Determinantes da rejeição das prestações de contas
anuais dos municípios capixabas pelo Tribunal de
Contas do Estado do Espírito Santo
Autonomia do Controle Externo
Tribunais de Contas
Orçamentária,
Financeira e
Patrimonial
Administrativa
Atividade
Finalística
Problema de Pesquisa
Quais os determinantes da rejeição das prestações de
contas dos municípios capixabas pelo Tribunal de
Contas do Estado do Espírito Santo?
TRIBUNAIS DE CONTAS
COMPETÊNCIAS - Fiscalização
contábil
financeira
orçamentária
patrimonial
operacional
legalidade legitimidade economicidadeTRIBUNAL DE CONTAS DO ES
ATRIBUIÇÕES
Prefeitos
Governador
PARECER
PRÉVIO
TRIBUNAL DE CONTAS
COMPOSIÇÃO
ALES
LIVRE
LIVRE
LIVRE
LIVRE
GOVERNADOR
MPEC
AUDITORES
LIVRE
Origem
Política
Origem
técnica
Origem
Política
PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL
Contábeis
Patrimoniais
Financeiras
Limites Legais:
Subsídios
Controle
Interno
Orçamentárias
Limites Legais:
LRF
Limite
Constitucional
Educação
Limite
Constitucional
Saúde
COLETA DE DADOS
• Site do TCEES
• Período de 2000-2010 • 78 municípios capixabas
• Existem 9 contas pendentes de apreciação.
Apreciação das
Contas
Municipais
• Aplicação Questionário enviado pelos correios: 09/2011; 03/2012; 10/2012 • Entregue pessoalmente: 02/2013 e 09/2013 • 52 municípios responderam
Estrutura
Administrativa da
Contabilidade
• Parecer Prévios do TCEES (conselheiro relator);
• Origem da nomeação do Conselheiro (política e técnica) – site do TCEES;
• Partido Político do Conselheiro: Saquetto (2007)
COLETA DE DADOS
• Site do TSE-TRE/ES;
• Resultado das Eleições municipais de 1996,
2000, 2004 e 2008;
Competição
Política
• Site do TSE-TRE/ES;
• Características dos candidatos das eleições
municipais de 2000, 2004 e 2008;
Características
do Gestor
• FINBRA 2000 a 2010
• Ausência dos dados de 11 exercícios de 9
municípios.
Orçamentários
e População
VARIÁVEL DEPENDENTE
ANO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS
APRECIAÇÕES REALIZADAS PELO PLENÁRIO POR EXERCÍCIO
TOTAL DE APRECIAÇÕES POR ANO 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 1996 1 2 1 1 5 1997 2 1 1 4 1998 7 6 1 1 1 16 1999 79 4 3 1 2 1 90 2000 74 92 1 5 1 6 2 2 1 184 2001 13 75 13 12 4 2 1 3 123 2002 3 86 23 19 4 6 3 144 2003 6 85 43 24 6 9 2 1 176 2004 6 93 19 7 3 5 5 1 139 2005 6 96 26 16 5 4 12 165 2006 9 71 2 6 12 3 0 103 2007 18 62 3 3 4 1 91 2008 21 56 2 3 4 86 2009 24 49 4 4 1 82 2010 4 33 33 1 71 2011 1 15 23 39 2012 1 2 3 TOTAL: 160 118 84 110 129 175 158 137 121 101 79 49 73 27 1521
Resultado da Apreciação Contas
59 64 56 35 41 55 59 56 60 65 66 18 14 22 43 37 23 19 22 17 11 9 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 APROVADAS REJEITADAS62% 15%
23%
Motivos ensejadores de rejeição
0 50 100 150 200 250 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 DC e SCI Limites Atos de Gestão
Quantidade de irregularidades que
rejeitaram as contas
49% das contas foram rejeitadas com até 05 irregularidades
80% das contas foram rejeitadas com até 11 irregularidades
20% das contas foram rejeitadas com mais de 11 irregularidades e
menos de 47;
Ano julgamento
n_irreg
n_ressalva
n_recom
n_deter
total
2001
0
0
2002
50
50
2003
12
12
2004
15
15
2005
153
153
2006
404
404
2007
374
1
375
2008
239
57
296
2009
238
17
255
2010
124
46
170
2011
64
36
2
102
2012
3
7
50
21
81
2013
84
28
27
35
174
2014
1
26
4
13
44
TOTAL:
1761
61
238
71
2131
Número de irregularidades
0 50 12 15 153 404 374 239 238 124 64 3 84 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14MOTIVOS ENSEJADORES DAS REJEIÇÕES NAS
APRECIAÇÕES REALIZADAS DE 2001 A 2014
INFORMAÇÕES CONTÁBEIS
584
89%
Divergência entre os saldos apresentado nos Balancetes /Relatórios e nas Demonstrações Contábeis do Município
192
Ausência de conciliação de saldo de contas (divergência) 150
Ausência de documentos previstos no artigo 127 da Resolução TC nº 182/2002 79
Ausência ou divergências na consolidação das contas 63
Divergência entre o saldo no exercício seguinte, constante na PCA/x1, e os saldos do
exercício anterior apresentado na PCA/x0. 34
INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
253
72%
Pagamento Indevido 43
Despesas realizadas sem liquidação - ausência de comprovação - violação ao artigo 63 da Lei
Federal n° 4320/64: 32
Ausência de Extratos e conciliações 31
Divergências entre dados registrados na conciliação bancária e os valores especificados nos respectivos extratos bancários ou fluxo de caixa, com inobservância aos artigos 85 e 89 da Lei nº
4.320/64. 28
Concessão irregular de Subvenção Social (Festival Gospel Evangélico/Clube de Futebol/Sindicato Rural Patronal/ Culto Religioso) - descumprimento do artigo 19 da Constituição Federal e artigo 16 da Lei 4.320/64
23
Concessão irregular de adiantamento/suprimento de fundos 12
Divergência entre os valores de repasse repassados/recebido entre UG´s do Município
INFORMAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
INFORMAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS
68
79%
Despesas realizadas sem empenho prévio contrariando o disposto no artigo
60 da Lei Federal n° 4320/64 24
Abertura de Créditos Suplementares/Especiais sem indicação da fonte de
recurso - inobservância ao inciso V do artigo 167 da Constituição Federal 14
Anulação de empenho após regular liquidação 8
Abertura de créditos adicionais sem autorização legislativa, infringindo o
artigo 167, inciso V, da Constituição Federal 4
INFORMAÇÕES PATRIMONIAIS
INFORMAÇÕES PATRIMONAIS
75 72%
Inexistência de efetivo controle patrimonial (infringência aos artigos 85 e 94 da Lei nº 4.320/64) 12
Ausência de inventário almoxarifado 11
Ausência de inventário patrimônio 10
Cancelamento de dívida ativa sem lei autorizativa - infringência ao artigo 105, §2º, da Lei nº
4.320/64 e artigo 14 da Lei Complementar nº 101/2000; 10
Ausência de motivação para o cancelamento de Dívida Ativa e a renúncia da receita 6
CONTROLE INTERNO
CONTROLE INTERNO
16
100%
Ausência de controle interno quanto ao gasto com combustível – infringência ao artigo
70 da Constituição Federal, e aos artigos 76 e 77, da Lei n° 4320/64. 12
Ausência de formalização adequada nos processos de despesa
1 Ausência de controle na utilização de veículos - infringência ao artigo 37, caput, da
Constituição Federal
1 Ausência de segregação de funções na concessão de suprimento de fundos para o
Secretário de Finanças
1 Delegação de competência tributária à empresa privada – inobservância ao artigo 7º do
Código Tributário Nacional c/c artigo 37, inciso II, da Constituição Federal
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
LRF
154 90%
Déficit de execução orçamentária - inobservância ao artigo 48, alínea "b", da Lei nº 4320/64 e aos
artigos 1º, §1º, e 4º, inciso I, alínea "a", da Lei Complementar 101/2000 61
Despesas contraídas no final de mandato sem cobertura financeira - infringência ao artigo 42 da Lei
Complementar nº 101/00 33
Destinação de recursos públicos sem autorização por lei específica - infringência ao artigo 26 da Lei
Complementar Federal nº 101/2000 18
Descumprimento do limite legal de Despesa com Pessoal do Poder Executivo - infringência aos artigos
20, inciso III, alínea “b” e 22, parágrafo único, da Lei Complementar nº 101/00 11
Não cumprimento do artigo 71 da LC 101/00 referente à despesa com pessoal 7
Encaminhamento, fora do prazo, do Relatório de Gestão Fiscal e/ou RREO, descumprimento ao artigo
3º da Resolução TC-162/2001 5
Descumprimento do limite legal de Despesa com Pessoal Consolidada - infringência aos artigos 22 e 23
EDUCAÇÃO
EDUCAÇÃO
88
94%
Aplicação deficitária na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (infringência ao artigo 212, da CF/88)
39
Aplicação deficitária na Remuneração dos Profissionais do Magistério do Ensino Fundamental
24
Aplicação deficitária na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
16
Irregularidade na utilização de recursos do FUNDEF: emprego de recursos públicos em finalidade diversa da prevista em lei
2
Utilização indevida de recursos do FUNDEF
SAÚDE
SAÚDE
13
100%
Insuficiência de Aplicação em Ações e Serviços Públicos de Saúde 12
Despesas não computáveis na área da saúde
LIMITE LEGISLATIVO
LIMITE LEGISLATIVO
11
100%
Inobservância à data limite para o repasse ao Poder Legislativo- infringência ao artigo 29-A, §2º, inciso II, da Constituição Federal;
7
Repasse a maior de recursos à Câmara Municipal – infringência ao artigo 29-A, § 2º, inciso I, da Constituição Federal
3
Repasse concedido ocorreu a menor, demonstra descumprimento ao inc. III, § 2º, do art. 29-A, da Constituição Federal
SUBSÍDIOS
SUBSIDIOS
20
75%
Remuneração à maior ao Sr. Prefeito Municipal 5
Pagamento a maior de subsídio de Prefeito e Vice-Prefeito 4
Aumento de subsídio na mesma legislatura 3
Pagamento de 13º Subsídio e Parcela Indenizatória ao Prefeito
PREVIDÊNCIA
PREVIDÊNCIA
25
84%
Ausência de pagamento de contribuições previdenciárias 16
LICITAÇÕES E CONTRATOS
LICITAÇÕES
374
81%
Procedimento licitatório com indicativo de irregularidades 86
Ausência de licitação - infringência ao artigo 2º, caput, da Lei 8.666/93
81
Irregularidades em contratos administrativos 33
Fracionamento de despesas - inobservância do artigo 2º da Lei nº 8.666/93
21 Modalidade inadequada de licitação - infringência ao caput e §§2º e 5º do
artigo 23 da Lei Federal nº 8.666/1993 20
Descumprimento das normas e clausulas editalícias 19
Inexigilibilidade 17
Dispensa - infringência ao artigo 26 da Lei nº 8666/93 14
GESTÃO DE PESSOAL
PESSOAL
80
73%
Contratações irregulares de pessoal 20
Ausência de concurso público 14
Cessão de servidor sem previsão legal – infringência ao artigo 37, caput da Constituição Federal 3
Pagamento de Seguro de vida para Servidores e Agentes Políticos, em desconformidade com o
Princípio da Finalidade Pública 3
Contratação temporária - com excesso de prazo 3
Contratação temporária sem amparo legal 3
Contratações temporárias irregulares - infringência ao artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal 3
Conversão em dinheiro de férias não gozadas pelo Prefeito Municipal/Secretários Municipais/Servidores - infringência ao Parecer Consulta TC-014/2002 c/c §4º do artigo 37 da Constituição Federal
3
Acumulação irregular de cargos públicos 3
ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DA PESQUISA
COM OS MUNICÍPIOS
ESTRUTURA
ADMINISTRATIVA DA
CONTABILIDADE
Média do Número de Servidores Efetivos e Comissionados
Exercício
Pequeno Porte
Médio Porte Grande Porte Geral
número de observações 2000 3,76 7,50 12,20 5,20 45 2001 3,94 7,33 12,80 5,34 46 2002 4,03 7,33 12,80 5,41 46 2003 4,17 7,00 12,20 5,48 46 2004 4,23 7,28 12,20 5,56 46 2005 4,62 6,50 11,83 5,78 47 2006 4,40 6,83 12,50 5,74 47 2007 4,64 6,71 12,50 5,95 47 2008 4,51 7,14 14,00 6,08 48 2009 4,60 6,28 14,30 6,06 48 2010 4,80 6,50 14,30 6,24 49 Média Geral: 4,34 6,95 12,88 5,71
TABELA 07 – NÚMERO MÉDIO DE SERVIDORES ATUANDO NA CONTABILIDADE DAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.
Média do Número de Profissionais da Contabilidade Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral número de observações N. de Profissionais 2000 2,18 2,00 7,60 2,77 44 122 2001 2,36 1,83 9,25 2,93 43 126 2002 2,48 2,33 9,25 3,09 43 133 2003 2,59 2,28 8,50 3,09 43 133 2004 2,63 2,43 8,25 3,11 43 134 2005 2,70 2,66 6,40 3,11 45 140 2006 2,64 3,33 6,20 3,13 45 141 2007 2,72 3,43 5,83 3,23 46 149 2008 2,79 3,71 7,00 3,46 47 163 2009 2,88 3,71 7,16 3,55 47 167 2010 2,79 3,63 7,00 3,45 48 166 Média Geral: 2,61 2,85 7,49 3,17
TABELA 08 – NÚMERO MÉDIO DE PROFISSIONAIS DE CONTABILIDADE ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora
Remuneração Média dos Contadores Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral Nº Observ. Correspondente em Salários Mínimos da Época
2000 2.624,04 2.213,62 3.631,97 2.789,37 28 7,04 2001 3.007,68 2.567,80 3.509,79 3.033,58 29 5,91 2002 2.257,79 2.134,81 3.020,38 2.364,92 31 5,53 2003 2.212,95 1.983,28 2.709,03 2.254,58 32 4,92 2004 2.082,88 1.806,84 2.572,78 2.114,33 34 4,79 2005 2.363,71 1.510,90 2.701,75 2.288,01 34 4,58 2006 2.318,45 2.083,24 2.864,89 2.361,68 36 4,19 2007 2.356,27 2.011,38 2.363,36 2.752,23 36 4,10 2008 2.222,59 2.198,92 2.537,99 2.259,06 40 4,02 2009 2.405,83 2.228,03 2.686,92 2.420,24 43 3,78 2010 2.409,25 2.191,41 2.502,98 2.387,38 44 3,75 Média Geral: 2.375,70 2.071,25 2.853,39 2.405,15 387 4,66 Nº. Observ. 278 52 57 387
TABELA 09 – REMUNERAÇÃO MÉDIA DOS CONTADORES ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.
Média da Remuneração dos Técnicos em Contabilidade Exercício Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Geral Nº Observ. Correspondente em Salários Mínimos da Época 2000 1.933,77 1.992,96 1.183,14 1.833,93 37 4,63 2001 2.138,40 2.155,90 1.285,75 2.024,59 37 3,95 2002 1.615,74 1.783,67 1.111,84 1.561,26 37 3,65 2003 1.562,76 1.588,46 1.029,58 1.495,31 38 3,27 2004 1.476,47 1.449,51 1.091,27 1.421,50 37 3,22 2005 1.471,35 1.440,60 1.194,75 1.429,52 36 2,86 2006 1.417,54 1.510,94 1.308,82 1.412,68 35 2,51 2007 1.444,96 1.452,43 1.269,88 1.421,47 36 2,47 2008 1.417,89 1.324,03 1.173,02 1.370,85 36 2,44 2009 1.553,87 1.397,54 1.239,80 1.488,54 36 2,33 2010 1.518,20 1.366,66 1.160,66 1.443,28 36 2,27 Média Geral: 1.604,94 1.520,63 1.186,23 1.538,47 401 3,06 Nº. Observ. 303 43 55 401
TABELA 10 – REMUNERAÇÃO MÉDIA DOS TÉCNICOS EM CONTABILIDADE ATUANTES NAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.
Contratação de Assessoria Contábil
Exercício Pequeno Médio Grande número de observações
2000 11 2 1 14 2001 16 4 0 20 2002 18 5 0 23 2003 19 5 0 24 2004 20 5 1 26 2005 23 4 2 29 2006 26 5 2 33 2007 28 6 2 36 2008 30 5 2 37 2009 28 4 3 35 2010 28 4 3 35
TABELA 11 – CONTRATAÇÃO DE ASSESSORIA CONTÁBIL PELAS PREFEITURAS MUNICIPAIS Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.
FORMA DE ELABORAÇÃO DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS DAS PREFEITURAS MUNICIPAIS NO PERÍODO DE 2000-2010 Fonte: Questionário aplicado nos municípios capixabas. Elaborada pela autora.
26%
67%
7%
PCA/ SISTN/ LRFWEB/ SIOPS/ SIOPE
Elaboração da PCA-TCES
21%
72% 7%
DESCRIÇÃO DAS VARIÁVEIS DO
MODELO
DESCRIÇÃO DAS VARIÁVEIS
Variável
dependente Descrição Resposta Frequência % Total
resul_tce Resultado da apreciação da prestação de contas 1. aprovação 2. rejeição 615 233 72,58 27,48 848
Variáveis independentes
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho municípioEstrutura Administrativa
número
de
profissionais
de
contabilidade
(num_prof_cont);
software integrado (sof_int2) e;
assessoria contábil (ass2).
CARÁTER POLÍTICO
“uma determinante na aprovação ou rejeição das contas
municipais” (Ott, 2011)
relator do processo (drel_tc);
origem do relator (orig_rel) e;
pela comparação do partido político do prefeito com o partido
político que o conselheiro relator das contas era filiado antes de
ser conselheiro (part_pref_cons).
COMPETIÇÃO POLÍTICA
•
“existe mais corrupção nos municípios governados por prefeitos em segundo
mandato” (Ferraz, 2011)
•
“a ameaça eleitoral não exerce impacto relevante sobre o desempenho dos
prefeitos” (Cavalcante, 2013)
•
“não foram encontradas evidências de que municípios governados pelo PT
possuem políticas públicas mais eficientes” (Cavalcante, 2013)
•
“prefeituras geridas pelo PSB e PT teriam um número menor de apontamentos
COMPETIÇÃO POLÍTICA
quantidade de candidatos (num_cand);
prefeito reeleito (pref_reel);
partido do prefeito igual ao partido ou coligação do
governador (prefgovcol), e;
CARACTERÍSTICAS DO GESTOR
municípios em que os prefeitos apresentam maior grau médio
de instrução as irregularidades se apresentam em maior
número (Ott et al. 2010).
idade do prefeito na data da posse (id_dt_posse);
sexo (sexo) e;
Gestão Orçamentária
Indicador de operacionalização de receitas e despesas total não
foi significante para prever os resultados da apreciação das
contas dos prefeitos municipais. (Lopes et all,2008)
Resultado Orçamentário (ro
it
), = RO arrecadada/ despesa
empenhada
Tamanho do Município
- municípios com maior número de irregularidades: maior área
geográfica, maior população, maior PIB e maior receita
corrente líquida (Ott et al, 2010)
Desta forma para controlar a dimensão tamanho este estudo
usará a proxy do logaritmo de população (lnpop
it
).
REGRESSÃO
Resul_tce
it=β
0+ β
1Num_Prof_Cont
it+ β
2Sof_int2
it+ β
3Ass2
it+ β
4Orig_rel
it+
β
5Part_pref_cons
it+
β
6Num_Cand
it+
β
7Pref_Reel
it+
β
8Prefgovcol
it+
β
9Part_esq
it+
β
10Id_dt_posse
it+
β
11Sexo
it+
β
12Grauincompleto
it+
β
13RO
it+
β
14lnpop
it+
∑
j=1 17α Drel_tce +
∑
j=1 11α dano+ ε
itTABELA 15 – REGRESSÃO LOGÍSTICA PARA RESULTADO DA APRECIAÇÃO DAS CONTAS DOS PREFEITOS MUNICIPAIS (RESUL_TCE)
Resul_tceit= β0 + β1Num_Prof_Contit + β2Sof_int2it + β3Ass2it + β4Orig_relit + β5Part_pref_consit +
β6Num_Candit + β7Pref_Reelit + β8Prefgovcolit + β9Part_esqit + β10Id_dt_posseit + β11Sexoit +
β12Grauincompletoit + β13ROit+ β14 lnpopit + ∑ j=1 17 α Drel_tce + ∑ j=1 11 α dano+ εit
Variável dependente: Resul_tceit, variável binária (dummy) para medir resultado da apreciação das
contas realizado pelo Tribunal de Contas, podendo ser pela aprovação, ZERO, ou pela rejeição (UM). Total de Observações: 734
Variáveis Sinal Esperado
Log(Pop) Coef. β Prob. num_prof_cont - -0,10 0,005 *** sof_int2 - 0,46 0,145 ass2 - -0,60 0,005 *** orig_rel + -0,31 0,365 part_pref_cons - -0,30 0,342 num_cand + 0,10 0,307 pref_reel + -0,24 0,270 prefgovcol - -0,00 0,996 part_esq -0,38 0,098 * id_dt_posse 0,22 0,052 * Sexo -0,74 0,165 grauincompleto + 1,21 0,000 *** RO - -4,06 0,002 *** lnpop 0,32 0,007 *** Drel_tce Sim - dano Sim - Pseudo R2 = 0,1966 Prob>chi2 = 0,00
RESULTADOS
Com base nos resultados da regressão
constata-se que as variáveis número de profissionais de
contabilidade,
assessoria
contábil,
grau
incompleto,
resultado
orçamentário
e
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho municípioNúmero
de
contabilistas
Assessoria
contábil
Software Integrado
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
Das três variáveis escolhidas para mensurar a estrutura
administrativa, duas delas influenciam no resultado da
apreciação das contas do TCES, pela
aprovação
.
– Número
de
contabilistas
presentes
na
contabilidade
– Presença de assessoria contábil
“Independe da forma de contratação, profissional contábil é que faz a
diferença”
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município Relator do Processo Origem Relator Partido Prefeito X ConselheiroCARATER POLÍTICO
Nenhuma das variáveis que mensuravam o caráter
político do julgamento abordado por Ott et al (2011),
foram significativas.
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho município Número candidatos Prefeito Reeleito Prefeito x partido x coligação do Governador Partido de EsquerdaCOMPETIÇÃO POLÍTICA
• No âmbito das variáveis de competição política, nenhuma apresentou
resultados significativos, a não ser a de
partido de esquerda
ao nível de
confiança de
90%
, que sugeriria que os prefeitos filiados a partidos de
esquerda teriam mais probabilidades de terem suas contas aprovadas:
– corroborando com os resultados de OTT et all (2011), que encontrou evidências de que
as prefeituras
geridas pelo PSB e PT
, neste trabalho considerados partidos de esquerda,
teriam um
número menor de apontamentos de irregularidades
nos relatórios de
auditoria.
– e não confirmando os resultados de Cavalcante (2013) cujo estudo não encontrou
evidências de que municípios governados pelo
Partido dos Trabalhadores possuem
políticas públicas mais eficientes
.
COMPETIÇÃO POLÍTICA
• Não sendo estatisticamente significativos os resultados de prefeito
reeleito não se confirmaram os apontamentos de Ferraz (2011) de que
existe mais corrupção nos municípios governados por prefeitos em
segundo mandato.
• Os resultados de número de candidatos que também não foram
significativos vão na mesma linha da pesquisa de Cavalcante (2013) ao
constatar que a ameaça eleitoral não exerce impacto relevante sobre o
desempenho dos prefeitos.
• Também não foram significativos os resultados da variável que mensurava
se o partido do prefeito era o mesmo que do partido ou coligação do
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho municípioSexo
Idade na posse
Grau Instrução
CARACTERÍSTICAS DO GESTOR
• As variáveis destinadas a medir as características do prefeito, idade na
data da posse foi significativa, mas ao nível de 10%, o poderiam sugerir
que os prefeitos com maiores idades teriam maior probabilidade de
terem suas contas reprovadas.
• Já grau de instrução foi significativo a 1%, o que sugere que os prefeitos
que “leem e escrevem” ou que possuem primeiro grau incompleto
tem
mais probabilidade de terem suas contas reprovadas
.
– Este resultado vai de encontro a conclusão de Ott et al. (2010), ao concluir que as
irregularidades e deficiências de controle interno são maiores naqueles municípios em
que o prefeito apresenta maior grau médio de instrução.
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho municípioResultado
Orçamentário
RESULTADOS
Estrutura contabilidade Caráter político Competição política Características do Gestor Gestão Orçamentária Tamanho municípioPopulação
TAMANHO
Também foi significativo a 1% a variável de
população indicado que quanto maior a
população do município, maior as chances de
ter suas contas rejeitadas.
Conclusão
• Foram encontradas evidências significativas de
que variáveis que retratam as características
pessoais do gestor (menor grau de instrução)
e
do
tamanho
do
munícipio
são
determinantes para
rejeição
das contas
Conclusão
• Também ficou evidenciado que a estrutura
administrativa da contabilidade (número de
contabilistas e assessoria contábil) e os bons
resultados da gestão orçamentária são
Conclusão
• E não foram encontrados resultados
significativos para as dimensões do
caráter
político da apreciação
e da
competição
política do município
.
Quebra paradigma = caráter político dos
julgamentos
Recomendações
Aos Prefeitos:
para estruturarem
os departamentos
de contabilidade;
Aos Secretários Finanças: para implantarem uma gestão de acompanhamento dos resultados orçamentários;Aos Controle Interno dos grandes
municípios:
Implementação de uma gestão de riscos;
Ao TCEES : Inclusão de pontos de controle na matriz de risco de auditoria. Conscientização dos prefeitos quanto as vantagens da estrutura contábil dos municípios