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AULA 03

ASSUNTOS:

1. Servidores Públicos. Regime Jurídico. Formas de provimento do cargo público. Exercício e afastamentos. 3 - Especificidade do Regime Jurídico Único (Lei nº 8.112/90 e alterações posteriores) frente ao regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 2. Sistema de Remuneração - Lei 8.112/90 (atualizada). 3. Estágio probatório. 4. Processo administrativo disciplinar. Obrigações e deveres do servidor e sanções disciplinares no Serviço Público Federal (parte 3).

81. (ESAF/AFC/CGU/2008) No que tange à abrangência subjetiva da responsabilidade disciplinar, é correto afirmar que:

a) agentes públicos e agentes políticos respondem disciplinarmente, nos termos da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, inclusive Ministro de Estado e Presidente da República.

b) estagiários e terceirizados respondem a processo administrativo disciplinar, nos termos da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

c) servidores de autarquias respondem a processo administrativo disciplinar, nos termos da Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

d) empregados públicos e contratados temporários não possuem responsabilidade disciplinar, pois não são regidos pela Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

e) ocupantes exclusivamente de cargos em comissão não são abrangidos pelo regime disciplinar dos servidores públicos efetivos da União.

Comentários:

O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido (art. 148).

De acordo com os arts. 2º e 3º da Lei nº 8.112/90, servidor público é a pessoa que exerce um cargo público em caráter efetivo ou em comissão. Notem, portanto, que o servidor em estágio probatório é alcançado pelo processo disciplinar da Lei nº 8.112/90.

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Por conseguinte, não são alcançados pelo processo disciplinar:agentes temporários, agentes políticos, consultores contratados por intermédio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), empregados públicos, estagiários, militares e terceirizados.

Portanto, a resposta desta questão é a letra c.

82. (ESAF/AFC/CGU/2008) Sobre o processo administrativo disciplinar, previsto na Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, é correto afirmar que:

a) não exige apresentação de alegações finais de defesa. b) é nulo, se fundado inicialmente em denúncia apócrifa. c) busca a verdade formal acerca dos fatos sob investigação.

d) deve ser conduzido por comissão composta de três servidores efetivos. e) as reuniões e as audiências das comissões devem ser abertas ao público.

Comentários:

A letra a está certa.

JURISPRUDÊNCIA DO STJ:

STJ, Mandado de Segurança nº 7.985, Voto: “Como se vê, inexiste qualquer determinação legal no sentido de que o indiciado seja intimado para o oferecimento de alegações finais. Ao contrário, a lei estabelece que tão logo seja apreciada a defesa oferecida pelo servidor, a comissão elaborará relatório minucioso (...). De tanto, resulta que, nesse particular, não há que falar em cerceamento de defesa.”

A letra b está errada. Apesar da exigência de identificação do denunciante, prevista no art. 144 da Lei nº 8.112/90, o anonimato, por si só, não é motivo para se excluir uma denúncia sobre irregularidade ocorrida no serviço público, bem como não proíbe a realização do juízo de admissibilidade e, em sendo o caso, a instauração do devido processo disciplinar.

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A letra c está errada. A busca da verdade material, que caracteriza os processos administrativos, representa a principal diferença em relação aos processos judiciais. Enquanto no processo judicial o juiz limita-se somente às provas indicadas pelas partes, no processo administrativo importa saber com se deu o fato no mundo real, isto é, conhecer o fato efetivamente ocorrido. Assim, no processo administrativo prevalece a verdade material sobre a verdade formal (ou verdade dos autos).

A letra d está errada. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente (Lei nº 8.112/90, art. 149).

A letra e está errada. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado (Lei nº 8.112/90, art. 150, parágrafo único).

Assim, a resposta desta questão é a letra a.

83. (ESAF/AFC/CGU/2008) Na fase denominada de inquérito administrativo, a condução do processo administrativo disciplinar fica a encargo da comissão, que deve exercer suas atividades com independência e imparcialidade, dedicando-se integralmente aos trabalhos de investigação, inclusive com dispensa do ponto até o julgamento do processo. As reuniões do colegiado devem ser registradas em atas contendo o detalhamento de suas deliberações, sendo lícito ao presidente indeferir provas impertinentes, meramente protelatórias ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Para imprimir celeridade nas investigações, pode ser promovida à oitiva conjunta de testemunhas, desde que tenham presenciado o fato simultaneamente. A respeito do enunciado, é correto afirmar que:

a) ressalvando a oitiva simultânea de testemunhas, que contraria texto expresso da Lei n. 8.112/90, o enunciado está correto.

b) considerando que o processo administrativo disciplinar não obedece ao princípio do formalismo, é dispensável o registro das deliberações da comissão em ata.

c) a dedicação integral aos trabalhos de investigação não inclui a dispensa do ponto.

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d) as testemunhas devem ser ouvidas separadamente, podendo ser submetidas à acareação, na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem.

e) o indeferimento de provas pelo presidente da comissão exige a anuência prévia da autoridade instauradora, sob pena de implicar cerceamento de defesa quando do julgamento.

Comentários:

As testemunhas serão inquiridas separadamente (Lei nº 8.112/90, art. 158,§1º). Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes (Lei nº 8.112/90, art. 158,§2º).

Logo, a resposta desta questão é a letra d.

84. (ESAF/AFC/CGU/2008) A respeito do processo administrativo disciplinar, previsto na Lei n. 8.112, de 11 de dezembro de 1990, pode-se afirmar que: I. servidor ocupante de cargo de nível intermediário, graduado em nível superior, pode presidir comissão cujo acusado seja detentor de cargo de nível superior, e possua formação de mestrado.

II. o prazo de conclusão, incluindo a hipótese de prorrogação, não pode exceder a 120 (cento e vinte) dias, implicando em nulidade julgamento fora deste prazo.

III. recondução é a nomeação dos mesmos membros para prosseguir na apuração, visando ultimar os trabalhos, quando não for possível conclui-los no prazo estabelecido em lei.

IV. visando resguardar às investigações, o servidor que responder a processo administrativo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade.

V. havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá ao Ministro de Estado.

Estão corretas as afirmativas: a) apenas as afirmativas I e III. b) apenas as afirmativas II e III. c) apenas as afirmativas I e V.

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d) apenas as afirmativas III e V. e) apenas as afirmativas I, IV e V.

Comentários:

O item I está certo. O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão composta de 3 servidores estáveis designados pela autoridade competente. Dentre eles, será indicado o presidente da comissão, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado (acusado) (Lei nº 8.112/90, art. 149).

Apenas para o Presidente da CPAD a Lei exige o cumprimento do requisito de, alternativamente, ter cargo de nível igual ou superior ao do acusado ou ter escolaridade de grau igual ou superior ao do acusado.

Isso significa que um servidor ocupante de cargo efetivo de nível médio pode ser presidente de comissão em que o acusado seja servidor ocupante de cargo efetivo de nível superior, desde que possua educação superior (antigo 3º grau).

No Brasil, conforme disposição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, há somente 3 graus (níveis) de escolaridade, quais sejam: ensino fundamental, ensino médio e educação superior. Assim, os títulos acadêmicos, tais como mestrado, doutorado, etc. não estão acima do grau superior, sendo nele enquadrados sem distinção.

O item II está errado. O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo (art. 169, §1º).

O item III está certo. O prazo para a conclusão do PAD não excederá 60 dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. Será admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem (art.152).

Se a prorrogação do prazo ainda não for suficiente para encerrar os trabalhos de apuração, a comissão deve comunicar à autoridade instauradora a não-conclusão e solicitar designação de nova comissão. Segundo a doutrina, se a nova designação recair nas pessoas dos mesmos integrantes ocorrerá a chamada recondução.

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O item IV está errado. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada (art. 172). Por exemplo, a aposentadoria por invalidez não está alcançada por essa regra.

O item V está errado. Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave (art. 167, §2º).

Portanto, a resposta desta questão é a letra a.

85. (ESAF/AFPS/INSS/2002) No Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, Lei nº 8.112/90, a pena de demissão ou destituição de cargo em comissão, não implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível, no caso de:

a) corrupção.

b) aplicação irregular de dinheiros públicos.

c) lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. d) improbidade administrativa.

e) crime contra a administração pública. Comentários:

Nessa questão, o examinador tentou confundir o candidato com a semelhança da redação dos arts. 136 e 137, parágrafo único, da Lei nº 8.112/90. Vejamos:

Nos seguintes casos, a demissão ou a destituição de cargo em comissão, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível (art.136):

Improbidade administrativa.

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Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

Corrupção.

Nos seguintes casos, a demissão ou a destituição de cargo em comissão impede o retorno ao serviço público federal do servidor (art. 137, parágrafo único):

Crime contra a administração pública. Improbidade administrativa.

Aplicação irregular de dinheiros públicos.

Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

Corrupção.

Pelo exposto, a resposta desta questão é a letra e.

86. (ESAF/AFPS/INSS/2002) Quanto ao julgamento do processo administrativo disciplinar, assinale a afirmativa falsa.

a) Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da penalidade mais grave.

b) Tratando-se de servidor do Poder Executivo, a penalidade demissão será aplicada pelo Presidente da República.

c) A autoridade tem o prazo de vinte dias para proferir a sua decisão, contados do recebimento do processo.

d) Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora somente poderá anular o processo e determinar o seu reinício.

e) O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. Comentários:

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A letra a está certa. Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave (Lei nº 8.112/90, art. 167, §2º).

A letra b está certa. As penalidades disciplinares serão aplicadas (Lei nº 8.112/90, art. 141):

• Pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade;

• Pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no item anterior, quando se tratar de suspensão superior a 30 dias;

• Pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 dias;

• Pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão.

Neste ponto, cabe-me destacar que o Presidente da República, mediante Decreto nº 3.035/99, delegou aos Ministros de Estado a competência para julgar processos com penas capitais. Tal delegação não se aplica às hipóteses de demissão de titulares de autarquias e fundações públicas e aos ocupantes de cargo de natureza especial. Com efeito, ainda compete ao Presidente da República a demissão dessas autoridades.

DECRETO Nº 3.035/99 - ART. 1º:

“Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos:

I - julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de

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servidores;

II - exonerar de ofício os servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo ou converter a exoneração em demissão;

III - destituir ou converter a exoneração em destituição de cargo em comissão de integrantes do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores, níveis 5 e 6, e de Chefe de Assessoria Parlamentar, código DAS-101.4;

IV - reintegrar ex-servidores em cumprimento de decisão judicial, transitada em julgado.

(...)

§ 2º O disposto neste artigo não se aplica ao ocupante de cargo de natureza especial e ao titular de autarquia ou fundação pública.

JURISPRUDÊNCIA DO STJ:

“STJ, Mandato de Segurança nº 7.985: Ementa: (...) A Lei nº 8.112/90, na letra do seu artigo 141, inciso I, efetivamente declara ser da competência do Presidente da República, entre outras, a aplicação da penalidade de demissão de servidor, competência essa, contudo, delegável, como previsto no artigo 84, incisos IV e VI, e parágrafo único, da Constituição da República e nos artigos 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200/67.”

Idem: STJ, Mandados de Segurança nº 7.024 e 7.275.

As letras c e e estão certas. No prazo de 20 dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão (Lei nº 8.112/90, art. 167). Todavia, o julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo (art. 169, §1º). Por isso, diz-se que o prazo para julgamento não é fatal.

A letra d está errada. O julgamento acatará o relatório da Comissão de PAD, salvo quando contrário às provas dos autos (art. 168). Quando esse relatório contrariar as provas constadas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade (art. 168, parágrafo único).

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87. (ESAF/TRF/SRF/2002) De acordo com as atuais regras constitucionais relativas aos servidores públicos da União, regidos pelo regime da Lei nº 8.112/90,

a) a estabilidade ocorre aos 2 anos. b) a estabilidade ocorre aos 5 anos.

c) a remuneração do trabalho noturno deve ser superior à do diurno.

d) é permitida a diferença, para o exercício de certos cargos ou funções e de critério para admissão, por motivo de sexo ou estado civil.

e) extinto o cargo ocupado por servidor estável ele fica em disponibilidade, com vencimentos integrais.

Comentários:

As letras a e b estão erradas. São estáveis após 3 anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público (art. 41).

A letra c está certa e a letra d está errada. Estendem-se aos servidores públicos os seguintes direitos sociais (art. 39, §3º):

• salário mínimo;

• garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;

• décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

• salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

• duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; • repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

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• remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;

• gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;

• licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;

• licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

• proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;

• redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;

proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; A letra e está errada. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo (CF, art. 41, §3º).

Por isso, a resposta desta questão é a letra c.

88. (ESAF/AFRF/TRF/2002) Não se inclui(em) entre os beneficiários de pensões temporárias:

a) a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor. b) o menor, sob guarda ou tutela, até 21 anos de idade.

c) os filhos ou enteados até 21 anos de idade.

d) o irmão órfão, até 21 anos de idade, que comprove dependência econômica do servidor.

e) a pessoa inválida designada, que viva na dependência econômica do servidor, enquanto durar a invalidez.

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De acordo com a Lei nº 8.112/90, há dois tipos de pensão (art. 216): vitalícias e temporárias.

• Pensão vitalícia: é composta de cota ou cotas permanentes, as quais somente se extinguem ou revertem com a morte dos beneficiários. São beneficiários da pensão vitalícia (art. 217):

9 Cônjuge;

9 Pessoa desquitada, separada judicialmente ou divorciada, com percepção de pensão alimentícia;

9 Companheiro ou companheira designado que comprove união estável como entidade familiar;

9 Mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; 9 Pessoa designada, maior de 60 anos e a pessoa portadora de

deficiência, que vivam sob a dependência econômica do servidor; • Pensão temporária: é composta de cota ou cotas que podem se

extinguir ou reverter por motivo de morte, cessação de invalidez ou maioridade do beneficiário. São beneficiários da pensão temporária (art. 217):

9 Filhos, ou enteados, até 21 anos de idade, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez;

9 Menor sob guarda ou tutela até 21 anos de idade;

9 Irmão órfão, até 21 anos, e o inválido, enquanto durar a invalidez, que comprovem dependência econômica do servidor;

9 Pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor, até 21 anos, ou, se inválida, enquanto durar a invalidez.

ATENÇÃO:

Para facilitar a memorização, notem que os beneficiários das pensões temporárias, em regra, têm até 21 anos de idade.

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89. (ESAF/AFRF/SRF/2002) Tratando-se dos adicionais de insalubridade, periculosidade ou de atividades penosas, assinale a afirmativa falsa.

a) O adicional de insalubridade é devido exclusivamente ao servidor efetivo. b) O servidor que fizer jus aos adicionais de periculosidade e de

insalubridade deverá optar por um deles.

c) O adicional por atividade penosa é devido aos servidores cujas atribuições exijam especial desforço físico.

d) Os servidores que trabalhem em setores com eventual exposição à radiação ionizante deverão submeter-se a exames médicos a cada seis meses.

e) A servidora lactante ou gestante será afastada, enquanto durar esta condição, das operações e locais que possam acarretar situações de preciosidade, insalubridade ou de natureza penosa.

Comentários:

Os servidores que trabalhem com habitualidade (e não eventualmente!) em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo (art. 68).

De acordo com o art. 68, §1º, o servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Ou seja, adicionais de insalubridade e de periculosidade são inacumuláveis.

O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão (art. 68, §2º).

Por outro lado, o adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento (art. 71). O adicional de atividade penosa é acumulável com os demais.

A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais considerados penosos, insalubres ou perigosos, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso (art. 69, parágrafo único).

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90. (ESAF/AFC/STN/2002) Assinale a afirmativa falsa.

a) É lícita a acumulação remunerada de dois cargos privativos de profissionais de saúde, ainda que não médicos, desde que com profissões regulamentadas.

b) As funções de confiança são exercidas por servidores ocupantes de cargos efetivos, não se caracterizando como cargos de provimento em comissão. c) O período de afastamento do servidor público para o exercício de mandato eletivo será computado como tempo de serviço para todos os efeitos legais, salvo para promoção por antiguidade.

d) O provento de aposentadoria é acumulável com a remuneração de um cargo de provimento em comissão, em lei declarado de livre nomeação e exoneração.

e) A efetividade é exigência para se obter a aposentadoria no regime previdenciário especial dos servidores públicos.

Comentários:

A letra a está certa. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários (CF, art. 37, XVI):

• a de dois cargos de professor;

• a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

• a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.

A letra b está certa. As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento (CF, art. 37, V).

(15)

A letra c está errada. Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento (CF, art. 38, IV).

A letra d está certa. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 (RPPS) ou dos arts. 42 (Militares dos Estados e do DF) e 142 (Militares das Forças Armadas) com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração (CF, art. 37, §10).

A letra e está certa. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial (CF, art. 40).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

91. (ESAF/Oficial de Chancelaria/MRE/2002) De acordo com previsão expressa contida na Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores civis da União, as diárias pagas ao servidor, que se afastar a serviço da sua sede, para atender às despesas de pousada, alimentação e locomoção urbana, constituem vantagens a título de

a) ajuda de custo. b) gratificação adicional. c) indenização. d) auxílio viagem. e) serviço extraordinário. Comentários:

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Constituem Indenizações (“InDATA”) ao servidor (art. 51): Diárias,

Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia. Por isso, a resposta desta questão é a letra c.

92. (ESAF/Oficial de Chancelaria/MRE/2002) De acordo com estipulação inserida na Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores civis da União, os valores percebidos por algum servidor, em razão de liminar deferida em Mandado de Segurança por ele impetrado, a qual seja posteriormente cassada ou revista,

a) não estão sujeitos a devolução.

b) devem ser repostos em parcelas mensais, cujo valor mensal não exceda a 10% da sua remuneração.

c) deverão ser repostos no prazo de 30 dias, contados da notificação para fazê-lo.

d) deverão ser absorvidos nos aumentos futuros.

e) só estão sujeitos a reposição se houver decisão judicial expressa nesse sentido, indicando a forma de pagamento.

Comentários:

As reposições e indenizações são disciplinadas pelo art. 46 do Estatuto. Antes de apresentá-las, faço a seguinte distinção: a reposição decorre de pagamento indevido feito ao servidor sem que ele tenha atuado de modo ilícito, enquanto a indenização decorre de conduta dolosa ou culposa do servidor que causou dano ao erário ou a terceiros.

Segundo o referido dispositivo, as reposições e indenizações ao erário, devidamente atualizadas, serão previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de 30 dias.

A pedido do servidor, o valor devido pode der parcelado. Ou seja, o parcelamento é um direito do servidor. Portanto, não pode ser imposto a ele. O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a 10% da remuneração, provento ou pensão (art. 46, § 1º).

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Todavia, quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única parcela. Em outras palavras, sendo o pagamento indevido descoberto em até 1 mês, a reposição ocorrerá imediatamente , em parcela única (art. 46, § 2º).

Os valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar, a tutela antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data da reposição (art. 46, § 3º).

Portanto, a resposta desta questão é a letra c.

93. (ESAF/Assistente de Chancelaria/MRE/2002) De acordo com o conceituado na Lei nº 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores públicos civis da União, o deslocamento do servidor, no âmbito do mesmo quadro, de uma localidade para outra, chama-se de

a) readaptação. b) recondução. c) redistribuição. d) remoção. e) transferência. Comentários:

Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede (art. 36).

A remoção pode ocorrer:

• de ofício, no interesse da Administração; • a pedido, a critério da Administração;

• a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

9 para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

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9 por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial;

9 em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.

Logo, a resposta desta questão é a letra d.

94. (ESAF/Auxiliar de Administração/TJ-CE/2002) O provimento de cargo público, mediante reingresso do funcionário aposentado, em razão de insubsistência dos motivos de sua aposentadoria, denomina-se:

a) acesso b) reversão c) aproveitamento d) retorno e) reintegração Comentários:

De acordo com o art. 25 da Lei nº 8112/90, a reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:

• Por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou

• No interesse da administração (a pedido do aposentado), desde que:

9 Tenha solicitado a reversão;

9 A aposentadoria tenha sido voluntária; 9 Estável quando na atividade;

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9 Haja cargo vago.

Logo, a resposta da questão é a letra b.

95. (ESAF/Analista/SUSEP/2002) O sistema de remuneração dos servidores públicos sob a forma de parcela única, ou subsídio, permite o pagamento somente da seguinte vantagem:

a) adicional por tempo de serviço.

b) diária por deslocamento de sua sede. c) verba de representação.

d) gratificação de função. e) abono pecuniário.

Comentários:

De novo! O subsídio não impede o pagamento do adicional natalino, gratificação de férias, do abono de permanência e as Indenizações

(Diárias, Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia - “InDATA”).

Logo, a resposta desta questão é a letra b.

96. (ESAF/AFRF/2001) O servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, será punido com:

a) advertência

b) suspensão de até noventa dias c) cassação de aposentadoria d) demissão

e) suspensão de até quinze dias Comentários:

(20)

Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação (art. 130, §1º).

Por isso, a resposta desta questão é a letra e.

97. (ESAF/AFRF/2001) Ao servidor é proibido, exceto: a) coagir subordinado a filiar-se a partido político

b) recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado

c) exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comandatário

d) aceitar pensão de Estado estrangeiro

e) manter sob sua chefia imediata, em cargo efetivo, cônjuge ou companheiro

Comentários:

A letra a está errada. Ao servidor é proibido coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a partido político (art. 117, VII).

A letra b está errada. Ao servidor é proibido recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado (art. 117, XIX).

A letra c está errada. Ao servidor é proibido participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário (art. 117, X).

A letra d está errada. Ao servidor é proibido aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro (art. 117, X).

(21)

A letra e está certa. Lembrem-se de que minha esposa pode ser nomeada, após aprovação em concurso público, para trabalhar diretamente subordinada a mim. Pois, a proibição se aplica no caso de nomeação para cargo ou função de confiança.

Assim a resposta desta questão é a letra e.

98. (ESAF/AFRF/2001) Aplica-se a pena de demissão nos seguintes casos, exceto:

a) promoção de manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição

b) incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição c) prática de usura, sob qualquer de suas formas

d) insubordinação grave em serviço e) inassiduidade habitual

Comentários:

No caso de promoção de manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição aplica-se a pena de advertência.

Por isso, a resposta desta questão é a letra a.

99. (ESAF/AFRF/SRF/2001) Em relação à posse do servidor público, é incorreto afirmar:

a) haverá posse em todos os casos de provimento de cargo

b) a posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento

c) a posse dependerá de prévia inspeção médica oficial d) a posse dar-se-á mediante procuração específica

(22)

e) no ato da posse o servidor declarará seus bens e os valores de seu patrimônio

Comentários:

A letra a está errada. Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação (Lei nº 8.112/90, art. 13, §4º).

A letra b está certa.

IMPORTANTE: Prazos Improrrogáveis Descumprimento dos Prazos Posse 30 dias A nomeação é tornada sem efeito

Exercício 15 dias Exoneração

A letra c está certa. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial (Lei nº 8.112/90, art. 14). Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o exercício do cargo.

A letra d está certa. A posse poderá dar-se mediante procuração específica (Lei nº 8.112/90, art. 13, §3º).

A letra e está certa. No ato da posse, o servidor apresentará duas declarações, quais sejam (Lei nº 8.112/90, art. 13, §5º):

• declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio; e

• declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.

(23)

100. (ESAF/SFC/MF/2000) O regime jurídico típico da Administração Pública, denominado estatutário caracteriza-se por ser:

a) de direito público, de natureza legal e unilateral. b) de direito público, de natureza contratual e bilateral. c) de direito privado, de natureza contratual e bilateral. d) de direito público, de natureza legal e bilateral.

e) de direito privado, de natureza legal e unilateral. Comentários:

Por regime jurídico dos servidores públicos entende-se o conjunto de regras que estabelece a relação existente entre a Administração Pública e seus agentes.

• Regime estatutário (ou legal): é aquele em que o conjunto de direitos e deveres que regem a relação entre a Administração Pública e seus agentes é estabelecido por lei. São características do regime jurídico estatutário: a unilateralidade e ser típico de direito público.

• Regime celetista (ou trabalhista): é aquele em que o conjunto de direitos e deveres que regem a relação entre a Administração Pública e seus agentes é estabelecido por contrato de trabalho. São características do regime jurídico celetista: a bilateralidade e ser típico de direito privado.

REGIMES JURÍDICOS

ESTATUTÁRIO (OU LEGAL) CELETISTA (OU TRABALHISTA)

Lei Contrato de trabalho

Unilateral Bilateral

Direito Público Direito Privado

(24)

101. (ESAF/AFT/MTE/1998) O servidor público civil federal, regido pelo Regime Jurídico Único da Lei nº 8.112/90, responde civil, penal e administrativamente, pelo exercício irregular das suas atribuições, sendo certo que

a) as sanções daí decorrentes são interdependentes e inacumuláveis entre si b) no caso de dano causado a terceiros, ele não responde regressivamente c) a responsabilidade administrativa fica afastada, se houver absolvição

criminal, por negativa do fato

d) a responsabilidade administrativa não se afasta, mesmo se houver absolvição por negativa de autoria

e) no caso de dano ao erário, a obrigação de reparar extingue-se com a sua morte e não se transmite a herdeiros

Comentários:

A letra a está errada. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições (art. 121). As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si (art. 125).

A letra b está errada. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros (art. 122). Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva (art. 122, §2º).

A letra c está certa e letra d está errada. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria (art. 126). A absolvição criminal por falta de provas não afasta a responsabilidade administrativa.

(25)

A letra e está errada. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida (art. 122, §3º).

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

102. (ESAF/Advogado União/AGU/1998) O servidor público federal, subordinado ao Regime Jurídico Único da Lei no 8.112/90, que ainda esteja em estágio probatório, não poderá

a) afastar-se para fazer curso de formação necessário a assumir outro cargo b) afastar-se para missão oficial no exterior

c) exercer cargo comissionado d) ter licença para atividade política e) ter licença para mandato classista

Comentários:

O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em comissão ou funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes (Lei nº 8112/90, art. 20, §3º).

Licenças e afastamentos passíveis de concessão ao servidor em estágio probatório (Lei nº 8112/90, art. 20, §4º):

• Licenças:

9 Por motivo de doença em pessoa da família;

9 Por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; 9 Para serviço militar;

9 Para atividade política;

(26)

• Afastamentos:

9 Para o exercício de mandato eletivo; 9 Para estudo ou missão no exterior; 9 Para servir em organismo internacional; 9 Para participar de curso de formação.

ATENÇÃO:

Recomendo que memorizem as licenças e os afastamentos que não poderão ser concedidos aos servidores em estágio probatório, quais sejam:

• Licenças: capacitação, tratamento de interesses particulares, mandato classista.

• Afastamento: participação de programa de pós-graduação no país.

Logo, a resposta desta questão é a letra e.

103. (CESPE/TRE-BA/2010) É proibido ao servidor retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da sua repartição.

Comentários:

CERTO. É proibido ao servidor retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da sua repartição (art. 117, II).

ATENÇÃO:

Ao servidor não é proibido retirar qualquer documento ou objeto da sua repartição. A proibição refere-se à retirada, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da sua repartição.

(27)

104. (CESPE/TRE-BA/2010) O servidor em gozo de licença para tratamento de assuntos particulares pode participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, bem como exercer o comércio.

Comentários:

CERTO. Ao servidor é proibido participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário (art. 117, X).

Essa vedação não se aplica nos seguintes casos (art. 117, parágrafo único):

• participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros; e

• gozo de licença para o trato de interesses particulares, observada a legislação sobre conflito de interesses.

NÃO PODE PODE

• Gerência • Administração • Comércio

• acionista, cotista ou comanditário

• conselhos de administração e fiscal (U capital social) • cooperativa

• licença para o trato de interesses particulares

IMPORTANTE:

O servidor em gozo de licença para tratamento de assuntos particulares pode participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, bem como exercer o comércio.

(28)

105. (CESPE/TRE-MT/2010) A abertura de sindicância contra o servidor não interrompe o curso do prazo prescricional da ação disciplinar.

Comentários:

ERRADO. Acerca da prescrição da ação disciplinar, o Estatuto prevê, ainda, as seguintes regras:

• O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido (art. 142, §1º). Atenção: não é da data em que o fato foi praticado.

• A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente (art. 142, §3º).

• Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção (art. 142, §4º).

JURISPRUDÊNCIA DO STF:

STF, Mandado de Segurança nº 22.728, Voto: “(...) em se tratando de inquérito, instaurado este, a prescrição é interrompida, voltando esse prazo a correr novamente por inteiro a partir do momento em que a decisão definitiva não se der no prazo máximo de conclusão do inquérito, que é de 140 dias (artigos 152, ‘caput’, combinado com o artigo 169, § 2º, ambos da Lei 8.112/90)”.

Segundo a doutrina, a interrupção da prescrição ocorrerá pelos seguintes prazos:

• PAD: 140 dias (60 dias + 60 dias para a conclusão do inquérito + 20 dias o julgamento);

• Sindicância punitiva: 80 dias (30 dias + 30 dias para a conclusão do inquérito + 20 dias o julgamento);

• Rito sumário: 50 dias (30 dias + 15 dias para a conclusão do inquérito + 5 dias o julgamento).

Na inteligência de Vinicius de Carvalho Madeira, a contagem do prazo prescricional ocorre em dois períodos distintos e independentes:

(29)

1º período: da data da ciência da irregularidade pela autoridade competente para instaurar o processo até a efetiva instauração.

2º período: do julgamento do procedimento apuratório ou da data em que ele deveria ter sido julgado (140 dias após a instauração do PAD, 80 dias na sindicância e 50 dias no rito sumário) até a data da publicação da penalidade.

Para o melhor entendimento, abaixo, reproduzo o gráfico utilizado pelo referido autor:

Fato Ciência Instauração Fim do Prazo p/

julgamento Pena Não corre a prescrição Corre a prescrição (1º período) Prescrição interrompida

(140, 80 ou 50 dias) Corre a prescrição (2º período)

106. (CESPE/ANEEL/2010) É vedada à administração pública converter qualquer penalidade disciplinar em multa.

Comentários:

ERRADO. Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá (competência discricionária) ser convertida em multa, na base de 50% por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço (art. 130, §2º).

Por exemplo: a um servidor, cuja remuneração é igual a R$ 10.000,00, foi aplicada a penalidade de suspensão por 30 dias. Se essa pena for convertida em multa, ele deverá permanecer trabalhando normalmente. Contudo, no próximo mês, fará jus à remuneração de R$ 5.000,00.

(30)

107. (CESPE/TRE-BA/2010) O rito sumário do processo administrativo disciplinar aplica-se apenas à apuração das irregularidades de acumulação ilícita de cargos públicos, abandono de cargo e inassiduidade habitual.

Comentários: CERTO.

IMPORTANTE:

• O rito sumário é aplicável na apuração de acumulação ilegal de cargos, de abandono de cargo e de inassiduidade habitual, sendo a todas cabível a pena de demissão.

• Trata de rito com instrução célere, pois visa a apurar casos em que já se tem materialidade pré-constituída.

(31)

108. (CESPE/AGU/2010) Durante a tramitação de um processo administrativo disciplinar, é possível o afastamento preventivo do servidor público, pelo prazo máximo de até cento e vinte dias, sem prejuízo de sua remuneração, para que tal servidor não venha a influir na apuração da irregularidade eventualmente cometida.

Comentários:

CERTO. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 dias, sem prejuízo da remuneração (art. 147). Esse afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o processo (art. 147, parágrafo único)

IMPORTANTE:

AFASTAMENTO PREVENTIVO:

• Poderá (competência discricionária) ser determinado pela autoridade instauradora do processo disciplinar.

• Até 60 + igual período.

• O servidor afastado permanece recebendo sua remuneração normalmente.

• Terminado o prazo de prorrogação, o servidor retornará ao exercício de suas atividades, mesmo que o processo não tenha sido concluído.

109. (CESPE/AGU/2010) Na fase de inquérito, o prazo para apresentação da defesa escrita é de quinze dias, sendo permitida a sua prorrogação pelo dobro na hipótese de existirem diligências reputadas indispensáveis.

Comentários:

ERRADO. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas (art. 161).

(32)

IMPORTANTE:

Tipificação Indiciação

Em relação à citação do(s) indiciado(s) e à apresentação de defesa, a Lei estabelece que:

• O presidente da CPAD promoverá a citação do indiciado para, no prazo de 10 dias, apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição (art. 161,§1º).

• Havendo 2 ou mais indiciados, o prazo será comum (único para todos, contado a partir da data em que o último indiciado for citado) e de 20 dias (art. 161, §2º).

• O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências consideradas indispensáveis (art. 161, §3º).

• Se o acusado recusar-se a assinar a cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura de 2 testemunhas.

• O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado (art. 162).

• Achando-se o indiciado em Lugar Incerto e Não Sabido, será citado por edital, publicado no DOU E em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, para apresentar defesa (LINS = DOU + jornal de grande circulação) (art. 163). Neste caso, o prazo para apresentação da defesa escrita será de 15 dias a partir da última publicação.

PRAZOS PARA A DEFESA ESCRITA

1 INDICIADO 10 DIAS

2 OU + INDICIADOS 20 DIAS

(33)

IMPORTANTE:

Será considerado revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal (art. 164). Revel: diz-se do indiciado que, devidamente citado, não apresenta defesa no prazo da lei.

110. (CESPE/AGU/2010) No que se refere ao julgamento do processo administrativo disciplinar, na hipótese de o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta.

Comentários:

CERTO. O julgamento do processo administrativo disciplinar se divide em duas análises, quais sejam: exame do processo sob aspectos formais (vícios e nulidades) e exame do mérito da questão (arquivamento ou aplicação de penalidades).

Na análise formal, verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do PAD ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração do novo processo (art. 169).

Segundo o art. 167, no prazo de 20 dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. Todavia, o julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo (art. 169, §1º). Por isso, diz-se que o prazo para julgamento não é fatal.

Em relação à análise do mérito, o estatuto estabelece as seguintes regras:

• Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo (art. 167, §1º).

• Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave (art. 167, §2º).

• Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. 141 (art. 167, §3º).

(34)

• Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento, salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos (art. 167, §4º).

O julgamento acatará o relatório da comissão (art. 168). Contudo, quando esse relatório contrariar as provas constadas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade (art. 168, parágrafo único).

111. (CESPE/DPU/2010) Quando servidor público federal recusar-se a se submeter à inspeção médica determinada por autoridade competente, sua recusa fará com que seja demitido do serviço público.

Comentários:

ERRADO. A suspensão, não podendo exceder de 90 dias, será aplicada em 4 hipóteses, quais sejam (art. 130):

• Reincidência das faltas punidas com advertência.

• Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias.

• Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.

• Recusar-se, injustificadamente, a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente (suspensão de até 15 dias).

112. (FCC/TRE-PI/2009) De acordo com a Lei n° 8.112/90, na reversão, o servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração:

a) do cargo que voltar a exercer, com exceção das vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.

b) a exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.

(35)

c) que recebia a título de aposentadoria acrescida somente com as vantagens do cargo que voltar a exercer.

d) que recebia a título de aposentadoria acrescida somente com as vantagens de natureza pessoal que recebia anteriormente à aposentadoria.

e) que recebia a título de aposentadoria acrescida com as vantagens do cargo que voltar a exercer, bem como com as de natureza pessoal que recebia anteriormente à aposentadoria.

Comentários:

Nos termos do art. 25, §4º da Lei, o servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria.

Assim, a resposta desta questão é a letra b.

113. (FCC/MPE-SE/2009) De acordo com a Lei federal nº 8.112/90, a nomeação de servidor público federal, em caráter efetivo, far-se-á para cargos:

a) efetivos e em comissão, sempre precedida de concurso público.

b) de provimento efetivo ou de carreira, sempre precedida de concurso público.

c) de carreira, efetivos ou funções de confiança.

d) exclusivamente de carreira, precedida ou não de concurso público. e) permanentes e temporários, precedida de concurso público.

Comentários:

De acordo com o art. 9º da Lei nº 8.112/90, a nomeação ocorrerá: • Em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento

(36)

• Em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança vagos.

CARGO EFETIVO

Isolado Não há promoção De carreira Há promoção

A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo (ou seja, cargo efetivo) depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade (art. 10).

Por outro lado, a nomeação para em comissão independe de prévia aprovação em concurso público. Pois, trata-se de um cargo de livre nomeação e exoneração.

Portanto, a resposta desta questão é a letra b.

114. (FCC/TRT-16ªRegião/2009) Frederico, após exercer o cargo de técnico judiciário pelo período de 35 anos, aposentou-se por tempo de serviço. Posteriormente, teve cassada a sua aposentadoria, quando se apurou que estava em débito com o erário. Nesse caso, Frederico deverá quitar o débito:

a) no prazo legal de sessenta dias, sendo que a não quitação do débito dentro do prazo, implicará sua inscrição em dívida ativa.

b) no prazo de trinta dias, improrrogável, sendo que a não quitação do débito nesse prazo, implica na sua inscrição em dívida passiva.

c) caso seja obrigado por decisão judicial, sendo que a não quitação do débito implicará em arresto de seus proventos.

d) no prazo marcado pela administração pública, sob pena de ser instaurado processo administrativo disciplinar para a penhora de sua remuneração. e) dentro do prazo de noventa dias, sendo que pela não quitação do débito

no prazo legal sofrerá penalidade estatutária de destituição do cargo. Comentários:

(37)

A Lei nº 8.112/90, em seu art. 47, estabelece que no caso de o servidor em débito com o erário que perder o seu vínculo com a Administração Pública, em função de demissão, exoneração ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade deverá quitar o débito no prazo de 60 dias. Caso isso não ocorra, será inscrito em dívida ativa.

LEI Nº 8.112/90, ART. 47:

O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 dias para quitar o débito.

Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.

Portanto, a resposta desta questão é a letra a.

115. (FCC/MPE-SE/2009) A respeito das vantagens do servidor público federal, nos termos da Lei federal nº 8.112/90, é correto afirmar que:

a) as indenizações somente se incorporam aos vencimentos nas hipóteses previstas em lei.

b) as indenizações incorporam-se aos vencimentos para todos os efeitos, não podendo ser suprimidas em face do princípio da irredutibilidade salarial.

c) a diária é a única vantagem de caráter indenizatório que se incorpora aos vencimentos.

d) as gratificações e as indenizações, de qualquer natureza, não se incorporam aos vencimentos.

e) as gratificações e os adicionais incorporam-se aos vencimentos e proventos, nas hipóteses previstas em lei.

Comentários:

As letras a, b e d estão erradas. As indenizações nunca serão incorporadas à remuneração do servidor.

(38)

A letra c está errada. Segundo o art. 51 da Lei, constituem Indenizações ao servidor: Diárias, Ajuda de custo, Transporte e Auxílio-moradia. Ou seja, amigos(as): quando a questão falar em indenizações, lembrem-se do “InDATA”.

Sendo a diária uma vantagem de caráter indenizatório, ela não se incorpora aos vencimentos. Não podemos esquecer que as indenizações nunca serão incorporadas à remuneração do servidor!

IMPORTANTE:

As indenizações (“InDATA”) são pagas ao servidor PARA o serviço. Já o vencimento é pago PELO serviço.

A letra e está certa. De acordo com o art. 49, §2º da Lei, as gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.

Por isso, a resposta desta questão é a letra e.

116. (FCC/TRF-5ªRegião/2008) Nos casos em que o pagamento indevido ao servidor ativo, aposentado ou pensionista, houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição ao erário será feita:

a) imediatamente, em uma única parcela.

b) em parcelas, desde que o servidor seja estável. c) parceladamente, no máximo de 90 (noventa) dias.

d) imediatamente ou em parcelas, a critério da Administração. e) em parcelas, proporcional à remuneração do servidor.

Comentários:

As reposições e indenizações são disciplinadas pelo art. 46 do Estatuto. Antes de apresentá-las, faço a seguinte distinção: a reposição decorre de

(39)

pagamento indevido feito ao servidor sem que ele tenha atuado de modo ilícito, enquanto a indenização decorre de conduta dolosa ou culposa do servidor que causou dano ao erário ou a terceiros.

Segundo o referido dispositivo, as reposições e indenizações ao erário, devidamente atualizadas, serão previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no prazo máximo de 30 dias.

A pedido do servidor, o valor devido pode der parcelado. Ou seja, o parcelamento é um direito do servidor. Portanto, não pode ser imposto a ele. O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a 10% da remuneração, provento ou pensão (art. 46, § 1º).

Todavia, quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em uma única parcela. Em outras palavras, sendo o pagamento indevido descoberto em até 1 mês, a reposição ocorrerá imediatamente , em parcela única (art. 46, § 2º).

Com efeito, a resposta desta questão é a letra a.

117. (FCC/TRF-5ªRegião/2008) No que se refere à gratificação natalina, é certo que:

a) será atribuída integralmente ao servidor exonerado, calculada sobre o vencimento do mês da exoneração.

b) corresponde a 1/12 (um doze avos) do vencimento a que o servidor fizer jus, por mês de exercício no respectivo ano.

c) deverá ser paga sempre no dia 20 do mês de dezembro de cada ano civil. d) a fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como uma

quinzena.

e) não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. Comentários:

A gratificação natalina nada mais é do que o “13º salário do servidor”. As regras acerca dessa gratificação estão previstas nos arts. 63 a 66 da Lei nº 8.112/90. Vamos a elas:

(40)

9 A gratificação natalina corresponde a 1/12 da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro (não importa o valor que ele recebeu durante o ano), por mês de exercício no respectivo ano. A fração igual ou superior a 15 dias será considerada como mês integral.

IMPORTANTE:

Se um servidor entrou em exercício, no dia 12/05/2010, em um cargo cuja remuneração é de R$ 5.000,00. No entanto, a partir de 01/07/2010, a remuneração será de R$ 6.000,00. Em dezembro de 2010, qual será o valor da gratificação natalina a que ele fará jus?

Valor = R$ 6.000,00 (remuneração de dezembro) x 8 (nº de meses de exercício) ÷ 12

Valor = R$ 4.000,00

• A gratificação será paga até o dia 20 de dezembro de cada ano. Notem que a lei não impede a antecipação da gratificação natalina. Tanto que é comum o servidor antecipar 50% da referida gratificação, ficando a outra metade para dezembro.

• O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. Esse cálculo é semelhante aquele feito acima.

• A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. Por exemplo, a gratificação natalina não fará com que o valor da ajuda de custo paga em dezembro seja maior do que outra paga em novembro.

Com base nessas informações podemos concluir que:

A letra a está errada. A gratificação natalina será atribuída proporcionalmente ao servidor exonerado, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.

(41)

A letra b está errada. corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano.

A letra c está errada. A gratificação será paga até o dia 20 de dezembro de cada ano.

A letra d está errada. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral.

A letra e está certa. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.

Pelo exposto, a resposta desta questão é a letra e.

118. (Inédita) Nos termos da Lei nº 8.112/90, sujeita-se à aplicação da penalidade de suspensão o servidor que comete a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado.

Comentários: ERRADO.

ADVERTÊNCIA SUSPENSÃO

Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado.

Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias.

Referências

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