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Sistemas Estruturados

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Academic year: 2021

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(1)

Cabeamento

• Aula 5

Sistemas Estruturados

(2)

Objetivos

• Reconhecer a necessidade de padronizar o sistema de cabeamento;

• Avaliar a orientação de organizações de padronização para desenvolver normas que garantem a implementação do

conceito do sistema de cabeamento estruturado;

• Entender os detalhes e as partes componentes de um sistema estruturado

• Entender as recomendações e propósitos das normas

(3)

Introdução

• Na aula 5 veremos os sistemas de cabeamento estruturado e teremos contato com as partes que compõem um sistema estruturado. Inicialmente veremos generalidades comuns ao cabeamento estruturado.

• Veremos ainda alguns aspectos de segurança lógica e física do cabeamento bem como os padrões de

desempenho e alcance dos meios típicos das redes locais.

(4)

Os sistemas estruturados

Histórico

• O propósito das redes de computadores é compartilhar informações através de canais de dados. Conforme já vimos as primeiras redes apresentavam apenas soluções proprietárias cujo desempenho era extremamente reduzido se comparados aos atuais.

• Podemos até inferir que em alguns anos os padrões atuais

medidos em Gigabit serão analisados como “produtos do

passado”.

(5)

Perfil das redes atuais

• O perfil das redes que vem se mantendo com mesmo modelo de estrutura desde os anos 90, com melhor desempenho e confiabilidade:

– Redes Locais baseadas em cabeamento metálico e expandidos com canais sem fio

– Grandes “Datacenters”.

– Canais de dados metropolitanos

– Convergência de diversos tipos de meios trafegando nos mesmos espaços e até nos mesmos cabos

(6)

Sistemas estruturados

Um sistema de cabeamento estruturado tem como

característica básica ser um sistema multimídia, isto é, capaz de proporcionar acesso aos vários sistemas de

comunicação (voz, dados, imagens e sinais de controle)

através de uma única estrutura de cabeamento. [Pinheiro,

2003, p41]

(7)

Cabeamento Estruturado

• O cabeamento estruturado tem o objetivo de padronizar os diversos meios, cabos, conexões e métodos em instalações residenciais, prediais e industriais para servir de base na infraestrutura dos serviços.

• Um dos objetivos secundários é facilidade de adaptar-se ao crescimento constante de pontos de rede, serviços pois

entre suas premissas está a definição de meios baseada na

área atendida e não, necessariamente, na quantidade de

usuários em determinado momento.

(8)

Cabeamento Estruturado

• A infraestrutura estruturada deve permitir que haja

evolução no número de usuários, na banda de dados e na oferta de serviços, tornando a rede transparente das

aplicações, serviços e posição.

(9)

Origem dos sistemas estruturados

• Os primeiros sistemas que podem ser chamados de

estruturados remontam aos anos 1970 e eram baseados na infraestrutura existente de telefonia com cabos de

telefonia.

• A razão é simples, a infraestrutura já existia e estava

instalada. Estas primeiras redes ofereciam capacidade

bastante limitada se comparada aos meios atuais.

(10)

Origem dos sistemas estruturados

• O uso inicial abrangia apenas voz e dados. Naquele

momento os serviços atendidos eram limitados e os meios suficientes

• Baseado na crescente demanda por novos serviços

percebeu-se que as instalações prediais e industriais (as residenciais ainda não necessitavam multimídia) possuíam diversos sistemas de cabeamento, um de energia elétrica e outros de baixa potência para atender a diversas demandas, sistemas de voz, de dados, sistemas de controle de

equipamentos (câmeras, controle térmico, segurança ...)

(11)

Origem dos sistemas estruturados

• Não havia padronização, os sistemas possuíam estruturas de cabos, conectores e passagens diferentes entre si.

• As crescentes necessidades levaram a uma convergência de centralização dos serviços na computação: no

processamento de informação, na centralização dos controles de equipamentos.

• Assim o cabeamento não estruturado se mostrou

insuficiente

(12)

As padronizações

• As empresas fabricantes de equipamentos e os

consumidores (redes corporativas) ansiavam pelas padronizações.

• Redes necessitavam melhorar seus projetos e fabricantes desejavam vender mais produtos e serviços.

• Ao padronizar são estabelecidos modelos a partir dos quais

todos foram beneficiados.

(13)

As padronizações

• A inovação mais marcante foi a possibilidade de

interligação de diversos tipos de rede através de interfaces padronizadas.

• Foi ainda destacada a regra de evoluir mantendo

compatibilidade de meios com a tecnologia anterior.

– Como herança podemos citar o formato das portas USB e RJ 45 que se mantém constante apesar das mudanças de capacidade de dados nos canais.

(14)

Vantagens do Cabeamento Estruturado

• Garante a performance do sistema pela maior confiabilidade do cabeamento;

• Diminui os custos de mão-de-obra e de montagem da infraestrutura;

• Possibilita ampliações ou alterações para implementações futuras sem perda de flexibilidade;

• Permite o atendimento de demandas de novos

serviços para cada usuário;

(15)

Vantagens do Cabeamento Estruturado

• Integra as diversas aplicações em um único cabeamento;

• Disponibiliza uma maior facilidade no acesso e processamento de informações;

• Implementa um padrão capaz de suportar qualquer

tipo de serviço independente do fornecedor;

(16)

Vantagens do Cabeamento Estruturado

• Define topologias, conectores e cabos para diversas aplicações de redes e

• Possibilita uma vida útil maior para o sistema de

cabeamento.

(17)

Redes Estruturada

• Alguns detalhes da infraestrutura fazem com que o cabeamento possa adaptar-se a diferentes situações. Um cabeamento único pode servir a diversas necessidades:

• O cabeamento horizontal é organizado de forma que todos os pontos de rede devem convergir para centrais de distribuição (patch panels).

• Na central cada ponto pode ou não ser “ativado”

conectando a algum ativo da rede.

(18)

Redes Estruturada

• A metodologia prevê a documentação e a identificação de todos os cabos, o que permite a descoberta de um ponto entre milhares de outros numa rede.

• Os equipamentos são baseados em regras internacionais o

que garante conforto à indústria para produzir material

que terá o mundo como mercado consumidor e as redes

podem ser projetadas com equipamento que podem ser

adquiridos pelo seu padrão e não pela marca. Estes

aspectos geram produção em escala e redução de custos.

(19)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento

não estruturado

Cabeamento Estruturado

Chega um novo

equipamento ou necessita novo ponto de rede

É necessário lançar novos cabos

No painel de

distribuição

conectamos novo patch cord e ativamos o novo ponto

(20)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento não estruturado

Cabeamento Estruturado Um setor necessita

mudar a

quantidade de computadores e ramais de telefonia

Lançar novos cabos de telefonia e de rede

Alterar a

distribuição dos

pares nos painéis

de manobra.

(21)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento

não estruturado

Cabeamento Estruturado Uma equipe temporária

se reúne e necessita de pontos de rede

Lançar novos cabos. No painel de distribuição ativar novas conexões e desativá-las quando não forem mais necessárias.

(22)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento

não estruturado

Cabeamento Estruturado

Pondo de rede

sobrecarregado ou com falha

Identificar os circuitos e substituir os cabos fora da especificação, às vezes testando um a um. O trabalho é dificultado pois não há documentação.

Alterar o circuito que atende à estação e sinalizar no patch panel que determinado circuito está defeituoso. A solução imediata que permite planejar a substituição do

(23)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento não estruturado

Cabeamento Estruturado

Uma estação necessita de maior banda para uma aplicação específica

Instalar novos cabos para atender à nova demanda

Todos os cabos já suportam a nova demanda. Pode ser necessário alterar o circuito no painel de distribuição para interconectar a um ativo compatível com a nova

(24)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento

não estruturado

Cabeamento Estruturado

Mudanças de salas Substituir todos os cabos ou posicionar um novo switch na sala antiga e criar uma nova subrede física. Usa-se um dos cabos antigos para ligar à estrutura antiga. Sobra um ativo fora da sala de equipamentos.

Basta ativar os novos pontos e desativar os anteriores.

(25)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento

não estruturado

Cabeamento Estruturado Os canais internet são

ampliados e toda a rede para a necessitar mais banda para aplicações multimídia.

Trocar todo o cabeamento.

O cabeamento já previa

a expansão da

capacidade, quando muito são substituídos os ativos da rede.

(26)

Comparação entre

rede estruturada e não estruturada

Situação Cabeamento não estruturado

Cabeamento Estruturado

O sistema de

telefonia migra de analógico para digital

Trocar todos os cabos de telefones

Basta ativar os

pontos que já

previam a telefonia

digital

(27)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Ativos e passivos da rede

• Ativos são os dispositivos que processam os sinais como hubs, switches, roteadores, repetidores, modems.

• Passivos da rede são os cabos por onde vão trafegar os

dados enviados pelos ativos da rede.

(28)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Rack

– Armário onde são posicionados os equipamentos e os patch panels.

– Utiliza o “U” como unidade de medida de altura, cada U possui 1,75 polegadas.

– A quantidade de U define a quantidade de equipamentos suportados, um rack de 12 U equivale a 21 polegadas.

– A largura padrão é de 19 polegadas.

(29)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Rack

(30)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Patch Panel

– É um terminador de cabos, normalmente possui 19 polegadas de largura para encaixar-se nos racks.

– Possui, para cada ponto uma conexão RJ-45 macho no

painel frontal, conectada a uma tomada fêmea no painel

traseiro.

(31)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Line cords – Serve para ligar o ponto de rede ao computador ou periférico na área de trabalho. Pode ter até 3 m.

• Patch Cord - Serve para ligar interligar o patch panel aos ativos e também

para ativar pontos no Painel de

distribuição. Pode ter até 7 m.

(32)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Blocos 110 – Painel que permite a interligação de cabos de

par trançado para redes e para telefonia.

(33)

Equipamentos típicos da infraestrutura de rede

• Distribuidor ótico

• Funciona como um patch panel pois

divide as múltiplas fibras de um cabo

de fibra em tomadas que podem ser

facilmente manipuladas com a

conexão de cabos mais finos e

flexíveis.

(34)

Topologia da rede estruturada

• As normas ANSI/EIA/TIA 568 A e 606 definem as seguintes áreas da Infraestrutura estruturada:

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

(35)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

São os cabos que interligam os pontos de rede aos

painéis de distribuição (patch panels)

Também chamados de cabos secundários e formam uma base de instalação

permanente com expectativa

de vida útil superior a 10

(36)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• Não é o que liga diferentes andares num prédio.

• Também chamado de

Tronco ou de Backbone é o conjunto de cabos

primários que interligam a

Sala de Equipamentos à

Sala de Telecomunicações

ou aos pontos da Entrada

da Edificação

(37)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• São os locais onde

efetivamente as redes apresentam sua

finalidade. É onde os

usuários interagem com os

sistemas. Pode ainda ser

vista como os locais onde

haja uma tomada para

serviços de rede

(38)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• São os locais de

terminação dos cabos, onde é feita a

administração do

cabeamento horizontal e

os dispositivos que servem

para interconexão com o

backbone

(39)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• É o local onde ficam os ativos da rede e as

interligações com sistemas externos. Pode ser uma

sala ou apenas um rack,

pode ainda conter patch

panels e distribuidores

óticos

(40)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• É conhecido como Distribuidor Geral de

Telecomunicações ou DG.

É onde ficam as

terminações dos cabos externos.

• Normalmente se localiza no primeiro andar e

próximo da entrada

(41)

Topologia da rede estruturada

• Cabeamento Horizontal

• Cabeamento Vertical

• Áreas de Trabalho

• Salas de Telecomunicações

• Salas de Equipamentos

• Entrada da Edificação

• Painéis de Distribuição

• Recebem de um lado o cabeamento primário

oriundo dos equipamentos ativos e do outro os cabos oriundos do cabeamento horizontal.

• É neste painel que são

ativados os pontos do

cabeamento horizontal

(42)

Painéis de Distribuição

Painéis de distribuição Sala de Equipamentos -

Rack

2 U Patch Panel

Switch

2 U Patch Panel 2 U Patch Panel

Pontos de Rede

Cabeamento horizontal

(43)

Padrões de desempenho e alcance dos meios físicos em redes locais

Padrão Cabo Frequência

MHz Alcance

Ethernet padrão 10 mbps

10 Base 2 Coaxial fino 10 180 m

10 Base 5 Coaxial

Grosso 10 500 m

10 Base T UTP cat 4 10 100 m

10 Base F Fibra ótica

multimodo 10 2.000 m

(44)

Padrões de desempenho e alcance dos meios físicos em redes locais

Padrão Cabo Frequência

MHz Alcance

Fast

Ethernet 100 mbps

100 Base TX (x de full duplex)

UTP cat 5

(2 pares) 31,25 100 m

100 Base Fx

Fibra ótica multimodo com full duplex

31,25 2000 m

(45)

Padrões de desempenho e alcance dos meios físicos em redes locais

Padrão Cabo Frequência MHz Alcance

Gigabit Ethernet

1000 Base Cx STP ou SSTP Cat 5

(2 pares) 62,5 25 m

1000 Base Tx UTP cat 5, 5e e 6

(4 pares), PCI Express 62,5 100 m

1000 Base Lx Fibra ótica multimodo com

laser 100 2 a 10 Km

1000 Base Sx Fibra ótica multimodo com

laser (short wave) 100 2 a 10 Km

(46)

Padrões de desempenho e alcance dos meios físicos em redes locais

Padrão Cabo Frequência

MHz Alcance

10 Gigab it

Ether net

10G Base LR

Fibra ótica monomodo com

laser (long range) 250 10 Km

10 GBase ER

Fibra ótica monomodo com

laser (extended range) 250 40 Km

10 GBase ZR

Fibra ótica monomodo com laser (extended range) - CISCO

250 80 Km

(47)

Padrões de desempenho e alcance dos meios físicos em redes locais

Padrão Cabo Frequência

MHz Alcance

Ethernet padrão 10 mbps

10 Base 2 Coaxial fino 10 180 m

10 Base 5 Coaxial

Grosso 10 500 m

10 Base T UTP cat 4 10 100 m

10 Base F Fibra ótica

multimodo 10 2.000 m

(48)

Padrões em redes sem fio

• Para as redes sem fio todas as tecnologias possuem alcance

de 100 m em espaço aberto e, em média, proporcionam

alcance de 30 m em espaços fechados.

(49)

Padrões em redes sem fio

Padrão IEEE (Frequência GHz) Vazão (Mbps)

802-11 A 5 11

802-11 B 2,4 11

802-11 G 2,4 54

802-11 N 2,4 e 5 300

802-11 AC 2,4 e 5 433

(50)

Cabeamento

Aula 5

Atividade

(51)
(52)

Referências

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