AULA DE 10/10/07
DEFINIÇÃO GERAL DE ÉTICA O que é a ética?
O que é o homem?
A fundamentação da ética A acção humana
A necessidade da ética e da política Porque é tão difícil agie eticamente? Comunitaristas
Utilitarista Formalistas
* O problema da bébé Teresa
Criança com problema congénito grave sem qualquer hipótese de cura conhecida. Foi socicitado aos presentes que apresentassem uma uma solução eticamente aceite:
1. Não autorizava a morte prematura da criança uma vez que a ciência é dinâmica e não podemos admitir à partida que até à data da morte não haveria uma hipótese de cura.
2. Julgo não estar ao alcance de qualquer ser humano o direito sobre a vida de outro.
3. Opiniões contrárias podiam sempre argumentar que mais vale 1 vida do 2 mortes, contudo essa posição será sempre baseada num crime.
AULA DE 17/10/07
O QUE É A ÉTICA ?
Forma de aceitação social que permite ao Homem permanecer em sociedade O motivo pelo qual o Homem se rege por este código é pela sua necessidade de
convivência com os outros
Ciência ou filosolia que estuda como devemos viver No domínio da ciência responde a : O que é ?
No domínio da filosofia responde a : O que deve ser ?
A ética procura estabelecer um código que defina determinados comportamentos aceites pela sociedade de inserção
A ética tem como principal objecto de estudo o carácter. Divide-se em 3 fases:
1. Meta ética : estuda o que é ética
2. Ética formativa : estuda as verdades éticas
3. Ética aplicada : estudo do uso do conhecimento ético
O QUE É O HOMEM ?
Um ser com capacidades únicas:
Tendências do ser :
CONCEPÇÃO ONTOLÓGICA
Acção constrangida segundo as regras que a constituição humana impõe ao Homem CONCEPÇÃO ANTROPOLÓGICA
O Homem coloca fins a si próprio no sentido de determinar e atingir objectivos considerando o melhor para a sua actividade enquanto ser racional.
- racional - de adpatação - de relacionamento - de sentimento - de decisão - de objectivar
* O dilema do prisioneiro
Uma decisão está subjugada à decisão dos outros, as formas de escolha múltipla complexificam o dilema
A pessoa que abre a porta deve tomar a decisão de deixar entrar o prisioneiro na sua casa e arriscar para isso a sua própria vida.
Foi socicitado aos presentes que apresentassem uma uma solução eticamente aceite: 1. Não autorizava a entrada do prisioneiro na minha casa para não colocar a
própria vida em risco.
2. Se decidisse por deixar entrar o prisioneiro teria que mentir e a mentira não resolve só por si o problema do fugitivo.
3. Não me cabe a mim a decisão de julgar a liberdade do prisioneiro em fuga pelo que não participava actimamente dessa condição. O prisioneiro deve ser julgado em local próprio e se tem alguém a persegui-lo com intuito de o matar, deve ser ele próprio a responder pelo erro que terá cometido.
A ética tenta raconalizar o Homem na escolha dos meios para o Homem atingir os seus objectivos e de acordo com determinados valores aceites na sociedade.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UMA PEDRA ?
O homem decide e age, a pedra não !
Características do agir :
Significa etimológicamente, “passar por” ; “atravessar” (ultrapassar dificuldades ao ir de um estado para o outro)
Existem diversos caminhos para atingir um objectivo
No acto normal, não vale a relação causa/efeito, as acções não são fruto de uma regra. Implica liberdade e responsabilidade
OBJECTIVIDADE SUBJECTIVIDADE
Causa Efeito Causa Efeito 1 Efeito 2 Efeito 3
AULA DE 21/10/07
A acção humana está sujeita ao acaso, o Homem tento pode ser feliz com infeliz.
O resultado da acção reverte sempre em favor ou em prejuizo do seu praticante. O agir normal pode transformar-se num hábito.
A acção só acontece quando arranjamos um espaço de manobra para levar a cabo de livre e espontânea vontade , de forma plenamente consciente.
É no agir que o Homem se pode cumprir na sa possibilidade extrema, só no agir se pode tornar excelente.
O grande fundamento da ética é considerar as decisões dos outros como parte integrante da nossa.
ÉTICA DAS VIRTUDES Enquadramento histórico
Aristóteles (384 a.c / 322 a.c)
Discíplo de Platão e viveu na época das “cidades - estado” gragas e da democracia directa
Ética para uma sociedade de amigos
“A essência do Homem é dirigir-se para o bem, para a sua causa final”
O homem tem que perceber o seu lugar nas coisas (conhecimento) e os desafios que lhe são colocados (meios para atingir os fins)
* Referência moral :
O objectivo do Homem como sendo primordial tornar-se numa referência moral para os outros.
Atribuição de um padrão para o Homem Bom. Virtuosismo Habitual.
As virtudes são os meios que são utilizados para atingir os meios a que o Homem se propõe.
Aristóteles atribui ao aperfeiçoamento da técnica o valor essencial para o Homem atingir o fim, ou seja a FELICIDADE.
Etapas a percorrer :
Procurou definir um padrão de comportamento para a comunidade da Pólis grega (+/-5000) de forma a permitir uma identificação desses comportamentos compartilhados.
AULA DE 21/11/07
FORMALISMO
Tentativa de formalizar a ética.
Enunciação de um princípio aplicável em todas as situações e de uma forma concreta
Enquadramento histórico Kant
Deriva do Pietismo (desenvolvimento na moralidade ascética enfatizando um sentimento de responsabilidade para com o mundo)
Ùltimo representante do Iluminismo mas como reformador Divisão dos Mundos de Kant
1. Fenómenos : A natureza que o Homem não pode alterar
Não se verifica a existência de um Deus que explique a sua criação. 2. Numenos : A decisão humana
O Homem tenta limitar os condicionalismos impostos pela natureza através da sua libertação moral. Impõe a razão sobre a natureza
É o Mundo onde o Homem tem o poder da tomada de decisão. É senhor de si próprio. P O D E R D E V E R Mundo físico
da moralidade Mundo da decisão, da
razão. Autonomização do
Homem. Mundo livre
Aquilo que o Homem deve fazer, é a obediência à própria Lei moral.
Esta Lei moral identifica-se como a sua vontade livre, ou seja, o princípio racional pelo qual o Homem se propõe reger toda a sua actividade em sociedade.
Existe apenas uma obrigação moral: o Imperativo categórico, que deriva da noção de Dever.
Determina como orrelaventes quiasquer considerações ou preferencias humanas ou consequências das acções para a acção moral.
Esta condição tem que prever um preceito aceite de forma consistente quando utilizado por todas as outras pessoas.
Todos os imperativos morais devem ser possíveis de serem uniformizados en forma de lei para qualquer acção.
IMPERATIVOS CATEGÓRICOS
1. A lei à qual se obedece é a expressão da autonomia do sujeito que se configura em imperativoas categóricos:
“Age de tal modo que a máxima da tua acção se torne Lei Universal” Universalização da vontade enquanto regra de conduta.
2. Dderivação do 1º princípio para o ser humano:
“Age de tal modo que trates a humanidade na tua pessoa, assim como a qualquer pessoa, sempre como um fim em si mesmo e nunca como um meio”
A humanidade enquanto fim para om qual o Homem se dirige.
O TESTE DA UNIVERSALIDADE
Encontrar a máxima do agente e uni-la à motivação : “Eu quero...”
Imaginar um mundo onde todas as pessoas seguissem a máxima do agente : “Todos nós queremos...”
Avaliar se a acção comporta contradições ou irracionalidade : “Se eu aplicar isto...”
RESULTADOS:
Se entrar em contradição, não se deverá agir daquela forma. A norma não é universalizável.
Se não entrar em contradição, deverá agir-se daquela forma . A norma é universalizável.
OBJECTIVOS :
1. AUTONOMIA :
O homem apenas depende de si próprio e responde pelas suas acções ou decisões uma vez que a lei que as forma foi eleita por si.
2. LIBERDADE :
Obediência a uma lei auto-prescrita e a generalização dos desejos particulares é o garante da liberdade para todos os Homens.
3. DIGNIDADE :
O Homem é um agente com capacidade para tomar as saus próprias decisões, estabelecer os seus próprios objectivos e guiar a conduta pela razão.
CONSEQUÊNCIAS TEÓRICAS :
As leis morais dependem não de desejos específicos mas da razão humana. O Homem apenas está sujeito à sua própria vontade.
As considerações aceites num caso deverão ser aceites do mesmo modo para todos os outros.
Não sendo possível saber quais as consequências das acções que praticamos, a única coisa correcta é o respeito pela lei moral auto-prescrita como garante da dignidade humana.
Nota final : Para Kant, não interessa que o homem seja necessáriamante feliz, mas que tenha como modelo de vida uma conduta digna de atingir a felicidade, considerando como base a universalidade da vontade.
A acção humana deve ser avaliada apenas pela dimensão da vontade em detrimento das consequências.
AULA DE 05/12/07
A ÉTICA NAS SOCIEDADES LIBERAIS O ESTADO NATUREZA
Na ausência de sociedade, o único interesse dos homens é a sua própria sobrevivência.
O CONTRATO SOCIAL
Acordo implícito estabelecido entre os cidadãos, visando estabelecer os direitos e deveres da cada uma das partes.
Criação do Estado, que nasce com o objectivo exclusivo de proteger: Direito à vida
Direito à liberdade Direito à propriedade
Todos os membros incluidos nesse contrato concordam em submeter-se Às regras criadas, não podendo haver quebra desse contrato.
O indivíduo aliena o direito à auto-defesa e à retaliação.
As regras morais são necessárias para nos permitir obter os benefícios da vida em sociedade.
A LIMITAÇÃO DO GOVERNO
“LEVIATÔ : Todos os individuos estão à mercê do Estado que congrega em si todo o poder alienado
O Estado assume funções próprias do indivíduo : Iniciativa e Inovação empresarial, Redistribuição de rendimentos.
O estado pode impôr decisões à colectividade, para além das estipuladas
O estado deve ser encarado como um mal necessário, mas que deve ser limitado no seu poder discriminatório.
O Estado não pode ter todas as funções de regulação social e política, deve assegurar a liberdade de cada indivíduo baseado na igualdade de todos perante a Lei.
A LIMITAÇÃO DO GOVERNO
Todos os sistemas sociais se desenvolvem por interacção entre todos os intervenientes e não por desígnio de um grupo.
Todos os elementos contribuem poara o desemvolvimento da sociedade. * O mercado não foi criado por ninguém, foram surgindo regras de procedimentos que criaram uma instituição sólida assente na acção e criatividade dos homens.
Adam Smith exclui a hipótese da legislatura e o querer humano irem no mesmo sentido. Os objectivos particulares de cada um em conjunto são diferentes daquilo que o estado pode garantir.
* O mercado e a troca não foram criados por ninguèm, mas foram surgindo, assim mo as regras. Existe uma propensão humana para a troca e que as leis vão, também elas surgindo.
CRIAÇÃO SUPERIOR DE CONHECIMENTO
O nosso conhecimento é sempre limitado.
A informação está sempre a ser criada e processada, não sendo possível saber o que vai acontecer e quais são os propósitos futuros das pessoas. Nas sociedades liberais, todos processam informação de forma múltipla, o
que proporciona uma maior amplitude do conhecimento. É a totalidade vs a unidade.
Ainda que possa ser mais lenta ou menos completa, a informação conjunta torna-se complementar e permite um avanço da sociedade.
PLURALIDADE DE OBJECTIVOS
Os objectivos particulares de cada indivíduo podem ser diferentes daquilo que o Estado possa garantir.
Esta teoria combina com a lógica “Utilitarista” .
Não se devem criar regras contra a natureza e as necessidades humanas. Nesta sequência, recusa-se a existência de uma re-organização que fixe os
objectivos gerais e particulares de toda a sociedade.
INEXISTÊNCIA DE UM PRINCÍPIO DE REDISTRIBUIÇÃO
Os resultados são obtidos em função de mérito, da sorte, do aproveitamento de oportunidades, de aptidões naturais.
Nesta lógica, o livre empreendorismo permite a cada um atingir os objectivos que pretendem alcançar.
LIBERDADE NEGATIVA
Possibilidade de fazer escolhas e agir sem que lhe sejam vedadas estas opções por parte de terceiros de qualquer forma coersiva.
Desta forma, não existe um princípio de liberdade absoluta uma vez que a lei limite o atentado à liberdade dos outros.
LIBERDADE POSITIVA
Liberdade efectiva querendo aferir o que a pessoa faz realmente com a liberdade que lhe é dada.
O indivíduo pode não ter os meios de alcançar algo mas existe pelo menos em aberto essa possibilidade.
ESTADO “GUARDA NOCTURNO”
Limita-se a exercer funções de protecção de todos os cidadãos contra a fraude, o roubo, a violência e o cumprimento dos contratos assinados.
A única tributação justificada destina-se a financiar o aparelho policial e o sistema judiciário.
Os indivíduos têm direitos absolutos que correspondem à tríade clássica dos direitos naturais : O direito à vida, liberdade e propriedade.
Cada direito será entendido como uma garantia personalizada de protecção, já que os direitos naturais são individuais.
Estes direitos são restruções absolutas porque não podem ser infringidas em nome da maximização de qualquer objectivo social.
AULA DE 09/01/08
ETICA EMPRESARIAL PRIVACIDADE
SIGNIFICADO : É um direito adquirido pelo indivíduo que se caracteriza essencialmente por ser inviolável.
Visões ética concorrentes : Mercado livre
Considera que todos os individuos têm os mesmos direitos quer ao nível da empresa ou do cidadão.
Não existe um direito distinto, o que deve havre é o cumprimento do contrato estabelecido na relação.
Esta técnica defende a liberdade de expressão e comercio (por ex : EUA)
PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR
Considera que as partes envolvidas devem ser consideradas de forma diferente.
É conferido ao indivíduo o dierito de proibição de publicações pessais. São limitadas as informações pessoais quanto a usos secundários, ou
seja quem decide a dimensão da divulgação é o indivíduo. Defende ainda restrições ao “profiling”
O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA PRIVACIDADE
Recolha invisível de informação : vigilância por satelite, cartões de fidelização, cookies, ...
Uso da informação para propósitos não declarados : venda de bd’s com informação sobre consumidores.
Combinação de informação entre bd’s Tracking
PRIVACIDADE - GOVERNO Pressupostos :
Os direitos dos governos estão limitados pela Lei
Os governos devem ter fortes indícios para que seja quebrado o princípio da liberdade negativa.
(Por ex : nos EUA quanto ao acesso a informação pessoal colocando em causa a segurança nacional).
Desafios :
As novas tecnologias de informação permitem vigilância sobre a propeiedade privada.
Apreensão de suportes informáticos. Os cartões únicos: Informação básica Historial médico Historial socio-económico PRIVACIDADE - EMPRESAS Pressupostos :
Os consumidores podem restringir o acesso a informação pessoal junto das empresas.
A partilha de informação entre empresas é limitada pela Lei. A partilha está limitada em códigos de conduta.
Desafios :
As novas tecnologias de informação permitem recolher as informações sobre os consumidores.
As novas tecnologias permitem novos usos da informação recolhida e tratada. Análise no acesso a bens: segmentação de mercado.
Listagem de consumidores.
Telemarketing / marketing “1 to 1” / mass - marketing. Anúncios internet.
Spam
PRIVACIDADE - SOLUÇÕES ÉTICAS
Educação : os indivíduos devem estar informados sobre:
Uso feito da tecnologia pelos fornecedores de produtos e serviços. Os efeitos que a opção implica devem ser claros.
Como se pode limitar a cedência de informação. Leis aplicáveis.
Tecnologia : as novas tecnologias de info. devem proporcionar mecanismos de defesa Não instalação de cookies.
AULA DE 16/01/08
VIGILÂNCIA NO TRABALHO
A CARACTERIZAÇÃO DAS EMPRESAS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO : Empresas mais pequenas.
Crescimento das consultoras independentes. Pequenas empresas operam globalmente. Aparecimento de multinacionais.
Declínio do número de empregados por empresa. Poucos níveis hierárquicos.
PRINCIPAIS PROBLEMAS :
Criação e destruição de empregos. Ambiente de trabalho.
Monitorização dos colaboradores. Saúde.
RAZÕES PARA QUE OS COLABORADORES SEJAM MONITORIZADOS: Encontrar informação necessária quando o colaborador está ausente. Protecção de informação confidencial.
Prevenir ou investigar actividades criminosas. Prevenir o uso pessoal das instalações da empresa. Investigar violações das políticas da empresa. Investigar o uso de software ilegal.
MONITORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES :
Cumprimento de horários, utilização de telefone e vendas (keystroke; follow-up telefónico; registo das transacções)
Localização do trabalhador (badges; tracking GPS; localização dos veiculos da empresa)
Utilização da internet.
Fim da matéria.
DICAS PARA O EXAME Estrutura do exame:
1. Definição de ética segundo um determinado conceito Truque : criar respostas treinadas.
2. Dois textos sobre 2 teorias estudadas.
Escolher um texto e desenvolver a teoria. 3. Identificar problemas éticos analizando um texto.
Analizar o problema mediante a perspectiva de uma das teorias estudadas.
Metodologia para estruturar as respostas:
1. Identificar o problema.
2. atribuir valoração ao problema.
CONSIDERAÇÕES PESSOAIS
Definição de ética :
A ética é uma forma d einterpretação do comportamento humano a viver em sociedade. Pode ser considerado como ciência que procura identificar qual o conceito comportamental adequado a uma determinada esfera antropolópgica, perguntando : “o que é?”
Por outro lado, determinar-se em termos filosóficos como uma conduta de “como de ser”
No fundo, em ambos os domínios, tenta responder ao dilema de como o ser humano deve conduzri as suas acções de forma a ser eceite na sua sociedade de inserção. Debruça-se na parte do carácter humano e enuncia um cinjunto de valores régios, a partir dos quais e mediante diferentes padrões teóricos, este deverá conduzir a sua acção com via aos seus fins.
Esta conceptualização só se verifica em relação ao Homem uma ves que é o único ser capaz / dotado de racionalidade, o que lhe confere uma posição de agente participante da decisão de actuar éticamente, quer do ponto de vista ontológico quer antropológico., isto é, a sua própria condição humana de ser racioanl e permanentemente insatisfeito, coloca-o no centro da decisão em agir de acordo com os hábitos da sua sociedade ou em função da sua perspectiva racioanl sobre qualquer assunto que lhe seja colocado em consideração.
Ética das virtudes :
Teoria defendida por Aristóteles que determina como base nuclear do comportamento ético, a procura do Homem definir objectivos/fins para atingir um estado de plena felicidade, ou seja, delimitar para o Homem um conjunto de comportamentos aceites numa comunidade de forma homogénea no sentido de pautar os meios que permitam alcançar os fins, de acordo com um normativo/lei e que não prejudique a acção do outro.
Assim o Homem trona-se “virtuoso” quando age no sentido dos padrões pré-definidos. Denote-se que esta teoria assenta essencialmente numa perspectiva de reduzida abrangência, uma vez que Aristóteles viveu e teorizou este princípio para a pólis grega com aproximadamente 5000 habitantes na altura.
Formalismo :
Kant revoluciona o princípio teórico do conhecimento até então aceite e interpõe com uma perspectiva bi-céfala da aplicação do conceito ao Homem.
Enuncia dois padrões:
1. O Fenomológico , cuja relação explica os feitos da natureza e que o Homem não domina.
2. O Numenológico , que limita este condicionamento aplicando a RAZÃO a toda a interpretação conceptual para sobrepor a lei natural do fenómenos.
Ou seja, O Homem deve pautar o seu comportamento em função da sua capacidade de sobrepôr a razão à teologia.