I Congresso Baiano de Engenharia Sanitária e Ambiental - I COBESA
UMA REFLEXÃO A PARTIR DO
PENSAMENTO DE CICLO DE VIDA
Doutoranda em Engenharia Industrial (PEI/UFBA) Pesquisadora do Teclim e do LabMad, EP-UFBA Dr. em Engenharia Química/Tecnologias Ambientais (UMIST/UK),
Coordenador da Rede de Tecnologias Limpas, Teclim, EP-UFBA Dr. em Engenharia de Produção (UFSC), Coordenador do Laboratório de Madeiras, LabMad, EP-UFBA
Introdução
• O processo contínuo de uso-descarte de bens de consumo pelos usuários, com ênfase nos
serviços prestados pelas
concessionárias públicas e/ou privadas habilitadas, no tocante a gestão dos , sobretudo quanto , à coleta e ao tratamento destes no ambiente urbano.
•:
pesquisa exploratória sobre a temática, contextualizada por
proposições e/ou alternativas para as cidades de São Paulo e Salvador, levantadas nas fontes pesquisadas.
• Apresentar reflexão sobre a
relação lixo urbano e saneamento ambiental através do uso racional dos recursos naturais e do uso -reuso dos bens de consumo a partir da Prevenção da Poluição, da Ecologia Industrial e do
pensamento de Ciclo de Vida.
• Caracterizar a relação entre saneamento ambiental e lixo urbano (resíduos sólidos); • Contextualizar a poluição por
resíduos sólidos e as práticas de gestão desses resíduos em
ambiente urbano;
• Correlacionar a gestão dos
resíduos sólidos aos conceitos de Prevenção da Poluição, da
Ecologia Industrial e do
pensamento de Ciclo de Vida.
• Levantamento em trabalhos acadêmicos e em matérias
veiculadas à mídia que chamam a atenção da população para o
problema dos resíduos sólidos urbanos;
• Observação de lacunas no
gerenciamento desses resíduos pelas empresas, pelo poder público e pelo próprio usuário.
• • • •
Métodos utilizados
1) Pesquisa na internet nos sites
governamentais e/ou institucionais, relacionados à temática;
2) Pesquisa no acervo de produções científicas da Rede de Tecnologias Limpas, Teclim, UFBA;
3) Revisão bibliográfica e documental; 4) Compilação e análise dos dados.
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano; http://www.meioambiente.salvador.ba.gov.br/
em São Paulo:
• Falta espaços para aterros;
• Alternativa: Usinas de Incineração?
em Salvador:
• Coleta seletiva e aterros;
: definições e contextos
•
– Tratamento das águas servidas e dos esgotos
gerados pelo nas edificações urbanas;
•
– Técnicas de saneamento
básico, associadas a aspectos socioambientais amplos,
como sistemas integrados de coleta, tratamento e
disposição dos resíduos sólidos urbanos, de
desobstrução da rede de águas pluviais e limpeza urbana.
•
– Poluição dos solos, das águas (superficiais e subterrâneas), alagamentos, enchentes, doenças, entre outros.
•
– Revela-se insuficiente e/ou deficitário face à dinâmica das cidades, ao contínuo crescimento desta, à falta de investimentos e/ou à
ingerência administrativa de seus gestores e, sobretudo, à falta de percepção ambiental da população usuária.
• Volume de resíduos sólidos urbanos descartado inadequadamente pelo usuário e não coletado pela limpeza urbana;
• Obstrução de redes de águas pluviais das vias públicas urbanas;
• Falta de manutenção das redes de águas pluviais.
• “Lixo nas ruas agrava alagamentos
em São Paulo” na Folha Online (09.09.2009);
• “Temporal provoca alagamentos na
cidade (10.04.2009)” no site da
Defesa Civil de Salvador e “Chuva em Salvador provoca alagamentos” no Estadão (10.04.2009).
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano; http://www.defesacivil.salvador.ba.gov.br.
: definições e contextos
•– nas cidades brasileiras em ações
individuais ou comunitárias,
empresariais e de ONGs quanto às responsabilidades socioambientais ;
– das novas gerações nas escolas dos
usuários hoje.
Poluição por resíduos e práticas
de gestão em ambiente urbano
• Os resíduos sólidos vêm sendo negligenciados tanto pela população quanto pelos legisladores e administradores públicos no que se refere à gestão de seus efeitos poluidores;
• As cidades devem ser consideradas como ‘’, cujo metabolismo urbano as transforma nos maiores centros de consumo e pressão ambiental.
Poluição por resíduos e práticas
de gestão em ambiente urbano
• A missão da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) do Ministério das Cidades é
assegurar à população os direitos humanos fundamentais de acesso à água e a vida em ambiente
salubre nas cidades;
• Para a SNSA, a promoção de espaço urbano salutar engloba:
– abastecimento de água potável – esgotamento sanitário – – • – – –
Poluição por resíduos e práticas
de gestão em ambiente urbano
• No Brasil, tratamento e controle da poluição atua nos resíduos e efluentes industriais já gerados;
• Usam-se ou tecnologias para tratar, eliminar ou reduzir os resíduos e/ou efluentes, dando-lhes uma destinação final independente da sua cadeia
produtiva geradora;
• Essas ações são importantes para
tanto de produtores/indústrias quanto de consumidores/usuários rumo à sustentabilidade ambiental,
•
– sistemas químicos e biológicos para tratamento de águas residuárias; – sistemas de filtração para água e ar;– métodos de compostagem;
– aterros sanitários para resíduos sólidos;
– centrais de reciclagem; – usinas de incineração; – entre outros.
Poluição por resíduos e práticas
de gestão em ambiente urbano
• O uso racional deve ser um dos objetivos fundamentais de uma
política de bem-estar socioambiental ampla.
• •
• Enquanto São Paulo planejava a implantação de Usina de
Incineração para a gestão de parte dos seus resíduos sólidos urbanos, em paralelo, a
Secretaria Estadual do Meio Ambiente ainda elaborava uma resolução com parâmetros de emissão de gases, necessária para o licenciamento e
fiscalização dessas usinas.
uma reflexão a partir da Prevenção da Poluição, da Ecologia Industrial e do pensamento de ciclo de vida
• Pouco tem sido feito no sentido de aprimorar e/ou ampliar a coleta, transporte e disposição desses resíduos, bem como
informar, sensibilizar e (re)educar a população para o menor
consumo ou uso racional;
• A racionalização tem sido usada como:–
– ;
• A desinformação dos usuários e a ausência de regulação para o descaso e/ou punição para as infrações e danos ambientais distanciam as pessoas dessa problemática e não as inserem como co-participes;
• O resultado é sempre um grande volume de resíduos sólidos urbanos e quase
nenhuma ação ou iniciativa de não geração ou redução desses resíduos;
uma reflexão a partir da Prevenção da Poluição, da Ecologia Industrial e do pensamento de ciclo de vida
• Azevedo, Kiperstok e Moraes (2005) afirmam que a minimização dos
resíduos pela mostra-se essencial para a gestão dos resíduos sólidos urbanos: – proporciona a economia de matéria-prima e conservação dos recursos naturais;
– redução de custos de manufatura, tratamento e disposição de rejeitos. •
ii) , quando não há desenvolvimento tecnológico atual que permita o processamento em sua totalidade;
uma reflexão a partir da Prevenção da Poluição, da Ecologia Industrial e do pensamento de ciclo de vida
• Dois aspectos relevantes do modelo
tecnológico de gestão dos resíduos sólidos de :
a) o pensamento preventivo para a redução dos resíduos sólidos urbanos encontra-se inserido nos documentos e na missão da Empresa de Limpeza Urbana do
Salvador/LIMPURB;
b) os aterros sanitários se constituem no principal destino dos resíduos sólidos urbanos gerados hoje.
(Azevedo, Kiperstok e Moraes, 2005)
• terá que buscar novas estratégias
para a gestão dos seus resíduos:
– não haverá áreas urbanas
disponíveis para novos aterros sanitários;
– a capacidade de absorção dos aterros existentes atingirá o seu máximo operacional.
Conclusões
•
A temática é recorrente à pauta de discussões atuais e
direciona a atenção para , com vistas à minimização da
geração de resíduos e à conscientização ambiental:
–– –
•
O que falta em geral às cidades brasileiras e às práticas de
gestão dos resíduos sólidos urbanos é , sistêmica e não
situada apenas na destinação final.
Referências
AZEVEDO, G. O. D. de; KIPERSTOK, A.; MORAES, L. R. S. , Bahia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 23., Campo Grande, 2005. Disponível em: www.teclim.ufba.br. Acesso em: 26/02/2010.
EDWARDS, B. Barcelona: Gustavo Gili, 2008.
GIANNETTI, B. F.; ALMEIDA, C. M. V. B. . São Paulo: Edgard Blucher, 2006. MACHADO, P. A. L.. São Paulo: Malheiros Editores Ltda., 2006.
MORAES, L. R. Disponível em: http://www.meioambiente.salvador.ba.gov.br. Acesso em: 14/02/2010.