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Psicol. Reflex. Crit. vol.18 número3

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Academic year: 2018

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Psicologia: Reflexão e Crítica, 2005, 18(3), pp.300-453

Editorial

iii

É com muito prazer que apresentamos este último número de 2005. A lista de consultores que colaboraram com a PRC na revisão de manuscritos durante o ano que passou ilustra o crescente volume de artigos submetidos à publicação. Pareceres cuidadosos vindos de pares especialistas contribuem para a qualidade da Revista e também para o aprimoramento do texto, mesmo daqueles que não foram recomendados para publicação neste periódico. Agradeço aos colegas pela disponibilidade e pela inestimável contribuição.

Fica aqui também o agradecimento à Comissão Editorial, ao Conselho Editorial, às Editoras Associadas e à equipe da revista, a Secretária Ângeli Marasá e a Revisora de Copydesk, Psic. Cristina Hugo pela dedicação e apoio ao bom funcionamento da PRC e a esta editora.

Os maiores contribuidores são, no entanto, os autores. É a produção científica deles que é a razão de existir de um periódico. Abre este número o artigo de Mansur, Carthery, Caramelli e Nitrini que trouxeram uma revisão da literatura internacional e nacional sobre a linguagem na doença de Alzheimer e discutiram os rumos das pesquisas nesta área.

Chaves e Galvão explicitaram a concepção de materialismo no behaviorismo radical e no construtivismo crítico formal, explorando seus contrastes e suas complementaridades para propor uma teoria geral do significado que explique o papel do reforçamento na construção de significados.

Lins Lessa e Da Rocha Falcão apresentaram uma discussão sobre as relações entre pensamento e linguagem no âmbito do conhecimento matemático, com base em dados empíricos.

O artigo de Ferreira e Dias aborda a linguagem como interação e a leitura como um processo de construção de sentido, discorrendo sobre concepções atuais de leitura, língua, texto, contexto e gênero textual.

Cardoso-Martins e Batista investigaram a utilização da relação entre as letras e o nome das letras na produção da escrita em pré-escolares, atentando para as peculiaridades dessa produção em crianças falantes do português.

Sordi discutiu a inteligência humana sob a perspectiva da psicanálise e as implicações para o entendimento de problemas de aprendizagem.

Cardoso Jr. discorreu sobre a mudança da obra de Foucalut quando este passou a focalizar sua atenção na subjetividade.

Di Chiaro e Leitão investigaram a argumentação enquanto um recurso didático com potencial mediador para a construção do conhecimento, demonstrando que este processo depende das ações discursivas do professor.

Fávero e Santos utilizaram a revisão sistemática como instrumento para analisar a literatura sobre o impacto psicossocial

em familias de autistas oferecendo evidências para apoiar estratégias de intervenção.

Dias estudou a relação que professores de pré-escola estabelecem entre suas concepções de autonomia e moral e suas práticas educativas.

Faria e Seidl apresentaram uma revisão da literatura sobre o papel da religiosidade no enfrentamento em contextos de saúde e doença, procurando estimular a realização de mais pesquisas sobre o tema no peculiar contexto brasileiro.

Em seu estudo, Noronha, Primi e Alchieri verificaram que psicólogos e estudantes de psicologia conhecem um pequeno número de instrumentos, apontando para a necessidade de melhor formação e mais informação na área de avaliação psicológica.

Giovanetti e Sant’Anna apresentaram um estudo clínico sobre a vivência e as necessidades psicológicas de alunos de psicologia em relação à crise adaptativa relacionada a novas habilidades acadêmicas e à identidade profissional no período final da formação.

Neves e Nogueira, de Portugal, exploraram a contribuição da psicologia feminista e das metodologias feministas enquanto métodos pluralistas e reflexivos de investigação em ciências sociais.

Libório investigou os múltiplos fatores que levam à exploração sexual comercial de adolescentes. E Cardoso apresentou uma revisão na área da sexologia sobre o travestismo, o transexualismo e papéis sexuais.

Uma contribuição para os estudos da interação mãe-criança usando metodologia qualitativa foi apresentada por Pedrosa e Carvalho, que abordaram o tema de maneira prática e aprofundada.

Fechando este número, temos uma revisão de Assmar, Ferreira e Souto, sobre o papel da justiça nas relações entre trabalhadores e organizações.

A todos os leitores e colaboradores, uma boa leitura e um Feliz 2006!

Referências

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