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Academic year: 2021

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CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS ÁREA:

SUBÁREA: Comunicação Social SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI - UAM INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): YURI AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): SANDRA TRABUCCO VALENZUELA ORIENTADOR(ES):

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Escola: Comunicação

Linha de Pesquisa: Comunicação, Linguagem e Produção de Sentidos Título do Projeto: Linguagens híbridas: literatura, artes e audiovisuais Ementa Projeto: O presente projeto propõe o estudo transdisciplinar dos recursos estilísticos e semióticos que os textos verbais e não verbais utilizam na produção de significados. Interessa-nos a análise da construção narrativa e sua relação com o contexto histórico e cultural, que implicam uma seleção e transposição de elementos que configuram diegeses híbridas, de personagens que resgatam discursos extradiegéticos, espaço-tempo ficcionais, distópicos ou não, que atuam como mecanismos, seja de pressão, determinismo ou como cenografia para o desenvolvimento das ações. A pesquisa propõe uma reflexão a respeito da produção de audiovisuais, sua construção narrativa e a criação de novos discursos através de tecidos textuais, através da ressignificação de elementos consagrados pelas artes.

Pesquisador Responsável: Sandra Trabucco Valenzuela Titulação do Pesquisador: Pós-Doutor

E-mail: [email protected] Telefone: 11 38473136

INTRODUÇÃO/REFERENCIAL TEÓRICO

O presente projeto de pesquisa propõe o estudo transdisciplinar dos recursos

estilísticos e semióticos que os textos verbais e não verbais utilizam na

construção de significados. As pesquisas voltam-se para o hibridismo de

linguagens e intertextualidade entre diferentes textos e contextos dentro do

paradigma determinante da produção artística em suas expressões literárias,

audiovisuais e pictográficas.

Interessa-nos a análise da construção narrativa e sua relação com o contexto

histórico e cultural, que implicam uma seleção e transposição de elementos

que configuram diegeses híbridas, de personagens que resgatam discursos

extradiegéticos, espaço-tempo ficcionais, distópicos ou não, que atuam como

mecanismos, seja de pressão, determinismo ou como cenografia para o

desenvolvimento das ações.

A pesquisa propõe uma reflexão a respeito da produção de audiovisuais, sua

construção narrativa e a criação de novos discursos através de tecidos

textuais, através da ressignificação de elementos consagrados pelas artes.

A presente investigação trabalha a partir de um arcabouço teórico

transdisciplinar, no âmbito dos Estudos Comparados.

JUSTIFICATIVA

De todo o exposto, não se pode negar que os meios de comunicação são

agentes transformadores da cultura por influenciar no comportamento e essa

é a nossa proposta de pesquisa. Para tanto, o objeto do presente centra-se, a

princípio, em responder as seguintes questões: Qual é o papel da mídia e dos

veículos na atualidade? A mídia e a retratação da realidade: como se dá esse

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processo? Como a mídia influencia o comportamento? A influência promovida

pela mídia é sempre negativa? Qual o propósito da mídia e como pode ela ser

uma agente de transformação comportamental e cultural?

OBJETIVOS DA PESQUISA

Gerais

Promover o estudo da intertextualidade presente em produções literárias,

audiovisuais e artísticas.

Identificar e analisar elementos recorrentes na construção de narrativas

literárias, audiovisuais e das artes plásticas.

Estimular o conhecimento dos recursos estilísticos que permeiam a criação

artística em suas expressões nos diversos suportes.

Conhecer os períodos artísticos e sua contextualização histórica.

Específicos

Estudar as diferentes Teorias de adaptação e transposição literária para

audiovisuais.

Analisar os elementos visuais e sonoros que compõem um tecido narrativo

literário.

Analisar os elementos literários que compõem a construção de peças

audiovisuais e das artes plásticas.

Estudar as especificidades socioculturais que determinam a produção artística

em seus diversos suportes.

Identificar questões filosóficas e antropológicas que permeiam o fazer artístico.

Construir um repertório teórico capaz de analisar a produção de textos verbais

e não verbais.

METODOLOGIA

Para a presente pesquisa a metodologia a ser adotada poderá contar com as

seguintes fontes:

Leitura e pesquisa teórica

Estudo de caso

Pesquisa de campo

Levantamento Bibliográfico

A base do trabalho será realizada a partir de leituras de obras literárias e

roteiros; assistência a produções audiovisuais de diversos gêneros, incluindo

filmes, novelas, séries, peças publicitárias, animações, vídeos, entre outras

tipologias audiovisuais; análise de peças; estudo de obras de arte que

estabeleçam um diálogo interartes.

REFERÊNCIAS

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BAKHTIN, Mikail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: tragédia e comédia. Petrópolis: Vozes, 1984.

CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1999. CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos. 17 ed. São Paulo: José Olympio, 2012.

CIRLOT, Eduardo. Dicionário de Símbolos. São Paulo: Centauro, 2005. COMPARATO, Doc. Da criação ao roteiro. São Paulo: Rocco, 1996. CUMMING, Robert. Para entender a arte. São Paulo: Ática, 2010. FIELD, Syd. Manual do Roteiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.

MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 1990. MERCADO, Gustavo. O olhar do cineasta. Campinas: Campus/Elsevier, 2011. PROENÇA, Graça. História da arte. São Paulo: Ática, 2014.

SILVA, Victor Manuel de Aguiar. Teoria da Literatura. Coimbra: Almedina, 2004. STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, SP: Papirus, 2013. STRICKLAND, Carol. Arte comentada. Rio de Janeiro: Ediouro, 2014.

VOGLER, Christopher. A jornada do escritor. Estruturas míticas para contadores de

histórias e roteiristas. Rio de Janeiro: Ampersand, 1997.

WATTS, Harris. On Camera. São Paulo: Summus, 2012.

XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. A opacidade e a transparência. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Nome: Sandra Trabucco Valenzuela

Telefones: 11 38473136 – Coordenação de Publicidade e Propaganda – Vila

Olímpia

Email:

[email protected]

[email protected]

Instituição: Universidade Anhembi Morumbi - UAM

Titulação: Doutora, Pós-Doutora

Atuação no projeto de pesquisa: Pesquisadora

Link Currículo Lattes:

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INDICAÇÃO DE ALUNOS PARA BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

(PIBIC/AM, PIBIC/CNPQ ou PIBITI/CNPq)

Nome: Yuri Alencar de Abreu

Curso: Publicidade e Propaganda

RA: 20685835

E-mail: [email protected]

Telefone: (11)957909015

Currículo Lattes:

http://lattes.cnpq.br/8802455174161150

Semestre que está cursando: 5º

Modalidade de Bolsa Solicitada: SEM BOLSA

PLANO DE TRABALHO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

DIVERSIDADE DE GÊNERO NA PUBLICIDADE: A DRAG QUEEN NA

CAMPANHA “A primeira vez”

Yuri Alencar de Abreu, RA 20685835

1. Introdução ao Problema

A arte drag está presente na história da cultura Ocidental desde as

representações teatrais na Grécia antiga, onde homens interpretavam papéis

femininos. Dentro da sociedade grega, as mulheres desempenhavam apenas

as tarefas do lar, já que o homem representava uma figura de poder e

independência, logo, não era permitido que exercessem qualquer papel social

fora do lar, pois não desfrutavam do mesmo status que os homens livres da

pólis:

As mulheres gregas não eram sequer registradas nas listas oficiais do demos ou do fratria. O único direito que gozava essa cidadã passiva era o de poder contrair casamento legal e de gerar descendentes-herdeiros legítimos (CANEZIN, 2007, p. 145).

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Dentro desse modelo patriarcal, os homens desempenhavam papéis importantes e tinham participação política: “O patriarcado instaura a inferioridade da mulher no grupo social, sua capacidade de participar ativamente nas funções do grupo é colocada em dúvida pelo poder masculino” (IOP, 2013, p. 233), levando isso em consideração, as mulheres não executavam sua cidadania naquele momento, sendo subordinada a todo momento pelo seu tutor, seja o pai ou o marido.

Como não era permitido que mulheres atuassem no teatro, as tragédias e comédias¹ eram interpretadas exclusivamente por pessoas do sexo masculino. Utilizando máscaras, perucas e adornos para representar deuses e deusas da mitologia, a partir desse momento, temos o início do que futuramente se chamariam de “drag queen”.

No final do século XVI no Japão, origina-se o Kabuki, que marca um novo período no país.

O Kabuki representa e desafia o novo contexto sociocultural estabelecido pelo general Tokugawa Ieyasu, um regime militar centralizado e autoritário que encerrou um século de caos e conflitos feudais (MARTINEZ, 2004, p. 65-66).

Durante o regime militar, o Japão se desenvolve culturalmente com um espírito de celebração oriunda do alívio referente aos conflitos do século passado, e o Kabuki nasce nessa sociedade.

Criado por Okuni, sacerdotisa do Santuário de Izumo, esse novo teatro levanta questionamentos com a expressão dos gêneros, visto que os homens interpretavam papéis femininos e as mulheres papéis masculinos.

De acordo com os registros históricos, os governos militares da era Tokugawa encontraram, por parte de grupos urbanos, resistência ideológica relativa ao modo opressivo de como todos os detalhes da vida pública e privada eram controlados. As pessoas desses grupos de oposição eram conhecidas como Kabuki mono. Kabuki significa inclinar-se, exibir uma tendência, e nessa época tornou-se uma gíria que indicava as atitudes anticonformistas ao regime militar, isto é, protestos realizados desafiando as convenções e as regras de comportamento. Os Kabuki mono expressavam seu anticonformismo por “maneiras não convencionais de vestir, penteados chocantes e extravagantemente decorados, enormes espadas e cachimbos

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de até 1,2m de comprimento”, além de atentados ao poder e à moralidade da época. Dessa forma, os Kabuki mono “perambulavam nas ruas realizando atos de revolta contra as convenções e a decência” (MARTINEZ, 2004, p. 68).

As companhias do Kabuki de mulheres foram proibidas em 1629 por associarem o teatro à prostituição. A partir desse momento, o Kabuki torna-se um teatro formado por “mocinhos”, com meninos de até quinze anos; porém, com o mesmo pretexto do anterior, é extinto em 1652 por também ser associado à prostituição. Um ano depois, reabre como Kabuki de adultos, composto apenas de homens,

o nô prima pelo minimalismo e sugestão na atuação, bunraku e kabuki são bem mais realistas, [...] o kabuki chega, por vezes, ao exagero teatral [...] o kabuki seria o correspondente nipônico do teatro shakespeareano, da Idade de Ouro do teatro espanhol e do teatro barroco ocidental (KUSANO, 2013, p. 12-14).

No extremo sudoeste da Índia, temos a região de Malabar, que nos entrega o teatro-dança masculino, o Kathakali. A Índia é conhecida mundialmente pelo seu forte potencial econômico com as relações comerciais que iniciaram no século XVI e a região de Malabar era muito procurada por vários comerciantes ao redor do globo. Isso contribui para a construção do Kathakali:

O intenso comércio com diferentes culturas, uma filosofia de convivência tolerante e sincretismo, a forte religiosidade e o gosto por grandes rituais religiosos, com a presença constante de elementos dramáticos, formaram os ingredientes necessários para o desenvolvimento do mais espetacular universo teatral da Índia. (RIBEIRO, 1999, p. 86).

Por ser composto apenas por homens, temos novamente de pessoas do sexo masculino fazendo representações performáticas do sexo feminino. Uma das principais características do Kathakali é a ausência de falas, dando espaço para as expressões faciais fazerem todo o papel de comunicar a história, possuindo como

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temática a mitologia Hindu, sendo “conduzido como um ritual e tudo que é relacionado a ele é investido de algum significado religioso” (RIBEIRO, 1999, p. 88).

As performances são feitas em templos e funcionam como oferenda ao deus referente àquele local. Antes do ator pisar no palco, o templo é preparado com rituais, com as atividades teatrais iniciando-se por volta das seis da tarde com duração de uma noite inteira, terminando ao nascer do sol do dia seguinte. Os atores se dividem em “tipos” básicos, onde a maquiagem e figurino são os mesmos para cada categoria; movimentos e expressões são características também separadas para cada um dos “tipos”. Neste trabalho, trata-se aqui apenas do personagem “Minukku”, relevante como objeto para a pesquisa, visto que são os personagens femininos, em que a maquiagem é composta por traços suaves para apresentar uma aparência humanizada. O Kathakali é apenas uma das ramificações do teatro indiano.

Na Europa do século XVI, com o teatro shakespereano citado anteriormente, observamos outra ótica dos atores vestidos de mulher. Temos o teatro elisabetano, que recebe esse nome por dar-se início durante o reinado da rainha Elizabeth I (1533-1603). Nesse período, as mulheres não atuavam, com exceção de algumas prostitutas, considerando que o teatro se desenvolveu às margens da sociedade, pois a prática não era benquista. Além disso, os espetáculos não se restringiam às peças, em alguns também eram realizados jogos de azar e práticas de maltrato de animais, por isso havia o repúdio da Igreja e das autoridades, que determinaram a proibição de apresentações de peças em locais públicos. “Os atores eram, na maioria das vezes, considerados vagabundos, arruaceiros e foras da lei; tratava-se de uma categoria de pessoas de reputação duvidosa [...] (MORAIS, 2008, p. 171).

Uma característica dos atores elisabetanos é a versatilidade, tendo em vista que os espetáculos incluíam dança, canto, poesia e interpretação de instrumentos musicais. O teatro tem importância nesse período, pois atinge as camadas populares da Inglaterra, sua maioria analfabeta, “observa-se, portanto, um público geral mais apto a ouvir e ver, do que a ler as manifestações de arte” (MORAIS, 2008, p. 120).

Considerando o levantamento prévio sobre a história do conceito e da ativa participação da “drag queen” na história das artes dentro da representação teatral, traz-se a discussão sobre o papel exercido pela drag queen no contexto publicitário da sociedade contemporânea.

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A campanha publicitária da Natura, intitulada “A primeira vez”, de 2017, a protagonista Penelopy Jean apresenta no papel central a figura da drag queen, numa forma inovadora de abordagem de produtos tradicionalmente destinados a consumidoras do sexo feminino.

A seguir, apresenta-se a ficha técnica do comercial:

Ficha Técnica:

Agência: Salve Tribal Worldwide Cliente: Natura

Campanha: Maquiagem Natura 2017 Filme: Primeira Vez

Direção geral: Alcir Gomes Leite e Carlos Pitchu

Direção criativa: James Scavone, Ricardo Schreiner, Cassio Moron e Fabio Saboya

Criação: Fabrício Pretto e Rogério Chaves

Planejamento: Andre Troster, Thiago Arantes e Marlise Rodrigues

Mídia: Adriana Favaro, Elen Posse, Jéssica Lambauer Pereira, Matheus Rocha, Bruno Capitani

Conteúdo: Débora Albarello, Sacha Brasil BI: Anderson Martins

Projetos: Gustavo Corrochano

Tecnologia: Danilo Prevides

Produtor Agência / RTVC: Ana Luisa Andre, Ciça Piazza

Atendimento Agência: Luis Renato Lui, Rodrigo Victório, Ana Paula Thurler Produtora do Filme: Delicatessen

Direção: Renne Castrucci e Fábio Delai Produção Executiva: Renata Dumont

Coordenação de Produção: Tathiana Pires e Samira Smidi Direção de Fotografia: Fábio Delai e Renne Castrucci Sales: Roberta Reigado e Rafaela Muniz

Montagem: Fernanda Krajuska

Pós-Produção/ Finalização: Picma Post Cor: Bleach

Produtora de Som: Loud

Aprovação: Murilo Boccia, Maria Paula Fonseca, Felipe Braz, Cassiano Coimbra, Mayara Duarte, Julia Ceschin.

2. Objetivos 2.1 Objetivo Geral

Analisar a narrativa audiovisual publicitária, considerando seus objetivos e funções.

Identificar como a publicidade aborda e se posiciona aos olhos da sociedade quanto ao papel da drag queen.

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Estudar o uso de metáforas e símbolos presentes na narrativa fílmica e que advém da construção fílmica.

Resgatar o conceito e o papel artístico e social desempenhado pela drag queen através de um levantamento histórico de sua presença nas artes tanto no Ocidente como no Oriente, desde a Grécia Antiga até a atualidade.

2.2 Objetivos específicos

Analisar os símbolos e metáforas que se associam tanto do ponto de vista social como cultural.

Compreender como a linguagem audiovisual é traduzida para a diegese fílmica na campanha “A primeira vez”, da Natura.

Identificar aspectos inovadores no tratamento do tema “drag queen” na publicidade brasileira.

3. Metodologia

Inicialmente, será realizado um levantamento histórico sobre o conceito e o papel artístico e social desempenhado pela drag queen, com base em Kusano (2013), Martinez (2004) e Ribeiro (1999).

O estudo partirá dos estudos do teatro clássico, em especial na Grécia Antiga, objetivando a análise da participação de homens desempenhando papéis femininos. A seguir, o estudo volta-se para o Oriente, observando o teatro Kabuki no Japão e o teatro Hindu e sua relação com a participação feminina e masculina na interpretação de papéis nos palcos.

Segue-se o estudo do teatro elisabetano inglês, com a leitura de Morais (2008) e Molina (2007). Assim como, a revolta de Stonewall e o movimento LGBT com a leitura de Berutti, Santos e Garcia (2002), Lopes (2008) e da Silva Ferreira (2013), além da leitura, também será assistido os documentários “A Revolta de Stonewall” (2011) e “A vida e a morte de Marsha P. Johnson” (2017).

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Logo após, será feito um estudo sobre a história da sexualidade com a leitura de Foucault (1985) e a teoria queer com base em Louro (2017).

Por fim, a partir da assistência a peça publicitária da Natura, “A primeira vez”, 2017, será pesquisada a proposta da criação por parte da Salve Tribal Worldwide sobre o filme.

Serão estudadas as opções criativas adotadas para a produção audiovisual, tanto imagem como tecido sonoro, de acordo com Harris Watts (2012). Para analisar a simbologia presente no discurso, será realizado um estudo com base em Chevalier e Gheerbrandt (2007) e Cirlot (2005).

Cronograma de Trabalho

O cronograma de trabalho pretendido é descrito abaixo:

Atividades Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

Levantamento Bibliográfico

xx

Leitura da bibliografia

xx

xx

xx

xx

Estudo de Caso

xx

xx

xx

Entrega Relatório Parcial

xx

Estudo de Caso

xx

xx

xx

xx

Produção Escrita

xx

xx

xx

xx

xx

xx

xx

xx

xx

xx

Encontro de Iniciação científica

xx

xx

Entrega Relatório Final

xx xx

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A relevância da participação do aluno no projeto

Yuri Alencar de Abreu, do curso de Publicidade e Propaganda, é um aluno que, desde o início do curso, demonstrou dedicação às suas atividades e grande interesse em desenvolver uma pesquisa acadêmica.

O presente projeto de pesquisa contribuirá significativamente para a formação da estudante, bem como para a construção de materiais voltados para a análise audiovisuais de peças publicitárias, cujo tema se volta para o contexto da sociedade contemporânea, abordando temas prementes como a diversidade gênero no discurso publicitário.

O aluno objetiva realizar a pesquisa sem solicitar bolsa de estudos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A VIDA E A MORTE DE MARSHA P. JOHNSON. Direção: David France, Produção: David France, Kimberly Reed, L.A. Teodosio. Estados Unidos: Netflix, 2017.

A REVOLTA DE STONEWALL (The Stonewall Uprising), documentário. Direção e roteiro: Kate Davis e David Heilbroner. Produção: Q-Ball Productions. USA, 2010. 90 min.

BERUTTI, Eliane B.; SANTOS, R.; GARCIA, W. Voz, Olhar e Experiência Gay:

resistência à opressão. A Escrita de Adé: perspectiva teóricas dos estudos gays e

lésbicos no Brasil. São Paulo: Xamã, p. 23-32, 2002.

CANEZIN, Claudete Carvalho. A mulher e o casamento: da submissão à

emancipação. Revista Jurídica Cesumar – Mestrado, v. 4, n. 1, p. 143-156, 2007.

Disponível em:

http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/revjuridica/article/viewFile/368/431 Acesso em 31/05/2018.

CESAR, Newton. Direção de arte em propaganda. São Paulo: Senac, 2006.

CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos. 17 ed. São Paulo: José Olympio, 2012.

CIRLOT, Eduardo. Dicionário de Símbolos. São Paulo: Centauro, 2005.

DA SILVA FERREIRA, Tiago. “NASCEMOS ASSIM!”: o movimento LGBT brasileiro

e o perigo da estratégia essencialista (1978-2012). Revista Eletrônica História em

Reflexão, v. 7, n. 13, 2013. Disponível em:

http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/historiaemreflexao/article/view/2505 Acesso em 15/06/2018.

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FOUCAULT, Michel. História da sexualidade. v. 1. A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

IOP, Elizandra. Condição da mulher como propriedade em sociedades patriarcais. Visão Global-DESCONTINUADO A PARTIR DE 2013, v. 12, n. 2, p. 231-250, 2009. Disponível em: http://editora.unoesc.edu.br/index.php/visaoglobal/article/view/623 Acesso em 15/06/2018.

JAKOBSON, R. Linguística e Comunicação. São Paulo: Cultrix, 2010. Disponível em

https://moodle.ufsc.br/.../Jakobson%20-%20Linguística%20e%20comunicação.pdf

Acesso em 11/03/2017.

KUSANO, Darci. Teatro tradicional japonês. São Paulo: Fundação Japão, 15/02/2013. Disponível em: http://fjsp.org.br/site/wp-content/uploads/2013/03/teatro_tradicional_japones.pdf Acesso em 15/06/2018. LOPES, Denilson. Desafios dos estudos gays, lésbicos e transgêneros. Comunicação Mídia e Consumo, v. 1, n. 1, p. 63-73, 2008.

LOURO, Guacira Lopes. Teoria queer-uma política pós-identitária para a

educação. Estudos feministas, v. 9, n. 2, p. 541, 2001. Disponível em:

http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n2/8639.pdf Acesso em 15/06/2018.

MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 1990. MARTINEZ, José Luiz. Música e representação no Kabuki, teatro anticonformista. Em pauta, v. 15, n. 24, p. 61, 2004. Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/EmPauta/article/view/8516 Acesso em 15/06/2018.

MOLINA, Ana Heloisa. Diálogos possíveis entre o ensino de história e a literatura

shakespeariana. Revista de História Regional, v. 5, n. 1, 2007. Disponível em:

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RIBEIRO, Almir. Deuses e marionetes: Kathakali, teatro dança clássico da Índia e

seus delicados diálogos. Sala preta, v. 13. n. 1, p. 83-110, 2013. Disponível em:

http://www.journals.usp.br/salapreta/article/view/57533 Acesso em 15/06/2018. VOGLER, Christopher. A jornada do escritor. Estruturas míticas para contadores de

histórias e roteiristas. Rio de Janeiro: Ampersand, 1997.

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Referências

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