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Psicol. Reflex. Crit. vol.13 número3

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Academic year: 2018

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Nossa revista, Psicologia: Reflexão e Crítica, festeja com a comunidade científica suas novas indexações na Cambridge Scientific Abstracts, Sociological Abstracts, PSICODOC (Colegio Oficial de Psicólogos de Madrid), Biblioteques UAB Revistes Digitals, Elsevier Science Direct Electronic Journal e Social Science Online Periodicals (UNESCO). Alcança, assim, um total de dez inclusões em indexadores internacionais e um nacional, na área de Psicologia e em outras áreas afins e em vários idiomas. Para a revista, seus autores, conselheiros e consultores este é um acontecimento muito importante, pois dá visibilidade à sua produção. Certamente, tal visibilidade atinge a comunidade científica brasileira da Psicologia, que pode ser melhor conhecida fora do país. Da mesma forma, a comunidade internacional passa a conhecer a revista e querer divulgar suas pesquisas para o público leitor em língua portuguesa.

Cada uma destas aquisições de nossa revista implica um empenho especial do Curso de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento, em prover recursos e condições, para cumprir o seu objetivo de contribuir com a Psicologia no Brasil. Embora Psicologia: Reflexão e Crítica esteja alcançando padrões elevados de qualidade, o apoio recebido pelas agências de fomento ainda é precário ou inexistente. Desde 1998, não são concedidos recursos aos periódicos brasileiros. Tais recursos foram recebidos apenas em 1999, quando as solicitações de auxílio, para o ano 2000, já estavam protocoladas. O convênio entre o CNPq e a FINEP para auxílio à editoração científica foi rompido em 1999 e, embora o CNPq tenha assumido a responsabilidade, ao que parece, ainda não houve qualquer definição da política de financiamento. As solicitações de auxílio-editoração, entregues em meados de 1999, não receberam resposta até o presente momento.

Mesmo diante deste quadro, já tão conhecido pelos pesquisadores e editores brasileiros, que se debatem para produzir ciência em nosso país, ainda consegue-se divulgar algumas vitórias, como as indexações mencionadas anteriormente. Além disto, algumas atividades integradas de editores científicos brasileiros têm sido muito eficazes. Recentemente (27 a 30 de agosto de 2000), no Tenth International Conference of Science Editors, realizado no Rio de Janeiro, vários editores brasileiros de Psicologia encontraram-se, informalmente, e compartilharam experiências: trocaram informações, sugeriram estratégias de atuação e planejaram novas formas de cooperação. Parece haver um consenso quanto à necessidade de “profissionalizar” nossas revistas, respondendo às demandas de uma comunidade científica que cada vez mais valoriza, utiliza e exige de nossos periódicos, revelando um crescente amadurecimento.

Na informalidade das conversas entre editores de Psicologia e profissionais ligados à editoração científica brasileira e internacional, vários aspectos foram apontados como fatores influentes neste amadurecimento. O principal deles parece ser as diferentes formas de avaliação da produtividade de pesquisadores, dos programas de graduação e de pós-graduação

Editorial

e, certamente, dos periódicos científicos. A elaboração de critérios objetivos e transparentes, que respeitam as idiossincrasias da cultura e estabelecem parâmetros e direções para o aperfeiçoamento, orienta e reorganiza os objetivos, direcionando a comunidade em suas metas.

A história da Psicologia brasileira vivencia um período de posicionamentos construtivos, de colaboração e interlocução, que certamente produzirá ainda maior crescimento científico. A revista Psicologia: Reflexão e Crítica registra este período histórico e congrega a comunidade a organizar encontros formais de/com editores científicos, a incrementar a participação na Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) e a adotar um posicionamento político reivindicatório e crítico, para garantir a continuidade e a qualidade das revistas científicas brasileiras.

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