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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ LUIS EDUARDO RODRIGUES BARBOSA

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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

LUIS EDUARDO RODRIGUES BARBOSA

INCIDÊNCIA DE ZUMBIDO EM ADOLESCENTES E SUA RELAÇÃO

COM O USO DE APARELHOS ESTÉREOS PESSOAIS

CURITIBA

2014

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LUIS EDUARDO RODRIGUES BARBOSA

INCIDÊNCIA DE ZUMBIDO EM ADOLESCENTES E SUA RELAÇÃO

COM O USO DE APARELHOS ESTÉREOS PESSOAIS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção do grau de especialista em Audiologia Clínica pela Universidade Tuiuti do Paraná.

Orientadora: Draº Renata Silvestre

CURITIBA

2014

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DEDICATÓRIA

A Deus, que nos criou e foi criativo

nesta tarefa. E também dedico essa

monografia para todos aqueles que

fizeram isso se tornar real, me

proporcionando forças para que eu não

desistisse.

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AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, irmãos que com muito carinho e apoio, não mediram esforços

para que eu chegasse até esta etapa da minha vida.

À minha orientadora Draº Renata Silvestre, pela paciência nos e-mails e

incentivo que tornaram possíveis na conclusão desta monografia.

Meus agradecimentos a família da Sarah Souza, que de alguma forma teve uma

grande parte nessa especialização, me recebendo na sua casa e deixando fazer

parte da sua família e que vão continuar presentes da minha vida com certeza.

A todos que direta ou indiretamente fizeram parte dessa conclusão, o meu muito

obrigado.

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“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você

tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre com

meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo

com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você

chega lá. De alguma maneira você chega lá.”

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RESUMO

OBJETIVO: Descrever a incidência do zumbido em um grupo de adolescentes e correlacionar a incidência do zumbido com hábitos e atitudes auditivas. METODO: Trata-se de um estudo descritivo transversal que investigou, por meio de questionário, audiometria e imitância acústica, as atitudes e hábitos de adolescentes frente ao ruído. RESULTADO: Participaram da pesquisa 134 alunos do ensino fundamental e médio. A faixa etária variou entre 12 e 17 anos. Verificou-se ainda que dos 125 alunos usuários de EP, 71 deles fazem uso do aparelho por menos de duas horas por dia e 54 usam por duas horas ou mais por dia, entre o tempo de uso de estéreos pessoais e o gênero, observou-se hábitos mais deletérios entre as mulheres. Ao comparar a incidência de zumbido entre os adolescentes que utilizam e os que não utilizam EP, observou-se que, a ocorrência de zumbido é maior entre os usuários (40%) quando comparado aos que não tem o hábito (33,3%), embora não tenha sido observada diferença estatística. CONCLUSÃO: O zumbido foi o principal sintoma auditivo referido por nossa população adolescente normouvinte, ocorrendo em 39,55% dos sujeitos; e, embora o sintoma tenha sido mais frequênte entre os usuários de estéreos pessoais, não foi encontrada diferença estatística significante.

PALAVRAS CHAVES: Zumbido, Perda Auditiva Provocada por Ruído; Adolescentes.

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LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO AS IDADES ... 29 TABELA 2 – RELAÇÃO ENTRE USO DE ESTÉREOS PESSOAIS (EP) E IDADE ... 29 TABELA 3 - RELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE UTILIZAÇÃO DE EP POR DIA E

GÊNERO ... 30 TABELA 4 - NÚMERO DE SUJEITOS QUE REFEREM QUEIXAS AUDITIVAS APÓS O USO DO ESTÉREO PESSOAL (N = 49) ... 30 TABELA 5 - DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO CAUSAS REFERIDAS DE ZUMBIDO ... 31 TABELA 6 - PREVALÊNCIA DE ZUMBIDO E HÁBITO DE UTILIZAÇÃO DE

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LISTA DE SIGLAS

EP

Estéreo Pessoal ZPO Zumbido Periótico

ZNS Zumbido Neurossensorial

TRT Terapia de Retreinamento do Zumbido TCC Terapia Cognitivo Comportamental

AASI Aparelho de Amplificação Sonora Individual PAIR Perda Auditiva Induzida Pelo Ruído

PPPA Programa Preventivos de Perdas Auditivas CEP Comitê de Ética em Pesquisa

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 10 2 REVISÃO DA LITERATURA ... 13 2.1 ZUMBIDO ... 13 2.1.1 O que é o zumbido? ... 13 2.1.2 Fisiopatologia e classificação ... 14 2.1.3 Avaliação diagnóstica ... 17 2.1.4 Tratamento ... 18

2.2 HÁBITOS E ATITUDES AUDITIVAS EM ADOLESCENTES ... 22

3 MATERIAL E METODO ... 26 3.1 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS ... 26 3.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA ... 26 3.3 COLETA DE DADOS ... 27 3.4 ANÁLISE ESTATISTICA ... 28 4 RESULTADOS ... 29 5 DISCUSSÃO ... 32 6 CONCLUSÃO ... 35 REFERÊNCIAS ... 36 ANEXO I ... 42 ANEXO II ... 45

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1 INTRODUÇÃO

A Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) é considerada por muitos autores como uma das principais causas de zumbido (HELLER, 2003).

A exposição a elevados níveis de pressão sonora (NPS) por um longo período de tempo pode determinar comprometimentos físicos, mentais e sociais no indivíduo. Entre estas consequências, encontram-se os danos no sistema auditivo (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).

Os jovens, em sua maioria, adolescentes, habitualmente estão expostos a música amplificada de alta intensidade, especialmente nas suas atividades de lazer (BORJA et

al, 2006). A música, em geral, é um som agradável que proporciona sensação

prazerosa, entretanto, pode se tornar uma fonte de poluição sonora dependendo da maneira e do nível sonoro que é utilizado (VENTURA 2009).

Observa-se que adolescentes na faixa etária de 12 a 18 anos, aumentaram muito o uso de equipamentos estéreos pessoais (EP), muitas vezes, usados de maneira inadequada, por muitas horas e em intensidades muito elevadas. Há dois motivos preocupantes que fazem com que esses modernos equipamentos sejam prejudiciais para usuário: o primeiro é a grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria, o que favorece seu uso em jornadas extensas. E o segundo é o design dos fones, cuja tendência atual é o uso dos fones de inserção que são capazes de concentrar toda a energia sonora produzida dentro do conduto auditivo externo, sendo considerados, por esta característica, os mais prejudiciais (RUSSO et a,l 2009)..

A quantidade de ruídos bem como o tempo que se fica exposto a eles são fatores determinantes da capacidade de prejudicar a audição. Os sons acima de 75 decibéis são considerados potencialmente perigosos. Entre os exemplos de níveis de ruído considerado prejudicial pelos especialistas estão cortador de grama, show de rock, armas de fogo, bombinhas, aparelhos de som com fones de ouvido, motocicletas, tratores, utensílios domésticos (trituradores de lixo, liquidificadores, processadores de alimentos/cortadores, etc.) e brinquedos barulhentos. Todos podem emitir som acima de 90 dB e alguns deles podem chegar até 140 dB (PINA, 2006).

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A preocupação dos profissionais de saúde com a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) no ambiente de trabalho começou a se estender. Muitos estudos são realizados acerca do ruído ocupacional, porém não há tantos estudos com jovens expostos a níveis sonoros elevados nas mesmas proporções, entretanto, a integridade auditiva deles pode estar relacionada com seu estilo de vida e suas preferências nas atividades de lazer (MORATA, 2007).

Segundo a pesquisa de Carmo (1999) os resultados encontrados foram preocupantes, na avaliação da fonoaudióloga o volume dos aparelhos variou de 78 a 87 decibéis, níveis bem acima do recomendado. A mesma autora ainda relata que as gerações atuais poderão ter um comprometimento auditivo muito maior que as antecessoras. As consequências são comprometedoras, em alguns casos, sendo necessário até mesmo o uso de aparelhos auditivos. Os especialistas indicam o uso de protetores auriculares com intensidade a partir de 85 decibéis, pois, essa intensidade se compara ao nível de ruído encontrado nas indústrias.

Segundo dados da UNIÃO EUROPÉIA (2005), Os cientistas calcularam que o número de pessoas que está na categoria de risco para perda auditiva, é de cinco a 10% dos usuários de aparelhos portáteis de música, o que significa até 10 milhões de pessoas na União Européia. No Brasil, ainda não existe um cálculo certo sobre a quantidade de usuários. Mas, acredita-se que sejam milhares.

Segundo Rapoport e Almeida (2003), embora alguns estudos tenham demonstrado que adolescentes expostos à música amplificada individual (MAI) costumam apresentar limiares auditivos nas frequências convencionais dentro dos padrões da normalidade, o trauma acústico, ou socioacusia, pode vir a provocar redução temporária dos limiares, o Temporary Threshold Shift (TTS), cuja manifestação clínica é representada, habitualmente, por episódios temporários de hipoacusia e zumbido após exposição a elevados NPS.

Caracterizado pela presença de um ou mais sons nas orelhas ou na cabeça e ausência de estímulo sonoro externo correspondente, o zumbido atinge aproximadamente 17% da população geral, e 33% da população de idosos (JASTREBOFF et al, 1996). Adquire forma severa em 20% dos casos, afetando de maneira direta ou indireta o indivíduo em atividades profissionais e de lazer,

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interferindo em relacionamentos familiares e sociais e pode levar até mesmo ao suicídio, em casos extremos.

Tendo em vista o amplo uso de estéreos pessoais pela população adolescente, a possibilidade que esses equipamentos têm de reproduzir músicas por várias horas seguidas e o nível de pressão sonora que podem atingir, além da possibilidade do zumbido refletir algum grau de dano auditivo, temporário ou permanente, decorrente de exposição a NPS elevados, surge o seguinte questionamento: qual a incidência do zumbido uma população adolescente normouvinte e qual a sua relação com o hábito de utilização de aparelhos estéreos pessoais?

Com base no exposto, os objetivos deste estudo são: 1) Descrever a incidência do zumbido em um grupo de adolescentes; e 2) Correlacionar a incidência do zumbido com hábitos e atitudes auditivas.

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2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 ZUMBIDO

O presente capítulo tem como tema o zumbido. A princípio, abordaremos suas diferentes conceituações, sob a ótica de diversos autores, além das formas usuais de relato por parte dos pacientes. Em seguida, faremos uma revisão acerca da fisiopatologia, das classificações e dos métodos envolvidos na avaliação diagnóstica do zumbido, finalizando com a explanação de opções terapêuticas, sob o ponto de vista fonoaudiológico.

2.1.1 O que é o zumbido?

O zumbido é um sintoma definido como a percepção de um som nos ouvidos ou na cabeça sem que haja produção do som por uma fonte externa. Afeta 15% da população mundial e esta prevalência aumenta para 33% entre os indivíduos com mais de 60 anos de idade (JASTREBOFF PJ, HAZELL JWP, 1993).

Na literatura podemos observar várias formas de ser definido o zumbido, mas no final todos os autores seguem a mesma linha de raciocínio.

Segundo Sanches e Ferrari (2004) o zumbido é descrito como a percepção consciente de um som, sem que haja a presença de um estímulo sonoro externo.

Geralmente é comparado ao som de um chiado, apito ou cachoeira (SANCHES, 1997 apud AZEVEDO, 2007).

O zumbido pode ser classificado como agudo ou crônico dependendo a sua duração, sendo o primeiro transitório e de curta duração e o segundo com duração maior que seis meses. (SILVA et al, 2007).

O zumbido é relatado como um barulho interno na cabeça, sem que para isso exista uma causa no meio externo que o estimule. Quando chega a fase severa é considerado como o terceiro pior fator que pode acometer o ser humano perdendo apenas para a dor intensa intratável e pela tontura intensa intratável, segundo a

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pesquisa realizada pela Agência Americana de Saúde Pública. Ainda na mesma pesquisa relata que cerca de 36 milhões de adulto norte-americanos apresentam alguma forma de zumbido.

Apesar de ser algo comum de ser encontrado através dos relatos, um modelo neurofisiológico descrito em 1993 relata que as principais dificuldades encontradas na avaliação e tratamento do zumbido são: dificuldade de exames objetivos para a avaliação do zumbido, o zumbido pode ser um sintoma com enormes possibilidades de disfunções periféricas e centrais associadas, falta de provas dos mecanismos envolvidos na geração do zumbido, forte impacto causado pelo zumbido no sistema nervoso central do paciente, e por fim, a forte ligação da percepção do zumbido com o sistema emocional. (JASTREBOFF, 1990 apud AZEVEDO, 2007).

O zumbido foi definido como a percepção consciente de um som, que é gerado pelo próprio sistema auditivo ou pelas estruturas circunvizinhas do paciente, sem a presença de uma fonte externa geradora desse som. É considerado um sinal de acometimento das vias auditivas que pode ter diversas causas, como as doenças primariamente otológicas ou outras doenças que afetem o ouvido de modo secundário (metabólicas, cardiovasculares, neurológicas, psiquiátricas, odontológicas, e possivelmente a ingestão de drogas, cafeínas, nicotinas, álcool e etc). Com frequência essas causas estão associadas no mesmo indivíduo e nem sempre podem ser satisfatoriamente isoladas (SANCHEZ e FERRARI, 2004).

2.1.2 Fisiopatologia e classificação

O zumbido pode ter diversas causas, como as doenças primariamente otológicas ou outras doenças que afetem o ouvido de modo secundário (metabólicas, cardiovasculares, neurológicas, psiquiátricas, odontológicas, e possivelmente a ingestão de drogas, cafeínas, nicotinas, álcool etc). Com frequência, essas causas estão associadas no mesmo indivíduo e nem sempre podem ser satisfatoriamente isoladas (SANCHEZ e FERRARI, 2004).

Comumente, a causa do zumbido é algum dano no sistema auditivo periférico. Estruturas altas do córtex cerebral também estão envolvidas no surgimento e

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permanência da percepção deste som. Algumas pessoas não apresentam qualquer incômodo à presença do zumbido. No entanto, outras apresentam incômodo muito intenso, podendo até mesmo desenvolver alterações psiquiátricas como estresse, irritabilidade, problemas de concentração, ansiedade, depressão, desordens do sono, entre outras (HALLAM, 1996).

Segundo Jastreboff (1990), o zumbido pode causar maior ou menor impacto na vida do paciente, desde uma leve irritação a uma completa incapacitação, podendo, em alguns casos mais graves, levar ao suicídio. Há, normalmente, queixas quanto à dificuldade de dormir e/ou de se concentrar, que afetam a vida profissional, social e, consequentemente, a qualidade de vida do paciente.

Cerca de 20% das pessoas que apresentam zumbido referem incômodo intenso a ele (FERRARI e SANCHEZ, 2004). A princípio as pesquisas em zumbido procuraram explicar o que diferencia o zumbido considerado incômodo daquele que não provoca desconforto algum. Acreditou-se que a diferença entre o zumbido considerado incômodo e o não incômodo seria explicada pela intensidade do som: quanto mais alto o zumbido, maior o incômodo. Essa hipótese não se confirmou, pois os estudos comprovaram que a intensidade do zumbido não ultrapassa 10/15 dB do limiar auditivo em qualquer pessoa, sendo, portanto, a intensidade indiferente naqueles que se incomodam com o zumbido em comparação com os que não referem qualquer incômodo ao som. O mesmo aconteceu quanto ao tipo de som do zumbido (cachoeira, panela de pressão etc.), os estudos mostraram que o tipo de som do zumbido não determina o grau de incômodo ligado a ele.

Ferreira et al (2008) desenvolveram um estudo buscando avaliar e qualificar o zumbido em idosos. Dos pacientes avaliados, 35% afirmaram que o zumbido interfere no emocional, o que, segundo os autores, se reflete na nota de incômodo dada pelos pacientes, que classificam o zumbido com o incômodo acentuado. Observaram que o incômodo gerado pelo zumbido é acrescido da deficiência auditiva própria da idade, a presbiacusia, provocando isolamento social em função da dificuldade de comunicação. O mesmo ocorre com o deficit de atenção, concentração e distúrbios do sono comuns nos idosos, aumentados pela presença do zumbido, dificultando as atividades diárias. Porém, não encontraram correlação entre o grau de perda auditiva segundo a

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audiometria e o nível de incômodo do paciente com o zumbido, o que indica que o incômodo está ligado à maneira como o paciente encara o seu zumbido, e não a uma medida física ou anatômica, ou seja, o sistema límbico está muito mais envolvido na gênese e perpetuação do zumbido que o próprio sistema auditivo.

Já para Sanchez et al. (2005), a presença de perda auditiva atua como fator determinante, ou coadjuvante, aumentando o risco do zumbido vir a interferir na concentração e no equilíbrio emocional.

Segundo Sanches & Ferrari (2004) “o zumbido é dividido em dois tipos: o subjetivo que é percebido somente pelo paciente e o objetivo que pode ser identificado e também percebido pelo paciente e o examinador”. Mas essa classificação tem utilidade limitada, uma vez que a mesma doença pode provocar zumbido subjetivo em alguns pacientes e objetivos em outros.

Essa divisão tem sido usada de uma forma paralela à classificação atualmente existente e relatada na literatura atual.

De acordo com a sua anatomofisiologia, o zumbido pode ser classificado assim: (1) Zumbido gerado pelo sistema para-auditivo: nesse grupo estão incluídas as

neoplasias vasculares, as malformações arteriovenosas, “hum” venoso, contração muscular (mioclonia do palato mole e dos músculos da orelha média) e tuba patente (SANCHES e LIMA, 2009).

(2) Zumbido gerado pelo próprio sistema auditivo: embora ás vezes não seja possível definir etiologia com exatidão, as causa do zumbido podem ser otológicas cardiovasculares, metabólicas neurológicas, farmacológicas, odontológicas ou psicogênicas.

O zumbido também pode ser produzido em uma ou mais localização, consideramos periférico o zumbido que se localiza em todo o aparelho auditivo até o tronco cerebral, excluindo este. O zumbido de natureza central é aquele que afeta as vias auditivas centrais partindo do tronco cerebral e compreendendo qualquer outra porção do sistema nervoso central (SANCHES e Ferrari, 2004).

Já em outra literatura, foi encontrada classificação do zumbido em: zumbido periótico (ZPO) e o zumbido neurossensorial (ZNS)

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Os (ZPO) são os gerados por estruturas para-auditivas. É o ruído gerado pelas estruturas próximas à orelha interna e transmitido pela cóclea, não coexiste com outras manifestações otoneurológicas (FUKUDA, 2000).

As causas podem ser miogênico, vascular e tubal.

O ZPO miogênico pode ser causado tanto pelos músculos da orelha média (tensor do tímpano e estapédio), como pelos músculos peritubários (elevador e tensor do palato), que podem apresentar contratações espontâneas, gerando vibrações que são transmitidas aos músculos e á cóclea. Esse zumbido é o mais frequente e pode ser constatado por outras pessoas sendo um zumbido objetivo (FUKUDA, 2000).

O ZPO de origem vascular é percebido como um ruído pulsátil, síncrono com o batimento cardíaco e causado pelo fluxo sanguíneos que é transmitido diretamente orelha interna ou indiretamente através da orelha media (FUKUDA, 2000).

O ZPO tubal ocorre na tuba auditiva patente. A tuba aberta transmite a passagem de ar (tanto na expiração quanto na inspiração) à orelha média e o paciente refere claramente essa correlação (FUKUDA, 2000).

Zumbido neurossensorial (ZNS), é referido pelo paciente como um som semelhante a um apito, chiado, barulho de cachoeira, de chuva, de um grilo etc. Esse zumbido é mais frequente, e mais difícil de ser tratado pelo médico, porque a sua fisiopatologia não está totalmente esclarecida e a sua etiopatogenia nem sempre é identificada. É o ZNS que constitui um dos tripés das manifestações otoneurológicas.

2.1.3 Avaliação diagnóstica

Para a avaliação e diagnóstico do zumbido, como em qualquer outra doença, o ponto de partida é a anamnese. Alguns fatores têm que ser muito bem investigados como diagnóstico etiológico, detecção e grau de incomodo na vida desse paciente. A história clínica deve reportar o tempo de início do sintoma, se possível correlacionar se houve algum momento marcante ou situações de estresse, como por exemplo, perda de emprego, falecimentos, separação, entre outras.

Os fatores de piora devem ser questionados, tais como, movimentação de cabeça, uso de medicamentos, ingestão de álcool, assim como antecedentes pessoais, quanto a

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doenças associadas, hábitos e medicações, e antecedentes familiares, que podem ajudar no caso de suspeita de disacusias hereditárias.

Após o exame físico, o médico solicita exames complementares: audiológicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem, de acordo com cada caso.

A avaliação diagnóstica do zumbido inclui dentistas, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

A acufenometria significa “medir os acúfenos” (zumbidos), sendo um dos métodos mais antigos e um dos menos empregados hoje em dia. Engloba um conjunto de técnicas audiológicas para tentar encontrar na audiometria tonal um tom puro que se aproxime do tom do zumbido do paciente (MENEZES P, SANTOs VAV, Revista Fonoaudiologia Brasil 2005;3 (1):1-4).

A acufenometria tem como principal vantagem a possibilidade de monitoração da real intensidade do zumbido e, por consequência, a monitorização do tratamento, além de auxiliar no topo-diagnóstico das lesões auditivas. Entretanto, possui algumas desvantagens. Em primeiro lugar, a audiometria tonal tenta correlacionar tons puros ao zumbido, que é, em muitos casos, multitonal. Além disso, poucos pacientes são capazes de fornecer uma correlação precisa de seu zumbido com os tons puros, mesmo com examinadores experientes. A acufenometria é de extrema importância no tratamento por mascaramento.

Características como tipos de zumbido (chiado, apito, cigarra) são úteis no sentido de objetivar o zumbido.

Segundo Fukuda (2000), outros exames também são muito importantes até para que o tratamento seja mais eficiente, esses exames são: exame físico geral, exame otoneurológicos, estudo de imagem e exames laboratoriais.

2.1.4 Tratamento

A literatura apresenta diversas modalidades de tratamento para o zumbido, entre elas estão a medicação, a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT) a Terapia cognitivo comportamental (TCC), o relaxamento hipnose, o biofeedback, as sessões

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educacionais e de solução de problemas (KIRSCH et al, 1989; JASTREBOFF, 1990; ANDERSSON e LYTTKENS, 1999).

A TRT baseia-se na habituação; capacidade de o cérebro ignorar estímulos neutros, sem significados. Segundo o modelo neurofisiológico, as conexões entre o sistema auditivo e o sistema límbico são responsáveis pela reação emocional ao zumbido, afetado o sistema nervoso autônomo, provocado ansiedade, depressão e desordens do sono (HERRAIZ, 2005).

Apesar da disfunção coclear poder ser considerada a origem geradora do zumbido na maioria dos casos, o nível subcortical e o córtex consciente têm papel determinante na percepção do zumbido crônico e da reação emocional (HERRAIZ et al, 2005).

Em toda a história do tratamento do zumbido, a TRT apresenta hoje os resultados mais eficazes, possibilitando melhor reabilitação do paciente nas suas atividades diárias – 82% de sucesso no tratamento, Segundo Herraiz (2005). Sanchez et al (2002) encontrou melhora de 60% na avaliação subjetiva e 80% na escala análago-visual. No entanto, o TRT requer em torno de 18 meses para atingir melhora estável e observável do zumbido. Além disso, o TRT requer paciência e disciplina do paciente e do profissional, que deverá ser experiente e com formação e conhecimento em TRT (LOCKWOOD et al, 2002).

Há muito tempo o aparelho de amplificação sonora individual (AASI), vem sendo utilizada no sentido de minimizar os efeitos da deficiência auditiva. (CAMPOS

etal, 1996 apud FERRARI E SANCHEZ, 2004).

Segundo Ferrari e Sanchez, (2004, p. 104), formas específicas de adaptação têm sido recomendas e com isso a utilização de próteses auditivas vem ganhando espaço crescente, como alternativa para o tratamento do zumbido.

O aparelho de amplificação sonora individual (AASI) tem surtido um efeito benéfico para as pessoas que reclamam do zumbido e possuem algum grau de perda auditiva.

A estimulação sonora tem sido um importante instrumento para o tratamento do zumbido e hiperacusia. Para alguns pacientes a simples amplificação do ruído ambiental encobre ou reduz muito a percepção do zumbido. A amplificação pode

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proporcionar um alívio imediato (mascaramento), também podendo ser de forma gradativa para facilitar o processo neurofisiológico da habituação. (Sanchez e Ferrari, 2004).

O mascaramento do zumbido foi idealizado por Jack Vernon e vem sendo utilizado desde a década de 1970. Baseia-se no uso de instrumentos que emitem sons com o objetivo de proporcionar alívio imediato do zumbido, seja por encobri-lo completamente (mascaramento total), ou uma diminuição da intensidade (mascaramento parcial). (VERNON E MEIKLE, 2000 apud FERRARI E SANCHEZ, 2004).

O aparelho de amplificação sonora individual (AASI), não proporciona a cura ao paciente portador de zumbido, apenas alivia a sensação de incômodo devido ao mascaramento realizado pelos sons externos. Desta forma, o aparelho de amplificação sonora individual apresenta uma ação periférica, e o paciente volta a sentir o desconforto causado pelo zumbido ao removê-lo para tomar banho ou dormir. (FERRARI E SANCHEZ, 2004 apud SILVA 2007).

Alguns pacientes podem apresentar a chamada inibição residual do zumbido, descrito por Jastreboff (1990). Segundo essa abordagem, o zumbido é considerado um problema apenas quando ativa outros centros nervosos não-auditivos, como o sistema límbico, responsável pelas emoções, e o sistema nervoso autônomo, que controla as funções fisiológicas. (JASTREBOFF e HAZELL, 1998 e FERRARI e SANCHEZ, 2004 ).

O enriquecimento sonoro produz uma melhora quantitativa e qualitativa e tira o foco da sensação do zumbido, uma vez com o uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), a pessoa que possui uma perda auditiva começa a ouvir os barulhos do mundo externo.

Existem alguns critérios para a adaptação do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) que são eles:

 Uso de moldes bem ventilados,

 Uso preferencial de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) retroauriculares,

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 Evitar o silêncio,  Molde aberto,  Uso contínuo.

Todo o tratamento como este também possui sua limitação, já que pode anteceder a situação da estética o que pode interferir na escolha do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).

Algum ponto do aconselhamento terapêutico tem que ser exaustivamente esclarecidos e reforçados durante todo o processo (FOLMER et al, 2002 apud FERRARI E SANCHEZ, 2004)

O aparelho de amplificação sonora (AASI), melhora a discriminação da fala, podendo ser útil para evitar frustração e isolamento,

O uso correto do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), estimula o sistema auditivo e pode reduzir a atividade neural gerada pela percepção do zumbido. (JASTREBOFF, 1990 apud FERRARI E SANCHEZ, 2004).

Para Fukuda (2000), orientações gerais devem ser dadas ao paciente, como a diminuição ou o corte total da cafeína, cigarro, álcool e exercícios físicos devem começar a fazer parte da vida diária do paciente, uma alimentação balanceada e o uso de alguns medicamentos.

Em alguns relatos de caso da literatura de Sanches (1995), foi observado que o estresse também é uma das causas mais frequente do zumbido, alguns fatores como reduzir as atividades diárias, ter um maior tempo de sono diário pode resultar em redução do sintoma.

A fisiopatologia do zumbido é muito complexa e, apesar de muitos avanços recentes na literatura, ainda não foi completamente elucidada. Esse sintoma pode trazer grandes atrasos na vida do paciente, mas com algumas das alternativas acima descritas, podemos trazer uma qualidade de vida e uma possível solução para as pessoas que passam por esse problema.

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2.2 HÁBITOS E ATITUDES AUDITIVAS EM ADOLESCENTES

Nas últimas décadas, os níveis de pressão sonora intensos foram considerados os agentes nocivos à saúde mais presentes nos ambientes urbanos e sociais, sendo encontrados frequentemente em locais de atividades de lazer, na forma de música em intensidade elevada, transformam-se num problema ambiental crescente na atualidade (BERGLUND B, 1995; OLSEN SE 2004).

Um número considerável de jovens ouve música durante as tarefas escolares e declaram que se concentram melhor quando ela está presente, tal fato também já havia sido descrito em pesquisas anteriores (VOGEL et al, 2008).

Algumas pesquisas revelam que pessoas jovens deveriam ser informadas em bases amplas sobre o risco para a audição que o indivíduo se submete ao fazer uso de fones de ouvido em intensidade alta e por um longo período de tempo. Campanhas informativas deveriam, por outro lado, iniciar com as crianças que são expostas à música dos estéreos portáteis, jogos eletrônicos, etc (FELCHLIN et al, 1998). Em estudo realizado em 2001, muitos adolescentes referem que a música alta em danceterias, shows e até mesmo na cantina da escola é frequentemente tão intensa que eles acham difícil se divertir, entretanto, eles se sentem incapazes de mudar a situação, porque percebem que a maioria de seus amigos gosta do ruído (WUEST, 1992).

O fato de alguns jovens gostarem do ruído pode estar relacionado com a descarga de adrenalina causada pela exposição a intensidades sonoras elevadas, em virtude da reação de defesa fisiológica para sons acima de 80 dB, e que pode ser percebida como estimulante (OMS- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE 1980).

A maioria das pessoas com perdas auditivas leves em altas frequências não está ciente do problema, não usa proteção adequada e também não imagina o impacto que a perda auditiva pode causar em sua qualidade de vida no futuro (VOGEL et al, 2008; WUEST 1992).

A questão sobre o uso do protetor auditivo em atividades como em discotecas e shows, causou espanto nos jovens que participaram de uma pesquisa em Santa Catarina, a maioria deles questionou se a pergunta fazia parte de alguma brincadeira.

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Consideraram a pergunta engraçada e comentaram que assistir a um show com “os ouvidos tapados não teria graça”( ZOCOLI et al, 2009).

O uso do protetor auditivo por jovens pode ser uma boa opção para evitar os riscos à audição, devendo ser usado em todas as situações. Possivelmente a combinação entre os sintomas auditivos e a preocupação em relação à exposição a sons altos pode conduzir a uma maior frequência no uso do protetor auditivo e ações educativas de boa qualidade deveriam efetivamente conscientizar os jovens (ERLANDSSON 2008; ZOCOLI et al, 2009).

O hábito de escutar música (utilizando fones de ouvido, com equipamento de som ou no carro) é bastante comum entre os jovens, e vem referido na literatura como um comportamento cada vez mais prevalente entre os adolescentes (WUEST 1992; ZOCOLI et al, 2009). Encontrou-se, ainda, grande porcentagem de jovens que tocam instrumentos musicais com frequência, o que pode aumentar o risco de problemas auditivos, uma vez que existem inúmeros trabalhos descrevendo os riscos auditivos nos músicos (FAUSTI et al, 2005).

A maioria dos participantes refere que a casa onde residem é um ambiente ruidoso concordando com o estudo de Lacerda et. al (2005).

Segundo Wuest e Getty (1992), embora os adolescentes tenham consciência de que a exposição a elevados NPS pode vir a provocar dano auditivo, eles afirmam estarem expostos ao ruído de ferramentas, máquinas, armas ou aviões, inclusive com o achado de que 88% realizam atividades de caça ou tiro com arma de fogo.

Nos Estados Unidos, um estudo mostra que a porcentagem de alterações auditivas entre jovens no ensino médio aumentou 2,8 vezes nas últimas décadas (MONTGOMERY 1992). Pacientes com queixa de zumbido podem apresentar graus de incômodo variados com o sintoma, tendo maior ou menor impacto na qualidade de vida. Dois fatores relacionados ao zumbido são importantes e devem ser diferenciados: a intensidade do sinal do zumbido e a severidade do sintoma, ou seja, o incômodo que ele provoca na vida do paciente.

Os jovens, em sua maioria, adolescentes, habitualmente estão expostos a música amplificada de alta intensidade, especialmente nas suas atividades de lazer (BORJA 2002). A música, em geral, é um som agradável que proporciona sensação prazerosa,

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entretanto, pode se tornar uma fonte de poluição sonora dependendo da maneira e do nível sonoro que é utilizado (VENTURA,2009).

Observa-se que adolescentes na faixa etária de 12 a 18 anos, aumentaram muito o uso de equipamentos estéreos pessoais (EP), muitas vezes, usados de maneira inadequada, por muitas horas e em intensidades muito elevadas. Há dois motivos preocupantes que fazem com que esses modernos equipamentos sejam prejudiciais para usuário: o primeiro é a grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria, o que favorece seu uso em jornadas extensas. E o segundo é o design dos fones, cuja tendência atual é o uso dos fones de inserção que são capazes de concentrar toda a energia sonora produzida dentro do conduto auditivo externo, sendo considerados, por esta característica, os mais prejudiciais (RUSSO, 2009).

A preocupação dos profissionais de saúde com a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) no ambiente de trabalho começou a se estender para as atividades de lazer, principalmente com a prática de esportes em ginásios e/ou academias, a frequência em boates e o uso de equipamentos portáteis com fones de ouvido (WIDÉN et al 2006; HIDECKER 2008).

Nos ambientes onde os jovens costumam se encontrar como bares, danceterias, shows, etc., geralmente a intensidade do som é superior a 100 dBA e nos equipamentos portáteis individuais com fones de ouvido podem até ultrapassar esta intensidade (SAWITZKI 2009; SERRA et al 2007).

A exposição a elevados níveis de intensidade pode desencadear diversos sintomas, tais como: intolerância a sons intensos, tontura, otalgia e principalmente, o zumbido e perda auditiva (GONÇALVES 2009). Já o prejuízo na audição pode acarretar consequências severas à qualidade de vida do indivíduo, afetando sua saúde e conturbando intensamente suas relações sociais (BERGLUND, 1995).

Para conscientizar esses grupos de crianças e jovens, algumas iniciativas já vêm sendo desenvolvidas em programas educativos para a preservação auditiva. Em alguns países, como nos Estados Unidos, há o programa Dangerous Decibels do Oregon Hearing Research Center e o Wise Ears! do National Institute on Deaness and other Communication Disorders, além da inclusão nos currículos escolares deste país de temas relacionados com os efeitos do som intenso na audição (FAUSTI et al, 2005).

(25)

No Brasil, campanhas como o Dia Internacional de Conscientização dos Efeitos do Ruído e o Passe Adiante Esta Idéia, são exemplos de projetos cujo objetivo é a promoção da saúde auditiva (CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA 2008).

Mesmo com essas diretrizes, são poucos os Programas Preventivos de Perdas Auditivas – PPPA consistentemente implementados em escolas ou com foco nos familiares, entretanto, muitas atividades escolares, incluindo bandas e artes, podem produzir níveis sonoros que excedem os limites recomendados pela ASHA. Os PPPA em escolas deveriam ser diferenciados e com ênfase na prevenção primária e secundária das perdas auditivas. Estudantes, pais e o quadro de funcionários da escola devem ser encorajados a programar estas estratégias para reduzir os riscos de expo-sição ao som (HIDECKER,2008).

(26)

3 MATERIAL E METODO

3.1 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná sob o registro CEP nº 2576.183/2011-08 (ANEXO I).

Todos os alunos receberam individualmente, antes de qualquer procedimento, o Termo de Assentimento aprovado pelo CEP, informando sobre a natureza da pesquisa, o caráter voluntário e sigiloso de sua participação, além da ausência de ônus e remuneração. Todas as dúvidas foram esclarecidas previamente à assinatura do Termo. Os indivíduos que apresentaram anormalidade em alguma etapa da avaliação receberam uma carta endereçada aos pais e/ou responsáveis convidando para consulta, sem ônus, na Clínica de Fonoaudiologia da Universidade Tuiuti do Paraná.

3.2 DELINEAMENTO DA PESQUISA

Trata-se de um estudo descritivo transversal que investigou, por meio de questionário, as atitudes e hábitos de adolescentes frente ao ruído; como parte da pesquisa de dissertação da Dra Renata Almeida Araújo Silvestre, otorrinolaringologista, apresentada na Universidade Tuiuti do Paraná em outubro de 2014.

Este estudo foi desenvolvido em uma escola estadual de Curitiba com 134 estudantes de ambos os gêneros.

Utilizamos como critérios de inclusão: estar matriculado entre o oitavo ano do ensino fundamental e o segundo ano do ensino médio da Escola Estadual Padre Silvestre Kandora, encontrar-se nas dependências da escola nos dias de coleta dos dados e concordar em assinar o Termo de Assentimento.

Foram excluídos os alunos que apresentaram alguma alteração na avaliação otorrinolaringológica, medidas de imitância acústica e/ou audiometria tonal limiar.

(27)

3.3 COLETA DE DADOS

Foi aplicado questionário (ANEXO II), elaborado pela autora, contendo 11 questões onde foram divididos em 3 temas principais: (saúde geral) – onde questionava-se a o aluno se ele tinha ou teve algum problema de saúde; (saúde auditiva) – foi feito um levantamento sobre queixa, problemas otológicos e se algum dia já apresentou um quadro de zumbido ou se existe alguém na família com algum problema auditivo; (hábitos sonoros) – que são os hábitos diários de uso dos estéreos pessoais, sintomas auditivos após uso desses equipamentos, foi utilizada uma escala analógica visual graduada de zero a dez, a fim de estimar a faixa de volume habitualmente utilizada pelos usuários e também foi questionado se após o uso do estéreo percebia-se algum sintoma citado no questionário.

Após preenchimento do questionário, todos os alunos realizaram avaliação otorrinolaringológica, medidas de imitância acústica e audiometria tonal limiar.

A audiometria convencional (250 a 8000 Hz) foi realizada em uma cabina acústica com audiômetro da marca Otometrics, modelo Madsen Itera II® e fones TDH 39®, devidamente calibrados conforme CFFa (2010) com impedância de 80 ohms.

Adotou-se a técnica descendente-ascendente, pela qual se reduz progressivamente a intensidade do estímulo em intervalos de 10 dB. O indivíduo foi orientado a erguer a mão quando ouvisse o som, mesmo que de fraca intensidade. Se não respondesse ao estímulo, a intensidade era aumentada em intervalos de 5 dB. Considerou-se limiar de audibilidade quando o indivíduo respondeu, no mínimo, a dois de quatro estímulos de mesma intensidade, sendo considerado como padrão de normalidade valores de até 25 dBNA, conforme classificação de Loyde e Kaplan (1978)

Para verificar as condições do sistema tímpano-ossicular, foram realizadas as medidas de imitância acústica. Utilizou-se o imitanciômetro da marca Interacoustics, modelo AT22®, por meio do qual foram obtidos os valores de compliância estática, volume da orelha externa (MAE) e pico de máxima compliância. A curva timpanométrica do tipo A, considerada normal, apresenta ponto de máxima compliância igual ou próximo à pressão atmosférica dentro da faixa de 0 a -100 daPa

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para adultos(17). Na análise dos timpanogramas, só foram consideradas as curvas do tipo A, segundo classificação de Jerger (1970) por serem as únicas que indicam orelha média livre de alterações.

3.4 ANÁLISE ESTATISTICA

As variáveis foram descritas na forma de frequências e percentuais, foram tratadas por análise estatística por meio do Teste de Diferença de Proporções e teste Qui-quadrado, ambos ao nível de significância de 0,05 (5%).

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4 RESULTADOS

A tabela 1 mostra os dados sócio-demográficos da população. Participaram da pesquisa 134 alunos do ensino fundamental e médio. A faixa etária variou entre 12 e 17 anos, entretanto 28,36 % tinham idade até 15 anos, 50,75 % eram do sexo feminino.

TABELA 1 - DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO A IDADE

IDADE (ANOS) FREQUÊNCIA %

12 4 2,99 13 25 18,66 14 31 23,13 15 38 28,36 16 24 17,91 17 12 8,96 TOTAL 134 100

FONTE: Renata Silvestre.

Observando-se a relação da utilização de EP em função da faixa etária (TABELA 2), utilizando somente duas categorias de idade: 12 a 14 anos e 15 a 17 anos, através do teste Qui-quadrado, ao nível de significância de 0,05, verifica-se que existe dependência significativa (p = 0,0393) entre o uso de estéreos pessoais e a idade. Assim, a proporção dos que usam estéreos pessoais é significativamente maior na faixa etária de 15 a 17 anos.

TABELA 2 – RELAÇÃO ENTRE USO DE ESTÉREOS PESSOAIS (EP) E IDADE

IDADE (ANOS) USO DE ESTÉREOS PESSOAIS TOTAL

Não Sim

12 a 14 anos 7 53 60

15 a 17 anos 2 72 74

TOTAL 9 125 134

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Verificou-se ainda que dos 125 alunos usuários de EP, 71 deles fazem uso do aparelho por menos de duas horas por dia e 54 usam por duas horas ou mais por dia. Observou-se através do teste Qui-quadrado, ao nível de significância de 0,05, que existe dependência significativa (p = 0,0367) entre o tempo de uso de estéreos pessoais e o gênero Portanto, a proporção de tempo de uso diário é significativamente maior entre as mulheres (TABELA 3).

TABELA 3 - RELAÇÃO ENTRE O TEMPO DE UTILIZAÇÃO DE EP POR DIA E GÊNERO

SEXO TEMPO POR DIA TOTAL

Menos de 2 horas 2 horas ou mais

Feminino 30 33 63

Masculino 41 21 62

TOTAL 71 54 125

FONTE: Renata Silvestre.

Quanto à presença de sintomas após uso de estéreo pessoal (TABELA 4), 49 dos entrevistados já apresentaram pelo menos um sintoma após o uso do EP, sendo que 27 referiram já haver experimentado o sintoma zumbido.

TABELA 4 - NÚMERO DE SUJEITOS QUE REFEREM QUEIXAS AUDITIVAS APÓS O USO DO ESTÉREO PESSOAL QUEIXAS AUDITIVAS APÓS USO DO EP FEMININO (n=63) MASCULINO (n=62) p n % n % Não 37 58,73 39 62,90 0,6328 Sim 26 41,27 23 37,10 TOTAL 63 50,04 62 49,60 Hipoacusia 2 3,17 3 4,84 0,6346 Tontura 8 12,70 3 4,84 0,1328 Zumbido 14 22,22 13 20,97 0,8554 Plenitude 9 14,29 6 9,68 0,4294 Dor 9 14,29 4 6,45 0,1537

Nota: O número de respostas é maior que o de respondentes, pois a questão permitiu múltiplas escolhas.

Teste Qui-quadrado e Teste de Diferença de Proporções, ambos ao nível de significância de 0,05. FONTE: Renata Silvestre.

(31)

A Tabela 5 evidencia os resultados quanto aos hábitos de exposição à música; além da utilização de estéreos pessoais, outras causas foram implicadas como desencadeadoras de zumbido: sons da televisão, cinema, balada, escola, atividades recreativas e shows. Quanto à frequência de uso observa-se que 59,70 % dos participantes referiram não usufruir frequentemente dos hábitos citados anteriormente.

TABELA 5 - DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO CAUSAS REFERIDAS DE ZUMBIDO

CAUSAS FREQUÊNCIA % IVAS 1 0,75 TV 1 0,75 Piscina 1 0,75 Cinema 4 2,99 Escola 7 5,22 Idiopático 8 5,97 Balada 10 7,46 Show 10 7,46 MP3 26 19,40

FONTE: Renata Silvestre.

Ao comparar a incidência de zumbido entre os adolescentes que utilizam e os que não utilizam EP, observou-se que, a ocorrência de zumbido é maior entre os usuários (40%) quando comparado aos que não tem o hábito (33,3%), embora não tenha sido observada diferença estatística através do teste Qui-quadrado, ao nível de significância de 0,05.

TABELA 6 - PREVALÊNCIA DE ZUMBIDO E HÁBITO DE UTILIZAÇÃO DE ESTÉREOS PESSOAIS (EP)

USO DE EP COM ZUMBIDO

(n=53) SEM ZUMBIDO (n=81) p n % n % sim 50 94,3 75 92,59 0,6928 não 03 5,67 06 7,41 TOTAL 53 100,00 81 100,00

(32)

5 DISCUSSÃO

Por serem práticos, portáteis e estarem na moda, os equipamentos estéreos

pessoais se tornaram acessórios quase indispensáveis no dia-a-dia, principalmente entre os jovens. Este hábito de consumo moderno tem gerado grandes discussões e pesquisas no meio científico acerca dos prejuízos que podem causar à audição desses indivíduos.

Com relação ao número de horas de utilização, diária e semanal, de aparelhos portáteis de música com fones individualizados, os participantes deste estudo se expõem diariamente a duas horas em média e semanalmente a seis horas. Concordando com o estudo de Shargorodsky et al,. (2010), que fez um levantamento e encontrou dados sobre a exposição ao barulho de cinco ou mais horas por semana. No moesmo inquérito de 2005 – 2006, 29% dos entrevistados disseram que foram expostos ao ruído do Mp3.

Fligor (2010) analisou em sua pesquisa dados de indivíduos entre 12 e 19 anos de idade, comparando a perda auditiva em mais de 3.000 crianças testadas 1988 – 1994 com cerca de 1.800 crianças testadas durante 2005 – 2006. O resultado foi que prevalência de perda auditiva aumentou de cerca de 15 por cento para 19,5 por cento.

Nos Estados Unidos, estudos mostram que a porcentagem de alterações auditivas entre jovens no ensino médio aumentou 2,8 vezes nas últimas décadas (MONTGOMERY JK, FUJIKAWA S. 1992). Esse fato pode ser decorrente da maior exposição do grupo adolescente a elevados NPS, conforme observado em nossa amostra, onde os adolescentes com mais idade, de 15 a 17 anos (TABELA 2), utilizam frequentemente estéreos pessoais e com isso, colocam-se em risco para perda auditiva em virtude de exposição a intensidade alta e por um longo período de tempo.

Kraft (2010) realizou em uma pesquisa com 35 jovens com idades variando de 15 a 20 anos. Os participantes eram de ambos os gêneros (feminino: 51,4% e masculino: 48,6%). Estudos como esse corroboram com a pesquisa atual (TABELA 3) onde foram observadas equivalência entre os gêneros, com diferenças significantes somente nas questões de utilização de EP dos adolescentes, sendo que o gênero

(33)

feminino apresentou maior exposição ao EP no que diz respeito à variável temporal em horas por dia.

A exposição à música com a utilização de fones de ouvido por um longo período, juntamente com outros hábitos auditivos, pode estar relacionada ao zumbido relatado (TABELA 4), já que, antes mesmo de uma perda auditiva, é maior a possibilidade de o indivíduo sentir zumbido quando exposto a elevados NPS, conforme demonstrado por Metternich Fu (1999).

Ao caracterizar os hábitos auditivos dos indivíduos desta pesquisa, pôde-se observar que, embora os indivíduos não apresentassem comprometimento da acuidade auditiva, aspectos relacionados à exposição ao ruído foram evidenciados, tal como o zumbido, hipoacusia, tontura, plenitude e dor.

Os resultados deste estudo, relacionados às atitudes dos adolescentes frente ao ruído presente em diferentes locais, sugere que a cultura atual da juventude não parece preocupar-se com os efeitos nocivos dos sons intensos. Esse fato fica claro quando observamos que 49,60% dos adolescentes já experimentaram pelo menos um episódio de zumbido (TABELA 6), sendo que 19,40% justificam o uso do mp3 como causa do sintoma, ao serem consideradas suas atitudes nas mais diversas situações de exposição (TABELA 5).

As atitudes dos adolescentes frente ao ruído nas atividades de lazer (TABELA 5) sugerem que este grupo não considerara o ruído elevado como um fator prejudicial à saúde, não manifesta desejo de se proteger e o volume do som nestes locais não foi considerado um problema. Estes achados diferem do estudo realizado em 2001 onde muitos adolescentes referem que a música alta em danceterias, shows e até mesmo na cantina da escola é frequentemente tão alto que eles acham difícil se divertir. Entretanto eles se sentem incapazes de mudar a situação, porque percebem que a maioria de seus amigos gosta do ruído (ZOCOLI et al, 2009).

. Em um estudo com músicos não profissionais (SHAH S et al, 2009) com pelo menos cinco anos de atividade musical, o zumbido e a hipersensibilidade puderam ser observados numa minoria da amostra, sendo que, por outro lado, em nosso estudo observamos maior ocorrência de zumbido entre os sujeitos expostos à música por meio de estéreos pessoais, embora sem diferença estatística significante (TABELA 6).

(34)

O presente estudo não conseguiu estabelecer uma relação direta entre o número de horas diárias de uso/tempo de uso em anos e a incidência de zumbido, não sendo, entretanto, analisado o volume utilizado. Além disso, sabe-se que a gravidade da PAINPSE apresenta variabilidade individual entre indivíduos expostos aos mesmos níveis de ruído (FLIGOR 2007).

Neste contexto, Jobim C. (2008) relata que a surdez é uma doença invisível, lentamente progressiva. Então, os jovens não se preocupam com a intensidade do som e usam os tocadores de MP3 indiscriminadamente. Você só vai conseguir identificar que tem um problema quando algum sintoma aparecer: dificuldade para conversar no telefone ou para entender o que as pessoas falam. Quando chegarem na faixa dos 40 anos, eles vão ter suas atividades sociais prejudicadas e ressalta que as possíveis lesões no ouvido são permanentes e irreversíveis.

A abordagem de campanhas de prevenção a danos auditivos, a partir de consequências psicológicas e sociais a exposição a elevados NPS, pode ser uma medida importante para a conscientização da população, principalmente dos mais jovens, cada vez mais atualizados e equipados com as novas tecnologias, além de mais precoces com relação a hábitos auditivos como frequentar concertos, shows e baladas.

Recomenda-se campanhas sobre preservação auditiva voltada a essa população, e mesmo em idades mais tenras, para uma maior conscientização e mudanças de hábitos. Estudos que possam realizar o acompanhamento auditivo de jovens, visando observar possíveis mudanças nos limiares auditivos, devem ser intensificadas.

Sugere-se que normas e uma fiscalização mais rigorosa em relação à música em ambientes de lazer e nos equipamentos individuais de som deveriam ocorrer, evitando-se exposições excessivas e modificando-evitando-se os hábitos em relação à exposição à música desde a infância.

(35)

6 CONCLUSÃO

Tomando por base os objetivos de nossa pesquisa, que foram: 1) Descrever a incidência do zumbido em um grupo de adolescentes; e 2) Correlacionar a incidência do zumbido com hábitos e atitudes auditivas.

Concluiu-se que:

(1) O zumbido foi o principal sintoma auditivo referido por nossa população adolescente normouvinte, ocorrendo em 39,55% dos sujeitos; e

(2) Embora o sintoma tenha sido mais frequênte entre os usuários de estéreos pessoais, não foi encontrada diferença estatística significante.

(36)

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SILVA, R.C.F. Aparelho de amplificação sonora individual: melhora a sensação de

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VENTURA CT, FIORINI AC. Música amplificada: uma revisão sobre seus efeitos na

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(42)

ANEXO I

TERMO DE ASSENTIMENTO INFORMADO LIVRE E ESCLARECIDO (Adolescentes maiores de 12 anos menores de 18 anos).

Título do Projeto: SAÚDE AUDITIVA NO CONTEXTO ESCOLAR: AÇÕES VOLTADAS À PROMOÇÃO E À PREVENÇÃO

Investigadores: Prof. Dra. Adriana Bender Moreira de Lacerda e Dra Renata Almeida Araújo Silvestre (otorrinolaringologista)

Local da Pesquisa: Colégio Estadual Silvestre Kandora

O que significa assentimento?

O assentimento significa que você concorda em fazer parte de um grupo de adolescentes, da sua faixa de idade, para participar de uma pesquisa. Serão respeitados seus direitos e você receberá todas as informações por mais simples que possam parecer.

 Pode ser que este documento denominado TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO contenha palavras que você não entenda. Por favor, peça ao responsável pela pesquisa ou à equipe do estudo para explicar qualquer palavra ou informação que você não entenda claramente.

Informação ao Paciente:

Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa, com o objetivo de Desenvolver um programa voltado à promoção da saúde e prevenção da perda auditiva (PPPA) em escolares.

Que devo fazer se eu concordar voluntariamente em participar da pesquisa?

Caso você aceite participar, inicialmente será aplicado um Questionário para identificação situacional dos determinantes da saúde (estilo de vida: hábitos e comportamento, aspectos auditivos e fatores de risco para perda auditiva.).

(43)

Desse modo, você será submetido primeiramente a meatoscopia que trata-se de uma observação visual no canal de entrada do ouvido, utilizando um equipamento chamado de otoscópio, o qual emitirá uma luz intensa a fim de se verificar as condições do mesmo.

Logo após, você será submetido à avaliação auditiva, realizada em cabina acústica montada em uma sala silenciosa da própria escola. A avaliação auditiva, será realizada com fones de ouvido e visa pesquisar a audição por via aérea, a fim de identificar precocemente a perda auditiva. Você deverá levantar a mão quando escutar o sinal sonoro.

A seguir, você será submetido à avaliação da orelha média, realizada com um aparelho chamado de imitanciômetro, utilizando as medidas de pressão e volume dentro do ouvido médio. Este exame é objetivo, sem necessidade da sua manifestação, uma ponteira de silicone será adaptada na entrada do ouvido para realização do teste. No momento da realização da avaliação da orelha média você deverá permanecer em silêncio.

Nenhum desses exames poderão causar dano à sua saúde.

Além da análise da audição, serão realizadas ações educativas/ informativas utilizando atividades lúdicas e de recreação voltada a promoção da saúde auditiva.

A sua participação é voluntária. Você não receberá nenhum pagamento nem terá nenhum gasto em participar da avaliação. E caso você opte por não participar não terá nenhum prejuízo.

Contato para dúvidas

Se você ou os responsáveis por você tiver(em) dúvidas com relação ao estudo, direitos do participante, ou no caso de riscos relacionados ao estudo, você deve contatar o(a) Investigador(a) do estudo ou membro de sua equipe Adriana Bender M. de Lacerda, telefone fixo (41) 33317848 e celular (41) 96119534 ou Dra Renata Silvestre (41) 99153854. Se você tiver dúvidas sobre seus direitos como um paciente de pesquisa, você pode contatar o Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, pelo telefone 3360-1041. O CEP é constituído por um grupo de profissionais de diversas áreas, com

(44)

conhecimentos científicos e não científicos que realizam a revisão ética inicial e continuada da pesquisa para mantê-lo seguro e proteger seus direitos.

DECLARAÇÃO DE ASSENTIMENTO DO PACIENTE:

Eu li e discuti com o investigador responsável pelo presente estudo os detalhes descritos neste documento. Entendo que eu sou livre para aceitar ou recusar, e que posso interromper a minha participação a qualquer momento sem dar uma razão. Eu concordo que os dados coletados para o estudo sejam usados para o propósito acima descrito.

Eu entendi a informação apresentada neste TERMO DE ASSENTIMENTO. Eu tive a oportunidade para fazer perguntas e todas as minhas perguntas foram respondidas.

Eu receberei uma cópia assinada e datada deste Documento DE ASSENTIMENTO INFORMADO.

_____________________________________________________________________

NOME DO ADOLESCENTE ASSINATURA DATA

___________________________________________________________________

(45)

ANEXO II

QUESTIONÁRIO – SAÚDE AUDITVA (HÁBITOS E ANTECEDENTES)

Nome do aluno: _______________________________________________ turma: Favor responder às perguntas abaixo.

Seus dados são confidenciais e não serão divulgados individualmente, seja sincero para podermos identificar o perfil dos adolescentes desta escola e propormos ações de saúde efetivas. Obrigada!

SAÚDE GERAL

1. Você tem algum problema de saúde? ( )Sim ( )Não.

2. Se respondeu sim, quais?

_________________________________________________________

3. Teve ou tem alguma das doenças abaixo? ( )Não

( )Diabetes ( )Problemas da tireóide ( )Meniginte ( )Sarampo ( )Caxumba ( )Rubéola

SAÚDE AUDITIVA

1. Você já apresentou alguma queixa relacionada aos ouvidos? ( ) Sim ( ) Não Caso tenha respondido sim, qual? (pode marcar mais de uma opção)

( )Diminuição de audição ( )Dor de ouvido ( )Ouvido tampado ( )Pressão no ouvido

( )Coceira nos ouvidos ( )tontura ( )Barulho no ouvido (tipo zumbido, chiado, apito)

( )Infecção de ouvido (otite) ( )Outras:

2. Se você respondeu que já teve zumbido, ele é ( )permanente ou ( )temporário? Se for temporário, chega a durar mais de 24 horas? ( )Sim ( )Não. E ocorre em que ocasiões?

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