FATEC ADIB MOISÉS DIB
EEA-103
Sistemas de Controle
Aula 02
Professor Murilo Zanini de Carvalho
E-mail: [email protected]
Site:
Sistemas de Controle
Revisão aula anterior:
Definições de Sistemas
Histórico da Teoria de Controle
Termos Básicos Utilizados em Controle
Teoria de Controle
Mesmo que novos métodos e teorias tenham sido desenvolvidas, as leis e os princípios de medição da teoria clássica estão presentes no controle de processos atuais;
Os conceitos do controle clássico foram aprimorados com a teoria de controle moderno, permitindo maior precisão no controle dos processos.
Teoria de Controle
Na década de 70, todos os sinais enviados ao controlador, incluíndo o seus receptores, eram pneumáticos;
Os controladores pneumáticos utilizavam diversos ajustes mecânicos para poder desempenhar suas ações de controle.
Teoria de Controle
Com a miniaturização da eletrônica e sua popularização, os sistemas de controle digital começaram a popularizar-se;
A maioria das funções de monitoramento e controle, atualmente, são executadas utilizando redes industriais para troca de dados.
Objetivo do Controle de Processos
“Manter os valores das variáveis do processo dentre de uma faixa aceitável para sua operação conveniente” (BEGA et al, 2006)
Dentro da faixa de valores que as variáveis podem operar, buscar o valor ótimo para cada variável, com a finalidade de atingir o valor determinado, o set-point.
Principais Problemas para o
Controle de Processos
Para o estudo do processo, é necessário conhecer algumas de suas caracteríticas;
Deve-se considerar que todo dispositivo têm
capacidade de armazenar energia e apresenta resistência a alterações (BEGA et al., 2006);
Isso faz com que a resposta do sistema não reproduzida o sinal aplicado em sua entrada. Essa distorção da saída em relação a entrada do sistema ocorre em função de atrasos (lags).
Tipos de lag do Sistema
Atraso relativo ao próprio processo;
Atraso na medição das variáveis do processo;
Atraso na transmissão dos valores das variáveis medidas.
Atraso Relativo ao Processo
Os processos normalmente não conseguem absorver ou devolver energia de modo instantâneo, o que provoca atraso do valor de saída em relação ao sinal de entrada (BEGA et al., 2006);
São exemplos de atraso do processo, o aumento de vazão de entrada em um controlador de nível, ou mesmo o controle de temperatura utilizando vapor.
Atraso de Medição
Os atrasos de medição são vinculados as limitações das características físicas dos transdutores a varição da grandeza medida;
Outro fator que contríbui para os atrasos de medição é a construção dos sistemas de medição, que, em algumas aplicações, dificultam o monitoramento do valor da grandeza monitorada.
Atraso de Medição
Em geral, eles estão relacionados com sistemas de controle de temperatura;
Esse efeito pode ser minimizado utilizando
montagens e sensores adequados a aplicação (a qualidade do sensor influência no atraso de medição);
O tempo necessário para um sistema responder
após uma veriação da grandeza monitorada, é chamado de “tempo morto”.
Atraso de Transmissão
O tempo de transmissão da informação medida para o controlador é característico dos sistemas pneumáticos;
Em sistemas eletrônicos, esse tempo é muito pequeno e pode ser desconsiderado;
O uso de sinais pneumáticos para controle, atualmente, é realizado em trechos, contudo, caso for utilizada para distâncias maiores que 100 metros, reforçadores de sinal (boosters) devem ser utilizados.
Ganho
Ganho é a relação entre o sinal de saída e o sinal de entrada;
O ganho poder representar o comportamento de
um sistema, ou mesmo o comportamento de um sensor, descrevendo o comportamento do sensor quando um sinal é aplicado em sua entrada.
Características das Princípais
Grandezas Controladas
Vazão – grandeza de variação rápida;
Pressão e nível – assim como a vazão, são grandezas que variam rápidamente;
Malhas de Controle
O controle automático é utilizado em diversas áreas da tecnologia e da ciência para trazer melhorias aos processos.
São exemplos de aplicações de controle automático:
Sistemas de guiamento de mísseis;
Sistemas robotizados;
Comando numérico computadorizado;
Piotagem automática na industria aeroespacial;
Sistemas de Malha Aberta
O valor atual do sinal de saída não afeta a ação de controle tomada;
O sinal de saída não é medido e também não é comparado com
o sinal de entrada;
Cada sinal de referência na entrada, corresponde a uma sequência de operações fixa;
A exatidão do sistema depende de sua calibração;
Não realiza a tarefa desejada na presença de distúrbios;
Utilizam uma sequência temporizada de acionamentos para sua execução.
Sistemas de Malha Aberta
Sistemas de Malha Fechada
Mantém o valor da grandeza de saída necessário para que o valor de referência possa ser atingido, utilizando o valor da diferença entre o valor desejado e o valor atual do sistema;
Também são chamados de controle com retroação;
É utilizado com a finalidade de reduzir o erro do sistema;
Consegue corrir o valor do erro quando existem sinais de disturbios externos.
Sistemas de Malha Fechada
O corpo humano é um exemplo de sistema controlado utilizando retroação;
Os controladores de temperatura que utilizam o
valor da temperatura ambiente para comparar com o valor da temperatura de referêcia para tomar uma atitude de controle.
Sistemas de Malha Fechada
Sistemas de Malha Fechada
Os sistemas em malha fechada utilizam um sinal de controle, uma referência para o ajuste da variável controlada.
A diferença entre o sinal de referência e o sinal de realimentação é o chamado sinal de erro.
Quando o sinal de realimentação é subtraído do sinal de referência, ele recebe o nome de REALIMENTAÇÃO NEGATIVA.
Quando o sinal de realimentação é somado ao sinal de referência, ele recebbe o nome de REALIMENTAÇÃO POSITIVA.
Sistemas de Malha Fechada
A realimentação negativa tenta fazer com que o sinal de erro torne-se cada vez menor, tendendo a zero.
A realimentação positiva aumenta o valor do sinal de erro.
Os sistemas com realimentação positiva são por natureza instáveis e não são utilizados industrialmente (Manavela, 2006).
Sistemas de Malha Fechada
O sistema de controle é dito contínuo quando ele é corrido de forma contínua ao longo do tempo (Bolton, 2002).
Os sistemas de controle em malha fechada que utilizam realimentação negativa estão sugeitos a instabilidade.
A instabilidade destes sistemas podo estar ligada ao
atraso de medição ou de transmissão do sinal de realimentação (Bolton, 2002).
Sistemas de Malha Fechada
O sistema de controle é dito contínuo quando ele é corrido de forma contínua ao longo do tempo (Bolton, 2002).
Os sistemas de controle em malha fechada que utilizam realimentação negativa estão sugeitos a instabilidade.
A instabilidade destes sistemas podo estar ligada ao
atraso de medição ou de transmissão do sinal de realimentação (Bolton, 2002).
Sistemas de Malha Fechada
Comparação entre os Sistemas
Malha Aberta vs Malha Fechada
Por utilizarem retroalimentação, os sistemas em malha fechada possuem maior imunidade a disturbios;
O critério de estabilidade pode facilmente ser encontrado em um controlador do tipo malha aberta, já sistemas em malha fechada, a estabilidade é um problema em função da tendencia em corrigir erros for a do necessário, que pode ocosionar oscilações ao longo do tempo.
Comparação entre os Sistemas
Malha Aberta vs Malha Fechada
O custo de um sistema de malha fechada é maior que o de um sistema de malha aberta, uma maior quantidade de equipamentos é utilizada.
O custo de utilizar a retroação em um sistema de controle, está associado ao dispositivo sensor de retroação utilizado no sistema.
Em geral, o sensor é o elemento mais caro do
sistema de controle é o responsavel por trazer ruídos e inexatidões.
Comparação entre os Sistemas
Malha Aberta vs Malha Fechada
Com a retroação, o ganho do sistema é limitado, para reduzir a sensibilidadedo sistema a variações de parâmetros e perturbações.
O uso da retroação pode trazer ao sistema instabilidade, em função das correções que iram acontecer.
Referências Bibliograficas
BOLTON, W. “Mecatrônica – uma abordagem multidisciplinar”, 2010.
BOLTON, W. “Instrumentação e Controle”, 2002.
OGATA, Katsuhiko. “Engenharia de Controle Moderno” - 1998.
DORF, Richard C; BISHOP, Robert H.; Sistemas de Controle Moderno, 2009
MANAVELA, Humberto; “Sistemas realimentados e controle em malha fechada – Parte 1”, 2006 (Dísponível em
http://arquivo.oficinabrasil.com.br/noticias/?COD=2104, acesso