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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Academic year: 2021

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DIREITO CONSTITUCIONAL

Direitos e Garantias Fundamentais

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Veja o exemplo abaixo:

Buenas meu povo!!

Como vocês estão? Espero que bem, fico feliz em saber que você está aqui, focando e buscando alcançar seu objetivo. É importante que você realize anotações neste material, faça resumos, leia, releia e, ao final, resolva questões para colocar em prática o que tudo aquilo que aprendeu.

Hoje vamos falar a respeito dos direitos e garantias fundamentais, dispostos no artigo 5º da Constituição Federal. Se você se sente à vontade, pegue seu café/chá, sente-se, ou se você está em algum meio de transporte se aconchegue, desejo um excelente estudo, e sem mais delongas,

VAMOS NESSA!

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Conteúdo Programático

C

ONTEÚDO

P

ROGRAMÁTICO

Conteúdo Programático ... 3

Dos direitos e garantias fundamentais ... 3

Direitos x Garantias... 4

Características dos direitos fundamentais ... 5

Geração dos direitos ... 7

Primeira dimensão ... 8

Segunda dimensão ... 8

Terceira dimensão ... 8

Esquematizando ... 9

Quarta dimensão ... 9

Quinta dimensão ... 10

Referências Bibliográficas ... 11

D

OS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

O título II da Constituição Federal, que vai do artigo 5º ao 17, guarda os direitos e garantias fundamentais, observe o quadro abaixo para facilitar sua compreensão:

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Dos direitos e garantias fundamentais Conforme destaca Alexandre de Moraes (2018), “modernamente, a doutrina apresenta-nos a classificação de direitos fundamentais de primeira, segunda e terceira gerações, baseando-se na ordem histórica cronológica em que passaram a ser constitucionalmente reconhecidos”. Desta forma, os direitos de primeira dimensão são as garantias individuais e políticos clássicos, já os de segunda dimensão são os direitos sociais, econômicos e culturais e, por fim, os direitos de terceira dimensão, são os chamados direitos de solidariedade, “que englobam o direito a um meio ambiente equilibrado, uma saudável qualidade de vida, ao progresso, à paz, à autodeterminação dos povos e a outros direitos difusos” (MORAES, 2018).

Contudo, é importante destacar que, embora o artigo 5º seja o mais lembrado quando tratamos de direitos e garantias fundamentais, todos os outros artigos (6º ao 17) também estão elencados no título II e trazem em seu bojo, direitos e garantias fundamentais.

Direitos x Garantias

Inicialmente, antes de avançarmos no conteúdo propriamente dito, é importante que você saiba a diferença entre direitos fundamentais e garantias fundamentais. Os direitos apresentados no artigo, são disposições declaratórias, já as garantias são representadas por disposições assecuratórias, elas asseguram a plena utilização dos direitos.

Ex.: a liberdade de locomoção é um direito de todos, previsto na Constituição Federa, e a garantia que assegura o direito de liberdade é o Habeas Corpus, um remédio constitucional. No entanto, lembre-se, nem toda garantia será um remédio constitucional, nem sempre elas estarão representadas por ações judiciais, algumas são meras garantias administrativas, também chamadas de não processuais.

Ex.: Na primeira parte do inciso VI do art. 5º, CF (é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos) traz um direito, já na segunda parte (e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias) temos uma garantia.

Nas palavras de Alexandre de Moraes (2018),

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Dos direitos e garantias fundamentais

A distinção entre direitos e garantias fundamentais, no direito brasileiro, remonta a Rui Barbosa, ao separar as disposições meramente declaratórias, que são as que imprimem existência legal aos direitos reconhecidos, e as disposições assecuratórias, que são as que, em defesa dos direitos, limitam o poder. Aquelas instituem os direitos; estas, as garantias;

ocorrendo não raro juntar-se, na mesma disposição constitucional, ou legal, a fixação da garantia com a declaração do direito.

Observe o quadro abaixo para facilitar sua compreensão:

Características dos direitos fundamentais

Bom, agora que já estamos por dentro das diferenças entre os direitos e garantias fundamentais, precisamos ressaltar oito das muitas características dos direitos fundamentais, são elas:

Historicidade: significa que a formação dos direitos fundamentais ocorre ao longo do tempo, são pensamentos que foram se concretizando no decorrer dos anos. Existe uma construção histórica que precede a formação dos direitos fundamentais;

Universalidade: os direitos fundamentais são reconhecidos por todas as pessoas, não há distinção de raça, sexo, cor ou idade;

Irrenunciabilidade: essa característica defende que, não é possível renunciar, abrir mão de um direito fundamental, mas nada obsta o seu não exercício. No

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Dos direitos e garantias fundamentais entanto, essa característica não é absoluta e, em alguns casos, pode ser relativizada, como, por exemplo, no caso do direito a intimidade quando a pessoa se dispõe a ficar confinada em uma casa vigiada 24 horas por dia;

Concorrente: os direitos fundamentais podem ser exercidos de forma isolada ou cumulativamente;

Limitabilidade: não existem direitos absolutos, por isso, embora sejam fundamentais, esses direitos são relativos;

Inalienabilidade: os direitos fundamentais são garantidos a todos, consequentemente não podem ser transferidos. Além disso, em regra, os direitos fundamentais não possuem valor econômico, porém, essa característica pode ser relativizada;

Imprescritibilidade: como são direitos personalíssimos, ainda que não individualistas, e despidos de caráter patrimonial, são sempre exercíveis, pouco importando o lapso temporal que decorra o seu não exercício;

Aplicação imediata: de acordo com o disposto no art. 5º, § 1º da Constituição,

“as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata”. Assim, ter aplicação imediata, significa dizer que as normas constitucionais são dotadas de todos os meios e elementos necessários à sua pronta incidência, aos fatos, situações, condutas ou comportamentos que elas regulam.

Aplicação imediata x Aplicabilidade imediata

Embora parecidas, a aplicação imediata não é o mesmo que aplicabilidade imediata. A primeira diz respeito a aplicação imediata de todos os princípios e garantias previstos no art. 5º da Constituição, por outro lado, a aplicabilidade imediata está relacionada com a teoria da aplicabilidade plena, contida ou limitada da lei. Alguns incisos possuem aplicabilidade plena, outros contida e outros limitada, no entanto, todos tem aplicação imediata.

Além disso, no caso de haver conflitos entre direitos, a solução estará na própria Constituição Federal ou, ainda, na interpretação do juízo, o qual levará em consideração a máxima observância dos direitos fundamentais envolvidos, conjugando a mínima restrição possível, através do critério da ponderação.

Neste sentido, aponta Alexandre de Moraes (2018) que,

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Geração dos direitos

Quando houver conflito entre dois ou mais direitos ou garantias fundamentais, o intérprete deve utilizar-se do princípio da concordância prática ou da harmonização, de forma a coordenar e combinar os bens jurídicos em conflito, evitando o sacrifício total de uns em relação aos outros, realizando uma redução proporcional do âmbito de alcance de cada qual (contradição dos princípios), sempre em busca do verdadeiro significado da norma e da harmonia do texto constitucional com sua finalidade precípua.

Desta forma, no caso de conflito, nenhum direito deve ser totalmente sacrificado, o operador do direito precisa encontrar a melhor forma de combiná-los, ponderando todos os bens jurídicos discutidos no caso.

CESPE - Res Mul/HUB/Serviço Social/2018

No que se refere aos direitos fundamentais, julgue o item subsecutivo.

Os direitos fundamentais são imprescritíveis, ou seja, não perdem efeito com o decurso do tempo.

Gabarito: Certo CESPE - Res Mul/HUB/Serviço Social/2018

No que se refere aos direitos fundamentais, julgue o item subsecutivo.

Todo ser humano detém direitos fundamentais, independentemente de raça, credo, nacionalidade ou convicção política.

Gabarito: Certo

G

ERAÇÃO DOS DIREITOS

Os direitos fundamentais são construções históricas, que são aprimoradas e fixadas ao longo do tempo, por isso, alguns autores, como Norberto Bobbio na obra “A Era dos Direitos”, passaram a classificar os direitos como sendo de primeira, segunda e terceira dimensão. Algum tempo depois, mais direitos foram surgindo e, com isso, novas classificações, atualmente doutrinadores defendem a existência de uma quarta e quinta dimensão.

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Geração dos direitos

Primeira dimensão

Os direitos fundamentais de primeira dimensão surgiram em meados do século XVIII, durante a Revolução Francesa. O principal marco histórico dessa geração é a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e, os direitos se concentram na liberdade individual, nos direitos civis e políticos.

Alguns dos direitos tutelados pela primeira dimensão são, os direitos de liberdade – ir e vir, a prisão legal, o juiz natural, a integridade física, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa, entre outros – e os direitos negativos, pois, neste período o Estado Liberal estava em ascensão, então deveria intervir o mínimo possível.

Segunda dimensão

Os direitos de segunda dimensão surgem durante a revolução industrial, no século XIX, após a Primeira Guerra Mundial. Neste período, a ideia do Estado de Bem-Estar Social vem ganhando força, defendendo uma política mais intervencionista e assegurando a todos, condições mínimas de subsistência.

Os direitos de igualdade, como os direitos sociais, econômicos e culturais, bem como os direitos trabalhistas, coletivos e prestacionais, são alguns dos direitos básicos protegidos pela segunda dimensão. Diferente da primeira dimensão, na segunda o Estado deve manter uma postura mais ativa, fazendo e garantindo direitos a sociedade.

Terceira dimensão

Já os direitos fundamentais de terceira dimensão surgem em meados do século XX, a partir dos anos de 1960, na chamada modernidade. A principal preocupação neste período é com os direitos difusos e coletivos, que protegem um número mais de pessoas.

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Geração dos direitos Assim, a terceira geração assegura os chamados direitos de fraternidade, que inclui os direitos difusos e coletivos, direito do consumidor, direito ambiental, direito a paz, entre outros. No entanto, fique atento com relação ao direito a paz, pois a doutrina clássica entende que ele pertence a terceira dimensão, como, por exemplo, o jurista Karel Vasak, mas de acordo com a doutrina moderna, posição sustentava por Paulo Bonavides, o direito a paz pertence a 5º dimensão.

Esquematizando

Para facilitar sua compreensão, observe a tabela abaixo:

Primeira Dimensão

Segunda Dimensão

Terceira Dimensão Momento

histórico

Revolução Francesa (séc. XVIII)

Revolução Industrial (séc. XIX)

Modernidade (séc. XX)

Direitos tutelados

- Direitos de Liberdade;

- Direitos negativos (Estado menos intervencionista).

- Direitos de igualdade;

- Direitos prestacionais.

- Direitos da fraternidade (difusos e coletivos).

Evolução do

Estado Estado Liberal Estado Social Estado Social – democrático.

Quarta dimensão

Os direitos fundamentais de quarta dimensão, ainda geram muita discussão na doutrina, de acordo com Norberto Bobbio, estão compreendidos nessa geração os direitos relativos à engenharia genética, como, por exemplo, a manipulação de genoma, mudança de sexo, entre outros.

Por outro lado, Paulo Bonavides considera que, também fazem parte da quarta geração os direitos oriundos da globalização política, como a democracia direta, a informação e o pluralismo. Além disso, alguns doutrinadores também defendem, como sendo de quarta geração, os direitos de informática, como as transmissões de dados, comercio virtual e direitos autorais, por exemplo.

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Geração dos direitos

Quinta dimensão

Assim como os de quarta dimensão, não existe uma posição pacífica na doutrina quanto aos direitos fundamentais de quinta dimensão. A posição sustentada por Paulo Bonavides defende que, o direito a paz é tão importante que deve ser considerado uma dimensão a parte, ou seja, a quinta geração. Tamanha é a importância do direito a paz para o autor que, para ele é o supremo direito da humanidade.

No entanto, já vimos que essa posição não é majoritária, autores, como Karel Vasak, consideram o direito a paz como sendo de terceira dimensão. Além disso, uma pequena parcela da doutrina considera, ainda, que a evolução cibernética também seria compreendida como um direito de quinta dimensão.

CESPE - Proc/PGE PE/2018

Os direitos destinados a assegurar a soberania popular mediante a possibilidade de interferência direta ou indireta nas decisões políticas do Estado são direitos

a) políticos de primeira dimensão.

b) políticos de terceira dimensão.

c) políticos de segunda geração.

d) sociais de segunda geração.

e) sociais de primeira dimensão.

Gabarito: A CESPE - JE/TJ PR/2019

Considerando-se o surgimento e a evolução dos direitos fundamentais em gerações, é correto afirmar que o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado, pela doutrina, direito de

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Referências Bibliográficas

a) primeira geração.

b) segunda geração.

c) terceira geração.

d) quarta geração.

Gabarito: C

Cara aluna e caro aluno, finalizamos aqui o material, espero que tenha compreendido, sugiro que desenvolva um planejamento semanal para que você possa organizar a sua semana de estudos e otimizar o seu tempo.

Lembre-se de realizar uma pausa, faça um lanchinho, mas não esqueça, é muito importante que você resolva questões e elabore resumos sobre o tema abordado, pois isso ajudará a fixar o conteúdo e, é mais um passo rumo à sua aprovação.

ACREDITE, JUNTOS CHEGAREMOS LÁ!

R

EFERÊNCIAS

B

IBLIOGRÁFICAS

MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 34 ed. São Paulo: Atlas, 2018.

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Referências Bibliográficas

Referências

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