Dificuldades de Aprendizagem (Específicas)
No contexto escolar
Dados Contextualizares
Grupo: Amanda Freire Lopes, Ana Clara da Silveira Araújo, Ana Clara Nunes Brito, Daniela Soares Oliveira, Luiza Abadia dos Santos Oliveira, Mailine Santos Moreira
Turma: Letras Vernáculas - V Semestre Disciplina: Psicologia da Aprendizagem Docente: Pablo Mateus dos Santos Jacinto
TEMA: Desenvolvimento Humano & Dificuldades de Aprendizagem (Específicas) no contexto escolar
U E S B
03
01 02
04
Dificuldades de Aprendizagem (Específicas)
Dislexia
“dis” (Distúrbio) + “lexis”
(leitura)
Disgrafia
“dis” (desvio) + “grafia”
(escrita)
Disortografia
“dis” (desvio) + “orto”
(correto) + “grafia” (escrita)
Discalculia
“dis” (Desvio) + “Calculare”
(Calcular, contar)
05
Dificuldades de Aprendizagem (Específicas)
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
desatenção, agitação (ou
hiperatividade) e impulsividade
DISLEXIA
01
É o comprometimento acentuado no desenvolvimento nas
habilidades de reconhecimento das palavras e da compreensão da leitura.
Começo dos estudos da Dislexia
● A dislexia começou a ser estudada no fim do século XIX pelos oftalmologistas ingleses Hinshelwood e Morgane, quando ambos estudaram os casos de crianças com sérias dificuldades de aprendizagem de leitura.
● Segundo eles, primeiramente teríamos uma memória visual de tipo geral, depois uma memória visual de letras e, por último, uma memória visual de palavras. A causa da dificuldade para ler estaria, portanto, num deterioramento do cérebro, de origem congênita, que afetaria a memória visual de palavras, o que produziria na criança aquilo a qual chamaram de cegueira verbal congênita.
1.1
● Alguns anos mais tarde Samuel Orton, neuropsiquiatria americano, defendeu que a dificuldade de ler acontece como uma disfunção cerebral de origem congênita, a qual se produz quando a criança não possui uma adequada dominância hemisférica. Para ele essa dominância hemisférica era fundamental para a aprendizagem da leitura, pois quando a criança aprende a ler, a mesma vai registrando e armazenando a informação nos dois hemisférios cerebrais, no hemisfério dominante, a informação era armazenada de maneira ordenada, enquanto no hemisfério não dominante a informação seria armazenada de forma desordenada e confusa, invertida como em um espelho.
Como é descoberto a Dislexia
● É importante verificarmos, que a dislexia não é uma doença, mas sim, um distúrbio/dificuldade de aprendizagem, relacionado á genética, a qual a pessoa já nasce com ela, sendo a mesma hereditária.
● As dificuldades de codificar e decodificar o símbolo gráfico e as palavras mais simples torna-se para as crianças sérios obstáculos a serem enfrentados, obstáculos esses, que comprometem negativamente o ensino-aprendizagem dos educandos disléxicos.
● O distúrbio disléxico é descoberto com mais facilidade no momento em que as crianças chegam à escola, começam há desenvolver de forma mais concreta a linguagem oral e escrita - alfabetização e letramento. Nessa etapa, os disléxicos começam a apresentar suas dificuldades e suas necessidades de adaptação e tratamento especializado no ensino- aprendizagem.
1.2
● A dislexia impede as crianças de obterem uma leitura fluente, crítica e competente de qualquer tipo de texto, como também, dificuldades de reflexão sobre o que lê e na interpretação das palavras que lê. Já no processo de escrita, as crianças pulam as folhas e linhas do caderno na hora de escrever, trocam os cadernos, por exemplo utilizam para marcar as atividades de português o caderno de matemática, há trocas e omissão de letras, palavras e inversão de sílabas.
● A identificação dos disléxicos ocorre através da observação diária sobre suas dificuldades, tanto no contexto formal, quanto no contexto não formal. Dificuldades essas, que vem acompanhada de distúrbios na linguagem oral, na linguagem escrita/ ortografia e lentidão na aprendizagem da leitura.
● O professor/ educador tem que obter em sua prática pedagógica sensibilidade e muitos cuidados ao trabalhar com crianças disléxicas. Em sala de aula, o professor tem que saber trabalhar e desenvolver materiais concretos na busca de minimizar as dificuldades de leitura e escrita apresentadas pelos educandos. Materiais como alfabeto móvel, contos, livros literários, parlendas, poemas, poesias, gravuras, máscaras para leitura de textos, letras com texturas diversificadas, pinturas variadas, desenhos, montagem de cartilhas etc.
● É fundamental reconhecermos a influência do lúdico nos diversos contextos sociais, assim como os estímulos e a mediação do professor/ educador para com as crianças com dislexia. Analisa-se que a área esquerda do cérebro, é responsável pelo desenvolvimento da linguagem. Nesta zona, foram identificadas três subáreas distintas: uma delas processa fonemas – vocalização e articulação das palavras (região inferior frontal), outra analisa palavras – correspondência grafema-fonema (região parietal-temporal) e a última reconhece palavras e possibilita a leitura rápida e automática (região occipital-temporal).
Como tratar a Dislexia
● No contexto escolar se faz necessário o teste de escrita, reescrita além de outros testes para, a partir de então, obter um diagnóstico exato das dificuldades dos discentes. Não há cura plena para o transtorno da dislexia, mas há formas de reabilitação/ reeducação gradativamente e o tratamento se concentra na reeducação da linguagem escrita e oral, certamente, cabe ao psicopedagogo, a partir do diagnóstico completo, realizar um planejamento para cada etapa do atendimento individualizado. E, durante o acompanhamento da criança com dislexia na escola, o psicopedagogo deverá orientar a instituição para que esta garanta as adaptações pedagógicas essenciais para que a criança se desenvolva da melhor forma possível.
1.3
Disgrafia e
Disortografia
O que é cada uma?
02 e 03
Disgrafia ⤵
Disortografia ⤴
Dificuldade na escrita, caracterizada pelas trocas de fonemas na prática da escrita, com omissões de letras, confusão na concordância de gênero, de números, acompanhados de erros sintáticos grosseiros e uso irregular da pontuação, parágrafos e acentuação na hora de escrever um texto.
Dificuldade de aprendizagem que afeta a qualidade da escrita, onde há erros
ortográficos ampliados, isto é, os
educandos apresentam dificuldades desde
segurar o lápis na mão, sendo que o lápis é
segurado de modo indevido, isto acontece
por causa das decorrentes dificuldades de
coordenação, movimento e do ato motor de
escrever.
Como diferenciar Disgrafia e Disortografia:
DISGRAFIA DISORTOGRAFIA
Forma irregular de segurar o lápis e
dificuldade na pressão a aplicar; Dificuldade na construção de texto (optam por textos mais curtos;
Forma das letras irreconhecível ou
distorcida; Erros ortográficos frequentes + dificuldade na utilização da pontuação;
Espaçamento irregular entre letras e
palavras Junção ou separação errada das palavras (ex: a manhecer, en saiar)
Desorganização geral na folha ou no
texto; Dificuldade na organização de parágrafos;
Traçado muito grosso ou muito suave; Omissão ou troca de letras (ex: cadeira/cadera - pipoca/picoca);
DISCALCULIA
04
Trata-se de uma desordem
neurológica específica que
afeta a habilidade de uma
pessoa compreender e
manipular números.
O que é e o diagnótico da Discalculia
● A discalculia ou transtorno da matemática, manifesta-se através da dificuldade para realizar operações elementares de adição, subtração, multiplicação e divisão, sem que seja resultado de um ensino inadequado ou retardo mental global. O número de pessoas com dificuldades para resolver problemas do dia a dia é significativamente expressivo, o que nos mostra que tal transtorno prejudica significativamente o rendimento escolar e as atividades cotidianas.
● Verifica-se que a discalculia trata-se de uma desordem neurológica específica que afeta as habilidades de identificar, compreender e manipular números. As crianças afetadas pela discalculia, certamente, apresentam um ritmo muito lento no ensino matemático, onde, muitas vezes os educandos usam dos dedos para contar os números ou realizar uma pequena conta. Os discentes com discalculia apresentam muitas dificuldades no ensino-aprendizagem matemático, dificuldades essas, que implicam nas tarefas mais simples do dia a dia, como, olhar a hora no relógio e contar moedas.
4.1
● Para diagnosticar a discalculia, o psicopedagogo deve contar com uma equipe interdisciplinar, que faça um diagnóstico com base em instrumentos adequados e no estudo de neuroimagem, promissores para o entendimento do distúrbio do aprendizado me matemática.
● A maioria das medidas para identificar a discalculia, não foi desenvolvida especificamente para discriminar diferentes aspectos dessas habilidades. Dentre os instrumentos existentes, há a Escola Wechsler de Inteligências para Crianças (WISC – III: WESCHSLER, 1991/ 2002) no qual o subteste de aritmética é um dos itens que compõem o quociente de inteligência. Há também o Teste de Desempenho Escolar (STEIN, 1994), no qual as crianças são avaliadas segundo conhecimentos aritméticos adquiridos da primeira até a sexta série.
● Ainda uma terceira forma de mensuração das habilidades aritméticas, que são as baterias específicas de avaliação de habilidades matemáticas. Tais instrumentos não se restringem á avaliação do cálculo propriamente dito, mas avaliam os aspectos que subsidiam o cálculo, ou seja, a contagem, a comparação de números e a transcodificação.
● Um exemplo dessa terceira forma de mensuração é a Bateria Neurológica de Testes de Processamento Numérico e Cálculo para Criança, que, a partir da revisão de Von Aster & Dellatolas, passou a se chamar Zareki-R. A Zareki-R, segundo Silva e Santos (2009, p. 64), “é um instrumento reconhecido internacionalmente que visa á detecção de ‘pontos fortes e fracos’ no domínio do cálculo e processamento de números”. No Brasil a Zareki-R foi adaptada e validada pelo Laboratório de Neuropsicologia da Unesp FCL/ Campus de Assis, estudo coordenado pela professora Dra. Flávia Heloísa dos Santos.
Como tratar a Discalculia
● No contexto escolar, sempre que possível, é necessário planejar atividades que facilitem a compreensão dos alunos com discalculia, ajudando-os gradativamente no alcance de objetivos concretos, estimulando-os, apresentando aos educandos estratégias e métodos significativos na ampliação do ensino-aprendizagem dos mesmos. A utilização de jogos nas atividades matemáticas é extremamente importante, onde as crianças devem ter a possibilidade de manipular tais jogos em prol de seu desenvolvimento.
● Os professores/ educadores responsáveis pelo ensino da criança a qual será o futuro do nosso país, devem lembrar-se, que o ensino matemático exige competências, agilidade e raciocínio, pois é uma das atividades humanas que exige trabalho simultâneo dos dois hemisférios cerebrais (direito, esquerdo).
4.2
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE
ATENÇÃO E
HIPERATIVIDADE (TDAH)
05
Desatenção Agitação
3 características básicas
(ou Hiperatividade)
Impulsividade
O que é o TDAH, de fato?
⤴
Para se considerar a possibilidade do transtorno, os sintomas (desatenção, hiperatividade e impulsividade) devem se manifestar de forma frequente e persistente, além de trazer prejuízos para a vida do indivíduo.
Sendo assim, pode-se pensar que o TDAH é uma doença?
O TDAH, conforme o DSM-5 (quinta versão), se classifica entre os transtornos do
neurodesenvolvimento, que são caracterizados por dificuldades no desenvolvimento que se manifestam precocemente e influenciam o
funcionamento pessoal, social ou
acadêmico.
O TDAH não é uma doença !
No caso dos transtornos esses processos são desconhecidos, o que torna a identificação e o diagnóstico apenas clínicos, ou seja, eles serão feitos através da contextualização dos sintomas baseada na história clínica.
Isso fica claro quando compara-se a
questão diagnóstica. Para ser classificada uma doença, os processos etiológicos ou patológicos são conhecidos, ou seja,
sabe-se exatamente quais são os agentes causadores das alterações o que leva - então - a reconhecer marcadores
biológicos no intuito de identificá-las.
Há diferença entre “doença” e “transtorno”
*Curiosidade
Um user do Instagram
[@the_mini_adhd_coach_brasil] realiza posts informativos e lúdicos a respeito do TDAH. A pessoa se identifica como alguém diagnosticada aos 29 anos e que, desde a infância, busca se autoconhecer e
compreender.
É um trabalho realizado de forma gentil e
consciente, como a autora propõe na bio da
sua página.
Tirinha postada em 25 de dezembro de 2021
“Cinco coisas para saber sobre TDAH”
Tirinha postada em 25 de dezembro de 2021
“Cinco coisas para saber sobre TDAH”
Referências
OLIVEIRA, Rosane de Machado. A Importância de Analisar as Dificuldades de
Aprendizagem no Contexto Escolar – Dislexia, Disgrafia, Disortográfica, Discalculia e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Revista Científica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Ed. 01, Vol. 16. pp. 492-521, Março de 2017. ISSN:2448-0959.
O QUE é o TDAH? Tudo sobre TDAH: [s. l.], [2022?]. Disponível em:
https://www.tudosobretdah.com.br/o-que-e-o-tdah/. Acesso em: 27 mar. 2022.
Link para encontrar a tirinha (de amostra) utilizada no material:
https://www.instagram.com/p/CX6pYgLraDC/?utm_medium=copy_link
CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo, including icons by Flaticon and infographics & images by Freepik
Obrigada!
Esperamos que esse mini guia tenha te auxiliado a compreender os aspectos acerca das Dificuldades de Aprendizagem (Específicas) no contexto escolar! :)