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Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
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Carlos Drummond de Andrade inspirou-nos, na realização deste concurso, a cumprir seu verso “Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.” Por isso, troquemos alguns momentos de agitação cotidiana para apreciar a sensibilidade poética de crianças e jovens decididos a manifestar- se artisticamente através da palavra, pois escrever poesia é uma forma de cumprir a vida, analisar o mundo e registrar-se na Literatura e na História como uma marca do seu tempo e do seu meio.
Equipe de Língua Portuguesa, Literatura e Redação e Professoras do Fundamental I do Colégio Franciscano São Miguel Arcanjo
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Direção Pedagógica e Educacional
Irmã Selma Maria dos Santos Irmã Joanice Conceição dos Santos
Diretora Adjunta
Irene Anfimovas
Coordenação Pedagógica
Rosana Luni
Maria do Carmo Lourenço Contini Irene Anfimovas
Orientação Educacional
Adriana Borges Ângela Vitorino Eliane Amoroso Elieth Manecolo
Equipe de Língua Portuguesa, Literatura e Redação
Gersony Milani Maristela Costa Paula Perilo Priscila Braga Wagner Torlezi
Professoras do Ensino Fundamental 1
Ana Paula Suzano Cristiane Leonel Cristiane Romero Flaviana Alves Gisele Senhorini Ivonete Klestoff Mônica Intatilo Sandra Bettim Sheila Mancini
Simone Kimak Severino
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Personificação de objeto
3º e 4º anos
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O VENTILADOR
Larissa Valentim Farias (3º ano – Fundamental I – 1º LUGAR)
Ventilo toda a sala e a turma agradece, sou grande e bonito.
Gosto quando falam que sou rápido.
Quando ficam com calor, sou eu que os esfrio.
Adoro ser ventilador!
Não gosto que a turma desça para o recreio porque fico sozinho, mas quando a sala volta, fico animadinho!
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A MALA BILU
Ana Carolina Sancho Alves (3º ano – Fundamental I – 2º LUGAR)
Sou a mala Bilu.
Gosto de carregar livros.
Quando estou pesada, minha dona não me aguenta.
Sou rosa e preta E carrego caneta.
Sou forte e poderosa.
Sou fina e espaçosa.
Gosto quando minha dona me leva porque não fico deprimida.
Não gosto que me chamem de burra Porque sou muito inteligente!!
Quando me olham, me sinto sua amiga.
Sou corajosa e não tenho medo de nada.
Acordo bem cedo para ir à escola.
Vou para as viagens, para o shopping E vários outros lugares.
Agora você sabe que minha vida não é fácil!!
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O ESTOJO
Beatriz da Cunha (3º ano – Fundamental I – 3º LUGAR)
Sou sempre cheio de lápis ou canetinha e sou pequenininho.
Eu gosto quando as pessoas me usam.
Eu gosto quando
ando na mala da minha dona.
Na escola da minha dona vai ter uma festinha e eu vou, só que
vou ficar bem escondidinho.
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O LÁPIS Pedro Raphael de M. Gomes (4º ano – Fundamental I – 1º LUGAR)
Vou te ajudar a ganhar competições e ao mesmo tempo encantar corações.
Vou te ajudar a escrever cartas de amor ou ajudar a ser um famoso cantor.
Vou te ajudar a ser escritor ou às vezes até pintor.
Não quebre a minha ponta,
pois ajudarei a resolver uma conta, Ou até mesmo
te ajudar numa entrevista ou a assinar uma revista.
Posso te ajudar a ser roteirista ou te ajudar a ser piadista.
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A BOLA
Guilherme Lopes Casarini (4º ano – Fundamental I – 2º LUGAR)
Sou feita de couro com curvas legais, quero ser usada em ligas nacionais.
O que todos falam:
— Olha que bonita!
O que quero mais?
Eu mereço uma fita!
Meu sonho se realizou,
Fui à final da Copa e meu time ganhou!
Todo mundo quer me comprar para futebol jogar.
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O CELULAR
Bruna A. Castanheira (4º ano – Fundamental I – 3º LUGAR)
Sou um celular, na bolsa vou ficar sempre feliz,
na escola é proibido eu ir.
Eu queria estudar, mas bronca vou levar, então eu fico em casa fazendo nada.
Gosto de ser celular, mas eu durmo no sofá!
Fico meio descontente Quando há algo urgente.
Minha cabeça é meio confusa, sou o celular da Bruna!
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Ser criança
5º ano
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É IMPORTANTE A INFÂNCIA
Raquel Cavalcanti Ruiz (5º ano – Fundamental I – 1º LUGAR)
Pai, mãe, este recado é para vocês:
deixa eu bagunçar, deixa eu me divertir.
Parem de me dar bronca, eu quero é ser feliz!
Parem de falar que não se lembram que ser criança é legal!
Larguem seu trabalho e venham rolar no quintal.
Mãe, lembra do seu tempo
em que comia bolinho de chuva?
Disse que lembrava a infância.
Então, vem comigo, ser uma criança.
Ser criança é legal.
Ser criança é bom.
Ser criança é divertido.
Brincar, sorrir, imaginar.
Então, vem comigo nas nuvens sonhar.
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SER CRIANÇA É BEM LEGAL
Isadora Prada Ratti (5º ano – Fundamental I – 2º LUGAR)
Ser criança é muito bom, Não tem nada complicado, Minha vida é muito fácil,
Sempre tenho a felicidade ao meu lado.
Estou sempre com meus amigos, Todos brincam em harmonia, É como sentir a brisa,
Sempre com muita alegria.
Mas também tem o lado difícil, É a parte mais complicada:
Todas as obrigações Que me deixam atolada.
Mas a vida é assim
E ser criança é bem legal, É só ter amor e carinho,
Não há quem não pense igual.
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SER CRIANÇA Leonardo Higa Borges (5º ano – Fundamental I – 3º LUGAR)
Sou uma criança como muitas outras,
que gostam de se divertir, porém temos obrigações para cumprir.
Este momento
tenho que aproveitar, pois, quando adulto ficar, isso jamais vou vivenciar.
Há várias crianças que querem crescer;
paciência,
isso já vai acontecer, até lá viva a infância, seja feliz.
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Receita poética
6º ano
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TUDO TEM UM MOTIVO
Lívia Ribeiro de S. Gonçalves (6º ano – Fundamental II – 1º LUGAR)
Tudo na vida acontece por algum motivo, como, por exemplo, uma sementinha
que floresce e cresce com uma pequena ajudinha, a ajuda do sol, da chuva e até do vento.
Com o tempo ela vai crescendo cada vez mais, ocupando um espaço maior de tempos em tempos.
Infelizmente envelhece
e, tanto por fora como por dentro, vai morrendo, até chegar um triste dia
em que aquela árvore que se tornou fonte de vida morre por completo.
O motivo pelo qual ela morreu
foi o simples fato de ter que dar espaço a uma nova sementinha.
Isso se chama ciclo da vida, onde algo morre e outro nasce.
Ao invés de vermos isso como algo triste, devemos enxergar com os olhos de Deus, vendo assim um grande milagre
em que uma vida se sacrifica por outra.
Então, antes de tudo,
Devemos ver o lado bom das coisas e não o lado ruim.
O nome de tudo isso é amor,
devemos nos sentir bem ao dar espaço a algo novo.
Esse sentimento vem do fundo do coração e devemos nos entregar de corpo e alma.
Teremos assim uma ótima vida.
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RECEITA DE UMA VIDA BOA DE SE PENSAR Larissa Mikalauskas (6º ano – Fundamental II – 2º LUGAR)
Para você ter uma vida boa de se pensar, igual às nuvens e ao mar,
não basta apenas ela ter sentido, ou ser longa e divertida,
ter sorte, amor, beleza, ser sem comparação.
Para você ter uma vida boa, comece a mudar
seu jeito de agir, falar, pensar...
Não precisa ser perfeita, não precisa ficar dando nota e, se fizer algo de errado, ficar chorando escondido.
Não precisa se confessar
achando que agora tudo melhora,
que quando acordar o mundo será novo, com cheiro de liberdade, novidade.
Apenas tenha
bondade no coração, felicidade em mãos, gosto de viver.
Assim você alcança esta
e qualquer outra meta que tiver...
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RECEITA DE AMIZADE Larissa Lopes Casarini (6º ano – Fundamental II – 3º LUGAR)
Amigo é alguém especial,
não se encontra em qualquer lugar.
loiro, moreno, ruivo, negro...
são estas características que os deixam diferentes.
O segredo para uma amizade verdadeira é simples:
seja companheiro.
Nos momentos difíceis, não largue seu amigo em um canto!
Peça que ele divida isso com você.
Às vezes você consegue ajudar.
Viu alguém sozinho, solitário, sem ninguém?
Vá lá!
Quem sabe você descobre
que ele é bem mais legal do que parece.
Brigas acontecem, mas não é bom fazer,
peça desculpas e isso nunca mais vai acontecer.
Contar segredo de amigas é errado,
ainda mais quando confiam na sua amizade.
Tentem o máximo confiar uma na outra, assim não ocorrerão brigas.
Se encontrar a amiga perfeita, tente continuar com a amizade.
Converse, brinque e principalmente divirtam-se juntas.
Lembre-se só de uma coisa:
amigo não se acha todo dia.
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Ausência
7º ano
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SINTO AUSÊNCIA Mariana Corrêa (7º ano – Fundamental II – 1º LUGAR)
Sinto a ausência Dos filmes, Dos livros, Dos amigos.
Sinto a ausência Das músicas alegres
Tocadas durante o verão.
Me dá desgosto Pensar na vida,
Pensar no quanto estou só, Dói ver o tempo passar.
Tenho uma falsa alegria Quando penso
Nos meus tempos de criança, Quando brincava de roda, bola,
Boneca,peteca.
Sinto a ausência
Da minha independência, Quando tudo
Estava ao meu alcance.
Sinto a ausência Das lembranças, Das memórias, Do tempo em que Falava gírias
E do tempo em que era feliz.
Sinto a ausência
De ver meu filho crescer, De vê-lo brincar
De bola, de roda.
Agora sou velha.
Vivo em uma casa de repouso, Apenas com minhas
lembranças
E com ausência de esperança.
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JORNADA SEM FIM Bianca Capani Dominguez (7º ano – Fundamental II – 2º LUGAR)
Quando olho para as estrelas Penso em cada instante
De belas lembranças De um passado distante.
Em uma caverna escura De intensa solidão
Sinto ausência de luz
E de alguém puro de coração Que possa me acompanhar Nessa jornada sem fim.
Sinto a ausência de alguém Que possa me compreender.
Sinto a ausência do som do mar E do cantar dos pássaros.
Agora, preso nesse beco sem saída, Sinto a ausência de ser feliz.
Sinto a ausência do cheiro das flores De um belo jardim.
Sinto a ausência do barulho da chuva Caindo sobre as ruas
E gotejando em meu peito.
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Hoje, sei que deveria ter aproveitado mais Cada momento de liberdade.
Havia feito tantos planos...
E o furacão do destino
Não permitiu que se concretizassem.
Bem no fundo do meu coração, Em meio a tanta solidão,
Guardo a esperança
De que as águas do tempo
Devolvam o que um dia foi meu.
Persistirei por toda a eternidade À procura de uma saída
E dos meus desejos incansáveis.
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A GRANDE AUSÊNCIA Gabriela Orrú Gudeliauskas (7º ano – Fundamental II – 3º LUGAR)
A ausência atinge o coração, que fica vazio e
que pede socorro,
por causa da grande ausência.
A ausência da pessoa especial.
Aquela pessoa com quem você não conviveu por muito tempo, mas sente falta dela.
Não é a saudade de qualquer pessoa, mas a saudade absurda da pessoa que amava.
Sentir falta de seu olhar, de seu abraço, de sua alegria, de sua companhia
faz o coração chorar e lamentar.
O coração chora, chora ainda mais só de pensar
que ela não voltará.
Se pudesse vê-la, a primeira coisa
que diria seria: TE AMO!
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TERRA DE SOLIDÃO Lívia Pegoraro Silva (8º ano – Fundamental II – 1º LUGAR)
Ó lua,
será que me ouve chamar teu nome?
Será que me ouve clamar tua ajuda?
Que me vês rezando todo dia, pedindo de volta a minha alegria?
Ó lua de sorriso tranquilo, faz bom proveito de ser
meu único elo de comunicação
com o que está tão distante de nós duas.
Sabes que és meu meio de paz,
meu portal para, desesperadamente, me salvar deste mundo de desilusão, onde nossos sonhos
são os únicos salva-vidas.
Será que vês este buraco em meu peito de dor de tiro e anestesia,
esta solidão interna de terapia intensiva na ala da alegria?
Num plano alternativo, escuridão e ressentimento
dançam num baile de formatura.
Vistos no estômago, de origem no coração.
E a ausência em nossas vidas transforma-nos em morte, em pedra, em terra, em pó, em brilho, em sorriso,
em nada.
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O QUE É AUSÊNCIA?
Yago C. Silva (8º ano – Fundamental II – 2º LUGAR)
Como definir ausência?
Pode ser falta ou carência, pode até não ter definição, mas isso é questão de opinião.
A ausência sempre aparece em nossas vidas, às vezes ausência de amor e de comida, ou às vezes nas eternas despedidas que deixam marcas e feridas.
O que é ausência ainda não sei, talvez nunca saberei,
mas não vou procurar com frequência, vou esperar que alguém ache
a verdadeira e correta definição de ausência.
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E VOCÊ IRÁ VOLTAR Lucas Bertalia Santos (8º ano – Fundamental II – 3º LUGAR)
Como ter você de volta?
Desse jeito você me mata, a sua ausência está aqui você é que me falta.
Você era perfeita, e nada disso mudou, assim que foi embora, muitas saudades deixou.
Meu amor por você é algo fora do normal e ter seu amor
era algo sensacional.
Tenho lembranças
da primeira vez que a vi, meu corpo estava lá
mas minha alma queria sair.
Poderia ter um dia muito mau, mas, quando falava com você, esse dia que era ruim
se tornava especial.
Não tenho mais esse carinho,
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até parece que do mundo você sumiu, vou procurá-la em todo lugar
para ver se o seu amor também partiu.
Os motivos da sua ida são difíceis de entender, mas, quando eu conseguir, mil desculpas você vai receber.
Depois de todas essas palavras, não tenho mais o que falar, só sei que agora
vou tentar te reconquistar.
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Solidariedade
8º e 9º anos
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SOLIDARIEDADE Leonardo Morandini (9º ano – Fundamental II – 1º LUGAR)
Nesse nosso mundo
Em que vivemos atualmente, As pessoas não se ajudam.
Cadê a solidariedade, minha gente?
A nossa população
Não pensa mais nos outros E do que antes era ajuda
Vai se esquecendo aos poucos.
Não podemos deixar acabar Algo que faríamos a um irmão.
Sempre que ele precisasse, Você estenderia a mão.
Então me diga você, O que será do futuro?
Quem acenderá a luz
Quando estiver no escuro?
Nós devemos preservar Ao menos nesta cidade Um dos melhores costumes:
A solidariedade.
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SOLIDARIEDADE Letícia Moya Viudez (9º ano – Fundamental II – 2º LUGAR)
No mundo de hoje
o que mais falta é gente.
Gente de verdade, que espalha amor, divide alegrias
e transborda solidariedade.
Importa-se com o outro, sem obrigatoriedade.
No mundo de hoje
não são carros e telefones e sim atitudes
que transformam.
Mais do que por favor e obrigado.
Um olhar sensível, um sorriso sincero, um abraço amigo, um ato de ajuda.
A esperança do mundo.
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SOLIDARIEDADE Carolina Di Giorgio (9º ano – Fundamental II – 3º LUGAR)
Escorrem minhas lembranças Impossível de acreditar
Uma pequena ajuda Não irá matar
O tempo passa rápido Não podemos bobear Ajudando um ao outro Podemos melhorar Unidos somos incríveis Nos tornaremos invencíveis Juntos de mãos dadas
Faremos nossa caminhada Para tudo existe uma solução
Basta um pouco de paciência e compaixão Ainda iremos melhorar nossa união
E qualquer arrependimento ficará em vão.
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NECESSIDADE HUMANA
Natália Nagata
(1ª série – Ensino Médio – 1º LUGAR)
O mundo está escuro, Com um movimento Surreal, inseguro,
Inquietante, do passar do tempo.
Posso ver o vermelho nas ruas, Posso ver o preto dos sem sorte,
As expressões de sofrimento e desespero, nuas, Um luto mais mortífero do que a própria morte.
Todos se escondem,
Nas vestimentas do medo, Todos correm,
Abandonam os outros cedo.
Porém, vejo, no mais íntimo Do mais forte e corajoso,
Um desejo, humano, no mínimo, O carinho, um sentimento teimoso.
Esperança da sociedade, esta é a solidariedade,
Fruto da necessidade, característica humana em essência.
É a faísca do fogo na chuva,
A abertura, a falha, na armadura,
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A arma pacífica contra a violência.
Solidariedade é salvar sem pagamento, Ajudar cegamente,
Sentir o prazer do agradecimento, Ceder o tempo presente.
Solidariedade é o fazer poético,
É sensibilizar-se pelas desgraças alheias e pela maldade, É demonstrar um comportamento ético,
É filosofar um mundo melhor e com igualdade.
A dor, os menos favorecidos conhecem;
A luxúria, os mais favorecidos possuem.
O amor, no entanto, todos, um dia, sentiram.
Os que o tiveram pouco não dirão que felizes viveram.
E solidariedade é exatamente esse amor,
Uma paixão intensa pelo próximo, pelo carente, Capaz de fazer superar toda a dor,
Capaz de limpar as impurezas da mente.
Uma relação de benefícios mútuos, certamente.
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CADÊ ELA?
Felipp C. P. de Andrade (1ª série – Ensino Médio – 2º LUGAR)
Eu só te digo
Que estamos em perigo,
Tratam todos com desigualdade.
Cadê a solidariedade?
Procuro alguém que me dê companhia Para mostrar a verdadeira cidadania, Mas ninguém tem capacidade.
Cadê a solidariedade?
Abandonados sentem-se os necessitados Porque ninguém liga para um pobre acabado.
Será que existe ajuda nesta cidade?
Cadê a solidariedade?
Crianças e jovens em ruas
E você aí sem tempo para dar uma pequena ajuda.
Não podemos esquecer que nunca é tarde.
Cadê a solidariedade?
Não adianta apenas dar um pão, O que importa é o coração,
Precisamos da felicidade.
Cadê a solidariedade?
Seria tão bom um mundo melhor
Com homens e mulheres sem fazer o pior, Pois não tem dinheiro que pague
A solidariedade.
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DESIGUAL Aline Marchi (1ª série – Ensino Médio – 3º LUGAR)
Muito tinha eu
desde carros de luxo a casarões.
Viajei o mundo em aviões.
Tudo era meu.
Dinheiro herdado
de um pai bem remunerado que depois de aposentado
para mim deixou tudo guardado.
Criança de personalidade horrorosa.
Tudo que via queria para mim.
Oh, sim! Já fui assim.
Pequeno ser de alma ambiciosa.
Num dia tão vago parou ao meu lado um menino tão magro
que me senti amedrontado.
Irrelevante tal situação
na qual o menino sentia agonia.
Nem eu mesma sabia
que eu era tão sem coração.
Com as mãos estendidas,
dirigiu-se a mim que nada da vida compreendia.
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“Senhor, por favor, me dê um pouco de alegria.”
Uma nota de dinheiro da minha carteira foi cedida.
O menino foi embora
com um sorriso estampado.
Já eu permaneci paralisado vendo-o correr rua afora.
Indignado fiquei também por sua felicidade,
mesmo recebendo de alguém
algo longe de ser uma nota de cem.
Notei então o poder que tinha.
O sorriso do menino me mudou e a vida finalmente me mostrou de onde a felicidade vinha.
Às vezes tanto temos que não percebemos a diferença que faríamos
se para a solidariedade nos abríssemos.
Por quanto se vende a saúde?
Por quanto se compra o amor?
Todos podem curar a dor
daqueles que não têm quem os escute.
Então para que ser desigual
se para sermos parecidos temos capacidade?
Para que poupar solidariedade se para todos o final é igual?
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POEMAS, VERSOS OU RIMAS Milena Nakaione (2ª série – Ensino Médio – 1º LUGAR)
Olho pela janela, não vejo sentimento,
lembranças que passam pela cabeça, em poucos segundos no tempo.
Lembro-me da brisa, de toda aquela energia, em que as folhas respiravam e o sol encantava o dia.
Hoje tudo mudou,
desapareceu todo aquele amor, estamos carentes de vida,
no coração só há dor.
Ninguém sabe mais o que é a palavra solidariedade, consequência da ignorância dos humanos da sociedade.
Mas ninguém me ouve, o planeta está doente
de pessoas sem alma alguma, sem essência, sem semente.
Os olhos choram sangue,
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os corpos pedem piedade, o povo pede justiça;
infelizmente, essa é a realidade.
Mas quem sou eu afinal?
Que sequer posso mudar o mundo, achar que meus meros versos
podem melhorar o futuro.
Mas quem sabe juntos não conseguimos?
Misturando sentimento e razão, deixando o mundo mais colorido igual bolhas de sabão!
Sim, podemos fazer isto,
como Carlos Drummond de Andrade, seja com poemas, versos ou rimas, vamos espalhar a solidariedade!
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UM DOM Beatriz Dias (2ª série – Ensino Médio – 2º LUGAR)
A solidariedade é um dom raro
Que não pode ser atribuído a qualquer um.
Ela surge de maneira comum
E, muitas vezes, torna tudo mais claro.
A solidariedade cresce conforme passa o tempo, Podem compreendê-la apenas os puros de coração.
Sua importância vai além do pensamento
E, graças a ela, até os esquecidos têm salvação.
Não podemos tratar o próximo com desdém, É preciso ter consciência, além de tudo,
E saber que todos somos irmãos também.
Portanto, a quem possui um dom tão profundo Resta o dever de prezar o bem
Para, um dia, mudar o mundo.
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O PROBLEMA DO MUNDO Luca Ezellner Miraglia (2ª série – Ensino Médio – 3º LUGAR)
Dias estão menos ornamentados.
Aquela pessoa, diferente.
Estão todos internados, eis aqui, o grande incidente.
Internados em seus mundos, presos a seus próprios arados.
O tempo é escasso,
a busca por poder, incessável.
Não há tempo para aquele que está em outro espaço.
E para aqueles que acreditam viver em um mundo agradável:
somos todos segurados pelo mesmo braço.
Braço que torna o mundo menos maleável.
Não consigo ouvir, não consigo ver,
não consigo mais sentir.
Está prestes a morrer, ou a ponto de ressurgir?
Onde está você, solidariedade?
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NÚMEROS DA VIDA Letícia Vilar (3ª série – Ensino Médio – 1º LUGAR)
Ei, doutor, me pergunto,
quantas pessoas ajudou
simplesmente por compaixão?
Ei, policial, me pergunto,
quantos jovens salvou do mundo da violência?
Ei, professor, me pergunto,
quantas crianças olhou nos olhos
e aconselhou?
Ei, advogado, me pergunto, quantas justiças
conseguiu conquistar?
Ei, cidadão, me pergunto,
quantas pessoas você parou e lhes ofereceu a mão?
A vida não é sobre simples números:
o número de pacientes, o número de prisões, o número de aulas, o número de clientes.
Os números que importam são sobre quantas vidas você fez melhor.
E destas, quais o fizeram melhor?
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CANTA-SE SOLIDARIEDADE Amanda Bessa Dionigi (3ª série – Ensino Médio – 2º LUGAR)
Hei de mudar!
Não mudo na minha.
Nesse mundo que se diz encantar, a mágica real não usa varinha.
Os melhores batem no peito;
mas que é isso que cantas?
Não somos perfeitos,
mas há garra de aprimorar a dança.
Subjetivo, apenas, não faz sociedade, coletivismo tem força maior!
Amar é uma arte de prioridade
Com a fogueira do caos que se constipa ao redor.
A noite invernada não é o que queremos e o sentimento nos faz melhor.
É bonito de vermos, sentirmos e dizermos:
erguemos a bandeira em prol!
E assim nasce a pátria amada,
aquela entrelaçada à essência do ser.
É semelhante à bioluminiscência, deixa a alma impressionada de emoção de viver.
E no impasse de construirmos a maior desejada, os versos dizem
modificar, realizar.
Haveremos de compartilhar!
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REALIDADE André Duarte Machado (3ª série – Ensino Médio – 3º LUGAR)
Pare e veja, meu irmão, O mundo no qual vivemos,
Porque, para o que nos comprometemos, Parece ser só em vão.
Há crianças passando fome,
Pessoas que não escrevem o nome;
Ao invés de começar a julgar, Por que não tenta ajudar?
Dizem que as guerras acabaram, Dizem que os tempos mudaram, Então aproveite para ligar sua TV E me diga o que você vê.
Não temos um inimigo em comum, Logo não há com o que se preocupar;
Mas na verdade o inimigo sempre foi um E é para nós mesmos que devemos olhar.