Anais
Roda de Conversa:
Trabalho
ORGANIZAÇÃO:
Universidade Federal do Pará - UFPA
A revisão lingüística e ortográfica, assim como o enquadramento
às regras da ABNT é de responsabilidade dos autores e coautores.
Incubação de Empreendimentos de Economia Solidária: limites e possibilidades de extensão no atual contexto
Tipo: Roda de Conversa
Autores: Airton Cardoso Cançado e Anne Caroline Moura Guimarães Cançado
Objetivo: discutir as perspectivas da incubação de empreendimentos da economia solidária no
âmbito das instituições de ensino superior, na perspectiva da extensão.
Contexto
A incubação de empreendimentos da economia solidária por instituições de ensino superior completam 20 anos em 2014, depois da experiência pioneira da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De lá pra cá já existem mais de 100 instituições com estruturas desse tipo e a grande maioria vinculada à pró-reitorias, programas ou mesmo a projetos de extensão universitária. Existem duas Redes de incubadoras (Rede de ITCPs e UNITRABALHO) e um esboço de uma política pública de Estado, o Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares – PRONINC.
Nesse contexto, o que se pretende discutir são os contornos dessa atividade como possibilidade concreta de extensão universitária. Essa discussão passa necessariamente pelas modalidades de financiamento e de organização das próprias incubadoras em relação a suas universidades.
Metodologia
- Apresentação do histórico da Economia Solidária no Brasil, com foco na incubação de empreendimentos da economia solidária.
- Apresentação da experiência da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares do Núcleo de Economia Solidária da Universidade Federal do Tocantins – ITCP/NESol/UFT.
- Apresentação de questões norteadoras e debate.
- Sistematização dos principais pontos e elaboração de um documento a ser compartilhado com as incubadoras.
Resultados esperados
- Identificação de possíveis alternativas de atuação das incubadoras enquanto espaços de extensão universitária
- Aprofundamento da temática junto aos participantes e sua difusão por meio do documento a ser gerado
FORTALECIMENTO E FOMENTO DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS
A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de Viçosa
(ITCP-UFV) é um programa de extensão universitária, constituído em 2003. Desenvolve ações de fortalecimento e fomento de empreendimentos econômicos organizados a partir dos princípios da Economia Popular Solidária por meio da atuação multidisciplinar de estudantes e professores de diversas áreas do conhecimento acadêmico. Essas atividades são articuladas à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias sociais adequadas aos empreendimentos.
Os objetivos da nossa participação na rodada de conversa são:
Apresentar como o programa apoia iniciativas coletivas visando seu fortalecimento nos aspectos econômicos, organizativos, sociais, através de uma metodologia de incubação que está dividida em três fases: Incubação Fase I, Fase II e Desincubação. Onde se busca a geração de trabalho e renda, a promoção do consumo consciente, do comércio justo, da produção agroecológica e solidária, da segurança alimentar e o desenvolvimento local sustentável.
Expor as ações, que são realizadas de forma participativa e priorizam a autonomia e o empoderamento dos trabalhadores e trabalhadoras envolvidos nesses processos.
Apresentar as principais atividades realizadas com os empreendimentos que são: diagnóstico rápido participativo, planejamento estratégico, estudo de viabilidade econômico e associativo; orientação quanto à formalização; capacitação em gestão e economia solidária; apoio as estratégias de comercialização e divulgação de produtos; qualificação técnica e profissional; incentivo à organização de redes; e elaboração de projetos.
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS GERENCIAIS EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE DILERMANDO DE AGUIAR/RS.
Este Projeto de Extensão teve como objeto estruturar Custos e Orçamento Familiar para os produtores do município de Dilermando de Aguiar – RS. Em um plano geral, visou aproximar professores, alunos, proprietários e técnicos, visando o desenvolvimento acadêmico e profissional, uma vez que os alunos ficam frente a frente com uma realidade rural e atuam na capacitação gerencial, educação e desenvolvimento dos produtores. Com o objetivo de torná-los mais competitivos, ministraram-se cursos de capacitação denominados
Workshop em Custos e Orçamento Familiar, contribuindo, assim, para o
desenvolvimento sustentável da região. O mesmo foi sistematizado para compartilhar ferramentas de gestão familiar como controle de contas a pagar e a receber, distinção de custos fixos e variáveis, sistema de identificação dos resultados e retornos da atividade exercida na propriedade. Ao término do curso foram aplicados questionários de satisfação para os participantes com objetivo de verificar a qualidade do mesmo. Dois meses após a realização do curso foi verificada a utilização das ferramentas de gestão pelos produtores, através da aplicação de formulário, o qual se baseou nas particularidades existentes em cada propriedade rural e avaliar a assimilação dos conhecimentos repassados no curso de capacitação através da inserção das ferramentas contábeis junto às propriedades.
Titulo: Transparência Contábil em Entidades do Terceiro Setor
Resumo:
O projeto de extensão transparência contábil em entidades do terceiro setor tem como objetivo auxiliar os gestores na evidenciação dos recursos movimentados bem como na organização das rotinas administrativas. Estas atividades serão executadas por meio de oficinas, minicursos, palestras e visitas in loco. O projeto existe na instituição desde 2010 e já atendeu diversas entidades da região do Alto Vale do Itajaí/SC. O projeto viabiliza a integração entre a extensão, o ensino e a pesquisa, pois há disciplinas do curso de ciências contábeis, ao qual o projeto está vinculado, relacionadas ao terceiro setor e na pesquisa também há artigos sendo publicados. Também ocorre a interdisciplinaridade, pois outros cursos existentes na instituição sejam no campus onde o curso de Ciências Contábeis está ou nos demais, estão envolvidos como, por exemplo, o curso de Sistemas de Informação que elabora software ou paginas na internet para as instituições atendidas pelo projeto. Dentre as atividades desenvolvidas em 2013 consta o desenvolvimento de um software para gerenciar as entradas e consumo de mantimentos das instituições do terceiro setor o que viabilizará aos gestores controles eficazes de quem são os doadores bem como o monitoramento do consumo, desta forma evitará perdas de produtos por prazo de validade. Outra atividade desenvolvida foi o levantamento patrimonial onde foram identificados e mensurados todos os bens de uma entidade que atende idosos.
REFLETINDO SOBRE MODELOS DE ORGANIZAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA COM MULHERES EMPREENDEDORAS
Área temática: Trabalho
Responsável pelo trabalho: Monica Aparecida Del Rio Benevenuto
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Autoras: Merijane1 Cadeira e Monica Aparecida Del Rio Benevenuto2
Este trabalho integra as ações ligadas ao projeto “Economia solidária e gênero: promovendo ações com mulheres empreendedoras nos contextos rural e urbano” – PROEXT 2013. O objetivo foi o de conhecer os empreendimentos já existentes de mulheres de classe popular, suas intenções empreendedoras e estimular a cultura solidária através da organização coletiva. Foi realizado através de módulo com 3 grupos de Mulheres empreendedoras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro totalizando cerca de 75 mulheres. Através das metodologias participativas tratou da estrutura, legalização e dinâmicas presentes nas formas de organização do trabalho coletivo: associação, cooperativa e microempresa, onde se enfatizou o fortalecimento das relações no contexto do trabalho com base na economia solidária. A predisposição da mulher para se envolver na criação e na manutenção de redes relacionais é uma faceta da dimensão feminina que tem movido as mulheres para o trabalho coletivo organizado. Essa ação de extensão, onde o trabalho foi pauta prioritária, promoveu a troca de experiências e um conjunto de aprendizado relacionado à ação coletiva e ao fazer político. Ao lidarem com esses temas a busca dessas mulheres pela organização coletiva foi estimulada e fortalecidas as iniciativas femininas no campo empreendedor.
1 Graduanda em Hotelaria da UFRRJ- [email protected] 2
RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A CONSTRUÇÃO DE OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS, ASSOCIATIVISMO E GÊNERO COM OS PESCADORES ARTESANAIS
DO ESPÍRITO SANTO.
A; T; Vicente1
W; Knox2
G; R; Pereira3
O presente trabalho é uma exposição sobre todo o processo de construção das Oficinas de “Direitos Humanos, Associativismo e Gênero” com as comunidades de pescadores artesanais de Ilhas das Caieiras, Praia do Suá, Praia do Canto no município de Vitória, Regência no município de Linhares, Barra do Riacho no município de Aracruz e Lagoa Juara no município de Serra e por fim Praia de Itapuã e Praia do Ribeiro município de Vila Velha, todos municípios do litoral do Espírito Santo. A realização dessas oficinas foram de iniciativa do GEPPEDES, grupo de estudos e de pesquisa formado por duas professoras do departamento de Ciências Sociais da UFES em conjunto com alguns alunos dos Cursos de Ciências Sociais (Graduação e mestrado), Biologia, História, Comunicação Social: Audiovisual, com a intenção de compreender principalmente as situações das pescas artesanais ao longo do litoral do Espírito Santo, em vista do crescente avanço de grandes projetos industriais caracterizados por seus múltiplos e influentes proponentes como de “desenvolvimento” sobre o território que abrange os modos de vida e de trabalho dessas populações de pescadores artesanais. As oficinas originaram um vídeo documentário denominado “Tradições a deriva” e um livro chamado de “Imagens da pesca artesanal do Espírito Santo”.
1 Profª do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo e Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquise em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no Espírito Santo (GEPPEDES).
2 Profª do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo e Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquise em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no Espírito Santo (GEPPEDES).
3 Mestrando do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais – UFES e membro do rupo de Estudos e Pesquise em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no Espírito Santo (GEPPEDES).
SUSTENTABILIDADE DO CIRCUITO ESPACIAL DE PRODUÇÃO DE LEITE EM ESTABELECIMENTOS RURAIS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA NO SEMIÁRIDO POTIGUAR (REGIÃO DO SERIDÓ):
UMA EXPERIÊNCIA NO PROEXT UFRN – 2013.
Área temática: Trabalho Bárbara Danielle Andrade de Castro Praxedes Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Bárbara Danielle A. de C. Praxedes. 1
Arthur F. Vasconcelos; 2 O Seridó e o Agreste Potiguar constituem as maiores bacias leiteiras do estado do Rio Grande do Norte. Nessas regiões, além da produção do leite, se desenvolve a tradicional produção de queijo. Mesmo com as limitações naturais e sociais, a pecuária bovina leiteira se mantém e se sustenta gerando renda para parte considerável da população rural e urbana do estado, sendo assim responsável pela fixação do homem no campo. Atualmente, a produção artesanal de laticínios (Produção de Queijo e Manteiga) se encontra fragilizada, devido a problemas que envolvem desde a organização sociopolítica até a carência de recursos que proporcionem o aperfeiçoamento do processo de produção e comercialização do produto final. O projeto intitulado “Sustentabilidade do circuito espacial de produção de leite em estabelecimentos rurais de economia solidária no semiárido potiguar (região do Seridó)”, visou contribuir com o desenvolvimento sustentável do circuito espacial de produção de leite destes estabelecimentos rurais da região do Seridó ao promover o associativismo rural entre os produtores, despertando para a importância de se organizarem política e socialmente. Outra contribuição do projeto foi promover o intercâmbio científico e social entre a comunidade, os discentes e docentes dos cursos de geografia, zootecnia, e agronomia da UFRN. Foram realizadas visitas técnicas mensais nas casas dos produtores, que tinham como objetivo a implementação de técnicas de produção que mais se adequassem ao semiárido, visando à melhoria na produtividade dos rebanhos. Foram também realizadas juntamente com os produtores oficinas, palestras, diagnósticos e entrevistas, as quais foram norteadas a partir da perspectiva da metodologia participativa, tendo sido elaborado um cronograma de ações práticas a serem desenvolvidas, pleiteando a resolução dos principais problemas identificados pela comunidade rural.
1
Aluna de graduação do Curso de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
2
A EXTENSÃO COMO AGENTE DE FORTALECIMENTO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO SEMIÁRIDO.
Área temática: Trabalho Arthur Freire Vasconcelos Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Arthur Freire Vasconcelos 1 Bárbara Danielle A. de C. Praxedes; 2
A prática da extensão universitária vem ganhando espaço tanto no ambiente acadêmico quanto no meio externo à ele por aliar o três elementos básicos da produção de conhecimento: pesquisa, ação e ensino. Assim, contribui de maneira mais efetiva e abrangente na formação do saber, uma vez que expande sua capacidade de alcance, gera maiores possibilidades de modificações sociais onde esta consegue se difundir, agrega experiências, vivências e valores. A atuação endossada pela pesquisa, ensino e extensão favorece uma interação recíproca entre os extensionistas e a sociedade. É neste panorama que o projeto “Sustentabilidade do circuito espacial de produção de leite em estabelecimentos rurais de economia solidária no semiárido potiguar (região do seridó)” teve como foco central o desenvolvimento de oficinas que fomentasse o fortalecimento da economia solidária nas comunidades/assentamentos onde já existiam cooperativas de agricultores familiares. Estas oficinas ocorreram nos municípios de Cruzeta e Parelhas situados na região do Seridó. Foi utilizado como metodologia visitas de campo com roteiros de observação a fim de elaborar um diagnóstico de modo participativos entre a universidade e a comunidade.
1
Aluno de graduação do Curso de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
2