INDICADORES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
MARISTELA HELENA ZIMMER BORTOLINI Universidade Federal de Santa Catarina [email protected] MAURÍCIO RISSI Universidade Federal de Santa Catarina [email protected] JULIANA DE BONA GARCIA VENDRÚSCOLO Universidade Federal de Santa Catarina [email protected] RESUMO
No ano de 2017, o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Insituições Públicas de Educação Superior Brasileiras instituiu o Grupo de Trabalho IBEU, visando sistematizar um conjunto de Indicadores Brasileiros de Extensão Universitária, o relatório final do Grupo foi publicado e apresentou os 10 indicadores melhor avaliados na percepção de extensionistas de universidades brasileiras, das cinco regiões. O objetivo desta pesquisa é comparar a percepção dos respondentes do Relatório IBEU com a de coordenadores de projetos de extensão da UFSC sobre o mesmo conjunto de indicadores. Quanto ao método, foi enviado um questionário por e-mail solicitando participação voluntária e anônima, para que respondessem de 1 a 5 sobre a relevância dos 10 indicadores, sendo 1 menos relevante e 5 mais relevante. A presente pesquisa foi realizada com 446 coordenadores de extensão com projetos financiados e vigentes no ano de 2018 na Universidade Federal de Santa Catarina. Ao final verificou-se que quatro indicadores do outro estudo se fizeram presentes no conjunto dos dez melhores indicadores identificados pelo grupo da UFSC, apresentando correlação entre as percepções dos distintos grupos de respondentes.
Palavras Chave:
2 1 INTRODUÇÃO
A extensão universitária é uma das funções das universidades brasileiras compondo a tríade “ensino-pesquisa-extensão”, reafirmada no texto constitucional e dando a ela a característica indissociável junto ao ensino e a pesquisa. A implementação da Extensão Universitária é um dos requisitos para que uma Instituição de Educação Superior possa alcançar o estatuto de universidade.
Estudos apontam que a extensão ainda ocupa uma posição de menor destaque quando comparada ao ensino e à pesquisa, porém, recentemente foi publicada no Diário Oficial da União as Diretrizes para as Políticas de Extensão da Educação Superior Brasileira, em 27 de novembro de 2018, o que é considerado uma conquista histórica, resultado de uma luta iniciada praticamente desde a formalização das primeiras IES Brasileiras há mais de 100 anos. A extensão necessita conhecer e dar visibilidade aos resultados e alcance de suas ações, para isso é necessário consensualizar um conjunto de indicadores adequados para descrever, em base comum, a extensão universitária pública no Brasil.
Diante do exposto, delineou-se como problema de pesquisa “qual a diferença entre a percepção dos respondentes do Relatório do Grupo de Trabalho Indicadores Brasileiros de Extensão Universitária - IBEU e de coordenadores de projetos de extensão da UFSC sobre o mesmo conjunto de indicadores?”
Então, foi estabelecido como objetivo, comparar a percepção dos respondentes do Relatório IBEU com a de coordenadores de projetos de extensão da UFSC sobre o mesmo conjunto de indicadores.
2 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
A Extensão Universitária teve suas origens no Brasil no início do século XX, com a criação do Ensino Superior, a partir de ações realizadas em Universidades localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Em 1931, o Decreto Lei 19.851 estabelece o objetivo da Extensão como forma de dilatar os benefícios da ambiência universitária. (BRASIL, 1931)
No final da década de 1950 e início da década de 1960, universitários brasileiros, reunidos na União Nacional dos Estudantes (UNE), articularam movimentos culturais e políticos que foram fundamentais na formação de lideranças e na elaboração de metodologias que envolvessem ações comunitárias.
A promulgação da Lei Básica da Reforma Universitária (Lei n. 5.540/68) estabeleceu no seu artigo 20, que “(...) as universidades e as instituições de ensino superior estenderão à comunidade, sob a forma de cursos e serviços especiais, as atividades de ensino e os resultados da pesquisa que lhe são inerentes”, instituindo assim a Extensão Universitária. (BRASIL, 1968)
Os termos dessa institucionalização foram os seguintes: “As instituições de ensino superior: a) por meio de suas atividades de extensão proporcionarão aos seus corpos discentes oportunidades de participação em programas de melhoria das condições de vida da comunidade e no processo geral de desenvolvimento.” (FORPROEX, 2012)
O Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras - FORPROEX é uma entidade voltada para a articulação e definição de políticas acadêmicas de extensão, comprometido com a transformação social para o pleno exercício da cidadania e o fortalecimento da democracia. A Política Nacional de Extensão é o documento que consolida as discussões sobre Extensão Universitária no âmbito do FORPROEX, a Política teve como norteador o Plano Nacional de Extensão Universitária, publicado em 1999.
3 Em 14 de dezembro de 2018, o Ministério da Educação homologou a Resolução Nº 7 que estabelece as Diretrizes para as Políticas de Extensão da Educação Superior do país (público, privado e comunitário), alterando a definição de Extensão para:
A Extensão na Educação Superior Brasileira é a atividade que se integra à matriz curricular e à organização da pesquisa, constituindo-se em processo interdisciplinar, político educacional, cultural, científico, tecnológico, que promove a interação transformadora entre as instituições de ensino superior e os outros setores da sociedade, por meio da produção e da aplicação do conhecimento, em articulação permanente com o ensino e a pesquisa (BRASIL, 2018, p.1).
A resolução define conceitos, diretrizes e princípios para a Extensão em todo o sistema de Educação Superior do país, bem como estabelece parâmetros de avaliação, registro e planejamento das ações de Extensão. Passam a ser consideradas ações extensionistas aquelas que envolvam diretamente as comunidades externas às Instituições de Educação Superior (IES) e que estejam vinculadas à formação do estudante, segundo o ministro da educação, as diretrizes estabelecem-se como política de Estado. O Brasil passa a ter diretrizes para a Extensão, a serem observadas pelas IES, o que representa grande avanço. (FORPROEX, 2019)
A resolução significa a materialização, por meio de uma lei, dos princípios e diretrizes que movem a Extensão, no âmbito do FORPROEX, há mais de 30 anos. “Agora teremos um marco regulatório que fortalece as ações críticas extensionistas, importantes na formação dos estudantes e, principalmente, o estabelecimento do diálogo com as comunidades”, declarou a presidente do FORPROEX, Ana Lívia de Souza Coimbra. (COIMBRA, 2018)
Realizada sob a forma de programas, projetos, cursos de extensão, eventos, prestações de serviço e elaboração e difusão de publicações e outros produtos acadêmicos, a extensão universitária passa por um processo de organização, no qual se insere a importância da implementação de um sistema de informação de base nacional e um sistema de avaliação contínuo e prospectivo.
Até 2018, após inúmeras tentativas, não houve consenso para implementação de um sistema informatizado único para a Extensão nas universidades, no geral cada instituição cria o seu sistema próprio, algumas utilizam o Sistema de Informação e Gestão de Projetos (SIGProj) que é uma Plataforma do Ministério da Educação, as demais só o utilizam para submeter projetos aos editais governamentais, entre eles destaca-se o Programa de Extensão Universitária (PROEXT) do MEC/SESu, destinado a financiar projetos de extensão que obtiverem as melhores classificações.
2.1 Indicadores da Extensão Universitária
Após um longo caminho percorrido percebe-se ainda uma fragilidade no que se refere a avaliação da Extensão e seus indicadores. Segundo o MPOG (2009) o processo de construção de indicadores de desempenho não possui um procedimento único ou uma metodologia padrão.
Na visão de Rua (2004), os indicadores são medidas que expressam ou quantificam um insumo, um resultado, uma característica ou o desempenho de um processo, serviço, produto ou organização.
“O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso metodológico que informa empiricamente sobre a evolução do aspecto observado” (FERREIRA, CASSIOLATO e GONZALEZ, 2009, p.24).
4 Já segundo Magalhães (2004), são abstrações ou parâmetros representativos, concisos, fáceis de interpretar e de serem obtidos, usados para ilustrar as características principais de determinado objeto de análise.
Para o MPOG (2010), um indicador tem como principal finalidade traduzir de forma mensurável, alguma situação social ou ação de governo, de maneira a tornar operacional a sua observação e avaliação.
Ainda para o MPOG (2010, p. 26) “quando um indicador não reflete a realidade que se deseja medir ou não é considerado nos diversos estágios da elaboração e implementação de políticas, planos e programas, pode-se constatar um desperdício de tempo e recursos públicos.”
O FORPROEX tem um acúmulo de discussão na construção de indicadores para avaliação da extensão nas Instituições Públicas de Educação Superior - IPES tendo criado, em maio de 1999, o primeiro Grupo de Trabalho de Avaliação o qual foi transformado em Comissão Permanente de Avaliação de Extensão - CPAE em maio de 2001. Essa comissão atuou intensamente até 2010, tendo produzido um referencial teórico e instrumentos para avaliação da extensão universitária e promovido debates nacionais e regionais nos eventos do FORPROEX.
Fernandes (2009) enfatiza que o uso de indicadores em Instituições de Ensino Superior é um importante instrumento para o monitoramento das ações públicas e para a prestação de contas de sua atuação para a sociedade.
Em maio de 2015 o FORPROEX criou o Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre Indicadores Brasileiros de Extensão Universitária - GT IBEU, com objetivo de promover estudos e assessorar a Coordenação Nacional e as IES na validação de indicadores e metodologia para avaliação da extensão universitária nas instituições públicas de ensino superior (SOUSA et al., 2017).
O GT objetivou captar a opinião de gestores, docentes e técnicos, com experiência em extensão universitária das cinco regiões do Brasil para definir um conjunto de indicadores de referência para avaliação e gestão da Extensão Universitária, estabelecendo um parâmetro nacional básico para as universidades públicas.
2.2 Relatório IBEU - GT IBEU
O grupo de trabalho IBEU desenvolveu uma pesquisa avaliativa, que teve por objetivo: “captar a opinião de gestores, docentes e técnicos, com experiência em extensão universitária das 5 regiões do Brasil para definir um conjunto de indicadores de referência para avaliação e gestão da Extensão Universitária, estabelecendo um parâmetro nacional básico para as universidades públicas” (SOUSA et al., 2017, p.7).
Os indicadores foram apresentados considerando as cinco dimensões de avaliação que caracterizam a extensão universitária: Política de Gestão; Infraestrutura; Plano Acadêmico; Relação Universidade-Sociedade; e Produção Acadêmica. (FORPROEX, 2012)
A pesquisa ocorreu em duas rodadas, em ambas, através da consulta ampliada com os seguintes especialistas por instituição: um Gestor (pró-reitor, diretor, equivalente), um Professor e um Técnico, ambos extensionistas.
Como objetivo a pesquisa buscou consensualizar um conjunto de indicadores adequados para descrever, em base comum, a extensão universitária pública no Brasil.
No Relatório final do GT IBEU foram apresentados 52 indicadores. Dentre os inúmeros critérios possíveis de serem considerados para a escolha dos indicadores, o GT optou por adotar apenas dois: a percepção do respondente quanto a relevância e mensurabilidade do indicador (SOUSA, 2017).
5 Um elevado número de indicadores pode ser contraproducente, pois demandam grandes esforços de levantamento e sistematização de dados e informações, monitoramento e avaliação (Caldeira, 2010), o fundamental é identificar alguns poucos indicadores que sejam relevantes (Kaplan & Norton, 2004).
O processo de consulta dos indicadores partiu da proposição de 52, dentre eles, destaca-se os 10 melhor avaliados, de acordo com a pontuação obtida.
Quadro 01 - Indicadores melhor avaliados na pesquisa IBEU
Fonte: Sousa et al. (2017)
Considerando os indicadores apresentados pelo Grupo de Trabalho IBEU, pretendeu-se verificar através da aplicação do mesmo questionário a coordenadores de projetos de extensão vigentes na UFSC no ano de 2018 e com aporte financeiro, para comparação dos resultados.
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Com o objetivo de comparar os resultados obtidos pelo GT IBEU em relação a percepção dos respondentes quanto a relevância dos 52 indicadores propostos pelo grupo para avaliação da extensão universitária, este estudo buscou aplicar o mesmo protocolo de aplicação.
A população do presente estudo foi definida como sendo os coordenadores de projetos de extensão da UFSC, que tiveram projetos financiados e em andamento no decorrer do ano de 2018, totalizando uma população de 446 coordenadores.
Optou-se por não estabelecer uma amostra, mas sim, fazer um censo por acessibilidade, enviando o questionário eletrônico para toda a população. Entretanto, obteve-se um total de 64 respondentes, o que repreobteve-senta pouco mais de 14% da população. Resultando um nível de confiança 90%, com margem de erro 9,5%.
O questionário enviado por e-mail solicitando participação voluntária e anônima, para que respondessem de 1 a 5, sendo 1 menos relevante e 5 mais relevante.
O questionário continha os 52 indicadores do GT IBEU, apresentado conforme figura a seguir.
6 Figura 1 – Exemplo da apresentação do indicador no questionário
Fonte: adaptado de Sousa et al. (2017)
Foram calculadas as médias das notas para cada indicador e apresentadas por dimensão e ao final, comparou-se com os dados obtidos pelo GT IBEU.
5 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Esta pesquisa replica um instrumento utilizado pelo GT IBEU junto as instituições das cinco regiões do país com os coordenadores de projetos de extensão financiados na Universidade Federal de Santa Catarina.
5.1 Universidade Federal de Santa Catarina
A Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, criada em 1960, teve seu primeiro sistema informatizado de registro e controle das ações de extensão em meados do ano de 1990 - sistema Notes, que sofreu ajustes no ano de 2000 e em 2017 foi substituído pelo Sistema Integrado de Gerenciamento de Projetos de Pesquisa e de Extensão - SIGPEx.
Desenvolvido para o registro dos projetos de pesquisa e ações extensão realizados na UFSC de forma mais eficiente e dinâmica, conta com várias funcionalidades priorizando à facilidade de preenchimento e de obtenção de relatórios para que sirva como instrumento de gestão. Registra-se como ações de extensão: programas, projetos, cursos e eventos, o sistema atual serve ainda para registro de atividades docentes, como participação em eventos, palestras, bancas externas, prestação de serviços e publicações, anteriormente registradas como extensão. A pesquisa aceita somente registro de projetos.
Visando à transparência e ao acesso rápido as ações de extensão pela comunidade externa, através do site https://sigpex.sistemas.ufsc.br/ é possível visualizar a lista das ações em andamento à medida que elas forem sendo registradas no novo sistema.
Na UFSC foram registradas em torno de 4300 ações de extensão no ano de 2018, desse número, cerca de 2200 são projetos de extensão e em torno de 500 deles receberam aporte financeiro, que são os que consideramos para fins desse estudo: projetos de extensão financiados, vigentes no ano de 2018.
5.2 Avaliação dos indicadores
Considerando os indicadores apresentados pelo Grupo de Trabalho IBEU, buscou-se na presente pesquisa comparar os resultados, verificando através da aplicação do mesmo questionário a coordenadores de ações de extensão ativas na UFSC no ano de 2018 e com aporte financeiro.
7 O relatório IBEU apresenta cinquenta e dois indicadores da extensão universitária divididos em cinco dimensões, sendo elas: (a) Políticas de Gestão; (b) Infraestrutura; (c) Plano Acadêmico; (d) Relação Universidade-Sociedade; e (e) Produção Acadêmica, que buscam cobrir todas as atividades de extensão realizadas.
Os respondentes foram instigados a analisar individualmente cada um dos indicadores e informar sua percepção sobre os mesmos atribuindo uma nota de um a cinco, sendo um menos relevante e cinco mais relevante. Com isso, obteve-se a nota média para cada um dos indicadores, o que sugere uma hierarquização entre eles.
Para a dimensão Políticas de Gestão (Gráfico 1) foram definidos treze indicadores e a pontuação média de cada indicador variou entre 3,58 a 4,55. O indicador avaliado como mais relevante nesta dimensão foi o PG1 - Importância estratégica da extensão universitária. E o indicador avaliado como menos relevante foi o PG6 - Participação dos servidores da extensão em eventos da área.
Gráfico 1 - Políticas de Gestão
Para a dimensão Infraestrutura (Gráfico 2) foram definidos oito indicadores e a pontuação média de cada indicador variou entre 3,48 a 4,34. O indicador avaliado como mais relevante nesta dimensão foi o Infra7 - Acesso e transparência das ações extensão. E o indicador avaliado como menos relevante foi o Infra2 - Estrutura de pessoal nos órgãos/setores de gestão da extensão.
8 Gráfico 2 - Dimensão Infraestrutura
Para a dimensão Plano Acadêmico (Gráfico 3) foram definidos nove indicadores e a pontuação média de cada indicador variou entre 3,34 a 4,38. O indicador avaliado como mais relevante nesta dimensão foi o PA5 - Contribuições da extensão para o ensino e a pesquisa. E o indicador avaliado como menos relevante foi o PA9 - Participação de técnicos-administrativos na extensão.
9 Para a dimensão Relação Universidade-Sociedade (Gráfico 4) foram definidos oito indicadores e a pontuação média de cada indicador variou entre 3,55 a 4,25. O indicador avaliado como mais relevante nesta dimensão foi o RUS7 - Público alcançado por programas e projetos. E o indicador avaliado como menos relevante foi o RUS1 - Representação da sociedade na IES.
Gráfico 4 - Relação Universidade-Sociedade
Para a dimensão Produção Acadêmica (Gráfico 5) foram definidos nove indicadores e a pontuação média de cada indicador variou entre 3,52 a 3,88. O indicador avaliado como mais relevante nesta dimensão foi o Prod1 - Ações de extensão desenvolvidas por modalidade. E o indicador avaliado como menos relevante foi o Prod8 - Empreendimentos graduados em incubadoras.
10 Gráfico 5 - Produção Acadêmica
Na Tabela 1 a seguir são apresentados os dez indicadores melhores avaliados pela pesquisa do Relatório IBEU, comparativamente a pontuação média e a respectiva classificação.
Tabela 1 - Melhores Avaliados IBEU Ordem
IBEU
Pontuação Média IBEU
Código Indicador Pontuação
Média UFSC
Ordem UFSC
1 4,7 RUS07 Público alcançado por programas e projetos 4,25 6
2 4,64 RUS08 Público alcançado por cursos e eventos 4,17 9
3 4,63 RUS10 Ações de extensão dirigidas às escolas públicas 4,11 12 4 4,62 RUS12 Inclusão de população vulnerável nas ações
Extensionistas 3,89 27
5 4,61 PA07 Participação geral da extensão no apoio ao
Estudante 3,83 32
6 4,61 PG08 Garantia da qualidade na extensão 4,16 10
7 4,58 Prod01 Ações de extensão desenvolvidas por modalidade 3,52 50
8 4,57 PA08 Participação de docentes na extensão 4,00 19
9 4,57 PG02 Estrutura organizacional de suporte à Extensão
Universitária 4,38 3
10 4,56 PG11 Recursos do orçamento anual público voltado
para extensão 4,14 11
11 Observa-se na Tabela 1 que dos dez indicadores melhores avaliados pelos respondentes do GT IBEU, quatro também figuram entre os dez da presente pesquisa. Entretanto, um dos indicadores que figuram entre os dez do GT IBEU ficou na posição 50 de 52 neste estudo.
Conforme pode-se observar na Tabela 2 dos dez indicadores melhores avaliados pelos coordenadores na UFSC, quatro também estão presentes entre os dez melhores avaliados pelos respondentes do GT IBEU.
Tabela 2 Melhores Avaliados UFSC Ordem Pontuação
Média
Código Indicador IBEU
1 4,55 PG01 Importância estratégica da extensão universitária
2 4,38 PG10 Taxa de conclusão de ações de extensão
3 4,38 PG02 Estrutura organizacional de suporte a extensão
universitária 9
4 4,38 PA05 Contribuições da extensão para o ensino e a pesquisa
5 4,34 Infra07 Acesso e transparência das ações extensão
6 4,25 RUS07 Público alcançado por programas e projetos 1
7 4,23 PG04 Valorização da prática extensionista como critério de promoção na carreira
8 4,23 PG03 Institucionalização de programas e projetos de extensão
9 4,17 RUS08 Público alcançado por cursos e eventos 2
10 4,16 PG08 Garantia da qualidade na extensão 6
Comparativamente, os indicadores do estudo do GT IBEU receberam médias mais altas, estando as dez melhores entre 4,7 e 4,56, enquanto no presente estudo as dez melhores variaram entre 4,55 e 4,16.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo objetivou comparar a percepção dos respondentes da pesquisa conduzida pelo GT IBEU com a de coordenadores de projetos de extensão da UFSC acerca dos 52 indicadores presentes no relatório.
Foram apresentadas as avaliações de cada indicador (Gráficos de 1 a 5) separados pelas dimensões da Política Nacional de Extensão. Depois apresentou-se os dez indicadores melhores avaliados do GT IBEU e suas respectivas médias e posições nesta pesquisa (Tabela
12 1). E, finalmente, apresentou-se os dez indicadores melhores avaliados segundo a percepção dos coordenadores de projetos de extensão na UFSC (Tabela 2).
No grupo dos dez melhores indicadores de ambos os estudos, quatro indicadores do outro estudo se fez presente, apresentando correlação entre as percepções dos distintos grupos de respondentes.
O grupo dos dez melhores indicadores do GT IBEU apresentou notas médias mais altas e com menor variação (4,7 a 4,56) em comparação com o grupo dos dez melhores indicadores da presente pesquisa, que foi de 4,55 a 4,16.
Essa pesquisa apresentou as seguintes limitações: (a) o percentual de respondentes ficou em aproximadamente 14% elevando a margem de erro para 9,5% com nível de confiança de 90%; (b) desconhecimento da média obtida pelos 52 indicadores do GT IBEU impossibilitou comparações mais aprofundadas; e (c) a escolha da população com características diferentes da população do estudo original, permite a comparação dos resultados com ressalvas.
Salienta-se que o projeto IBEU não se propôs a definir um conjunto de indicadores para a extensão universitária brasileira, e sim estabelecer uma base de referência que sirva de apoio para pensar e planejar de acordo com a realidade de cada instituição de ensino superior. A presente pesquisa aponta no mesmo rumo, apoio à reflexão. Onde diferentes sujeitos (Coordenadores, Gestores, Sociedade) devem ter diferentes olhares e interesses aos quais deve-se conhecer para que se possa acompanhar.
REFERÊNCIAS
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