Epidemiologia
Ambiental
Carga Ambiental da Doença –
CAD - Environmental Burden of
Evidência de impacto à saúde cidades da
Europa e dos EUA episódios de fog nos invernos de 1952 e 1958.
Métodos atuais de medida associação
entre MP e morbidade e mortalidade.
Fonte maior de MP estacionárias e fixas
queima de combustíveis.
Efeitos derivados de estudos
Relato de evidência de associações. Agravos à saúde mortalidade,
internações hospitalares para doenças
cardiovasculares e pulmonares, ataques de asma, bronquite aguda, sintomas
respiratórios e restrições na atividade.
0,5% DALYs
2% Doenças pulmonares.
81% das mortes atribuíveis idosos
49% DALYs atribuíveis idosos (pessoas
com 60 anos ou mais).
Crianças abaixo de cinco anos 3% das
mortes atribuíveis
Carga global de doença concentração
média urbana de MP10 e MP2,5
Estimativas (OMS) não contemplam
cidades com menos de 100.000 habitantes e zonas rurais.
Carga da doença em grandes cidades Quantidade de combustível fóssil utilizado, Clima;
Taxas de doenças;
Dimensão da população e densidade. Mais altas em determinadas regiões
MP
2,5 ameaça mais significativa.
Penetração em ambientes interiores. Estudos MP
10 sob monitorização.
Estimativa de CAD eventos à saúde: Mortalidade cardiovascular e câncer de
pulmão exposição a longo prazo a MP2,5
Subsídio para determinação de prioridades
de controle.
Sumário do método:
1. avaliação da exposição ambiental;
2. determinação da dimensão da população
exposta;
3. Incidência de efeitos à saúde.
Concentração função-resposta:
Literatura epidemiológica – uso de fração atribuível estimativa:
Número de casos de mortalidade prematura e DALY
(cardiopulmonar e câncer do pulmão) atribuído a
exposição a longo prazo a MP2,5 para pessoas > 30 anos ou mais.
Número de casos de mortalidade prematura e DALY por
Efeitos à saúde recomendados e funções de risco para cálculo de CAD:
X = concentração do poluente em g/m3 e X0 = alvo ou
A BASE DE EVIDÊNCIAS:
MP mistura de partículas sólidas e líquidas.
Evidências nos últimos 20 anos.
Ambientes urbanos combustão de queima de
combustíveis (fontes móveis e fontes estacionárias).
Métricas de material particulado MP10, MP2,5,
fumaça preta e sulfatos.
Associações ozônio, SO2, CO e NO2.
Mortalidade relacionada a
exposição a curto prazo
Séries temporais Exame de mudanças
diárias da poluição 24 h.
Efeitos agudos observações diárias por
meses e anos.
Análise uso de regressão multivariada
Limitações de uma série temporal:
Dificuldade de determinação da concentração do
poluente real;
Potencial para errar na classificação da
exposição;
Covariação entre poluentes dificuldade em
Exposição a curto prazo e
mortalidade: todas as idades.
Características de estudos adequados:
Uso de regressão de Poisson mortalidade
evento raro;
Três ou mais anos de dados diários em uma dada
cidade;
Exame dos efeitos do dia da semana e mudanças
diárias do clima;
Uso de modelos gerais aditivos controle de
Exposição a curto prazo:
mortalidade - crianças
Evidência na literatura.
População idosa população potencial ao
risco.
Estudos seccionais, coorte associação
entre concentração MP e mortalidade infantil.
MP baixo peso ao nascer e parto
Dificuldade de separação de efeitos
pobreza, padrões de exposição, status socioeconômico (dieta).
Mortalidade crianças < 5 anos.
Base para estimativa de efeitos de MP10 na
Revisão de estudos elevação de
mortalidade diária infecções respiratórias agudas (Saldiva et al., 1994).
Todas as causas de mortalidade
mudanças a curto termo na poluição.
Efeitos específicos da doença doenças
cardiovasculares ou pulmonares
preexistentes fatores de risco para mortalidade/MP.
Associações estatísticas significantes MP
e mortalidade cardiovascular e pulmonar
Abreviamento da vida evidência indireta Associações entre MP e taquicardia e
bradicardia, incidência de arritmias preditores de risco de morte por doença cardíaca.
Crianças com doenças respiratórias
Resumo dos achados: exposição
a curto termo a MP e mortalidade
1. Independência fatores climáticos,
sazonalidade, tempo e dia da semana
Cobertura dos estudos vários ambientes,
condições de temperatura-poluição,
distribuições etárias da população, condições de saúde de fundo, status socioeconômicos e sistemas de cuidado à saúde.
Faixa de associações 0,5 a 1,6% de
4. Inexistência de limiar de resposta.
Evidência dos EUA concentração de
fundo MP10 8 – 10 g/m3 ,
MP2,5 3 – 5 g/m3
5. Aplicação dos RR estudos replicados
Análise dos estudos
Faixa recomendada 0,6 – 1,5 % de
elevação na mortalidade por aumento diário de 10g/m3 em MP10.
Estimativa central 1% de elevação na
Mortalidade relacionada a
longo prazo
Estudos de coorte:
Harvard Six Cities Dockery et al. (1993)
estudo de 8.000 pessoas em um período de 15 anos.
Pope et al. (1995) taxas de mortalidade
Uso de MP10, MP2,5 ou sulfatos
mortalidade cardiopulmonar, câncer ou “todas as outras causas”.
Dockery et al. (1993) mortalidade total e
cardiovascular sulfatos e MP2,5 11 a 29,6 g/m3 e MP10 18 a 46,5 g/m3.
Pope et al. (1995) partículas finas e
Pope et al. (1995) 50 cidades (dados de
MP2,5) 7 a 30 g/m3.
Mortalidade estimada 4-7% por 10g/m3
de MP10
Exposição diária 1% por 10g/m3 de MP10
Redução de expectativa de vida
Reavaliação e replicação dos estudos
citados:
Educação modificador de efeito;
Resultados não sofreram confusão de dados
individuais ou relacionados às cidades;
Associações lineares entre exposição a sulfatos e
Variáveis socioeconômicas e educacionais
importantes no modelo representativa em países periféricos.
Funções concentração-resposta linear ou
não-linear.
Estimativa da carga ambiental da doença
Medição da qualidade do ar MP10
Necessidade de estabelecer uma razão entre
MP2,5:MP10
Razão deve ser medida localmente. Países desenvolvidos 0,65
Europa 0,73
Modelos alternativos e recomendados para estimativa de RR para exposição a longo prazo PM2,5
Efeito Risco relativo Coeficiente
(IC95% Limites superiores e inferiores) Mortalidade cardiopulmonar (exposição log-linear) Mortalidade cardiopulmonar (exposição linear)
Morbidade
Hospitalização por doença cardiovascular ou
respiratória,
Atendimento em PS;
Exacerbação de asma;
Bronquite crônica ou aguda;
Restrições na atividade;
Perda de trabalho;
Absenteísmo escolar;
Sintomas respiratório;
Maioria dos estudos América do Norte Poucos na Europa.
Incerteza extrapolação para países em
desenvolvimento ou periféricos.
Uso de dois métodos analíticos
Método similar ao de curto prazo e
Avaliação da exposição:
Uso de monitores fixos
Média anual de concentração no ano, por
diversos anos redução de viés por flutuações sazonais;
Devem refletir exposição sobre uma grande
área;
Dados de MP cidades de maior porte
Avaliação da exposição:
Uso de modelos baseados em estimativas:
Estimativas anuais de MP10 e MP2,5 Banco
Mundial;
Modelo econométrico incorpora medidas de MP
disponíveis.
Modelo (AMPM COM Model) predição de
Entradas no modelo para estimativa de concentrações MP10:
Consumo de energia:
Consumo per capita de seis categorias de
energia:
Carvão. Petróleo, gás natural, energia
nuclear, energia hidrelétrica e combustíveis renováveis e resíduos.
Dados per capita gasolina e diesel
Entradas no modelo para estimativa de concentrações MP10:
Fatores geográficos e atmosféricos: nove
fatores:
Temperatura média;
Temperatura diurna;
Precipitação média;
Pressão barométrica;
Velocidade do vento;
Entradas no modelo para estimativa de concentrações MP10:
Adição de duas variáveis meteorológicas
relacionadas à demanda de energia:
Aquecimento e resfriamento graus dia
Duas variáveis topográficas:
Distância do centro da cidade ao ponto mais
Entradas no modelo para estimativa de concentrações MP10:
Densidade populacional municipal e nacional.
Densidade populacional urbana local.
Intensidade local da atividade econômica (produto
local bruto por km2).
Renda per capita nacional capacidade do país
em propor medidas de controle.
Tendências temporais
Modelo MP10 e TSP, 512 localizações em
304 cidades e 55 países – 1985-1999.
Regressão múltipla R2 = 0,88
indicando um bom ajuste do modelo.
Teste F significância.
Modelo razoável 3.211 cidades do mundo
Pressupostos do modelo:
Níveis de MP10 representativos da
exposição;
Estimativas nacionais (uso de combustíveis,
Razão MP
2,5: MP10
Valores recomendados para estudos locais
ou nacionais:
Regiões áridas, ruas não pavimentadas
relação menor.
Medição local ideal;
Ausência de medida 0,65 para países
desenvolvidos;
Calculando a carga da doença:
Cálculo da Fração Atribuível ou Fração de Impacto a partir de RR
Onde: Pi = proporção da população na exposição i,
incluindo os não expostos
RRi = risco relativo da população exposta na
Equação anterior vários grupos
populacionais várias cidades em um país
População de somente uma cidade e com
um nível de exposição:
RR
RR
Estimativa de efeito de uma intervenção
interesse de saúde pública
Onde:
Pi = proporção da população na categoria de
exposição i;
Pi’ = proporção da população na categoria de
Cálculo do número de casos de mortalidade:
Onde:
E = número esperado de mortes devido à poluição
do ar;
B = incidência populacional do dado efeito à saúde
(mortes por 100.000 pessoas);
P = população exposta para o efeito à saúde.
P
B
FA
Exemplo de aplicação:
Dados de Bangkok, Tailândia, cidade úmida
e quente.
Localizada em uma planície com 6.000.000
habitantes (até 10 milhões na área metropolitana);
Quatro milhões de automóveis, motocicletas
Estimativas médias de MP10 medidas
entre 1996 e 2001 sete estações de coleta.
MP10 médio = 70,28 g/m3
50% das partículas MP2,5
Três meses de monitoramento Razão
MP2,5:MP10 0,6.
Dados de mortalidade Ministério da
Saúde
1998-2001
Ausência de dados locais
Uso de dados da OMS de 7,7% fração de
Elevação de curto prazo de 10g/m3 0,6 a 1,0%
de elevação no risco
0,8% melhor estimativa
Exemplo de cálculo com = 0,0008
Função concentração-resposta praticamente
linear.
Mortes atribuíveis à PAE concentração de fundo
de 10 g/m3 de MP10.
Risco relativo:
Equação para uma cidade contra um valor de fundo FA de
mortes para uma mudança de qualidade de ar para 10g/m3:
X X0
e
RR
RR
e
0,000870,2810
1
,
0494
1 0494
,
Impacto do nível ambiental atual (70,28 g/
m3 MP
10) em relação á concentração de
fundo:
casos
IC(95%): 1200 a 1960 casos.
1580 000 . 000 . 6 00558 , 0 0471 ,
0
FA B P
Assumindo concentração alvo da CEE
1320 casos de mortes prematuras por ano
Mesma metodologia para crianças abaixo de 5
anos:
Modelo de exposição linear.
= 0,0016 (95%IC = 0,00034-0,0030).
0,0016 70,28 10
1
,
10
e
Número total de crianças = 350.000 Taxa de mortalidade = 0,0034
1190 mortes por ano.
Taxa de 7% para IRA por ano.
0,07 X 1190 = 83 mortes por ano.
FA = 0,091 para IRA e todas as causas de
Estimativa de efeitos da mortalidade para exposição
a longo prazo a MP2,5:
Função concentração-resposta de Pope et al.(2002) função log-linear de exposição – nível de fundo para MP2,5 de 3g/m3.
Estimativa de MP2,5 = 0,5 X 70,28 g/m3 = 35,1 g/
m3.
Aplicação a três milhões de pessoas > 30 anos -
Estimativa de efeitos da mortalidade para exposição a longo
prazo a MP2,5:
1,4071 3
1 1
,
35 0,1551
RR 289 , 0 407 , 1 407 , 0 FA
1995
289
,
0
0023
,
0
000
.
000
.
3
1995 mortes por causas cardiopulmonares
por ano (95%IC=800-3000) para exposição a longo prazo a MP2,5.
Normalmente efeitos a longo prazo