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Ecommerce como meio de : comercialização de moda alternativa

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Academic year: 2018

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA, CONTABILIDADE E SECRETARIADO EXECUTIVO

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

KEILIANA MARANHÃO GUEDES DE FREITAS

E-COMMERCE COMO MEIO DE EMPREENDEDORISMO:

COMERCIALIZAÇÃO DE MODA ALTERNATIVA

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E-COMMERCE COMO MEIO DE EMPREENDEDORISMO:

COMERCIALIZAÇÃO DE MODA ALTERNATIVA

Monografia apresentada ao curso de Administração de Empresas do Departamento de Administração da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração de Empresas.

Orientador: Prof. Ms. Carlos Manta Pinto de Araújo.

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Agradeço primeiramente a Deus, que sempre foi meu Senhor e me deu a tão sonhada, oportunidade de estudar em uma universidade federal. Que me deu forças e iluminou meu caminho para que eu conseguisse concluir o curso com êxito, em sua infinita soberania e graça.

Aos meus pais que sempre se sacrificaram e se empenharam para que eu tivesse as melhores oportunidades de estudo que fossem possíveis, que sempre acreditaram em mim e sempre me serviram de exemplos e motivação.

A minha irmã que, involuntariamente, sempre me fez querer ser uma pessoa melhor, que é minha melhor amiga e sempre está ao meu lado em toda e qualquer situação. Ao professor Carlos Manta, que me orientou da melhor forma para que eu conseguisse concluir esse trabalho, com paciência e dedicação.

Aos meus amigos que pude conquistar na universidade e que estiveram ao meu lado, passando por cada disciplina e cada professor juntos, aprendendo e crescendo lado a lado.

Aos dedicadíssimos e empenhados professores da universidade que me serviram de exemplo e mestres em cada diferente disciplina.

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Este trabalho procura levantar as principais questões que vinculem o empreendedorismo ao comércio eletrônico, ou seja, como o comércio eletrônico pode ajudar a desenvolver a prática do empreendedorismo de forma inovadora e com menores custos. Em primeiro lugar trata de situar o leitor nos conceitos teóricos dos temas, mostrando a história e evolução do empreendedorismo no mundo e no Brasil especificamente, bem como a história e evolução da internet e por fim do e-commerce. Mostra as disparidades entre os vários tipos de e-commerce e como esses se confundem, mas se completam. Mostra, a partir de dados estatísticos, como o e-commerce se desenvolve de forma crescente no país, e no estado do Ceará, principalmente. O comércio eletrônico vem se desenvolvendo significativamente nos últimos anos no país, toda empresa hoje faz uso de um site ou página em alguma rede social para não apenas divulgar seu produto, mas para vendê-lo e se a empresa ainda não faz uso dessa ferramenta, fica alguns passos atrás na luta por reconhecimento dos clientes e consolidação no mercado. Por fim é apresentado o caso da microempresa Arte Hippie, que a partir de um hobby começou a comercializar seu artesanato através do uso da internet vendendo seu produto para todo o Brasil, além de divulgar seu trabalho. A empresa ainda está em crescimento tanto físico quanto teórico, uma vez que a proprietária ainda esta implantando na empresa os vários conceitos que tem conhecimento, assim como os que alcançou a partir da realização deste trabalho.

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This paper seeks to identify the main issues that link entrepreneurship to e-commerce, that is, as e-commerce can help develop the practice of entrepreneurship in innovative ways and with lower costs. First comes to situate the reader in theoretical concepts of the issues, showing the history and evolution of entrepreneurship in the world and specifically in Brazil, as well as the history and evolution of the Internet and finally the e-commerce. It shows the differences between the various types of e-commerce and how these are confused, but complement each other. Shows, from statistical data, such as e-commerce grows increasingly in the country and in the state of Ceará, mainly. Electronic commerce has developed significantly in recent years in the country, every company today makes use of a site or page on a social network to not only present your product, but to sell it and the company still does not make use of this tool, It is a few steps behind in the fight for recognition of customers and consolidation in the market. Finally we present the case of company Art Hippie, which makes use of the internet to present your product and sell it to Brazil. The company is still in both physical and theoretical growth, since the owner is still deploying the company the various concepts that have knowledge, as well as those achieved from this work.

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Figura 2 - Fanpage da Arte Hippie no Facebook ... 48

Figura 3 - Instagram Arte Hippie ... 48

Figura 4 - Foto de um móbile comercializado pela Arte Hippie ... 50

Figura 5 - Exemplo de uma comunicação cliente/fornecedor via WhatApp ... 50

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empreendimento (TEA e TEE): taxas - Brasil - 2002:2013 ... 29

Gráfico 2- Vendas online (bens de consumo) em bilhões de reais ... 43

Gráfico 3 - Pedidos/E-commerce ... 44

Gráfico 4 - Evolução do número de e-consumidores (em milhões) ... 44

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2. EMPREENDEDORISMO ... 15

2.1 Trajetória histórica do Empreendedorismo ... 16

2.2 Diferenças entre Administrador e Empreendedor ... 20

2.3 Perfil do Empreendedor ... 23

2.4. Empreendedorismo no Brasil ... 27

2.5 Empreendedorismo no Ceará ... 31

3. E-COMMERCE ... 33

3.1 Internet, sua criação e evolução. ... 33

3.2 Comércio Eletrônico ou e-commerce ... 37

3.3 Tipos de e-commerce ... 39

3.4 E- commerce no Brasil ... 42

4. O E-COMMERCE PRATCADO PELA ARTE HIPPIE ... 46

4.1. Metodologia de pesquisa ... 46

4.2. Identificação da empresa e suas características comerciais ... 46

4.3. Modo de operação comercial ... 49

4.4. Análise dos dados ... 51

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 53

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1. INTRODUÇÃO

O projeto a ser desenvolvido diz respeito ao estudo de caso da empresa Arte Hippie e como essa faz uso do e-commerce para se desenvolver e manter no mercado competitivo, sem ter uma loja física.

O século XXI é marcado pelo advento da globalização, pelo estreitamento dos polos terrestres via a internet e suas redes sociais. Além disso, e através disso, as pessoas são incentivadas ao consumismo, ou apenas às compras com mais facilidade, uma vez que as compras podem ser feitas de uma poltrona da casa do comprador utilizando apenas um computador.

As pessoas que fazem uso da facilidade de fazer suas compras em casa, compram desde aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos à artigos de uso pessoal, como roupas por exemplo, e essas com todas as suas variedades e estilos. Uma pessoa ao escolher uma roupa para comprar pela internet, pode imediatamente abrir uma nova página e pesquisar qual cor esta na moda, ou qual estilo esta mais evidente no momento, como o estilo alternativo.

O estilo alternativo, que por alguns é chamado de boho ou hippie, tem influência na moda hippie da década de 1970, e desde 2004 vem ganhando espaço e virando mania para muitas mulheres em todo o Brasil.

Com tamanho crescimento e aceitação das mulheres ao estilo alternativo de se vestir, algumas pessoas viram nisso uma forma de lucrar, e começaram a investir nessa área, criando lojas, marcas voltadas para tal mercado. Lojas essas físicas, mas muitas vezes lojas online, o que tem aproximado a marca da casa da cliente, como é o caso da empresa Arte Hippie, objeto de estudo desse trabalho. Essa forma de empreender, criando um site ou uma página em alguma rede social, tem se tornado muito comum no Brasil, e uma forma pioneira, no caso de alguns, de se transformar em grandes empresários.

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divulgação de produtos artesanais de inspiração hippie1, até o contato final com o cliente para entrega de produtos.

Com os resultados do estudo levantado espera-se saber se a comercialização da moda alternativa tem perspectiva de crescimento na cidade de Fortaleza e o quanto a comercialização feita via internet influência nesse mercado. O que poderá ser apresentado a comerciantes que apostem nesse nicho do mercado da moda e direcioná-los a uma mudança ou a um maior investimento.

Primeiramente será desenvolto um capítulo sobre a teoria a cerca do tema empreendedorismo, explicando a trajetória histórica, as diferenças básicas entre o administrador nato e o empreendedor, apresentando assim as características que o empreendedor tem segundo a visão de diferentes autores. É explicado ainda nesse capítulo como se desenvolve o empreendedorismo no Brasil, e logo mais no Ceará apresentando dados estatísticos de crescimento no decorrer dos anos.

Será explicado no próximo capítulo o tema e-commerce, e para tal primeiro é retratado a criação, história e evolução da internet em todo mundo e especialmente no Brasil. A partir de tal explicação começa a ser exposta a teoria sobre o comércio eletrônico, relatando a história do tema, a evolução e crescimento no Brasil e Ceará, fazendo uso também de dados estatísticos. É apresentado também as diversas modalidades do e-commerce segundo a visão de distintos autores.

Assim passa a ser relatado no decorrer do trabalho o caso da empresa Arte Hippie, e a forma como essa faz uso do e-commerce para crescimento e modernização da marca. Além da história e forma de comercialização da empresa, é

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Os hippies adotavam um modo de vida comunitário tendendo a uma espécie de socialismo-anarquista ou

estilo de vida nômade, em comunhão com a natureza, negavam o nacionalismo e a guerra do vietnã, bem como todas as guerras, abraçavam aspectos de religião como o budismo, hinduismo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com os valores tradicionais da classe média

americana e das economias capitalistas. Disponível em

http://www.aninter.com.br/ANAIS%20I%20CONITER/GT05%20Cultura,%20multiculturalismo%20e%20intercult

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apresentado também sugestões para adequação da empresa de acordo com as necessidades e oportunidades de crescimento da empresa.

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2. EMPREENDEDORISMO

De modo geral o senso comum considera como empreendedoras todas aquelas pessoas que através de uma visão inovadora, transformam o ambiente em que atuam. Bom Angelo (2003, p. 23) afirma que:

[...] a figura do empreendedor é, ainda hoje, associada romanticamente ao navegador solitário ou ao desbravador de florestas, figuras que se valem dos recursos, talentos e contatos para atingir determinado objetivo.

De certo modo, todo o empreendimento que se insere em um determinado meio produz alterações. Contudo, a inovação pode não ser a única característica do empreendedor até porque muitos empreendimentos exploram espaços de mercado não ocupados ou mesmo mal atendidos por produtos, não necessariamente, inovadores.

O que se torna essencial é que o empreendedor identifique no produto ou serviço que pretende desenvolver, o potencial de mercado ou tentar descobrir utilidades que satisfaçam novas necessidades Fazendo isso calculando todos os riscos possíveis e buscando sempre a autor realização e a satisfação de seu público alvo.

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2.1 Trajetória histórica do Empreendedorismo

Durante a Idade Média aquele que gerenciava grandes projetos de produção recebiam a definição de empreendedor. Ele gerenciava tais projetos fazendo uso dos recursos disponíveis, que geralmente eram disponibilizados pelo governo do país, ou seja, ele não assumia grande risco com essa gerencia. No século XVII Richard Cantillon, um importante escritor e economista, diferenciou pela primeira vez o capitalista (aquele que fornecia o capital, no caso o governo) do empreendedor (aquele que assumia riscos, mas que assumiria qualquer lucro ou prejuízo, caso houvesse). No século XVIII o empreendedor e o capitalista foi diferenciado definitivamente, provavelmente pelo início da industrialização que o mundo sofria. Entre os séculos XIX e XX os empreendedores eram frequentemente confundidos com os administradores, pois eram analisados de um ponto de vista meramente econômico. (DORNELAS, 2005).

No início do século XIX o economista francês Jean-Baptiste Say “conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno”. Já no século XX o economista Joseph Schumpeter (1997, p. 122)

[...] definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo

“criativo-destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova

tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. Esses indivíduos são os agentes de mudança na economia.

O empreendedorismo passa a ser um campo de estudo, vários psicólogos, psicanalistas, sociólogos, economistas e outros profissionais tentaram entender a nova modalidade na administração de empresas. O sociólogo Max Weber (1930) foi o primeiro a contribuir com suas explicações a cerca do empreendedorismo e suas ações, procurando associar o sistema de valores dos empreendedores como meio para explicar os seus comportamentos.

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que inclui comprometimento, definição de métricas de desempenho e controle de resultados. Logo as ações desse seriam voltadas para analisar os riscos, buscar feedback quanto a sua performance, ser persistente e altamente inovador. Na sequência, os traços de personalidade têm sido analisados pelo campo, como autocontrole, propensão ao risco e os valores pessoais (MCCLELLAND, 1972).

Historicamente, segundo Dolabela (1999b), Joseph Schumpeter2 retomou o conceito de empreendedorismo em 1959, para apontar o empreendedor como uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. Drucker (1987) fez uso do conceito de risco, uma pessoa que empreende precisa arriscar em algum negócio.

Já em 1985, Gifford Pinchot utilizou o conceito de intra-empreendedor, identificando o empreendedor dentro de uma organização privada.

Posteriormente, Hisrish (1986) como “aquele que assume riscos e começa algo novo”.

Dolabela (1999) afirma que:

Empreendedorismo é um neologismo derivado da livre tradução

entrepreneurship e utilizado para designar os estudos relativos ao

empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação e é antes de tudo, aquele que se dedica à geração de riquezas em diferentes níveis de conhecimento, inovando e transformando conhecimento em produtos ou serviços em diferentes áreas. (DOLABELA, 1999b, p. 68).

Segundo Dornelas (2005) o primeiro exemplo da definição de empreendedor pode ser creditado a Marco Pólo. Ele assina um contrato com um homem para vender as mercadorias dele, tentado estabelecer uma rota comercial com o Oriente.

O termo empreendedor vem sendo basicamente utilizado, desde o século XX, através de um olhar meramente economista, para a exploração das oportunidades de mercado e com forte viés de uso para a geração de valor

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econômico (MESQUITA, 2003). O quadro 1 mostra resumidamente a evolução do termo empreendedor.

Quadro 1 - Histórico do Empreendedorismo

Fonte: Adaptado de Dornelas (2005); Bom Angelo (2003)

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empresas mais eficientes, com os empreendedores mais inovadores continuariam na liderança do mercado.

Peter Drucker (1987) entende que na visão dos economistas modernos todo empreendedor é importante, uma vez que molda e influencia profundamente a economia e ressalta a diferença entre a administração empreendedora e a tradicional.

Chiavenato (2005, p. 5) explica que “o empreendedor é a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades”. Longenecker, Moore e Petty (1998, p. 3) afirma que “o empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos ou responsabilidades e inovando continuamente”.

Observa-se que com o decorrer dos anos os conceitos vão se aperfeiçoando e ficando cada vez mais claro para compreensão dos futuros empreendedores. Nenhum perfil científico ainda foi traçado, mas do ponto de vista do empreendedor, o empreendedorismo parece ser um fenômeno regional, determinado por culturas, necessidades e hábitos de dada região. (ALVES JUNIOR, 2008)

Mesmo não havendo ainda esse perfil científico psicológico traçado, vale destacar em acordo com Filion (1999) as características empreendedoras são determinadas no desenvolvimento da prática, e assim passam a ter alguns pontos parecidos, o que acarreta dizer que existe diferentes características de acordo quando com o tipo de negócio ou área de atuação. Também é importante ressaltar que não se pode afirmar no início de um negócio se esse dará certo ou não, afinal o sucesso de um empreendimento depende muito mais do que apenas de características pessoais do empreendedor.

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têm sucesso em áreas totalmente diferente das quais se formaram, ou quais não estiveram associados durante toda vida. Quando isso acontece diz-se que a pessoa é dotada do “espírito empreendedor”.

Segundo Mai (2006) apesar do ter merecido um maior destaque nos últimos vinte anos, desde sempre o espírito empreendedor esteve enraizado na história da humanidade. Olhando para o contexto do mercado atual, envolto por incertezas e desafios, o desenvolvimento das organizações, e até mesmo sua sobrevivência, dependem de pessoas que tenham uma visão diferenciada, que saibam identificar novas oportunidades de negócio, combinar recursos e habilidades de forma inovadora, para assim concretizar a ideia e conduzir o empreendimento de forma eficaz, mantendo o relacionamento amigável entre empresa, colaboradores e mercado.

Nos últimos anos a criação de várias pequenas empresas e a tentativa dessas de se manterem firmes no mercado tão competitivo do Brasil, fez com que o empreendedorismo passasse a ser bastante discutido no país, principalmente a partir da década de 1990. No Brasil o movimento de empreendedorismo surgiu e tomou força como será visto na próxima seção.

2.2 Diferenças entre Administrador e Empreendedor

Os objetos de estudo do administrador surgiram bem antes dos objetos do empreendedor, mas existiram muitas dúvidas sobre a figura do administrador em si. Fayol, no início século XX, foi um dos principais divulgadores, a partir dos estudos dele outros pesquisadores reformularam e complementaram os conceitos. Fayol afirmava que o administrador concentra-se nos atos de planejar, organizar, dirigir e controlar. Ele ainda complementa dizendo que as organizações assumiram um papel de muitíssima importância na sociedade e na vida das pessoas, afirmando então que a sociedade moderna é uma sociedade organizacional (MAXIMIANO, 2004).

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Os pensamentos tradicionais foram mudados a partir do momento em que aconteceu a passagem da era pós-industrial para a revolução digital, e dentre essas mudanças surgiu a administração empreendedora.

É afirmado por Maximiano (2004):

Um tendência do século XXI é o desemprego. A perda das perspectivas de emprego duradouro e de carreira nas grandes organizações estimulou muitas pessoas a procurarem ser seus próprios patrões. Com isso, a administração empreendedora (complementando a tradicional formadora de empregados) tornou-se uma tendência social importante. Ao mesmo tempo, as grande empresas procuram estimular o espírito dos empreendedores internos, as pessoas capazes de descobrir e implementar novos negócios. (MAXIMIANO, 2004, p. 42).

Drucker (2003) acredita que o empreendedor é o que cria algo novo, algo que mude os valores. Ele fala que o espírito empreendedor é uma característica distinta, seja do indivíduo ou da empresa. Não se trata de um traço de personalidade, mas de um comportamento, baseado em conceitos e teorias, e não intuição.

Todas as definições de empreendedor dos diferentes autores possuem semelhanças, mesmo com algumas perspectivas distintas, como novidade, organização, criação, riqueza e risco. Mesmo que os empreendedores atuem em áreas distintas possuem comportamentos semelhantes (HISRICH, 2004).

O administrador se encontra mais no mundo corporativo, está mais relacionado aos processos gerenciais, à solução de conflitos e circunstâncias desfavoráveis para a empresa. Já o empreendedor nem sempre está nas corporações, tão engajado como o administrador, na grande parte do tempo ele esta focado no mercado, nas oportunidades, nos produtos, na inovação, na criatividade, ele é mais interessado no negócio presente e futuro.

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 orientação estratégica: a orientação do empreendedor é mais voltada para a percepção da oportunidade. Já o administrador é voltado para a pressão gerencial;

 comprometimento com a oportunidade: o domínio empreendedor é pressionado pela necessidade de ação, escassez de informações para a tomada de decisão e muita disposição para assumir riscos e pouco especialista para a tomada de decisão. O domínio administrativo além de ser lento com as oportunidades, quando as ações se concretizam, o comprometimento é geral e às vezes longo demais;

 comprometimento de recursos:o empreendedor na maioria das vezes, esta acostumado a ver seus recursos comprometidos a intervalos periódicos que se baseiam no cumprimento de metas. Já o administrador responde À fonte de compensações oferecidas e se sentem pessoalmente gratificados ao administrar seus recursos sob seu controle;  controle de recursos: o administrador é recompensado pela administração dos recursos, e na maioria das vezes acumula o máximo possível, porque existe a pressão pelo poder, status e pela compensação financeira. O empreendedor já é o oposto, luta para realizar qualquer transação, de acordo com a necessidade, e não se importa em acumular recursos, se possível arrisca no que for mais viável;

 estrutura administrativa: dentro do domínio administrativo a estrutura é formalizada e hierárquica por natureza, tem suas linhas claramente definidas e tem como base a teoria da recompensa. Na estrutura do domínio do empreendedor, como é fiel ao seu desejo de independência, emprega a estrutura plana como redes informais.

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2.3 Perfil do Empreendedor

David McClelland, psicólogo da Universidade de Havard, na década de 1960, viu que nos empreendedores bem sucedidos um elemento psicológico crítico, que foi denominado pelo mesmo como motivação da realização.

Segundo Dolabela (1999):

O indivíduo portador das condições para empreender saberá aprender o que for necessário para criar, desenvolver e realizar sua visão; No empreendedorismo, o ser é mais importante que o saber: este será consequência das características pessoais que determinam a metodologia de aprendizagem do candidato a empreender. (DOLABELA, 1999, p. 70-71).

Segundo Mai (2006) se uma pessoa apresenta características comportamentais que geralmente são mais encontradas em empreendedores, essa terá mais chances de sucesso num empreendimento. Antes de uma pessoa iniciar um negócio é preciso uma autoavaliação em relação aos seus aspectos fundamentais de sua personalidade. É entendido que o sucesso do empreendimento não depende única e exclusivamente das características de personalidade do indivíduo, mas sem elas serão encontrado dificuldades em alcançar o sucesso empresarial.

Dolabalela (1999b) afirma que o empreendedor apresenta algumas características, que são listadas no quadro a seguir:

Quadro 2 - Características de um empreendedor bem sucedido

Ter iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização. Trabalha sozinho, tem perseverança e tenacidade.

O fracasso é considerado um resultado como outro qualquer. O empreendedor aprende com resultados negativos, com os próprios erros.

Tem grande energia. É um trabalhador incansável. É capaz de se dedicar intensamente ao trabalho e sabe se concentrar aos seus esforços para alcançar resultados.

Saber fixar metas e alcança-las. Luta contra padrões impostos. Diferencia-se. Tem a capacidade de ocupar um espaço não ocupado por outros mercados, descobrir nichos.

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Quadro 2 – Características de empreendedor bem sucedido (continuação)

Tem forte intuição. Tem sempre alto comprometimento e crê no que faz.

Cria situações para obter feedback sobre o seu comportamento e sabe utilizar tais informações para

o seu aprimoramento.

Sabe buscar, utilizar e controlar recursos.

É sonhador realista. Embora racional, usa também a parte direita do cérebro. É líder, cria um sistema próprio com seus empregados

É orientado para resultados, para o futuro, para longo prazo.

Tem alta tolerância a ambiguidade e a incerteza e, é hábil em definir a partir do indefinido.

Mantém um alto nível de consciência do ambiente em que vive usando e para detectar oportunidades de negócios.

Cria um método próprio de aprendizagem. Aprende a partir do que faz emoção e afeto dão determinantes para explicar o seu interesse. Aprende indefinidamente.

Traduz seus pensamentos em ações.

Tece relações (contatos, amizades) moderadas, mas utilizada como suporte para alcançar seus objetivos.

Fonte: Dolabela (1999b, p. 142)

O empreendedor é aquele que sabe aonde quer chegar, sabe quando e como chegar a sua realização pessoal, da sua família, empresa ou comunidade, e uma vez idealizado o sonho ele começa a projetar com um horizonte futuro de pouco tempo. O empreendedor sempre será uma figura relacionada a alguém inovador, inquieto, criativo, planejador e sempre de olho no futuro. Os empresários de futuro geralmente são influenciados por empreendedores do seu convívio (família, amigos) ou por líderes e figuras importantes, que se tornam modelos.

Drucker (2002) fala que os empreendedores são aqueles que inovam. A inovação é o meio pelo qual eles exploram uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente. Eles sempre buscam a mudança, reage a ela e a explora como oportunidade.

Para Fillion (1999) empreendedorismo não é uma ciência ainda, apesar de ser uma das áreas mais estudas. Com isso ele quer dizer que ainda não existem paradigmas, padrões definidos, que a partir desses, será definido quem é ou não um empreendedor.

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revoluções silenciosas, que será para o século XXI mais do que a revolução industrial foi para o século XX”.

Para Dolabela (1999) se o indivíduo vive em uma cidade onde o empreendedorismo é visto como algo positivo, esse tem grandes chances de um dia empreender, pois criará motivação para isso. O autor chega a conclusão então que o empreendedor é um ser social, um produto do meio em que vive (época e lugar), e que o seu perfil (fatores do comportamento e atitudes que contribuem para o sucesso) varia de acordo com o lugar em que esteja.

Dutra (2002) fala que é possível ajudar empreendedores a aperfeiçoar seus talentos e aos empreendedores em potencial ajuda-los a identificar as características que faltam e assim explora-las, tudo isso graças ao estágio em que as pesquisas e conhecimento sobre a área se encontram. Para o autor é possível que as pessoas aprendam a ser empreendedoras, depende apenas de um ensino especial, bastante diferente do tradicional.

É destacado por Mai (2006) as características que David McClelland expos da década de 1960, e diz que talvez essa tenha sido a pesquisa mais importante das raízes psicológicas sobre o empreendedorismo. São listadas dez características: busca de oportunidades e iniciativa, persistência, correr riscos calculados, exigências de qualidade e eficiência, comprometimento, busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemático, persuasão e rede de contatos, independência e autoconfiança.

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Quadro 3 - Fatores psicossociais, ambientais e econômicos da atitude empreendedora de sucesso

Fonte: Dutra (2002, p. 46).

Segundo Dutra (2002) para uma empresa ter sucesso é necessário que o empreendedor conheça e tenha acesso aos recursos (materiais, humanos, financeiros, “know-how”, bases de conhecimento legais, fiscais e mercado), dispor de tempo para criar a empresa e capacidade para competir com eficácia.

Nos últimos anos a criação de várias pequenas empresas e a tentativa dessas de se manterem firmes no mercado tão competitivo do Brasil, fez com que o empreendedorismo passasse a ser bastante discutido no país, principalmente a partir da década de 1990.

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2.4. Empreendedorismo no Brasil

O empreendedorismo começou a ter ênfase no Brasil a partir da década de 1990, e desde então vem se destacando e modificando o cenário econômico do país. Pode-se dizer que isso se deve graças a ações de empresas como SEBRAE e subsídios governamentais que foram implementados objetivando o desenvolvimento da iniciativa empreendedora.

Dornelas (2005, p. 26) afirma que o empreendedorismo começou a ter espaço no Brasil com a criação do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e SOFTEX (Sociedade Brasileira para Exportação de Software). Antes disso a criação de novas empresas e o empreendedorismo não era citado ou estudado no país.

O micro, pequeno e médio empresário brasileiro vem sendo acompanhado pelo SEBRAE, ha algumas décadas. Sua atuação, uma vez procurado pelo empreendedor, pode abrir possibilidades tais como: abertura do negócio, consultoria para melhoria de desempenho e treinamentos diversos.

O SOFTEX já é uma entidade voltada para a exportação de softwares de empresas brasileiras, essa faz uso de várias ações que proporcionam ao empresário de informática a capacitação em gestão de tecnologia. (DORNELAS, 2005)

O Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade – IBQP, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE e o apoio técnico do FGVCENN – Centro de Empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas apresenta todos os anos os resultados da Pesquisa GEM Brasil. O GEM – Global Entrepreneurship Monitor teve início em 1999, fruto da parceria entre Babson College e London Business School. Hoje é a única consolidada fonte de informações sobre empreendedorismo para pesquisadores.

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mas sim visando o suprimento de necessidades básicas de renda do próprio empreendedor) para uma maioria de empreendedores que encontra oportunidades de negócio antes de iniciar um empreendimento. Isso se deve as mudanças macroeconômicas e sociais que estão delineando o país desde o início do século XXI.

Em 2013 foram entrevistados 10.000 adultos de 18 a 64 anos, sendo 2.000 por cada região do país.

Tabela 1- Distribuição da amostra segundo características sociodemográficas - Brasil e regiões - 2013

Fonte: GEM Brasil 2013

A partir da Tabela 1 é possível observar que a distribuição da população, segundo gênero, indica que a participação feminina é pouco maior que a masculina. Quanto às faixas de renda destacam-se as disparidades regionais.

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(Taxa de Empreendedores Iniciais) equivalente a 17,3%. Isto significa que a cada 100 brasileiros, 17 estão envolvidos com uma atividade empreendedora há menos de 42 meses. E relação a TEE (Taxa de Empreendedores Estabelecidos) o Brasil está na quarta colocação dos países impulsionados pela eficiência, com 15,4%.

Transformando as taxas em números absolutos, é possível dizer que em 2013 cerca de 21 milhões de pessoas se envolveram na criação ou administração de um negócio em estado inicial e cerca de 19 milhões eram proprietários ou administravam algum negócio com mais de 42 meses de existência, ou seja, empreendedores estabelecidos.

O Gráfico 1 mostra a evolução das taxas de empreendedorismo no Brasil ao longo de 12 anos.

Gráfico 1 - Evolução da atividade empreendedora segundo estágio de empreendimento (TEA e TEE): taxas - Brasil - 2002:2013

Fonte: GEM Brasil 2013

Desde o início da realização da pesquisa GEM no Brasil, a taxa de empreendedores iniciais tem estado acima dos 10%. Para os empreendedores estabelecidos a tendência também é de crescimento, em 2002 a taxa era 7,8% e em 2013 atingiu seu ápice com 15,4%, quase dobrou seu percentual de empreendedores estabelecidos.

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ter rendimento superior, liberdade de horário, além de ser seu próprio patrão. A agência de pesquisa Data Popular3 realizou um estudo em 2013 que revelou a existência de 1,5 milhões de jovens empreendedores brasileiros na faixa etária de 16 a 24 anos. Desses 52,6% fazem parte da classe média, 37,6% são da faixa de baixa renda e 10,1% da alta renda. O relatório sobre Microempreendedores Individuais – MEI feito pelo Sebrae (2012) apresenta a faixa etária entre 30 a 39 anos com maior número no MEI, o que soma 33% do total pesquisado.

Tabela 2 - Distribuição dos empreendedores iniciais (TEA) segundo faixa etária - Brasil e regiões - 2013

Fonte: GEM Brasil 2013

Tabela 3 - Distribuição dos empreendedores estabelecidos (TEE) segundo faixa etária - Brasil e regiões - 2013

Fonte: GEM Brasil 2013

Assim a pesquisa GEM vem apontando que entre os empreendedores iniciais brasileiros, a faixa etária prevalecente está entre 25 e 34 anos, concentrando 33,8% dos empreendedores em 2012 e 33,1% em 2013, como mostrado na Tabela 2. Na Tabela 3 é apresentado os empreendedores estabelecidos por faixa etária.

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Nesse caso a predominância se encontra entre 45 e 54 anos, somando uma taxa de 30,4%.

2.5 Empreendedorismo no Ceará

Em 2012 o SEBRAE-Ceará divulgou os resultados da pesquisa de micro empresários que formalizaram sua situação junto a entidade, e foi observado que o crescimento desses empreendedores individuais estavam em ritmo bastante acelerado.

O número de pessoas que formalizaram sua situação nos primeiro oitenta e seis dias do ano foi no total de 12.724 micros empresários. É como se representasse que, a cada dez minutos um cearense passou a exercer sua atividade legalmente, uma vez que, a cada dia, 148 indivíduos se formalizam por conta própria.

Até março de 2012 o número de empresários formalizados teve um crescimento de 22% em relação ao ano anterior, o aumento em números absolutos foi de 55.902 para 68.626. O desempenho do estado foi maior que o nacional. No Brasil a quantidade e empresários individuais teve um aumento de 17%, subiu de 1.895.533 para 2.220.343, segundo dados da Receita Federal.

Para Carlos Cruz, superintendente do SEBRAE no Ceará, o aumento no número de empreendedores individuais formalizados deve ser comemorado por todas as entidades envolvidas na divulgação do empreendedorismo. Ele anuncia: “Fizemos um esforço muito grande junto às prefeituras para regulamentar a Lei Geral em nível municipal. Conseguimos implantar a legislação em 140 das 184 cidades do estado. Até o fim do ano, pretendemos universalizar a norma chegar e, no mínimo, a 80 mil empreendedores individuais”.

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antes não tinha. Se acontecesse algo com ele, a família ficaria desamparada”, esclarece.

Vários micros empreendedores depois da formalização começam a crescer com seus negócios, e veem nisso mais oportunidade. Quando o crescimento é expressivo, novas filiais são abertas e novos empregos surgem. Isso ajuda a economia do estado e a qualidade de vida de cada empreendedor realizado.

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3. E-COMMERCE

Para a explicação e entendimento do conceito e prática do e-commerce é preciso que primeiro seja explanado o conceito do processo ao qual está inserido, no caso a internet. Será abordado inicialmente por um breve histórico da criação da internet e uma explicação do seu uso nos dias de hoje. O conceito teórico e histórico do comércio eletrônico será apresentado em seguida.

3.1 Internet, sua criação e evolução.

Muitas são atualmente as definições sobre a rede mundial de computadores, por exemplo, segundo Deitel, Deitel e Steinbuhler (2004, p. 5):

A Internet e a World Wide Web certamente serão relacionadas entre as mais importantes criações da humanidade... A internet mescla computação e tecnologias de comunicação, torna o nosso trabalho mais fácil e as informações instantânea e convenientemente acessíveis em todo o mundo, possibilita que pessoas e empresas possam se mostrar em todos os lugares e transformou o modo de se fazer negócios.

Friedman (2005) declara que as pessoas nunca antes na história da humanidade tiveram acesso a tantas informações, sobre tantos assuntos diferentes, em um único local, com tanta facilidade. Atualmente a internet já é uma fonte de dados e pesquisa para qualquer dúvida que possa surgir.

A Guerra Fria aconteceu em 1960, período em que Estados Unidos e a antiga União Soviética, com ideologias e políticas governamentais diferentes, disputavam o apoio de outros países e exerciam influência sobre todos. Com receio de um ataque, os EUA viu a necessidade de criar um meio de comunicação eficaz e seguro, para evitar que a UNSS pudesse descobrir informações sigilosas dos norte-americanos.

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continham informações fragmentadas que permitiam a remontagem da mensagem original.

O ataque esperado jamais aconteceu e como as ameaças deixaram de existir os EUA liberou que as universidades estudassem o ARPANET e o aperfeiçoassem.

Foram criados dois grupos distintos, já que surgiu a dificuldade para administrar o sistema devido ao grande número de usuários, o MILNET (compostos por localidades militares) e o ARPANET (composto por localidades não militares) objetivando sanar as dificuldades e possibilitar o desenvolvimento da rede em um ambiente livre, onde os pesquisadores e seus alunos pudessem ter acesso e as demais pessoas que buscavam informação, vivenciada hoje através da internet.

A empresa norte-americana Netscape criou o protocolo HTTPS, que possibilitava o envio de dados criptografados para transações pela internet. Esse protocolo possibilitou que as transações comerciais fossem feitas com total sigilo, o que aumentava a confiança do consumidor no comércio eletrônico.

A internet chegou ao Brasil em 1988 e servia como meio de ligação entre as universidades brasileiras e as norte-americanas. O Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), nesse ano, começou a testar um serviço brasileiro de internet restrito aos membros do instituto, mas em 1992 foi aberto ao público.

Em 1989 a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) foi criada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, com a finalidade de habilitar recursos humanos de alta tecnologia e ajudar o crescimento da internet com a criação do primeiro backbone (estrutura que serve como base para a internet) nacional, o qual liga todos os pontos da rede.

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Mesmo com a chegada da tecnologia de transmissão em banda larga 3G4 (em 2004) e 4G (em 2012) no Brasil, o país ainda se encontra muito atrás de outros no que se refere à transferência de dados pela internet. Contudo, apesar desses aumentos na velocidade de transmissão de dados ainda se observa mais nominalmente do que efetivamente a julgar pelas reclamações publicadas em periódicos.

Quando se fala em internet, não se podem estabelecer limites quanto a navegação. Analisando a área comercial nesse contexto, é possível dizer que uma empresa que tenha a divulgação de sua marca, produto ou serviço na web pode conseguir alcançar pessoas de todos os continentes. A partir disso percebe-se a importância desse meio de divulgação para o aumento do mercado consumidor.

A compra online possibilita ao consumidor a facilidade de comparar preços, uma vez que existem sites especializados em achar produtos mais baratos na rede, ademais à agilidade de encontrar informações e características dos produtos ou serviços desejados faz o acesso crescer a cada ano.

De acordo com o IBGE (2013) metade da população brasileira tem acesso a internet, em 2013 a taxa representativa dos internautas conectados aumentou para 50,1%, em 2012 era 49,2%, em números absoltos isso mostra que de um ano para o outro 86,7 milhões de usuários, com 10 anos ou mais, passaram a ser assíduos na web. Todo esse aumento representa um aumento no número de potenciais consumidores online que o mercado ganha.

Contudo com todas as facilidades e vantagens que a internet possui, existem suas desvantagens. O consumidor fica exposto ao efetuar alguma transação se não se proteger com ferramentas de proteção. Outro fator é a tecnologia de transmissão de dados que o Brasil disponibiliza, a qual não é evoluída suficiente, se comparada as de países mais evoluídos. É possível citar o Spam (e-mails não solicitado, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas, e, na maioria das vezes, são incomodas e inconvenientes) como uma desvantagem também, uma vez que se não usado corretamente incomoda o usuário e prejudica a velocidade de transmissão de dados.

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Quadro 4 - Os vinte países com maior número de usuários de internet

Fonte: e-commerce.org, 2012

O quadro 5 mostra a evolução do numero de internautas em todo o mundo. Percebe-se a posição do Brasil, na quinta posição dos países com maior número de usuários da internet, 3,6%.

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3.2 Comércio Eletrônico ou e-commerce

A internet foi aberta para a prática do comércio em 1991, nessa época, apenas, é que se pode afirmar que e-commerce teve início. Somente em 1998 os protocolos de segurança como HTTP (HyperText Transfer Protocol) e DSL (Digital Subscriber Line) foram criados. Esses softwares de segurança possibilitaram o desenvolvimento de novos recursos online. A partir de então o comércio eletrônico começou a ganhar espaço e importância entre as empresas que procuravam inovações através desse tipo de estratégia, e entre os consumidores que procuravam facilidade e preços baixos na hora da compra (TASSABEHJI, 2003; MAKELAINEN, 2006).

Nos Estados Unidos e na Europa, em 2000, as empresas começaram a oferecer serviços na World Wide Web (WWW). As empresas faziam uma página na web, um arquivo escrito em linguagem HyperText Markup Language (HTML), e assim definem a aparência e estrutura do documento, fazendo uso de tags5 que funcionam como direções para o funcionamento do usuário final.

A partir de então e-commerce teve seu significado alterado, uma vez que antes ele era visto como um processo de execução de transações comerciais em um ambiente eletrônico. Passou a ser visto com um processo de compra de bens ou serviços que estariam disponíveis na internet, e os usuários utilizariam conexões seguras e o serviço de pagamento também seria eletrônico.

Logo o comércio eletrônico passou a ser foco de atenção, tanto no mercado (utilizado como forma de vantagem competitiva), como no meio acadêmico.

Segundo Kotler (2000, p. 681):

O termo e-commerce descreve uma ampla variedade de transações eletrônicas, como envio de pedidos de compra para fornecedores via EDI (troca eletrônica de dados); o uso de fax e e-mail para conduzir transações; o uso de caixas eletrônicos e cartões magnéticos para facilitar o pagamento e obter dinheiro digital, assim como o uso da internet e de serviços on-line.

5

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Atualmente existem várias definições para o termo e-commerce, Limeira (2003, p. 38) afirma que “comércio eletrônico consiste na realização de negócios por meio da internet, incluindo a venda de produtos e serviços físicos, entregues off-line, e de produtos que podem ser digitalizados e entregues on-line”. Para Coelho (2002, p. 32) “o comércio eletrônico é a venda de produtos (virtuais ou físicos) ou a prestação de serviços realizados em estabelecimento virtual, que podem ser realizadas através do computador com internet, telefones e televisões”.

O comércio eletrônico objetivando reduzir custos, melhorar a qualidade dos produtos e serviços e aumentar a velocidade de distribuição, captura as necessidades das organizações, dos negociantes e dos consumidores, caracterizando-se assim como uma forma utilizadora de novas tecnologias de comunicação e informação (NTCIs) direcionada para negócios. Com as mudanças no perfil dos consumidores, as lojas eletrônicas se tornaram um veículo de relacionamento, além de um canal de vendas, uma vez que os consumidores se tornaram bem mais exigentes, e almejam por conveniência, praticidade e atendimento personalizado.

O e-commerce também é uma ferramenta excelente na busca pela eficiência entre o processo de negociação com seus clientes e fornecedores e no fortalecimento de laços entre as partes envolvidas. Trepper (2000) confirma isso:

O e-commerce é muito mais do que a mera troca de produtos e serviços por dinheiro pela internet. É uma tecnologia capacitadora, que permite às empresas aumentar a precisão e eficiência do processamento das transações do negócio. O e-commerce é tamebém um meio que possibilita a troca de informações entre a empresa e seus clientes e fornecedores, beneficiando todos os envolvidos. (TREPPER, 2000, p. 13)

A discussão atual no meio acadêmico e empresarial é quais mudanças que a internet traz para as empresas, mercados e consumidores e se tais mudanças são unicamente positivas, ou seja, a discussão volta-se para saber quais as possibilidades e limitações que o e-commerce pode trazer, além da clara eficácia.

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para garantir sua permanência no mercado, e alcançar seus objetivos. Assim as empresas dificilmente ignoram esse tipo de estratégia.

A expansão do comércio eletrônico pode ser vista como um amadurecimento do mercado. Assim as empresas direcionam as estratégias para o e-commerce seguindo três principais condutas segundo Albertin (2003):

 garantir o maior nível de segurança e privacidade possível para o consumidor e sua loja virtual;

 melhorar o relacionamento com o cliente;

 conhecer as preferências e alinhar a estratégia de implementação de loja virtual com as demais estratégias da empresa.

As razões que levam o e-commerce a se desenvolver não estão ligadas apenas a confiança do consumidor no ato da compra ou ao incentivo ao setor. Segundo EBIT (2015), Albertin (2003) explica que tal desenvolvimento pode estar diretamente ligado ao aumento das formas de pagamentos, como os cartões de crédito e débito. No Brasil o consumidor tem preferência em efetuar o pagamento com os cartões de crédito, uma vez que esse meio tem as qualidades que mais atraem no e-commerce que são: praticidade, conveniência e segurança.

3.3 Tipos de e-commerce

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Quadro 5 - Tipo de e-commerce

Fonte: MENDES (2013, p. 16)

O business to businessm (B2B) é definido como a compra e venda de produtos, serviços ou informações entre empresas online, ou seja, nesse tipo de transação não existe a interação com cliente como pessoa física. O B2B abrange uma gama muito grande transações, incluindo o comércio por atacado, seguro, crédito comercial, títulos, valores mobiliários e outros ativos financeiros.

O business to consumer (B2C) ocorre quando existe a transação entre a empresa e consumidor, ou seja, quando empresas online vendem serviços, produtos ou informações diretamente para o cliente final. Os pioneiros em e-commerce B2C foram as empresas norte-americanas amazon.com e dell.com e a britânica lastiminute.com.

Quando existe a troca online de informações, serviços e/ou produtos entre empresas e entidades governamentais é chamado de business to government (B2G). Tassabehji (2003) cita como exemplo os serviços de e-procurement e compra de base de dados e aplicativos pelo governo. A maior vantagem que o governo tem com o B2G é a redução de custos que os sistemas possibilitam aos cofres da administração pública.

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disponibilizam informações para os indivíduos particulares como formulário de imposto de renda online, possibilidade de fazer o registro de um Boletim de Ocorrência online, entre outros serviços. Já o government to government (G2G) trata das transações online de informações, serviços ou produtos feitos entre países ou entre setores distintos do governo dentro do próprio país.

O business to peer (B2P) refere-se ao provimento de hardwares, softwares e outras ferramentas necessárias, entre a rede de compartilhamento e as empresas (TASSABEHJI, 2003). Dentro do ambiente empresarial essa prática tem se tornado bastante comum, por ter menos custos à empresa e disponibilizar mais um local para armazenamento de dados.

O consumer to business (C2B) refere-se aos consumidores que exigem produtos ou serviços específicos apresentando-se como um grupo comprador. Geralmente isso ocorre quando um indivíduo lança um projeto específico e faz uma oferta para que ocorra uma competição entre as empresa, a fim de escolher qual colocará o projeto em prática. As empresas também utilizam esse método para ter informações sobre as preferências dos consumidores.

O consumer to consumer (C2C) como definido por Makelainen (2006) como sendo “indivíduos fazendo negócios em um ambiente online, a internet”. As pessoas passaram a comercializar produtos novos ou usados em sites que funcionam como intermediadores como o mercadolivre.com, o olx.com e o ebay.com.

O consumer to peer (C2P) é parte do sistema P2P, uma vez que os consumidores são agentes nesse tipo de e-commerce.

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O peer to business (P2B) produz pesquisas sobre consumidores para as empresas, informando preferências e necessidades trocadas na rede P2P. Já a peer to costumer (P2C) é uma rede do P2P, funciona via compartilhamento de arquivos.

Ainda existem outras categorias de e-commerce que não interagem entre si, não nitidamente. Essas são m-commerce, o s-commerce, o t-commerce e as compras coletivas.

O m-commerce trata das transações comerciais feitas a partir de um dispositivo móvel, seja esse um smartphone ou tablet. O s-commerce é o tipo de comercio eletrônico que faz uso das redes sociais para atrair e fidelizar o cliente, usando o relacionamento das pessoas para ter opiniões sobre um produto, divulgação de promoções, entre outros. O t-commerce usa a TV digital como meio para o comércio eletrônico, o telespectador tem a chance de comprar o produto que está sendo exibido através de um contato direto com o vendedor. Em relação às compras coletivas são realizadas em um site, onde são ofertados serviços ou produtos a preços bem abaixo do mercado e, caso a oferta tenha um número mínimo de consumidores, a compra é fechada.

3.4 E- commerce no Brasil

O comércio eletrônico, em 2014, no Brasil se manteve em ascensão e atingiu um resultado além do esperado. Segundo pesquisa realizada periodicamente pela E-bit, o faturamento do setor com vendas de bens de consumo foi de R$ 35,8 bilhões, o que representa um crescimento de 24% comparado com o ano anterior, uma vez que em 2013 o montante total foi de R$ 28,8 bilhões. O Gráfico 2 ilustra o crescimento do comércio eletrônico durante os quatro anos.

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São liberadas informações que podem influenciar a decisão dos consumidores por uma loja ou outra, através do site da E-bit, além de disponibilizar produtos e serviços aos lojistas.

Gráfico 2- Vendas online (bens de consumo) em bilhões de reais

Fonte: E-bit informações (www.ebitempresa.com.br)

O faturamento esperado para 2015 é de R$ 43 milhões, 20% maior que o ano anterior. Esse crescimento leva em consideração o Dia do Consumidor (realizado no dia 18 de março), organizado pelo Buscapé Company pela primeira vez em 2014, é uma data sazonal. Na segunda edição terá novamente a participação de grandes nomes do comércio eletrônico brasileiro.

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Gráfico 3 - Pedidos/E-commerce

Fonte: E-bit informação (www.ebitempresa.com.br)

Segundo os dados da E-bit existiu crescimento de 17% em número de pedidos em 2014, em relação ao ano anterior, obtendo um número total de 103,4 milhões. Em 2015 o crescimento esperado representa um taxa de 19%, chegando a 122,9 milhões. O Gráfico 3 representa o crescimento no número de pedidos no decorrer dos últimos quatro anos.

Gráfico 4 - Evolução do número de e-consumidores (em milhões)

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Em 2014 existiram 51,5 milhões de pessoas que fizeram alguma compra online, de um total de 61,6 milhões de pessoas que fazem compra pela internet frequentemente. Pode-se assim chegar a uma média de duas compras por consumidor, levando em consideração que existiu um total de pedidos de 103,4 milhões no país como já foi dito. O gráfico 4 ilustra a evolução dos consumidores no passa de seis anos.

A moda e acessórios é a categoria, por mais um ano, que continua na liderança dos produtos mais vendidos online. Essa categoria é responsável por 17% do volume de pedidos em 2014. O gráfico a seguir mostra a relação das séries mais vendidas no ano de 2014 em volume de pedidos.

Gráfico 5 - Categorias mais vendidas de 2014 ( em volume de pedidos)

Fonte: E-bit informação (www.ebitinformação.com.br)

Todas essas categorias vêm apresentando crescimento a cada ano e as autoridades governamentais já estudam formas de tributação nas negociações via Internet, tanto nas operações entre mercados brasileiros ou, destes com mercados internacionais

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4. O E-COMMERCE PRATCADO PELA ARTE HIPPIE

Neste relato de pesquisa o objeto foi uma empresa comercial de vestuário e artesanato, que atua exclusivamente na Internet, a Arte Hippie. Toda venda, marketing e comunicação com o cliente é feita por meio de redes sociais, ou seja, a comercialização é exclusivamente via e-commerce.

4.1. Metodologia de pesquisa

Para se chegar às informações necessárias para a realização do trabalho foi feito um acompanhamento das atividades desempenhadas pela dona da empresa, desde a compra de materiais para a confecção das peças artesanais, bem como a montagem e, por fim, a venda dos produtos através de redes sócias. Além disso, foi feita uma entrevista com a proprietária, esclarecendo o começo, crescimento e futuro da empresa.

4.2. Identificação da empresa e suas características comerciais

A empresa Arte Hippie nasceu a partir de um hobby da proprietária, Keiliana Maranhão. Ela sempre se interessou pela cultura, moda e artigos voltados para a moda hippie. Em um período de férias, passou por uma loja que comercializava artesanatos hippies e quando chegou em casa procurou na internet como fazer os filtros dos sonhos que havia visto. Decidiu comprar alguns materiais e tentar fazer algum para ela mesma, ou para presentear algum amigo.

Keiliana conta que aprender a confeccionar os filtros dos sonhos6 foi fácil e que o primeiro que ela fez (pode ser visto na figura 1) deu de presente a uma amiga que, coincidentemente, aniversariava na mesma época. Sua amiga mostrou para outras pessoas, as quais se interessaram e começaram a perguntar se ela

6Filt oàdosàso hosà àaàt aduçãoàdeàu aàexp essãoàdoàl xi oài gl sà d ea à ah he à àu aàalego iaàexot i aà

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poderia fazer para venda. A partir de então começou a fazer alguns modelos e vendia, mas muito pouco e informalmente.

Figura 1 - Móbile com vários "dream catchers"

Fonte: ArteHippie

Depois de um mês Keiliana, teve encomenda de dez modelos diferentes, por pessoas que ela nem conhecia. Então viu que seu trabalho começava a ser reconhecido e que podia ser comercializado, passou a investir, e começar a fazer além dos filtros dos sonhos, brincos, pulseiras, artigos que fossem no mesmo estilo hippie e que pudessem somar.

A irmã de Keiliana, Shyene Maranhão, deu a ideia então de criar uma página no Facebook e um perfil no Instagram, assim poderia alcançar mais pessoas e a divulgação não seria apenas boca a boca.

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Figura 2 - Fanpage da Arte Hippie no Facebook

Fonte: Arte Hippie

Figura 3 - Instagram Arte Hippie

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Com a divulgação nas redes sociais, Keiliana começou a vender para os interiores do estado do Ceará, além de outros estados.

O contato com os clientes é feito exclusivamente através das redes sociais e pelo celular particular da dona da loja. Para que haja a entrega dos produtos Keiliana marca com o cliente em algum lugar da preferência do cliente. No caso das entregas para outras cidades, a dona utiliza o serviço dos correios.

Para diversificar mais ainda seus produtos, Keiliana passou a comercializar roupas que estivessem alinhadas ao estilo hippie, as quais tiveram bastante aceitação dos clientes.

A empresa já está com um ano de existência e continua a vender exclusivamente pela internet. A fan page7 no Facebook, até a conclusão desse trabalho, contava com 818 pessoas seguindo e no perfil do Instagram contava com 438 seguidores. A dona já pensa na possibilidade de montar uma loja física, mas sem deixar a comercialização pela internet.

4.3. Modo de operação comercial

O contato com os clientes da Arte Hippie é feito exclusivamente através das redes sociais, seja através de mensagens na fan page do Facebook ou diretamente no WhatApp8 particular da proprietária.

Em primeiro lugar o cliente olha os modelos que tem exposto na fanpage ou no perfil do Instagram, e através de comentários na própria foto são feitas as primeiras perguntas.

7

Fan page termo do léxico inglês correspondente a um serviço do Face Book que disponibiliza espaço para anunciar produtos ou eventos

8

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Figura 4 - Foto de um móbile comercializado pela Arte Hippie

Fonte: Arte Hippie

A partir desse primeiro contato, a Keiliana envia por mensagem no Facebook as diversas fotos que existem do modelo escolhido e mostra as cores e penas que são possíveis de ser utilizadas, e assim começa o contato mais direcionado conforme ilustra as figura 4. Nesta Do lado direito a troca de mensagens e à esquerda o produto às quais se referem.

Figura 5 - Exemplo de uma comunicação cliente/fornecedor via WhatApp

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Figura 6 - Exemplo de comunicação cliente/fornecedor via WhatApp

Fonte: Arte Hippie

Nas figuras 5 e 6 é exemplificada uma comunicação mediada no What App. Nesta mídia além da troca de mnsagens se pode também enviar fotos referentes aos produtos;

Por vezes os clientes já chegam com a ideia certa do que desejam e explicam para Keiliana por meio de mensagens no What App

As entregas são feitas de acordo com a vontade do cliente. É acordado entre o mesmo e a dona um melhor local para entrega do produto e recebimento do pagamento. Geralmente essas entregas são feitas em locais públicos, como faculdades, shoppings centers, restaurantes, no caso do cliente já ser conhecido de Keiliana a entrega pode ser feita na sua casa ou do próprio cliente.

4.4. Análise dos dados

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Keiliana dispunha de um pequeno capital para dar inicio as atividades, mas tudo foi investido em material para a confecção dos artesanatos. Nos primeiros meses toda renda que era obtida era reinvestida em matéria-prima. Com o aumento das vendas foi possível criar um capital de giro e assim investir em novos segmentos, assim a artesã começou a investir em vestuário, e aumentou mais ainda as vendas e, por consequência, o capital de investimento.

O custo com a matéria-prima é muito baixo, os materiais utilizados são bastante acessíveis e o preço do produto finalizado supera o dinheiro gasto sempre numa média de que cobre os custos fixos e o lucro, o qual, é bastante razoável quando se trata dos artesanatos. Em relação ao vestuário, o percentual acrescentado segue a mesma lógica do custeio por margem de contribuição. As vendas são à vista e a entrega é mediante a verificação do depósito do cliente pela compra efetuada, pois, a empresa ainda não trabalha com crédito.

Para um futuro próximo é necessário à empresa melhore o seu sistema de vendas para os clientes bem como alternativas de pagamento, ou seja, adquirir máquinas para pagamento em débito ou crédito.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir das teorias apresentadas, chega-se à conclusão de que a empresa Arte Hippie ainda tem muito a melhorar, para se adequar aos requisitos do e-commerce, mas que apesar da inexperiência já consegue se firmar no mercado há um ano, e apresenta sinais de crescimento, além de planos futuros de desenvolvimento e aperfeiçoamento do empreendimento.

A pesquisa possibilitou à pesquisadora identificar a possibilidade de sucesso da empreendedora que nos seu conhecimento empírico sobre ao assunto vem crescendo ao ponto de começar a pensar o que poderá ser investido na empresa estudada.

Ficou claro também que, meios de comunicação na Internet serve de instrumento para a comercialização e crescimento para a mesma.

Pode ser ressaltado ainda que os objetivos propostos foram alcançados uma vez que foi apresentado o esperado em cada capítulo deste trabalho, como história, evolução e desenvolvimento do empreendedorismo, internet e e-commerce. Foi esclarecido como o empreendedorismo e e-commerce se comporta no país em geral, e especificamente no Ceará, demonstrado via dados estatísticos. Foram apresentadas visões de vários autores a cerca dos temas propostos, bem como diferenciados.

A partir do caso da empresa Arte Hippie chegou-se a uma percepção de que o mercado no Ceará tem um perfil de demanda necessário para desenvolvimento da comercialização da moda alternativa como informado pela empreendedora. A utilização da WEB até então demonstrou que o e-commerce, ajudará a empresa a ter grandes de crescimento, uma vez que poderá alcançar um perímetro muito maior, expandindo para as cidades interioranas e afins.

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Tabela 1- Distribuição da amostra segundo características sociodemográficas - Brasil e regiões - 2013
Gráfico 1 - Evolução da atividade empreendedora segundo estágio de empreendimento (TEA e TEE):
Tabela  2  -  Distribuição  dos  empreendedores  iniciais  (TEA)  segundo  faixa  etária  -  Brasil  e  regiões  -  2013
Gráfico 2- Vendas online (bens de consumo) em bilhões de reais
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