PROCESSO n. 01326-2013-024-13-00-6
RECLAMANTE: SUENIA ARAUJO DA SILVA e outro
RECLAMADO: TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA - ME (PARA MADEIRAS) e outro
TERMO DE AUDIÊNCIA
No dia 29 de julho de 2013, às 14h24min, na sala de sessões da 5ª VARA DO TRABALHO DE CAMPINA GRANDE/PB, sob a direção da MM. Juíza do Trabalho ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO, realizou-se audiência relativa ao processo identificado em epígrafe. Aberta a audiência, foram, por ordem da MM. Juíza do Trabalho, apregoadas as partes litigantes.
Presente o(a) reclamante SUENIA ARAUJO DA SILVA, acompanhado(a) do(a) advogado(a) Dr(a). WAGNER MARSICANO DE MELO RODRIGUES MARTINS, OAB nº 11916/PB.
Presente o proprietário do(a) reclamado TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA -ME (PARA MADEIRAS), Sr(a). TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). FLAVIA DE PAIVA MEDEIROS DE OLIVEIRA, OAB nº 10432/PB.
Presente o(a) reclamado NILZA MAXIMO DE OLIVEIRA, , acompanhado(a) do(a) advogado(a) Dr(a). FLAVIA DE PAIVA MEDEIROS DE OLIVEIRA, OAB nº 10432/PB.
CONCILIAÇÃO REJEITADA.
Pela ordem , requereu o advogado da reclamante prazo de 48h para juntada de substabelecimento.
Defesa escrita, com documentos, enviados eletronicamente.
Requereu a advogada da reclamada a juntada de documentos, a ser efetivada por este juízo, haja vista a impossibilidade de fazê-la em oportunidade anterior.
Vista ao(à) reclamante por 5 dias, a contar de 30/07/2013.
Depoimento pessoal do(a) reclamante:que trabalhou pela
D. Nilza, para trabalhar na casa da mesma , como empregada doméstica, há 2 anos e 4 meses atrás, mediante pagamento de salário minimo; que ao começar o trabalho, achava que seria apenas em favor do pessoal da casa, mas constatou logo no início que entre os serviços, deveria fazer o almoço de todo o pessoal da loja, ou seja, o carreteiro, o vendedor, a gerência,
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
os filhos da reclamada; que a loja fica no térreo, e a residência dos donos no primeiro andar, de modo que todos subiam para fazer suas refeições; que chegava ás 6h e largava ás 18h; que folgava aos domingos; que aos sabados trabalhava até ás 15h; que a depoente era a única funcionária da casa; que os serviços de limpeza da loja, eram feitos por quem aparecesse, por exemplo a vendedora, mas se não tivesse quem os executasse, a depoente poderia ser chamada; que estava de férias, e viajou com o patrão, o qual é carreteiro, numa quinta feira, com destino ao Maranhão, cidade de Alto alegre, onde deveria se encontrar com seu namorado de nome Rodrigo, o qual também era carreteiro da reclamada, e como estava na referida cidade, com ele se encontrava; que normalmente se leva dois dias inteiros, parando apenas para domir e comer algo, para chegar à citada cidade; que Rodrigo estava fora há 20 dias, entre as cidades de Maranhão; que o namorado Rodrigo sabia que poderia esperar a depoente, vez que estava indo com o patrão; que a dona da empresa e esposa do sr. Moacir tinha ciência de sua viagem; que em relação as fotos apresentadas, esclarece que se refere a sua viagem com o namorado; que o veiculo , então conduzido pelo namorado rodrigo, é do tipo FH( carreta) de cor branca; que não sabe o veiculo conduzido por seu patrão, no qual a depoente viajou para o Maranhão; que chegou na sexta feira, por volta das 00:00 na cidade de alto Alegre, quando seu namorado Rodrigo ainda não havia chegado, porque ainda se encontrava em Balsas/MA, chegando no dia seguinte( sábado); que acha que os dois veículos são da marca volvo, do tipo FH; que não sabe informar quantos empregados tinha aloja, que melhor esclarecendo, os carreteiros não almoçavam diariamente, só quando retornavam a cada quinze dias; que diariamente almoçavam 3 vendedoras , a dona da loja, filha de D. Nilza, D. Nilza, dois filhos, noras, netos, em média de 12/20 pessoas; que a reclamante comentou com a patroa que ia viajar com o esposo da mesma, pedindo até mesmo um vale, já que iria custear sua própria viagem; que a depoente tinha 2 férias, tendo recebido e gozado a primeira, mas quando foi viajar o dinheiro já tinha acabado; que na verdade tiraria duas férias de uma vez, e quando chegou de viagem gozaria seu segundo período de férias, justamente quando foi dispensada; que quando foi dispensada nada recebeu; que a reclamante conhece Fabricia, a qual foi funcionária da loja, com quem comentou que pretendia viajar para o maranhão para se encontrar com o namorado; que todos sabiam que a depoente namorava Rodrigo; que chegou de viagem no sábado, e foi até a casa da reclamada, no domingo, porque soube da conversa de que teria viajado com o patrão e teria um caso; que conversou com a reclamada, a qual disse que não tinha condições de manter a depoente em sua casa por causa da fofoca, visto quer os filhos não ,mais a queriam lá, inclusive porque o povo da rua estava falando, e que não seria confortável para a patrona sua permanência no emprego; que a
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sua dispensa se deu numa boa; que o problema ocorreu após sua saída, visto que o boato continuou através da filha, irmão, e demais funcinários, no sentido de que a depoente tinha um caso com o patrão; que não tinha mais condições de frequentar a casa da reclamada; que o boato começou quando a depoente viajou; que durante a viagem não houve pernoite, vez que a depoente dormia dentro da carreta, numa cama existente, enquanto que o patrão pegou direito, sem parar nem dormir, salvo para almoçar ou tomar banho; que só em viagens normais é que se para para pernoitar, o que não ocorreu no caso de sua viagem justamente para que não houvesse boatos; que o patrão tomou remédios para não dormir; que dormiu dentro da carreta enquanto aguardava o seu namorado chegar no dia seguinte; que seu namorado chegou no sábado, ficando no Maranhão na companhia do mesmo por 27 dias; que o patrão tem uma casa no Maranhão, inclusive com outra companheira, na qual o mesmo pernoitou; que no período citado só se encontrou com o patrão quando perto de retornar.que nada mais disse nem lhe foi perguntado.
Depoimento pessoal do preposto do(s) reclamado(s) d. Nilza: que a depoente possui duas empresas, uma no nome Pará
comercio e material de Construção, em seu nome, e outra no nome de sua filha, sendo sócia da mesma; que a reclamante tem 4 filhas; que a reclamante trabalhava na casa da depoente; que na casa da depoente não almoçava todos os funcionários do estabelecimento, apenas, filhos, noras e neta; que na verdade a afamilia trabalha e mora toda junta, vez que moram também em cima da loja, em unidades distintas, ou seja, cada um tem sua casa, mas tudo no mesmo prédio; que almoçam com a depoente o filho, nora e neta; que quando era casada, os carreteiros também almoçam às vezes, quando estavam na companhia de seu ex-marido, que os convidava; que atualmente está separada de fato do mesmo, por motivo de adultério, dando entrada em pedido de divórcio, vez que o mesmo se recusa a assinar de modo consensual; que conhece funcionário de nome rodrigo, o qual dirigia caminhão de entrega dentro da cidade; que em janeiro do corrente ano, após o referido funcionario tirar carteira do tipo E, é que o mesmo passou a dirigir carreta; que a reclamante dizia que namorava Rodrigo; que Rodrigo também viajava para o maranhão, paea onde seu ex-marido também viajava, e onde entende que é o local onde se davam os fatos que ensejaram sua separaçao( adulterio); que tem conhecimento que o ex-marido tinha uma companheira no Maranhão , inclusive, a ora reclamante, a conheceu, tendo ficado na casa da referida amante; que na verdade, se trata de casa de prostituiçao,
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chamado como " BAR DA CHIQUINHA", em Alto alegre/MA; que a depoente tomou ciência na véspera , pela propria reclamante, que a mesma viajaria com o então "seu marido", a qual teria dito que ambos sairiam de São Jose da Mata para que não houvesse falatórios, e que o objetivo da viagem seria o encontro do namorado Rodrigo; que questionou a reclamante como a emsma iria até um bordel, tendo ela dito que o patrão arranjaria uma forma de se encontrar no caminho com o namorado Rodrigo; que depois soube pela propria reclamante toda a verdade; que a depoente adiantou R$ 100,00 para reclamante, embora a mesma tivesse solicitado R$200,00 , e na ocasião a mesma estava em gozo de férias; que a reclamante tinha um período de férias pendentes, e que deveria gozar no retorno, inclusive a depoente ligou para reclamante a fim de paga-la, mas acha que a mesma já estava com a presente ação, vez que não apareceu para receber; que acreditava que a autora estivesse em gozo de férias; que a depoente disse que não aceitaria mais a reclamante em sua casa, e que a mesma deveria gozar as férias e no retorno pagaria suas contas; que pelo fato da reclamante ter feito um suspense de que iria viajar com o patrão, ocorreram boatos entre os funcionários do sexo masculino; que quando soube as pessoas já faziam referência no sentido de que " Sr. Moacir" vai cobrar a passagem da reclamante; que falou a reclamante que não poderia compactuar com o comportamento da mesma em ir até o bordel da amante de seu marido, e que seria terrível para a depoente compactuar desse estória; que a saída da autora não se deu por conta da viagem, e sim pelo fato da mesma ter ido até o encontro da amante do marido, entendendo que isso seria fato constrangedor para a depoente; que a reclamante trabalhava de segunda a sexta das 6:30/6:45 até as 15h; que aos sábados trabalhava até as 13h; que a reclamante tinha horário para refeição, ficando assistindo televisão; que pagava R$200,00 por semana; que ao ser contratada, a reclamante sabia que na resid~encia da depoente almoçavam os familiares da r5eclamada, menos o marido, o qual so estava em casa cerca de uma vez ao m~es, e quando muito ficava era uma semana; que as vezes aos sabados, quando o almoço era uma macarronada, uma lazanha, por exemplo, convidava as vendedoras, mas era eventual; Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
Depoimento pessoal do(a) reclamante: que ao pedir o vale
à reclamada, a mesma não se opôs à sua viagem, apenas perguntou se ela iria para "a casa da rapariga de seu marido", tendo na ocasião esclarecido a situação; que ao chegar, a depoente contou tudo, inclusive que esteve na casa da companheira do patrão, que de fato se trata de um bar chamado "Bar da Chiquinha", e pelo que viu, a reclamada não a perdoou por tal fato; que era na casa da reclamada que os funcionários almoçavam, ao menos em sua época; que ao terminar os serviços, só saia mais cedo se houvesse necessidade, uma vez no mês; que nunca falou mal da reclamada, e onde chegava só falava bem; que
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a reclamada também não falava mal da depoente.
Depoimento pessoal do representante legal do(s)
reclamado TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA(s): que a depoente não
falou inverdades acerca da pessoa da reclamante; que a depoente é filha de D. Nilza; que na casa de D. Nilza, sua mãe, regularmente almoçavam, além da mesma, seu irmão, sua cunhada, a filha menor dos mesmos, e uma tia; que os funcionários da empresa não almoçavam na casa de sua mãe; que eventualmente sua mãe chamava uma funcionária para almoçar; que seu pai retonrnava de viagem quinzenalmente u mensalmente, ocasiões em que as vezes o mesmo convidava algum motorista ou amigo também para almoçar; que a reclamante tem 3/4 filhos, não tendo certeza; que a reclamante não prestava serviço em seu favor, e sim de sua mãe, mas tem conhecimento que a dispensa se deu pelo fato da reclamante ter feito viagem na companhia de seu pai em uma carreta; que sabe que a reclamante estava de férias e fez a referida viagem. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
Primeira testemunha do reclamante: Lucia Maria Santos Silva, identidade nº 672453 SSPPB, divorciado(a), nascido em 21/11/1956, Cozinheira, residente e domiciliado(a) na Rua:Marinaldo Vitorino B Filho, 274, Bodocongo, nesta.
Testemunha contraditada ao argumento de ser amigo íntimo do(a)
reclamante, confirmando a mesma que é irmã do Rodrigo, com que a autora namorou. Contradita acolhida. A parte preferiu ouví-la como declarante: que Rodrigo é casado , tendo esposa e filho, inclusive já casado há 14 anos, mesmo assim namorava a reclamante, cujo relacionamento acabou, quando tudo aconteceu, ou seja, essa "fofocada";, que não sabe dizer muita coisa, nem de onde partiu nem de onde começou; que ouviu comentários na empresa que a reclamante ia viajar com o esposo da reclamada, mas não ouviu falar que ela tivesse um caso, e mesmo assim só soube na segunda-feira, quando ela já havia viajada; que todos sabiam que ela viajaria, inclusive Rodrigo, com quem a autora iria se encontrar; que a depoente permaneceu por 30 dias na casa da reclamada tirando férias da reclamante, período em que apenas almoçava o pessoal da casa e algum motorista que aparecesse e que não tivesse comido, caso em que os mesmos subiam e perguntavam se ainda tinha comida, e então almoçava; que isso não era direto; que apenas uma pessoa almoçava constantemente, justamente o motorista da filha de D.Nilza, Sra Tatiana; que a depoente apenas fazia almoço para pessoal da casa e não para as vendedoras da loja; que não se recorda do nome do motorista que almoçava na casa da reclamada; Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
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Segunda testemunha do reclamante: Erivan dos Santos
cavalcante, identidade nº 3490356 SSPPB, solteiro(a), nascido em 25/07/1989, Pedreiro, residente e domiciliado(a) na Rua:Marinaldo Vitorino B Filho, 432, Bodocongo, nesta.
Testemunha contraditada ao argumento de ser sobrinho de
Rodrigo. Contradita acolhida. Faculta-se à autora substituí-la ou ouví-lo como declarante. A parte preferiu substituí-la, de modo que deverá ser designada outra sessão.
A parte reclamada não se opõe ao pedido.
A reclamada requere que seja ouvida a sua testemunha que se encontra gestante.
Primeira testemunha do reclamado: Maria Aparecida Trajano da Silva, identidade nº 3638412-SSP/PB, casado, nascido em 31/05/1992, Vendedora, residente e domiciliado(a) na Rua: valmir Araujo Costa, 219-G, malvinas, nesta. Advertida e compromissada. Depoimento: "que trabalha na empresa Tatiana maximo de oliveira, na função de vendedora, com CTPS assinada; que a depoente almoça na residência de seu pai; que conhece a reclamante, a qual trabalhava na casa da reclamada, D. Nilza, em serviço doméstico de cozinhar e arrumar; que não houve desentendimento entre a reclamante e reclamada; que a reclamada não quis que a reclamante continuasse trabalhando em seu favor; que a reclamante estava de férias, acreditando que estivesse afastada por um mês; que não sabe informar se a reclamante tinha outro período de férias para gozar; que ouviu comentários na loja, que a reclamante teria viajado na companhia do Sr. Moacir, seu patrão, para o Pará, não sabendo a finalidade; que na época a reclamante namorava com um dos carreteiros de nome rodrigo, época em que o mesmo estava viajando; que não sabe informar se a reclamante ia se encontrar com o namorado quando viajou com o patrão; que a depoente larga do emprego ás 18h, enquanto que a reclamante largava por volta das 16h, sabendo informar porque a casa de D. Nilza fica em cima da loja, sendo que na saída a reclamante descia para entregar a chave; que os carreteiros quando estavam em CG costumavam almoçar na casa da reclamada, a convite de D. Nilza, o que acontecia de quinze em quinze dias, tendo caso em que a vinda dos mesmos se dava em espaço maior do que quinze dias; que a empresa contava com 4 carreteiros; que os peões almoçavam no refeitório da empresa, em cima do pátio, cujas marmitas vinham de fora, ou seja, de uma marmitaria; que os peões referidos são os funcionários da loja; que as vendedoras não costumavam almoçar na casa de D. Nilza; que a limpeza da loja era feita pelas próprias vendedoras; que a reclamante nunca ajudou na limpeza da loja; que normalmente na casa de d. Nilza almoçam a mesma e mais três pessoas, sabendo do fato porque saia da loja as 12h30m, sendo que a d. Nilza e as outras pessoas saiam antes da depoente, citando o filho, a nora e a neta; que . Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
Segunda testemunha do reclamado: Alessandro Lacerda da Silva, identidade nº 2548284 SSPPB, casado, nascido em 05/05/1981, Fiscal, residente e domiciliado(a) na Rua: Elpídio de Almeida, 1927, Catolé, nesta.
Segunda testemunha do reclamado: Maria do Carmo Almeida Barros, identidade nº 1528172 SSPPB, solteiro, nascido em 23/08/1969, Esteticista, residente e domiciliado(a) na Rua: Nilton Estelac leal, 1211, Alto Branco.
Para continuação da INSTRUÇÃO designa-se a data de 19/08/2013, às 15h30min.
Cientes as partes de que deverão comparecer para depoimento pessoal, sob pena de confissão (Súmula 74 do C. TST), declarando que trarão espontaneamente suas testemunhas, sob pena de preclusão.
Audiência encerrada às 16h13min.
O presente termo foi digitado pelo servidor Manoel Abraão de Brito, e devidamente assinado pelo Juiz(a) do Trabalho,eletronicamente, na presença das partes e advogados,cujas assinaturas ficam dispensadas.
ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO
Juíza do Trabalho
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)