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DIREITO ADMINISTRATIVO

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Academic year: 2022

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DIREITO ADMINISTRATIVO

Regime Jurídico e Administrativo

Princípios da Moralidade, Publicidade e Eficiência

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Conteúdo Programático

1 Apresentação ________________________________________________________________ 2 2 Princípios Administrativos ______________________________________________________ 3 2.1 Princípio da Moralidade ___________________________________________________________ 5

2.1.1 Súmula Vinculante nº13 _______________________________________________________________ 7 2.2 Princípio da Publicidade ___________________________________________________________ 7

2.2.1 Meios de publicação __________________________________________________________________ 8 2.2.2 Objetivos da publicidade _______________________________________________________________ 9 2.2.3 Exceções ao princípio da publicidade _____________________________________________________ 9 2.3 Princípio da eficiência ____________________________________________________________ 10 3 Referências Bibliográficas _____________________________________________________ 12

1 Apresentação

Olá meu querido aluno, minha querida aluna!

Fico feliz em saber que você está aqui, focando e buscando alcançar seus objetivos, para nós é muito gratificante saber que você escolheu o FOCUS CONCURSOS para trilhar esse caminho ao seu lado. Falando nisso, você conhece as nossas redes sociais?

Lá nós postamos diversos conteúdos relacionados a provas e concursos públicos, análise de editais, dicas de estudo e diversos eventos ao vivo com aulas 100%

atualizadas.

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Nesta aula vamos falar a respeito dos princípios da Administração Pública, mais especificamente sobre os princípios da moralidade, publicidade e da eficiência. É importante que você realize anotações no material, faça resumos, leia, releia e, ao final, resolva questões para colocar em prática o que aprendeu. Desejo um excelente estudo, e sem mais delongas,

VAMOS NESSA!

2 Princípios Administrativos

Recapitulando...

Os 5 princípios da Administração Pública estão elencados no art. 37, caput da Constituição Federal e, são denominados como:

Princípio da Legalidade

Princípio da Impessoalidade

Princípio da Moralidade

Princípio da Publicidade

Princípio da Eficiência

São muitos princípios? Sentiu dificuldade para decorar? Não se assuste!

Principalmente na área do Direito, como são muitos conceitos para decorar, utilizamos algumas técnicas de memorização e, dentre elas, tem os chamados mnemônicos, um conjunto de técnicas que auxilia na memorização através da associação. No caso dos princípios da Administração Pública, nós utilizamos o mnemônico L-I-M-P-E, observe como o processo se torna mais tranquilo e você consegue memorizar com facilidade.

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No mais, dando continuidade aos trabalhos, nós já falamos a respeito do princípio da legalidade e impessoalidade. Entretanto, antes de avançarmos no conteúdo, é importante que você tenha mais uma informação sobre o princípio da impessoalidade.

TEORIA DO ÓRGÃO

Essa teoria está relacionada com a imputação dos atos praticados pelos agentes públicos às pessoas jurídicas em que atuam. De acordo com a teoria dos órgãos, embora seja o agente público que pratique efetivamente o ato, a manifestação não diz respeito a ele, mas sim ao Estado, a Administração Pública, do órgão ou da entidade a qual o agente representa. Por isso, uma parcela da doutrina vincula a teoria do órgão ao princípio da impessoalidade, uma vez que pouco importa a pessoa que realiza o ato, quando a vontade sempre será da Administração Pública.

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Em seguida, dando continuidade ao nosso estudo, vamos finalizar os princípios da Administração Pública discorrendo sobre os princípios da MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA.

2.1 Princípio da Moralidade

Muitas teorias giram em torno do princípio da moralidade, as quais se propõe explicar a relação entre normas morais e normas jurídicas, como, por exemplo, a teoria do mínimo ético, a teoria dos círculos independentes e a teoria dos círculos secantes.

Contudo, não vamos nos ater a essas teses, o foco será no princípio da moralidade propriamente dito, pela ótica do direito romano, onde moral e direito não se confundem.

De acordo com Alexandre Mazza (2019, p. 130) “o princípio jurídico da moralidade administrativa não impõe o dever de atendimento à moral comum vigente na sociedade, mas exige respeito a padrões éticos, de boa-fé, decoro, lealdade, honestidade e probidade incorporados pela prática diária ao conceito de boa administração”.

Assim, entendemos que, o princípio da moralidade no direito administrativo pode ser analisado de duas formas distintas, no âmbito público e no privado. Neste sentido, Maria Sylvia Di Pietro (2019, p. 235-236) alega que, “o princípio deve ser observado não apenas pelo administrador, mas também pelo particular que se relaciona com a Administração Pública”.

Desta forma, a moralidade privada é aquela aplicada às relações privadas estabelecidas entre particulares. São os comportamentos que a sociedade em que o indivíduo está inserido, impõe como certo ou errado.

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DIREITO ADMINISTRATIVO – o servidor público que trai sua esposa e gera um filho fora do casamento, não será exonerado de seu cargo por conta disso, pois, embora a traição seja uma conduta imoral, ela permanece na esfera da moralidade privada, a qual, no direito romano (adotado pelo Brasil), não se confunde com a pública.

DIREITO PENAL - a prostituição é uma conduta considerada imoral perante a sociedade, mas o ato de se prostituir não constitui crime perante o Código Penal, apenas o ato de manter por conta própria ou de terceiros, casa de prostituição, onde ocorra exploração sexual, nos termos do art. 229 do Código Penal. Assim, podemos verificar uma clara separação entre o direito e a moral, pois, embora a prostituição seja uma conduta reprovada pela sociedade, não é crime.

Por outro lado, a moralidade pública está relacionada com o decoro, a probidade administrativa e com a boa-fé objetiva. Neste ponto, é importante frisar que o direito administrativo considera a boa-fé objetiva e não a subjetiva, uma vez que para a administração pública a atitude sobressai a intenção.

De acordo com Alexandre Mazza (2019, p. 132) para o Direito Administrativo basta o simples fato de a conduta violar os limites de lealdade, honestidade e correção, isso já é suficiente para justificar “a aplicação das penas definidas no ordenamento, sendo

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absolutamente irrelevante investigar fatores subjetivos e motivações psicológicas de quem realizou o comportamento censurável”.

2.1.1 Súmula Vinculante nº13

Ainda, no que diz respeito ao princípio da moralidade, devemos observar a redação da súmula vinculante nº 13, pois, de acordo com ela “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

Em outras palavras, a súmula vinculante veda o nepotismo político, isto é, a nomeação de parentes para ocupar cargo de confiança, mas essa proibição não se estende aos cargos de provimento efetivo, após a realização de concurso público, aos cartórios e serventias extrajudiciais. Por fim, é válido mencionar que, o nepotismo viola tanto o princípio da moralidade pública quanto o princípio da eficiência.

2.2 Princípio da Publicidade

Nas palavras de Alexandre Mazza (2019, p. 137) o princípio da publicidade está associado a um “contexto geral de livre acesso dos indivíduos a informações de seu interesse e de transparência na atuação administrativa, como se pode deduzir do conteúdo de diversas normas constitucionais”. Desta forma, podemos considerar que a publicidade se aplica a todos os atos, uma vez que é considerado requisito de eficácia dos atos administrativos.

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Relembrando a teoria dos atos administrativos, para que o ato seja perfeito é necessário que ele cumpra alguns requisitos de:

EXISTÊNCIA: competência, finalidade, forma, motivo e objeto;

VALIDADE: confronto com a norma;

EFICÁCIA: publicidade.

2.2.1 Meios de publicação

A publicidade dos atos pode ocorrer de várias formas, que podem variar de acordo com o tipo de ato. No caso dos atos individuais, os quais são dirigidos a uma pessoa específica, a exteriorização pode ser feita por meio da simples comunicação ao interessado. Por outro lado, quando os atos forem gerais (atinge mais de um indivíduo) ou individuais de efeito coletivo (inicialmente direcionado a uma pessoa, mas pode afetar todo o grupo), a exteriorização do ato deve ser realizada através de uma publicação no Diário Oficial.

Desta forma, o SFT reconhece que o ato foi efetivamente publicado quando este é publicado na imprensa oficial ESCRITA, ou seja, no Diário Oficial da União, no Diário

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Oficial do Estado, do Município ou da Justiça. No entanto, por mais que o ato seja publicado no meio oficial, a maioria das pessoas não sabem da existência do Diário Oficial e, tampouco, o leem, por isso essa espécie de publicidade é chamada de burocrática, realizada apenas para cumprir com os ditames legais.

Assim, para que o ato alcance uma publicidade efetiva e chegue até o conhecimento do cidadão, é necessário que a Administração Pública se utilize de outros meios, como, por exemplo, a publicação em sites, envio de e-mail ao interessado, entre outros.

2.2.2 Objetivos da publicidade

Ademais, é importante ressaltar os objetivos da publicidade, afinal, de acordo Alexandre Mazza (2019) esse procedimento é adotado com o intuito de:

Externar a vontade da Administração Pública;

Que os atos cheguem ao conhecimento dos interessados;

Reivindicar o conteúdo do ato;

Tornar o ato válido, apto a produzir efeitos;

Facilitar o controle de legalidade.

2.2.3 Exceções ao princípio da publicidade

Embora a publicidade seja essencial ao ato administrativo, a doutrina considera que o princípio comporta algumas exceções, quais sejam:

➔ Atos referentes a segurança pública

➔ Atos referentes a segurança nacional

➔ Atos de interesse da Administração Pública/ Estado

Contudo, uma parcela minoritária da doutrina não reconhece exceções ao princípio da publicidade, mas sim a existência de uma publicidade mitigada ou restrita, pois, sem ela o ato é inválido e não cumpre a sua função. Além disso, a publicidade restrita, também pode ser reconhecida como aquela publicação interna dos atos, realizada dentro da Administração Pública.

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Ex.: a publicação do edital de classificados no concurso federal da ABIN, é divulgado apenas com o número da inscrição do candidato e, nunca com o seu nome ou CPF, para dificultar a sua publicação. No entanto, não podemos dizer que essa é uma exceção ao princípio da publicidade, mas sim uma publicidade mitigada, pois, em que pese o ato não divulgar o nome do aprovado, revela sua inscrição, comunicando apenas ao interessado.

2.3 Princípio da eficiência

O princípio da eficiência nasce com o advento da Emenda Constitucional nº19/98, que alterou o art. 37 da Constituição Federal e incluiu o referido princípio. De acordo com Alexandre Mazza (2019, p.142-143) “o princípio da eficiência foi um dos pilares da Reforma Administrativa que procurou implementar o modelo de administração pública gerencial voltada para um controle de resultados na atuação estatal”, de modo que “economicidade, redução de desperdícios, qualidade, rapidez, produtividade e rendimento funcional são valores encarecidos” por esse princípio.

Além disso, é válido mencionar que, embora sejam nomenclaturas parecidas, eficiência não se confunde com eficácia e nem com efetividade. A EFICIÊNCIA está associada ao o modo de atuação da Administração Pública, os agentes devem agir de forma mais produtiva e econômica possível, priorizando o melhor custo-benefício. Já a EFICÁCIA, está relacionada ao modo instrumental (meios), que estão em busca de um objetivo. Entre as formas eficazes para atingir o objetivo deve ser escolhida a mais eficiente de fato (mais econômica, menos gravosa). Por fim, a EFETIVIDADE se preocupa os meios utilizados, se eles são realmente eficazes para atingir o objetivo, está relacionado com as metas sociais.

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Ex.: em uma determinada campanha de vacinação contra o sarampo, a meta é vacinar 10 milhões de crianças, se o resultado é atingido a campanha foi eficaz. A meta social (efetividade) é eliminar o sarampo no Brasil. O orçamento inicial para a campanha era de 1 milhão de reais, no entanto, ao final da campanha, o valor gasto foi de 10 milhões de reais. Veja, a campanha de vacinação foi eficaz e efetiva, mas não eficiente, pois ultrapassou o limite de gastos.

Cara aluna e caro aluno, finalizamos o material, espero que tenha compreendido, sugiro que você desenvolva um planejamento semanal para que você possa organizar a sua semana de estudos e otimizar o seu tempo.

Lembre-se de realizar uma pausa, faça um lanchinho, mas não esqueça, é muito importante que você resolva questões e elabore resumos sobre o tema abordado, pois isso ajudará a fixar o conteúdo e, é mais um passo rumo à sua aprovação.

Acredite, juntos chegaremos lá!

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DI PIETRO, Maria Sylvia. Direito administrativo. 32. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019.

MAZZA, Alexandre. Manual de direito administrativo. 9 ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.

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Referências

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