Direitos dos
Trabalhadores
TRABALHO REALIZADO POR
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital
Curso EFA 2016
Cidadania e Profissionalidade DR1 – Descrição do DR
Índice
Introdução ... 3
Igualdade no Trabalho ... 4
Princípio da igualdade de retribuição ... 5
Segurança no trabalho ... 5
Direito à protecção na gravidez e parentalidade ... 6
Direito a férias, feriados e faltas ... 6
Direito á greve ... 7
Acesso á formação ... 7
Direito á saúde no Trabalho... 8
Introdução
Como tema proposto pela disciplina de Cidadania e Profissionalidade tivemos de realizar um trabalho em que descobríssemos e explorássemos os direitos do trabalhador. Como tal iremos tentar descobrir quais os principais direitos que os trabalhadores em Portugal têm, enquanto empregados de uma determinada empresa e tentar perceber o que é englobado por estes direitos.
Além disso iremos tentar descobrir se existem autoridades responsáveis por assegurar estes direitos a todos os trabalhadores
Igualdade no Trabalho
É um dos pressupostos básicos do direito do trabalho. O trabalhador, ou candidato a emprego, tem direito a igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, formação, promoção e condições de trabalho. Assim sendo, não pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado ou privado dos seus direitos por motivos de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, situação económica, condição social, origem, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça, território de origem, língua, religião,
convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.
Este direito é aplicado no que toca a critérios de selecção, condições de contratação, acesso a orientação, formação e reconversão profissionais, retribuição, promoção e critérios de despedimento.
Saiba ainda que a prática de discriminação, que lese trabalhador ou candidato a emprego, confere o direito a indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais, nos termos gerais de direito.
Caso se sinta discriminado, terá de indicar o trabalhador em relação a quem se considera discriminado e, ao empregador, cabe provar que não é assim.
Um ponto importante: Apesar desta regra, o Código do Trabalho prevê que, em algumas situações possa haver discriminação, desde que seja determinante para a actividade profissional. Diz o artigo 24.º: “São nomeadamente permitidas diferenças de tratamento baseadas na idade que sejam necessárias e apropriadas à realização de um objectivo legítimo, designadamente de política de emprego, mercado de trabalho ou formação profissional”.
Princípio da igualdade de retribuição
Todos os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho segundo a quantidade, natureza e qualidade, de acordo com o princípio de que para trabalho igual salário igual. O artigo 23.º do Código do Trabalho prevê, assim, dois conceitos relevantes: “Trabalho Igual” e “Trabalho de Valor Igual”. Por trabalho igual, entende-se aquele em que as funções desempenhadas são iguais ou
semelhantes em natureza, qualidade e quantidade. O
trabalho de valor igual é aquele em que as funções desempenhadas são equivalentes, nomeadamente em relação à qualificação, experiência, responsabilidades atribuídas, esforço físico e psíquico.
De acordo com este princípio, os trabalhadores têm direito à igualdade de condições de trabalho, em particular quanto à retribuição. A igualdade de retribuição implica que, para trabalho igual ou de valor igual, a retribuição seja estabelecida na base da mesma unidade de medida e que a retribuição calculada em função do tempo de trabalho seja a mesma.
Segurança no trabalho
O colaborador tem direito a trabalhar em condições de segurança e, por sua vez, a empresa deve assegurar que os requisitos são cumpridos, aplicando as medidas necessárias. Ao empregador cabe informar os trabalhadores sobre os aspectos relevantes para a sua protecção, assim como prestar formação que os habilite a prevenir riscos. É ainda importante referir que o trabalhador e seus familiares têm
direito à reparação de danos físicos emergentes de acidente de trabalho ou doença profissional.
Direito à protecção na gravidez e
parentalidade
A maternidade e a paternidade constituem valores sociais importantes e o Código do Trabalho prevê uma série de direitos que salvaguardam a família. De uma forma generalista, durante a gravidez a trabalhadora grávida tem direito a dispensa do trabalho para ir a consultas, pelo tempo e número de vezes necessárias, incluindo a preparação para o parto. Após o nascimento do bebé, os pais têm direito a licença parental inicial, que é diferente consoante se trate do pai ou da mãe. No regresso ao trabalho, a mãe que amamente tem direito a dispensa para amamentação, com a duração de duas horas.
Direito a férias, feriados e faltas
O trabalhador tem direito a um período de férias retribuídas, de 22 dias úteis, por forma a proporcionar a recuperação física e psíquica. As férias reportam-se ao trabalho
prestado no ano civil anterior, mas não está condicionado à assiduidade. Este direito é irrenunciável e não pode ser substituído por qualquer compensação, económica ou outra, excepto na parte que excede os 20 dias. No que diz respeito aos feriados, o Código do Trabalho prevê nove feriados obrigatórios: 1 de Janeiro, sexta-feira santa, domingo de páscoa, 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho, 15 de agosto, 8 e 25 de Dezembro. Os restantes são facultativos.
O Código do Trabalho prevê também situações em que os trabalhadores possam faltar. O número de faltas permitido depende da natureza do motivo que leva o trabalhador a ausentar-se. Como faltas justificadas compreende-se aquelas que são dadas por altura do casamento (15 dias seguidos), por falecimento de cônjuge, parente ou afim, pela prestação de provas em estabelecimento de ensino, para prestação de assistência ao filho, entre outras. Neste caso, só pode haver perda de retribuição em caso de doença, desde que o trabalhador receba pela Segurança Social; por motivo de acidente no trabalho, desde que tenha direito a subsídio ou seguro; em caso de
Direito á greve
O direito à greve, consagrado na Constituição da República Portuguesa, é um direito de todos os trabalhadores, independentemente da natureza do vínculo laboral que detenham, do sector de actividade a que pertençam e do facto de serem ou não sindicalizados.
Acesso á formação
O empregador deve proporcionar ao trabalhador acções de formação profissional adequadas á sua qualificação, e este deve participar de modo diligente mesmas, salvo motivo atendível.
Compete ao Estado, em particular, garantir o acesso dos cidadãos à formação profissional, permitindo a todos a aquisição e a permanente
actualização dos conhecimentos e competências, desde a entrada na vida activa, e proporcionar os apoios públicos ao funcionamento do sistema de formação profissional.
Direito á saúde no Trabalho
• Trabalhar em condições de segurança e saúde;
• Receber informação sobre os riscos existentes no local de trabalho e medidas de protecção adequadas;
• Ser informado sobre as medidas a adoptar em caso de perigo grave e iminente, primeiros socorros, combate a incêndios e evacuação de trabalhadores;
• Receber formação adequada em matéria de segurança e saúde no trabalho aquando da contratação e sempre que exista mudança das condições de trabalho; • Ser consultado e participar em todas as questões relativas à segurança e saúde no
trabalho;
• . Ter acesso gratuito a equipamentos de protecção individual;
• Realizar exames médicos antes da sua contratação e depois periodicamente; • Receber prestação social e económica em caso de acidente de trabalho ou
doença profissional;
• Afastar-se do seu posto de trabalho em caso de perigo grave e iminente; • Possuir o mesmo nível de protecção em matéria de segurança e saúde,
independentemente de ter um contrato sem termo ou com carácter temporário; • Recorrer às autoridades competentes (Autoridade para as Condições do Trabalho
Conclusão
Como foi pedido fizemos um trabalho sobre os direitos dos trabalhadores, onde aprendemos que os direitos foram criados para defender, tanto o homem como a mulher no trabalho.
Com este trabalho aprendemos que os trabalhadores têm vários direitos, tais como; direito a feria, feriados e faltas; direito á protecção na gravidez e parentalidade; segurança no trabalho; Princípio da igualdade de retribuição e igualdade no trabalho. Estes foram os que nos abordamos, mas há muitos mais e tão importantes como estes.