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ZONA FRANCA DE MANAUS

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Academic year: 2022

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__________________________________________________

ZONA FRANCA DE MANAUS

__________________________________________________

GUIA PRÁTICO

PARA OPERAÇÃO DE INDÚSTRIA INCENTIVADA

_________________________________________________

__________

(2)

Capítulo 1: A Zona Franca de Manaus (ZFM) ... 5

1. Introdução ... 5

2. Incentivos Fiscais Federais:... 7

2.1. Abrangência Zona Franca de Manaus: ... 7

2.2 Abrangência Amazônia Ocidental: ... 11

2.3 Abrangência Amazônia Legal: ... 11

2.2.4 Incentivos Fiscais Estaduais: ... 15

Capítulo 2: Concessão dos incentivos fiscais ... 20

2.1 ESTADUAL: ... 20

2.2 FEDERAL ... 21

2.2.1 Suframa: ... 21

2.2.2 SUDAM: ... 22

Capítulo 3: Constituição da empresa no Polo Industrial de Manaus(PIM) ... 23

3.1 Junta Comercial do Estado do Amazonas – JUCEA-AM ... 23

3.2 RECEITA FEDERAL DO BRASIL ... 23

3.3. INSS ... 24

3.4 FGTS ... 24

3.5 SEFAZ... 24

3.6 IMPLURB ... 25

3.7 Prefeitura de Manaus ... 25

3.8 Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) ... 25

3.9 SUFRAMA ... 26

Capítulo 4: Fruição dos incentivos fiscais ... 27

4.1 Regime Especial (Certificado de Credenciamento) - (SEFAZ) ... 27

4.2 Licença de Instalação e Operação emitidas pelo IPAAM ... 28

4.3 Laudo de Operação (SUFRAMA) ... 30

4.4 Laudo de Produção (SUFRAMA) ... 31

4.5 Divulgação do Polo Industrial de Manaus (SUFRAMA) ... 32

4.6 Laudo Técnico de Inspeção (SEPLAN-CTI) ... 33

4.7 Obrigações Acessórias junto à SUFRAMA ... 34

4.8 Obrigações Acessórias junto à SEPLAN-CTI ... 38

4.9 Obrigações Acessórias Sudam ... 41

Tabela Resumo Obrigações Acessórias: ... 42 Capítulo 5: Incentivos produto(s) Seagate ... Erro! Indicador não definido.

(3)

5.1 SUFRAMA: ... Erro! Indicador não definido.

5.1.1 Processo Produtivo Básico (PPB): ... Erro! Indicador não definido.

5.2 Incentivos Fiscais concedidos pela SEPLAN-CTI: .... Erro! Indicador não definido.

5.2.2 Nas operações de Venda de Mercadorias ao Mercado Nacional ... Erro! Indicador não definido.

5.3 Incentivos Fiscais concedidos pela SUDAM: ... Erro! Indicador não definido.

Capítulo 6: Incentivos máquinas e equipamentos ... 46

Capítulo 7: Obrigações Fiscais Acessórias ... 49

7.1 DACON ... 60

7.2 DCTF ... 61

7.3 DIPJ ... 63

7.4 EFD-Contribuições... 65

7.5 EFD/ICMS/IPI - SPED Fiscal ... 65

7.6 Escrituração Contábil Digital - ECD ... 66

7.6.1 Speed Contábil ... 66

7.7 ECF - Escrituração Contábil Fiscal ... 67

7.8 Recolher/Compensar PIS/Cofins/IRRF sobre serviços importados (SAT/Royalties). ... 67

7.9 Recolher/Compensar PIS-Cofins Importação ... 68

7.10 Relatório DCR-E. ... 68

7.11 DIRF. ... 69

7.12 Informes de Rendimentos/Terceiros ... 70

7.13 Recolher PIS/Cofins/CSLL Retido na Fonte 1ª Quinzena ... 71

7.14 Recolher PIS/Cofins/CSLL Retido na Fonte 2ª Quinzena ... 71

7.15 SUFRAMA ... 72

7.16 Encaminhamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED ... 73

7.17 Entregar GFIP (inclusive Autônomos) ... 73

7.17.1 GRFC - Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e da Contribuição Social ... 74

7.18 Entregar a Declaração Mensal de Apuração do ICMS (DAM) ... 74

7.19 Entregar a Declaração de Movimento Econômico Anual (GIA) ... 74

7.20 Entregar Arquivos Magnéticos Estaduais/Interestaduais Mensalmente (SINTEGRA) ... 75

7.21 SEPLAN- CTI ... 75

7.22 RAIS - Relação Anual de Informações Sociais ... 76

Mapa 1: ... 77

(4)

Mapa 2: ... 78 Mapa 3: ... 78

(5)

Capítulo 1: A Zona Franca de Manaus (ZFM)

1. Introdução

A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de promover o desenvolvimento regional, através da criação de um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram os centros consumidores de seus produtos, conforme estabelecido no art.1º, do Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, art. 1º do Decreto-Lei nº 356, de 15 de agosto de 1968, e art. 504 do Decreto nº 6.759, de 05 de fevereiro de 2009.1

Das finalidades e localização da Zona Franca de Manaus

Art 1º A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância, a que se encontram, os centros consumidores de seus produtos.

Art 2º O Poder Executivo fará, demarcar, à margem esquerda dos rios Negro e Amazonas, uma área contínua com uma superfície mínima de dez mil quilômetros quadrados, incluindo a cidade de Manaus e seus arredores, na qual se instalará a Zona Franca.

§ 1º A área da Zona Franca terá um comprimento máximo continuo nas margens esquerdas dos rios Negro e Amazonas, de cinqüenta quilômetros a juzante de Manaus e de setenta quilômetros a montante desta cidade.

§ 2º A faixa da superfície dos rios adjacentes à Zona Franca, nas proximidades do pôrto ou portos desta, considera-se nela integrada, na extensão mínima de trezentos metros a contar da margem.

§ 3º O Poder Executivo, mediante decreto e por proposta da Superintendência da Zona Franca, aprovada pelo Ministério do Interior, poderá aumentar a área originalmente estabelecida ou alterar sua configuração dentro dos limites estabelecidos no parágrafo 1º deste artigo.” 2- grifo nosso

1 Fonte: Suframa

2 (Decreto Lei 288/67)

(6)

Conforme disposto no artigo 2° do Decreto Lei 288/67 a Zona Franca de Manaus não compreende o Estado do Amazonas como um todo, possuindo limitação especial quanto à fruição dos benefícios fiscais federais (Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados e PIS/COFINS). Desta forma, podemos dividir os incentivos previstos em legislação da seguinte forma quanto a área territorial:

3

Podemos, portanto, observar que a cidade de Manaus se encontra em área privilegiada para a fruição tanto dos incentivos federais como estaduais. Para maior clareza, esse capítulo será detalhado da seguinte forma:

 Incentivos Fiscais Federais:

 Abrangência Zona Franca de Manaus;

3 Art 2º O Poder Executivo fará, demarcar, à margem esquerda dos rios Negro e Amazonas, uma área contínua com uma superfície mínima de dez mil quilômetros quadrados, incluindo a cidade de Manaus e seus arredores, na qual se instalará a Zona Franca.

§ 1º A área da Zona Franca terá um comprimento máximo continuo nas margens esquerdas dos rios Negro e Amazonas, de cinqüenta quilômetros a juzante de Manaus e de setenta quilômetros a montante desta cidade.

§ 2º A faixa da superfície dos rios adjacentes à Zona Franca, nas proximidades do pôrto ou portos desta, considera-se nela integrada, na extensão mínima de trezentos metros a contar da margem. (Decreto Lei 288/67)

Amazônia Ocidental

(Mapa 1 - Anexo)

Zona Franca de Manaus

(Mapa 1 - Anexo)

Amazônia Legal

(Mapa 2 - Anexo)

Estado do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Município de Manaus (todo), parte do município de Presidente Figueiredo e parte do município de Rio Preto da Eva.

Área territorial do Estado do Amazonas

Estado do Amazonas

(Mapa 3 - Anexo)

Estado do Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Acre e parte do Maranhão.

(7)

 Abrangência Amazônia Ocidental;

 Abrangência Amazônia Legal.

 Incentivos Fiscais Estaduais:

 Abrangência Estado do Amazonas.

2. Incentivos Fiscais Federais:

2.1. Abrangência Zona Franca de Manaus:

Nas vendas internas (dentro da Zona Franca de Manaus) e nas vendas nacionais (dentro do país – fora da Zona Franca de Manaus)

A seguir estão relacionados os incentivos federais para empresa que possui como destinação final, as vendas para dentro da Zona Franca de Manaus. (exemplo:

indústria de componentes vende para indústria de bem final ou indústria de bem final vende para consumidor final localizado em Manaus) Estas possuirão os seguintes incentivos fiscais federais, assim como, quando a destinação a destinação da venda referir-se ao mercado nacional (fora da Zona Franca de Manaus – dentro do país):

PIS e COFINS:

 Alíquota zero: no caso da comercialização de matéria-prima, produtos intermediários e materiais de embalagem produzidos na ZFM e empregados em processo de industrialização por estabelecimentos industriais aqui instalados, consoante projeto aprovado pela SUFRAMA;

 Alíquota zero: para venda de mercadorias destinadas ao consumo ou à industrialização na ZFM, por pessoa jurídica estabelecida em outro Estado Brasileiro;

 Suspensão do PIS - importação e da COFINS - importação: no caso de importações por empresas da ZFM, relativas a matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, empregados em processo de industrialização por estabelecimento industriais aqui instalados, consoante projetos aprovados pela SUFRAMA;

 Suspensão de PIS - importação e da COFINS - importação: no caso de

(8)

importações de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos (relacionados em regulamento) para incorporação ao ativo imobilizado da empresa importadora, localizada na ZFM. Este benefício se converte em alíquota zero após 18 (dezoito) meses da incorporação do bem ao ativo fixo;

 Alíquotas especiais: a empresa industrial estabelecida na ZFM, que apura o imposto de renda com base no lucro real, com projeto aprovado pela SUFRAMA, ao vender sua produção própria, deve calcular o PIS e a COFINS com base nas alíquotas abaixo especificadas.

DESTINATÁRIO PIS

(alíquotas) COFINS (alíquotas) a) venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida na ZFM. 0,65% 3,00%

b) venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que

apure PIS no regime não-cumulativo. 0,65% 3,00%

c) venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que

apure o IR com base no lucro presumido. 1,30% 6,00%

d) venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que apure o IR com base no lucro real e que tenha sua receita, total ou parcialmente, excluída do regime não-cumulativo do PIS.

1,30% 6,00%

e) venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM,

enquadrada no regime SIMPLES. 1,30% 6,00%

f) venda efetuada a órgão da Administração Federal, Estadual,

Distrital e Municipal. 1,30% 6,00%

g) venda efetuada à pessoa física. 1,65% 7,60%

 Crédito de PIS e COFINS: na aquisição de produtos industrializados na ZFM, consoante projeto aprovado na SUFRAMA, a empresa sujeita à incidência não-cumulativa do PIS e da COFINS poderá descontar créditos calculados mediante a aplicação, sobre o valor de aquisição dos referidos produtos, das alíquotas de 1% e de 4,6%, respectivamente. A pessoa jurídica estabelecida fora da ZFM, que apurar o IR com base no lucro real e que tenha sua receita, total ou parcialmente excluída do regime de incidência não-cumulativa das contribuições, terá um crédito de 1,65% de PIS e de 7,6% de COFINS.

 Alíquota de 0,65% de PIS e 3,00% de COFINS alusiva a venda efetuada à pessoa jurídica estabelecida na ZFM.45

4 Veja TESE JURÍDICA anexa a esse estudo referente a não incidência do PIS e COFINS nas vendas internas na Zona Franca de Manaus.

(9)

Imposto de Importação (II):

 Isenção: de projetos industriais que objetivem a industrialização de bens de capital na ZFM;

 Isenção: de matérias-primas, produtos intermediários, materiais secundários e de embalagem, componentes e outros insumos de origem estrangeira utilizados na industrialização de produtos destinados a consumo interno na ZFM;

 Isenção: no ingresso de mercadorias estrangeiras na ZFM, destinadas a seu consumo interno, industrialização, inclusive beneficiamento, agropecuária, pesca, instalação e operação de indústrias e serviços de qualquer natureza, exportação, bem assim a estocagem para reexportação. 67

 Redução: de 88% para insumos estrangeiros – matérias-primas, produtos intermediários, materiais secundários e embalagens – empregados na fabricação de produtos industrializados na ZFM, com projeto aprovado pela SUFRAMA e que atenda ao Processo Produtivo Básico – PPB, quando saírem da área de incentivo para qualquer outro ponto do território nacional;

 Redução: percentuais diferenciados para insumos estrangeiros, destinados à produção de bens de informática, obedecendo a coeficiente de redução relacionado ao emprego de mão-de-obra e insumos nacionais, quando da saída dos produtos acabados para outros pontos do território nacional. O mesmo vale para fabricação de veículos, com acréscimo, no entanto, de 5% do coeficiente de redução mencionado.

5 Legislação Aplicável: Lei nº. 10.637, de 30 de dezembro de 2002; Lei nº. 10.865, de 30 de abril de 2004; Lei nº. 10.996, de 15 de dezembro de 2004; Lei nº. 11.196, de 21 de novembro de 2005; Lei nº. 11.307, de 19 de maio de 2006; Instrução Normativa da SRF 594/05.

6 Exceções: armas, munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros, produtos de perfumaria ou de toucador, preparados e preparações cosméticas, salvo os classificados nas posições 3303 a 3307, da Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM, destinados, exclusivamente, ao consumo interno na ZFM ou quando produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais, em conformidade com processo produtivo básico – PPB.

7 Legislação Aplicável: Decreto-lei nº. 288, de 28 de fevereiro de 1967; Decreto 6.759, de 05 de fevereiro de 2009 – Regulamento aduaneiro;Resolução SUFRAMA nº. 203/12.

(10)

Imposto Sobre Produtos Industrializados:

8

 Isenção: dos produtos nacionais ingressos na ZFM, para seu consumo interno, utilização, industrialização, ou para remessa, por seus entrepostos, à Amazônia Ocidental, a remessa dos produtos para a ZFM deverá ser feita sob a forma de suspensão do IPI até o seu ingresso, quando então se converterá em isenção;

 Isenção: dos produtos estrangeiros ingressos na ZFM, para consumo local, na industrialização de outros produtos, na pesca, na agropecuária, na instalação e operação de indústrias, serviços de qualquer natureza ou estocados para exportação para o exterior. Não se incluem nesse benefício armas, munições, fumo, bebidas alcoólicas e automóveis de passageiros. Os produtos são remetidos com a suspensão do imposto e, com o ingresso, converte-se em isenção;

 Isenção: dos produtos industrializados na ZFM, mediante projeto aprovado pela SUFRAMA, destinados à comercialização em qualquer outra região do Brasil. Não se incluem neste benefício armas, munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros, produtos de perfumaria ou de toucador, preparos ou preparações cosméticas, salvo quanto a estes se produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e flora regionais, em conformidade com Processo Produtivo Básico – PPB. Também não se incluem produtos industrializados nas modalidades de acondicionamento ou reacondicionamento;

 Isenção: dos produtos elaborados com matérias-primas agrícolas e extrativas vegetais, de produção regional, valendo este benefício apenas para as localidades da Amazônia Ocidental;

 Isenção: dos bens de capital destinados à implantação de projetos industriais na ZFM;

 Isenção: dos produtos industrializados na ZFM, destinados ao seu consumo interno, com exceção de armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas e automóveis de passageiros;

8 Legislação Aplicável: Decreto 6.759, de 05 de fevereiro de 2009 – Regulamento Aduaneiro; Decreto 4.544, de 26 de dezembro de 2002 – Regulamento do IPI; Lei nº. 11.196/05, de 21 de novembro de 2005; Resolução SUFRAMA nº. 202/06.

(11)

 Crédito de IPI: calculado como se devido fosse, para o adquirente de produtos elaborados com matérias primas agrícolas e extrativas vegetais, de produção regional, sempre que tais produtos sejam empregados como matérias primas, produtos intermediários ou materiais de embalagem na industrialização em qualquer ponto do território nacional, de produtos efetivamente sujeitos ao pagamento do referido imposto.

2.2 Abrangência Amazônia Ocidental:

 Imposto de Importação - I.I. - Isenção do Imposto de importação relativo a bens de capital destinados à implantação de projetos industriais. Base Legal: Resolução Suframa nº 203/12 Art. 1º, inciso VI e Portaria nº 300/96).

 Imposto sobre Produto Industrializado – IPI - Isenção do IPI relativos a bens de capital destinados à implantação de projetos industriais. Base Legal: Art. 1º, inciso VI, da Resolução Suframa nº 203/2012 e Portaria nº 300/96.

Obs: É necessário conferir se as máquinas e equipamentos constam na Portaria Interministerial 300/1996.

 Isenção do II e IPI na aquisição de mercadorias estrangeiras. Base Legal: Art. 3º do Decreto-Lei nº 288/67 e Inciso III, Art. 81, Decreto 7.212/2010.

 Redução de 88% do Imposto de Importação (II) nas vendas para outras Unidades da Federação. Base Legal: Decreto- Lei nº 288/1967 e Decreto-Lei nº 356/1968;

- Isenção do II nas vendas internas na Zona Franca de Manaus (Decreto- Lei nº 288/1967). Base Legal: Decreto- Lei nº 288/1967 e Decreto-Lei nº 356/1968.

2.3 Abrangência Amazônia Legal:

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2.3.1 Imposto de Renda (IRPJ)

 Redução de 75% (redução fixa): do IRPJ e adicionais não restituíveis, calculados com base no lucro da exploração para pessoas jurídicas que tenham projeto aprovado para instalação, ampliação, modernização ou diversificação, voltados a setores da economia considerados prioritários ao desenvolvimento regional.9

 Isenção do IRPJ quando o produto se tratar de bem de informática.

2.3.2 Reinvestimento

O reinvestimento está previsto no art. 29 do Decreto Lei 756 de 11/08/69;

no inciso I, art. 2º da Lei 9.532 de 10.12.97; no art. 3º da MP 2199 de 24/08/2000 e

9 “Art. 2º São considerados prioritários para fins dos benefícios de que trata o art. 1o, os empreendimentos nos seguintes setores:

I - de infra-estrutura, representados pelos projetos de energia, telecomunicações, transportes, instalação de gasodutos, produção de gás, abastecimento de água e esgotamento sanitário;

II - de turismo, considerando os empreendimentos hoteleiros, centros de convenções e outros projetos, integrados ou não a complexos turísticos, localizados em áreas prioritárias para o ecoturismo e turismo regional;

III - da agroindústria vinculados à produção de fibras têxteis naturais; óleos vegetais; sucos, conservas e refrigerantes; à produção e industrialização de carne e seus derivados; aqüicultura e piscicultura;

IV - da agricultura irrigada, para projetos localizados em pólos agrícolas e agroindustriais objetivando a produção de alimentos e matérias primas agroindustriais;

V - da indústria extrativa de minerais metálicos, representados por complexos produtivos para o aproveitamento de recursos minerais da região;

VI - da indústria de transformação, compreendendo os seguintes grupos:

a) têxtil, artigos do vestuário, couros e peles, calçados de couro e de plástico e seus componentes;

b) bioindustriais, vinculados à fabricação de produtos decorrentes do aproveitamento da biodiversidade regional, nos segmentos de fármacos, fitoterápicos, cosméticos e outros produtos biotecnológicos;

c) fabricação de máquinas e equipamentos (exclusive armas, munições e equipamentos bélicos), considerados os de uso geral, para a fabricação de máquinas-ferramenta e fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso específico;

d) minerais não-metálicos, metalurgia, siderurgia e mecânico;

e) químicos (exclusive de explosivos) e petroquímico, materiais plásticos, inclusive produção de petróleo e seus derivados;

f) de celulose e papel, desde que integrados a projetos de reflorestamento, salvo quando utilizarem material reciclado; pastas de papel e papelão, artefatos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado; (Redação dada pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

g) madeira, móveis e artefatos de madeira; (Redação dada pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

h) alimentos e bebidas; e (Redação dada pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

i) material descartável, inclusive barbeador, canetas esferográficas e hidrográficas, demarcadores, lapiseiras, lápis de resina, minas de reposição, apontadores para lápis, escovas, isqueiros, chaveiros e outros artefatos descartáveis; (Incluída pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

VII - da eletro-eletrônica, mecatrônica, informática, biotecnologia, veículos, exclusive de quatro rodas, componentes e autopeças;

VIII - indústria de componentes (microeletrônica);

IX - fabricação de embalagem e acondicionamentos; e

X - fabricação de produtos farmacêuticos, considerados os farmoquímicos e medicamentos para uso humano.

XI - fabricação de brinquedos; (Incluído pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

XII - fabricação de produtos óticos, incluindo óculos, armações e lentes; e (Incluído pelo Decreto nº 6.810, de 2009).

XIII - fabricação de relógios. (Incluído pelo Decreto nº 6.810, de 2009).”

(Decreto Federal n° 4.212/2002)

(13)

no Decreto 4.212/2002, que estabelece as atividades prioritárias para o desenvolvimento da Amazônia, contudo é a Instrução Normativa 267 de 23.11.2002, em seu artigo 115, que traz mais subsídios sobre o assunto.

Trata-se de um depósito vinculado a ser feito no BASA, pelas pessoas jurídicas sediadas na Amazônia Legal, de 30% do valor do imposto de renda a recolher, acrescido de 50% desse valor como parcela de recursos próprios.

Fluxo do Reinvestimento:

Abertura de Conta Específica no Banco da Amazônia:

A pessoa jurídica interessada deverá abrir Conta Específica no Banco da Amazônia10 (BASA) para a realização dos depósitos.

Depósito bancário para Reinvestimento do IRPJ:

O valor referente a "Redução por Reinvestimento", indicado na declaração de rendimentos, será de 30% (trinta por cento) do imposto devido. A este valor, a pessoa jurídica deve adicionar 50%11 (cinquenta por cento) de recursos próprios (contrapartida) e depositar o total desta soma no BASA, através do formulário "Guia de Recolhimento", no mesmo prazo fixado para o pagamento do imposto que originou a opção pelo incentivo.

10 O Banco da Amazônia centralizou todos os depósitos para reinvestimento na Agência de São Paulo.

Entretanto as empresas são obrigadas a manter seus cadastros atualizados nas agências onde tem conta corrente.

11 Os depósitos dos recursos próprios podem ser feitos até o último dia do mês de março do ano subsequente aos depósitos do IR (isto para evitar que a empresa tenha o capital de giro comprometido, pela antecipação dos depósitos).

Abertura da Conta no BASA

Depósito s no BASA

Inclusão

na DIPJ Projeto Sudam na

Liberação de Recursos

Compra de Equipamentos ou Reembolso

(14)

Opção na Declaração de Rendimentos:

A pessoa jurídica interessada deverá fazer a opção pelo Incentivo Fiscal e a contabilização dos depósitos em sua Declaração de Rendimentos, no campo específico com a destinação – "Redução por Reinvestimento".

Aplicação dos Recursos:

A aplicação de recursos se fará exclusivamente, em máquinas e equipamentos cujas inversões poderão já ter sido realizadas no ano-base do exercício financeiro a que corresponder o depósito no BASA, bem como os recursos do reinvestimento poderão ser utilizados para aquisições realizadas até 1 (um) ano antes do exercício correspondente ao depósito no BASA.

Protocolização do pleito:

A pessoa jurídica interessada deve encaminhar o pleito ao setor de protocolo da SUDAM, observando a Resolução do Ministério da Integração Nacional nº 20, de 14/04/2010 (www.sudam.gov.br), onde estão todos os itens necessários a apresentação do projeto, desde o requerimento, os documentos e os quadros que devem ser preenchidos.

Verificação da documentação apresentada:

Após a protocolização do pleito, a SUDAM fará a análise da documentação básica apresentada e, caso o pleito apresente inconformidade no preenchimento dos formulários ou na documentação, a SUDAM procederá a sua devolução. Observada a conformidade do pleito, a SUDAM procederá a sua formalização mediante a abertura de processo.

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Análise do pleito:

Após a formalização do pleito, o processo é encaminhado ao setor de análise.

O pleito será analisado e, caso atenda às condições previstas na legislação e regulamentação vigentes, a SUDAM procederá à vistoria na empresa referente ao projeto para comprovação da realização dos investimentos, e por fim, o Projeto é aprovado pela Diretoria Colegiada da SUDAM. A SUDAM comunicará, formalmente, a empresa requerente, a aprovação do projeto.

Aprovado o projeto, as notas fiscais das máquinas e equipamentos serão vinculadas pela SUDAM ao projeto de Reinvestimento, sendo a referida vinculação consignada pela SUDAM nas respectivas notas fiscais de aquisição.

Liberação dos depósitos para reinvestimento:

Para liberação dos recursos, a SUDAM emitirá uma ordem de liberação, autorizando o BASA a proceder à transferência imediata dos recursos depositados em conta vinculada, devidamente corrigidos, para a conta de livre movimentação da pessoa jurídica beneficiária do incentivo. Do valor a ser liberado, será deduzida a quantia correspondente a 2% (dois por cento), a título de custo de administração do projeto.

Comprovação dos Investimentos realizados:

A empresa efetivará incorporação de recursos do seu capital no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado a partir do encerramento do exercício social em que houve a emissão do ofício de liberação pela SUDAM.

2.2.4 Incentivos Fiscais Estaduais:

2.2.4.1 Abrangência: Estado do Amazonas

Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS)

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Crédito-Estímulo: representa o que a empresa deixará de recolher em ICMS, como forma de estímulo à produção, ou seja, uma redução no valor a ser pago. É aplicado nos percentuais listados abaixo, na saída dos respectivos produtos, sobre o ICMS devido:

 100% para os produtos: embarcações, telefone celular, bens de informática e automação, auto-rádio, vestuário e calcados, brinquedos, veículos utilitários, máquinas de costura industrial, ar-condicionado, fogões, lavadoras e secadoras de roupas e/de loucas, congeladores e refrigeradores, tubos de raios catódicos, bolas, enfeites e festão natalinos, luzes, luminárias para enfeites natalinos e árvores de natal, fios, telas e sacos de juta e/ou malva, castanha beneficiada com casca ou descascada, aparelhos de ginástica, bicicleta, pneumáticos e câmaras de ar, baú de alumínio e semi-reboque, odorizador de ambiente e repelente e produtos destinados à segurança ocupacional;

 90,25% para os produtos: bens intermediários, produtos de limpeza, café torrado e moído, vinagre, bolachas e biscoitos, macarrão e demais massas alimentícias; mídias virgens e gravadas;

 75% para os produtos: placas de circuito impresso montadas para aparelhos de áudio e vídeo, excetuadas aquelas destinadas à telefonia celular e bens de informática e automação, bens de capital, bens de consumo industrializados destinados à alimentação, produtos agroindustriais e afins, florestais e faunísticos, medicamentos, preparações cosméticas e produtos de perfumaria que utilizem, dentre outras, matérias-primas produzidas no interior e/ou oriundas da flora e fauna regionais, pescado industrializado e produtos de indústria de base florestal, estes quando produzidos no interior do Amazonas farão jus ao crédito-estímulo de 100%;

 55% para os produtos: refrigerantes, madeira serrada, beneficiada e/ou perfilada; e para os demais bens industrializados de consumo não compreendidos nos itens anteriores.

(17)

Diferimento:12

 Na importação de matérias-primas e materiais secundários, destinados à industrialização de bens intermediários e bens incentivados com 100% de crédito estímulo;

 Na saída de bens intermediários, quando destinados à integração de processo produtivo de estabelecimento industrial igualmente incentivado;

 Na saída de matérias-primas regionais in natura, procedentes do interior da Amazonas, destinados a estabelecimento industrial incentivado, para fabricação de fios, telas, sacos de juta e/ou malva, castanha beneficiada com casca ou descascada e demais produtos incentivados com 100% de crédito estímulo.

 Crédito Fiscal presumido de regionalização: equivalente a alíquota interestadual do ICMS (7%), empregada nas vendas oriundas das regiões Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo), sobre o valor de aquisição do bem intermediário, beneficiado por diferimento.

 Isenção: para produtos industrializados em outras regiões do Brasil, destinados à comercialização ou industrialização na ZFM, desde que o estabelecimento destinatário tenha domicílio em Manaus.

 Crédito fiscal presumido: equivalente ao quer teria sido pago na origem, em outras regiões do Brasil, para mercadorias industrializadas e remetidas à ZFM, para comercialização, industrialização ou reexportação ao exterior (quando oriundas das regiões Sul e Sudeste – 7% à exceção do Espírito Santo; quando oriundas das demais regiões - 12%).

Isenção:

 Nas saídas internas de insumos produzidos no Estado ou importados

12 Para o Estado do Amazonas, o diferimento refere-se o adiantamento do pagamento do imposto a uma etapa futura, onde o valor será devido. Nos casos quando o produto se tratar de um bem intermediário, o pagamento se dará somente na operação com o bem final.

A Lei nº 2826 de 29/09/2003, onde em se artigo 11 apresenta a seguinte descrição para bens intermediários:

“Art. 11. São bens intermediários, para os efeitos desta Lei, os produtos industrializados destinados à incorporação no processo de produção de outro estabelecimento industrial, bem como os manuais de instrução, certificados de garantia e os produtos destinados à embalagem pelos estabelecimentos industriais”.

(grifo nosso)

(18)

do exterior, desde que sob o amparo do Programa Especial de Exportação da Amazônia Ocidental – PEXPAM;

 Na entrada de máquinas ou equipamentos (nacionais ou estrangeiros), destinados ao ativo permanente de indústria da ZFM, para utilização direta e exclusiva em seu processo produtivo, este benefício inclui partes e peças para o aproveitamento deste benefício. O bem deve permanecer no estabelecimento da empresa pelo período mínimo de 05 anos, à exceção de saídas destinadas a outras indústrias localizadas no Amazonas, ao exterior ou ao emprego em treinamentos, pesquisas e desenvolvimento por instituições previamente cadastradas na SEFAZ/AM;

 Nas saídas internas, efetuadas por empresa incentivada, de insumos destinados a treinamentos, pesquisas e desenvolvimentos em instituição previamente cadastrada na Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ, sem prejuízo do crédito fiscal correspondente;

 Nas operações internas com gás liquefeito de petróleo – GLP, quando destinado ao consumo doméstico, acondicionado em recipientes transportáveis com capacidade de até 13 kg;

 Na prestação de serviço de transporte aéreo de carga, na forma estabelecida por Decreto Estadual.

Redução da base de cálculo:

 Percentual de 55%, quando da importação do exterior de matérias- primas e materiais secundários, destinados ao processo produtivo de placas de circuito impresso montadas;

 Percentual de 64,5%, quando da importação do exterior de matérias primas e materiais secundários para emprego no processo produtivo de bens de capital.

Contribuições financeiras devidas em razão dos benefícios estaduais:

 Ao FMPES – Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas, no valor de 6% (seis por cento) do crédito-estímulo, calculado em cada período de apuração do ICMS;

(19)

 À Universidade do Estado do Amazonas – UEA, nos percentuais de:

a) 10% do crédito estímulo, calculado em cada período de apuração do ICMS, quando se tratar de empresa industrial beneficiada com nível de 100% de crédito-estímulo;

b) 1,3% sobre o faturamento bruto, sujeito a diferimento, quando se tratar das operações previstas no art. 14, II, da Lei Estadual 2.826/03 (bens intermediários empregados em processo produtivo de empresa incentivada);

c) 1,5% do crédito-estímulo, calculado em cada período de apuração do ICMS, nos demais casos.

 Ao fundo de fomento ao Turismo, Infra-estrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas – FTI, nos percentuais de:

a) 2% sobre o valor FOB – importações de matérias-primas, bens intermediários, materiais secundários, de embalagem e outros insumos empregados na fabricação de bens finais, consoante projeto aprovado pela CODAM;

b) 1% sobre o faturamento bruto das empresas industriais beneficiadas com nível de 100% de crédito-estímulo;

c) 1% sobre o faturamento bruto relativo aos bens intermediários com diferimento de que trata o inciso II do art. 14, da Lei Estadual 2.826/03 (bens intermediários empregados em processo produtivo de empresa incentivada);

d) 1% sobre o valor das matérias-primas, bens intermediários, materiais secundários e de embalagem procedentes de outras unidades da Federação e adquiridos pelas indústrias produtoras de bens finais incentivados.

e) 2,5% sobre o valor do saldo devedor do ICMS, apurado em cada período, relacionado aos produtos incentivados com benefício de adicional de crédito estímulo, em razão de razão de empreendimento agropecuário localizado no interior do Estado.

(20)

13

Capítulo 2: Concessão dos incentivos fiscais

A Zona Franca de Manaus oferece incentivos fiscais e extrafiscais no âmbito federal e estadual, divididos entre Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), SEPLANCTI (Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) 14e SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), conforme detalhamento a seguir:

Quadro 1 – Incentivos estaduais e federais - ZFM

2.1 ESTADUAL:

O incentivo no âmbito estadual refere-se à redução15 de 100% (cem por cento) a 55% (cinqüenta e cinco por cento) do Imposto sobre Operações relativas à

13 Legislação Aplicável: Convênio CONFAZ nº. 65/88; Lei Estadual nº. 2.826/03 (Lei de Incentivos do Estado do Amazonas); Decreto Estadual nº. 23.994/03 (Regulamenta a Lei de Incentivos Estaduais).

14 Antiga SEPLAN ((Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas);

15 Essa redução é denominada “crédito estímulo”, que representa o que a empresa deixará de recolher em ICMS, como forma de estímulo a produção.

Federal Estadual

(21)

Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), conforme já mencionado no capítulo anterior.

Para requerer estes benefícios faz-se necessário a apresentação do projeto técnico-econômico perante a SEPLANCTI pela empresa constituída no Polo Industrial de Manaus (PIM). Conforme o artigo 1º do Decreto 23.994/2003, o início do período de vigência dos incentivos fiscais é a data da publicação do Decreto Concessivo no Diário Oficial do Estado, o qual passará a produzir efeitos com a comprovação do implemento das condições exigidas na legislação, mediante o Laudo Técnico de Inspeção (LTI)16. Após a aprovação, a empresa terá que se implantar no prazo de 24 (vinte e quatro) meses da data da publicação do Decreto Concessivo, sob pena de cancelamento do projeto.

A seguir seguem as etapas para aprovação de um projeto técnico-econômico na SEPLAN-CTI:

1 - Envio das informações para elaboração do Projeto 2 - Elaboração do Projeto Técnico-Econômico

3 - Protocolo e Análise Técnica da SEPLAN-CTI

4 - Recomendação do Projeto para a Reunião do CODAM (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) 5 - Divulgação da Pauta do CODAM

6 - Reunião do CODAM

7 - Publicação do Decreto Concessivo no Diário Oficial do Estado (DOE)

2.2 FEDERAL 2.2.1 Suframa:

Para requerer os incentivos federais, dispostos no Capítulo I (abrangência Zona Franca de Manaus) deve-se aprovar um projeto técnico-econômico junto a Suframa, este deverá atender o Processo Produtivo Básico (PPB)17 vigente. O mesmo

16 Laudo também tem a função de verificar o processo produtivo aprovado no projeto.

Após emitido, a empresa terá usufruto total dos incentivos fiscais na venda do produto, referente aos tributos e contribuições estaduais.

17 A produção de bens industrializados na ZFM, mediante projeto aprovado junto à SUFRAMA, deve obedecer a Processo Produtivo Básico-PPB, cujos critérios são estabelecidos em ato conjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

(22)

é elaborado conforme as informações repassadas pela empresa alusivas a mão de obra, investimentos, faturamento, produção, entre outras. Após a aprovação, a empresa terá que se implantar no prazo de 36 (trinta e seis) meses a contar da data de publicação do ato, sob pena de cancelamento do projeto.

A seguir seguem as etapas para aprovação de um projeto técnico-econômico na Suframa:

1 - Envio das informações para elaboração do Projeto 2 - Elaboração do Projeto Técnico-Econômico

3 - Protocolo e Análise Técnica da Suframa

4 - Recomendação do Projeto Técnico Econômico para a Reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa).

5 - Divulgação da Pauta do CAS 6 - Reunião do CAS

7- Publicação da Resolução no Diário Oficial da União (DOU)

2.2.2 SUDAM:

Somente após o início das operações, a empresa poderá solicitar junto a Superintendência da Amazônia - SUDAM, pedido de redução fixa de imposto de renda pessoa jurídica, ao nível de 75% ou isenção, caso o produto seja bem de informática.

Este benefício é solicitado mediante a apresentação de projeto técnico- econômico apresentado junto a SUDAM, cuja sede encontra-se na cidade de Belém, Pará.

A empresa poderá pleitear o benefício de redução/isenção do IRPJ, mediante Projeto de Implantação, quando sua produção atingir 20% da capacidade real

De acordo com o artigo 13 do Decreto 6.008/06, compreende-se por PPB o conjunto mínimo de operações, no estabelecimento fabril, que caracteriza a efetiva industrialização de determinado produto.

Caso ainda ao haja PPB aprovado, pode-se solicitar a fixação do processo perante a Suframa, MDIC e MCT.

(23)

instalada de produção, no ano calendário ou quando sua produção ultrapassar o ponto de nivelamento previsto em projeto. Por capacidade instalada, deve-se dimensionar as máquinas e equipamentos funcionando com capacidade máxima.

Capítulo 3: Constituição da empresa no Polo Industrial de Manaus(PIM)

Em paralelo a aprovação dos projetos técnicos-econômicos, deve-se constituir a empresa no Polo Industrial de Manaus (PIM). Isto posto, os tópicos a seguir elencados abordará os órgãos municipais, estaduais e federais necessários que a indústria deverá ser registrada.

3.1 Junta Comercial do Estado do Amazonas – JUCEA- AM

A empresa deve realizar o cadastro na JUCEA. Os seguintes documentos precisam ser apresentados e arquivados no órgão para a constituição de uma empresa:

Documentos necessários:

- Alteração Contratual consolidada na Junta da Matriz;

- Certidão Simplificada, caso não seja consolidada;

- Cópia autenticada do RG e CPF dos sócios e administradores;

- Procuração para os colaboradores da DD&L;

- Taxa para protocolo.

No demais, a empresa deve comunicar qualquer alteração contratual à JUCEA.

Tempo estimado: Aproximadamente 6 (seis) dias úteis.

3.2 RECEITA FEDERAL DO BRASIL

A empresa deve solicitar emissão do CNPJ junto à Receita Federal do Brasil, através do Documento Básico de Entrada – DBE.

Tempo estimado: Aproximadamente 2 (dois) dias úteis.

(24)

3.3. INSS

A empresa deve solicitar a emissão da Certidão Negativa de Débitos (CND) relativos às Contribuições Previdenciárias e às de Terceiros, junto ao INSS. Esta solicitação pode ser feita através do site da Receita Federal do Brasil.

Documentos necessários:

- CNPJ.

Tempo estimado: Aproximadamente 1 (um) dia útil.

Cabe ressaltar que conforme a Resolução 203/2012 de 10 de dezembro de 2012 (SUFRAMA) e o Decreto-Lei 2.826, de 29 de setembro de 2003, a empresa detentora de incentivos fiscais não poderá ter débitos perante a previdência.

3.4 FGTS

A empresa deve solicitar a emissão do Certificado de Regularidade do FGTS – CRF.

Documentos necessários:

- CNPJ.

Tempo estimado: Aproximadamente 1 (um) dia útil.

Ressaltamos também a importância de emitir uma certidão negativa mensalmente para verificação da regularidade.

3.5 SEFAZ

A empresa deverá requerer a sua inscrição estadual (indústria incentivada) junto à SEFAZ.

Documentos necessários:

- CNPJ;

- Contrato Social;

- Número da Matrícula do IPTU;

- Contratro de Locação;

- Pagamento da Taxa.

Tempo estimado: Aproximadamente 10 (dez) dias úteis.

(25)

3.6 IMPLURB

A empresa deve solicitar a Certidão de Informação Técnica para Uso do Solo (CIT) para indústria, junto ao IMPLURB.

Documentos necessários:

- Contrato de Locação com firmas reconhecidas;

- Contrato Social;

- CND do IPTU do imóvel;

- Croqui de localização;

- CNPJ;

- Procuração;

- Pagamento da taxa.

Obs.: Somente não será necessária a certidão, nos casos em que o imóvel já possua a Certidão do Uso do Solo – CIT ou HABITE-SE autorizando a atividade da empresa no local.

Tempo estimado: Aproximadamente 30 (trinta) dias úteis.

3.7 Prefeitura de Manaus

É obrigatória a inscrição da empresa junto à Prefeitura de Manaus.

Documentos necessários:

- CNPJ;

- Contrato Social e todas as alterações (quando houver);

- Matricula do IPTU;

- CIT ou Habite-se;

- AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, referente ao Imóvel.

Tempo estimado: Aproximadamente 60 (sessenta) dias.

3.8 Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas

(IPAAM)

(26)

A empresa deverá solicitar a Licença Prévia do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas. Esta Licença gera uma vistoria na empresa.18

Documentos necessários:

- Contrato Social contemplando a atividade solicitada;

- CNPJ;

- Contrato de Locação;

- Área Urbana – CIT para fabricação (industrial);

- Distrito Industrial- Doc. que comprove o domínio do imóvel, emitido pela Suframa;

- Memorial descritivo do Processo Produtivo de desenvolvimento da atividade, assinado pelo representante legal da empresa; (se for apresentar projeto na Suframa não irá precisar deste documento);

- Planta de situação/localização do imóvel, com ponto de referência, contendo todos os pares de coordenadas geográficas, legendada e ilustrada, indicando a distância do empreendimento em relação ao curso d’água, tipo de vegetação existente;

- Procuração;

- Taxa de expediente.

Tempo estimado: Aproximadamente 40 (quarenta) dias úteis.

3.9 SUFRAMA

É obrigatório a empresa se cadastrar junto à SUFRAMA.

Documentos necessários:

- Contrato Social de Constituição e/ou Alteração(ões);

- Cartão de Inscrição no CNPJ;

- CPF dos Sócios da Empresa;

- Cartão de Inscrição Estadual;

- Alvará de Funcionamento da Prefeitura ou Taxa de Verificação de Funcionamento Regular;

18 Veja capitulo 4 – Fruição dos Incentivos Fiscais

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- Comprovante(s) de Residência do (s) Sócio (s), (Água, Luz, Telefone Fixo ou Imposto de Renda) atualizado e em nome do mesmo, ou Declaração de residência modelo padrão Suframa);

- Comprovante de Propriedade do Imóvel, Contrato de Locação ou documento equivalente com firma reconhecida;

- Licença Ambiental emitida pelo IPAAM;

- Certidão Negativa da Prefeitura;

- Certidão Negativa de Débito do INSS válida;

- Certidão Negativa de Débito do FGTS válida;

- Certidão de Quitação de Tributos e Contrib. Federais da SRF válida;

- Resolução e Parecer do Projeto Técnico Econômico.

Tempo estimado: Aproximadamente 10 (dez) dias úteis.

Observação:

Dependendo do tipo de atividade exercida, a empresa deverá ainda se regularizar junto a outros órgãos – tal como a Polícia Federal, o Corpo de Bombeiros ou a Dvisa.

Capítulo 4: Fruição dos incentivos fiscais

Após a aprovação do Projeto Industrial, a empresa deve seguir os seguintes passos junto aos órgãos municipais, estaduais e federais:

4.1 Regime Especial (Certificado de Credenciamento) - (SEFAZ)

Entre o período da data da publicação do Decreto Concessivo de aprovação do projeto SEPLAN-CTI e a expedição do Laudo Técnico de Inspeção - LTI, o qual explicaremos mais adiante, a empresa poderá solicitar junto a SEFAZ o Regime Especial, que autoriza a importação de matérias-primas e insumos com os benefícios do ICMS para a primeira produção da indústria.

“No interstício entre a data da publicação do Decreto, de que trata o art. 6º, e a data da expedição do Laudo Técnico a que se refere o artigo anterior, a SEFAZ,

(28)

mediante requerimento da empresa interessada, poderá expedir Autorização, com prazo de validade de até 06 (seis) meses, para acobertar a fruição dos incentivos de isenção, deferimento e redução de base de cálculo de que trata o art. 2º referentes às operações de entradas de insumos e bens na empresa incentivada.”

Art. 8º, do Decreto nº 23.994/2003.

Para solicitação do Regime Especial (Certificado de Credenciamento), a empresa deverá realizar primeiramente a adesão ao Domicílio Tributário Eletrônico - DT-e. A adesão é realizada utilizando o Certificado Digital da empresa (e-CNPJ) através do site da SEFAZ no link: https://online.sefaz.am.gov.br/inicioDte.asp. O DT-e da empresa só poderá ser acessado com o e-CNPJ cadastrado.

Após a adesão ao DT-e, a empresa deverá acessá-lo e cadastrar um novo processo para solicitar o Regime Especial. Segue abaixo a lista de documentos necessários para esta solicitação:

- Taxa de expediente no valor de R$ 300,00;

- Alteração Contratual ou ATA da AGE;

- CND da SEFAZ;

- Decreto Estadual que aprovou o produto.

Tempo estimado: Aproximadamente 15 (quinze) dias úteis.

4.2 Licença de Instalação e Operação emitidas pelo IPAAM

Na fase de implantação é necessária a Licença Prévia expedida pelo IPAAM, já mencionada no capítulo anterior. Além desta, existe mais dois tipos de licenças emitidas pelo órgão, quais sejam:

Licença de Instalação

A Licença de Instalação - LI autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante. A Licença de Instalação terá prazo de validade máximo de 48 meses, a critério do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - IPAAM, observadas as condicionantes estabelecidas no licenciamento, podendo ser renovada por igual período.

(29)

Prazo para emissão da Licença: 30 dias, requer vistoria do técnico do IPAAM Documentos necessários:

 Requerimento solicitando a Licença de Instalação – L I (modelo IPAAM);

 Comprovante de recolhimento da taxa de expediente (modelo IPAAM);

 Cadastro da atividade – Indústria e Beneficiamento (modelo IPAAM);

 Certidão Negativa de Débitos (em vigor), expedida pela SEFAZ-AM, se Pessoa Jurídica;

 Planta baixa do Imóvel contendo a disposição das instalações, indicando os pontos de emissões e descargas dos efluentes no corpo receptor, com assinatura do Responsável Técnico;

 Sistema de tratamento de esgoto doméstico/sanitário (aprovado pelo órgão competente) ou cópia do Habite-se;

 Projeto arquitetônico, em escala compatível, legendada e ilustrada, contendo área total do imóvel, área do projeto, área de preservação permanente, cursos d'água e as distâncias em metros entre todos os vértices da poligonal, acompanhado de cronograma físico, devidamente assinado pelo responsável técnico, acompanhado pela ART;

 Projeto de Terraplenagem, devidamente assinado pelo responsável técnico, acompanhado pela ART;

 Projeto de Drenagem de águas pluviais (superficial e profundo), devidamente assinado pelo responsável técnico, acompanhado pela ART;

 Na necessidade de desmatamento/supressão vegetal apresentar Inventário da Flora, devidamente assinado pelo responsável técnico, acompanhado de ART;

 Descrição detalhada do sistema de armazenamento de resíduos oriundos da atividade, quantidade e destino final, devidamente assinada pelo responsável da empresa;

 Ter atendido todas as exigências/restrições da Licença anterior.

Licença de Operação

A Licença de Operação - LO autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriormente concedidas com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação. A Licença de Operação - LO terá

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prazo de validade máximo de até 60 meses, a critério do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - IPAAM, observadas as condicionantes e restrições estabelecidas no licenciamento, podendo ser renovada por igual período.

Prazo para emissão da Licença: 30 dias, requer vistoria do técnico do IPAAM e há necessidade de realizar o pagamento desta licença para que a mesma seja liberada junto ao órgão.

Documentos necessários:

- Requerimento solicitando a Licença de Operação – LO (modelo IPAAM);

- Comprovante de recolhimento da taxa de expediente (modelo IPAAM);

- Cadastro da atividade – Indústria e Beneficiamento (modelo IPAAM);

- Certidão Negativa de Débitos - SEFAZ

- Anuência do Serviço de Patrimônio da União - SPU, se localizado/situado em terras de marinha;

- Layout (em planta baixa em escala compatível), e ou fluxograma do processo produtivo, indicando equipamentos, materiais e substâncias utilizadas em todas as etapas de fabricação do produto (se pertinente);

- Ter atendido todas as exigências / restrições da Licença anterior.

Obs.: Após o vencimento da licença é preciso renová-la, e o prazo de validade fica a critério do órgão.

Tempo estimado: Aproximadamente 30 (trinta) dias úteis.

4.3 Laudo de Operação (SUFRAMA)

Após a emissão de Licença Ambiental de Operação junto ao IPAAM, a empresa deverá solicitar junto a SUFRAMA Laudo de Operação. Este laudo tem a função de verificar a instalação total ou parcial das máquinas e equipamentos a serem utilizados nas linhas de produção incentivadas.

O pedido deste Laudo gera uma vistoria na empresa e é necessária a apresentação dos seguintes documentos:

- Documento do imóvel;

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- Nota Fiscal das máquinas e equipamentos da linha de produção do produto;

- Lay-out;

- Balanço com ativo imobilizado detalhado;

- Licença de Operação do IPAAM.

Este Laudo libera 30% da quota de importação previstas para o primeiro ano, em dólares, conforme estabelecido em projeto. O laudo é emitido por produto.

Tempo estimado: Aproximadamente 20 (vinte) dias úteis.

Após a aprovação do Laudo de Operação a empresa poderá realizar a aquisição de insumos importados e iniciar sua produção. O valor disponibilizado não poderá ser utilizado para aquisição de maquinário. Ressalta-se que o Laudo de Operação não cobre os incentivos fiscais na saída do produto, ou seja, a empresa não poderá emitir Nota Fiscal do produto.

A validade deste Laudo está vinculada ao imóvel em que a empresa está operando. Caso seja um imóvel locado, a validade será consoante à do Contrato de Locação. Caso contrário, terá validade indeterminada.

COTAS DE IMPORTAÇÃO ( U$S) PRODUTO

ANO 1 Valor projetado para o

exercício (total) 30%

Relógio de Pulso 6.741,900 2.022,57

4.4 Laudo de Produção (SUFRAMA)

Quando a linha de produção estiver em funcionamento, a empresa deverá requerer junto a SUFRAMA inspeção para emissão de Laudo de Produção (LP). Este Laudo tem a função de verificar se a empresa está cumprindo o Processo Produtivo Básico (PPB) para o produto, de acordo com a Legislação em vigor. Este Laudo também gera uma vistoria.

Após a emissão deste Laudo, a SUFRAMA irá liberar os 70% restantes das quotas de importação previstas em projeto para o primeiro ano. Este Laudo

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também garante o usufruto de todos os incentivos fiscais na venda do produto, referente aos tributos federais. O mesmo possui validade indeterminada, salvo restrições previstas na Legislação do Processo Produtivo Básico (PPB). O laudo é emitido por produto e a empresa deverá atentar para as restrições constantes no PPB.

Observação: sempre que houver alterações no PPB de um produto, é necessário renovar o Laudo de Produção.

Tempo estimado: Aproximadamente 20 (vinte) dias úteis para a sua emissão.

4.5 Divulgação do Polo Industrial de Manaus (SUFRAMA)

Vale ressaltar que, a empresa deverá inserir em seus produtos, embalagens e peças de propaganda e marketing, inclusive nas audiovisuais com destaque a expressão “Produzido no Polo Industrial de Manaus”, bem como o logotipo de garça em pleno voo (fig. abaixo) conforme transcrito na sequência a exigência estabelecida na Res. 203/2012:

“Art. 45. As empresas cujos produtos sejam incentivados pela SUFRAMA deverão inserir com destaque as expressões "PRODUZIDO NO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS" e "CONHEÇA A AMAZÔNIA", juntamente com o desenho estilizado de uma garça em pleno voo, em qualquer peça de propaganda, promoção de vendas e merchandising de seus produtos.

(…)

Art. 46. O disposto no caput do artigo anterior aplica-se às embalagens e manuais técnicos dos produtos fabricados na ZFM, devendo ser impresso em pelo menos uma face do manual ou embalagem.

(33)

Art. 47. A empresa deverá, ainda, consignar nos produtos de sua fabricação, cuja produção seja incentivada pela SUFRAMA, as inscrições “PRODUZIDO NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS” e “CONHEÇA A AMAZÔNIA”, em letras legíveis, devendo optar por uma dentre as seguintes situações:

I - punção ou gravação, no caso de partes metálicas;

II - alto e baixo relevos, no caso de injetados plásticos;

III - etiquetas adesivas metálicas e/ou metalizadas, de difícil remoção quando aplicadas aos produtos, e que contenham outros dados referentes às condições de uso e/ou características técnicas dos mesmos; e

IV - outras, desde que com autorização expressa da SUFRAMA.

…”

Tempo estimado: Aproximadamente 30 (trinta) dias úteis.

4.6 Laudo Técnico de Inspeção (SEPLAN-CTI)

Tal qual o Laudo de Produção emitido pela SUFRAMA, o Laudo Técnico de Inspeção (LTI) também tem a função de verificar o processo produtivo, no entanto este verificará o processo produtivo apresentado no projeto técnico-econômico, o qual a empresa deverá cumprir durante toda a sua operação. Havendo modificações neste, a Seplan-CTI deverá ser informada previamente mediante pleitos (veja pleitos perante a Seplan-CTI). Cabe ressaltar também que esse processo envolve uma vistoria.

Depois de emitido, a empresa terá usufruto total dos incentivos fiscais na venda do produto, referente aos tributos e contribuições estaduais.

O LTI é emitido por produto e possui validade determinada de acordo com os critérios do órgão e este precisa sempre estar válido para que a empresa possa usufruir dos incentivos estaduais

- Decreto Concessivo;

- Licença de Operação, expedida pelo IPAAM;

- Certidão Negativa de débito junto à Secretária de Estado da Fazenda;

- Recibo referente à prestação de informação para fins do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED junto ao Ministério do Trabalho, ou comprovantes de pagamentos das contribuições em favos do FGTS e INSS;

- Demonstrativo de benefícios sociais disponibilizados para seus empregados, de acordo com o enunciado nos art. 8º e 212, §1º, da Constituição Estadual, especialmente nas áreas de alimentação, saúde, lazer, educação, transporte e creche a preços subsidiários.

Tempo estimado: Aproximadamente 20 (vinte) dias úteis.

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Destacamos ainda que o vencimento dos Laudos prejudica a fruição dos incentivos fiscais.

4.7 Obrigações Acessórias junto à SUFRAMA

Para que as empresas possam usufruir dos benefícios fiscais concedidos pela Suframa, estas devem atentar-se para as diversas obrigações acessórias que surgem a partir da aprovação do Projeto. Citamos abaixo, algumas das obrigações acessórias:

1. Manutenção de Cadastro regular junto ao COCAD/Suframa (recadastrado é feito anualmente);

2. Manutenção de situação fiscal regular perante os diversos órgãos governamentais e licenciamento ambiental, devido ser necessária a apresentação de Certidões Negativas e Licenças em diversas situações;

3. Apresentação mensal de indicadores de produção, faturamento, mão de obra, etc.;

4. Manutenção de diretor com domicílio fiscal em Manaus ou na Amazônia Ocidental;

5. Manutenção do sistema de qualidade – ISO 9000;

6. Manutenção de placa indicativa de incentivos da Suframa;

7. Divulgação do Polo Industrial de Manaus em seus produtos, manuais e embalagens;

8. Informar à Suframa após o arquivamento na JUCEA, as alterações no contrato ou estatuto social, tais como a mudança na composição societária/acionária, de denominação ou razão social, endereço, capital social, bem como as incorporações, fusões, cisões e transformações;

9. Cumprimento do Processo Produtivo Básico - PPB;

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10. Apresentação anual do Laudo Técnico de Auditoria Independente (LTAI). O LTAI deve ser apresentado anualmente, a partir do ano subsequente à emissão do primeiro Laudo de Produção da empresa, para cada produto. O LTAI só pode ser emitido com o produto em linha, na hipótese da empresa encontrar-se com a linha paralisada, por quaisquer motivos, a mesma deverá informar a situação à SUFRAMA, através de manifestação por escrito protocolada. A data da entrega está vinculada ao dígito verificador da inscrição Suframa - 20.xxxx.xx- 1. A Resolução 203/2012 em seu art. 3º, define:

§ 3º O LTAI será apresentado segundo cronograma estabelecido tendo como referência de prazo o Dígito Verificador - DV da inscrição da empresa na SUFRAMA, conforme indicado a seguir:

I - DV = 1, fevereiro;

II - DV = 2, março;

III – DV = 3, abril;

IV - DV = 4, maio;

V - DV = 5, junho;

VI - DV = 6, julho;

VII - DV = 7, agosto;

VIII - DV = 8, setembro;

IX - DV = 9, outubro; e X - DV = 0, novembro.

11. Apresentação trienal do Relatório de Acompanhamento de Projeto (RAP):

trata-se do acompanhamento e atendimento das metas definidas no Projeto. O Artigo 42 da Resolução nº 203/2012, determina que a Suframa deverá emitir a cada três anos e por amostragem, o RAP, que deverá conter: relação de produtos ativos das empresas, com a situação atualizada de cada um no que diz respeito ao Laudo de Operação, Laudo de Produção, Laudo Técnico de Auditoria Independente, indicadores de desempenho, Certificação da qualidade, além de dados atualizados de produção, mão de obra, faturamento, investimentos em máquinas e equipamentos, concessão de benefícios sociais aos trabalhadores, investimentos na formação e capacitação de recursos humanos, e, se for o caso, volume de exportações e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

No tocante à avaliação dos projetos, o RAP irá analisar os desvios em relação às metas originais e aos compromissos assumidos pelas empresas quando da aprovação.

Referências

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