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[MATERIAL RICO] DIREITO ADMINISTRATIVO

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[MATERIAL RICO]

DIREITO ADMINISTRATIVO

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A disciplina de Direito Administrativo é muito importante para quem irá fazer a prova da OAB, ela corresponde a quase 10%

do exame, aparecendo em aproximadamente 6 questões.

Por isso, separamos 15 questões comentadas sobre tópicos importantes da matéria, para que você estude de forma mais efetiva e garanta sua aprovação na OAB.

Vamos lá?

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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

QUESTÃO 1 (OAB/2018): Raimundo tornou-se prefeito de um pequeno município brasileiro. Seu mandato teve início em janeiro de 2009 e encerrou- se em dezembro de 2012. Em abril de 2010,

sabendo que sua esposa estava grávida de gêmeos e que sua residência seria pequena para receber os novos filhos, Raimundo comprou um terreno e resolveu construir uma casa maior. No mesmo mês, com o orçamento familiar apertado, para não incorrer em novos custos, ele usou um trator de esteiras, de propriedade do município, para nivelar o terreno recém adquirido. O Ministério Público teve ciência do fato em maio de 2015 e ajuizou, em setembro do mesmo ano, ação de improbidade administrativa contra Raimundo. Após análise da resposta preliminar, o juiz recebeu a ação e ordenou a citação do réu em dezembro de 2015. Considerando o enunciado da questão e a Lei de Improbidade

Administrativa, em especial as disposições sobre prescrição, o prazo prescricional das eventuais sanções a serem aplicadas a Raimundo é de

a) cinco anos, tendo como termo inicial a data da

infração (abril de 2010); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescrição no caso concreto.

b) três anos, tendo como termo inicial a data em que os fatos se tornaram conhecidos pelo Ministério Público (maio de 2015); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, não ocorreu a prescrição no caso concreto.

c) cinco anos, tendo como termo inicial o término do exercício do mandato (dezembro de 2012); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, não ocorreu a prescrição no caso concreto.

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d) três anos, tendo como termo inicial o término do exercício do mandato (dezembro de 2012); logo, como a ação foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescrição no caso concreto.

ALTERNATIVA C CORRETA TENDO EM VISTA O ART. 23 DA LEI 8429/92:

Art. 23. “As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;

II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

III - até cinco anos da data da apresentação à

administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art.

1o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)”.

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

QUESTÃO 2 (OAB/2016) As duas maiores empresas do ramo de produção de componentes eletrônicos para máquinas industriais dominam mais de 50%

(cinquenta por cento) do mercado. A fim de garantir determinada margem de lucro, elas resolveram acordar um mesmo preço para os bens que elas produzem.

Nesse caso, está-se diante

a) de ato de improbidade administrativa, em conluio.

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b) de infração à ordem econômica, punível na forma da lei.

c) de conquista de mercado resultante de processo natural, fundado na maior eficiência de agente econômico em relação a seus competidores.

d) de ato que, embora socialmente indesejável, não encontra qualquer vedação legal.

ALTERNATIVA B CORRETA. A ALTERNATIVA ESTÁ CORRETA, TENDO EM VISTA QUE, CONFORME O ART. 36, DA LEI 12.529/11, A HIPÓTESE EM EPÍGRAFE SE TRATA DE INFRAÇÃO A ORDEM ECONÔMICA. VEJA-SE:

Art. 36. Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou

possam produzir os seguintes efeitos, ainda que não

sejam alcançados:

I - limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa;

II - dominar mercado relevante de bens ou serviços;

III - aumentar arbitrariamente os lucros; e

IV - exercer de forma abusiva posição dominante.

§ 2º Presume-se posição dominante sempre que uma empresa ou grupo de empresas for capaz de alterar unilateral ou coordenadamente as condições de

mercado ou quando controlar 20% (vinte por cento) ou mais do mercado relevante, podendo este percentual ser alterado pelo Cade para setores específicos da economia.

§ 3º As seguintes condutas, além de outras, na medida

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em que configurem hipótese prevista no caput deste artigo e seus incisos, caracterizam infração da ordem econômica:

I - acordar, combinar, manipular ou ajustar com concorrente, sob qualquer forma:

a) os preços de bens ou serviços ofertados individualmente;

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

QUESTÃO 3 (OAB/SP-2005): Um Estado iniciou processo licitatório sem respaldo orçamentário, tendo celebrado o contrato com a empresa licitante vencedora. O Tribunal de Contas da União, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, determinou ao Chefe do Executivo que anulasse o contrato e a licitação prévia. A empresa contratada deveria ser ouvida antes da decisão do Tribunal de Contas?

a) Não, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga o ente público, não o particular.

b) Sim, como corolário da garantia constitucional da ampla defesa e do contraditório.

c) Sim, desde que a empresa, na qualidade de administrado, represente ao Tribunal.

d) Não, porque contratos administrativos sem respaldo orçamentário constituem crime de responsabilidade fiscal.

ALTERNATIVA B CORRETA, EM FUNÇÃO DO ART. 49,§3º DA LEI 8.666/93:

Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e

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suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá- la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.

§ 3º No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa.

ESTATUTO DA CIDADE

QUESTÃO 4 (OAB/2016): O prefeito do Município Alfa, que conta hoje com 30 (trinta) mil habitantes e tem mais de 30% de sua área constituída por cobertura vegetal, consulta o Procurador Geral do Município para verificar a necessidade de edição de Plano Diretor, em atendimento às disposições constitucionais e ao Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01).

Sobre o caso, assinale a afirmativa correta.

a) O Plano Diretor não é necessário, tendo em vista a área de cobertura vegetal existente no Município Alfa, devendo este ser substituído por Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA).

b) O Plano Diretor não será necessário, tendo em vista que todos os municípios com mais de 20 (vinte) mil habitantes estão automaticamente inseridos em

“aglomerações urbanas”, que, por previsão legal, são excluídas da necessidade de elaboração de Plano Diretor.

c) Será necessária a edição de Plano Diretor, aprovado por lei municipal, que abrangerá todo o território do Município Alfa, em razão do seu número de habitantes.

d) O Plano Diretor será necessário na abrangência da região urbana do município, regendo, no que tange à área de cobertura vegetal, as normas da Política Nacional do Meio Ambiente.

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ALTERNATIVA C CORRETA, TENDO EM VISTA O ART. 41 DA LEI 10.257/01:

Art. 41. O plano diretor é obrigatório para cidades:

I – com mais de vinte mil habitantes;

II – integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas;

III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4o do art. 182 da Constituição Federal;

IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico;

V – inseridas na área de influência de

empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional.

VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos.

ATOS ADMINISTRATIVOS

QUESTÃO 5 (OAB/2016): Fulano, servidor público federal lotado em órgão da administração pública federal no Estado de São Paulo, contesta ordens do seu chefe imediato, alegando que são proibidas pela legislação. A chefia, indignada com o que entende ser um ato de insubordinação, remove Fulano, contra a sua vontade, para órgão da administração pública federal no Distrito Federal, para exercer as mesmas funções, sendo certo que havia insuficiência de

servidores em São Paulo, mas não no Distrito Federal.

Considerando as normas de Direito Administrativo, assinale a afirmativa CORRETA:

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a) A remoção de Fulano para o Distrito Federal é válida, porque configura ato arbitrário da Administração.

b) Não é cabível a remoção do servidor com

finalidades punitivas, por se ter, em tal hipótese, desvio de finalidade.

c) A remoção pode ser feita, uma vez que Fulano não pautou sua conduta com base nos princípios e regras aplicáveis aos servidores públicos.

d) O ato de insubordinação deveria ter sido constatado por meio de regular processo administrativo, ao fim do qual poderia ser aplicada a penalidade de remoção.

ALTERNATIVA B CORRETA. ESSA ALTERNATIVA ESTÁ CORRETA EM RAZÃO DE A REMOÇÃO DE FULANO SER INVÁLIDA, POR TER OCORRIDO COM DESVIO DE FINALIDADE, JÁ QUE FOI UTILIZADA PARA PUNIR O SERVIDOR.

ALÉM DISSO, TAL HIPÓTESE NÃO ESTÁ PREVISTA NO ART. 36, DA LEI 8.112/90.

PROCESSO ADMINISTRATIVO

QUESTÃO 6 (OAB/2018): Maria foi aprovada em concurso para o cargo de analista judiciário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, mas, após ter adquirido a estabilidade, foi demitida sem a observância das normas relativas ao processo administrativo disciplinar. Em razão disso, Maria ajuizou ação anulatória do ato demissional, na qual obteve êxito por meio de decisão jurisdicional transitada em julgado. Nesse interregno, contudo, Alfredo, também regularmente aprovado em concurso e estável, foi promovido e passou a ocupar o cargo que era de Maria. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta

a) A invalidação do ato demissional de Maria não

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poderá importar na sua reintegração ao cargo anterior, considerando que está ocupado por Alfredo.

b) Maria, em razão de ter adquirido a estabilidade, independentemente da existência e necessidade do cargo que ocupava, deverá ser posta em disponibilidade.

c) Maria deverá ser readaptada em cargo superior ao que ocupava anteriormente, diante da ilicitude de seu ato demissional.

d) Em decorrência da invalidade do ato demissional, Maria deve ser reintegrada ao cargo que ocupava e Alfredo deverá ser reconduzido para o cargo de origem.

ALTERNATIVA D CORRETA. Essa alternativa está correta em razão de que a reintegração é o retorno do servidor público estável, ao cargo que ocupava

anteriormente, em virtude da anulação do ato de demissão, ou seja, da invalidade da demissão do servidor estável por decisão judicial ou administrativa.

Dessa forma, o reintegrado será indenizado por tudo que deixou de ganhar. Basta que este agente seja detentor de cargo público efetivo, conforme art. 28 da Lei 8.112/90:

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

SERVIÇOS PÚBLICOS

QUESTÃO 7 (OAB/2017): Um Estado da Federação lançou um grande programa de concessões como forma de fomentar investimentos, diante das

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dificuldades financeiras por que vem passando. Por meio desse programa, ele pretende executar obras de interesse da população e ceder espaços públicos para a gestão da iniciativa privada. Como parte desse programa, lançou edital para restaurar um complexo esportivo com estádio de futebol, ginásio de esportes, parque aquático e quadras poliesportivas.

Diante da situação acima, assinale a afirmativa correta.

a) O Estado pode optar por celebrar uma parceria público-privada na modalidade de concessão

patrocinada, desde que o contrato tenha valor igual ou superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que as receitas decorrentes da exploração dos serviços não sejam suficientes para remunerar o particular.

b) A constituição de sociedade de propósito específico

- SPE, sociedade empresária dotada de personalidade jurídica e incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria, deve ocorrer após a celebração de um contrato de PPP.

c) O contrato deverá prever o pagamento de remuneração fixa vinculada ao desempenho do parceiro privado, segundo metas e padrões de qualidade e disponibilidade nele definidos.

d) A contraprestação do Estado deverá ser

obrigatoriamente precedida da disponibilização do serviço que é objeto do contrato de parceria público- privada; dessa forma, não é possível o pagamento de contraprestação relativa à parcela fruível do serviço contratado.

ALTERNATIVA A CORRETA, TENDO EM VISTA A REDAÇÃO ATUALIZADA DO ART. 2º DA LEI Nº 11.079/04

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LEI NO 11.079, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2004.

Art. 2º Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa.

§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

§ 2º Concessão administrativa é o contrato de

prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

§ 3º Não constitui parceria público-privada a

concessão comum, assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

§ 4º É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada:

I - cujo valor do contrato seja inferior a R$

10.000.000,00 (dez milhões de reais);

II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos; ou

III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.

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SERVIÇOS PÚBLICOS

QUESTÃO 8 (OAB/2016): A União divulgou edital de licitação para a contratação de parceria público- privada, para a reforma e gestão de um presídio federal, na modalidade concessão administrativa.

A esse respeito, assinale a afirmativa CORRETA:

a) A concessão administrativa envolve, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação

pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

b) A contratação de parceria público-privada somente pode ser realizada para contratos com valor igual ou superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).

c) Considerando se tratar de concessão administrativa, o prazo máximo de vigência do contrato é de 20 anos.

d) Não é possível a contratação de parceria público- privada que envolva a execução de obra pública.

ALTERNATIVA B CORRETA. ESTA ALTERNATIVA ESTÁ CORRETA EM RAZÃO DO TEXTO

DO ART. 2º, § 4º, I, DA LEI 11.079/04:

“§ 4º É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada: I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais)”.

PODERES ADMINISTRATIVOS

QUESTÃO 9 (OAB/2012): Autarquia competente para a fiscalização de estabelecimentos comerciais que vendam gêneros alimentícios verifica que o maior supermercado do município estava com o funcionamento irregular, bem como vendia produtos com o prazo de validade vencido. Além de todas as outras sanções cabíveis na espécie, a Autarquia

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aplicou multa ao estabelecimento. Com o objetivo de assegurar que a multa fosse paga, a Autarquia apreendeu produtos (dentro do prazo de validade) cujo valor somasse exatamente o valor da multa, e que tivessem proveito para a autarquia, como água mineral, café e açúcar.

Com base na situação descrita, assinale a afirmativa CORRETA:

a) A apreensão de bens com o objetivo de quitação de multa regularmente aplicada pela fiscalização é manifestação da autoexecutoriedade do poder de polícia, sendo legitimamente exercida pela Autarquia.

b) Não é cabível a apreensão de bens, neste caso, pois ela somente seria viável se a Administração tivesse feito pesquisa e constatado que os preços correspondem à média de mercado.

c) A Administração goza da prerrogativa da autoexecutoriedade, mas a cobrança das multas aplicadas não pode se dar de maneira forçada, manu militari, devendo ser feita por meio de processo judicial, caso não ocorra o pagamento administrativamente.

d) A apreensão de bens para quitação de multa pode se dar sobre produtos cuja validade está vencida ou, como no caso, sobre produtos bons para consumo, e não pode ser questionada por se inserir no mérito do ato administrativo.

ALTERNATIVA C CORRETA.

Esta alternativa está correta em razão de a autoexecutoriedade consistir na faculdade de a Administração decidir e executar diretamente sua decisão, sem intervenção do Judiciário. Entretanto, não autoriza a apreensão de bens para quitação de

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multa, devendo esta ser executada judicialmente, em caso de não pagamento espontâneo.

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

QUESTÃO 10 (OAB/2016): José, acusado por estupro de menores, foi condenado e preso em decorrência da execução de sentença penal transitada em julgado. Logo após seu recolhimento ao estabelecimento prisional, porém, foi assassinado por um colega de cela.

Acerca da responsabilidade civil do Estado pelo fato ocorrido no estabelecimento prisional, assinale a afirmativa correta.

a) Não estão presentes os elementos configuradores da responsabilidade civil do Estado, porque está presente o fato exclusivo de terceiro, que rompe o nexo de causalidade, independentemente da possibilidade de o Estado atuar para evitar o dano.

b) Não estão presentes os elementos configuradores da responsabilidade civil do Estado, porque não existe a causalidade necessária entre a conduta de agentes do Estado e o dano ocorrido no estabelecimento estatal.

c) Estão presentes os elementos configuradores da responsabilidade civil do Estado, porque o

ordenamento jurídico brasileiro adota, na matéria, a teoria do risco integral.

d) Estão presentes os elementos configuradores da responsabilidade civil do Estado, porque o poder público tem o dever jurídico de proteger as pessoas submetidas à custódia de seus agentes e estabelecimentos

ALTERNATIVA D CORRETA, EM FUNÇÃO DA TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO, IMPLÍCITA NO ART. 37, § 6º DA CR:

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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

QUESTÃO 11 (OAB/2018): A União celebrou com a empresa Gama contrato de concessão de serviço público precedida de obra pública. O negócio jurídico tinha por objeto a exploração, incluindo a duplicação, de determinada rodovia federal. Algum tempo após

o início do contrato, o poder concedente identificou a inexecução de diversas obrigações por parte da concessionária, o que motivou a notificação da contratada. Foi autuado processo administrativo, ao fim do qual o poder concedente concluiu estar prejudicada a prestação do serviço por culpa da contratada. Com base na hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) O contrato é nulo desde a origem, eis que a concessão de serviços públicos não pode ser precedida da execução de obras públicas.

b) O poder concedente pode declarar a caducidade do contrato de concessão, tendo em vista a

inexecução parcial do negócio jurídico por parte da concessionária.

c) O poder concedente deve, necessariamente, aplicar todas as sanções contratuais antes de decidir pelo

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encerramento do contrato.

d) O processo administrativo tem natureza de inquérito e visa coletar informações precisas dos fatos; por isso, não há necessidade de observar o contraditório e a ampla defesa da concessionária.

ALTERNATIVA B CORRETA, UMA VEZ QUE A CADUCIDADE DA CONCESSÃO É UMA DAS FORMAS DE EXTINÇÃO, CONFORME PREVISTO NA LEI 8.987/95:

Art. 35. Extingue-se a concessão por:

I – advento do termo contratual;

II – encampação;

III – caducidade;

IV – rescisão;

V – anulação; e

VI – falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual.

A caducidade é uma hipótese de extinção que decorre da inexecução total ou parcial do contrato por parte do concessionário, conforme artigo 38, da Lei 8.987/95.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

QUESTÃO 12 (OAB 2012): O Estado Y resolve

realizar licitação, com fundamento na Lei Federal n.

8.666/93, para a contratação de obra de engenharia para a construção de um hospital. Consultada a

procuradoria, ela indica que a modalidade que deverá ser adotada é a de tomada de preços.

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Com base no caso acima, assinale a afirmativa correta.

a) Se a modalidade deve ser tomada de preços, pode- se presumir que a obra foi orçada em até um milhão e quinhentos mil reais, porém nada obsta que se opte por utilizar as modalidades concorrência ou convite, pois ambas são modalidades mais amplas de licitação que a tomada de preços.

b) É possível desmembrar a referida obra em duas ou mais e realizar as licitações na modalidade de convite, mesmo que, com isso, viesse a perder a economia de escala decorrente da sua realização integrada.

c) Na tomada de preços qualquer interessado que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovar possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto, poderá dela participar.

d) Na modalidade tomada de preços, o Estado somente receberá propostas dos licitantes que estejam devidamente cadastrados, permitindo-se, porém, o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

ALTERNATIVA D CORRETA.

Esta alternativa está correta em razão de a Tomada de preços, conforme art. 22, § 2º, da Lei 8.666/93, ser “a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação”.

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BENS PÚBLICOS

QUESTÃO 13 (OAB 2016): A sociedade “Limpatudo”

S/A é empresa pública estadual destinada à

prestação de serviços públicos de competência do respectivo ente federativo. Tal entidade administrativa foi condenada em vultosa quantia em dinheiro,

por sentença transitada em julgado, em fase de cumprimento de sentença.

Para que se cumpra o título condenatório, considerar- se-á que os bens da empresa pública são

a) Impenhoráveis, certo que são bens públicos, de acordo com o ordenamento jurídico pátrio.

b) privados, de modo que, em qualquer caso, estão sujeitos à penhora.

c) privados, mas, se necessários à prestação de serviços públicos, não podem ser penhorados.

d) privados, mas são impenhoráveis em decorrência da submissão ao regime de precatórios.

ALTERNATIVA C CORRETA.

A alternativa está correta, tendo em vista que, embora os bens da empresa pública em questão sejam

privados, aqueles afetados à prestação do serviço público possuem as prerrogativas dos bens públicos, inclusive a impenhorabilidade.

LICITAÇÕES PÚBLICAS

QUESTÃO 14 (OAB/2017): A Administração Federal irá realizar sucessivos contratos de compra de produtos de papelaria, de uso contínuo nos órgãos para os quais os bens estão destinados. Para tanto,

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pretende fazer uso dos mecanismos legais que melhor atendam ao princípio da eficiência. No caso, acerca da modalidade de licitação a ser adotada, assinale a afirmativa correta.

a) É cabível a utilização do regime diferenciado de contratações públicas (RDC).

b) Deverá ser utilizada a modalidade leilão para cada uma das compras a contratar.

c) É possível o processamento das compras pelo

sistema de registro de preços, mediante a utilização da modalidade pregão.

d) É obrigatória a utilização da modalidade convite, independentemente do valor orçado.

ALTERNATIVA C CORRETA. A ALTERNATIVA ESTÁ CORRETA, CONFORME ART.

11, DA LEI Nº 10.520/02:

Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme regulamento específico.

AGENTES PÚBLICOS

QUESTÃO 15 (OAB/2018): João foi aprovado em concurso público para ocupar um cargo federal.

Depois de nomeado, tomou posse e entrou em exercício imediatamente. Porém, em razão da sua baixa produtividade, o órgão ao qual João estava vinculado entendeu que o servidor não satisfez as condições do estágio probatório. Considerando o Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, à luz

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Art. 34. “A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.

Parágrafo único. A exoneração de ofício dar- se-á:

I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;

II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido”.

do caso narrado, assinale a afirmativa correta.

a) A Administração Pública deve exonerar João, após o devido processo legal, visto que ele não mostrou aptidão e capacidade para o exercício do cargo.

b) A Administração Pública deve demitir João, solução prevista em lei para os casos de inaptidão no estágio probatório.

c) João deve ser redistribuído para outro órgão ou outra entidade do mesmo Poder, a fim de que possa desempenhar suas atribuições em outro local.

d) João deve ser readaptado em cargo de atribuições afins.

ALTERNATIVA A CORRETA, TENDO EM VISTA A LEI Nº 8112/90

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Esperamos que esse material tenha te ajudado a entender melhor como a matéria de Direito Administrativo é cobrada no Exame da Ordem. Caso tenha mais alguma dúvida, nós, do Saraiva Aprova, estamos à disposição para te ajudar.

Torcemos pelo seu sucesso e confiamos na sua aprovação :)

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