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Simone Reinholz Velten

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Academic year: 2021

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(1)

Determinantes da rejeição das prestações de contas

anuais dos municípios capixabas pelo Tribunal de

Contas do Estado do Espírito Santo

(2)

Autonomia do Controle Externo

Tribunais de Contas

Orçamentária,

Financeira e

Patrimonial

Administrativa

Atividade

Finalística

(3)

Problema de Pesquisa

Quais os determinantes da rejeição das prestações de

contas dos municípios capixabas pelo Tribunal de

Contas do Estado do Espírito Santo?

(4)

TRIBUNAIS DE CONTAS

COMPETÊNCIAS - Fiscalização

contábil

financeira

orçamentária

patrimonial

operacional

legalidade legitimidade economicidade

(5)

TRIBUNAL DE CONTAS DO ES

ATRIBUIÇÕES

Prefeitos

Governador

PARECER

PRÉVIO

(6)

TRIBUNAL DE CONTAS

COMPOSIÇÃO

ALES

LIVRE

LIVRE

LIVRE

LIVRE

GOVERNADOR

MPEC

AUDITORES

LIVRE

Origem

Política

Origem

técnica

Origem

Política

(7)

PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL

Contábeis

Patrimoniais

Financeiras

Limites Legais:

Subsídios

Controle

Interno

Orçamentárias

Limites Legais:

LRF

Limite

Constitucional

Educação

Limite

Constitucional

Saúde

(8)

COLETA DE DADOS

• Site do TCEES

• Período de 2000-2010 • 78 municípios capixabas

• Existem 9 contas pendentes de apreciação.

Apreciação das

Contas

Municipais

• Aplicação Questionário enviado pelos correios: 09/2011; 03/2012; 10/2012 • Entregue pessoalmente: 02/2013 e 09/2013 • 52 municípios responderam

Estrutura

Administrativa da

Contabilidade

• Parecer Prévios do TCEES (conselheiro relator);

• Origem da nomeação do Conselheiro (política e técnica) – site do TCEES;

• Partido Político do Conselheiro: Saquetto (2007)

(9)

COLETA DE DADOS

• Site do TSE-TRE/ES;

• Resultado das Eleições municipais de 1996,

2000, 2004 e 2008;

Competição

Política

• Site do TSE-TRE/ES;

• Características dos candidatos das eleições

municipais de 2000, 2004 e 2008;

Características

do Gestor

• FINBRA 2000 a 2010

• Ausência dos dados de 11 exercícios de 9

municípios.

Orçamentários

e População

(10)

VARIÁVEL DEPENDENTE

(11)
(12)

ANO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

APRECIAÇÕES REALIZADAS PELO PLENÁRIO POR EXERCÍCIO

TOTAL DE APRECIAÇÕES POR ANO 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 1996 1 2 1 1 5 1997 2 1 1 4 1998 7 6 1 1 1 16 1999 79 4 3 1 2 1 90 2000 74 92 1 5 1 6 2 2 1 184 2001 13 75 13 12 4 2 1 3 123 2002 3 86 23 19 4 6 3 144 2003 6 85 43 24 6 9 2 1 176 2004 6 93 19 7 3 5 5 1 139 2005 6 96 26 16 5 4 12 165 2006 9 71 2 6 12 3 0 103 2007 18 62 3 3 4 1 91 2008 21 56 2 3 4 86 2009 24 49 4 4 1 82 2010 4 33 33 1 71 2011 1 15 23 39 2012 1 2 3 TOTAL: 160 118 84 110 129 175 158 137 121 101 79 49 73 27 1521

(13)

Resultado da Apreciação Contas

59 64 56 35 41 55 59 56 60 65 66 18 14 22 43 37 23 19 22 17 11 9 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 APROVADAS REJEITADAS

(14)

62% 15%

23%

Motivos ensejadores de rejeição

(15)

0 50 100 150 200 250 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 DC e SCI Limites Atos de Gestão

(16)

Quantidade de irregularidades que

rejeitaram as contas

49% das contas foram rejeitadas com até 05 irregularidades

80% das contas foram rejeitadas com até 11 irregularidades

20% das contas foram rejeitadas com mais de 11 irregularidades e

menos de 47;

(17)

Ano julgamento

n_irreg

n_ressalva

n_recom

n_deter

total

2001

0

0

2002

50

50

2003

12

12

2004

15

15

2005

153

153

2006

404

404

2007

374

1

375

2008

239

57

296

2009

238

17

255

2010

124

46

170

2011

64

36

2

102

2012

3

7

50

21

81

2013

84

28

27

35

174

2014

1

26

4

13

44

TOTAL:

1761

61

238

71

2131

(18)

Número de irregularidades

0 50 12 15 153 404 374 239 238 124 64 3 84 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

(19)

MOTIVOS ENSEJADORES DAS REJEIÇÕES NAS

APRECIAÇÕES REALIZADAS DE 2001 A 2014

(20)
(21)

INFORMAÇÕES CONTÁBEIS

584

89%

Divergência entre os saldos apresentado nos Balancetes /Relatórios e nas Demonstrações Contábeis do Município

192

Ausência de conciliação de saldo de contas (divergência) 150

Ausência de documentos previstos no artigo 127 da Resolução TC nº 182/2002 79

Ausência ou divergências na consolidação das contas 63

Divergência entre o saldo no exercício seguinte, constante na PCA/x1, e os saldos do

exercício anterior apresentado na PCA/x0. 34

(22)

INFORMAÇÕES FINANCEIRAS

INFORMAÇÕES FINANCEIRAS

253

72%

Pagamento Indevido 43

Despesas realizadas sem liquidação - ausência de comprovação - violação ao artigo 63 da Lei

Federal n° 4320/64: 32

Ausência de Extratos e conciliações 31

Divergências entre dados registrados na conciliação bancária e os valores especificados nos respectivos extratos bancários ou fluxo de caixa, com inobservância aos artigos 85 e 89 da Lei nº

4.320/64. 28

Concessão irregular de Subvenção Social (Festival Gospel Evangélico/Clube de Futebol/Sindicato Rural Patronal/ Culto Religioso) - descumprimento do artigo 19 da Constituição Federal e artigo 16 da Lei 4.320/64

23

Concessão irregular de adiantamento/suprimento de fundos 12

Divergência entre os valores de repasse repassados/recebido entre UG´s do Município

(23)

INFORMAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS

INFORMAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS

68

79%

Despesas realizadas sem empenho prévio contrariando o disposto no artigo

60 da Lei Federal n° 4320/64 24

Abertura de Créditos Suplementares/Especiais sem indicação da fonte de

recurso - inobservância ao inciso V do artigo 167 da Constituição Federal 14

Anulação de empenho após regular liquidação 8

Abertura de créditos adicionais sem autorização legislativa, infringindo o

artigo 167, inciso V, da Constituição Federal 4

(24)

INFORMAÇÕES PATRIMONIAIS

INFORMAÇÕES PATRIMONAIS

75 72%

Inexistência de efetivo controle patrimonial (infringência aos artigos 85 e 94 da Lei nº 4.320/64) 12

Ausência de inventário almoxarifado 11

Ausência de inventário patrimônio 10

Cancelamento de dívida ativa sem lei autorizativa - infringência ao artigo 105, §2º, da Lei nº

4.320/64 e artigo 14 da Lei Complementar nº 101/2000; 10

Ausência de motivação para o cancelamento de Dívida Ativa e a renúncia da receita 6

(25)

CONTROLE INTERNO

CONTROLE INTERNO

16

100%

Ausência de controle interno quanto ao gasto com combustível – infringência ao artigo

70 da Constituição Federal, e aos artigos 76 e 77, da Lei n° 4320/64. 12

Ausência de formalização adequada nos processos de despesa

1 Ausência de controle na utilização de veículos - infringência ao artigo 37, caput, da

Constituição Federal

1 Ausência de segregação de funções na concessão de suprimento de fundos para o

Secretário de Finanças

1 Delegação de competência tributária à empresa privada – inobservância ao artigo 7º do

Código Tributário Nacional c/c artigo 37, inciso II, da Constituição Federal

(26)
(27)

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

LRF

154 90%

Déficit de execução orçamentária - inobservância ao artigo 48, alínea "b", da Lei nº 4320/64 e aos

artigos 1º, §1º, e 4º, inciso I, alínea "a", da Lei Complementar 101/2000 61

Despesas contraídas no final de mandato sem cobertura financeira - infringência ao artigo 42 da Lei

Complementar nº 101/00 33

Destinação de recursos públicos sem autorização por lei específica - infringência ao artigo 26 da Lei

Complementar Federal nº 101/2000 18

Descumprimento do limite legal de Despesa com Pessoal do Poder Executivo - infringência aos artigos

20, inciso III, alínea “b” e 22, parágrafo único, da Lei Complementar nº 101/00 11

Não cumprimento do artigo 71 da LC 101/00 referente à despesa com pessoal 7

Encaminhamento, fora do prazo, do Relatório de Gestão Fiscal e/ou RREO, descumprimento ao artigo

3º da Resolução TC-162/2001 5

Descumprimento do limite legal de Despesa com Pessoal Consolidada - infringência aos artigos 22 e 23

(28)

EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO

88

94%

Aplicação deficitária na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (infringência ao artigo 212, da CF/88)

39

Aplicação deficitária na Remuneração dos Profissionais do Magistério do Ensino Fundamental

24

Aplicação deficitária na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental

16

Irregularidade na utilização de recursos do FUNDEF: emprego de recursos públicos em finalidade diversa da prevista em lei

2

Utilização indevida de recursos do FUNDEF

(29)

SAÚDE

SAÚDE

13

100%

Insuficiência de Aplicação em Ações e Serviços Públicos de Saúde 12

Despesas não computáveis na área da saúde

(30)

LIMITE LEGISLATIVO

LIMITE LEGISLATIVO

11

100%

Inobservância à data limite para o repasse ao Poder Legislativo- infringência ao artigo 29-A, §2º, inciso II, da Constituição Federal;

7

Repasse a maior de recursos à Câmara Municipal – infringência ao artigo 29-A, § 2º, inciso I, da Constituição Federal

3

Repasse concedido ocorreu a menor, demonstra descumprimento ao inc. III, § 2º, do art. 29-A, da Constituição Federal

(31)

SUBSÍDIOS

SUBSIDIOS

20

75%

Remuneração à maior ao Sr. Prefeito Municipal 5

Pagamento a maior de subsídio de Prefeito e Vice-Prefeito 4

Aumento de subsídio na mesma legislatura 3

Pagamento de 13º Subsídio e Parcela Indenizatória ao Prefeito

(32)
(33)

PREVIDÊNCIA

PREVIDÊNCIA

25

84%

Ausência de pagamento de contribuições previdenciárias 16

(34)

LICITAÇÕES E CONTRATOS

LICITAÇÕES

374

81%

Procedimento licitatório com indicativo de irregularidades 86

Ausência de licitação - infringência ao artigo 2º, caput, da Lei 8.666/93

81

Irregularidades em contratos administrativos 33

Fracionamento de despesas - inobservância do artigo 2º da Lei nº 8.666/93

21 Modalidade inadequada de licitação - infringência ao caput e §§2º e 5º do

artigo 23 da Lei Federal nº 8.666/1993 20

Descumprimento das normas e clausulas editalícias 19

Inexigilibilidade 17

Dispensa - infringência ao artigo 26 da Lei nº 8666/93 14

(35)

GESTÃO DE PESSOAL

PESSOAL

80

73%

Contratações irregulares de pessoal 20

Ausência de concurso público 14

Cessão de servidor sem previsão legal – infringência ao artigo 37, caput da Constituição Federal 3

Pagamento de Seguro de vida para Servidores e Agentes Políticos, em desconformidade com o

Princípio da Finalidade Pública 3

Contratação temporária - com excesso de prazo 3

Contratação temporária sem amparo legal 3

Contratações temporárias irregulares - infringência ao artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal 3

Conversão em dinheiro de férias não gozadas pelo Prefeito Municipal/Secretários Municipais/Servidores - infringência ao Parecer Consulta TC-014/2002 c/c §4º do artigo 37 da Constituição Federal

3

Acumulação irregular de cargos públicos 3

(36)
(37)

ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DA PESQUISA

COM OS MUNICÍPIOS

(38)

ESTRUTURA

ADMINISTRATIVA DA

CONTABILIDADE

(39)

Média do Número de Servidores Efetivos e Comissionados

Exercício

Pequeno Porte

Médio Porte Grande Porte Geral

número de observações 2000 3,76 7,50 12,20 5,20 45 2001 3,94 7,33 12,80 5,34 46 2002 4,03 7,33 12,80 5,41 46 2003 4,17 7,00 12,20 5,48 46 2004 4,23 7,28 12,20 5,56 46 2005 4,62 6,50 11,83 5,78 47 2006 4,40 6,83 12,50 5,74 47 2007 4,64 6,71 12,50 5,95 47 2008 4,51 7,14 14,00 6,08 48 2009 4,60 6,28 14,30 6,06 48 2010 4,80 6,50 14,30 6,24 49 Média Geral: 4,34 6,95 12,88 5,71

TABELA 07 – NÚMERO MÉDIO DE SERVIDORES ATUANDO NA CONTABILIDADE DAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.

(40)

Média do Número de Profissionais da Contabilidade Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral número de observações N. de Profissionais 2000 2,18 2,00 7,60 2,77 44 122 2001 2,36 1,83 9,25 2,93 43 126 2002 2,48 2,33 9,25 3,09 43 133 2003 2,59 2,28 8,50 3,09 43 133 2004 2,63 2,43 8,25 3,11 43 134 2005 2,70 2,66 6,40 3,11 45 140 2006 2,64 3,33 6,20 3,13 45 141 2007 2,72 3,43 5,83 3,23 46 149 2008 2,79 3,71 7,00 3,46 47 163 2009 2,88 3,71 7,16 3,55 47 167 2010 2,79 3,63 7,00 3,45 48 166 Média Geral: 2,61 2,85 7,49 3,17

TABELA 08 – NÚMERO MÉDIO DE PROFISSIONAIS DE CONTABILIDADE ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora

(41)

Remuneração Média dos Contadores Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral Nº Observ. Correspondente em Salários Mínimos da Época

2000 2.624,04 2.213,62 3.631,97 2.789,37 28 7,04 2001 3.007,68 2.567,80 3.509,79 3.033,58 29 5,91 2002 2.257,79 2.134,81 3.020,38 2.364,92 31 5,53 2003 2.212,95 1.983,28 2.709,03 2.254,58 32 4,92 2004 2.082,88 1.806,84 2.572,78 2.114,33 34 4,79 2005 2.363,71 1.510,90 2.701,75 2.288,01 34 4,58 2006 2.318,45 2.083,24 2.864,89 2.361,68 36 4,19 2007 2.356,27 2.011,38 2.363,36 2.752,23 36 4,10 2008 2.222,59 2.198,92 2.537,99 2.259,06 40 4,02 2009 2.405,83 2.228,03 2.686,92 2.420,24 43 3,78 2010 2.409,25 2.191,41 2.502,98 2.387,38 44 3,75 Média Geral: 2.375,70 2.071,25 2.853,39 2.405,15 387 4,66 Nº. Observ. 278 52 57 387

TABELA 09 – REMUNERAÇÃO MÉDIA DOS CONTADORES ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.

(42)

Média da Remuneração dos Técnicos em Contabilidade Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral Nº Observ. Correspondente em Salários Mínimos da Época 2000 1.933,77 1.992,96 1.183,14 1.833,93 37 4,63 2001 2.138,40 2.155,90 1.285,75 2.024,59 37 3,95 2002 1.615,74 1.783,67 1.111,84 1.561,26 37 3,65 2003 1.562,76 1.588,46 1.029,58 1.495,31 38 3,27 2004 1.476,47 1.449,51 1.091,27 1.421,50 37 3,22 2005 1.471,35 1.440,60 1.194,75 1.429,52 36 2,86 2006 1.417,54 1.510,94 1.308,82 1.412,68 35 2,51 2007 1.444,96 1.452,43 1.269,88 1.421,47 36 2,47 2008 1.417,89 1.324,03 1.173,02 1.370,85 36 2,44 2009 1.553,87 1.397,54 1.239,80 1.488,54 36 2,33 2010 1.518,20 1.366,66 1.160,66 1.443,28 36 2,27 Média Geral: 1.604,94 1.520,63 1.186,23 1.538,47 401 3,06 Nº. Observ. 303 43 55 401

TABELA 10 – REMUNERAÇÃO MÉDIA DOS TÉCNICOS EM CONTABILIDADE ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.

(43)

Contratação de Assessoria Contábil

Exercício Pequeno Médio Grande número de observações

2000 11 2 1 14 2001 16 4 0 20 2002 18 5 0 23 2003 19 5 0 24 2004 20 5 1 26 2005 23 4 2 29 2006 26 5 2 33 2007 28 6 2 36 2008 30 5 2 37 2009 28 4 3 35 2010 28 4 3 35

TABELA 11 – CONTRATAÇÃO DE ASSESSORIA CONTÁBIL PELAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.

(44)

FORMA DE ELABORAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS DAS PREFEITURAS MUNICIPAIS NO PERÍODO DE 2000-2010 Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.

26%

67%

7%

PCA/ SISTN/ LRFWEB/ SIOPS/ SIOPE

(45)

Elaboração da PCA-TCES

21%

72% 7%

(46)

DESCRIÇÃO DAS VARIÁVEIS DO

MODELO

(47)

DESCRIÇÃO DAS VARIÁVEIS

Variável

dependente Descrição Resposta Frequência % Total

resul_tce Resultado da apreciação da prestação de contas 1. aprovação 2. rejeição 615 233 72,58 27,48 848

(48)

Variáveis independentes

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município

(49)

Estrutura Administrativa

 número

de

profissionais

de

contabilidade

(num_prof_cont);

 software integrado (sof_int2) e;

 assessoria contábil (ass2).

(50)

CARÁTER POLÍTICO

“uma determinante na aprovação ou rejeição das contas

municipais” (Ott, 2011)

 relator do processo (drel_tc);

 origem do relator (orig_rel) e;

 pela comparação do partido político do prefeito com o partido

político que o conselheiro relator das contas era filiado antes de

ser conselheiro (part_pref_cons).

(51)

COMPETIÇÃO POLÍTICA

“existe mais corrupção nos municípios governados por prefeitos em segundo

mandato” (Ferraz, 2011)

“a ameaça eleitoral não exerce impacto relevante sobre o desempenho dos

prefeitos” (Cavalcante, 2013)

“não foram encontradas evidências de que municípios governados pelo PT

possuem políticas públicas mais eficientes” (Cavalcante, 2013)

“prefeituras geridas pelo PSB e PT teriam um número menor de apontamentos

(52)

COMPETIÇÃO POLÍTICA

 quantidade de candidatos (num_cand);

 prefeito reeleito (pref_reel);

 partido do prefeito igual ao partido ou coligação do

governador (prefgovcol), e;

(53)

CARACTERÍSTICAS DO GESTOR

municípios em que os prefeitos apresentam maior grau médio

de instrução as irregularidades se apresentam em maior

número (Ott et al. 2010).

 idade do prefeito na data da posse (id_dt_posse);

 sexo (sexo) e;

(54)

Gestão Orçamentária

Indicador de operacionalização de receitas e despesas total não

foi significante para prever os resultados da apreciação das

contas dos prefeitos municipais. (Lopes et all,2008)

Resultado Orçamentário (ro

it

), = RO arrecadada/ despesa

empenhada

(55)

Tamanho do Município

- municípios com maior número de irregularidades: maior área

geográfica, maior população, maior PIB e maior receita

corrente líquida (Ott et al, 2010)

Desta forma para controlar a dimensão tamanho este estudo

usará a proxy do logaritmo de população (lnpop

it

).

(56)

REGRESSÃO

Resul_tce

it=

β

0

+ β

1

Num_Prof_Cont

it

+ β

2

Sof_int2

it

+ β

3

Ass2

it

+ β

4

Orig_rel

it

+

β

5

Part_pref_cons

it

+

β

6

Num_Cand

it

+

β

7

Pref_Reel

it

+

β

8

Prefgovcol

it

+

β

9

Part_esq

it

+

β

10

Id_dt_posse

it

+

β

11

Sexo

it

+

β

12

Grauincompleto

it

+

β

13

RO

it

+

β

14

lnpop

it

+

j=1 17

α Drel_tce +

j=1 11

α dano+ ε

it

(57)

TABELA 15 – REGRESSÃO LOGÍSTICA PARA RESULTADO DA APRECIAÇÃO DAS CONTAS DOS PREFEITOS MUNICIPAIS (RESUL_TCE)

Resul_tceit= β0 + β1Num_Prof_Contit + β2Sof_int2it + β3Ass2it + β4Orig_relit + β5Part_pref_consit +

β6Num_Candit + β7Pref_Reelit + β8Prefgovcolit + β9Part_esqit + β10Id_dt_posseit + β11Sexoit +

β12Grauincompletoit + β13ROit+ β14 lnpopit + ∑ j=1 17 α Drel_tce + ∑ j=1 11 α dano+ εit

Variável dependente: Resul_tceit, variável binária (dummy) para medir resultado da apreciação das

contas realizado pelo Tribunal de Contas, podendo ser pela aprovação, ZERO, ou pela rejeição (UM). Total de Observações: 734

Variáveis Sinal Esperado

Log(Pop) Coef. β Prob. num_prof_cont - -0,10 0,005 *** sof_int2 - 0,46 0,145 ass2 - -0,60 0,005 *** orig_rel + -0,31 0,365 part_pref_cons - -0,30 0,342 num_cand + 0,10 0,307 pref_reel + -0,24 0,270 prefgovcol - -0,00 0,996 part_esq -0,38 0,098 * id_dt_posse 0,22 0,052 * Sexo -0,74 0,165 grauincompleto + 1,21 0,000 *** RO - -4,06 0,002 *** lnpop 0,32 0,007 *** Drel_tce Sim - dano Sim - Pseudo R2 = 0,1966 Prob>chi2 = 0,00

(58)

RESULTADOS

Com base nos resultados da regressão

constata-se que as variáveis número de profissionais de

contabilidade,

assessoria

contábil,

grau

incompleto,

resultado

orçamentário

e

(59)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município

Número

de

contabilistas

Assessoria

contábil

Software Integrado

(60)

ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

Das três variáveis escolhidas para mensurar a estrutura

administrativa, duas delas influenciam no resultado da

apreciação das contas do TCES, pela

aprovação

.

– Número

de

contabilistas

presentes

na

contabilidade

– Presença de assessoria contábil

“Independe da forma de contratação, profissional contábil é que faz a

diferença”

(61)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município Relator do Processo Origem Relator Partido Prefeito X Conselheiro

(62)

CARATER POLÍTICO

Nenhuma das variáveis que mensuravam o caráter

político do julgamento abordado por Ott et al (2011),

foram significativas.

(63)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município Número candidatos Prefeito Reeleito Prefeito x partido x coligação do Governador Partido de Esquerda

(64)

COMPETIÇÃO POLÍTICA

• No âmbito das variáveis de competição política, nenhuma apresentou

resultados significativos, a não ser a de

partido de esquerda

ao nível de

confiança de

90%

, que sugeriria que os prefeitos filiados a partidos de

esquerda teriam mais probabilidades de terem suas contas aprovadas:

– corroborando com os resultados de OTT et all (2011), que encontrou evidências de que

as prefeituras

geridas pelo PSB e PT

, neste trabalho considerados partidos de esquerda,

teriam um

número menor de apontamentos de irregularidades

nos relatórios de

auditoria.

– e não confirmando os resultados de Cavalcante (2013) cujo estudo não encontrou

evidências de que municípios governados pelo

Partido dos Trabalhadores possuem

políticas públicas mais eficientes

.

(65)

COMPETIÇÃO POLÍTICA

• Não sendo estatisticamente significativos os resultados de prefeito

reeleito não se confirmaram os apontamentos de Ferraz (2011) de que

existe mais corrupção nos municípios governados por prefeitos em

segundo mandato.

• Os resultados de número de candidatos que também não foram

significativos vão na mesma linha da pesquisa de Cavalcante (2013) ao

constatar que a ameaça eleitoral não exerce impacto relevante sobre o

desempenho dos prefeitos.

• Também não foram significativos os resultados da variável que mensurava

se o partido do prefeito era o mesmo que do partido ou coligação do

(66)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município

Sexo

Idade na posse

Grau Instrução

(67)

CARACTERÍSTICAS DO GESTOR

• As variáveis destinadas a medir as características do prefeito, idade na

data da posse foi significativa, mas ao nível de 10%, o poderiam sugerir

que os prefeitos com maiores idades teriam maior probabilidade de

terem suas contas reprovadas.

• Já grau de instrução foi significativo a 1%, o que sugere que os prefeitos

que “leem e escrevem” ou que possuem primeiro grau incompleto

tem

mais probabilidade de terem suas contas reprovadas

.

– Este resultado vai de encontro a conclusão de Ott et al. (2010), ao concluir que as

irregularidades e deficiências de controle interno são maiores naqueles municípios em

que o prefeito apresenta maior grau médio de instrução.

(68)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município

Resultado

Orçamentário

(69)
(70)

RESULTADOS

Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município

População

(71)

TAMANHO

Também foi significativo a 1% a variável de

população indicado que quanto maior a

população do município, maior as chances de

ter suas contas rejeitadas.

(72)

Conclusão

• Foram encontradas evidências significativas de

que variáveis que retratam as características

pessoais do gestor (menor grau de instrução)

e

do

tamanho

do

munícipio

são

determinantes para

rejeição

das contas

(73)

Conclusão

• Também ficou evidenciado que a estrutura

administrativa da contabilidade (número de

contabilistas e assessoria contábil) e os bons

resultados da gestão orçamentária são

(74)

Conclusão

• E não foram encontrados resultados

significativos para as dimensões do

caráter

político da apreciação

e da

competição

política do município

.

Quebra paradigma = caráter político dos

julgamentos

(75)

Recomendações

Aos Prefeitos:

para estruturarem

os departamentos

de contabilidade;

Aos Secretários Finanças: para implantarem uma gestão de acompanhamento dos resultados orçamentários;

Aos Controle Interno dos grandes

municípios:

Implementação de uma gestão de riscos;

Ao TCEES : Inclusão de pontos de controle na matriz de risco de auditoria. Conscientização dos prefeitos quanto as vantagens da estrutura contábil dos municípios

(76)

COMPLITUDE DOS PARECERES PRÉVIOS

contábil

financeira

orçamentária

patrimonial

operacional

legalidade legitimidade economicidade

(77)

Recomendação

 E que a análise das contas de gestão dos prefeitos municipais

contemplem pontos sobre avaliação:

 Efetivo funcionamento do sistema de controle interno;

 Gestão do meio ambiente (política de resíduos sólidos, saneamento

básico e recursos hídricos);

 Gestão Previdenciária;

 Gestão das Políticas de Assistência Social (concessão de auxílios e

subvenções);

 Gestão da saúde e educação básica (demanda x oferta) e indicadores;

 Gestão Orçamentária em visão macro;

 Gestão Financeira (eficiência na aplicação dos recursos);

 Gestão Patrimonial (preservação do patrimônio público);

 Auditoria contábil.

(78)

Referências

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