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Ano 4 DELEG Congresso Nacional

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Academic year: 2021

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Congresso Nacional

Tributários e Econômicos ... 2

Criação do Regime Aduaneiro Especial de Exportação pelo Varejo Nacional - PL 4981/2013 ... 2

Dedução da base de cálculo do IR das doações para desenvolvimento científico e tecnológico – PL 5049/2013 ... 3

Substituição tributária relativa a mercadorias em estoque – PLS-C 3/2013 ... 4

Legislação Trabalhista ... 5

Cumulação dos adicionais de periculosidade e insalubridade - PL 4983/2013 ... 5

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www.fiescnet.com.br Ano 4 – DELEG 05 – 11.06.2013

Congresso Nacional

Tributários e Econômicos

Criação do Regime Aduaneiro Especial de Exportação pelo Varejo Nacional -

PL 4981/2013

Projeto do deputado Jerônimo Goergen (PP/RS) institui o Regime Aduaneiro Especial de Exportação pelo Varejo Nacional (EVN), para oferecer ao turista estrangeiro o ressarcimento dos tributos federais incidentes sobre os produtos aqui adquiridos e levados para o seu país de origem.

O beneficiário do EVN é a pessoa física não residente no país, qualificada como turista estrangeiro que adquira produtos constantes no regime, em nome próprio e como consumidor final, em estabelecimentos comerciais do varejo nacional que estejam autorizados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil a funcionarem como Varejistas Exportadores do EVN.

O ressarcimento de tributos federais ocorrerá sobre o IPI, PIS/Pasep e Cofins equivalente aos estabelecidos pela Constituição Federal para as operações de exportação para o exterior, inclusive quanto à devolução dos créditos de tributos referentes aos insumos utilizados no produto vendido.

Comentário

O projeto tem a finalidade de propor a implementação, no Brasil, do sistema conhecido como Tax-Free, que significa estornar o imposto pago nas compras realizadas por pessoas físicas residentes e domiciliadas no exterior.

Essa prática existe em países da Europa, nos Estados Unidos, África do Sul, México e, inclusive, na Argentina, principal destino de brasileiros, onde a taxa devolvida é o IVA – Imposto sobre Valor Agregado.

A devolução tem por base o fato de que o imposto recolhido pelo governo é dirigido aos benefícios do cidadão residente no país, o que não seria desfrutado pelo turista que está apenas de passagem.

A implentação do regime no Brasil pode contribuir para melhorar a competitividade de nossos produtos e, por consequência, intensificar o volume de compras por turistas estrangeiros, além de colocar o País ao lado de grandes centros comerciais.

Cabe ponderar, contudo, que a referida devolução do imposto configura renúncia de receita, a qual deverá estar acompanhada, segundo exige a Lei de Responsabilidade Fiscal, de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar

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Tramitação

O projeto foi apensado ao PL 3957/2012, do deputado Onofre Agostini (PSD/SC), de teor semelhante. A matéria será apreciada pelas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Na CFT, aguarda parecer do relator, deputado Júlio Cesar (PSD/PI).

Dedução da base de cálculo do IR das doações para desenvolvimento

científico e tecnológico – PL 5049/2013

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG) propõe a dedução no Imposto de Renda (IR), devido por pessoas físicas ou jurídicas, das doações para o desenvolvimento científico e tecnológico, realizadas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) ou a projetos científicos ou tecnológicos desenvolvidos por fundações, universidades, instituições de ensino ou de pesquisas científicas ou tecnológicas, públicas ou privadas, aprovados pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inobvação (MCTI).

A aprovação dos projetos pelo MCTI fica condicionada à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica interessada em relação aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB). A existência de pendências ou irregularidades na execução de projetos junto ao MCTI suspenderá a análise ou concessão de novos incentivos, até a efetiva regularização.

O valor máximo das deduções será fixado anualmente pelo Presidente da República, com base em um percentual da renda tributável das pessoas físicas e do imposto devido por pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real.

Se, no ano-base, o montante das doações for superior ao permitido, é facultado ao contribuinte deferir o excedente para até os 5 anos seguintes, sempre obedecido o limite previsto.

As infrações ou o descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos incentivos (dedução ou doação) e a utilização indevida dos incentivos fiscais, sem prejuízo das sanções legais e penais cabíveis, sujeitam:

• o doador ao pagamento do valor atualizado do IR devido em relação a cada exercício financeiro, além das penalidades e demais acréscimos previstos na legislação;

• a fundação, universidade, instituição de ensino ou de pesquisa à restituição do valor atualizado do incentivo fiscal recebido, acrescido de multa de 25% e juros de mora de 1% ao mês e implicam perda do direito aos incentivos ainda não utilizados.

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Na hipótese de dolo, fraude ou simulação, será aplicada multa correspondente a duas vezes o valor da vantagem recebida indevidamente.

Comentário

A legislação federal contém algumas normas de incentivos para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro, como a Lei 8.248/1991, que dispõe sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação; a Lei 10.973/2004, que dispõe sobre Inovação Tecnológica; a Lei 11.196/2005, que ficou conhecida como “Lei do Bem”; a Lei 11.484/2007, que dispõe sobre os incentivos às indústrias de equipamentos para TV Digital e de componentes eletrônicos (Lei da Inclusão Digital).

O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para o qual o projeto destina as doações que poderão ser deduzidas no IR, foi instituído pelo Decreto-lei 719/1969 e pela Lei 8.172/1991, com a finalidade de dar apoio financeiro aos programas e projetos prioritários de desenvolvimento científico e tecnológico.

Outros incentivos também foram instituídos por meio de Medidas Provisórias, como o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (INOVAR-AUTO), originário da MP 563/2012, que foi convertida na Lei 12.715/2012.

Não obstante, permanece a necessidade de investimentos na área de inovação, para que as empresas promovam ações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, tão urgentes ao País, à sociedade e à própria organização, mediante integração e automação dos processos produtivos e administrativos da atividade.

O projeto é, portanto, meritório, ao trazer mais um instrumento de apoio ao desenvolvimento tecnológico, mediante dedução no IR de doações ao FNDCT. Há que se ressaltar, entretanto, que a exigência de o MCTI aprovar previamente os projetos de doações pode dificultar a aplicação da lei.

Tramitação

A proposta foi distribuída às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Foi designado para relatar a matéria, na CCTCI, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB/BA).

Substituição tributária relativa a mercadorias em estoque – PLS-C 3/2013

Proposta da senadora Ana Amélia (PP/RS) proíbe a aplicação da substituição tributária ou a cobrança antecipada do ICMS às mercadorias ou bens estocados no estabelecimento, bem como às mercadorias ou bens similares (produtos importados sem classificação fiscal) remetidos ao contribuinte antes do início do regime de substituição tributária.

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A substituição tributária “para a frente”, prevista na Constituição Federal, (art. 150, §7º), tem sido aplicada com abusos, pelos Estados, na cobrança do ICMS. Dentre os abusos que desvirtuam o instituto, está a exigência do pagamento antecipado do imposto sobre estoques de mercadorias existentes nas empresas antes da inclusão de mercadorias similares na sistemática da substituição tributária.

Como bem defende a autora, a Lei Kandir (Lei Complementar 87/1996), ao disciplinar a substituição tributária, não incluiu nem permitiu que se incluíssem nessa técnica de arrecadação as mercadorias adquiridas antes da vigência da lei instituidora.

Em sua justificativa, também ressalta que, com a tributação antecipada dos estoques, o substituído tributário assume a condição de substituto tributário de si próprio, o que é um contrassenso.

Válido, portanto, o projeto de vedar a substituição tributária de mercadorias já em estoque, visto que a antecipação do pagamento do imposto relativo a essas mercadorias configura aplicar a substituição tributária de forma retroativa, o que não é permitido pela legislação vigente. Além da violação à insegurança jurídica, a prática compromete o capital de giro da empresa e onera o consumidor final, a quem será repassado o valor do tributo cobrado antecipado e indevidamentede.

Tramitação

A matéria aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos. Também será examinada pelo Plenário do Senado, por se tratar de projeto de lei complementar.

Legislação Trabalhista

Cumulação dos adicionais de periculosidade e insalubridade - PL 4983/2013

Projeto do deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT) permite o recebimento cumulativo dos adicionais de periculosidade e de insalubridade.

Comentário

Segundo as disposições na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que tratam dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, o empregado deve optar por um ou outro quando sua atividade se caracterizar insalubre e também perigosa (art. 193, §2º).

Assim preferiu o legislador, para compensar o trabalhador pela atividade especial exercida, sem imputar demasiado ônus ao empregador, visto que o adicional por exercício de atividade perigosa consiste em 30% do salário do empregado, enquanto a atividade insalubre acima dos limites de tolerância assegura a percepção de adicional de 40%, 20%

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ou 10% do salário-mínimo, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo, respectivamente.

A proposta de cumular os adicionais não se justifica, porque, além de contrariar a essência da norma, sua aprovação está em desacordo com a tendência moderna de fazer prevalecer a tutela jurídica à saúde e segurança do trabalhador e não, a compensação em dinheiro por eventuais danos que a atividade pode trazer a sua saúde.

Tendência esta verificada no Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST), que cita, entre seus princípios, a precedência das ações de proteção e prevenção sobre as de reparação.

Dessa forma, o aumento da reparação financeira pela exposição do trabalhador a agentes perigosos e nocivos não tem respaldo na legislação vigente e na política adotada sobre a matéria. No mais, a regra celetista foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, que manteve a excepcionalidade na concessão do adicional e priorizou a adoção de medidas de saúde e de segurança do trabalho.

Tramitação

O projeto foi apensado ao PL 2549/1992, de origem do Senado (PLS 332/1991), que altera o cálculo do adicional de insalubridade e está pronto para ser votado no Plenário desde 1997.

Referências

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