientes em Carteira Própria (Companhia financiando cliente) 58.21 8.4% Clientes pró-soluto com confissão de dívida 2.51 0.4% Clientes em Repasse/Análise nos Bancos (Banrisul, CEF, Itaú, Santander, Outros) 265.83 38.2% Clientes de obra recém concluída, aguardando instituição de condomínio 179.46 25.8% Clientes de obra recém concluída, aguardando regularização CND e habite-se 44.74 6.4% Clientes em discussão jurídica com garantia Alienação Fiduciária 24.52 3.5% Clientes com potencial distrato (futura conversão em estoque) 40.89 5.9%
Outros 2.00 0.3%
Total carteira de recebíveis performados 696.06 100%
4T10 (início do período) 567,19
(+) Performados no período 182,16
(-) Recebimentos no período 5,60 (-) Repasse / Desligamento de Performados no período 94,54 (+) Variação monetária - correção índice no perído 5,30 (+) Vendas de estoque no período 71,70 (-) Vendas distratadas no período 30,15
Saldo em 31 de março de 2011 696,06
Movimentação dos Recebíveis Performados
Ativos Passivo PL Outros 430 Patrimônio Líquido 744 Mútuo 63 Capital de Giro + CCB 175 Leasing 15 Debêntures 456 Bancos SFH 339 Terreno 122 Outros 314 Estoque 335 Recebível não performado 345 Recebível performado 696 Caixa Compromissado 268 Caixa Livre 245 APR 103
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Créditos perante Clientes (cont.)
Os créditos ainda não registrados no balanço, cuja receita ainda não foi reconhecida na demonstração de resultado pelo método de percentual de conclusão (PoC), somavam R$733 milhões, com crescimento de 2% sobre 4T10. Somando-se os montantes realizados (registrados) aos não-realizados (REF), o total de créditos somava R$1.774 milhões ao final do primeiro trimestre de 2011, um crescimento de 3,4% sobre 4T10.
A inadimplência permaneceu em níveis aceitáveis, registrando 2,41% no 1T11 ante 2,02% no 4T10.
Imóveis a Comercializar (Estoques)
Analisando o estoque de unidades concluídas chegamos a 2% do total de VGV a ser comercializado (vs. 3,4% no 4T10).
Abaixo reportamos uma estimativa do valor de vendas (VGV) potencial dos imóveis concluídos e em construção (estoque a mercado) que aparecem registrados em nosso balanço ao seu custo histórico:
A Companhia mantém os esforços para redução do estoque, e para isto conta com parcerias de bancos privados. Os novos limites do valor de imóvel para enquadramento no Minha Casa Minha Vida, favorece o enquadramento de grande parte de nossas unidades prontas elegíveis ao programa. Cabe lembrar que não houve o reajuste nas faixas salariais do programa, fato que passaria a enquadrar também o público alvo para a unidade maior do Terra Nova (casa de 67m2).
Crédito Perante Clientes
(em R$ mil) 1T11 % 1T10 % 1T11 vs. 1T10 4T10 % 1T11 vs. 4T10 Ativo Circulante Montantes Realizados 983.658 55% 626.753 45% 57% 938.361 55% 5%
Montantes Não Realizados 725.352 41% 598.976 43% 21% 707.130 41% 3%
Total Circulante 1.709.010 96% 1.225.729 88% 39% 1.645.491 96% 4%
Não Circulante
Montantes Realizados 57.492 3% 113.675 8% -49% 58.700 3% -2%
Montantes Não Realizados 8.034 0% 51.498 4% -84% 11.906 1% -33%
Total Não Circulante 65.526 4% 165.173 12% -60% 70.606 4% -7%
TOTAL 1.774.536 100% 1.390.902 100% 28% 1.716.097 100% 3%
Estoque a custo (em R$ mil) 1T11 % 1T10 % 1T11 vs.
1T10 4T10 %
1T11 vs. 4T10
Unidades Concluídas 9.589 2% 7.448 2% 29% 12.127 3% -21%
Imóveis em Construção 325.238 71% 285.272 68% 14% 348.257 72% -7%
TOTAL (Construídas/Em construção) 334.827 292.720 360.384
Terrenos para incorporação 121.856 27% 127.527 30% -4% 121.357 25% 0%
TOTAL (com terrenos) 456.683 100% 420.247 100% 9% 481.741 100% -5%
Estoque a Mercado (em R$ mil) 1T11 % 4T10 % 1T11 vs. 4T10 Unidades Concluídas 16.717 2% 20.860 3% -20%
Imóveis em Construção 687.952 98% 810.477 97% -15%
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Empréstimos e financiamentos: Bancos
Apresentamos abaixo um quadro resumo com o endividamento total da Companhia, classificados por mercado financeiro, debêntures FGTS, e o mútuo com o acionista controlador.
A redução do indicador Dívida Líquida por Patrimônio Líquido ocorreu devido à alienação da CHUR, cujos recursos foram integralmente utilizados para redução do mútuo com o acionista controlador. Devido às operações detalhadas neste relatório, no item Eventos Subsequentes, realizamos no 2T11 a amortização integral do mútuo com o acionista controlador e esperamos ao final do trimestre chegar a um patamar de 65% de Dívida Líquida / Patrimônio Líquido.
Mercado Financeiro
1T11
4T10
1T10
Leasing
14.849
15.650
16.188
Crédito Imobiliário
338.616
296.848
293.824
Notas promissórias
-
-
102.476
Capital de Giro
75.096
185.856
57.097
CCB
100.252
-
-Debentures Bradesco
149.087
-
-APR
103.362
100.535
-Total
781.262
598.889
469.585
Caixa Livre
245.189
94.997
73.021
Dívida Líquida Bancos
536.073
503.892
396.564
Debentures FGTS
1T11
4T10
1T10
Debêntures
306.589
299.661
-Caixa Debêntures
268.477
282.628
-Dívida Líquida Debêntures
38.112
17.033
-Outros
1T11
4T10
1T10
Mútuo com Controlador
63.207
169.105
76.641
Dívida Líquida
637.391
690.030
473.205
PL
744.411
677.508
626.998
DL/PL
85,6%
101,8%
75,5%
Ativos
Recebíveis Performados
696.062
567.192
456.453
Recebíveis Total
1.041.150
997.061
740.428
Estoque
334.827
360.384
317.265
Terrenos
121.856
121.357
102.982
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Empréstimos e financiamentos: Bancos (cont.)
Nosso saldo devedor bancário constitui-se de seis modalidades de linhas de crédito conforme abaixo:
(i) Financiamentos à construção em moeda nacional no âmbito do SFH – Sistema Financeiro da
Habitação, com juros pré-fixados que variam de 9% a 12% ao ano, mais TR, cujo saldo devedor cresceu 15,3%, comparando com 1T10.
O gráfico abaixo apresenta a evolução do saldo devedor trimestral perante o SFH e a sua taxa de juros média ponderada pela participação do saldo devedor de cada empreendimento na composição do total, e também as liberações futuras correspondentes ao período:
(ii) Leasing referente a dois contratos para aquisição de 47 e 2 conjuntos de formas de alumínio,
cujo saldo devedor reduziu em 5%, comparado a 4T10, mantendo-se na ordem de R$15 milhões em 1T11. O valor do primeiro contrato foi de R$19 milhões à taxa de juros de 17,25% ao ano, pelo prazo de 60 meses iniciado em fevereiro de 2009, e o segundo contrato foi de R$2 milhões pelo prazo de 36 meses à taxa de juros de 14,73% ao ano iniciado em novembro de 2010.
(iii) Capital de Giro, utilizado no fluxo de caixa da Companhia, cujo saldo devedor reduziu 59,6%,
comparado ao trimestre anterior, totalizando R$75 milhões no 1T11, com taxas variando de CDI + 1,03% a.a. à 1,45%a.a., com vencimentos até julho/13.
(iv) Debêntures, simples não conversíveis em ações, em duas emissões, com saldo devedor total
das debêntures no 1T11 totalizando R$456 milhões, 52,1% superior ao 4T10:
a. FGTS: emitida em Junho de 2010, totalizando R$300 milhões, a serem utilizados em SPEs
elegíveis conforme critérios do FGTS, taxa de juros a ser aplicada é TR + 8,3% a.a. taxa mínima e 10,3% a.a. taxa máxima, com carência de 36 meses e pagamento em 5 parcelas semestrais, vencendo a primeira em 01 de Junho de 2013 e a última em 01 de Junho de 2015;
b. Banco Bradesco: no valor de R$150 milhões, liquidada em março de 2011, com
re-pagamento em 30 de março de 2013 e o segundo em 30 de março de 2014, juros equivalentes a CDI + 1,85% a.a. Os recursos foram utilizados para pagamento de linhas de Capital de Giro e consequentemente melhorar o perfil do nosso endividamento.
Saldo devedor SFH (R$ milhões), Futuras Liberações (R$ milhões) e Taxa juros média ponderada (% a.a.+TR)
Desempenho Econômico-Financeiro 1T11
Empréstimos e financiamentos: Bancos (cont.)
(v) Ações Preferenciais Resgatáveis emitidas em 15 de dezembro de 2010 pela Companhia de
Participações Imobiliárias, controlada integral da Rodobens Negócios Imobiliários S.A., pelo preço de emissão de R$ 1,00 por cada Ação Preferencial Resgatável, sendo resgatáveis por este mesmo valor em 13 de dezembro de 2013. O valor total da emissão das Ações Preferenciais Resgatáveis foi de R$ 100 milhões, destinados integralmente na implementação e desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. As ações preferenciais resgatáveis têm direito a voto restrito e fazem jus a Dividendos Fixos Cumulativos a serem pagos semestralmente com o valor em reais equivalente a CDI + 1,1% a.a. sobre o valor da emissão.
(vi) Cédula de Crédito Bancário (CCB Imobiliária), emitida em 25 de março de 2011, junto ao
Banco Itaú BBA, no valor total de R$100 milhões, sujeitas a juros indexados pela TR +10,78%a.a., com prazo de 4 anos e re-pagamento que ocorrerá em 28 de março de 2014 e 30 de março de 2015 enquanto o pagamento do juros será semestral, iniciando em 27 de setembro de 2011 com término em 27 de março de 2015.
Empréstimos e financiamentos: Mútuo com acionista controlador
Apresentamos no 1T11 um saldo devedor de R$63 milhões com o acionista controlador GV Holding e outras empresas do Grupo Rodobens controladas pela GV Holding, que representa uma redução de 63% vs. o trimestre imediatamente anterior. Tal amortização foi realizada com recursos da venda da CHUR no final de março.
Posteriormente ao encerramento do primeiro trimestre, devido a concretização de operações descritas a seguir como evento subseqüente, o saldo do mútuo com o acionista controlador foi integralmente liquidado.
Os recursos vinham sendo remunerados a uma taxa de 0,5%a.a. mais variação do CDI, sem garantia, e com vencimento em Junho/2011 e possibilidade de amortização total ou parcial a qualquer momento sem penalidade financeira.
Eventos Subsequentes
Alienação de participação em Sociedades de Propósito Específico (SPEs)
Aprovamos em reunião de Conselho de Administração de 02 de maio, a implementação de uma ou mais operações de alienação a terceiros, em caráter definitivo, de participação detida pela Companhia em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) com fins exclusivamente imobiliários.
As SPEs possuem como ativos preponderantes unidades em estoque e contas a receber, na proporção aproximada de 20% e 80% respectivamente, cujos empreendimentos imobiliários encontram-se concluídos.
O valor total da transação pode atingir um montante máximo de R$ 300 milhões, que foi dividido em tranches de menor valor. Destes, a Companhia já concluiu com a RB Capital uma transação de R$ 100 milhões, cuja liquidação ocorreu 55% na assinatura (03/maio) e os restantes 45% ocorrerá em 45 dias. Os recursos liquidados foram utilizados para amortização integral do saldo devedor do mútuo com o acionista controlador, que já vinha sendo parcialmente amortizado desde o início do corrente trimestre.
Temos outra tranche em final de diligência com outro grupo de investidores, com conclusão prevista para o final do mês de Maio de 2011, em montante aproximado de R$ 90 milhões.
As operações visam a monetização de ativos correntes e operacionais e a utilização dos recursos para redução de endividamento e capitalização da Companhia, conforme vimos anunciando ao mercado desde o final do ano passado.
Cabe destacar que a Companhia continua no gerenciamento das SPEs e é a responsável pela comercialização do estoque e do repasse dos recebíveis, conforme acordo de compra e venda.
Sendo assim, após a concretização das operações supracitadas, a Companhia prevê o seguinte nível de endividamento para o próximo trimestre:
Programa de aquisição de ações de emissão da Companhia
Aprovamos na mesma RCA de 02 de maio, programa de recompra de ações para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, com o objetivo de maximização de valor para os acionistas, tendo em vista o valor de cotação das ações da Companhia na Bolsa BM&FBOVESPA. A quantidade de ações a serem adquiridas é de até 2.261.985 (dois milhões, duzentas e sessenta e uma mil, novecentas e oitenta e cinco) ações ordinárias nominativas, com prazo para a realização das aquisições a partir de 15 de maio de 2011 até 15 de novembro de 2011.
Previsão Endividamento
2T11
Mercado Financeiro
(781.262)
Debentures FGTS
(306.589)
Caixa
605.189
Divida Liquida
(482.661)
Divida Liquida /PL
65%
Balanço Patrimonial Consolidado
BALANÇO PATRIMONIAL 31/3/2011 31/3/2010 31/12/2010
(Em R$ mil) ATIVO CIRCULANTE
Caixa e bancos 245.189 60.600 305% 94.997 158% Aplicações financeiras 176.610 12.421 n.a. 152.764 16% Créditos perante clientes 983.658 626.753 57% 938.361 5% Imóveis a comercializar 370.185 317.265 17% 398.964 -7% Ativos mantidos para venda - - n.a. 24.014 n.a. Créditos com terceiros 113.719 63.111 80% 104.367 9% Despesas a repassar a SPEs 1.555 1.212 28% 1.296 20% Despesas comerciais a apropriar 1.108 5.018 -78% 1.613 -31% Despesas antecipadas 3.414 2.741 25% 3.040 12% Clientes co-obrigação 22.241 16.599 n.a. 23.782 -6% Outros créditos 8.746 2.529 246% 8.999 -3%
Total do ativo circulante 1.926.425 1.108.249 74% 1.752.197 10%
NÃO CIRCULANTE
Aplicações financeiras 91.867 - n.a. 129.864 n.a. Créditos perante clientes 57.492 113.675 -49% 58.700 -2% Créditos com pessoas ligadas 85.020 67.630 26% 97.859 -13% Depósitos judiciais 1.391 481 189% 1.330 5% Dividendos a receber 27.500 - n.a. - n.a. Imóveis a comercializar 86.498 102.982 -16% 82.777 4% Investimentos em Controladas e Controladas em Conjunto - 24.179 -100% - n.a. Imobilizado 40.527 31.983 27% 39.873 2% Intangível 8.535 9.553 -11% 8.824 -3%
Total do ativo não circulante 398.830 350.483 14% 419.227 -5%
2.325.255 1.458.732 59% 2.171.424 7% TOTAL DO ATIVO 31/3/2011 vs. 31/12/2010 31/3/2011 vs. 31/3/2010
Balanço Patrimonial Consolidado
BALANÇO PATRIMONIAL 31/3/2011 31/3/2010 31/12/2010
(Em R$ mil)
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE
Fornecedores 60.919 28.584 113% 50.670 20% Financiamentos para construção 243.411 212.690 14% 233.802 4% Leasing 4.562 3.322 37% 4.160 10% Empréstimos e financiamentos 45.151 130.890 -66% 153.205 -71% Ações preferenciais resgatáveis 3.362 - n.a. 535 n.a. Debenture 2.585 - n.a. 2.508 3% Obrigações sociais e tributárias 33.860 15.534 118% 19.209 76% Recursos de parceiros 36.004 18.381 96% 35.909 0% Contas a pagar por aquisição de imóveis 66.073 47.284 40% 82.771 -20% Impostos diferidos 71.421 47.975 49% 70.068 2% Provisão para garantia 9.264 3.919 136% 7.356 26% Clientes co-obrigação 22.241 18.447 n.a 23.782 -6% Partes relacionadas 124.543 111.567 12% 247.000 -50% Provisão para perdas em controladas 2.811 389 n.a. 2.126 32% Provisão para distribuição de participação nos resultados
(funcionários, diretores estatutários e não estatutários) 2.025 884 129% 3.838 -47% Lucros a distribuir 17.017 6.545 160% 17.020 n.a. Outras contas a pagar 23.372 18.518 26% 12.482 87% Passivos diretamente associados a ativos mantidos para venda - - n.a. 2.053 n.a.
Total do passivo circulante 768.621 664.929 16% 968.494 -21%
NÃO CIRCULANTE
Impostos diferidos 3.729 8.110 -54% 3.820 -2% Financiamentos para construção 95.205 81.134 17% 63.046 51% Leasing 10.287 12.866 -20% 11.490 -10% Empréstimos e financiamentos 130.196 28.683 354% 32.651 299% Ações preferenciais resgatáveis 100.000 - n.a. 100.000 n.a. Debenture 453.091 - n.a. 297.153 n.a. Provisão para contingências 3.985 138 2788% 1.190 235% Contas a pagar por aquisição de imóveis 15.730 35.874 -56% 16.072 -2%
Total do passivo não circulante 812.223 166.805 387% 525.422 55%
Participações minoritárias 14 4 250% 7 100%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 512.438 512.438 n.a. 512.438 n.a. Reserva legal 11.245 7.662 47% 11.245 0% Retenção de lucros 151.258 95.837 58% 148.886 2% Reserva de Capital 2.560 6.928 -63% 4.932 -48% Lucros acumulados 66.896 4.129 n.a. - n.a.
Total do patrimônio líquido 744.397 626.994 19% 677.501 10%
2.325.255 1.458.732 59% 2.171.424 7% 31/12/2009 31/12/2010 vs. 30/9/2010
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
31/12/2010 vs.